A Lavoura - 699

 

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Edição 699 da revista A Lavoura

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Ano 116 Nº 699/2013 R$ 12,00 Café: mais demanda pela qualidade Indicação de Procedência Café da região do Cerrado mineiro Óleos essenciais mercado em expansão Praga Como enfrentar a Helicoverpa armigera

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A AGRICULTURA É A BOLA DA VEZ Pelé (Embaixador do Time Agro Brasil) Fruto de uma parceria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com o Sebrae, o Time Agro Brasil entrou em campo para transformar a agropecuária brasileira em um time campeão. Para isso, o produtor rural está sendo treinado nas mais avançadas tecnologias para modernizar a sua produção, sempre com foco na sustentabilidade. Cursos, palestras, programas de capacitação estão sendo realizados em todo o Brasil para tornar o produtor rural um craque ainda maior na agropecuária, tendo como embaixador o maior craque de todos os campos: Pelé. Time Agro Brasil. Campeão na produção com preservação ambiental. www.timeagrobrasil.com.br

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Ano 116 . Nº 699/2013 A LAVOURA cAfé • 16 Qualidade da cafeicultura: demandas mundiais e oportunidades tURiSMO ecO-RURAL Brejal O potencial do campo • 30 PRAgA 44 • Um inimigo chamado Helicoverpa armigera PLANtAS BiOAtiVAS Óleos essenciais: uma fonte de divisas a ser mais explorada no Brasil • 48 27 IndICAçãO geOgráfICA “Café de atitude” gera valor compartilhado 40 • 54 • 60 • 64 • Café Café capixaba: bom, do campo à mesa SNA 116 ANOS PANORAMA ORgANicS Net ALiMeNtAçãO & NUtRiçãO SOBRAPA SRB - Sociedade Rural Brasileira ANiMAiS de eStiMAçãO eMPReSAS A Lavoura - Nº 699/2013 06 10 21 22 36 43 58 62 • 3 Café Tecnologia com sabor de sucesso Manejo Bovino Nutrição de precisão: simples e eficiente Indústria Agrícola Nova cevada cervejeira é importante e vantajosa para a indústria de malte

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DIREToRIA ExECUTIvA Antonio Mello Alvarenga Neto Almirante Ibsen de Gusmão Câmara Osaná Sócrates de Araújo Almeida Joel Naegele Tito Bruno Bandeira Ryff Francisco José Vilela Santos Hélio Meirelles Cardoso José Carlos Azevedo de Menezes Luiz Marcus Suplicy Hafers Ronaldo de Albuquerque Sérgio Gomes Malta ComIssão fIsCAL Claudine Bichara de Oliveira Maria Cecília Ladeira de Almeida Plácido Marchon Leão Roberto Paraíso Rocha Rui Otavio Andrade DIREToRIA TéCNICA Alberto Werneck de Figueiredo Antonio Freitas Claudio Caiado John Richard Lewis Thompson Fernando Pimentel Jaime Rotstein José Milton Dallari Katia Aguiar Marcio E. Sette Fortes de Almeida Maria Helena Furtado ACADEmIA NACIoNAL DE AgRICULTURA Presidente 1º vice-presidente 2º vice-presidente 3º vice-presidente 4º vice-presidente Diretor Diretor Diretor Diretor Diretor Diretor Fundador e Patrono: Presidente: Octavio Mello Alvarenga CADEIRA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 Roberto Rodrigues Mauro Rezende Lopes Paulo M. Protásio Roberto Ferreira S. Pinto Rony Rodrigues Oliveira Ruy Barreto Filho Claudine Bichara de Oliveira Maria Cecília Ladeira de Almeida Plácido Marchon Leão Roberto Paraíso Rocha Rui Otavio Andrade TITULAR RoBERTo FERREiRA DA SiLvA PinTo JAimE RoTSTEin EDuARDo EuGênio GouvêA viEiRA FRAnCELino PEREiRA Luiz mARCuS SuPLiCy HAFERS RonALDo DE ALBuquERquE TiTo BRuno BAnDEiRA RyFF LinDoLPHo DE CARvALHo DiAS FLávio miRAGAiA PERRi JoEL nAEGELE mARCuS viníCiuS PRATini DE moRAES RoBERTo PAuLo CEzAR DE AnDRADE RuBEnS RiCúPERo PiERRE LAnDoLT AnTônio ERmíRio DE moRAES iSRAEL KLABin JoSé miLTon DALLARi SoARES João DE ALmEiDA SAmPAio FiLHo SyLviA WACHSnER AnTônio DELFim nETTo RoBERTo PARAíSo RoCHA João CARLoS FAvERET PoRTo SéRGio FRAnKLin quinTELLA SEnADoRA KáTiA ABREu AnTônio CABRERA mAno FiLHo JóRio DAuSTER ELizABETH mARiA mERCiER quERiDo FARinA AnTonio mELo ALvAREnGA nETo iBSEn DE GuSmão CâmARA JoHn RiCHARD LEWiS THomPSon JoSé CARLoS AzEvEDo DE mEnEzES AFonSo ARinoS DE mELLo FRAnCo RoBERTo RoDRiGuES João CARLoS DE SouzA mEiRELLES FáBio DE SALLES mEiRELLES LEoPoLDo GARCiA BRAnDão ALySSon PAoLinELLi oSAná SóCRATES DE ARAúJo ALmEiDA DEniSE FRoSSARD LuíS CARLoS GuEDES PinTo ERLinG LoREnTzEn ISSN 0023-9135 Diretor Responsável Antonio Mello Alvarenga Editora Cristina Baran editoria@sna.agr.br Reportagem e redação Paula Guatimosim redacao.alavoura@sna.agr.br Secretaria Sílvia Marinho de Oliveira alavoura@sna.agr.br Assinaturas assinealavoura@sna.agr.br Publicidade alavoura@sna.agr.br / cultural@sna.agr.br Tel: (21) 3231-6369 Editoração e Arte I Graficci Tel: (21) 2213-0794 igraficci@igraficci.com.br Impressão Ediouro Gráfica e Editora Ltda www.ediouro.com.br Circulação DPA Consultores Editoriais Ltda. dpacon@uol.com.br Tel: (11) 3935 5524 Distribuição Nacional FC Comercial Colaboradores desta edição Alicia Nascimento Aguiar Aymbiré Fonseca Bia Rique Deise Froelich Fábio Rynol Fernanda Domiciano Flávia Bessa Humberto Ribeiro Bizzo Ibsen de Gusmão Câmara Joseani M. Antunes Larissa Morais Luís Alexandre Louzada Paula Guatimosim Raiza Tronquin Raphael Santos Ronaldo Luiz Samantha Mapa Sara Maria Chalfoun Viviane Pujol Magro Foto: Divulgação É proibida a reprodução parcial ou total de qualquer forma, incluindo os meios eletrônicos sem prévia autorização do editor. Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores, não traduzindo necessariamente a opinião da revista A Lavoura e/ou da Sociedade Nacional de Agricultura. Endereço: Av. General Justo, 171 • 7º andar • CEP 20021-130 • Rio de Janeiro • RJ • Tel.: (21) 3231-6369 / 3231-6350 • Fax: (21) 2240-4189 Endereço eletrônico: www.sna.agr.br • e-mail: alavoura@sna.agr.br • redacao.alavoura@sna.agr.br

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cARtA dA SNA 2014: um ano político de valorização do agronegócio Desde meados do século passado, com o processo de industrialização e a frenética urbanização do país, o setor rural foi relegado a um plano inferior. Industriais, banqueiros e comerciantes eram valorizados, representavam a modernidade e formavam a “elite” da nação. Os agricultores eram classificados como caipiras, atrasados e pouco instruídos. A classe política voltava suas atenções para os moradores das áreas urbanas. As plataformas dos candidatos e os programas dos governos enfatizavam o desenvolvimento da indústria, o crescimento das cidades e a melhoria das condições de vida de seus habitantes. Esse panorama vem mudando nos últimos anos. o agronegócio prosperou graças às condições naturais do país e ao desenvolvimento de tecnologias apropriadas, que proporcionaram vantagens comparativas e competitivas à nossa produção agropecuária. O Brasil cumpre sua vocação e consolida lugar de destaque como um dos maiores fornecedores de alimentos do mundo, com papel fundamental na equação global de segurança alimentar. Em 40 anos, deixamos de ser um país importador de alimentos para assumir uma posição invejável no comércio internacional. Fornecemos comida boa e barata para alimentar para 200 milhões de brasileiros e ainda produzimos excedentes exportáveis equivalentes a 100 bilhões de dólares por ano. Além disso, temos o mais avançado programa de geração de agroenergia do planeta. As atenções se voltam para o sucesso do agronegócio, que responde por cerca de 37% dos empregos, 23% do PIB e 40% das exportações do país. A imprensa passou a dar maior espaço para noticiar o setor, e os brasileiros, de forma geral, começaram a valorizar o homem do campo. Recente pesquisa da Escola Superior de Propaganda e marketing (ESPm) mostrou que 81% da população brasileira considera o agronegócio muito importante. Em algumas regiões, como é o caso do Centro Oeste, esse percentual sobe para 99%. Nesse contexto, o setor ganha importância política. Nas eleições de 2014 os candidatos precisarão mostrar com objetividade quais serão seus compromissos em relação ao desenvolvimento de nossa agropecuária. A SNA é uma instituição que não apoia partidos políticos e não se engaja em campanhas eleitorais deste ou daquele candidato. No entanto, temos o dever de colaborar com a construção de uma plataforma que reúna os interesses do agronegócio. Independentemente de seus respectivos partidos, estamos identificando os parlamentares que mais contribuíram para a defesa e o apoio ao setor. A bancada ruralista no Congresso demonstrou sua capacidade de articulação e mobilização, alcançando significativos resultados em favor do homem do campo. vamos trabalhar em 2014 para que o agronegócio conquiste maior espaço político e seja atendido em suas legítimas reivindicações. * * * nesta edição, o leitor ficará bem informado sobre a solenidade de premiação dos Destaques A Lavoura e sobre as homenagens especiais que prestamos em comemoração aos 40 anos da Embrapa e 20 anos da Abag. Também noticiamos a assinatura de um importante convênio com a FAo, para divulgação de conteúdo específico na revista A Lavoura. Estabelecemos ainda um convênio com o inPi, de incentivo às indicações Geográficas. À propósito, não deixem de ler nesta edição uma bela matéria sobre o café do cerrado mineiro. A partir desta edição, A Lavoura publicará a seção “Alimentação & Nutrição”. Neste número, trazemos uma entrevista com a renomada especialista Bia Rique. Boa leitura e feliz 2014! Antonio Alvarenga Antonio Mello Alvarenga Neto A Lavoura - Nº 699/2013 • 5

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D urante a realização do 14º Congresso de Agribusiness, nos dias 7 e 8 de novembro, no Rio de Janeiro, a Sociedade Nacional de Agricultura assinou relevantes acordos com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) e com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Além disso, segundo o texto do acordo, a FAO propõe uma parceria com A Lavoura – a revista agrícola mais antiga do país – a fim de unir esforços para cumprir os “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e da Cúpula Mundial sobre Alimentação de 2009”. A FAO também ressaltou o pioneirismo e o amplo alcance da publicação da SNA nos centros de pesquisa, universidades e bibliotecas do Brasil. No primeiro dia do evento, Alan Bojanic, representante no Brasil da FAO/ ONU firmou um convênio com o presidente da SNA, Antonio Alvarenga, para o desenvolvimento de atividades conjuntas com o objetivo de difundir informações e ações voltadas para o agronegócio. SNA assina importantes acordos com a FAO e o INPI SNA 116 anos produção mundial de alimentos deva se perder, principalmente por causa de mudanças climáticas que estão modificando a situação das lavouras. “A agricultura tem de se adaptar, porque a segurança alimentar do futuro terá de vir do aumento da sua produtividade. e as tecnologias são fundamentais em busca de melhorias no campo”, ressaltou Bojanic. INSegURANçA AlImeNtAR Bojanic destacou a importância do Brasil como um dos maiores produtores de alimentos do mundo e a cooperação com países que passam pela chamada “insegurança alimentar”. – Uma em cada quatro pessoas na África, por exemplo, não consome quantidade suficiente de alimentos para sua sobrevivência. Por outro lado, houve uma diminuição nos níveis de insegurança alimentar, mas muitos homens, mulheres e crianças ainda passam fome no mundo, reclamou o representante da FAO. Cristina Baran De acordo com o representante da FAO/ONU, estados Unidos, Austrália, Rússia e Ucrânia, por exemplo, são grandes celeiros da produção de alimentos, mas não para a agricultura tropical. “O Brasil detém a centralidade, porém, precisa investir mais em tecnologia, assistência técnica e transmissão de conhecimentos”, observou. Mesmo com a queda do número de famintos em nível global, Bojanic afirmou que 842 milhões ainda passam fome e, por isso, lamentou o fato de que 30% da o presidente da SnA, Antonio Alvarenga e o representante da FAo no Brasil, Alan Bojanic, assinam convênio que irá difundir informações e ações no âmbito do agronegócio Jorge ávila, presidente do inPi, durante a assinatura do acordo: Propriedade Industrial como estratégia comercial de agregação de valor ao produto 6 • A Lavoura - Nº 699/2013 Cristina Baran Para atender à demanda por alimentos no planeta, a produção terá de aumentar 20% até 2020, informou Bojanic. “O Brasil poder vir a contribuir com até 40% deste crescimento. em todo o mundo, devemos investir 83 bilhões de dólares em agricultura, até porque países do Sudeste e Sul da Ásia e países da África não terão condições de produzir quantidade suficiente de

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1 alimentos.” A meta da FAO é ter um milhão de toneladas a mais de alimentos até 2050 e, para isso, reforçou o representante da entidade, “o Brasil terá um papel fundamental”. COOPeRAçãO téCNICA PARA AS INDICAçõeS geOgRÁFICAS Ainda durante o congresso, o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila, e o presidente da SNA, Antonio Alvarenga, firmaram acordo de cooperação técnica. Segundo o conteúdo do texto, o objetivo é “promover a disseminação e a capacitação sobre Inovação, Propriedade Industrial e Informação tecnológica, especialmente as Indicações Geográficas/IG (Indicação de Procedência/IP e Denominação de Origem/DO) e marcas Coletivas, para um melhor entendimento e uso do sistema de PI como fator estratégico para a promoção da inovação tecnológica, da competitividade e do desenvolvimento sustentável dos negócios do setor”. O acordo também pretende consolidar a propriedade industrial como estratégia comercial de agregação de valor ao produto e de suporte à competitividade dos produtores brasileiros. O desenvolvimento, mapeamento e registro de novas Igs e marcas Coletivas, para ampliar o rol de produtos protegidos, assim como a divulgação desses produtos sinalizados junto aos mercados interno e externo, são algumas das metas da cooperação. A A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a embrapa, representadas por seus presidentes, respectivamente, luiz Carlos Carvalho e maurício lopes, foram agraciadas com o “Destaque Especial SNA 2012/13″. Sociedade Nacional de Agricultura e a revista A lavoura promoveram mais uma edição do tradicional prêmio “Destaque 2012/13”, durante o encerramento, no dia 8 de novembro, do 14º Congresso de Agribusiness. Dessa vez, dez nomes, entre personalidades e instituições, foram homenageados no auditório da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no centro do Rio de Janeiro. SNA e A lavoura elegem os melhores do agronegócio brasileiro “é uma forma de mostrar ao produtor que ele pode gerar valor para seus produtos através da propriedade intelectual, e vale para produtores de todos os tamanhos”, explicou Ávila. Alvarenga comemorou o acordo. “Quero agradecer a oportunidade de a SNA desenvolver um projeto em conjunto com o INPI que agregará conhecimento e capacitação ao produtor rural. A área de patentes é muito importante para o agro, pois dará suporte à competitividade dos produtos brasileiros”, finalizou Fotos: Débora 70 foto 1 - Maurício Lopes, presidente da Embrapa (ao centro), recebe o Destaque Especial SnA que presta homenagem aos 40 anos de atuação da Embrapa no país; a seu lado, o ex-ministro Roberto Rodrigues (à esq.) e o presidente da SNA, Antonio Alvarenga O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, recebeu o prêmio “Destaque Especial SNA 2012/13″ pelos 40 anos de atuação do órgão no país. Lopes agradeceu a homenagem reforçando que o “Brasil passou por uma primeira revolução do setor agrícola, nos últimos 40 anos, e agora pas- 2 DeStAQUeS eSPeCIAIS foto 2 - O ex-ministro Allyson Paolinelli entrega o prêmio a Cesário Ramalho, presidente da SRB, que destacou a importância do congresso na defesa dos interesses dos agricultores e pecuaristas A Lavoura - Nº 699/2013 • 7

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SNA 116 anos sará por uma segunda revolução, cujo sucesso vai depender de sermos capazes de responder às exigências do mercado e de ir além de produzir só alimentos, fibra e energia”. O presidente da SNA, Antonio Alvarenga, entregou o prêmio ao presidente da Abag, luiz Carlos Carvalho. A entidade foi homenageada por sua atuação junto ao agronegócio por 20 anos. “Represento pessoas que influenciaram e influenciam a cadeia produtiva do agronegócio. Quero agradecer a todos da Abag”, disse Carvalho. 4 5 este ano, receberam o “Destaque A lavoura 2012/2013” Cesário Ramalho da Silva, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SBR), na categoria “Representação Institucional”; Cristiano Walter Simon, consultor da Câmara temática de Insumos Agropecuários do Conselho de Agronegócio do ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (mapa), na categoria “tecnologia de Insumos”; Romeu Afonso de Souza Kiihl, diretor científico da Tropical Melhoramento e Genética, na categoria “tecnologia de Produção”; o Plano ABC do ministério da Agricultura, que à ocasião foi representado por Caio tibério Dornelles da Rocha, gestor do programa do governo federal e secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do mapa; eduardo Assad, pesquisador da empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (embrapa), na categoria “Pesquisa”; o Jornal do Commercio (categoria “Comunicação”), que esteve representado por seu coordenador comercial, Cesar Augusto Figueiredo de Souza; André Ilha, diretor de Biodiversidade do Instituto estadual do Ambiente (Inea), na categoria “meio Ambiente”, e Itaipu Binacional, por seu programa “Cultivando Água Boa”, sendo representada pelo engenheiro agrônomo João José Passini. PRemIADOS 6 AgRADeCImeNtOS Cesário Ramalho (SBR), ao receber o prêmio do ex-ministro Alysson Paolinelli, declarou: “eu me sinto emocionado. Com muita humildade, recebo esta homenagem em 3 foto 3 - Antonio Alvarenga entrega o Destaque Especial SnA a Luiz Carlos Carvalho, presidente da Abag: entidade foi homenageada por sua atuação junto à cadeia produtiva do agronegócio foto 4 - Luis Carlos Guedes Pinto concede o prêmio a Cristiano Walter Simon, consultor da Câmara Temática de insumos Agropecuários do Mapa, pela difusão de conhecimentos técnico-científicos foto 5 - Cristina Baran, editora da revista A Lavoura, e Caio Rocha, secretário do mapa: Plano ABC do ministério da Agricultura, que defende tecnologias de produção sustentáveis e baixa emissão de carbono, ganhou o prêmio Destaque foto 6 - o presidente da Academia nacional de Agricultura, Roberto Rodrigues, presta homenagem a Romeu Afonso de Souza Kiihl, diretor Científico da Tropical Melhoramento e Genética, considerado “o pai da soja brasileira” 8 • A Lavoura - Nº 699/2013

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8 foto 7 - Diretor da SnA, Paulo Protásio presta homenagem a Eduardo Assad (Embrapa): reconhecimento no setor de pesquisas foto 8 - Antônio Freitas, diretor da SNA, concede prêmio ao Jornal do Commercio: seu representante, o coordenador comercial Cesar Augusto Figueiredo de Sousa, lembrou os 186 anos do diário nome da minha entidade, dos agricultores e dos pecuaristas brasileiros tão bem defendidos neste congresso”. 7 O também ex-ministro Luis Carlos Guedes Pinto entregou o prêmio “Destaques” a Cristiano Simon (mapa). “Para mim, é um reconhecimento importantíssimo após uma carreira de mais de 40 anos. Não sou cientista, mas procurei aprender e levar os conhecimentos técnico-científicos aos agricultores”, ressaltou Simon. Presidente da Academia Nacional da Agricultura, o ex-ministro Roberto Rodrigues entregou a honraria “Destaques A lavoura 2012/2013″ a Romeu Kiihl, considerado o “pai da soja brasileira”. – Com quase 72 anos, a gente se torna mais um contador de histórias e não palestrante. meu sonho, enquanto estudante, era trabalhar com melhoramento de arroz, mas, por um mal entendido, fui parar na soja. Fui criticado por um colega, porque a soja era um produto sem expressão. Hoje, só tenho a agradecer”, comemorou o contemplado. 9 O diretor da SNA, Paulo Protásio, concedeu o troféu a eduardo Assad (Embrapa). “Agradeço por esse prêmio, mas vou dividi-lo com todos os meus colegas da embrapa, principalmente com aqueles que me ajudaram a mudar a concepção de que a agricultura não é a vilã das mudanças climáticas e que é possível fazer uma agricultura com sustentabilidade”, discursou Assad. Ao ser agraciado pela coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos da SNA, Sylvia Wachsner, com o prêmio “Destaques A Lavoura 2012/13″ na categoria Meio Ambiente, André Ilha (Inea) afirmou: “Estou lisonjeado por receber um prêmio ao final de um evento desta envergadura. espero que possamos trilhar bons caminhos nestas áreas vitais que envolvem o agronegócio, para construir um mundo melhor”. Representando o Plano ABC do ministério da Agricultura, Caio Rocha, ao ser homenageado por Cristina Baran, editora da revista A Lavoura, agradeceu: “Recebo este prêmio em nome do Mapa e de todos aqueles que se dedicam ao Plano ABC, que hoje já envolve dez ministérios. tenho a alegria e a satisfação de ser o gestor deste projeto. e quero aproveitar a ocasião para homenagear eduardo Assad (pesquisador da embrapa, um dos contemplados da noite), mentor do projeto”. 10 em nome do Jornal do Commercio, Cesar Augusto Figueiredo de Sousa, coordenador comercial do diário, destacou que “o jornal noticia, há 186 anos, os mais importantes fatos da economia, e o agronegócio tem merecido destaque nos últimos anos”. foto 9 - Sérgio Malta, diretor da SNA, entrega honraria ao representante da Itaipu Binacional, João José Passini: êxito do programa “Cultivando água Boa” foto 10 - André ilha, diretor de Biodiversidade de águas Protegidas do inEA, recebe prêmio na categoria “meio Ambiente” das mãos da coordenadora do Ci orgânicos, da SnA, Sylvia Wachsner Ao receber o prêmio das mãos do diretor da SNA, Sérgio malta, em nome da Itaipu Binacional, João José Passini fez questão de salientar que “o prêmio não era da Itaipu e, sim, dos mais de dois mil parceiros que nós temos”. A Lavoura - Nº 699/2013 • 9

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Panorama guia avalia melhores árvores pArA pAsTAgeNs Arborização de pastagens é uma alternativa para diversificar a renda do produtor rural, oferecer mais conforto ao animal, melhorar a fertilidade do solo e aumentar a produtividade do rebanho A  o guia descreve 51 espécies diferentes que ocorrem naturalmente em pastagens e traz duas modalidades de classificação: as que possuem melhores características para fornecimento de serviços, tais como qualidade da sombra, dos frutos, de fornecimento de nitrogênio e as melhores árvores para produção de madeira. no total, foram avaliadas 15 características de cada espécie. Carlos Maurício arborização de pastagens é uma alternativa para diversificar a renda do produtor rural, oferecer mais conforto ao animal, melhorar a fertilidade do solo e aumentar a produtividade do rebanho. Para ajudar na escolha das espécies, a Embrapa lançou o Guia Arbopasto: manual de identificação e seleção de espécies arbóreas para sistemas silvipastoris. nos países que fazem fronteira com o Brasil, como Peru, Bolívia, Colômbia e Equador”, declara Andrade. O primeiro capítulo trata sobre a situação atual e as perspectivas para arborização de pastagens na América Latina; o segundo sobre conceitos, benefícios e métodos de implantação de sistemas silvipastoris; o terceiro sobre o método utilizado para classificar as espécies listadas e o último é o guia de espécies. Sistemas integrados de produção Os sistemas silvipastoris integram árvores e pastagens para criação de animais e conferem maior sustentabilidade à atividade produtiva. Para o pesquisador da Embrapa Acre, Tadário Kamel, um dos autores do livro, o Guia Parapará é uma das espécies catalogadas Arbopasto pode ser um importante aliado para implantação desses sistemas. “Estudos já comprovaram os benefícios do uso dessas espécies listadas no Guia, tanto em sistemas de regeneração espontânea, como em sistemas em que as árvores são plantadas”, afirma. Manual “Trata-se de um manual para ajudar o produtor rural a fazer arborização de pastagens, tanto para escolher espécies a serem plantadas, quanto para manter as espécies que já ocorrem no pasto”, afirma o pesquisador da Embrapa Acre, Carlos Maurício de Andrade, um dos editores técnicos do Guia. Foram catalogadas árvores de pastagens no Acre e de Rondônia, mas a maioria das espécies ocorre, também, nos outros biomas brasileiros. “Das espécies avaliadas, 100% estão presentes na região norte, 76% no centro oeste, 53% no nordeste, 31% no sudeste e 20% no sul do Brasil, ou seja, é um guia de abrangência nacional e internacional, porque temos paisagens parecidas 10 • A Lavoura - Nº 699/2013 Melhores espécies A espécie que apresenta as melhores características para fornecimento de serviços foi o bordão-de-velho (Samanea tubulosa), árvore nativa, que ocorre principalmente na Amazônia e no Cerrado. “Em geral, as leguminosas, como é caso do bordão-de-velho, apresentam características interessantes devido a sua capacidade de fixar nitrogênio e arquitetura da copa, que permite passagem de luz solar adequada para o crescimento das gramíneas, dentre outros fatores”, afirma Andrade. Para a produção de madeira, o parapará (Jacaranda copaia) se destacou das demais espécies. árvore nativa que ocorre na região norte, nordeste e centro-oeste, essa espécie cresce rápido e a madeira tem um bom valor de mercado. As outras 51 espécies estão listadas no Guia Arbopasto, que pode ser adquirido na Livraria Embrapa. www.embrapa.br/livraria.

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SeM chORO cebola minimamente processada pode tornar-se um nicho de mercado A  cebola é uma das plantas de maior difusão do planeta e apresenta grande importância mundial, não só em termos de produção, mas também de consumo. No Brasil, é a terceira hortaliça mais cultivada e seu consumo é feito principalmente in natura como condimento ou tempero. Embora versátil em termos alimentares e culinários, essa hortaliça ainda tem pela frente um grande desafio para aumentar seu consumo, principalmente em se tratando da cebola roxa, pois a demanda por esta variedade de bulbo é pequena e concentra-se no Nordeste e entorno de Belo Horizonte (MG). estudar o comportamento de cebola roxa minimamente processada a fim de avaliar seus aspectos fisiológicos, bioquímicos e microbiológicos. Para isso, foram testadas diferentes temperaturas de armazenamento, combinados com dois tipos de corte, e a influência de diferentes embalagens na vida útil desse produto”, explicou a cientista dos alimentos e responsável pela pesquisa, natalia Dallocca Berno. A cientista afirmou que no cenário brasileiro atual, as temperaturas de comercialização e armazenamento raramente são respeitadas. Dessa forma, o estudo mostrou que quanto menor a temperatura, maior é a vida útil e a qualidade do produto, sendo que na temperatura de 0ºC, o produto pode durar até três vezes mais que se armazenado a 15ºC. “isso gera um ganho tanto para o comerciante que terá menos descarte do produto ao longo da comercialização, quanto para o consumidor, que poderá adquirir produto com qualidade num maior prazo de validade”, disse a pesquisadora. Por outro lado, foram estudadas quatro embalagens facilmente encontradas e de preços baixos, pois a pesquisa observou que a embalagem também pode interferir na qualidade do produto, mantendo-a por mais tempo. “A escolha da embalagem adequada pode valorizar o produto não só na aparência geral, mas também na sua qualidade específica”. Outro aspecto interessante diz respeito à pungência da cebola, da sensação picante que os consumidores sentem ao comê-la. No caso da cebola roxa, a pungência pode ser ainda maior, dependendo da variedade e, nessa pesquisa, as etapas de processamento mínimo reduziram em até 50% a pungência da cebola roxa.  Para agregar valor nessa espécie de cebola, um estudo realizado na Escola Superior de Agricultura “Luiz de queiroz” (uSP/ESALq), sinalizou que os produtos minimamente processados vêm obtendo crescente participação no mercado de produtos frescos em função da praticidade que oferecem ao consumidor. No caso da cebola, o preparo do bulbo é o maior motivo de reclamações, já que por conter compostos voláteis, causam irritação aos olhos e deixam odor característico na mão do manipulador. Ao trabalhar com cebola minimamente processada, a atividade poderá trazer benefícios tanto aos produtores quanto ao consumidor, além de tornar-se um nicho de mercado. Minimamente processada Desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação (PPG) em Ciência e Tecnologia de Alimentos, sob orientação de Ricardo Alfredo Kluge, do Departamento de Ciências Biológicas (LCB), o estudo buscou conhecer, com detalhes, a fisiologia e manuseio da cebola em questão. “Pensamos em Antioxidante A cebola é um dos vegetais mais ricos em quercetina, poderoso composto com propriedades antioxidantes e anticarcinogênicas, e que apesar da redução de quercetina durante o armazenamento, a cebola minimamente processada ainda continha níveis elevados do composto. “Isso demonstra que o processamento mínimo ainda mantém a cebola como uma das hortaliças mais ricas em quercetinas”, finalizou a pesquisadora. Alicia Nascimento Aguiar ESALq/uSP natalia Dallocca Berno Etapa de descascamento manual no processamento mínimo de cebola “Crioula Roxa” A Lavoura - Nº 699/2013 • 11

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Panorama Que espécies de peixe podem substituir a sardinha? Embrapa iniciaram o projeto “A matrinxã (Brycon cephalus) como alternativa à sardinha verdadeira (Sardinella brasiliensis) para enlatamento pela indústria de pescados”, e assim começar a testar essa e outras espécies de peixes propícias para a comercialização em lata. “é um projeto abrangente que analisará a viabilidade econômica da produção, a aceitação do mercado consumidor, os processos tecnológicos de processamento da matrinxã e a transferência de boas práticas aos aquicultores interessados em produzir a espécie”, explica o analista Diego Neves que coordena o projeto ao lado da pesquisadora Patrícia mochiaro, ambos da Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas (TO). R  ainha absoluta das latas, a sardinha (Sardinella brasiliensis) responde por dois terços do mercado nacional de peixes em conserva, o qual faturou R$2,27 bilhões em 2009, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentação. No entanto, ao longo dos anos, tem-se registrado um declínio dos estoques naturais de sardinha. Em 1970, o Brasil pescou 135 mil toneladas da espécie. Já no ano passado, a captura somou pouco mais de 90 mil toneladas. Para assegurar  a proteção da sua reprodução, foi instituído o período de defeso, cinco meses anuais em que a pesca é proibida. Com o objetivo de responder a esse gargalo da indústria conserveira e ampliar o mercado consumidor de pescados em conserva, alcançando novos nichos, especialistas da Nicho de mercado “Caso a matrinxã se mostre mais onerosa que a sardinha, podemos inseri-la em outro nicho de mercado e testar outras espécies para substituir a sardinha-verdadeira”, informou Neves, apontando espécies conhecidas como sardinha-de-água-doce (Triportheus ssp.,  Hemiodus ssp., entre outras) como possíveis candidatas para a produção em conservas em substituição à espécie marinha. Embrapa Agroindústria de Alimentos das em apenas um hectare. Lembrando que, segundo dados da Embrapa Hortaliças, a média nacional de colheita de batata-doce é de 8 toneladas por hectare. os benefícios de melhoria de renda, devido à excelente produtividade, têm feito muitos trabalhadores permanecerem junto de suas famílias, e desistirem, assim, de praticar o êxodo rural. o analista de transferência de tecnologia da Embrapa meio-norte, marcos Jacob, coordena as ações da Rede BioFoRT na região nordeste do país, transferindo tecnologia adequada para a elevação da produção dos agricultores familiares, que encontram na seca o maior adversário durante o plantio. “o grande diferencial está na forma inovadora de transferir a tecnologia, pois utiliza-se o princípio da “Segurança Produtiva”, conjunto de medidas necessárias à redução dos riscos de perda de produção e que possibilitem ao pequeno produtor rural produzir seu próprio alimento com garantia de colheita. Desenvolveu-se, assim, uma nova metodologia com base em pequenas áreas irrigadas por gotejamento ou outros sistemas com baixo consumo de água, para serem implantadas principalmente no Semiárido brasileiro, com aplicabilidade em qualquer situação em que o pequeno produtor não possua as condições mínimas para garantir êxito em seus sistemas produtivos.” “Hoje a presença do projeto BioFoRT na região nordeste tem tido resultados bastante animadores, possibilitando a pequenos produtores familiares produzir alimento de qualidade e em quantidade suficiente para o consumo próprio e ainda a venda de excedentes.”  O analista lembra ainda que Batata-doce biofortificada rende 70 t./ha Superprodução de batata-doce no Semiárido A  Rede BioFoRT tem provocado com suas ações no nordeste um aumento significativo na produção agrícola da região semiárida. Especificamente no estado do Piauí, é possível observar casos como o da Escola Agrícola de São Miguel do Tapuio, que, na última safra de batata-doce biofortificada, conseguiu colher, em um metro quadrado, 7 kg do cultivar, resultando numa provável colheita de 70 tonela• A Lavoura - Nº 699/2013 12

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Embrapa MerCAdO de flOres deve crescer até 12% A espécie matrinxã é alternativa para sardinha enlatada E  Estudos indicam que a matrinxã apresenta crescimento precoce e boa conversão alimentar, chegando a atingir entre 800 gramas a 1,2 quilo em um ano, e possui características que a tornam indicada para agricultores familiares. “De acordo com a literatura, a matrinxã pode se tornar importante tanto para a indústria conserveira de pescado como para pequenos produtores que podem fazer o processamento por meio de cooperativas”, colocou o analista da Embrapa. Embrapa Pesca e Aquicultura mbora, num primeiro momento, as flores e plantas ornamentais sejam consideradas produtos não essenciais para os consumidores, elas acompanham as pessoas em todas as ocasiões especiais de suas vidas, do nascimento à morte, estando presentes em todas as comemorações importantes: batizados, casamentos, aniversários, datas especiais, formaturas e outros grandes eventos. Trata-se de um mercado tão importante que tem registrado, em média, um crescimento da ordem de 12% ao ano, no Brasil, nos últimos sete anos.  Os principais institutos e órgãos que cuidam da floricultura brasileira creditam esse constante crescimento do setor não só à estabilidade econômica, mas, principalmente, à qualidade alcançada e à diversidade dos produtos disponibilizados anualmente no mercado.  O Brasil, em parceria com a Holanda, é um dos grandes desenvolvedores de novas variedades, com excelentes melhoristas genéticos (briders), que garantem sempre novidades, a cada ano, aliadas à maior durabilidade e qualidade das flores e plantas ornamentais. Essas novidades geralmente são apresentadas ao mercado consumidor durante a Expoflora, a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, realizada todos os anos em Holambra, interior de São Paulo.  Fábio Reynol nenhum dos produtores teve uma colheita menor do que 25 toneladas por hectare depois de terem aderido os cultivares biofortificados às suas produções. Embrapa Agroindústria de Alimentos Números animadores Acompanhando o desempenho da economia mundial, o mercado de flores brasileiro mostra vigor e tem estimativas animadoras de crescimento em 2013. Enquanto o PiB (Produto interno Bruto) brasileiro cresceu apenas 0,9% em 2012, o setor tem registrado um aumento médio anual nas vendas de 12%.  A expectativa é que esse mercado feche o ano movimentando aproximadamente R$ 4,8 bilhões. São números animadores, compartilhados pelo ibraflor – instituto Brasileiro de Floricultura, pela Câmara Setorial Federal de Plantas e Flores e pela Cooperativa Veiling Holambra.  Raphael Santos A Rede BioFoRT trabalha com alimentos que possuem maiores teores de pró-vitamina A, ferro e zinco, substâncias essenciais na prevenção de doenças relacionadas com a deficiência de micronutrientes no organismo (fome oculta) . A partir da técnica de cruzamento genético convencional, safras inteiras contendo cultivares de ampla adaptação e forte resistência são selecionadas e melhoradas, permitindo um aumento qualitativo na alimentação dos agricultores das regiões nordestinas. O feijão comum, o feijão caupi, o milho e a mandioca são algumas das outras culturas trabalhadas pelos projetos de biofortificação.   Produção brasileira O Brasil conta, atualmente, com 7,6 mil produtores de flores e plantas. Juntos, eles cultivam mais de 350 espécies com cerca de três mil variedades. Sendo assim, o mercado de flores é uma importante engrenagem na economia brasileira, responsável por 194 mil empregos diretos, sendo 49,5% (96 mil) das vagas relativas à produção; 39,7% (77 mil) relacionadas com o varejo; 3,1% (6 mil) na área de distribuição; e 7,7% (15 mil) em outras funções, principalmente de apoio. A Lavoura - Nº 699/2013 • 13 Regis Fernando da Silva

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@bancodobrasil 14 • /bancodobrasil bb.com.br/agronegocios Central de Atendimento BB 4004 0001 ou 0800 729 0001 • SAC 0800 729 0722 • Ouvidoria BB 0800 729 5678 • Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088 A Lavoura - Nº 699/2013

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Parceria é isso. Trabalhar para fazer o País inteiro crescer. Obrigado, produtor rural. Os campos brasileiros estão em boas mãos. Mãos responsáveis por 22,1% do PIB e por 33% dos empregos do País. Mãos que receberam do Governo Federal R$ 157 bilhões, o maior Plano Safra da história, e produziram acima do esperado. E é por isso que o Banco do Brasil, em nome dos brasileiros, agradece. Obrigado, produtor rural. A Lavoura - Nº 699/2013 • 15

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