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CooRDEnAção EquIPE oRGAnIzADoRA Equipe da ADESM Agência de Desenvolvimento de Santa Maria Claudio Emanuelli Diogo De Gregori Gustavo Segabinazzi Saldanha Jaqueline Dutra Brambila Marielle Pereira Flôres Silvanna Lodi Valeria Cristina Paredes Robinson Vilson Marcimino Serro Equipe da UFSM Universidade Federal de Santa Maria Alberto Souza Schmidt Amanda Faccin Andressa Schaurich dos Santos Flavi Ferreira Lisboa Filho Flávia Luciane Scherer Gilnei Luiz de Moura Italo Fernando Minello José Pozzobon Lucas Veiga Ávila Lúcia Rejane da Rosa Gama Madruga Pascoal José Marion Filho Roberto Schoproni Bichueti Vânia Medianeira Flores Costa Vitor Francisco Schuch Júnior Wladimir Comassetto

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E AoS PARTICIPAnTES Do PRoCESSo DE ELABoRAção Do PLAno ESTRATÉGICo DE DESEnVoLVIMEnTo ste Plano Estratégico de De­ senvolvimento é resultado da colaboração voluntária de inú­ meras pessoas que disponibi­ lizaram parte do seu tempo pessoal e profissional para dialogar, discutir e sugerir objetivos e propostas que projetassem uma Santa Maria melhor para se viver. Sabemos que ainda existem muitos desafios a serem enfrentados para a efe­ tivação deste Plano. Com o Movimento “A Santa Maria que queremos” e órgãos de Controle Social do Município, con­ tinuaremos mobilizando os atores locais para viabiliza­lo, atualizando­o na busca permanente de novas oportunidades e, principalmente, acompanhando a sua implementação. Agora se faz necessária a ampla par­ ticipação dos santa­marienses neste esforço coletivo de melhoria e acompa­ nhamento. Para isso, convidamos toda a comunidade a participar das atividades de construção da Santa Maria que quere­ mos. E agradecemos aos colaboradores, diretos e indiretos, deste Plano, pelo empenho e dedicação. Agência de Desenvolvimento de Santa Maria

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Sumário 06 10 1. | APRESEnTAção 2. | o MoVIMEnTo “A SAnTA MARIA quE quEREMoS” E o PRoCESSo DE ELABoRAção Do PLAno ESTRATÉGICo DE DESEnVoLVIMEnTo DE SAnTA MARIA (PED­SM) 3. | AGÊnCIA DE DESEnVoLVIMEnTo DE SAnTA MARIA ­ ADESM 4. | PERFIL Do MunICÍPIo 4.1 HISTÓRICo 4.2 MAPA DE LoCALIzAção DoS BAIRRoS E DISTRIToS 4.2 RESuMo DAS InFoRMAçÕES DEMoGRÁFICAS E SoCIoEConÔMICAS 5. | MAPA ESTRATÉGICo 6. | EIXoS ESTRATÉGICoS DE DESEnVoLVIMEnTo 6.1 CRESCIMEnTo EConÔMICo 6.1.1 AGRONEGÓCIO 6.1.2 INDÚSTRIA 6.1.3 TURISMO, COMÉRCIO E SERVIÇOS 6.1.4 EMPREENDEDORISMO, INOVAÇÃO E TECNOLOGIA 6.1.5 ECONOMIA SOLIDÁRIA 6.2 InFRAESTRuTuRA 6.2.1 MOBILIDADE URBANA E RODOVIAIS 6.2.2 SANEAMENTO 6.2.3 AEROPORTO CIVIL E PLATAFORMA LOGÍSTICA 6.3 EDuCAção 6.4 SAÚDE 6.5 SEGuRAnçA 6.6 CuLTuRA 6.7 MEIo AMBIEnTE 6.8 GESTão PÚBLICA 7. | VEToRES DE CoMPETITIVIDADE MunICIPAL 8. | ConSIDERAçÕES FInAIS REFERÊnCIAS LISTA DE ABREVIATuRAS E SIGLAS RELAção DE VoLunTÁRIoS RELAção DE EnTIDADES PARTICIPAnTES CoMPonEnTES DA ADESM no PERIoDo DE ELABoRAção Do PED­SM 14 16 16 22 24 28 30 32 36 42 48 56 62 66 68 74 80 84 94 102 108 116 122 132 134 136 137 138 144 149

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1. u ApresentAção m Plano Estratégico de De­ senvolvimento representa o resultado de um processo dinâmico, coletivo, participa­ tivo e contínuo para determinação dos objetivos e propostas, voltados essen­ cialmente para a solução de problemas e desafios de um município. Constitui­ ­se de um instrumento de diretrizes para definição de políticas para orientar o desenvolvimento local. É importante por tornar mais efi­ ciente o trabalho, diminuindo as inde­ cisões, favorecendo as transformações em diferentes âmbitos, tratando com coerência a multiplicidade de inicia­ tivas, buscando um consenso entre atores na seleção de um futuro dese­ jável, auxiliando na definição das prin­ cipais vocações, estratégias políticas, restrições e limitações, com o objetivo de aumentar o bem­estar e a qualidade de vida de seus munícipes 1. A vivência e a convivência social nas comunidades fazem aflorar aspirações, anseios, preocupações e expectativas dos atores sociais que dela fazem parte, os quais passam a exercer pressões so­ bre o poder público local, buscando, cada um a seu modo, os meios para tornar realidade seus mais profundos desejos como seres humanos. Estão aí inseridas questões relacionadas com as necessidades mais prementes de cada grupo social, em seu contexto, evidenciando a necessidade de se construir um caminho compartilhado que esclareça a todos qual o rumo a ser seguido. o Plano Estratégico de Desenvolvi­ mento de Santa Maria foi construído a partir das inquietações da comuni­ dade, por meio de um processo de par­ ticipação social que levou em conta a opinião de diversos segmentos sociais representados nos diferentes espaços de discussões proporcionados durante a sua elaboração. Representa, portanto, um passo importante para se constituir uma política pública que extrapole os períodos de gestão municipal e mini­ mize as pressões da comunidade, a partir do envolvimento coletivo dos ci­ dadãos que, durante a sua elaboração, defenderam suas propostas e procu­ raram incluí­las no documento final, tornando­se partícipes da tomada de decisão e compartilhando seus resulta­ dos com as esferas administrativas. A Agência de Desenvolvimento de Santa Maria (ADESM) coordenou 144 reuniões de Fóruns Temáticos e Grupos de Trabalho, que contaram com 2.506 presenças de 803 voluntários e 210 Entidades representadas. A seguir, pla­ nilha com o resumo das reuniões para elaboração do PED­SM. A forma como este Plano se cons­ 1 · Llona, Luyo, e Melgar. La planificación estratégica del desarrollo local en Perú: análisis de casos. Lima: Escuela para el desarrollo, 2003. 6 Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030

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Torres da Catedral Metropolitana de Santa Maria. Planilha Resumo das Reuniões para elaboração do PED-SM. Número de Reuniões 55 32 8 6 17 6 13 6 1 144 Número de Voluntários 387 164 90 40 58 52 126 30 55 803 Número de Presenças 1064 448 154 81 236 125 274 69 55 2.506 Número de Entidades 90 44 38 11 23 24 26 11 24 210 Fórum Temático (FT) FT de Desenvolvimento FT de Infraestrutura FT de Educação FT de Saúde FT de Segurança FT de Cultura FT de Meio Ambiente FT de Gestão Pública Audiência Pública Total Geral Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030 7

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truiu orientou­se pelos pressupostos do Planejamento Estratégico Municipal 2: · Caráter integral e integrado, por abordar tanto as questões econômicas quanto as sociais, culturais e territoriais, nas áreas urbana e rural, e por ter suas dimensões compatibilizadas de forma equilibrada; · Contempla ações e políticas cooperativas com os demais níveis federativos, apontando soluções não circunscritas somente às competências típicas e ex­ clusivas do Município; · Caráter técnico e político, procu­ rando não só racionalizar as condutas humanas, mas negociar na conciliação dos interesses diversos; · Racionalidade substantiva, levando em conta a qualidade substantiva dos fins almejados; · Participação ativa da comunidade em sua elaboração, acompanhamento e permanente avaliação; · Baseia­se em um modelo organi­ zacional burocrático-empresarial-comunitário, envolvendo o poder público, as empresas e as organizações do Terceiro Setor. A proposta metodológica, ilustrada na Figura 1, tomou como referência a Visão Geral do Planejamento Estra­ tégico Municipal 3, ressaltando­se a necessidade de adaptação às especifi­ cidades do planejamento e ao processo vivenciado na realidade do Município de Santa Maria. Sendo assim, o pro­ cesso evoluiu considerando as fases de: (i) Análises de Contexto, (ii) Definição da Diretriz Estratégica, (iii) Objetivos Estratégicos e Propostas e (iv) Monitoramento e Articulação. As Análises de Contexto levaram em conta o contexto externo e o interno. A análise do contexto externo procurou situar o Município no ambiente onde se insere, confrontando a sua situação com a realidade que o cerca, compara­ tivamente aos dez maiores municípios do Estado do Rio Grande do Sul. Em âmbito geral, essa análise concentrou­ se nos aspectos demográficos e socio­ econômicos e, em âmbito específico, considerou aspectos relevantes de cada Eixo Estratégico de Desenvolvi­ mento. A análise do contexto interno considerou o desenvolvimento histórico do Município, apresentando um pano­ rama geral sobre a sua evolução. A Diretriz Estratégica foi sintetizada no Mapa Estratégico, o qual está estru­ turado de modo a evidenciar a Visão de Futuro, os Eixos Estratégicos de Desenvolvimento, os Valores e Anseios da So- PLAno ESTRATÉGICo DE DESEnVoLVIMEnTo DE SAnTA MARIA AnáliSE DE ContExto Diretriz Estratégica Mapa Estratégico objetivos Estratégicos e Propostas Caderno de Propostas MonIToRAMEnTo E ARTICuLAção Fóruns Temáticos Movimento “A Santa Maria que queremos” Agência de Desenvolvimento de Santa Maria (ADESM) Controle Social Figura 1 · Proposta metodológica do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Município de Santa Maria. 2 - 3 · Rezende e Castor. Planejamento estratégico municipal: empreendedorismo participativo nas cidades, prefeituras e or­ ganizações públicas. 2 ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2006. 8 Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030

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ciedade e os Diferenciais Competitivos do Município. É importante ressaltar que os Eixos Estratégicos de Desenvolvimento conjugam três dimensões: o Apoio Institucional, os Desejos da Sociedade e o Resultado Social Esperado. A dimensão de Apoio Institucional está ancorada em dois eixos: Gestão Pública e Infraestrutura; a dimensão que representa os Desejos da Sociedade, em cinco eixos: Educação, Saúde, Segurança, Cultura e Meio Ambiente. A dimensão que re­ presenta o Resultado Social Esperado fundamenta­se no Eixo de Crescimento Econômico. Objetivos Estratégicos e Propostas representam a primeira fase de ope­ racionalização da Diretriz Estratégica, em cada Eixo Estratégico de Desenvolvimento. Assim, cada um foi organizado de modo a evidenciar a Visão do Eixo, os Objetivos Estratégicos que farão com que essa visão se concretize e as Propostas definidas para cada um dos objetivos. Importante referir que as propostas estão desmembradas em metas cons­ tantes de documentos à parte, dis­ poníveis em www.adesm.org.br. o tex­ to traz uma abertura em cada eixo que o situa no contexto em que se insere o Município e apresenta o detalhamento de como foi construída a discussão e o processo que permitiram a elaboração do seu escopo e conteúdo. Ao apresentar a forma de Monitoramento e Articulação, é importante mencionar que a execução deste Plano não é uma ação restrita à atuação da Prefeitura Municipal, mas a um con­ junto de entidades, instituições, organi­ zações e esferas de governo integradas a este processo pela ADESM, a qual tem o papel de articulação entre os diversos atores sociais que poderão contribuir para que as propostas sejam executa­ das de modo a promover o Desenvolvi­ mento do Município de Santa Maria. As características deste Plano e a forma como foi concebido levaram a considerar que o seu Monitoramento e Articulação serão realizados da mesma forma como foi construído: com a par­ ticipação e o comprometimento de todos aqueles que se sentem respon­ sáveis pelo crescimento e desenvolvi­ mento de Santa Maria. Diante disso, o Movimento “A Santa Maria que quere­ mos” representa uma das principais in­ stâncias para monitorar a sua evolução. A manutenção desse Movimento como espaço permanente de debate, dis­ cussão e aprimoramento das propostas advindas da sociedade é um compro­ misso assumido por todos aqueles que reuniram esforços para a elaboração de sua primeira versão. Além desse grande Movimento que foi a semente para a concretização deste Plano, serão mantidas as reuniões de cada um dos eixos estratégicos, nos seus respectivos fóruns temáticos, com a finalidade de aprimorar, reorganizar e redefinir o conjunto de objetivos de acordo com os novos contextos nos quais estarão inseridos e conforme o andamento e a evolução de sua execução. outro aspecto importante a ser men­ cionado é a inserção dos organismos de Controle Social do Município como partícipes essenciais no processo de Monitoramento e Articulação. A premissa é que a sociedade atual procura o envolvimento e a participação na tomada de decisões, em todas as esferas de governo, e que é preciso proporcionar as condições para que seus anseios sejam incorporados na construção do desenvolvimento. A Operacionalização, etapa essen­ cial para efetivação do planejamento, se dará por meio da elaboração de projetos específicos estabelecendo o vínculo entre os objetivos estratégicos e propostas do plano e os objetivos de cada projeto. o projeto é uma forma eficiente de organizar atividades e ori­ entá­las para os resultados que se es­ pera alcançar, tendo seu gerenciamen­ to realizado por um sistema unificado que contribuirá também para o moni­ toramento do plano como um todo, garantindo visibilidade e transparência ao processo. nessa etapa, o PED­SM como organização terá a função de co­ ordenar as diversas ações, enquanto o planejamento de cada projeto ficará a cargo das equipes responsáveis pela sua execução4. Este Plano está estruturado em oito capítulos, a saber: (i) Apresentação; (ii) o Movimento “A Santa Maria que que­ remos” e o Processo de Elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria (PED­SM); (iii) Agência de Desenvolvimento de Santa Maria – ADESM; (iv) Perfil do Município; (v) Mapa Estratégico; (vi) Eixos Estratégi­ cos de Desenvolvimento; (vii) Vetores de Competitividade Municipal e (viii) Considerações Finais. Vista geral da cidade. 4 · PFEIFFER, Peter. Planejamento estratégico municipal no Brasil: uma nova abordagem. Brasília: EnAP, 2000. Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030 9

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2. “A sAntA MArIA QUe QUereMos” E o ProCESSo DE ELABorAÇÃo Do PLANo ESTrATÉGiCo DE DESENVoLVimENTo DE SANTA mAriA (peD-sM) o MoVIMento Santa Maria que queremos” passou a ser um de seus objetivos. A partir de en­ tão, foram instituídos Fóruns Temáticos e Grupos de Trabalho com voluntários da sociedade para elaborar Planos de Ação para cada um dos eixos definidos no Mapa Estratégico. Dos debates decorrentes das re­ uniões, foi elaborado o Caderno de Propostas que, em julho de 2012, foi entregue à sociedade santa­mariense e aos candidatos a prefeito e a vere­ adores das eleições desse ano. A elaboração do PED­SM, obje­ tivo também inserido no Estatuto da ADESM, se deu a partir dos resultados dos encontros e debates promovidos durante as reuniões dos Fóruns Temáti­ cos e Grupos de Trabalho do Movimento “A Santa Maria que queremos”. Este documento é uma ferramenta de gestão eficiente e completa que servirá como referência para orientar a construção de um município desen­ volvido e sustentável ao longo dos próximos anos. o processo de validação represen­ tou uma nova oportunidade para que o conteúdo do Caderno de Propostas fosse analisado com a participação de uma equipe multidisciplinar de espe­ cialistas juntamente com a equipe da ADESM. A equipe foi constituída por E m 14 de novembro de 2009, aconteceu, em Santa Maria, um encontro histórico entre cente­ nas de lideranças dos mais vari­ ados setores do Município. Professores, trabalhadores, empresários, profissio­ nais liberais, militares, políticos, religi­ osos e representantes do poder público começaram a construir uma visão con­ junta de longo prazo para o desenvolvi­ mento de Santa Maria e Região. Esses líderes refletiram, debateram e opinaram, durante todo o dia, sobre o futuro de Santa Maria. quais serão esses caminhos? Com que futuro sonhamos? qual a Santa Maria que queremos? Do encontro, resultaram diversas propostas que foram qualificadas e priorizadas em entrevistas com cerca de 250 lideran­ ças, durante o ano de 2010. A partir de então, foi elaborada uma pesquisa que, no final de 2010 e início de 2011, foi dis­ ponibilizada na internet e aplicada pela união das Associações Comunitárias (uAC) nos bairros e vilas da cidade. Dessa pesquisa participaram aproxi­ madamente 10 mil habitantes, e partir de então foi elaborado um Mapa Estra­ tégico, que é uma representação gráfica das estratégias a serem adotadas para o desenvolvimento de Santa Maria. Com a fundação da ADESM em 2011 a coordenação do Movimento “A 10 Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030

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Chafariz da Praça Saldanha Marinho. nove professores doutores da uFSM com especialidades em Administra­ ção, Comunicação Social, Economia, Educação, Engenharia da Produção, Gestão Pública, Sustentabilidade e por dois especialistas: um Administrador especialista em gestão de saúde, inte­ grante do corpo funcional da uFSM, e um especialista ad hoc em segurança pública. Também participaram dois mestrandos e um doutorando em Ad­ ministração. o trabalho dessa equipe foi coordenado por professores do Depar­ tamento de Ciências Administrativas (DCA), do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da uFSM. o método de trabalho foi ampla­ mente discutido com os integrantes da ADESM e adequado ao contexto específico do processo vivenciado para a elaboração deste Plano. Representou, portanto, uma forma muito peculiar de construir e consolidar uma proposta com a responsabilidade da qual está investida. nas Figuras 2 e 3, estão apresen­ tadas todas as etapas deste trabalho, com destaque para: seus resultados, o número e a diversidade de pessoas envolvidas e o caminho percorrido na consolidação das propostas que cons­ tituem o Plano. Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030 11

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2009 14 de novembro Início do Movimento “A SAnTA MARIA quE quEREMoS” Construir uma visão de futuro para Santa Maria PRIoRIDADES Mais de 400 pessoas Durante o ano de 2010 Entrevistas com lideranças locais qualificar as prioridades PRIoRIDADES quALIFICADAS 250 pessoas 2010 e início de Final de Pesquisa aplicada à comunidade santa­mariense pela internet Confirmar com a comunidade Pesquisa aplicada à comunidade santa­mariense pela uAC 2011 ConFIRMAção DAS PRIoRIDADES CoM A CoMunIDADE Aproximadamente 10.000 pessoas Março e Abril de 2011 Consolidação dos resultados Elaborar o Mapa Estratégico MAPA ESTRATÉGICo Indentificação dos Fóruns Agência Polo RS Prefeitura Municipal 2011 e Julho de Julho de 2012 Reuniões dos eixos temáticos e grupos de trabalho: · Infraestrutura · Segurança · Crescimento Econômico · Meio Ambiente Elaborar Planos de Ação através da compilação das propostas sugeri­ das por Voluntári­ os nas discussões realizadas nos fóruns. Elaboração do CADERno DE PRoPoSTAS PELA ADESM 85 reuniões 1.600 presenças 593 voluntários 147 entidades representadas Figura 2 · Etapas do Plano Estratégico de Desenvolvimento, no período 14 de novembro de 2009 a julho de 2012. 12 Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030

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Reuniões dos eixos: Saúde, Gestão Pública, Educação e Cultura Complementar o Caderno de Propostas CADERno DE PRoPoSTAS FInAL Agosto de 2012 2013 a novembro Reuniões dos eixos: Segurança, Crescimento Econômico, Meio Ambiente e Infraestrutura 143 reuniões 2.451 presenças 797 voluntários 210 entidades representadas Participação da Equipe da uFSM Validação do conteúdo e método Transformar o Caderno de Propostas em PED para o Município Documento base do PED Equipe multidisciplinar uFSM e ADESM Definição do método com a ADESM Revisão do conteúdo do Caderno de Propostas Adequação à linguagem técnica proposta VAliDAção Validação por parte da ADESM juntamente com o grupo técnico, por Eixo Estratégico. Redação final do conteúdo da prosposta do PED 2013 04 de novembro Participação da Comunidade por meio de audiência pública Consolidação do documento e da metodologia PLAno ESTRATÉGICo DE DESEnVoLVIMEnTo 55 presenças 24 entidades participantes 2013 18 de Dezembro Apresentação do PED à Comunidade Entrega do PED à Comunidade A partir de 2014 Monitoramento, articulação e atualização Figura 3 · Etapas do Plano Estratégico de Desenvolvimento, no período de agosto de 2012 a 2014. Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030 13

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3. AGÊnCIA De DesenVoLVIMento De sAntA MArIA F ADesM undada em 18 de abril de 2011, a Agência de Desenvolvimento de Santa Maria (ADESM) teve seus alicerces construídos por uma trajetória que se inicia muito antes da data que marca sua fundação oficial. o início se deu em 1988, com a criação do Fórum de Entidades Em­ presariais de Santa Maria. A organi­ zação de uma instituição para plane­ jamento (como o Escritório da Cidade, fundado em 2005 e transformado em Instituto de Planejamento em 2013), de um Parque Tecnológico (como a Associação Parque Tecnológico de Santa Maria, criada em 2008) e de uma Agência de Desenvolvimento, criada em 2011, eram bandeiras do Fórum de Entidades Empresariais de Santa Maria, desde sua fundação. Das articulações entre empresári­ os e poder público, outras vivências positivas foram fundamentais para a consolidação da ADESM. A partir da cri­ ação do Comitê de Empreendedorismo e Inovação, em 2005, e das experiências de trabalho em conjunto entre poder público, universidades, empresários, sistema “S” e voluntários, a ideia da con­ solidação de uma Agência de Desen­ volvimento foi amadurecendo. Em 2009, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, com o apoio do Comitê de Empreendedorismo e Inovação, coordenou o Pavilhão de Inovação e também o Movimento “A Santa Maria que queremos”. Em parceria com a sociedade, construiu uma visão conjunta de longo prazo para o desenvolvimento de Santa Ma­ ria e Região. Vinte e dois anos após a consoli­ dação do Fórum de Entidades Em­ presarias de Santa Maria, o sonho da criação de uma Agência de Desenvolvi­ mento começou a se tornar realidade. Em 2010, através da articulação entre diversas instituições, pessoas físicas e jurídicas, lideradas pelo Comitê de Empreendedorismo e Inovação e pela Secretaria de Município de Desen­ volvimento, o esboço dessa Agência começou a ser elaborado. Em 29 de março de 2011, após uma série de reuniões e uma importante articulação entre empresários e a Pre­ feitura Municipal de Santa Maria, o Município enviou um Projeto de Lei à Câmara de Vereadores, a fim de bus­ car autorização legislativa para partici­ par da criação da ADESM em parceria com outras pessoas físicas e jurídicas de direito privado. o projeto foi apro­ vado em tempo recorde: 31 de março, 14 Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030

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resultando na Lei Municipal nº 5439. Em 18 de abril de 2011, a Assem­ bleia Geral, realizada na Câmara Munici­ pal de Vereadores, aprovou a fundação da ADESM. Desde então, a Agência fi­ cou consolidada como uma associação de direito privado, sem fins lucrativos e econômicos e aberta à participação da sociedade. A Agência de Desenvolvi­ mento de Santa Maria está sediada no Centro de Desenvolvimento Empresa­ rial, na Rua Ângelo uglione, nº 1509. Em seu estatuto, foram estabeleci­ dos 11 objetivos principais, que, no seu conjunto, visam articular o desenvolvi­ mento sustentável de Santa Maria e Região, pela ação integrada entre o Poder Público, instituições de ensino, setor empresarial, associações afins e voluntários da sociedade; fomentar e divulgar oportunidades de investi­ mento no Município e potencializar as empresas já instaladas em Santa Maria; bem como realizar a coordenação do Movimento “A Santa Maria que quere­ mos”, viabilizando encontros de pes­ soas interessadas em debater ideias, estudos e projetos relacionados ao desenvolvimento sustentável de Santa Maria e Região. A ADESM conta com 36 associa­ dos fundadores e mantenedores, pes­ soas físicas e jurídicas e o Município de Santa Maria, que aportam, men­ salmente, recursos financeiros para sua manutenção. Conta ainda com um grupo de 59 associados colabora­ dores – pessoas físicas que participam dos trabalhos dos Fóruns Temáticos, representando ou não instituições, com comprovado comparecimento em mais de 50% das reuniões de quais­ quer dos fóruns. Em seu Conselho Superior, a Agência de Desenvolvimento reúne o Prefeito Municipal de Santa Maria; o Presidente da Câmara Municipal de Vereadores desse município, os depu­ tados em exercício com domicílio elei­ toral em Santa Maria, ex­prefeitos de Santa Maria e o Prefeito Presidente do Consórcio Intermunicipal da Região Centro; os Reitores da universidade Federal de Santa Maria (uFSM), do Cen­ tro universitário Franciscano (unIFRA) e o Diretor da universidade Luterana do Brasil Santa Maria (uLBRA/SM); os Presi­ dentes de Câmara de Comércio, Indús­ tria e Serviços de Santa Maria (CACISM), da Associação dos Jovens Empreende­ dores de Santa Maria (AJESM) e da As­ sociação Parque Tecnológico de Santa Maria; o Comandante da 3ª Divisão de Exército; o Comandante da Base Aérea de Santa Maria (BASM); o Comandante Regional de Policiamento ostensivo em Santa Maria; o Presidente do Con­ selho Regional de Desenvolvimento (CoREDE Central); o Coordenador da união das Associações Comunitárias (uAC); além de 4 representantes dos associados fundadores e 4 dos associa­ dos mantenedores e colaboradores. Para conduzir suas atividades, a ADESM também possui uma direto­ ria composta por representantes do setor empresarial, das universidades, do poder público e voluntários, que se reúnem semanalmente para acompa­ nhar e orientar as ações realizadas pela Equipe Executiva. Em seus dois anos de atuação, a ADESM já realizou inúmeras ações que trouxeram reconhecimento e coloca­ ram Santa Maria como um municí­ pio em ascensão, ocupando lugar de destaque no mapa de desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Através do trabalho integrado dos seus componentes, a ADESM sela seu compromisso de articular as forças em favor do desenvolvimento sustentável do Município, destacando suas poten­ cialidades para construirmos juntos a Santa Maria que queremos para as próximas décadas. Plano Estratégico de Desenvolvimento de Santa Maria | “A Santa Maria que Queremos” | 2014 · 2030 15

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