Mundocoop 57

 

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A revista de gestão, finanças, pessoas e marketing do cooperativismo

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A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO 57 Ano 13 Espaço conquistado A representação política do cooperativismo brasileiro atinge todos os níveis do Poder Legislativo, com vitórias significativas PESSOAS OCB E BANCO CENTRAL disPONiBiLizAm CURsO dE EdUCAÇÃO FiNANCEiRA PARA COOPERATiVAs GESTÃO A PROFissiONALizAÇÃO dA GEsTÃO GANhA AdEPTOs NO COOPERATiVismO UMA COOPERATIVA FAZ O NATAL DE UM ícone paulistano MUNDOCOOP 1

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@bancodobrasil /bancodobrasil bb.com.br/agronegocios Central de Atendimento BB 4004 0001 ou 0800 729 0001 • SAC 0800 729 0722 • Ouvidoria BB 0800 729 5678 • Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088 2 MUNDOCOOP

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Parceria é isso. Trabalhar para fazer o País inteiro crescer. Obrigado, produtor rural. Os campos brasileiros estão em boas mãos. Mãos responsáveis por 22,1% do PIB e por 33% dos empregos do País. Mãos que receberam do Governo Federal R$ 157 bilhões, o maior Plano Safra da história, e produziram acima do esperado. E é por isso que o Banco do Brasil, em nome dos brasileiros, agradece. Obrigado, produtor rural. MUNDOCOOP 3

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Expediente A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO Diretoria Douglas Alves Ferreira Luis Cláudio G.F. Silva Redação EDITORA / Katia Penteado - MTb 11.682/SP redacao@mundocoop.com.br Colaboração / Nilton Tuna Arte DIRETOR DE CRIAÇÃO / Douglas Alves Ferreira ASSISTENTE DE ARTE / Fábio Aguilar da Silva revista@mundocoop.com.br Publicidade DIRETOR COMERCIAL / Luis Cláudio G.F. Silva ASSISTENTE COMERCIAL / Henrique P. Gouveia comercial@mundocoop.com.br Controle e Operações Wilma Zacharias Impressão Referência Gráfica TIRAGEM / 15 mil exemplares Fotos Arquivo MundoCoop e Istock Photo A revista MundoCOOP é uma publicação da HL/Mais Editorial Ltda. Rua Atílio Piffer, 271 - Conj. 62 - Casa Verde 02516-000 - São Paulo/SP - Telefone (11) 4323-2881 www.mundocoop.com.br Os anúncios e artigos assinados são de responsabilidade dos autores. As opiniões emitidas pelos entrevistados não refletem, o pensamento da coordenação dessa publicação. A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO 57 Ano 13 Espaço conquistado A representação política do cooperativismo brasileiro atinge todos os níveis do poder Legislativo, com vitórias significativas PESSOAS OCB E BANCO CENTRAL dispONiBiLizAm CURsO dE EdUCAÇÃO FiNANCEiRA pARA COOpERATiVAs GESTÃO A pROFissiONALizAÇÃO dA GEsTÃO GANhA AdEpTOs NO COOpERATiVismO UMA COOPERATIVA FAZ O NATAL DE UM ícone paulistano MUNDOCOOP A cidadã britânica Pauline Green, presidente da ACI, dá entrevista exclusiva para a MundoCoop e fala sobre os caminhos para a ampliação da presença feminina nas cooperativas e discorre sobre o cooperativismo no Brasil 1 0 1 4 MUNDOCOOP

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Espaço conquistado A representação política do cooperativismo brasileiro atinge todos os níveis do Poder Legislativo, com vitórias significativas 16 | Premiação Vinte e oito cooperativas de seis diferentes ramos foram premiadas na primeira edição do Prêmio Sescoop Excelência de Gestão uma cooperativa faz o natal de um ícone paulistano 14 20 30 32 18 | Marketing O cooperativismo mundial comemora resultados em reunião da ACI Américas 40 | Gestão Questão de sobrevivência em alguns ramos do cooperativismo, a profissionalização da gestão das cooperativas começa a ganhar adeptos 38 48 | Pessoas Resultado da parceria com Banco Central, curso foca na formação em educação financeira dos cooperativistas e seus familiares 44 52 54 ”ENTRE ASPAS 46 | Finanças Rabobank e Sicredi: intercooperação internacional MUNDOCOOP Sumário 5 22

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Ano Novo, A a próxima atração Ao Leitor no novo à vista, é momento de olhar para 2013 e perguntar: quais os ganhos? Há perdas? Há conquistas? As respostas conduzirão, naturalmente, aos planos para 2014, um ano marcado pela Copa do Mundo de Futebol e por eleições em âmbito federal e estadual. Pensando nas urnas e na representatividade política, na construção de legislação capaz de pro mover o desenvolvimento das cooperativas e, por conseguinte, do País, a MundoCoop preparou uma matéria de capa centrada na ação do Sistema OCB junto ao Congresso Nacional. São quase três décadas de interação permanente entre órgão representativo do cooperativismo e representantes eleitos para, em âmbito federal, elaborar leis que, se não beneficiarem as cooperativas, também não as prejudiquem. A forma de atuação do Sistema OCB, os vários atores inseridos no processo, a divulgação das ações, a prestação de contas, a sensibilização dos políticos, entre outros pontos, são temas apresentados em Capa. Os reflexos dessa prática em âmbito estadual e municipal também são lembrados. O último trimestre o ano foi recheado de conquistas importantes para o movimento cooperativista. E essas vitórias também são apresentadas nesta edição. Em outubro, Pauline Green, presidente da ACI, esteve no Brasil, mais especificamente no Guarujá (SP) para a reunião da ACI-Américas. Aproveitando a ocasião e a aproximação da líder internacional com nosso país, MundoCoop entrevistou-a, com exclusividade. Ao longo de toda a Entrevista, ela passeia por temas como o papel da mulher nas cooperativas, a representatividade do Brasil, o plano decenal da instituição e do setor, batizado de Visão 2020, e a importância da instituição no fortalecimento do movimento cooperativista. A presidente da ACI cita, também, a eleição de Eudes de Freitas Aquino para a Diretoria da associação, tema que é tratado em matéria especial em Coop no Mundo. A aprovação do Fundo Garantidor de Crédito pelo Banco Central (BC), criado com o apoio do Sistema OCB, é tema central de CrediCoop. Finanças enfoca os 30 meses de uma relação estratégica de longo prazo entre instituições com afinidades de propósitos e focadas no desenvolvimento do cooperativismo de crédito: a parceria entre Rabobank e Sicredi. Curso de educação financeira direcionado a cooperativistas e seus familiares, além dos colaboradores das cooperativas, é novidade resultante de parceria entre Banco Central do Brasil e Sistema OCB. A meta é pôr fim ao analfabetismo financeiro. Confira em Pessoas. A profissionalização da gestão das cooperativas é assunto em Gestão. Acadêmicos e consultores falam sobre vantagens e riscos, citam metodologias e alertam para os cuidados a serem tomados. Esse é o caminho adotado pela Cocamar, que começará 2014, investindo na implementação do processo. Mas, como é final de ano, época também de festas, Momento Cooperar enfoca a parceria de mais de 10 anos entre uma cooperativa de artes e reciclagem e um ícone da capital paulista, respectivamente Cooperaacs e Condomínio Conjunto Nacional. Esses são apenas alguns assuntos, pois esta edição está plena de informação. É um verdadeiro presente de final de ano que a equipe da MundoCoop preparou para você. Feliz Natal. Em 2014, voltaremos a nos encontrar. Izilda França Katia Penteado, editora redacao@mundocoop.com.br 8 MUNDOCOOP

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ENT REVISTA Igualdade: PAULINE GREEN cooperativismo A participação feminina em igualdade de condições aos homens exercida pelos Pioneiros de Rochdale é o modelo para a cidadã britânica Pauline Green, presidente da ACI – sigla em inglês para Associação Cooperativa Internacional. No entanto, olhando para os dias de hoje, lamenta que as mulheres, salvo honrosas exceções, não desempenhem os papéis principais em suas cooperativas ou nas instituições locais ou nacionais. Há ainda muito a fazer para incentivar homens e mulheres a fim de facilitar que mulheres assumam posições de liderança. Nesta entrevista exclusiva para a MundoCoop fala sobre os caminhos para conquista desses espaços, discorre sobre o cooperativismo no Brasil e a eleição de Eudes de Freitas Aquino para a Diretoria da ACI em âmbito mundial, mostrando também a importância da instituição no fortalecimento do movimento cooperativista. mundial O cooperativismo faz parte da sua vida e de seu modo de olhar o mundo. Como foi sua aproximação com o cooperativismo? Eu aprendi sobre o movimento cooperativo quando ainda criança. No Reino Unido, as escolas ensinavam sobre o papel dos Pioneiros de Rochdale e a forma como eles desenvolveram o primeiro conjunto de princípios e valores para o movimento. Mais tarde, quando os meus filhos eram pequenos e eu estava à procura de um clube para colocá-los, eu me envolvi com o movimento. O que mais me agradou foi o Woodcraft Folk, o movimento da juventude do cooperativismo no Reino Unido. Os princípios e valores cooperativos me seduziram como uma boa maneira de dirigir a economia real, ajudando a apoiar e a engajar pessoas e famílias em níveis básicos. busca do permanente 10 MUNDOCOOP

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E N T R E V I S TA Como vê a participação das mulheres no cooperativismo mundial? As mulheres sempre foram parceiras iguais aos homens desde os Pioneiros de Rochdale. Assim, 80 anos antes de o voto feminino ser liberado no Reino Unido, as mulheres tinham igualdade de condições como membros de cooperativas. Hoje, as mulheres estão desempenhando um papel relevante na base do sistema cooperativo em todo o mundo, mas não estão nos papéis principais nem em suas cooperativas, nem no movimento local ou nacional. Há ainda muito a ser feito para que elas assumam posições de liderança. É preciso incentivar homens e mulheres. A sessão de abertura na Conferência das Américas da ICA foi intitulada “O papel da mulher no Plano da Década da Cooperativa: é mais importante do que nunca?”. A sra. defende a união de gêneros, afirmando que “as duas asas da nossa sociedade devem voar juntas”. Como acha que o movimento das mulheres pode avançar e integrar-se ao movimento tradicional existente e que ações sugere para atingir-se esse objetivo? É importante que as mulheres sejam insistentes e perseverantes, envolvendo-se. É necessário encontrar candidatas capazes de atrair o apoio de homens e mulheres. O cooperativismo será mais forte quando, na comunidade, mulheres jovens e meninas verem mulheres atuando ao lado dos homens, como iguais. Para isso, as mulheres devem ser capazes de realizar o trabalho, precisam estar confiantes, falar em público e ser competentes em suas habilidades de cooperação. Não basta esperar que colegas as apoiem porque são mulheres. A ACI desenvolveu o Plano da Década Cooperativa. O que ele prevê? Esse ambicioso plano de ação traz a Visão 2020, que é a forma cooperativa de negócio a ser atingida até 2020, e envolve liderança em sustentabilidade econômica, social e ambiental; cooperativismo como modelo preferido pelas pessoas; e o reconhecimento das cooperativas como empresa de maior crescimento. Objetiva-se, ao delinear um Plano de Ação para uma Década Cooperativa, mostrar o caminho claro para os próximos anos. O desafio para a ACI, organizações nacionais, grupos setoriais, cooperativas e membros individuais é implementar este Plano de Ação, fazendo de 2011-2020 uma Década Cooperativa de crescimento estável. O plano de ação da Década Cooperativa é baseado em cinco pilares: participação, sustentabilidade, identidade, marcos legais e capitais e está disponível para download no site da ACI. É importante que todos o conheçam e trabalhem para colocá-lo em prática. MUNDOCOOP 11

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ENTREVISTA PAULINE GREEN Qual a importância do Ano Internacional do Cooperativismo para a Visão 2020? A Visão 2020 tem como base tudo o que foi concretizado durante o Ano Internacional das Cooperativas (2012) e na resiliência demonstrada pelo movimento cooperativo desde que aconteceu o grande colapso financeiro. O Ano Internacional das Cooperativas trouxe as atenção para o setor, evidenciou a caraterística de propósito partilhado, ilustrado pela gama de atividades e celebrações do Ano Internacional. O reconhecimento da ONU levou as cooperativas para além dos limites do próprio setor, fortalecendo a presença junto à sociedade civil A contribuição do cooperativismo é inquestionável, pois, ao longo da história, as cooperativas já contribuíram largamente para aliviar estes prementes problemas globais. Agora, com maior apoio e reconhecimento, poderão contribuir muito mais. Por isso, acreditamos que as principais prioridades envolvem a divulgação da forma cooperativa de empreender, fornecendo às pessoas instrumentos e apoio para criar, financiar e desenvolver cooperativas Como a sra. avalia o cooperativismo no continente americano? E no Brasil? A cooperação é muito presente em todo o continente americano, de Norte a Sul. As cooperativas diferem de país para país, dependendo das suas prioridades, do período em que começaram a crescer e a se desenvolver em cada país. É assim por todo o mundo. Em cada país, a evolução da economia cooperativa é única, específica de cada cultura e tradição. No entanto, ainda há muito a ser feito nas Américas. Alguns países precisam diversificar sua economia cooperativa, olhando para novos setores em que as cooperativas poderiam fazer diferença significativa na vida das pessoas comuns. O Brasil tem uma economia cooperativa vibrante e diversificada. As suas cooperativas agrícolas são o setor mais forte, com poder financeiro relevante, proporcionando significativo número de postos de trabalho. Aa cooperativas brasileiras investem em inovação. Tenho certeza de que, nos próximos anos, com o fortalecimento da economia, o desenvolvimento cooperativo será muito maior. Durante a conferência, a sra. disse que “esta será uma nação que vai liderar a situação político-econômica no futuro e, então, é fundamental para o cooperativismo”. Como a ACI pode contribuir para que o Brasil cumpra seu papel? Entendo que este é um dos países que vai exercer influência econômica e política significativa nas próximas décadas. Esta é uma declaração feita à luz do crescimento da economia brasileira e de seu potencial daqui para frente. A ACI pode dar a oportunidade para que os cooperadores brasileiros se integrem aos seus colegas ao e entre organizações governamentais e intergovernamentais. São realizações significativas, mas devem ser vistas no contexto das tendências emergentes dominantes que formatam as nossas políticas, sociedades e economias no futuro previsível: degradação ambiental e esgotamento de recursos, instabilidade do setor financeiro, desigualdade crescente, perda de confiança nas organizações políticas e económicas. As tendências também sinalizam para crescente déficit de governança global e aparente falta de emancipação da nova geração. Como as cooperativas podem contribuir para o equacionamento dos problemas globais? sustentáveis, assim como remover barreiras que se atravessam em seu caminho. O que a ACI recomenda às cooperativas para minimizar a desigualdade? As cooperativas fundam-se em um grupo de princípios e valores que demandam à igualdade. Portanto, a ACI deve continuar a promover os princípios e valores, pedindo aos membros que cumpram a todos, no mesmo espírito com que foram elaborados por nossos fundadores. 12 MUNDOCOOP

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O novo emblema da cooperativa é simplesmente brilhante! É algo que só nós, cooperativistas, podemos usar. Ele diz quem somos e o que defendemos. redor do mundo, que vivenciaram período de rápido crescimento econômico. Os brasileiros podem se informar com seus pares de outros países sobre todas as oportunidades e os desafios que isso traz. Também podem trabalhar em rede com outras cooperativas em outras partes do mundo, fazendo negócios, tanto de forma comercial, como no contexto de levar sua natureza cooperativa adiante. A ACI disponibiliza ótimas oportunidades de trabalho em rede, dissemina as melhores práticas, abre espaço para as cooperativas brasileiras tornarem-se influentes também na economia global, ao lado de outras empresas cooperativas. A associação pode, ainda, apresentar outras cooperativas com experiência e conhecimento que podem ser úteis nos próximos anos. Que ações sugere para fortalecer o cooperativismo no Brasil? Como a ACI pode contribuir? Diversificar, profissionalizar, treinar colaboradores e membros, reforçar as políticas de filiação, certificar-se de que a governança cooperativa é forte, orientada a membros e representativa de homens e mulheres, fazer campanha para as eleições contestadas, desafiar a gestão profissional. Ou seja, todas as coisas que as cooperativas sempre tiveram de fazer, e que são as principais razões para o avanço das cooperativas em todo o mundo. Que realizações da ACI destaca em âmbito mundial? E especificamente, nas Américas? Para a ACI, os últimos quatro anos foram muito movimentados e emocionantes. Reorientamos a organização para dar uma voz global para o cooperativismo mundial e seus bilhões de membros; atualizamos o grupo de colaboradores, agregando novas habilidades; mudamos o escritório de Genebra para Bruxelas. Essas ações garantiram nosso sucesso na conferência Rio + 20, em 2012, com o reconhecimento do papel na criação de emprego, na agricultura sustentável e no desenvolvimento internacional. Acabamos de assinar uma carta de intenções com a Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas para ajudar a alimentar a África. Criamos nova categoria de associação para departamentos governamentais à ACI e passamos a estabelecer uma rede global de parlamentares depois de dialogarmos com os representantes de governos e parlamentares latino-americanos presentes no encontro na Cidade do Panamá, no ano passado. Revisamos as diretrizes dos princípios e valores, atendendo pedido direto da resolução da Assembleia Regional das Américas, e muito, muito mais. As reuniões nas Américas são sempre eventos vivos e revigorantes, e eu adoro participar. O entusiasmo de membros, seu engajamento e compromisso, são uma prova da força de suas cooperativas. O Brasil é membro do Conselho da ACI. Como poderia avaliar sua participação e a contribuição do Brasil para o grupo? ' ' O Brasil, pela representação de Américo Utumi, da OCB, impacta forte e positivamente no Conselho. É o que noto ao longo de todos os anos que lá estive. Tenho grande respeito por ele, que sempre trabalhou duro pelo Brasil e pela ACI. Agora que ele decidiu se retirar, o seu lugar foi assumido pelo Eudes de Freitas Aquino, da Unimed, que sem nenhuma dúvida vai ser um excelente membro do Conselho. Primeiro diretor eleito do ramo Saúde, com certeza trará nova perspectiva para o Conselho, somando suas habilidades e competências disponíveis às de seus colegas. Estou muito ansiosa para trabalhar com ele. Na reunião na África do Sul, em novembro, foi lançado novo símbolo para o cooperativismo mundial. Qual sua opinião? O emblema da cooperativa é simplesmente brilhante! É algo que só nós, cooperativistas, podemos usar. Ele diz quem somos e o que defendemos, é simples, limpo e vai aumentar a visibilidade de nosso movimento em todo o mundo. Só faço um pedido: por favor, use-o. MUNDOCOOP 13

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ExPOCOOP 2014 SERÁ Em CuRITIBA Estreitar a relação entre produtor e comprador, gerando fluxo financeiro dentro e fora do Brasil. Esse é o principal objetivo da Feira Mundial do Cooperativismo que, em 2014, quando chega à 9ª edição, reunirá cooperativas de mais de 20 países e será realizada no Brasil, de 15 a 17 de maio, no Expo Unimed Curitiba (PR). A essa meta agrega-se a oportunidade de as cooperativas de todos os ramos mostrarem suas mais recentes inovações e promoverem seus produtos e serviços. Além disso, segundo os organizadores, a Expocoop 2014 será um ícone e uma referência em negócios com foco no agronegócio e nas agroindústrias, com a participação de cooperativas de todo o Brasil e dos principais países do cenário mundial. Estão confirmadas representantes das seguintes nações, além do Brasil: Itália, Argentina, Rússia, Índia, Indonésia e Portugal. A Expocoop 2014 terá, na programação, dois dias dedicados aos profissionais do cooperativismo e um dia ao público em geral. Aproximadamente seis mil pessoas são esperadas em três dias de evento. COOP INVESTE Em OPERAçãO SuSTENTÁVEl A cooperativa de consumo Coop está investindo em retrofit nos motores dos sistemas de refrigeração (balcões frigoríficos) das lojas, de modo a tornar a operação mais sustentável com economia de energia, redução do custo operacional dos equipamentos e de manutenção preventiva, assim como aumento da vida útil dos motores e possibilidade de interface com outros sistemas de monitoramento e controle do sistema de refrigeração. Como detalha Marco Antonio Feresin, da gerência de Manutenção da Coop, “na unidade Queirós dos Santos fizemos a troca de 100% dos motores convencionais por motores IQ, que proporcionam economia de energia de até 65%, quando comparados aos micromotores convencionais”. O projeto foi iniciado em meados de 2011 e é contínuo, devido à depreciação dos equipamentos instalados e às novas aquisições. Segundo Feresin, em 2014, será estendido para todas as unidades “afim de obtermos as vantagens da economia de energia e o controle da pressão de condensação”. No total a Coop conta com 28 unidades de distribuição no Estado de São Paulo, localizadas no ABC, São José dos Campos, Piracicaba, Tatuí e Sorocaba. Prêmio “melhores Práticas 2013” Premiação concedida pela Rede Arranjos Produtivos Locais de Base mineral, o troféu do “Prêmio melhores Práticas 2013” ficou com a a Cooperativa de Exploração mineral (Coopemi), localizada no morro da Fumaça (sC). selecionado entre 10 inscritos, o projeto da Coopmi trata do aproveitamento da argila para a cadeia produtiva de cerâmicas e telhas, desenvolvido com severa observância da legislação. 14 MUNDOCOOP

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Prêmio fundação Banco do Brasil O Estado de são Paulo conquistou duplamente o segundo lugar na 7ª Edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia social. A iniciativa da cooperativa Agrofloresta é baseada na Estrutura, dinâmica e Biodiversidade Florestal e concorreu na categoria Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária, enquanto a tecnologia social Jogo Oasis - mobilização Cidadã como Ferramenta de Política Publica - participou da categoria “Gestores Públicos”. Cada uma foi premiada com R$ 50 mil, pela 2ª colocação, e recebeu ainda um ultrabook e material de divulgação. desenvolvimento econômico e social com a integração entre homem e natureza. Esse é o foco do projeto “Agrofloresta Baseada na Estrutura, dinâmica e Biodiversidade Florestal”, localizado no município de Barra do Turvo (sP). Antes, a população tinha dificuldades para gerar renda com a agricultura tradicional. O sistema agroflorestal não utiliza fogo para limpar a área de cultivo e introduz na floresta novas espécies com ciclos mais curtos. A intenção é gerar renda, imitando o processo natural das planta. Com o passar do tempo, surgem diversas culturas por regeneração, o que seria impossível na agricultura convencional em que essas espécies são eliminadas. desenvolvido pelo instituto Elos, a tecnologia social Jogo Oasis, da cidade de santos (sP), é uma ferramenta de apoio à mobilização cidadã para a realização de sonhos coletivos. A tecnologia propõe um desafio de transformar espaços públicos em lugares úteis, agradáveis e culturais, por meio da parceria entre o governo e a sociedade civil organizada. INAuguRADA A CASA DO COOPERATIVISmO PAulISTA O governador Geraldo Alckmin e o presidente do sistema Ocesp, Edivaldo Del Grande, inauguraram oficialmente a Casa do Cooperativismo Paulista durante cerimônia que reuniu cerca de mil representantes das cooperativas, líderes políticos e convidados no HSBC Brasil. “Estou alegre de ver o cooperativismo crescer no Brasil e em São Paulo”, afirmou Alckmin. Cooperativista, o governador ressaltou a importância do cooperativismo em uma economia cada dia mais competitiva: “O cooperativismo permite ao pequeno crescer com as mesmas condições. Sou entusiasta do associativismo e do cooperativismo”, frisou Alckmin. Edivaldo Del Grande ressaltou o papel das cooperativas na economia. “O cooperativismo contribui para melhorar os índices de desenvolvimento, criando trabalho e renda”, disse. “A Casa do Cooperativismo Paulista estará sempre de portas abertas”, ressaltou. O evento foi marcado ainda por homenagens a personalidades que contribuem e contribuíram para o desenvolvimento do cooperativismo. O Sescoop/SP homenageou Américo Utumi, ex-presidente da Ocesp e diretor da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), com o nome do cooperativista na biblioteca da instituição. A família de João Rodrigues de Alckmin, que ocupou o cargo de presidente da Ocesp e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), participou da comemoração e recebeu uma reprodução da placa do auditório da Sescoop/SP, que receberá o nome do dirigente. COOPERA A1 COmEmORA 80 ANOS SuCESSORA DA SOCIEDADE COOPERATIVA mISTA DE PAlmITOS, fuNDADA Em 1º DE OuTuBRO DE 1933, POR 18 AgRICulTORES, A CATARINENSE COOPER A1 COmPlETOu 80 ANOS. SuA ATuAl DENOmINAçãO SuRgIu Em 2000 E REúNE DuAS INfORmAçõES BÁSICAS: A, DO SEgmENTO AgROPECuÁRIO; E 1, DA mAIS ANTIgA DE SANTA CATARINA. ATuAlmENTE A A1 REúNE7.500 fAmílIAS ASSOCIADAS E 950 COlABORADORES E POSSuI uNIDADES Em 16 muNICíPIOS – 11 Em SANTA CATARINA E CINCO NO RIO gRANDE DO Sul – SENDO REPRESENTADA POR um COmPlExO DE 35 fIlIAIS. ATuA DESDE O RECEBImENTO ATé A COmERCIAlIzAçãO DA PRODuçãO DE CEREAIS; PRODuçãO E COmER-CIAlIzAçãO DE RAçõES E CONCENTRADOS, DE SuíNOS, AVES E lEITE; COmPRA Em COmum DE INSumOS E BENS DE CONSumO; PRESTAçãO DE SERVIçOS PARA DESENVOlVImENTO E mElhORIA DAS CONDIçõES SOCIOECONômICAS DOS SEuS ASSOCIADOS. MUNDOCOOP 15

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