Revista Jornal Empresários Novembro 2013

 

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Revista Jornal Empresários Novembro 2013

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Criativa comemora 30 anos de comunicação de marketing Em dezembro, uma das mais importantes agências capixabas completa três décadas de ideias inovadoras em comunicação de marketing. A Criativa abre as suas portas para o Jornal Empresários e divulga seu novo modelo de negócios, seus novos talentos e conta um pouco da sua história. Páginas 8 e 9. ® do Espírito Santo ANO XIV - Nº 167 www.jornalempresarios.com.br NOVEMBRO DE 2013 O DESAFI O É RECONSTRUIR O prefeito da Serra, Audifax Barcelos, disse que recebeu o município com 92 obras paradas e R$ 230 milhões de dívidas. Apesar da dificuldade, arrumou a casa e reiniciou obras, priorizando educação e saúde. Caderno Especial.

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2 NOVEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES CARLOS AMORIM 13 ANOS Marcos Guerra ❫ DESEMPENHO❫❫ Findes divulga pesquisa das 200 Maiores Empresas A Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), sob o comando do empresário Marcos Guerra, promoveu o evento 200 Maiores Empresas, de acordo com criteriosa pesquisa efetuada pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). O Grupo Águia Branca, da família Chieppe, foi a Empresa Destaque, e o Grupo Incospal, do empresário Fernando Camargo, é que tem o maior patrimônio líquido no Espírito Santo. O governado Renato Casagrande compareceu ao evento. Página 6. FABRÍCIO GANDINI (COLUNISTA CONVIDADO) Memórias de Vitória oucas pessoas fazem ideia, mas a Câmara Municipal de Vitória é a instituição pública mais antiga em atividade no Estado do Espírito Santo. A sua fundação praticamente coincide com a fundação da própria cidade de Vitória, por parte de Duarte Lemos, em meados do século XVI. Naquela época, não cabia à Câmara apenas legislar, mas também administrar os assuntos do município. O acúmulo de poderes persistiria até a proclamação da República, em 1889, quando a separação dos três poderes foi consagrada em todo o país. Assim, desde a sua fundação, a Câmara de Vitória passou por todos os momentos históricos do nosso Estado (outrora capitania) e da nação, atravessando o período colonial, o Império e toda a era republicana, até os dias atuais. Da mesma forma, pela Casa de Leis do P Juliana Braz LUXO E EFICIÊNCIA❫❫ Grupo Lider inaugura Audi Center A Audi Center Vitória foi inaugurada dia 19 pelo Grupo Lider. A sede da empresa , que seguiu padrões internacionais da marca alemã, está localizada na Avenida Nossa Senhora da Penha 1625, em Vitória. O presidente da Audi do Brasil, Jörg Hoffmann, participou da inauguração juntamente com os diretores do Grupo Lider, Bráulio Braz, Danilo Tambasco, Juliana Braz (foto), José Braz e José Braz Neto. Página 13. município, também passou boa parte da história da capital do Espírito Santo, seus principais atores e eventos políticos. Trata-se de uma história riquíssima que, evidentemente, precisa ser contada (e muito bem contada). No entanto, ao chegar à Presidência da Casa, constatamos que havia uma carência de registros da nossa própria história, perdida ao longo do tempo. Decidimos reverter esse quadro, a partir do estabelecimento de uma política permanente de memória no Legislativo. Com esse objetivo, a Câmara Municipal de Vitória acaba de lançar, de modo pioneiro, o Projeto “Memórias de Vitória” que reúne um , conjunto de ações visando ao mesmo fim: resgatar, documentar e valorizar a nossa história institucional. Entre as várias iniciativas previstas no“Memórias de Vitória” destacamos a pro, dução de um livro com vistas ao resgate da história da Câmara – e, por conseguinte, da própria história política de Vitória. A obra será o produto de uma pesquisa aprofundada sobre o tema, a ser realizada pelo renomado escritor, historiador e professor aposentado da Ufes Estilaque Ferreira dos Santos, já contratado para esse fim. A pesquisa vai culminar com o lançamento do livro, em 2014. Mas o professor não há de trabalhar sozinho. Paralelamente ao seu mergulho nos arquivos da Casa, todos podem contribuir com sugestões e informações, por meio de uma página no Facebook, que a Câmara idealizou para colher tais contribuições. A fan page já está no ar e nela já se pode encontrar rico acervo fotográfico das últimas legislaturas, desde os anos 1950. Também a fim de sistema- tizar a história da instituição, planejamos a criação de um Centro de Documentação Histórica, onde será reunido e arquivado o acervo de fotos e documentos da Casa de Leis. O material ficará disponível à consulta popular. Finalmente, será estruturado o Projeto “Escola na Câmara” em parceria com a , Secretaria Municipal de Educação, para que a Casa receba todos os alunos da rede municipal em visitas guiadas, como parte do calendário anual de atividades extracurriculares. Com essa política, acreditamos estar deixando a nossa contribuição para que a Câmara seja reconhecida e recolocada em patamar compatível com a grandeza de sua história. ■ Fabrício Gandini (PPS) é vereador e presidente da Câmara Municipal de Vitória

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4 NOVEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS O governador Renato Casagrande e o presidente da Federação das Indústrias, Marcos Guerra, com empresários de vários segmentos do setor produtivo As maiores segundo a Findes A pesquisa elaborada pelo IEL indicou as 200 maiores empresas que se destacam na economia do Espírito Santo o dia 7, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), integrante do sistema Findes, lançou a 17ª edição do Anuário IEL 200 Maiores Empresas do Espírito Santo. A cerimônia de apresentação da publicação e entrega de prêmios foi realizada no Itamaraty Hall, em Vitória. A indicação do primeiro lugar no ranking não surpreendeu ninguém: ficou com a Vale, seguida de Samarco, Fertilizantes Heringer, ArcelorMittal Brasil e Petrobras Distribuidora. Entre as empresas regionais lideram as de serviços: Cisa Trading, Columbia Trading, Sertrading, Unimed Vitória e Vix Logística. O presidente da Findes, empre- N sário Marcos Guerra, disse em seu discurso que o anuário é um importante instrumento para os empreendedores que querem investir no Espírito Santo. Ele acredita que com essa publicação “podemos contribuir para o desenvolvimento do Estado com diversos tipos de articulação, projetos e elaboração de diagnósticos técnicos, seja por meio de pesquisas, estudos ou índices, pois nosso objetivo é construir um cenário econômico sustentável, que favoreça o crescimento da indústria capixaba beneficiando tanto os investidores quanto seus colaboradores, com impactos positivos sobre a geração de emprego e renda” . Nílton Chieppe recebeu o prêmio Empresa Destaque, conferido ao Grupo Águia Branca Já o diretor da Findes para Assuntos do IEL, Benízio Lázaro afirmou que “o anuário acompanha o crescimento da economia no Espírito Santo. O anuário apresenta a evolução e o amadurecimento da economia do Estado, além da preocupação da Findes em di- vulgar e reconhecer aqueles que trabalham para mudar e transformar cotidianamente a face do Espírito Santo” . PREMIAÇÃO - Os empresários destacados em 2013 foram Elder Giordano Marim, da Proteinorte Alimentos e Etore Salvatice Cavallieri, do Grupo Imetame. O executivo do ano foi Elcio Alves, diretor-feral da Buaiz Alimentos. A empresa destaque foi o Grupo Águia Branca, enquanto a Guiotto, Leal & Pretti Advogados Associados recebeu o Prêmio IEL de Gestão Empresarial. O grupo Incospal recebeu o prêmio de Maior Patrimônio Líquido e a Lorenge S/A foi reconhecida como a maior construtora do Espírito Santo. EUSTÁQUIO PALHARES O que ainda nos cabe H á 24 anos o Muro de Berlim desabou fragorosamente sobre toda a esquerda mundial que não teve competência, sequer com 24 horas de antecedência, de antever quão carcomido ou erodido estava o sistema que representava a proposta socialista. Uma proposta que, na perspectiva utópica, jamais se consumou. Concedeuse o direito de suprimir liberdades e garantias individuais em nome de uma justiça social que não se realizou ou de uma eficiência econômica que não proveu o mínimo. Cuba figurou como exceção emblemática, símbolo perdido que não teve autonomia suficiente para se perenizar, mesmo alcançando resultados admiráveis em alguns indicadores sociais. Enfim, incendiário na juventude, bombeiro na maturidade, parece que o encanto da esquerda sempre é um aceno forte aos que aspiram à justiça social. Parece também que, como a democracia representativa, resulta vulnerável por causa da falibilidade humana, este ser potencialmente corrupto, ora por dinheiro, prestígio, poder, vaidade, ou na moeda mais elevada, sentimento ou ideologia. Quando o homem instituiu uma sanção para o homem, a maior foi a perda da vida; a segunda maior foi a perda da liberdade. A ressaca foi o advento do unilateralismo, com o capitalismo despontando absoluto, mesmo com o contraponto remanescente da terceira via a que se propunha ser a social democracia. Esta hoje padece exatamente da inca- pacidade de financiar os benefícios que teoricamente poderia compartilhar pela redistribuição da maior apropriação do resultado econômico. Não é à toa que dona Angela Merckel não aceita pagar o wellfare state de gregos, portugueses, espanhóis, italianos e irlandeses, depois de sua Alemanha ter empreendido enorme esforço para absorver o passivo da banda alemã oriental e aí se instala o imbróglio da zona do euro. Bem, e o capitalismo restou soberano. Só que o sepultamento – ou hibernação, como querem alguns mais otimistas – do socialismo foi sucedido pelo advento da sustentabilidade, fixando-lhe claros limites e restrições. Teorias de Gaia à parte, já se mensurou que se o padrão de consumo norte americano se estender pelo mundo, serão necessários oito planetas Terra para comporta-lo. Desde Estocolmo, em 1972, marco da consciência ambiental, acendeu-se o alerta que inspirou sucessivos e malogrados protocolos de controle de emissão de gases poluentes que comprometem progressivamente as condições de vida no planeta. E a visão mais lúcida não é a de preservar o planeta, mas sua grande praga, o homem, que já o ocupa em escala de infestação. O planeta, ao seu tempo, se vira; do homem que preda seu habitat não se pode dizer o mesmo. Assim, os limites do sistema se definem pela capacidade coletiva de absorção de uma prática de vida sustentada em um consumo viabilizado por uma evolução tecnológica ímpar, mas equivocadamente intensi- ficado como alternativa ou panaceia da perda dos mais elevados valores humanos. Entre eles, a solidariedade, a fraternidade e a compaixão imoladas no altar do individualismo. Os Estados Unidos assumiram a hegemonia a partir da dominação do dólar, moeda de referência de todo o mundo, inobstante os seus problemas, um monumental déficit que é financiado por sua condição de virtual caixa do planeta, depositário de todas as reservas cambiais, incluindo da China, paraísos fiscais e Opep. A crise de 2008 desnudou um sistema financeiro hiper alavancado viciando o norte americano a abandonar sua referência cultural que sempre foi a ética protestante do trabalho pelo rentismo, pela aplicação em papéis que geravam papéis que multiplicavam papéis numa pirâmide monstruosa. Valores virtuais que não resistiram ao mínimo choque da realidade, como acontecera com as “pontocom” que desabaram fulminando ativos no início da década passada. Sobrou o desconforto de imaginar que as vicissitudes do capitalismo são normais, ou cíclicas. Aí caímos no Espírito Santo. É claro que com a consciência ambiental vigente, hoje, nem o Convento da Penha seria mais construído. Mas há 40 anos, quando chaminé simbolizava progresso nossa industrialização tardia foi entusiasticamente celebrada. Hoje, sabe-se, essa função econômica está reservada a países do quarto mundo. Esses que aceitam ou se resignam a municiar os emergentes com suas demandas de mão de obra barata e matérias primas para que os novos industrializados desempenhem a função anteriormente reservada aos desenvolvidos, então surfando a economia do conhecimento. Cabe examinar as características de plantas industriais emblemáticas na identificação das “clássicas” atividades poluidoras que, em troco do conto do emprego e do incremento econômico da região, têm permissão para atuar em padrões que o mundo desenvolvido simplesmente não aceita. E ainda impõem prejuízos colaterais como os créditos fiscais dos insumos que, adquiridos em outros Estados, são cobrados ao erário capixaba. Poluem, degradam, não pagam impostos e os impostos que estão embutidos nos seus insumos são ciosamente ressarcidos pelo Estado. Em nome de quê, mesmo? Do aforismo de que “não se exporta impostos” Nosso processo de ... industrialização tardio, iniciado na década de 60, festejava a proliferação de chaminés como emblema do progresso, do “emprego para os nossos filhos” , enfim, do sortilégio de vantagens que se espera colher do desenvolvimento econômico. Ao que parece, experimentamos desde então um crescimento econômico que não chegou a evoluir qualitativamente para o desenvolvimento. O equivoco de localização de plantas industriais a montante da capital, na rota dos ventos nordestes predominantes, concorreu para acentuar o caráter perverso do efeito poluente. A pior conta, entretanto, não é esta. Aquilo que o senso comum e depois o bom senso, já evidenciava, se confirma agora pelo laudo inatacável da ciência. Estudo divulgado pela Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer, ligada à Organização Mundial de Saúde constata que a exposição ao ar poluído é pior do que o cigarro, como causa de câncer de pulmão. E a maior parte dos cânceres de pulmão se localiza em países recentemente industrializados. O que era uma óbvia suspeita tornou-se certeza com a realização do estudo que identifica o ar respirado como causa de câncer. Em 2011, 223 mil pessoas morreram por câncer de pulmão causado por poluição atmosférica e por um conjunto de fatores descritos como material particulado, poeira e fumaça. A isso se soma a contribuição também expressiva das emissões do monóxido de carbono liberadas por uma frota de veículos que já inviabiliza a mobilidade urbana. Repercutindo a informação, o presidente do Instituto Nacional de Oncologia, Roberto Gil, declarou que “a menos que controlemos as emissões de poluentes, respirar causa câncer” So. brepaira, agora, idiossincrasias e convicções, a certeza de que nosso ambiente é patogênico, que vivemos dentro de um grande cigarro. Então? ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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6 NOVEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS ❫ EDITORIAL❫❫ Um desafio econstruir e habilitar o espaço e o serviço público para o pleno usufruto de todos os cidadãos. Esse é o desafio assumido por gestores de muitos municípios capixabas. Encarando problemas estruturais e financeiros, não há saída que se afaste de soluções pragmáticas, como repactuar compromissos de gestores anteriores e apertar o cinto no primeiro ano de mandato, até que as engrenagens se azeitem e o motor comece a girar novamente. Não há tempo para isso na Serra. Segundo município mais populoso do Espírito Santo, segue em franco desenvolvimento, consolidada como principal polo industrial do estado ainda que tenha arraigado e até agora presente com importante destaque seu caráter rural e as atividades características dessa cultura. Num momento em que segue em curva crescente e ascendente de expansão imobiliária, mas com indicadores alarmantes de educação e violência, há muito o que ser feito pelo município. Ciente deste cenário, e conhecedor da realidade do município por sua experiência anterior à frente da gestão, o atual prefeito não tardou em arrumar as finanças a fim de gerar caixa imediato para dar andamento a obras já contratadas e acelerar cronogramas já datados, a fim de trazer resultados objetivos e imediatos para o cidadão. Com uma política arrojada de contenção de despesas e foco em investimentos nas áreas de saúde e educação, novas obras foram iniciadas e R$ 70 milhões em despesas reduzidas em relação ao ano anterior. A captação de investimentos é também prioridade da gestão, que se articula por meio de um conselho gestor municipal de desenvolvimento econômico, para buscar parcerias estaduais e federais promissoras ao avizinhar um futuro concreto para os projetos necessários para o município. Lições importantes que preparam três anos futuros de muito trabalho. Vamos acompanhar este e outros gestores municipais na consolidação de suas estratégias e na evolução do trabalho à frente dos municípios da Grande Vitória. DELFIM NETTO R Controlar o endividamento situação fiscal do Brasil não é nem tão ruim como a oposição imagina, nem tão boa como o governo gostaria que fosse. Não há nenhuma tragédia iminente: o “apocalipse” não está nos aguardando no dobrar da esquina, mas há necessidade de maior controle do endividamento, porque se não o fizermos seremos apanhados de “calças curtas” (ou numa “saia justa” se preferirem) em 2014, , durante a tempestade perfeita que se arma no exterior, a partir do início do fim do programa de estímulos monetários nos Estados Unidos. Nossa dívida bruta é de 60% do PIB e a previsão do déficit fiscal é da ordem de uns 3% para este ano e de uns 4% do PIB em 2014. A relação de superávit primário tem caído, mas não tem nada de dramático. O que está preocupando é a perspectiva de aumento de despesas em consequência de propostas em discussão no Legislativo que, se aprovadas, criariam condições pa- A ra um desastre fiscal. Uma das medidas em debate no Congresso Nacional envolve a renegociação das dívidas dos entes federados: as suas taxas de juros deveriam ser ajustadas para o futuro, reconhecendo as novas condições da economia, mas sem facilitar ou estimular a ampliação do endividamento, o que violaria o “espírito” da Lei de Responsabilidade Fiscal. Sem o “escudo” da LRF será cada vez mais difícil resistir às investidas do “Orçamento Impositivo” que não , é uma proposta má se houver a condição da receita ser tecnicamente fixada e receber a “benção” do Congresso antes da discussão do orçamento. Se isso não for feito, a receita será, sempre, a variável do ajuste para acomodar as emendas parlamentares sobre as quais o ordenador da despesa não terá o menor controle. O ministro Guido Mantega tem procurado convencer os congressis- tas do risco que representa a aprovação de medidas que permitam aumentar as despesas em ritmo superior ao do crescimento das receitas. Em outras palavras, o que ele está dizendo é que o mundo está nos observando: se não moderarmos o apetite para os gastos, veremos piorar a classificação de risco soberano, com prejuízo para todos: o Executivo, o Legislativo e a própria sociedade. O que está perturbando os mercados financeiros interno e externos e criando mal estar em organismos internacionais em relação ao Brasil é que se aquela perspectiva não for combatida energicamente pelo governo, poderemos ter, sim, o rebaixamento do grau de investimento. Se este coincidir com a redução do afrouxamento monetário americano, vamos ter o que chamei de “tempestade perfeita” com rápi, da elevação da taxa de juros no mundo e mudança no fluxo de capitais, produzindo um ajuste ins- tantâneo e profundo de nossa taxa de câmbio, a redução do crédito bancário e o retorno às altas taxas de juros de que fomos vítimas em duas décadas passadas. Então, faz sentido nesse momento a mensagem do ministro da Fazenda e fará ainda melhor o Legislativo se entender que não está na hora de aumentar despesas, mas sim ajudar a produzir um controle melhor do endividamento. Não significa reduzir os benefícios da inclusão, ou sacrificar os programas sociais importantes que o governo está realizando. Significa que não podemos continuar permitindo o crescimento das despesas mais do que o crescimento das receitas, por que isso não terminará bem. ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br JOSÉ DIRCEU Na contramão do Bolsa Família s opiniões oficiais que o PSDB já manifestou a respeito do Bolsa Família variam tanto que chegam a ser contraditórias. O partido já chamou o maior programa de transferência de renda do país de "esmola" e até questionou sua eficácia, contra todas as evidências, mas, por mais estranho que pareça, também já resolveu reivindicar sua paternidade. Em um aspecto, no entanto, o discurso do PSDB sobre o Bolsa Família não muda nunca: está sempre equivocado. O equívoco chegou ao seu auge com os dois projetos claramente eleitoreiros apresentados pelo senador Aécio Neves, possível candidato do PSDB à Presidência da República. Primeiro, ele apresentou no Senado um projeto que transforma o Bolsa Família em um programa de Estado, incorporado à LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social). Em seguida, o senador apresentou outro projeto relativo ao programa, segundo o qual o pagamento do Bolsa Família seria mantido para chefes de família que conseguissem um emprego com carteira assinada por mais seis meses. A própria presidenta, Dilma Rousseff, na solenidade comemorativa dos A dez anos do Bolsa Família, deixou clara a importância do programa no combate ao clientelismo que historicamente permeou as políticas assistencialistas no Brasil - e explicou também porque é tão duvidosa a tese de que existe DNA tucano em sua criação. O PSDB passou a última década cobrindo o programa de críticas descabidas, mas, sempre que se aproxima um período eleitoral, o partido resolve tomar para si a concepção do Bolsa Família, reduzindo-o a uma mera junção das políticas acessórias oferecidas no governo Fernando Henrique Cardoso. Como a presidenta Dilma lembrou, o Bolsa Família é muito mais do que isso. A presidenta afirmou que primeiro foi preciso varrer as políticas clientelistas centenárias para só depois unificar todas as políticas de Estado. A grande novidade do programa foi que, com a transferência direta de renda por meio de um cartão magnético pessoal e intransferível, rompeu-se a longa tradição de programas assistencialistas, de baixa efetividade, e que só tinha vigência próxima das eleições. Chega a ser uma covardia comparar o Bolsa Família com os pro- gramas de transferência de renda dos governos anteriores, e o PSDB sabe disso - por isso as tentativas desesperadas de Aécio de parecer um defensor do programa que seu partido tanto criticou. Com um custo relativo baixo, equivalente a 0,5% do PIB do país, o Bolsa Família já tirou 36 milhões de brasileiros da pobreza extrema. Hoje, ele garante renda mensal de até R$ 140 por pessoa a 13,8 milhões de famílias. Seus benefícios atingem cerca de 50 milhões de brasileiros (ou 1/4 da população do país). Além disso, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostrou que o Bolsa Família, ao estimular o consumo por parte da população mais pobre, também alavanca a economia do país: a cada R$ 1 investido pelo governo no programa, gera-se um aumento de R$ 1,78 no PIB. Esses resultados só foram obtidos porque o governo federal trata o programa como uma política de promoção do desenvolvimento econômico e de combate à desigualdade social, e não como uma ocasional ação eleitoreira. Já o PSDB não tem como explicar sua falta de coerência: quando precisa correr atrás de votos, de- fende o Bolsa Família e diz que foi seu precursor no governo FHC; no restante do tempo, chama o programa de "esmola governamental" e "assistencialismo simplista que não apresenta resultados concretos". É constrangedor. Aécio ainda nem pavimentou seu caminho como candidato à Presidência dentro do próprio partido - no momento, enfrenta o fogo amigo e as articulações promovidas pelo ex-governador de São Paulo José Serra, que não desistiu do sonho de uma nova candidatura a presidente - e já se preocupa em dissipar a imagem de elitismo e insensibilidade social colada ao PSDB. Essa imagem, diga-se, não tem nada de injusta. Foi construída pelos próprios tucanos, em anos de declarações infelizes, desinformadas e preconceituosas sobre um programa amplamente reconhecido como benéfico pela população. Não vão ser dois projetos de última hora, e não por acaso apresentados a um ano da sucessão presidencial, que vão consertar o estrago. ■ José Dirceu é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT zedirceu.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares, Jane Mary de Abreu e José Dirceu. E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Diagramação Márcio Carreiro redacao@jornalempresarios.com.br Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 Site: www.jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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8 13 ANO 30 anos de comunicação de m riada em 1983, a agência revolucionou a publicidade capixaba com a ousadia e a qualidade de seus trabalhos. No ano seguinte, já estava entre as maiores agências do Estado. Foi a primeira a se informatizar, primeira a ter uma equipe de profissionais do Rio e São Paulo, primeira a lançar produtos capixabas na Europa e nos Estados Unidos e a primeira a conquistar prêmios nacionais, entre os quais o Marketing Best com a campanha do “O Câncer de Mama no Alvo da Moda” na pri, meira versão da campanha Fashion Targets Breast Cancer, que a Criativa trouxe dos Estados Unidos para o Brasil e Argentina. Uma das marcas mais fortes da publicidade capixaba tem em seu quadro Abílio Matos, sócio fundador da agência e atual diretor de Produção, que comemorou 30 anos de serviços prestados à comunicação de marketing capixaba. Ao lado de Roberto Figueiredo, Abílio acompanhou importantes momentos, como os da campanha revolucionária sobre o Câncer de Mama. Hoje, com uma nova geração à frente dos negócios, representada pela publicitária Flavia Rodriguez, a Criativa é uma empresa com a maturidade de quem construiu uma história e a jovialidade da inovação, que a fazem estar atualizada com o seu tempo. Em 2013, a Criativa ultrapassa o limite da propaganda e transformase em uma agência de Comunica- No seu trigésimo aniversário, a Criativa, empresa com ampla experiência no mercado da comunicação de marke C FOTOS: LEANDRO QUEIROZ Abílio Matos, Flavia Rodriguez e Roberto Figueiredo. Experiência e inovação: duas gerações dedicadas à comunicação de marketing ção de Marketing Integrada, prestando serviços de Propaganda, Branding, Conteúdo, Marketing Digital e Experiência de Marca. Aliada à Propaganda, toda essa integração permite que a marca de seus clientes tenha uma comunicação mais forte e unificada. Criativa ultrapassa a fronteira da propaganda A Criativa inova no mercado da Comunicação de Marketing, apresentando um novo modelo de negócios em 2013. Sintonizada com o mercado mundial, a Criativa passa a oferecer todas as competências necessárias para a construção de marcas e desenvolvimento dos negócios de seus clientes. A Criativa passa a adotar a tagline Comunicação Integrada, muito mais apropriada para sua nova estrutura, pois, além da Propaganda, a empresa abre novas frentes de trabalho, criando as unidades de negócios de Branding, Conteúdo, Digital e Experiência. “Para nossos clientes isso significa sinergia, maior impacto nas campanhas e otimização de verbas. Um nível de competência de grandes empresas do eixo Rio-São Paulo, com um atendimento sob medida” afirma Flavia Rodriguez. , Alessandra Toledo – diretora de Conteúdo Alexandre Moreira – diretor de Digital Andrea Monteiro – diretora de Experiência André Taveira – diretor de Branding Elisa Quadros – diretora de Criação

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OS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2013 9 marketing e ideias inovadoras O melhor de Cannes em Vitória Desde que Flavia Rodriguez esteve no Cannes Lions pela primeira vez, ela sentiu que aquela experiência precisava ser partilhada. Por isso, há sete anos, a presidente da Criativa organiza uma palestra para um público seleto e traz as mais novas tendências da Comunicação de Marketing mundial para Vitória assim que volta do festival internacional da criatividade. O evento deste ano foi realizado no Cine Jardins e lotou o seu auditório. Os convidados, entre eles executivos do marketing e da comunicação, empresários e formadores de opinião, participaram de um café da manhã antes de conhecer o conteúdo que a publicitária havia organizado. Os sete temas que guiaram a apresentação deste ano foram: Propósito, Big Ideia, Storytelling, Conteúdo, Tecnologia, Mobile e Experiências. Para Flavia, o objetivo da palestra é compartilhar com os clientes as soluções que estão transformando marcas em marcas líderes em todo o mundo. FOTOS: ALESSANDRA TOLEDO eting, apresenta-se com espírito renovado. A agência nos revela a sua história e o seu novo modelo de negócios Paixão e marketing lado a lado Segundo Flavia Rodriguez, presidente da Criativa, o que move a agência é a paixão. E esse foi o tema usado para comemorar os trinta anos e que envolveu as ações de marketing da marca. “É isso o que nos move. Seria impossível agregar pessoas no negócio da comunicação e obter sucesso por tantos anos se a paixão não fizesse parte do nosso dia a dia. Acreditamos que marcas constroem um mundo melhor, e isso nos inspira a construir marcas melhores. Somos verdadeiramente apaixonados por criatividade, por resultados e por tudo que isso proporciona: marcas mais fortes, pessoas mais felizes, um mundo melhor” , afirma Flavia. Flavia Rodriguez apresenta palestra para convidados no Cine Jardins Histórias que transformam vidas Ao longo dos seus 30 anos, a Criativa contribuiu com vários projetos sociais e de arrecadação de recursos. Em 2013, a agência acrescentou um novo capítulo na sua trajetória: o projeto Contar Histórias. Os funcionários reservam uma hora da sua semana de trabalho e visitam crianças internadas e idosos em abrigos. Pelas histórias dos livros, eles dividem atenção, afeto e imaginação. O que era um projeto para a equipe da Criativa se transformou em um grupo de contadores de história apaixonados pela oportunidade de ajudar. Hoje o projeto conta com o apoio do Sicoob e da Livraria Logos, e a cada dia cresce o número de voluntários dispostos a partici- Voluntários participam de uma ação para crianças no Parque da Vale. Da esquerda para a direita: Elisa Quadros, Alessandra Toledo, Eunice B. Machado, Flavia Rodriguez da Veiga e Leonardo Veiga par da iniciativa. Case de sucesso Ademi 2013: melhor campanha do setor imobiliário A Criativa inovou na comunicação de marketing para empreendimentos imobiliários quando criou uma campanha para o Reserva Amary. O desafio era lançar para a empresa paulista Cipasa o seu primeiro empreendimento no Espírito Santo: um loteamento de alto padrão de qualidade. A Criativa trabalhou com a inspiração do local, um dos mais bonitos do estado, para mostrar a exclusividade que é morar no Reserva Amary, utilizando arte e sentidos em uma campanha integrada. Na primeira fase da campanha, foram levados para o loteamento profissionais reconhecidos em suas respectivas áreas no Espírito Santo para criar peças ou produtos exclusivos, tendo o ambiente do Reserva como inspiração, como Juarez Campos (gastronomia), Emar Batalha (design de joias), Alexandre Lima (música) e Flavio Barone (cerveja). Esses profissionais falam sobre a sua visita e apresentam suas obras inspiradas pelo lugar. Para os compradores foram produzidos eventos mensais exclusivos, com degustação de pratos e cervejas especiais nos estabelecimentos dos garotos-propaganda chef Juarez e mestre Barone, com destaque para a Cerveja Amary e o Badejo Amary, suas criações inspiradas pelo Reserva. O resultado foi a procura nos meses da campanha ter superado as expectativas para um investimento destinado a clientes de alto poder aquisitivo, o que se transformou em sucesso de vendas. Além disso, a campanha foi coroada no Prêmio Ademi 2013 como a melhor do setor imobiliário no último biênio. ■

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10 NOVEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS MAIORES Sucessão Se a eleição fosse hoje tanto o PMDB quanto o PR teriam candidatos para disputar o Anchieta com o governador Renato Casagrande. O PMDB viria com Paulo Hartung ou Ricardo Ferraço e o PR com Magno Malta. Se a opção do PMDB fosse por Hartung, não haveria disputa. No primeiro turno tudo estaria liquidado, conforme avaliação do mercado. Se o partido optar por Ferraço, a disputa seria ferrenha, pois Ca- Falecimento A coluna registra e lamenta o falecimento do jornalista e presidente da Associação Brasileira de Imprensa, ABI, Maurício Azêdo. Feu Rosa sagrande fez um belo trabalho no interior do Estado e tem muitos prefeitos aliados. Outro candidato forte, que poderia fazer um estrago na roça de Casagrande se fosse candidato seria o senador Magno Malta do PR. Ele viria para a disputa com o delegado Fabiano Contarato, candidato fortíssimo ao Senado, com a galera evangélica, que é enorme, e bons discursos contra drogas, pedofilia, divisão dos royalties e muito mais. O Rotary Club de Vitória prestou homenagem ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, “em face dos êxitos alcançados durante a gestão do Poder Judiciário” . Terceira Ponte A Justiça estadual responsabiliza a concessionária Rodosol por objetos arremessados pelos usuários a partir dos 3,8 quilômetros da Terceira Ponte. A decisão, porém, abre precedente sobre a culpa por ocorrências na ponte, inclusive durante as manifestações. Orquidário Culpa da imprensa A senadora Ana Rita acusa Dudé de retaliação por causa da manchete de um jornal da capital: “Ana Rita promete desmascarar Coser” Ela . diz que não falou nada disso. No dia 8 de novembro foi inaugurado em Pedra Azul, em Domingos Martins, o orquidário e memorial do imigrante do Centro Cultural Villaggio d’Italia, do Grupo Izoton, que funciona no Km 96 da BR 262. Mais crédito Selo social Como um reconhecimento do Governo do Espírito Santo, a Fibria recebeu o selo social Ressocialização pelo Trabalho por contratar detentos desse Estado. O selo foi entregue pelo governador Renato Casagrande e pelo secretário estadual de Justiça, Sérgio Alves Pereira, em uma cerimônia realizada em 23 de outubro. Essa homenagem é concedida, uma vez ao ano, a empresas parceiras no processo de ressocialização de detentos e ex-detentos do sistema prisional do Espírito Santo, oferecendo a todos oportunidade de trabalho. A aproximação das festas de final de ano traz a necessidade de investimento extra na compra de mercadorias, matérias-primas e insumos para o setor empresarial. Com a intenção de oferecer apoio nesse período, o Banco do Nordeste dispõe do Giro Estoque MPE. “O produto oferece taxas de juros diferenciadas, de acordo com o porte e localização do empreendimento; além de prazo e carência compatíveis com a atividade financiada” afirma o diretor de Ne, gócios do BNB, Paulo Sérgio Rebouças Ferraro. Grupo Incospal O governador Renato Casagrande (PSB) ao lado de Maria Cristina Fontes, diretora Comercial, e José Carlos Zamprogno, diretor de Administração e Finanças, ambos do Grupo Incospal, que o ocupa o primeiríssimo lugar em patrimônio líquido no ranking das maiores empresas, elaborado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), integrante do sistema Findes. O outro lado Os jornais na Internet www. viomundo.com.br e www. conversaafiada.com.br e a revista Carta Capital são as opções para quem quer conhecer o outro lado da notícia e fatos e versões convenientemente ignorados pela grande imprensa. Sérgio Borges O governador Renato Casagrande nomeou, dia 6, o deputado estadual Sérgio Borges (PMDB) no cargo de conselheiro de Tribunal de Contas do Estado (TCE). O Decreto n. 2483-N foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado. Bike O prefeito da Serra, Audifax Barcelos, já tem planos para ampliar e melhorar a rede de ciclovias do município, uma opção de transporte aliada à boa forma física e lazer. Sérgio Borges II Sérgio Borges já tomou posse no cargo de conselheiro do Tribunal de contas. Sérgio Borges III Grupos da sociedade civil prometem uma série de ações, inclusive na Justiça, para defenestrar o exdeputado Sérgio Borges do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. Lorenge A Lorenge S/A. recebeu o troféu de Maior Construtora no ranking das 200 Maiores Empresas. O prêmio foi entregue pelo presidente da Findes, Marcos Guerra, a José Elcio Lourenção e Celso Siqueira, diretores da empresa premiada.

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13 ANOS VITÓRIA/ES PERFIL DO MEI Sexo NOVEMBRO DE 2013 11 MEI fortalece o mercado formal Segundo o Sebrae, de cada dez microempreendedores individuais, três vieram da informalidade e mantinham negócio sem registro Brasil alcançou em outubro um total de 3,5 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI) – aqueles com faturamento de até R$ 60 mil por ano -, figura jurídica criada no país em julho de 2009. Desse total, segundo pesquisa que o Sebrae acaba de concluir, três em cada dez empreendedores vieram do mercado informal, pois mantinham algum tipo de negócio sem o devido registro, a grande maioria com mais de cinco anos na ilegalidade. Mais precisamente, a pesquisa Perfil do Microempreendedor Individual 2013 mostra que aproximadamente 50% dos empreendedores que mantinham um negócio de maneira informal estavam nessa condição há mais de dez anos. “Todos esses dados revelam como a criação da figura do MEI e suas condições facilitadoras em termos 47% são mulheres - 53% são homens Maioria tem menos de 40 anos (58,8%) 25 a 29 anos (15,3%) 30 a 39 anos (33,6%) 40 a 49 anos (23,8%) 50 a 64 anos (15,7%) Parda - (45,6%) Branca - (42,3%) Negra - (7,8%) Amarela - (3%) Indígena - (1%) 63% têm Ensino Médio, Técnico completo ou mais (média da população brasileira - 40%) Comércio - (39,3%) Serviços - (36,7%) Indústria - (14,7%) Construção Civil - (8,8%) Agropecuária - (0,6%) Sudeste - (49,4%) Nordeste - (20,4%) Sul - (14,6%) Centro-Oeste - (9,3%) Norte - (6,3%) Idade Raça Escolaridade Atividade O de custo para abertura de uma empresa foram determinantes para dar cidadania empresarial a milhões de empreendedores” analisa o pre, sidente do Sebrae, Luiz Barretto. Além de trazer cidadania empresarial, a formalização representa também ganho econômico. Prova disso é que 84% dos entrevistados avaliaram a situação do negócio dentro de uma perspectiva de crescimento, ao afirmar que pretendem faturar acima de R$ 60 mil no próximo ano, ultrapassando o teto estabelecido para a categoria MEI. Ou seja, há uma forte expectativa de transformarem seus negócios em microempresa, deixando de ser um microempreendedor individual. A expectativa de crescimento se baseia, em parte, nos resultados atuais. A pesquisa mostra que 68% dos MEI tiveram um aumento nas Região Luiz Barretto: cidadania empresarial vendas depois da obtenção de seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). A gestão do negócio e as condições comerciais também apresentaram melhoras significativas. Por exemplo, para 78% dos entrevistados ficou mais fácil e melhor comprar de fornecedores por possuírem o CNPJ. Ao se formalizar, o Microempreendedor Individual passa a emitir nota fiscal, torna-se um segurado da Previdência Social e pode participar de licitações públicas. Atualmente, 11,5% dos MEI já vendem para o governo. Barretto destaca que as licitações públicas são um grande nicho mercadológico para esse grupo de empresários. “Existem muitas oportunidades a serem exploradas pelos microempreendedores individuais. As compras governamen- tais são um bom exemplo disso e o Sebrae tem trabalhado para aumentar essa participação ” . O processo de formalização do microempreendedor individual é rápido e pode ser feito de forma gratuita no Portal do Empreendedor, no campo Fomalize-se. Após o cadastro, o CNPJ e o número de inscrição na Junta Comercial são obtidos imediatamente, sem custos e burocracia. Para ter direito a esses benefícios é necessário contribuir mensalmente com 5% do salário mínimo e, dependendo da atividade, mais R$ 1 de ICMS ou R$ 5 de ISS. ■

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12 NOVEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS Comércio sofre com retração Segundo o IBGE, a conjuntura econômica reduziu ritmo de crescimento do comércio, que subiu apenas 0,5% em setembro conjuntura econômica desfavorável está reduzindo o ritmo de crescimento do comércio, anunciou nesta quarta-feira (13) o gerente da coordenação de serviços e comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Reinaldo Pereira. O comércio varejista subiu 0,5% em setembro, na comparação com agosto, na série dessazonalizada. Em relação a setembro do ano passado, o crescimento foi de 4,1%. Na comparação interanual, considerando-se apenas meses de setembro, o resultado é o mais baixo desde 2003. Naquele ano, o comércio teve queda de 2,8% em setembro frente a igual mês de 2002. “Não estamos crescendo como em anos anteriores. A conjuntura não está tão favorável, como em 2010. Os números ainda são positivos, mas não no patamar que esperávamos. O comércio é reflexo do comportamento da A economia. A indústria vai mal. Os setores de agricultura e de serviços, no qual o comércio está inserido, vêm segurando a economia” diz Pereira. , De acordo com ele, o momento econômico também ajuda a explicar o desempenho das vendas de veículos e motos, partes e peças, que caíram 5,1% em setembro ante agosto, na série livre de influencias sazonais. Na série dessazonalizada, foi o pior resultado desse segmento desde setembro do ano passado, mês seguinte à prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “O efeito do IPI também já não é mais o mesmo. Os dados da venda de veículos foram negativos em setembro, mas isso não quer dizer que o desempenho não se inverta nos próximos meses” afirmou. , Segundo Aleciana Gusmão, pesquisadora do IBGE, “o crescimen- A violência urbana afeta negativamente o comércio de rua to das vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo não é tão grande assim devido à inflação dos alimentos” observa. , As vendas do segmento subiram 0,6% entre agosto e setembro. Apesar de ser o terceiro mês consecutivo de alta, o ritmo de avanço vem desacelerando. Em informática, o câmbio foi apontado para explicar o desempenho de vendas. “Esse setor depende da importação de componentes” lembra Aleciana. ■ , JANE MARY DE ABREU É isso, simples assim... ocê já é felicidade que procura... Surpreso com a simplicidade dessa descoberta? Pois não fique, é a mais pura verdade. O problema foi que nos ensinaram desde criança que a felicidade é uma meta distante, algo para ser alcançado fora de nós, mediante algum esforço. Fizeram de uma coisa absolutamente natural ao ser humano, uma possibilidade a ser conquistada, quem sabe, talvez, um dia... Vem daí essa ideia louca de que em algum lugar distante existe um tesouro para ser descoberto e que só então poderemos desfrutar de uma vida plena. Isso fez de nós eternos viajantes. Ao menor sinal de desconforto emocional, logo pensamos em fazer uma viagem. Parece que a simples mudança de paisagem vai sossegar a alma e nos restituir a felicidade perdida. Mas o problema é que a felicidade foi perdida dentro de nós e só dentro de nós ela pode ser recuperada, jamais em algum lugar distante. Ninguém precisa ir ao Himalaya para ficar feliz e adquirir paz... esses são atributos da alma, que não precisa se deslocar para manifestar todo o seu esplendor. À alma basta o silêncio, basta a quietude... Gosto desta lenda: Na Índia, uma mulher foi surpreendida numa praça procurando algo. Cu- V riosa, a vizinhança logo quis saber o que ela havia perdido. Uma agulha, disse a mulher. Todos se prontificaram a ajudá-la. No final da tarde, já cansados da procura inútil, os vizinhos perguntaram onde exatamente ela tinha perdido a tal agulha, uma vez que vasculharam a praça inteira e nada tinham encontrado. A mulher então respondeu: “Eu perdi a agulha em minha casa, mas como estava muito escuro lá dentro, achei que aqui fora, com mais claridade, eu teria mais chance de encontrar a agulha…” A vizinhança só faltou bater na mulher. Como você nos faz procurar aqui fora algo que foi perdido lá dentro? Você é louca? A mulher, que era na verdade uma monja, deu uma sonora gargalhada e disse: “engraçado, vocês perdem a felicidade dentro de seus corações e, no entanto, vivem tentando reencontrá-la aqui fora, no mundo exterior… Vocês são loucos?” A raiz do problema está na Educação que temos hoje. Ela nos motiva a olhar para fora, nunca para dentro de nós mesmos. Ela é toda voltada para o passado ou para o futuro, nos leva a valorizar o que já passou e a querer o que não temos. O problema é que a vida acontece é no presente, no aqui e no agora. Esse é o nó da questão. Se vivemos ora no passado e ora no futuro, como podemos desfrutar do agora? Outra coisa grave que acontece com a nossa Educação é que só o cérebro é considerado, só o conhecimento científico é valorizado, pouca ou nenhuma importância se dá ao coração e à intuição. Mas é justamente no coração que está a sabedoria divina, é lá que mora a felicidade. Se a gente não vai ao coração, fica longe do tesouro que ele guarda. O mestre Jesus cansou de dizer que onde está o coração, ali está o nosso tesouro, mas pouca gente acreditou... Tanto é verdade que a grande maioria não dá a menor confiança para as coisas do coração. Os poetas e os místicos falam a mesma língua dos grandes mestres, mas nesse nosso mundo apressado e de valores invertidos, só os empreendedores conseguem ser ouvidos. Outro problema na nossa Educação é que não aprendemos a amar a nós mesmos. Se eu não sei me amar, também não sei amar os meus semelhantes, certo? A gente só dá aquilo que tem, não é verdade? A conseqüência desse desamor é uma auto-estima baixíssima e uma sensação horrorosa de incompletude. Estamos sempre à procura de alguém que possa nos completar e nos dar a felicidade que julgamos ter perdido um dia. A verdade é que somos completos e perfeitos como Deus no criou. Será que um ser perfeito como Deus poderia criar algo que não fosse perfeição pura? Ninguém retrocede na evolução, muito menos um Deus... A sensação de incompletude e a idéia do pecado, da culpa e do sofrimento são criações humanas, coisas do Ego. O que aconteceu foi que nos distanciamos demais de Deus, nos interessamos em excesso pelas coisas do mundo material, fizemos da vida um campeonato, uma disputa tola entre seres da mesma espécie, e aí acabamos nos esquecendo de quem somos de fato – seres de luz, fontes de amor, filhos amados do Criador, com direito a toda felicidade do mundo. Mas nem tudo está perdido, ainda somos perfeitos como Deus nos criou, ainda podemos reivindicar o nosso lugar entre os seres de luz, ainda podemos acessar a Divindade adormecida em cada coração humano. Basta a vontade, basta o silêncio... O silêncio restaura a nossa verdadeira identidade, é a ponte que nos liga à essência divina que somos. Quando fazemos silêncio, quando respiramos corretamente, podemos sentir a presença divina em nós... Quando nos entregamos à essa força, começa- mos naturalmente a ver o mundo como ele realmente é – belo, magnífico, uma gigantesca escola onde nós, espíritos que somos, temos a oportunidade de viver a experiência humana da matéria. Surge a partir dessa entrega a consciência de que nós escolhemos estar aqui, precisamos então honrar a nossa passagem pela terra fazendo aquilo que o Universo espera de nós: amar uns aos outros como irmãos e reverenciar toda a criação divina – pessoas, plantas e animais. Todos têm direito à vida, assim como eu e você. O vegetarianismo nasce a partir dessa consciência. Impossível não ser feliz sentindo a presença divina dentro de nós. É por isso que as pessoas que fazem meditação estão sempre com cara de paisagem. Elas têm frequentes impulsos de dançar e abraçar as pessoas, aceitam tudo que a vida lhes manda e transformam qualquer acontecimento, por menor que seja, em uma grande celebração. Os meditantes já fizeram a descoberta máxima da vida: Eu já sou a felicidade que procuro! ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, consultora de marketing político e empresarial e palestrante motivacional, com foco no endomarketing, descompressão de ambientes e espiritualidade no trabalho. janemaryconsultoria@gmail.com

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13 ANOS VITÓRIA/ES NOVEMBRO DE 2013 13 Grupo Lider inaugura revenda Audi em Vitória A Vitória Audi Center ocupa um prédio de três andares, com área útil de 2.700m², que segue padrões internacionais estabelecidos pela empresa alemã Convidados conheceram os modelos da Audi O Grupo Lider inaugurou nova concessionária Audi Center Vitória, na última terça-feira, 19. À frente do projeto do grupo, a diretora Juliana Braz recebeu convidados. Na ocasião, a empresária homenageou o fundador do Grupo Lider, seu avô José Braz, que também recepcionou os presentes ao lado de sua esposa Ledia. O atual presidente do grupo, empresário Bráulio Braz e sua esposa Elizabeth e os sucessores do Grupo José Braz Neto, Eloy Braz, Bianca Braz, Eric e Thiago Tambasco também compareceram ao evento. Seguindo os padrões internacionais da marca alemã, a construção está localizada na Avenida Nossa Senhora da Penha, um dos mais nobres endereços de Vitória, localizada em um prédio de três andares, totalizando 2700 metros quadrados de área construída. No primeiro pavimento, ficam expostos 12 modelos Audi, entre os quais o mais veloz da história da marca, R8 GT. Um mezanino para receber clientes, área gourmet e espaço para eventos de luxo estão localizados no segundo andar. Assistência técnica exclusiva da marca e estacionamento para clientes estão localizados no terceiro piso. A empresária Juliana Braz celebra o lançamento do novo endereço da Audi Center Vitória no Espírito Santo. “Acreditamos no potencial econômico do Estado e investimos em uma concessionária Premium para atender nossos O empresário Bráulio Braz com o presidente da Audi do Brasil, Jörg Hoffmann, e os empresários Danilo Tambasco, Juliana Braz, José Braz e José Braz Neto, todos diretores do Grupo Lider clientes com produtos exclusivos Audi e a qualidade e tecnologia reconhecidas mundialmente” des, taca. A diretora do Grupo Lider também comemorou a recente notícia de que o Estado passará a receber os carros da Audi nos portos locais. ESTRUTURA - A construtora M Santos foi a empresa responsável pela obra. Chamam atenção as paredes inclinadas do salão principal, que remetem aos circuitos ovais das famosas corridas automobilísticas de Nascar e Fórmula Indy. A proposta é transmitir os conceitos de potência e velocidade, característicos da marca alemã. Outro destaque da construção é o projeto de iluminação. O interior remete à linha de design “pure and clean” forte característica , dos carros da marca Audi. As lâmpadas utilizadas, por exemplo, são de LED, material semelhante ao dos faróis dos veículos da marca. O projeto da Audi Center Vitória segue o novo padrão arquitetônico da companhia: o conceito Lighthouse, com uso de materiais ecologicamente sustentáveis, que reduzem o impacto ambiental das obras. Na fachada, vidros e placas de alumínio, permitem maior incidência de luz natural e melhor ventilação no interior da loja, gerando uma economia de até 30% com gastos de energia elétrica. Para manter a conservação e limpeza do espaço, foi implantado um sistema chamado Tappeto na entrada. O tapete de inox com carpete retém os resíduos que ficam grudados nas solas dos calçados, quando as pessoas passam os pés. Outra vantagem desse sistema é a manutenção, que demanda apenas água para limpeza, levando toda a poeira para um dreno abaixo da peça. O diretor da construtora M Santos, João Luís Moura Santos, responsável pela execução da obra, destaca que o projeto da concessionária foi um desafio para a equipe de engenharia, não só pelo alto nível de exigência da marca. "A construção de paredes inclinadas no showroom, que remetem aos circuitos ovais de corridas automobilísticas, exigiu o uso de apuradas técnicas construtivas", explicou. AUDI NO BRASIL - Em novembro, a Audi anunciou a fabricação dos modelos A3 Sedan e do SUV Q3 na fábrica de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. O investimento no projeto, segundo a montadora, é de R$ 500 milhões. Hoje, a Audi conta com 28 concessionárias e está presente em mais de 14 estados do território nacional. Até o fim de 2013, a marca pretende atingir o número de 29 unidades de vendas em plena atividade. A abertura da nova Audi no Espírito Santo contou com a presença do presidente da Audi do Brasil, Jörg Hoffmann. Esta foi a primeira concessionária que o CEO entregou em sua gestão. Para Hoffmann, a inauguração do Audi Center de Vitória representa um importante passo em direção às metas da empresa na expansão de sua linha de revendedores, com crescimento sustentável e sólido. "Ampliamos e reforçamos nossa presença em um mercado importante. No Espírito Santo, temos 21% do mercado de carros Premium. Nossa expectativa é vender 300 carros no próximo ano” . Hoffmann detalha que a meta da Audi é duplicar a rede de concessionárias e vender cerca de 30 mil carros em 2020. "Além disso, estar próximo aos clientes é essencial para garantir um atendimento atencioso e exclusivo, algo que prezamos muito na companhia", enfatiza. GRUPO LIDER - A Audi Center Vitória está no Estado sob a chancela do forte Grupo Lider, um dos maiores grupos corporativos do país, que começou suas atividades em 1957 na cidade de Muriaé, Minas Gerais com o Rodoviário Lider, empresa de logística e transporte rodoviário de cargas. Com o passar dos anos, foi ampliando suas atividades para Consórcios de automóveis e motocicletas, corretagem de seguros, indústria de implementos rodoviários e concessionárias de carros, motos e caminhões. Hoje representa nove marcas em 65 concessionárias localizadas nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Somente em 2012, foram comercializadas nas revendas do Grupo mais de 88 mil veículos, representando crescimento de 25% em seu faturamento nos últimos dois anos. ■ AUDI CENTER VITÓRIA A Audi Center Vitória está localizada na Avenida Nossa Senhora da Penha, nº 1625, Vitória-ES ■ TELEFONE: (27) 3025-6565 ■ SITE: www.audicentervitoria.com.br. Juliana Braz à frente da Vitória Audi Center

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14 NOVEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS Prefeitura espera arrecadar R$ 57 milhões com IPTU em 2014 Em Vitória, o proprietário de imóvel residencial e comercial que efetuar o pagamento em cota única terá desconto de 8% contribuinte do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) do município de Vitória deve ficar atento: o pagamento do tributo em cota única, que tem vencimento previsto para o mês de março, garante um desconto de 8%. No mesmo dia vence também a primeira cota para quem optar pelo pagamento parcelado. A Prefeitura mantém uma postura otimista com a arrecadação do IPTU em 2014, mesmo diante da redução de outras receitas municipais por conta do fim do Fundap e dos repasses do FPM pela União e adotou o critério de facilitar ao máximo o pagamento para os contribuintes. Em 2014, o pagamento do IPTU em Vitória poderá ser feito em cinco cotas, quando o valor do IPTU for igual ou inferior a R$ 100,00. Acima desse valor, é possível pagar em 10 vezes. Banco do SAIBA TUDO SOBRE O IPTU 2014 Informações Gerais O IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) é o imposto municipal que incide sobre os imóveis localizados nas áreas urbanas do Município. Como sua denominação diz, o IPTU alcança imóvel exclusivamente da chamada área urbana. Há imóvel edificado (casa, apartamento, loja) ou não edificado (terreno). Quem é o responsável pelo pagamento? O contribuinte do imposto, ou seja, pessoa responsável pelo pagamento do IPTU pode ser o proprietário do imóvel, seu possuidor (aquele que detém o imóvel como se fosse seu dono, mas sem escritura em seu nome) ou quem detém a posse do mesmo (aquele que possui o imóvel como direito útil de uso, sem ser, porém, o seu verdadeiro proprietário). É bom lembrar que todos os lançamentos do IPTU são elaborados com base nos nomes de contribuintes e endereços que estão arquivados no Cadastro Imobiliário da Prefeitura. Portanto, é necessário que em caso de alguma alteração, o contribuinte entre em contato com a Prefeitura para a devida atualização, como previsto no artigo 16 da lei 4.476/1997 e alterações. Como é calculado? O IPTU é calculado com base no valor do imóvel atribuído pela Prefeitura. Este valor é conhecido como “valor venal” que é obti, do de acordo com os critérios estabelecidos na Lei 4.476/1997 e leva em consideração alguns fatores, como localização do imóvel (Planta Genérica de Valores), tamanho, idade, características da edificação e do terreno, entre outros. No carnê de IPTU emitido pela Prefeitura e entregue anualmente ao contribuinte estão contidas todas as informações utilizadas no cálculo do imposto (vide folha do carnê Dados para Lançamento do IPTU). O valor do imposto é corrigido monetariamente pelo IPCA-e (Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial) anualmente, para evitar uma desvalorização da moeda. A lei 4.476/1997 e suas alterações encontram-se disponíveis no link http://www.vitoria.es.gov.br/ semfa.php, em Legislação atualizada. ■ O Redução para idosos Cumprindo a legislação municipal, a Prefeitura de Vitória concede redução de 75% sobre o imposto para os idosos com idade a partir de 60 anos. Para obter o direito, é necessário ter renda familiar de até cinco salários mínimos, possuir apenas um imóvel e residir nele. Para ter direito à redução, é preciso efetuar o pagamento do tributo até a data de vencimento em cota única. Para obter a redução, o contribuinte deve apresentar à Central de Atendimento ao Contribuinte cópias do CPF e da carteira de identidade; três últimos comprovantes de rendimento; e número do benefício. A Central de Atendimento ao Contribuinte funciona das 8 às 18 horas e está instalada no Palácio Municipal Jerônimo Monteiro (Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, 1.927, Bento Ferreira). O prazo para fazer esse requerimento e obter o desconto ainda em 2014 se encerra no mesmo dia do vencimento da cota única, mas o contribuinte deve se antecipar e evitar o último dia. Para atualização dos valores do IPTU é aplicado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), índice oficial de atualização dos créditos do município. O secretário de Fazenda Alberto Borges está otimista com a arrecadação do IPTU Brasil, Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), Banco Santander, Bancoob-Sicoob, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal e casas lotéricas também estão autorizados a receber o imposto. As casas lotéricas, porem, só aceitam guias com código de barras e de valor até R$ 1.000, até a data de vencimento. A previsão de arrecadação é de cerca de R$ 57 milhões, o que corresponde a 4% da receita corrente do município. Esse valor pode ser utilizado, por exemplo, nas áreas de saúde e educação. “O IPTU é um imposto ligado às políticas públicas sociais da cidade” , afirma o secretário de Fazenda, Alberto Borges.

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