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O quarto de Vitor Em uma pequena cidade onde nada diferente acontecia, morava um menino magro, com uma cor pálida, com aparência de que não dormia há séculos o nome dele era Vitor, não tinha amigos, pois quando falava sobre o que acontecia com ele, principalmente durante a noite, não davam importância. Sua mãe era magra e tão pálida quanto ele, seu pai ao contrário era gordo e rabugento tinha uma barba mal feita e uma verruga perto da boca. Ele conversava com os pais toda vez que ele tentava falar algo, o pai logo gritava: — Se for pra falar das suas esquisitices é melhor nem abrir a boca. Ele tristemente entrava em seu quarto e começava a pensar porque ninguém dava atenção para o que acontecia, ele queria dividir com alguém, mas infelizmente ninguém parava para ouvi-lo. Tanto pensou que adormeceu! Durante a noite, todos na pequena cidade viram vultos passando pelos seus jardins, e os cachorros latiam sem parar. A mãe de Vitor ouve um barulho estranho dentro de casa, que vinha do quarto de seu filho, muito assustada ela acorda seu marido e pede para ele ir olhar como está o Vitor, o pai ignorante como sempre fala que não vai levantar

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da cama àquela hora, para ver o que ela já sabe, que o filho é louco, e volta a dormir. Na manhã seguinte o comentário na cidade era se alguém sabia o que havia acontecido na noite passada, porém ninguém sabia. Um dia Vitor chega da escola e vai direto para o quarto. Quando entra tem uma surpresa vê sobre sua cama, manchas de terra e pequenos pedaços de mato, sem saber ao certo o que havia acontecido em seu quarto, achou melhor arrumar tudo e não contar nada a ninguém, afinal ninguém o ouviria mesmo. Ele lembrou que na noite passada teve um sonho em que corria feliz por uma cidade á noite, acompanhado por uma pessoa, mas ele não lembrava do rosto dela, ele só lembrava do mais importante: que estava muito feliz. Mais uma noite chegou e mais sonhos surgiram! Ao chegar na escola no outro dia, percebeu que havia chegado uma aluna nova na sala a primeira vez que a viu teve a impressão de que a conhecia de algum lugar e percebeu estava no fundo da sala, como se estivesse se escondendo ou não querendo ser percebida. Na hora do intervalo, ela sentou no mesmo banco que ele, no fundo do pátio, o lugar que todos chamavam de “estranho”. Quando viram os dois sentados logo começaram a gritar: “o estranho” encontrou uma amiga como

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ele, o “estranho e a esquisita” e todos começaram a rir. Vitor e aquela menina se entreolharam e um entendeu o que o outro estava sentindo apenas pelo olhar não precisou falar nada. Chegando em casa, Vitor até pensou em dividir com os pais o que havia acontecido na escola, afinal ele fez uma amiga porém preferiu guardar mais esse segredo. Passou o resto do dia trancado em seu quarto, pensando em Amanda. Após o jantar, voltou para o quarto, trancou a porta e ficou deitado em sua cama esperando o sono chegar desejou naquele momento sonhar com ela. A noite tomou conta de tudo, e era exatamente a hora que Vitor mais gostava, pois era quando a aventura de seus sonhos começavam. Nesse lugar desconhecido onde ele adorava ficar, ele sentia que não estava sozinho, mas não conseguia ver quem estava por traz daquela sombra distante, mas ele sabia que quando conseguisse tocar naquela pessoa, entenderia tudo o que estava acontecendo com ele. Dias se passaram e na escola Amanda já sentava ao lado dele, passavam horas conversando, quando finalmente ele se sentiu à vontade para contar seu segredo a Amanda, ele pediu que ela fosse em sua casa depois da aula, para eles conversarem, ela aceitou o convite. Quando chegou na casa de Vitor, a mãe dele pediu que ela esperasse que avisaria Vitor sobre a visita, ele aparece na escada e pede que suba até seu quarto. Ela chegar e tem a impressão de conhecer aquele lugar, mas não comenta nada com Vitor. Vitor começou a contar: — Começou acontecer a mais ou menos uns 3 anos, até que um dia eu entrei em meu quarto e percebi que sobre a minha cama tinha manchas de terra e pedaços de mato achei estranho mas não tive medo e preferi não contar a ninguém. Era como se fosse um sonho, mas era tudo real, de repente tudo em meu quarto desaparecia e logo se transformava num grande labirinto, cercado por árvores e no fim do labirinto há um jardim muito lindo, com flores, plantas e árvores muito bem cuidadas sempre que estou lá ouço uma canção em voz feminina, porém não consigo ver quem está cantando.

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Isso tornou-se parte de minha vida, o dia que não vou para meu jardim fico triste e ansioso, e o mais impressionante é que quando fico horas correndo nesse jardim, parece que todos na cidade conseguem ouvir o som dos meus passos, mas ninguém conseguia me ver. Tentei várias vezes dividir isso com alguém, mas sempre falavam que era coisa da minha cabeça e eu quase acreditei neles mas eu tinha provas: a grama, a terra sobre minha cama, eram desse jardim. Você acredita em mim Amanda? Ou acha que estou ficando louco? Como todos pensam? Nesse momento eles se olham e percebe que ela está com os olhos cheios de lagrimas, e pergunta o que houve. Sem dizer nada apenas tira de seu pescoço uma corrente com uma pedra de cristal e pede que quando ele voltar nesse jardim e ouvir a canção aperte com muita força aquela pedra. E vai embora da casa sem dizer mais nada.

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A noite finalmente chegou, e lá estava Vitor em seu jardim esperando ouvir a canção que ele tanto amava. Quando de repente ele ouve, fecha os olhos e pensa no que Amanda falou. É surpreendido com um beijo, quando ele abre os olhos, vê Amanda sorrindo e o abraçando bem forte, ele sem entender nada pergunta se ela sabia que isso acontecia com ele e porque não contou nada a ele. Ela explica que não falou porque não sabia, que era ele que aparecia nos sonhos delas e nunca contou a ninguém porque tinha medo de pensarem que ela estava ficando maluca, que só descobriu tudo, quando entrou naquele quarto. Então eles se beijam e se olham por muito tempo em silêncio e percebem que tudo aquilo que há muito tempo acontecia com eles, era o encontro de suas almas que foram feitas para viverem para sempre juntos.

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