Educação em Revista

 

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Revista da Regional 7 do Sepe - tema: greve na educação em 2013

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Fotógrafos Rafael Gonzaga e Samuel Tosta Charges de Latuff

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Editorial Levante na educação pública no Rio de Janeiro No mês de outubro completou um ano de nossa revista. Muitas lutas nesse período. Nosso maior orgulho foi comemorar esse aniversário durante a maior greve já vista na educação carioca! Mais de 100 mil pessoas vão às ruas. Quem são elas? Profissionais da Educação. Cozinheiras, inspetores, professores. Pessoas que vivenciaram por quase vinte anos os governos avançando a passos largas na privatização da educação. Bilhões entregues em mãos de terceiros, quartos, quintos ou quem chegar primeiro. Uma grande festa que tem roubado o conhecimento e a formação de milhares de crianças e adolescentes. Sabem muito bem os governantes que a greve da educação do Rio de Janeiro não é apenas por melhorias salariais. Se assim não fosse o que justificaria a presença de soldados e oficiais da PM tomando nossas manifestações? Por que as bombas, o gás de pimenta e toda a pancadaria que vitimou a educação no Rio de Janeiro? Golpe no movimento para fazer a Copa! O cerco do governo ao movimento grevista na educação não é apenas para garantir que o governo não gaste mais um centavo com a melhoria de nossas escolas. Tratase da tentativa de garantir à comunidade internacional e a FIFA que a Copa do Mundo ocorrerá sem maiores transtornos. Tanto Cabral quanto Paes teriam cedido muito mais não fosse a certeza de que o movimento só crescerá caso tenha muitas vitórias. Por isso, é tão importante para o governo do PMDB “quebrar” as manifestações e as greves que acontecem. Não é à toa que mesmo dentro de um estado democrático de direitos utilize-se de métodos da ditadura com o aval do governo federal, uma vez que Dilma não fez um só pronunciamento sobre as barbaridades que fazem os ditadores do Rio. Não querem apenas acabar com as greves da educação, querem matar o movimento para garantir que no próximo ano tenhamos categorias e população amansadas e aterrorizadas com suas atrocidades. Só terror! Apesar de conhecerem as leis e suas garantias para os trabalhadores e servidores em greve ou terem consciência das decisões do STF em relação aos direitos de greve, os PMDBistas agem como ditadores, desrespeitando leis, assediando moralmente, utilizando-se de abuso de autoridade e outras irregularidades. A novidade dessa greve foi a abertura de inquéritos administrativos contra os grevistas. Levam a sua mídia a noticiar que com isso poderão ser demitidos os “rebeldes” que continuem em greve. Terror em cima de terror para aqueles que lutam por melhorias na educação. Só a luta muda a vida! 04

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A maior greve da história da rede municipal do Rio de Janeiro A rede municipal do Rio de Janeiro se levanta de forma inédita na história de nosso movimento. Uma rede que amargou os anos de Cesar Maia e parte da gestão de Paes sem nenhum movimento de greve por tempo indeterminado, realiza movimento histórico para a educação carioca. A greve teve início em assembleia do dia 8 de agosto com pouco mais de 2 mil pessoas. Após um estado de greve onde a categoria tentou negociar com o governo Paes, aquela assembleia votara a greve com a certeza de ser o momento correto para o movimento. Assembleia do dia 8 de agosto vota a greve com a certeza de ser o momento correto para o movimento. Longos 20 anos separam o conformismo dessa rede de um verdadeiro levante dos profissionais de nossas escolas. Embalados pela conjuntura de revoltas e grandes manifestações no Brasil, a maior rede da América Latina mostrou que não está para brincadeiras. Junto com o sindicato colocou cerca de 100 mil pessoas nas ruas em um dos massivos atos que promoveu. Paes, vivendo a maior crise de representatividade de sua gestão, enfrenta um grandioso movimento na educação: simplesmente a maior greve da história da cidade do Rio. O desgaste do governo Cabral já havia contaminado a todos e o Fora Cabral já estava consolidado nas ações das ruas. Esse desgaste tinha que atingir o governo municipal. A campanha do “Fora Cabral e vá com Paes” tomou as ruas na voz de milhares profissionais das escolas. Os índices nas escolas cresciam a cada ataque que o governo fazia. O anúncio do corte de ponto fez crescer o movimento que chegara a percentuais que beiravam os 85%. Ato na porta da prefeitura, demonstrava o que o governo pretendia. Na primeira vigília na porta da Prefeitura, o Choque da PM esperava a educação. Primeiro grande ato da greve. No dia 14 de agosto Mais de 25 mil pessoas marcharam pelas ruas de Botafogo. 05

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Fruto do grandioso movimento o Sepe é convidado pela Band News para entrevista exclusiva. Após entrevista de Costin e Paes. Os profissionais de educação cobraram pelas redes sociais o mesmo modelo e tempo de entrevista. Paes e Costin tentaram aterrorizar os grevistas ameaçando-os com o corte de ponto e demissão. As ameças tinham efeito contrário. Enfureciam ainda mais os grevistas e faziam crescer o percentual da greve que chegou próximo a 90% em seu ápice. As declarações da secretária de educação Cláudia Costin comparando a educação carioca com a da Finlândia ou a do prefeito dizendo que não matricularia seus filhos numa escola pública fazem crescer a revolta. Reunidos na assembleia do dia 20 de setembro educadores retomaram o movimento grevista após prefeito apresentar plano sem discutir com o Sepe. Paes comprou briga com a Educação Após dez dias de retorno às aulas ao final da primeira fase da luta, Paes obrigou os profissionais a retomarem a greve. Além da prefeitura não cumprir nada que prometeu em relação às condições de trabalho ele ainda elaborou sozinho o seu plano de carreira sem a menor participação dos interessados: a categoria na figura do seu sindicato. O plano era na verdade uma reforma educacional. No dia 20 a greve foi retomada. Os profissionais sairam da assembleia pelas ruas da Tijuca, ocuparam as três pistas da Presidente Vargas. Enquanto isso um grupo ocupava o andar do gabinete do prefeito em busca de negociação. Com o apoio da população educadores realizaram passeatas massivas. Mais de 20 mil ocupam ruas da Tijuca em belíssimas manifestações . Em todos os atos e passeatas a população sinalizava seu apoio. Papéis picados, tecidos pretos nas janelas, acenos, tudo para demonstrar a solidariedade e concordância com um movimento que defendia a educação. 06

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Presos e feridos no corpo e na alma Atos históricos marcaram esse movimento. As três pistas da Avenida Presidente Vargas foi ocupada. Após dias de tentativa em conhecer o texto que o prefeito havia preparado e apresentado como plano de carreira, os profissionais de educação resolveram ocupar a Câmara de Vereadores para impedir que votassem um projeto sobre sua carreira, de conteúdo secreto. O Plano do Prefeito era tão ruim que ele fez emendas. Trancou a sete chaves suas emendas. Discutiu apenas com os vereadores que o apoiam. Nem mesmo os vereadores de oposição tiveram acesso ao texto de emendas do prefeito. Percebendo o golpe do prefeito e que seria inevitável a aprovação do plano, no dia da votação os educadores em luta ocuparam o plenário da Câmara e impediram sua votação. ABAIXO A DITADURA! O cenário poderia ser confundido com a Faixa de Gaza. Mas não era. Era a capital do Rio de Janeiro. No coração político da cidade. 07 Após 3 dias de ocupação Paes e Cabral resolveram dar a ordem para a sua retirada. Na noite de sábado, 28 de setembro, a polícia invadiu a Câmara e arrastou os cerca de 150 profissionais pela força policial. Este dia foi marcado pela truculência com os que se encontravam dentro e fora da Câmara. Armas químicas, choque elétrico e muita agressão física. Dois professores presos e muitos feridos no corpo e na alma. Um acampamento foi montado na porta da Câmara.

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Estado de sítio para votar as ardilosas intenções de Paes e seus cães fiéis No primeiro dia de outubro acontece o maior massacre vivido pela educação nos últimos 30 anos. O Rio, sob o estado de sítio e com as ruas do entorno da Câmara de Vereadores gradeadas, assistiu atônito a votação do tal Plano do prefeito. A trilha sonora: bombas, gritos, pedras lançadas pela PM do alto do prédio daquela casa parlamentar. A ditadura de Cabral e Paes, reforçada durante a desocupação da Câmara de Vereadores, seguiria seu curso nas manifestações seguintes. Nos dias 7 e 15 de outubro os massacres contra a educação continuavam. A população, estudantes e movimentos sociais saíram às ruas para apoiar a educação. Muitos foram presos por isso. Acusações de que Black Blocks teriam queimado carros da polícia, ônibus e promoveram quebra-quebra foram expostas em toda a imprensa. Todos queriam que a população acreditasse em suas versões maliciosas e mentirosas. Sabemos bem como agem os governantes ditadores quando querem incriminar trabalhadores e estudantes. Muitos foram presos sob acusações absurdas de formação de quadrilha e muitas outras sandices. O cenário poderia ser confundido com a Faixa de Gaza. Mas não era. Era a capital do Rio de Janeiro. No coração político da cidade. 08

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Uma greve contra a meritocracia na educação estadual a tarde quente de primavera, do dia 24 de outubro, foi suspenso o movimento grevista dos educadores das escolas estaduais. Foram setenta e sete dias de visita às escolas, atos, ocupações e passeatas para tentar abrir um canal de diálogo com um governo arrogante, prepotente e autoritário. Não foi possível desta vez. Se é verdade que não conseguimos arrancar vitórias objetivas e imediatas, também é verdadeira a afirmativa que conquistamos a simpatia para a nossa luta entre o povo não só no Rio, como também em todo o país. Conquistamos apoio de trabalhadores de países da América Lati- na e da Europa. A greve da educação do Rio de Janeiro foi comentada em vários lugares do mundo onde, provavelmente, nunca estivemos. Mas não foi apenas a simpatia e solidariedade de classe que conquistamos com nossa luta. A greve da educação fluminense colocou na boca dos explorados e oprimidos de todo o Brasil o desejo de colocar para fora da vida pública a triste figura de Cabral e do prefeito Eduardo Paes. Em manifestações de solidariedade em Minas, São Paulo, Pará, Rio Grande do Norte e Piauí ouvia-se o “Fora Cabral vá com Paes”. Hoje, mesmo na greve de petroleiros ou na luta contra o Leilão de Libra, esta 09 consigna esteve presente e foi agitada por milhares. A greve é uma tática da dura luta que travamos em defesa de melhores condições de trabalho, salários e por uma educação pública de qualidade. Mudamos a tática para fortalecer a luta. Quem saiu derrotado deste impasse de mais dois meses foi Sérgio Cabral, seu secretário Wilson Risolia e o vice-governador Luiz Fernando Pezão. Também ficam desmoralizados os ministros do STF, em particular o Ministro Luiz Fux, a Presidente Dilma e seu partido, o PT. São inimigos da educação pública e esta constatação é fruto da força de nossa greve.

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A cumpliciadade das autoridades decreta a marginalidade intelectual de milhões de alunos O governador Sérgio Cabral, em sua habitual arrogância, não percebe que ao seguir com a política de ameaças, de arrocho salarial e de redução dos investimentos contribui para que o povo fluminense continue ao lado dos educadores. Cabral contra tudo e contra todos, manteve sua política de meritocracia, de desvio de verbas das escolas para seus amiguinhos, empresários e empreiteiros. Cabral insiste em manter o arrocho salarial e o aumento da jornada de trabalho dos funcionários das escolas. O executivo federal e o poder judiciário se uniram para manter a redução da grade curricular, um menor número de aulas por semana para os alunos, manter, ampliar o fechamento de unidades escolares, o fim da oferta de matrículas do ensino fundamental para jovens e adultos. A cumplicidade dos poderes da republica compromete a educação pública do Rio de Janeiro, não por alguns dias como vociferou a imprensa vendida, mas o futuro de toda uma geração de filhos da classe trabalhadora. A reposição de aulas e conteúdos que pretende o eminente Ministro Fux não vai sanar a brutal falta de professores, de funcionários ou material didático. Não vai repor as condições mínimas de ensino compatível com a realidade dos avanços científicos e tecnológicos do século XXI. Decreta a marginalidade intelectual milhões de alunos nos próximos anos. Tudo isso poderia ser evitado se estes “po10 deres” obrigassem Cabral a atender algumas de nossas reivindicações. Porém nós, profissionais de educação, temos compromisso com os interesses dos trabalhadores e do povo. Seguiremos a luta na certeza de nossa vitória e do triunfo de um ensino de qualidade nas escolas públicas. Se não temos apoio do governo, do judiciário e da mídia contamos com o apoio dos trabalhadores e da população. Nossa tarefa é buscar a unidade de todos para derrotar todos os inimigos da educação. Derrotaremos os neoliberais, tecnocratas e agentes da meritocracia. Não conseguirão transformar a educação em mais uma mercadoria para encher mais ainda seus bolsos.

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“Mais realista que o rei...” A Greve da Rede Estadual do Rio de Janeiro chega a mais de 60 dias de duração sob inúmeros ataques do governo Cabral, em conluio com o poder judiciário estadual. Todos os três poderes se uniram para atacar o movimento de greve dos trabalhadores da educação. E isto ocorre também na Rede Municipal do Rio de Janeiro, a maior da América Latina, com a Câmara dos Vereadores compactuando com os objetivos perversos de Eduardo Paes de destruição da educação pública carioca. No dia 11 de outubro, profissionais de educação do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes foram apanhados de surpresa com uma notícia: uma companheira de luta, temerosa com a possibilidade de responder a um processo administrativo por abandono, pois os ataques ao nosso direito de greve têm, em muitos momentos, o consentimento do Judiciário, voltou para a escola, as- sinou o ponto, iniciou o trabalho com sua turma e foi impedida de continuar, pois a direção a informou que estava respondendo a um processo administrativo e que não poderia estar ali trabalhando. A notícia correu e os profissionais da escola ficaram sabendo no fim da noite que estavam respondendo a tal processo administrativo por abandono de cargo. Gravíssimo ataque ao direito de greve perpetrado pelo governo ditador de Cabral. Foram 33 processos administrativos abertos de forma absolutamente irregular. 33 ataques a esses profissionais, cujo “delito” é o de lutar por uma educação pública de qualidade. Judas Iscariotes Tão grave quanto o ataque do governo foi ter observado a subserviência de uma direção de escola a um governo que age de forma a atentar contra o sagrado direito de lutar dos trabalhadores. Vivemos um momento extremamente grave na luta dos movimentos sociais e sindicais. A judicialização da greve, a criminalização dos movimentos de resistência populares e a bárbara repressão policial e de todo o aparato repressor do Estado nos faz lembrar os piores momentos da ditadura militar. Não podemos jamais permitir que tal estado de exceção volte. Por isso, devemos dizer em alto e bom som: abaixo a ditadura de Cabral e Paes!!! E o número 33 é simbólico, pois remete à idade de Cristo quando foi crucificado e morto pelos romanos, e, por analogia, podemos 11 dizer que tal direção do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes agiu, ao mesmo tempo, tanto como Judas Iscariotes, por ter traído a categoria e a luta por uma educação pública de qualidade, quanto como Pôncius Pilatos, pois entregou não só praticamente 30 profissionais de educação à repressão do governo Cabral, como também suas famílias, cuja subsistência fica ameaçada.

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Paes e Cabral, grandes covardes! Bombas, armas letais, pedras, spray de pimenta em educadores! O centro da cidade do Rio de Janeiro se transforma em palco de uma guerra a cada passeata da educação. Quem trabalha, passa por ali no momento em que dão a ordem para tacarem pedras, baterem com cassetetes, utilizarem armas químicas e choques elétricos, não consegue acreditar que isso aconteça em plena capital da Copa do Mundo. O quadro é estarrecedor! Afinal quem imaginaria que mesmo esses governos pudessem tratar como bandidos os educadores do Rio de Janeiro e a população que os apoia? E quanto aos homens que estavam na repressão da passeata do dia 15 de outubro? Cenas mostraram na TV que no meio de toda a guerra no Centro da cidade eles atiravam pra cima com armas letais! Métodos da ditadura para incriminar trabalhadores e lutadores! Cabral e Paes não têm o menor pudor em passar por cima da democracia que ainda é o regime do país. O movimento nas ruas conseguiu desvendar algumas táticas utilizadas para a criminalização do movimento. Vamos lembrar as tentativas de incriminação que foram armadas e flagradas por câmeras. Polícia “despreparada” ou orientada? Policial militar da coordenadoria de inteligência da polícia tacava algo do telhado da Câmara. Pelas imagens, podemos ver que muitas pedras, cacos de telha encontravam-se junto a ele. Então, podemos desconfiar que o objetivo era atingir com pedras policiais e manifestantes para depois responsabilizar Black blocks e educadores que estavam na manifestação. A cada flagrante de uma câmera o comando da PM informa que “abrirá sindicância”. Porém, desde junho elas talvez tenham sido abertas e mais nada. Nenhum policial foi punido! Por que será? Neste dia, vários jovens foram baleados e até agora ainda estão apurando...

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Repetem exatamente os mesmo métodos da ditadura militar que o país viveu em seus anos de chumbo. Cabral e Paes pretendem endurecer em seus ataques contra os profissionais de educação e o sindicato. Querem levar a população a crer que os educadores são terroristas. Os Black Blocks, apenas baderneiros e arruaceiros. Para isso conhecemos bem quais são as táticas utilizadas. Dentre várias suspeitas flagradas por câmera fotográfica mais uma é levantada e repercute na imprensa. A de que um policial teria simulado um flagrante para um estudante presente no ato, jogando um morteiro a E muito seus pés. Imediatamente um oficial mais redecreta a sua pressão! prisão. Nem mesmo os mais ingênuos dentre a população do Rio acreditou que um Black Block conseguiria chegar perto de um carro da PM, muito menos de um ônibus e incendiá-los sem que nenhum PM tomasse conhecimento. Quem cometeu estes atentados? Na manifestação do primeiro de outubro, além da Câmara de Vereadores, outros prédios foram utilizados para jogar bombas do alto, em cima de manifestantes. Bombas vindas do alto podem atingir a qualquer um, inclusive a um policial. Então ao mesmo tempo que é feita a maior covardia com manifestantes, ainda poderiam ter arrumado uma forma de responsabilizar os próprios manifestantes, caso um policial fosse atingido seriamente. Em um dos atos uma pessoa da mídia alternativa chegou a narrar que os policiais que faziam enfrentamento com manifestantes tacavam pedras grandes que, segundo ele “poderia matar um” O que pretendia o policial que parou um ônibus com dezenas de educadores que se dirigiam à manifestação do dia 15? Ele, além de agredir o motorista de ônibus e prendê-lo sem motivo, ainda ameaçou educadores que se dispuseram a prestar depoimento em favor do motorista.

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Já vimos este filme! Nesta cena, retirada de um vídeo, fica evidente que o policial militar em plena manifestação no dia 15 de outubro dava tiros para o alto. Neste dia alguns estudantes foram atingidos por tiros de armas letais. O vídeo da Rede Globo de TV mostra várias cenas de muitos policiais atirando na manifestação do dia 15 com escopeta. http:/ /globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/v/imagens-mostram-policiais-atirando-durante-manifestacao-no-rio-de-janeiro/ 2640390/ Regime de Exceção Um “Regime de Exceção” caracteriza-se pela total suspensão dos direitos mínimos reconhecidos ao ser humano. Direito à vida, integridade física, proteção por leis. Fica autorizado o uso de tortura física como método de investigação. Chama-se assim por tratar-se de uma excepcionalidade do Estado Democrático de Direito. Em suma, é sinônimo de ditadura. Imagens mostram policiais atirando durante manifestação no Rio de Janeiro. Umas das investidas da repressão foi exibida em horário nobre em emissoras de TV. A Delegacia de repressão a crimes contra a informática deflagrou uma operação contra os suspeitos de participarem de atos de vandalismo. A polícia invade a casa dos tais “suspeitos leva celulares, computadores, máscaras. Se eles têm armado flagrante debaixo dos olhos de todos e das câmeras presentes em atos, o que farão com esses computadores? Terão a coragem de plantar provas para incriminar pessoas, profissionais, os “revoltosos”? Alguns filmes e denúncias de vários lugares no mundo mostram que a polícia teria a prática de plantar provas para incriminar pessoas inocentes. Os governos do Rio terão essa coragem? Oficial da PM foi filmado usando spray de pimenta com um botijão em cima de manifestantes pacíficos Jornal O Globo dez/2012 “Bomba no Rio Centro: dossiê revela farsa de militares. Documentos mostram como comandante do DOI-Codi agiu para responsabilizar esquerda” Este filme nós já vimos. Sabemos o final! E não vamos assisti-lo sentados! Abaixo a Ditadura de Cabral e Paes

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Regional 7 na greve e sempre na luta. Veja a atuação da Regional 7 e sua aguerrida militância na luta por qualidade naeducação pública. Dedicação e resistência o lema dos bons lutadores! 15

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