Imagens Faladas - Livro do Cristal

 

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Description

Uma reportagem fotográfica sobre a memória do Bairro Cristal

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uma reportagem fotográfica sobre a memória do bairro cristal faladas imagens

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silvia pont diagramação clarissa pont edição de texto catalogação na publicação no padrão internacional cip

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diane barros tiago rodrigues andré mombach lucas fera neves clarissa silveira luiz abreu marco couto carlos carvalho sinara sandri miguel chikaoka festfotopoa ricardo soria fagueraze oscar luz helena bonumá luis antônio brenner guimarães richard serraria sergio paulo annes e heloisa conceição annes ernani chaves roberto vinicius mutirão do arte bioconstruída ferragem cesarmar coletivo catarse casatierra movimento dos trabalhadores sem terra movimento o morro é nosso conselho gestor comunitário do quilombo do sopapo clube de mães do cristal alexandre chaveiro central social rs casa amarela guayí sintrajufe-rs eliane mombach cassiana e cristiano padaria da capivari carlos henrique carolina diehl dartagnan joaquim guilherme dutra garcia leandro milena e thaiane diel.

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as imagens faladas e o cristal olhe ao redor 1 o nome das coisas 2 campo do neri 3 as histórias que o morro santa tereza guarda 4 o dia em que fone voltou ao jóquei clube 5 o cristal de dona terezinha e o arroio cavalhada 6 o estaleiro só de seu manoel 7 a casa onde tudo se mistura imagens faladas 07 16 18 28 36 48 52 58 70 78 eduardo seidl

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nas suas mãos caro leitor estão recortes recortes de memórias mas não só de quem viveu são memórias também de quem pesquisou e registrou um apanhado de histórias a partir de um encontro de gerações recortes de tempo e espaço cada história contada tem seu par em fotografia este é o projeto imagens faladas que começou em janeiro de 2010 quando reuniu 18 jovens no ponto de cultura quilombo do sopapo no bairro cristal para trabalhar o fazer fotográfico como ferramenta de expressão comunitária 08 eduardo seidl

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logo ficou evidente que sensibilizar o olhar seria importante para começar a trabalhar outros temas fundamentais para o desenvolvimento da personalidade e da consciência de cidadão de cada um destes jovens entre janeiro e fevereiro do mesmo ano em encontros que aconteciam duas vezes por semana foram estudadas as técnicas disponibilizados equipamentos e apresentados os materiais utilizados no dia a dia fotográfico no decorrer destes meses algumas suspeitas que todos os educadores do ponto de cultura tinham foram confirmadas as tardes fotográficas acabaram por incentivar a disposição do trabalho em grupo a vontade de estudar por prazer a responsabilidade de se identificar como parte de uma comunidade e de se localizar dentro do bairro da cidade do país a fotografia apenas acompanhou cada uma destas sensações eduardo seidl

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elincoln lucas

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nos meses de março abril e maio as caminhadas fotográficas se transformaram em descoberta o objetivo era praticar o que havia sido ensinado diversificar equipamentos e olhares mas também conhecer o bairro por inteiro descer o morro cruzar o arroio a avenida conhecer os vizinhos e chegar às margens do guaíba aí o grupo já era de jovens repórteres fotográficos que se engajaram nas mobilizações da comunidade e entrevistaram protagonistas registraram cenários e resgataram memórias escondidas no tempo É neste momento também que surge um desafio o bairro cristal onde vivem mais de 30 mil pessoas e que representa 0,82 da área do município de porto alegre começa a sofrer toda sorte de transformações sócio-geográficas como a remoção de vilas novas construções o redesenho de vias e da vida das pessoas o bairro vira palco de um dos principais debates sobre mudanças no plano diretor da cidade quando começa a ser definido o destino do pontal do estaleiro um espaço único da cidade transformado conforme leis e ações que incidem de forma absoluta sobre a vida das pessoas que na maioria das vezes sequer são consultadas 12 guilherme dutra garcia

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projeto e bairro se transformam assim em catalisadores de diversas outras lutas da cidade lutas que dizem íntimo respeito aos jovens que assinam este livro e demarcaram grandes decisões sobre a área urbana de porto alegre e no que a cidade se transformará nas próximas décadas lutas que tentam impedir a cidade de virar palco para um grande canteiro de obras impensado que relega os pobres a periferias cada vez mais longínquas e mantém os ricos em apartamentos cada vez mais distantes do chão lutas pela permanência de centenas de famílias em suas casas traduzidas em imagens de um bairro que se transforma de forma rápida não há quem não afirme no cristal que ajudou a construir o local mas todos sabem que a garantia eduardo seidl ao território é incerta É neste contexto que está inserido o quilombo do sopapo espaço aberto que prioriza atuar com jovens moradores das áreas em situação de irregularidade fundiária nestes lugares residem aproximadamente 40 da população da região e são também estas famílias as afetadas pelas transformações urbanas movidas pela especulação imobiliária o quilombo do sopapo tem atuação essencial na organização e agitação cultural do bairro o presente livro é parte integrante das diversas atividades que já foram ou continuam sendo trabalhadas na casa como realização de audiovisuais e oficinas em rádio fotografia e criação de textos 13 |

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assim a partir da história oral do bairro foram identificados os cartões postais do cristal atuais históricos ou quase imaginários para tais registros três técnicas fotográficas com estéticas diferentes foram utilizadas a pinhole que produz imagens carregadas de tempo desde o ato fotográfico lento até o longo processo de revelação a fotografia analógica em filme 35mm como um processo intermediário de aprofundamento da técnica e finalmente a fotografia digital plataforma que garante imagens limpas e com cores fortes instantâneo à velocidade do clique exatamente como as que estamos tão acostumados atualmente o segundo engenho foi descobrir a reportagem a proposta era de interação entre o morador antigo espécie de historiador e fonte de saber e o fotógrafo jovem construtor de um retrato com referências no passado iniciado este processo de criação fotográfica que segue buscando pautas e aprimorando a estrutura de um núcleo de fotografia do cristal o grupo chegou a materiais repletos de encantamento histórias que mereceram um tratamento editorial que proporcionasse circulação e memória estes são os recortes deste livro dos 18 jovens que ingressaram no projeto sete deles permanecem na atividade fotográfica e montaram estas histórias nicolas gabriel e o movimento futebolístico no campo do neri saionara silva da silva traduz as ruas do cristal sueda juliane descobre as comunidades do arroio cavalhada e o passado do hipódromo douglas oliveira e cristina nascimento acompanham a história envolvendo a luta pelo terreno da fundação de apoio sócio educativa fase e as comunidades do morro santa tereza elincoln lucas visita seu manoel o último morador da beira do guaíba para escutar as mais fantásticas histórias do bairro carlos alberto mostra onde todas estas narrativas estão interligadas por um objetivo o ponto de cultura do bairro cristal o fotógrafo eduardo seidl e o educador leandro anton animaram este processo e costuraram todas estas percepções que brotaram da equipe compartilhando a prática da fotografia e a curiosidade pelo o que nos cerca sejam bem vindos a partilhar cada uma destas imagens faladas com a gurizada do cristal 14 |

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leandro anton 15 |

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