Edição 707

 

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15/11/2013

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15/11/2013 - Edição 707 Página 1 Diretor Responsável: Homero T. Tranquilli - CNPJ: 09573449/0001-13 - Cajuru, Sábado, 15/11/2013 - Ano 15 - N.° 707 Semanal - Distribuição Gratuita / Assinantes Secretaria da Saúde faz campanha de prevenção ao Câncer de Próstata e adere ao Novembro Azul Grupos de idosos das ESFs confeccionam enfeites de Natal Oficina tem início na ESF Piscina Temos de aprender a lição. Mas quanto tempo mais? Créditos para celulares voltam a ter prazo de validade Decisão do STJ suspende a proibição da fixação do prazo

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15/11/2013 - Edição 707 Página 3 Prefeitura conclui Recapeamento do trecho da Av. Prefeito Rubens da Carvalho Ferreira trabalhou no sábado (9), concluindo este lado da avenida. O trabalho foi muito bem realizado, visto a grossa camada de asfalto, que deverá resistir ao tráfego e às chuvas por um bom período. Essa pavimentação faz parte do programa de melhoria das vias urbanas e o próximo passo será o recapeamento do outro lado da avenida, que aguarda liberação da verba. Segundo o prefeito Dr. Luís Estevão, além da avenida Rubens de Carvalho outras ruas serão beneficiadas, seguindo o cronograma da Secretaria de Obras. Grupos de idosos das ESFs confeccionam enfeites de Natal Oficina tem início na ESF Piscina Na sexta-feira da semana passada (8), a Prefeitura Municipal de Cajuru iniciou as obras de infraestrutura na Av. Prefeito Rubens de Car- valho Ferreira, recapeando o trecho entre as ruas Rua Barão Ribeiro Barbosa e Cel Manoel Caetano. Sem perder tempo, a equipe contratada Na quarta-feira, o grupo de idosos da ESF Piscina iniciou a oficina de enfeites de Natal confeccionando parte das flores que formarão a árvore que será instalada na Praça Central. A oficina é co- ordenada voluntariamente por Renato Biju. “Vamos montar uma árvore e enfeitar o coreto com flores feitas de garrafas pet” explica Biju. A proposta é que cada grupo das ESFs façam uma parte dos enfeites, que depois serão juntadas, pintadas e amarradas. Na próxima semana a oficina será levada aos outros bairros, para que todos participem. Escola Lólia passa por reformas e adequações Reforma no Posto Central inclui instalação de Consultório Dentário A Prefeitura Municipal de Cajuru está investindo em reformas e adequações das unidades escolares. Nesse primeiro momento, a escola Lólia da Fonseca Palma Reis, no bairro Jardim Maria Tereza, está em obras. Pelo projeto foram substituídos os alambrados que cercavam a escola por muros de alvenaria em uma das laterais e nos fundos, fazendo divisão com o Bosque Curumim. A fachada oficial vai mudar da Rua Santa R o s a d e Vi t e r b o para Rua Brodowski, para ficar em conformidade com o endereço oficial. Nesta parte, os muros estão sendo feitos em formato de lápis, acompanhando o modelo existente. No meio da escola há uma parte sem cobertura, que hoje é um pequeno jardim e que acaba causando transtornos nos corredores pelas intempéries, ou mesmo pela poeira e fuligem. Esse local receberá cobertura e demais adaptações para integração e melhor aproveitamento do espaço. A p r e v i s ã o é q u e o s alunos comecem o novo ano letivo com a escola de “cara nova”, mais segura, bonita e confortável. A reforma do Posto de Saúde Central está quase concluída. Com recursos próprios, a Prefeitura Municipal investiu em adaptações no prédio para comportar um consultório odontológico e um quarto para repouso dos enfermeiros e motoristas das ambulâncias, veículos estes que ficarão no prontosocorro. Essas duas salas estavam em péssimas condições. A que atenderá o consultório dentário era um depósito de materiais velhos e estava úmida e imprópria para uso. Nela foram substituídos o piso e revestimento, instaladas pias, bancadas e um gabinete dentário, além de ganhar nova pintura. Na outra, o piso foi trocado e as paredes pintadas e, segundo a diretora de Saúde Edilde dos Santos, pretende-se mobiliar o espaço com camas, biombos e equipar com ar condicionado. Nos fundos também foi necessária uma reforma. Seguindo as instru- ções do Ministério do Trabalho, o espaço que acondiciona o compressor foi fechado para vedar o barulho e para não entrar poeira no aparelho. O espaço ao redor está sendo coberto para ampliar a lavanderia. Segundo a secretária Patrícia Bícego, essa refor m a f o i n e c e s s á r i a para adaptar os espaços e oferecer maior segurança e conforto a pacientes e funcionários.

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Página 4 Edição 707- 15/11/2013 Secretaria da Saúde faz campanha de prevenção ao Câncer de Próstata e adere ao Novembro Azul Créditos para celulares voltam a ter prazo de validade Decisão do STJ suspende a proibição da fixação do prazo No dia 30 de outubro, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a decisão do Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF-1) que proibia a fixação de prazo de validade para créditos de telefones celulares pré-pagos. As operadoras estão liberadas a continuar adotando prazos de validade para os créditos comprados pelos usuários, o que consta da regulamentação da Anatel. O ministro Felix Fischer entendeu que a indefinição do referido prazo pode significar o uso, ainda que parcial, de serviço gratuito. Apesar da suspensão, continua tramitando na Justiça Federal uma ação civil pública para proibição da fixação desses prazos. Wagner Félix – diretor do Procon Prefeitura Municipal de Cajuru No mês passado, a Secretaria Municipal da Saúde intensificou suas ações de prevenção ao câncer de mama através da campanha Outubro Rosa. Agora é o Novembro Azul, promovendo a saúde do homem. O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas ao câncer de próstata e com a campanha pre- tende-se reduzir o preconceito que existe em torno do exame, o toque retal. O toque retal aliado ao exame de sangue PSA (proteína que liberada em altos níveis pela próstata quando existe o câncer, inflamação ou infecção) são os meios de detectar a doença. Hoje o câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo, e entre os homens, é o de maior incidência. Para chamar atenção da população masculina, a Secretaria Municipal da Saúde iluminou o prédio da Prefeitura de Azul e colocou o laço-símbolo da campanha. Os exames (toque retal e PSA) são recomendados a todos os homens a partir de 50 anos e para os que têm histórico familiar, a partir de 45 anos. Governo do Estado promulga Lei que garante transporte gratuito intermunicipal a idosos O governador Geraldo Alckmin promulgou a Lei no 15.179 de 24/10/2013 que garante às pessoas idosas (maiores de 60 anos), gratuidade no transporte intermunicipal coletivo rodoviário. Para ter acesso ao benefício, o idoso deverá solicitar reserva de assento com no mínimo 24 horas de antecedência da programação da viagem, levando sempre um documento de identidade. Os prestadores de serviços (empresas rodoviárias) deverão reservar e manter em todos os horários dois assentos por veículo, devidamente identificados, em local de fácil acesso para embarque e desembarque. Na dúvida procure orientação no Procon do seu município. Wagner Félix – diretor do Procon Prefeitura Municipal de Cajuru Cerimônia de Hasteamento à Bandeira Em comemoração ao Dia da Bandeira, a Guarda Mirim de Cajuru participará da cerimônia de hasteamento à Bandeira, a ser realizada no dia 19 de novembro, às 7h30, na Prefeitura Municipal. A população está convidada a participar desse ato cívico. NEGOCIOS E OPOR TUNIDADES OPORTUNID TUNIDADES VENDE-SE Del Rey, 82 R$ 2.500,00. Tratar 99289-6985 VENDE-SE Voyage, branco perola, 85, 1.8 Ap. álcool, ótimo estado. Tratar 99289-6985 VENDE-SE Carretinha s/ documento. Tratar 99289-6985 VENDE-SE Tratorzinho Rotativa p/ canteiro. Tratar 99289-69 VENDE-SE Caminhonete F 4.000, ano 79, em bom estado de conservação. Tratar 99117-7589 3667-6883 (Patinho) VENDE-SE Voyage,85, álcool, em bom estado. Tratar 99251-7634 (Patrícia) VENDE-SE Casa com comércio (Bar do Tchan) R. Dr Matta, 2206. Tratar 992683021 VENDE-SE Carro Renault Clio. Tratar 99302-9105 (Ademir) VENDE-SE Monza ano 92, à álcool. Tratar (Lucas) 992422413 (Bruna/Henrique) 36674162 Delegacia da Receita Federal afirma que “Feira do Brás” é ilícita e orienta os municípios a não autorizar sua realização Conforme constatado pela fiscalização da Delegacia da Receita Federal em Ribeirão Preto, a denominada “Feirinha do Brás”, a qual tem solicitado alvarás para funcionamento em diversos municípios sob a jurisdição tributária e aduaneira do referido órgão tributário federal, funciona como abrigo para diversas práticas ilícitas no âmbito tributário, aduaneiro, do consumidor e criminal, práticas estas que, tendo em vista as possíveis repercussões quanto à eventual autorização para funcionamento concedida pelos municípios, informa: 1) Foi constatada a presença de mercadorias estrangeiras internalizadas de maneira irregular, ensejando a apreensão e a consequente abertura de procedimento para eventual aplicação de pena de perdimento e representação penal pelos crimes de contrabando e descaminho. 2) Foi constatado que a referida feira está servindo de abrigo para a venda de mercadorias contrafeitas, especialmente de vestuário, em violação às disposições do art. 4o, II, “d”, da Lei no 8.078/90, de modo a proporcionar efetivo risco de graves lesões aos consumidores que frequentam tal comércio. 3) Por fim, ressalta que foi configurada reiterada ocorrência de lesão ao erário decorrente de violação da legislação aduaneira local, de modo a se fazer necessária a atuação dos órgãos municipais no sentido de não autorizar o funcionamento dos estabelecimentos causadores de tais lesões, especialmente face ao disposto no art. 10 da Lei no 8.492/92. “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.” *Trecho do livro A Revolta de Atlas – 1950, de Ayn Rand, considerado o mais influente para os americanos, depois da Bíblia. Dr. Luís Estevão

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Página 10 Edição 707- 15/11/2013 Temos de aprender a lição. Mas quanto tempo mais? Um levantamento recente, feito nos nos Estados Unidos, revelou que a cidade de Nova York está se tornando uma das cidades mais seguras do país. Os dados mostram que o número de homicídios vem caindo desde os anos 90 e chegou a marca, hoje, de um sétimo do que era registrado naquela época. Enquanto há 20 anos os casos de assassinatos passavam dos 2.200 por ano, em 2013 registrou-se apenas 279 homicídios até o último dia 31 de outubro - uma queda de mais de 20% em relação ao mesmo período do ano passado (364 casos). Se a média for mantida, a cidade chegara ao final do ano com menos de 1 assassinato por dia. Com essa marca, Nova York está atrás apenas de outras três cidades americanas com menor índice de mortes: Plano (Texas), Lincoln (Nebraska) e Henderson (Nevada) que tem menos de 500 mil habitantes, enquanto NY chega a quase 10 milhões. Cito essa realidade americana para contrastar com a nossa e mostrar o quanto o desenvolvimento de políticas públicas de segurança tem resultados significativos quando aplicadas com seriedade e responsabilidade, diferente do que acontece aqui onde nem existem políticas assim a não ser botar mais policiais nas ruas sem nenhum preparo. Só para começar a comparação, dá pra ver que os números americanos são atuais (31/ 10) enquanto o último levantamento feito no Brasil, divulgado agora, remete a 2012. E dá medo até de ver os números brasileiros. Mas vamos lá! No Brasil, no ano passado, foram registrados - sente-se, tome fôlego e prepare-se - 50 MIL HOMICÍDIOS!! 7% A MAIS QUE EM 2011. E, pasmem, MAIS DE 90% SEM SOLUÇÃO. Só em São Paulo, o número de ocorrências chegou a 1.391 entre novembro de 2011 a agosto desse ano - média de quase 700 casos por ano. Mais que o dobro da maior cidade americana. E vale lembrar que, assim como aqui, lá a população também convive com traficantes, milícias, gangues e crime organizado. Sem contar as máfias (chinesa, japonesa, italiana, romena, etc) que aqui praticamente não tem semelhantes (e não me venham falar de PCC, por favor!). E porque no Brasil ninguém faz nada para reduzir estes números vergonhosos? Porque insegurança dá lucro! É a indústria dos alarmes que ganha, a dos vigias, dos seguranças pessoais, as seguradoras, as empresas de monitoramento, as de blindagem de veículos, as fábricas de porteiros eletrônicos, de câmeras, as que constroem portões automatizados, os serralheiros que fazem grades, os condomínios cujo metro quadrado é mais caro, e por aí vai uma lista imensa de lucradores, além do governo. Soma-se a isso, ainda, um justiça ineficiente e lerda que permite que a impunidade impere e que criminosos, de colarinho ou não, reinem absolutos por aí. Tudo isso gera mais e mais impostos. Só que a gente não vê um centavo sequer investido decentemente em segurança. E quando vê, são apenas investimentos que não tratam do problema na sua raiz - são mais ações eleitoreiras e superficiais do que qualquer outra coisa. É claro que haverá aqueles que dirão que a comparação que estou fazendo é estapafúrdia por causa das diferenças sociais e culturais aqui e lá. Mas temos de levar em consideração que reduzir o número de homicídios de 2.200 para 279 (quase 8 vezes menor) em 20 anos é um feito memorável. Enquanto isso aqui essa redução foi de 4 vezes em 10 anos. Estamos longe de ser uma Nova York em vários aspectos. E enquanto tivermos um governo cujo projeto é manter a população sem cultura, sem educação e sem segurança para que se possa controlá-la melhor, usando as “bolsas-vagabundos”, estaremos mais longe ainda, nos distanciando cada vez mais da seriedade que esse país, pelo seu porte e recursos, poderia ter.

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15/11/2013 - Edição 707 Página 11 SINAPSE HOL OCOLUN A HOLOCOLUNA OCOLUN Alimentando a cultura do medo e do terror Dias atrás, fui chamado para ajudar a solucionar sérios problemas relacionados ao uso de drogas, em uma escola municipal da periferia de Curitiba. Sentamos eu, a diretora da escola, a chefe do núcleo de Educação da regional da prefeitura, professores, um psicólogo da minha equipe e outros profissionais envolvidos no debate. Dentre as principais questões levantadas pelos colegas, destacavam-se os relatos de ameaças de morte feitas por alunos aos professores, agressões, intoxicações, tráfico de drogas, evasão de alunos e problemas relacionados aos familiares. O que nos diz o senso comum em uma situação como essa? Qual foi a primeira reivindicação entoada unanimemente pelos admiráveis educadores, que atuam em situações críticas em uma das mais dignificantes profissões? “Precisamos de mais policiamento”. Respondi, de imediato, que não. Precisamos, isso sim, aumentar a oferta de atividades culturais. Precisamos ampliar as alternativas esportivas e profissionalizantes. Precisamos oferecer acesso à internet, à leitura e ao lazer. Como iremos esperar que jovens não usem drogas em uma comunidade onde não existe absolutamente mais nada a fazer? Como iremos propor um diálogo em uma região onde não existe outro ponto de encontro a não ser o bar da esquina? Passamos, então, a pensar em um plano conjunto que pudesse melhorar o quadro daquela microrrealidade social. Afirmei que, sozinha, a prefeitura não resolveria o problema e que seria preciso mobilizar toda a comunidade em torno da escola. Seria preciso convocar a associação de moradores, o Conselho de Segurança, o Conselho Tutelar, os proprietários de bares e comerciantes da região, a Polícia Militar, a Guarda Municipal e os organismos públicos envolvidos para, juntos, desenvolvermos um plano de ação para a escola municipal. Antes dessa reunião, procurei conhecer um pouco mais profundamente a realidade que procurávamos modificar, e foi aí que eu me surpreendi. Nesta comunidade escolar, que envolve aproximadamente 2 mil alunos, apenas 10% apresentavam problemas relacionados ao uso de drogas. A grande maioria não se envolvia com o tráfico, tampouco com o uso de drogas. Encontrei ali jovens que haviam sido premiados em competições de Ciências e Matemática! Professores afirmaram que na sala de troféus não havia mais espaço para armazenar as premiações e, no entanto, nunca tiveram a oportunidade de realizar uma solenidade para condecorar os talentosos jovens que se destacavam, porque estavam, na maior parte do tempo, registrando as ocorrências na delegacia, preocupados com os 10% de alunos problemáticos. Resolvi escrever sobre essa recente experiência concreta porque ela ilustra muito bem o que acontece hoje na sociedade como um todo. Primeiramente, reproduzimos uma cultura de que os problemas associados ao uso de drogas serão resolvidos com policiamento, com repressão. Depois, alimentamos uma cultura do medo e do terror, que oprime e ofusca os cidadãos, disseminando notícias de tragédias, assassinatos, prisões e desgraças alheias. Qual o sentido de continuarmos publicando apreensões de toneladas de drogas e prisões de megatraficantes? Estaremos no caminho do bem quando o jornal mais lido e o noticiário mais popular forem aqueles que veicularem notícias positivas, bons exemplos que certamente existem aos montes, e os conhecidos periódicos de horrores forem fadados ao anonimato por falta de audiência. “ Diogo Busse, advogado e mestre em Direito das Relações Sociais pela UFPR, é diretor de política sobre drogas da Prefeitura de Curitiba e presidente do Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas (Comped). ” 322. A Escolástica no Século XIV Com o presente artigo, estamos encerrando o segundo e longo capítulo da História da Filosofia, relacionado à Patrística e à Escolástica (o primeiro foi dedicado à Filosofia Pagã Antiga). Iniciamos com a Revolução Espiritual da Mensagem Bíblica, no século I, passando pela Patrística na área da cultura de língua grega, assim como na de língua latina e, por fim, a Escolástica, no período entre os séculos XI ao XIV, portanto, quase um milênio e meio de História da Filosofia, minimamente, registrado em quatorze páginas de jornal, publicadas semanalmente. Esta sistemática ou ordenação é creditada aos autores Giovanni Reale e Dario Antiseri. As múltiplas instâncias de encerramento da Idade Média e a consequente abertura do século XIV têm na figura do franciscano Guilherme de Ockham, “o príncipe dos nominalistas” a sua maior referência. Além de suas contribuições lógicas, suas teorias físicas, a concepção do conhecimento físico de natureza especificamente empírica, a separação entre a filosofia e a teologia, devem-se a ele, no campo político-religioso, a autonomia do aspecto temporal em relação ao espiritual, com suas consequências políticas e institucionais. Ele nasceu no condado de Surrey, na aldeia de Ockham, a vinte milhas de Londres, em 1280; ingressou na ordem franciscana com pouco mais de 20 anos de idade; seus estudos universitários ocorreram em Oxford; em 1324, transferiu-se para o convento franciscano de Avignon, onde o papa João XXII o convocou para se defender da acusação de heresia. Depois de três anos de estudo, a comissão nomeada pelo papa para examinar seus escritos condenou sete pontos como heréticos, trinta e sete como falsos e quatro como temerários. Prevendo severas sanções, em maio de 1328, Guilherme foge de Avignon e se junta a Ludovico, o Bávaro, em Pisa. Seguindo o imperador, fixou-se em Munique da Baviera, onde viria a falecer, vítima de epidemia de cólera, em, 1349, aos 69 anos de idade. Sob o aspecto histórico-social inclui conflitos entre a Igreja e os nascentes Estados nacionais, ruptura entre Bonifácio VIII e Felipe, o Belo; o cativeiro de Avignon; a façanha de Ludovico, o Bávaro, que, em 1326, recebeu a coroa imperial no Capitólio, não mais na igreja, não mais do papa. Como o papa João XXII não quis reconhecer Ludovico como imperador, a dieta de Frankfurt, em 1338, proclamou a aprovação pontifícia como supérflua, assim como faria mais tarde Carlos IV, em 1356. No campo político, a Alemanha dava início ao afastamento da Igreja católica, o qual, no campo doutrinário, viria se reforçar mais tarde com Lutero. Ockham propõe a independência da fé em relação à razão: “Os artigos de fé não são princípios de demonstração nem conclusões, e nem mesmo prováveis, já que parecem falsos pra todos, ou para a maioria, ou para os sábios, entendendo por sábios os que se entregam à razão natural, já que só de tal modo se entende o sábio na ciência e na filosofia”. As tentativas de Tomás de Aquino, Boaventura e Escoto no sentido de mediar a relação entre fé e razão com elementos aristotélicos ou agostinianos, através da elaboração de complexas construções metafísicas e gnosiológicas, pareciam-lhe inúteis e danosas. Em relação ao co- Fonte: ht t p : / / w w w. g a z e t a d o p o v o . c o m . b r / o p i n i a o / conteudo.phtml?tl=1&id=1424907&tit=Alimentando-a-cultura-do-medo-e-do-terror - Publicado em 13/11/2013 | DIOGO BUSSE Apôio: Saúde Mental - AMBULATÓRIO “dona Fifia” – fone 16-3667 9962 nhecimento, Guilherme o divide em intuitivo e abstrato. O primado do indivíduo leva ao primado da experiência, na qual se baseia o conhecimento. É necessário distinguir conhecimento não-complexo, que pode ser intuitivo e abstrativo, de conhecimento complexo, relativo às proposições resultantes, compostas de termos. Ockham afirmou que o universal não é real; a realidade é essencialmente individual. Vamos entender melhor: “Sócrates” diz respeito a determinada pessoa, o nome “homem” é mais genérico e abstrato, porque se refere a todos os indivíduos que podem ser indicados pela forma geral e abreviatória típica daquele conceito, que por isso é chamado de universal. Em relação a Deus, Ockham diz: No que se refere a Deus, a razão em papel irrelevante, superada pela intensa luminosidade da fé. Ainda, para ele, a verdadeira função do teólogo não é a de demonstrar pela razão as verdades aceitas pela fé, mas sim, da altura daquelas verdades, demonstrar a insuficiência da razão. Assim, pensa em instituir um conceito de razão mais rigoroso, reduzindo-a aos seus legítimos limites, ao mesmo tempo em que salvaguarda a especificidade e alteridade das verdades de fé em relação à razão. Por fim, vale a pena conhecer um pouco mais dessa figura; no conflito entre o papado e o império, ele defendia que cada um viesse assumir o seu papel específico (puxa as orelhas de ambos); em 25 de setembro de 1339, em Paris, a leitura de suas obras é proibida, mesmo assim, conquista espaço em outras grandes universidades, tendo como apoio João Buridan (1290-1358) e Nicolau de Oresme; seus estudos influenciaram a revolução copernicana, auxiliaram Galileu Galilei e guiavam os cálculos de René Descartes. A Holosofia contempla ao PHS (Programa Holosófico de Saúde) a função de partilhar com a comunidade informações históricas com potencial de despertar, especialmente nos jovens estudantes e professores, o desejo de se aproximar daqueles que tanto contribuíram para o desenvolvimento científico e humanitário da humanidade. Prof. Me. Sebastião Saraiva, Maitreya Médico, holósofo e filósofo Cel. (098) 8282.9888 Site: www.holosofia.com.br EXPEDIENTE - “O JORNALZÃO CAJURU” Empresa: H. T. TRANQUILLI-ME. Contato comercial: Rua Orlando V. Figueiredo, 676 - Fone - 36674497, Diretor Responsável: Homero Tranquilo Tranquilli, tiragem: 3.500 mil exemplares, impressão: Editora Grafisc - São Carlos/SP. distribuição Gratuita e Assinantes. Circulação: Cajuru, Cássia dos Coqueiros e Santa Cruz da Esperança. Colaboradores: Lurdinha, Roberta, Fabiano L.Gomes, Luciano Porfirio, Caio Luis. Secretaria de Esportes promove a Copa Cajuru de Futsal 2013 Com o objetivo de preparar a equipe de Cajuru para as competições de 2014, a Secretaria Municipal de Esportes proverá a partir do dia 21 de novembro, a Copa Cajuru de Futsal 2013, com abertura marcada para esta data, às 20 horas, no Ginásio Municipal de Esportes “Arenão”. Foram convidadas as equipes das cidades de Serrana (pentacampeã da Taça EPTV de Futsal e bicampeã da Copa Record de Futsal); Porto Ferreira (tricampeã da Ta ç a E P T V d e F u t s a l / São Carlos); Santo Antônio da Alegria (campeã da Copa Record de Futsal), Santa Cruz da Esperança e Cássia dos Coqueiros. Então se prepare para muitas emoções, grandes jogadas e bola na rede.

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