Newsletter museu adentro nov 2013

 

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n.º newsletter mensal 83 83 novembro’13 museu municipal de faro descubra... As faces de uma terra à beira-mar Exposição coletiva de pintura patente até 05 I 01 I 2014 no museu municipal de faro Galeria Municipal Trem 3.ª a sábado das 11:00 às 18:00 Encerra ao Domingo e à 2.ª feira Museu Regional do Algarve 2.ª a 6.ª das 10:00 às 13:30 e das 14:30 às 18:00 Encerra ao Fim-de-semana Museu Municipal 3.ª a 6.ª das 10:00 às 18:00 Fim-de-semana das 10:30 às 17:00 Encerra à 2.ª feira newslette Largo D. Afonso III, 8000_167 Faro telf_289 870 829/827 fax_289 870 038 e-mail: dmar.dc@cm-faro.pt

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notícias Praça da Liberdade, n.º 2, 8000_164 Faro telf_289 870 893 e-mail: dmar.dc@cm-faro.pt museu regional do algarve É uma arte milenar, praticada em quase todo o mundo, nasceu da necessidade de obter panos para o vestuário. Esta atividade tinha um papel essencial no modo de vida nas regiões algarvias, na produção de artigos “para casa” e “para fora”, “para freguesas”, assim como para vender nas feiras. Nos campos, as mulheres dominaram o ofício, surgindo durante muito tempo como uma atividade subsidiária da agricultura. Quando o trabalho dos campos o permitia, exerciam a arte em casa ou numa dependência, nas imediações, de forma autónoma e a tempo parcial. A tecedeira controlava praticamente todos os processos de produção: desde a preparação da matéria-prima ao produto final (tecido). O linho e a lã constituíram, durante séculos, as fibras têxteis básicas destinadas à tecelagem manual. O trapo proveniente do aproveitamento de panos velhos foi outros dos materiais difundidos e utilizados pela tecedeira rural. Pode-se descrever o processo de tecelagem, como sendo o entrelaçamento dos fios de uma camada de teia, previamente disposta sobre uma armação, com fios da camada de trama que são introduzidos um por um na teia. Este cruzamento dos dois tipos de fio realiza-se através de um aparelho fabricado em madeira, de aspecto rudimentar, mas complexo no manusear – o tear. O tear utilizado em Portugal é o tear horizontal de pedais com dois ou mais liços, não havendo grandes diferenças consoante as regiões. O tear tem uma estrutura robusta, composta por quatro prumos, ligados entre si por travessas; duas mesas; o órgão de urdidura situado na extremidade das mesas, munido dum diapositivo para fixação; um órgão do pano; o órgão da barriga; acima das mesas eleva-se uma armação, de forma variada, e dela se suspendem as roldanas, que asseguram o movimento dos liços através dos tirantes; e os canais, caixas ou queixas com o pente; em baixo ficam os pedais. scolar grama E014 Pro / 2 2013 u Muse onal Regi ve lgar do A

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na ordem do dia... Dinamização artística dos espaços históricos Ou a difícil equação da rentabilidade da cultura. “A realidade nunca se oferece de joelhos abertos nunca rasga as vestes e diz toma o meu seio…” Invocamos aqui as sábias palavras do saudoso António Ramos Rosa para sugerir uma pequena reflexão que, em boa verdade, nada tem de original ou inovador. A necessidade de uma permanente dinamização artística dos espaços históricos, ou de entendermos esses mesmos espaços e a função de dinamização cultural e artística à luz de outros paradigmas que imponham uma ruptura à visão que ainda perdura sobre ambos. Por um lado a cultura e a arte como algo distante e impenetrável, por outro, os espaços históricos como repositórios monolíticos e estáticos de um viver já definitivamente esquecido e ultrapassado… Porém, injusto seria não reconhecer um outro olhar, mais recente, para uma frutuosa hipótese de “parceria” entre a animação cultural e os espaços históricos, entretanto rebaptizados (ou deverei insistir em refundados?!) “centros históricos” cuidadosamente vendidos pelo “marketing urbano” como imagens de marca das cidades, ou de espaços específicos destas. Isto sem se salvaguardar a consciência da representação histórica e cultural dos mesmos. Trata-se, outrossim, de procurar rentabilizar a dinamização cultural e artística dos espaços históricos guindada, a mais das vezes, por meras imitações ou repetições de ícones de duvidosa proveniência global… Mas chegados a este ponto como poderemos, então, olhar para a difícil equação que teima em não rasgar as suas vestes e insiste em negar-nos o seu seio? Entendendo eu que um dos grandes desígnios da dinamização artística dos espaços históricos não deve confinar-se à promoção de um objecto ou de um espaço mas, antes, contribuir para a articulação entre esses pilares, ajudando a urdir uma consciência de representação que transcenda os domínios iniciais próprios de cada uma destas vertentes. A consciência primordial que, em meu entender, subjaz a uma efectiva dinamização artística de espaços históricos aponta para a promoção, e manutenção continuada no tempo, de relações sociais insertas no carácter identitário colectivo, dos antepassados, do seu espaço e modus vivendi. Para isso

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impõe-se, igualmente, uma outra consciência dos detentores da decisão aos níveis político e cultural, que compreenda não uma mera rentabilização desta equação, mas assumindo um investimento regular na mesma, com vista à sua sustentabilidade. Uma dinamização cultural e artística dos espaços históricos assim perspectivada reflectir-se-á, creio, na superação do bloqueio geracional que persiste em não deixar lastro nos hábitos culturais e artísticos da nossa sociedade! Uma animação artística episódica e esporádica dos espaços históricos não produzirá uma consciência patrimonial que se consubstancie numa cidadania activa. Como bem nos lembrava António Ramos Rosa «A página não é o lugar em que as palavras aparecem mas a tela branca que as faz aparecer…» António Gambóias Setembro 2013

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Vale a pena... Centro de Documentação do Museu Municipal de Faro Informação e documentação nas áreas da Arqueologia, Museografia, Conservação e Restauro e Serviços Educativos em Museus. O catálogo do Centro de Documentação do Museu Municipal de Faro já está on-line. Consulte em http://www.cm-faro.pt/menu/227/centro-de-documentacao-do-museu.aspx Referência Bibliográfica MOURA, Fernando, SANTOS, Alva (2001), Fundação Portuguesa das Comunicações, Lisboa. Cota: 656.8 DUZ Sinopse O presente publicação dá-nos a conhecer os duzentos anos de caixas e marcos do correio. Constitui um repositório de memórias e documenta um dos aspetos mais interessantes da evolução dos correios. Remonta a um passado longínquo profundamente enraizada no nosso quotidiano. Museu Municipal 3.ª a 6.ª das 10:00 às 18:00 Fim-de-semana das 10:30 às 17:00 Encerra à 2.ª feira Centro de Documentação do Museu Municipal de Faro Especializado em Arqueologia, História e Museus E-mail: dmar.dc@cm-faro.pt Tel.: 289 870 827 / 9 Horário: De segunda a sexta das 9.30h às 15.00h Museu Regional do Algarve 2.ª a 6.ª das 10:00 às 13:30 e das 14:30 às 18:00 Encerra ao Fim-de-semana

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MOEDAS ROMANAS No Museu Municipal de Faro existem cento e vinte e seis moedas que foram doadas por pessoas da cidade e arredores. A circulação era mais intensa no litoral que no interior e as moedas emitidas em Ossónoba tiveram aceitação localmente e apresentava as seguintes características: - A introdução da moeda deu-se na segunda metade do séc. II a.C., predominando os denários e os asses de Roma e outras moedas emitidas na Península Ibérica, geralmente, na região costeira de Gades e Carteia. - Examinando os quadros estatísticos durante o período da dinastia Júlio-Claudiana até aos Antoninos (31a.C. a 193d.C.), refletem uma circulação generosa e fazem pensar na existência de uma vida com desafogo, onde a indústria conserveira e a prática da agricultura nas terras do barrocal, teriam as suas responsabilidades. Sestércio Anverso Busto drapeado à direita com a cabeça descoberta Reverso Spes andando à esquerda com uma flor e levantando a saia Cunhada com Marco Aurélio Cronologia: 183-184 Denário Anverso Cabeça laureada à direita Reverso Paz de pé à esquerda com o ramo e a cornucópia Cronologia: Ilegível (séc. I e II) Sestércio Anverso Busto laureado à direita com couraça e paludamentum Reverso Sol de pé, de frente, cabeça à esquerda, estendendo a mão direita e segurando um globo com a esquerda Cronologia: Gordiano III (238-244)

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novembro’ 13 MUSEU MUNICIPAL DE FARO O Natal é quando o homem quiser Coleção de presépios de Dorília Agostinho Patente até 12 de janeiro 2014 Org: CMF/MMF Local: Museu Municipal de Faro e Museu Regional do Algarve As faces de uma terra à beira-mar Exposição coletiva de pintura Patente até 5 de janeiro de 2014 Local: Museu Municipal de Faro Org: CMF/MMF Consulte o Programa Escolar 2013/2014 em www.cm-faro.pt FAMÍLIAS COM ESTÓRIAS “A Lenda do Arco do Repouso” 2 novembro 14:30 Local: Museu Municipal de Faro Org: MMF/CMF Inscrições: 289 870 827 MUSEU REGIONAL DO ALGARVE Exposição 50 Anos Museu Regional do Algarve Carlos Porfírio e Hélder de Azevedo: os artistas-etnógrafos Patente até 31 de dezembro Org: CMF/MRA GALERIA MUNICIPAL TREM Tao Exposição de obras do artista Menau | Universidade do Algarve Patente até 7 de dezembro Local: Galeria TREM Org: Artes Visuais/FCHS/UALG Apoio: CMF/MMF/Galeria Trem Museu Municipal 3.ª a 6.ª das 10:00 às 18:00 Fim-de-semana das 10:30 às 17:00 Encerra à 2.ª feira Galeria Municipal Trem 3.ª a sábado das 11:00 às 18:00 Encerra ao Domingo e à 2.ª feira Museu Regional do Algarve 2.ª a 6.ª das 10:00 às 13:30 e das 14:30 às 18:00 Encerra ao Fim-de-semana

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Largo D. Afonso III 8000-167 Faro telf_289 870 829/827 fax_289 870 038 @: dmar.dc@cm-faro.pt 3.ª a 6.ª das 10:00 às 18:00 Fim-de-semana das 10:30 às 17:00 Encerra à 2.ª feira Visite a(s) nossa(s) História(s)...

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