Educação Especial

 

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Núcleo de Educação Especial do Agrupamento de Escolas D. José I

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. JOSÉ I DGEstE DSRAL 1 - Enquadramento Núcleo de Educação Especial – 2013-2014 1

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. JOSÉ I DGEstE DSRAL O Dec.lei 3/2008 - de 7 de Janeiro, introduz um novo paradigma que prioriza as respostas às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e participação, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de carácter permanente. Para estes, são activados os apoios especializados, verificando-se uma relação inversa no seu atendimento, isto é: à medida que aumenta a necessidade de uma maior especialização do apoio personalizado, decresce o número de crianças e jovens que dele carecem. Do que se depreende que, apenas uma reduzida percentagem de crianças, serão consideradas elegíveis para a educação especial. Quanto aos restantes alunos, cujo handicap sociocultural origina desvantagens escolares, impõe-se que no âmbito do projecto de escola e da actividade docente de cada professor em particular, sejam implementadas outras respostas educativas e escolares, recorrendo a uma maior flexibilidade e diferenciação pedagógica, associadas a medidas tais como: aulas de apoio ao estudo, planos de acompanhamento individualizado, créditos horários (apoio específico), percursos alternativos, CEFs, entre outros currículos diferenciados. 2 – Organização do Núcleo O núcleo de educação especial deste agrupamento de escolas abrange várias valências, nomeadamente: - a Intervenção Precoce para a Infância – agrupamento de referência - nos concelhos de Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim. As docentes colocadas desenvolvem a sua intervenção nos domicílios, nos jardins-de-infância de rede pública e nos centros infantis privados (IPSS), com crianças dos 0 aos 6 anos de idade. Enquanto agrupamento de referência, no âmbito da intervenção precoce, articula com a ELI – Equipa Local de Intervenção- constituída por uma equipa multidisciplinar que trabalha de uma forma transdisciplinar com base em parcerias institucionais, nomeadamente entre a ARS Algarve, IP e a Fundação Irene Rolo, integrando recursos atribuídos pelos Ministérios da Solidariedade e da Segurança Social, da Saúde, da Núcleo de Educação Especial – 2013-2014 2

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. JOSÉ I DGEstE DSRAL Educação e da Ciência. A intervenção das docentes colocadas no âmbito da IPI assenta no apoio direto às crianças em sala de jardim de infância e/ou domicilio, acompanhamento às famílias, acompanhamento a consultas e colaboração no encaminhamento, observação e avaliação de crianças referenciadas para a IPI. Promovem ainda um trabalho de articulação constante e de parceria com os restantes elementos da equipa de IPI do Centro de Saúde de Vila Real de Santo António e da Fundação Irene Rolo de Tavira. - Unidade de Ensino Estruturado – agrupamento de referência no concelho de Vila Real de Santo António com 2 salas, uma sedeada na escola Prof. Caldeira Alexandre, especialmente vocacionada para intervenção junto de crianças com perturbação do espectro do autismo do 1º ciclo e outra sedeada na escola D. José I que apoia alunos do 2º e 3º ciclos. Estas duas salas são apoiadas por dois técnicos, uma terapeuta da fala e um psicólogo. O modelo centra-se na exploração das áreas fortes das crianças com PEA – processamento visual, memorização de rotinas funcionais e interesses especiais – e pode ser adaptado a necessidades individuais e a diferentes níveis de funcionamento, assentando no fornecimento de pistas visuais e indicações claras e objetivas sobre como atuar, programar e implementar o Programa Educativo Individual. Em concomitância, procura na família um aliado e parceiro fundamental, uma vez que um dos grandes objetivos é promover a autonomia, pessoal e social das crianças, num percurso que, forçosamente, tem de ter continuidade em casa. Desta forma é importante uma estreita articulação entre todos os intervenientes no processo visando o desenvolvimento harmonioso das crianças em questão. Todo o trabalho é desenvolvido em estreita articulação com técnicos, GAAF (Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, Gabinete de Mediação, professores especializados, diretores de turma, professores titulares de turma e família. A equipa de Educação Especial é formada por 11 docentes, distribuindo-se pelos diferentes ciclos, numa cobertura total de escolas deste agrupamento, dos quais faz parte uma coordenadora com assento no Conselho Pedagógico. Núcleo de Educação Especial – 2013-2014 3

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. JOSÉ I DGEstE DSRAL No geral, os docentes colocados no âmbito deste departamento desenvolvem a sua acção, tendo por referência o legislado no Decreto-lei 3/2008, nomeadamente no que se refere aos processos de referenciação, avaliação e intervenção. Paralelamente a isto é desenvolvido um trabalho de articulação entre todos os educadores, professores e diretores de turma e técnicos que tenham alunos com necessidades educativas especiais. Em termos da intervenção, aposta-se numa abordagem assente nos princípios da diferenciação e da flexibilização, com o objectivo de fazer aceder a criança com necessidades educativas permanentes ao currículo para si estipulado, à participação social e à sua autonomia. A articulação com a família e com os diferentes técnicos e serviços de apoio à criança é fundamental. Por outro lado, é ainda da competência dos professores de educação especial auxiliar os docentes a encontrar respostas para os alunos com CEI, em fase de transição para a vida ativa, mais concretamente, estabelecer protocolos com entidades, de preferência locais, que promovam o desenvolvimento de atividades funcionais que permitam ao jovem com NEE a integração na sociedade de trabalho. A existência de um corpo docente estável, responsável pela promoção da continuidade do trabalho, facilita a intervenção do docente e beneficia, particularmente, os alunos que usufruem das medidas previstas no Dec.Lei 3/2008. O empenho por parte do corpo técnico, que integra o núcleo, na procura de soluções educativas que melhor se adequem às necessidades de cada aluno; a abertura por parte do órgão de gestão na implementação de medidas educativas inclusivas e a boa recetividade por parte da generalidade das famílias das crianças elegíveis em educação especial e a colaboração destas na procura e implementação de respostas educativas em muito contribuem para o sucesso destas crianças. Paralelamente a todo este trabalho há o cuidado de estabelecer contatos frequentes com as coordenadoras de estabelecimento e respetivos professores juntamente com o GAAF (Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família), Gabinete de Mediação e NEIP para encontrar soluções, definição de estratégias de diferenciação pedagógica a aplicar em sala de aula junto do grupo/turma e particularmente com crianças cujas dificuldades de aprendizagem derivam da ausência de estimulação por parte do ambiente Núcleo de Educação Especial – 2013-2014 4

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. JOSÉ I DGEstE DSRAL sociofamiliar, não só para alunos com NEE como também para todos os outros que não tenham resposta na educação especial, procurando proporcionar acompanhamento específico e adequado a cada caso. No âmbito da formação e numa perspetiva de prevenção, este núcleo tem o cuidado de proporcionar sessões de partilha de informação/ações de formação para sensibilizar toda a comunidade educativa para as questões da inclusão quer ao nível da escola quer ao nível da integração social, levando sempre em consideração as necessidades detetadas junto da comunidade educativa. Neste sentido, solicita-se sempre que pertinente a colaboração do Centro de Saúde, NEIP, Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em risco e Fundação Irene Rolo nestas ações. Núcleo de Educação Especial – 2013-2014 5

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