Revista Figuras e Negócios nº142

 

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A CARTA DO EDITOR todas as vertentes. Foi exatamente na sua intervenção na sessão de abertura do novo ano legislativo, onde se revelou a gravidade da crise das relações actuais, já que num passado muito recente se tinham aberto boas perspectivas para o estabelecimento da parceria estratégica até que rebentou o escândalo da violação do segredo de justiça no quadro de alguns processos pendentes nos órgãos judiciais portugueses, em que estão envolvidos nomes de altas figuras do governo angolano. “Só com Portugal, lamentavelmente, as coisas não estão bem. Têm surgido incompreensões ao nível da cúpula e o clima político actual, reinante nessa relação, não aconselha a construção da parceria estratégica antes anunciada!”, destacou. Tal como prometemos, um rescaldo relacionado com o Campeonato Mundial de Hóquei em Patins, que teve como palco o nosso país ( o primeiro a ser realizado em África) pode ser lido em várias páginas.No domínio desportivo, salienta-se a entrada em campo de Rivaldo, o brasileiro campeão do mundo que jogou no Kabuscorp do Palanca.O craque,entre outras revelações, conta a história sobre a sua brilhante trajectória como jogador, o seu presente e o futuro, considerando a sua passagem por Angola, como "boa",pois "tem um povo maravilhoso" . Moçambique surge na nossa revista e na imprensa internacional pelos piores motivos. O país de Samora Machel e Mondlane corre(u) o risco de entrar numa aventura bélica, com a RENAMO, partido na oposição, a revelar que não se trata apenas de um partido político.Notícias revelam que o seu líder,Afonso Dhlakama continua em fuga e pouco disposto a depor as armas.Este e outros momentos da política, economia, sociedade e da cultura fazem parte da presente edição. Boa leitura! s relações comerciais entre Angola e Portugal continuam a causar furor na imprensa e nos corredores do poder de ambos os países soltam-se cada vez mais os laços de uma relação político-diplomática com muitos furos abaixo da normalidade. A verdade é que, depois de um mês carregado de dúvidas e incertezas quanto ao início da parceria estratégica nas relações inter-estados e o adiamento brusco da cimeira luso-angolana, o clima continua, no mínimo, tenso, com as autoridades portuguesas a assumirem alguma “culpa no cartório” e as angolanas a colocar cada vez mais de sentido o país ibérico, fruto da sua gritante fragilidade económica. É um dos temas que trazemos nesta edição, onde damos à estampa um trabalho sobre o discurso do Presidente da República sobre o Estado da Nação em 4 Figuras&Negócios - Nº 142 - OUTUBRO 2013

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7. EDITORIAL INGENUIDADE OU COMPLACÊNCIA 10. PÁGINA ABERTA "QUERO SER RECONHECIDO PELO QUE FIZ DENTRO DO CAMPO" 16. LEITORES UMA LIÇÃO DE VIDA E DE CONVÍVIO SALUTAR 19. PONTO DE ORDEM A TURBULÊNCIA DAS ELITES 20. PAÍS VIRADA PARA O PROGRESSO 36. FIGURA DO MÊS O "ROSTO" DA PATROA EMERGENTE MALANJINA 38. FIGURAS DE CÁ 42. CULTURA O ADEUS A BETO DE ALMEIDA 56. CONJUNTURA DECISÕES DE PRINCÍPIOS! 80. MUNDO EX-DOMÉSTICA, É FAVORITA EM 2014 86. MODA & BELEZA O REQUINTE DA SOFISTICAÇÃO 90. TECNOLOGIA O NOVO iPHONE ESTÁ A CHEGAR 92. PUBLICIDADE PREPARADOS PARA O CASAMENTO POLÍTICA 24 MÁ GESTÃO DA DÍVIDA PÚBLICA PROVOCOU "QUEDA" DE MINISTROS ECONOMIA & NEGÓCIOS ANGOLA CONSOLIDA POSIÇÃO NA SADC RETIFICAÇÃO O texto que publicamos na edição passada com o título Corredores de Desenvolvimento como molas impulsionadoras de Angola "páginas 52 a 57" é da autoria de Augusto Tomás, Ministro dos Transportes de Angola e não das Finanças como erradamente se escreveu. 46 CAPA: BRUNO SENNA 6 Figuras&Negócios - Nº 142 - OUTUBRO 2013

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64 74 DESPORTO ANGOLA CUMPRE O SONHO DE ÁFRICA ÁFRICA EXÉRCITO GOVERNAMENTAL DESMANTELA BASE MILITAR DE DHLAKAMA 96. VIDA SOCIAL COQUEIROS RECEBEU MAIS DE 20 MIL PESSOAS 100. FIGURAS DE LÁ 104. RECADO SOCIAL RELAÇÕES EMBRULHADAS NUM PACOTE DE INTRIGAS Publicação mensal de economia, negócios e sociedade Ano 13 - n. º 142, Outubro – 2013 N. º de registo 13/B/97 Director Geral: Victor Aleixo Redacção: Carlos Miranda, Paulo Araújo, Sebastião Félix, Venceslau Mateus, Suzana Mendes, Júlia Mbumba e Norberto Costa Fotografia: Nsimba George e Adão Tenda Colaboradores: Juliana Evangelista, Crisa Santos, Rita Simões, João Barbosa, Manuel Muanza e Shift Digital (Portugal), Wallace Nunes (Brasil) Design e Paginação: Humberto Zage e Sebastião Miguel Publicidade: Paulo Medina (chefe), Nádia Coelho, Teresa Brito (Portugal) Secretariado e Assinaturas: Katila Garcia Revisão: Baptista Neto Distribuição e assinaturas: Portugal: Logista Portugal - Distribuição de publicações, S. A. Área industrial do Passil, Lote 1 - A Palhavã, - 2894-002 Alcochete Londres: Diogo Júnior E16-1LD - tel: 00447944096312 Tlm: 07752619551 Email: todiogojr@hotmail.com Brasil: Wallace Nunes Móvel: (55 11) 9522-1373 e-mail: nunewallace@gmail.com Produção Gráfica: Cor Acabada, Lda Tiragem: 10.000 exemplares Direcção e Redacção: Edifício Mutamba-Luanda 2º andar - Porta S. Tel: 222 397 185/ 222 335 866 Fax: 222 393 020 Caixa Postal - 6375 E-mails: figurasnegocios@hotmail.com artimagem@snet.co.ao Site: www. figurasenegocios.com Figuras&Negócios - Nº 142 - OUTUBRO 2013 7

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M EDITORIAL INGENUIDADE OU COMPLACÊNCIA? oçambique está num clima de instabilidade que pode ter reflexos directos no seu processo de desenvolvimento que, fruto de descoberta de recursos naturais, como o carvão e o gaz natural, emprestavam ao País um crescimento visível. Há mais de vinte anos, após a assinatura dos acordos de paz de Roma entre a Frelimo e a Renamo, com várias eleições democráticas já realizadas, nada fazia prever que a guerra de um momento para o outro pudesse renascer, embora dados no tabuleiro político permitissem interrogações se a situação era de ingenuidade ou de complacência das autoridades de Moçambique. A guerra envolveu tropas do exército moçambicano e militares afectos a Renamo de Afonso Dhlakama, o principal opositor que nunca se conformou com o facto de não ser o líder principal do País. Pois bem, como um Partido experiente, como é a Frelimo, permitiu que se arrastasse, já lá vão 20 anos, um artigo no Acordo de Paz que autoriza o líder da Renamo a ter militares bem armados para o proteger? Como é possível permitir que um Partido Renamo, que ao longo dos anos foi tendo resultados não negligenciáveis nos pleitos eleitorais, o que a coloca como das principais forças políticas, possua um exercito privado que, em algumas circunstâncias, desafia ou faz chantagem com as forças armadas constitucionais do País? Curiosamente, a relutância e chantagem da Renamo contra as autoridades ganharam mais força quando as atenções do mundo viraram-se para Moçambique em função da descoberta da exploração de riquezas naturais que solavancam o País. É precisamente nesse período que Afonso Dhlakama, em atitude a todos os títulos condenável, decide abandonar Maputo, onde vivia protegido pela sua corte de militares, mesmo beneficiando de estatuto de principal líder da oposição, com mordomias que a situação permite, e foi se refugiar na Gorongosa, sua antiga base militar. Querendo forçar uma igualdade de tratamento entre a Frelimo, que governa o País com maioria alcançada no último pleito eleitoral, e a Renamo, Dhlakama já tinha prometido não concorrer às próximas eleições autárquicas previstas para Novembro próximo. Rumores em Maputo diziam que a situação actual é parte da estratégia que pode levar o Presidente Armando Guebuza a continuar no poder. Com efeito, as eleições presidenciais estão previstas para o próximo ano e até ao momento Armando Guebuza, que não poderá concorrer, impedido pela Constituição do País, a um terceiro mandato, não se descose quanto ao seu futuro e ao seu sucessor na Frelimo. Mas para sacudir o sentimento de complacência que o invadia, o Presidente Guebuza decidiu, finalmente, acabar com a "farra" de um governo e dois exércitos. As forças armadas receberam ordens para desactivar, no dia 21 de Outubro, o exército privado de Afonso Dhlakama. A base de Santungira, em Gorongosa, foi ocupada e o líder da Renamo refugiou-se em parte incerta. O resultado da acção foi positivo e não se registaram mortes nem feridos. Ficou claro que a intenção do exército moçambicano não era o de assassinar Dhlakama mas sim de pôr ponto final a uma situação insustentável em qualquer democracia que se preze. Está claro que a decisão, que só peca por ser tardia, foi a melhor para o interesse do País e das populações. Importa agora consolidar a paz e dar a confiança interna e externa às pessoas e às instituições para que o desenvolvimento prossiga normalmente. Mas é um caminho que pode vir a ser penoso se se tiver em conta que os soldados da Renamo, em debandada, por algum tempo poderão enveredar pelo banditismo. Já ocorreram acções do género, principalmente no centro do País, e essa pode ser uma factura que os moçambicanos terão de pagar para se atingir definitivamente a paz. Moçambique quer a paz, vai vivê-la porque tem a solidariedade de uma nação sofrida e de uma comunidade internacional atenta que não pode apadrinhar "senhores da guerra". Figuras&Negócios - Nº 142 - OUTUBRO 2013 9

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PÁGINA ABERTA O cristão Rivaldo Vítor Borba Ferreira, mais conhecido como Rivaldo (nascido em Paulista, aos 19 de Abril de 1972), é um futebolista brasileiro que actua como meio-campista. Ex-jogador do Milan, Barcelona e muitos outros clubes, disputou a temporada de 2012 pelo Kabuscorp de Angola e neste ano defende a equipa da região do ABC, São Caetano. Além de jogador, ele também é o Presidente do Mogi Mirim, desde 2008, clube do interior de São Paulo. Foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1999. Em 2002, fez parte do grupo que foi campeão mundial pelo Brasil na Copa do Mundo. É considerado um dos melhores meio-atacantes recentes do futebol brasileiro e mundial. Tímido ao extremo, ele quis verificar o que foi gravado no aparelho que a reportagem de FIGURAS&NEGÓCIOS tinha nas mãos e ainda pediu a intervenção do advogado que acompanhou a entrevista. A cada pergunta, Rivaldo passa a mão no rosto. Antes de responder, encosta os dedos como quem vai rezar e olha para baixo. A frieza que demonstra nos relvados some quando a missão do jogador é falar. Ele não está na sede Fifa, na Suíça, onde há 11 anos recebeu o prémio de melhor do mundo. Nem em Yokohama, local da conquista da Copa, em 2002. A cena acontece na sala de imprensa do Mogi Mirim. Rivaldo, aos 41 anos, fala como presidente do clube, cargo que ocupa desde 2008, para seis jornalistas que foram à entrevista colectiva do anúncio oficial da parceria da equipa paulista com o Mallorca, da Espanha. Tímido confesso, Rivaldo está longe de ser um fenómeno de marketing, apesar de reconhecido como um dos maiores jogadores de todos os tempos. Aparições na TV são raras. Nem mesmo no auge da carreira, quando actuava no Barcelona, era um frequentador assíduo de campanhas publicitárias. “Prefiro ser reconhecido pelo que fiz em campo. Nunca gostei de fazer golos em propaganda”, brinca o meio-campista. O jogador é evangélico, converteu-se em 2004 após, segundo ele, ter tido uma experiência com Deus dentro do seu carro. Rivaldo tem cinco filhos, dois com Rose, com quem foi casado de 1994 a 2003. E os outros três, nascidos na Grécia, com Eliza, sua actual mulher. A família da sua actual esposa é toda evangélica e foi por intermédio dela que ele aceitou Cristo. Em 19 de Abril de 2004, data do seu aniversário, Rivaldo voltava de Mogi Mirim e há 20 dias ouvia vozes dizendo que ele morreria num acidente de carro Por: Wallace Nunes - S.Paulo/Brasil Fotos: Arquivo F&N F IGURAS&NEGÓCIOS (F&N) - Você chegou a comentar que gostaria de voltar para o Palmeiras antes de encerrar a carreira de vez. Já conversou com os dirigentes do clube para realizar esse sonho? Rivaldo: Não, nem falei com ninguém do clube sobre isso. Mas acho que vai ser difícil. Eu respeito, cada um é cada um. O que eu vou falar do clube? Foi no Palmeiras que me realizei. F&N - Você imaginava que seria um dia presidente de um clube? Rivaldo - Eu nunca imaginei. Tem coisas na vida que você não espera e elas acontecem. Eu não imaginei ser o melhor jogador do mundo ou ganhar uma Copa. As coisas vão acontecendo e você vai vendo que tem condições de chegar lá. Nunca sonhei que 16 anos após chegar aqui em Mogi Mirim, vindo de Recife, eu iria ser presidente do clube. F&N - Você é muito admirado em Barcelona. Acha que o reconhecimento na Europa é maior do que aqui? Rivaldo - Antes da Copa eu poderia dizer isso. Mas depois de 2002, isso mudou. Até hoje, recebo o carinho das pessoas por causa daquele Mundial. Tem gente que pede para eu jogar em 2014 [risos]. Agora, acontece que o meu auge foi no Barcelona. Joguei cinco anos lá. As pessoas têm um carinho enorme. Até há pouco tempo lembravam-se de mim, porque o (Lionel) Messi fez dois golos e ultrapassou uma marca que eu tinha no clube. Eu fico feliz por ter feito história lá. F&N - Ao mesmo tempo comparado com outros jogadores do seu nível, você tem pouca projeção em marketing e propaganda. É algo que você nunca deu bola. Arrepende-se disso? Rivaldo - Nunca me interessou. Eu sempre procurei, em toda minha vida como jogador, conquistar as coisas den- "QUERO S Rivaldo QUE FIZ D 12 Figuras&Negócios - Nº 142 - OUTUBRO 2013

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PÁGINA ABERTA tro de campo. Não sou contra quem gosta e sabe aparecer. Hoje, para dar uma entrevista como presidente de clube é duro. Eu fico suando. Eu não sou de ficar aparecendo. Acho que agora, como presidente, vou ter que aparecer mais, porque tenho uma responsabilidade e urge divulgar o clube. F&N Ainda lhe incomoda aparecer? Rivaldo - Sim, se fosse como jogador eu não faria essa entrevista. Não sou de falar, de querer me promover. Nunca precisei disso, por ser tímido. É uma coisa minha mesmo. É da pessoa. Tem gente que gosta de estar na televisão, em programas ou propagandas. Eu até fiz uns comerciais. Antes, eu sempre perguntava o que eu tinha que fazer. Tinha que me preparar antes. Mas eu não me arrependo de ser assim. Eu nunca precisei disso, mas não sou contra quem faz. Cada um sabe o que é melhor. Sei que isso pode ajudar muito para ser reconhecido e tal. Mas eu quero ser reconhecido pelo que fiz dentro de campo no Palmeiras, Corinthians, Mogi Mirim, na Copa do Mundo e em todos clubes que passei, e não por estar em televisão. Eu fico feliz quando sou lembrado pelos torcedores que dizem o que eu fiz como jogador. Nunca gostei de fazer golos em propaganda. F&N - Qual o melhor técnico com que você trabalhou? Rivaldo - Eu sempre vou falar que para mim foi o Vanderlei Luxemburgo. Eu aprendi muito SER RECONHECIDO PELO Figuras&Negócios - Nº 142 - OUTUBRO 2013 13 DENTRO DO CAMPO"

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PÁGINA ABERTA com ele. Muitos podem não gostar dele, mas para mim é o melhor. Mesmo passando por esse momento no Fluminense, eu tenho plena confiança de que ele vai sair dessa posição. Vai ficar no meio da tabela ou subir mais. No Campeonato Brasileiro você ganha três jogos seguidos e muda tudo. Tenho certeza que os jogadores do Fluminense não fazem corpo mole, com ele não tem isso. Quando jogava com ele, eu corria por ele, porque sabia que o cara era gente boa. Ninguém no time quer Treinador tem que ter o comando das coisas, mas não pode querer ensinar tudo para o jogador que tem talento. Tem que deixar o cara livre. Quem decide são os jogadores. Eles são 80%. Vejo técnico que era goleiro e quer mudar o jeito do seu lateral cruzar a bola. Eu não entendo isso. O cara deixa de jogar e aprende tudo. Às vezes dá vontade de pedir para ver o vídeo dele, para saber se ele fazia tudo o que tava dizendo. que ele vá embora. Até os que estão no banco gostam dele. Isso não existe em outros lugares que passei. Seja Barcelona ou qualquer outro time. O cara tá no banco fica com raiva do treinador. O Luxemburgo sabe levar o grupo. F&N - Na Europa você teve problemas com alguns técnicos. O Louis Van Gaal, na época do Barcelona, foi o mais difícil de trabalhar? Rivaldo - Com ele, foi só um problema de trabalho. Ele é um grande treinador mas é muito cabeça dura 14 Figuras&Negócios - Nº 142 - OUTUBRO 2013

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