Revista Comércio & Indústria - Marco/2008

 

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Revista Comércio & Indústria - Marco/2008 - Ano 3 - Nº 32

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Commércio REVISTA Indústria Associação Comercial e Industrial de Araraquara Março/2008 • Ano 3 - N° 32 FONE SERV Tecnologia e economia para a telefonia empresarial O empresário Edison Dias Romanini investe na implantação de novos projetos que agregam telefonia e informática, proporcionando agilidade, facilidade e economia com qualidade para as empresas. Assim, a Fone Serv completa 12 anos, expandindo suas atividades para também conquistar o mercado regional.

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DO EDITOR PONTO DE VISTA Valter Merlos Presidente da ACIA Ivan Roberto Peroni LIÇÕES QUE DEVEMOS TIRAR DA SAGA DOS IMIGRANTES Centenário da Imigração Japonevolveu em Araraquara desde que os prisa no Brasil tem nos levado nestes meiros restaurantes nipônicos apareceúltimos dias a uma profunda reram. Até a década de 70, comer sushi e flexão sobre a conduta dos seres sashimi ainda era considerado uma humanos e o seu relacionamento pesaventura exótica, praticamente restrita soal. Ficamos é verdade, estarrecidos ao bairro da Liberdade, em São Paulo. quando vemos os maus tratos e as humiHoje é comum ver aqui em Araraquara os lhações a que são submetidos irmãos pratos preparados por Mário Hokama ou brasileiros que se aventuram na clanNelson Cuniyochi. Termos como tempudestinidade para adentrar aos países rá, temaki e missoshiro tornaram-se famais desenvolvidos em busca de memiliares. Yakisoba ou sukyaki, mais ainlhores condições de trabalho ou quada, pois são riquezas da alimentação jalidade de vida. Mas, temos ponesa levadas até mesmo que nos atentar para as pri- No caso dos para uma feira, como é a nosvações que sofreram princi- orientais, o espírito sa Facira. palmente os imigrantes ita- criativo, alegre, Mas não é só. Temos que lianos, espanhóis e japone- empreendedor e valorizar o papel de famílias ses nos últimos 130 anos, harmonioso do povo como Yamada, Takezawa e quando para cá vieram com brasileiro, uniu-se ao tantas outras, dentro da agrisentido de disciplina, cultura local. Aprenderam os mesmos objetivos. A história da imigração organização e naturalmente com seus anjaponesa no País é cheia de determinação do tepassados, que depois do obstáculos. Atraídos pelo so- japonês. plantio do café, com o tempo, nho de uma vida melhor, espassaram a plantar outras ses imigrantes tiveram de aprender a culturas como arroz, milho, algodão e conviver com uma cultura totalmente difelogo após, ensinaram aos brasileiros a rente da sua e superar várias dificuldacultivar lavouras imensas de tomate, des, sobretudo, o preconceito. Foram pepino, pimentão, sendo assim o começo bravos lutadores e cientes dos seus dida horticultura, o que ajudou em muito a reitos, reagiram contra os maus tratos e alavancar a economia brasileira e a fazer as humilhações, da mesma forma que itacom que muitos japoneses conlianos e espanhóis. Todos, mais tarde seguissem ficar numa posição mais privenceram os preconceitos e conquistavilegiada do que quando da chegada ram ao longo do tempo, o seu merecido deles ao País. espaço. Na verdade, o reflexo do trabalho dos Agora que a história nos mostra a japoneses está em todos os setores: em saga destes imigrantes, vemos a impornosso comércio, na indústria, na prestatância deles na construção do nosso ção de serviços e entre os profissionais País. liberais. Destacam-se os japoneses por No caso dos orientais, o espírito criasua cultura, e a presença marcante em tivo, empreendedor, alegre e harmonioso nossas universidades, principalmente do brasileiro, uniu-se ao sentido de discipúblicas. plina, organização e determinação do jaAssim, nestes 100 anos de imigraponês. Por isso, é preciso que cada vez ção, devemos realizar uma bela comemais haja uma integração entre os dois moração dessa amizade que causa povos e desejamos que este firme laço de imenso orgulho pelo que já foi feito por amizade continue sendo eternamente esta brava gente. São pessoas que se passado para as futuras gerações. dedicam e se esforçam para a melhoria Algum tempo atrás, degustando um das condições do Brasil. É um povo que Yakisoba, vimos como é impressionante dá exemplo de honra, lealdade, com a o quanto a culinária japonesa se desenmesma persistência dos samurais. ESSA TELEFONICA... N O aquele 6 de fevereiro, final de tarde, um jovem com pouco mais de 20 anos, decide resolver de um modo bem diferente, o que não fora solucionado de forma prática e racional. Era o seu problema. Irritado com o atendimento eletrônico oferecido pela Telefonica, buscou consolo no atendimento pessoal do posto da empresa na Duque de Caxias. Também não deu certo. Enfurecido quebrou o que existia na sala. É verdade que falar com empresas concessionárias está cada vez mais díficil. É uma peregrinação. Primeiro é na base do “se você já é assinante tecle...”, aperte aqui, alí, mas ninguém aparece; segunda tentativa, é a mesma coisa. Na maioria das vezes, você desiste da reclamação ou acaba perdendo a cabeça, pela humilhação que a concessionária lhe submete. Procon, Codecon, tanto quanto as concessionárias de serviços regulamentados pelo Governo, estão distantes dos problemas e das soluções. A frieza é a mesma. Entre receber denúncias, fornecer protocolos e acionar empresas que prestam péssimo serviço à comunidade, há uma longa caminhada e da qual não temos fôlego e nem saco pra ir até o fim. CAPA FOTO: LUCAS TANNURI FONE SERV Agora, a telefonia com a informática Edison Dias Romanini leva a empresa a despontar como líder regional em seu segmento. Produtos e serviços com alta qualidade é a fórmula, diz. Commércio Indústria & REVISTA EDIÇÃO N° 32 - MARÇO/2008 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rosane D’Andréa Depto. Comercial: Gian Roberto Sebastião Barbosa Designer: Bete Campos Mário Francisco Marcelo Pícolo Diego Ribeiro Impressão: Gráfica Bolsoni - (16) 3336 9008 A revista Commércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336-4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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REPORTAGEM DE CAPA FONE SERV TECNOLOGIA E ECONOMIA PARA A TELEFONIA EMPRESARIAL Voltada à área de telefonia que trabalha com sistemas e aparelhos específicos de usos empresariais, a Fone Serv dá um enorme salto em seu projeto de expansão conquistando também o mercado regional. Edison Dias Romanini, seu diretor, comemora os 12 anos de sucesso da empresa, investindo ainda mais na implantação de projetos que agregam telefonia e informática para gerar serviços que ofereçam economia com qualidade. da em agosto de 1996. Primeiro Romanini contratou um ajudante, mas a empresa foi crescendo e ganhando credibilidade. Atualmente são cinco funcionários na área técnica (instalação e assistência), dois na área comercial e dois no setor administrativo. A empresa fica na Av. Pedro Galeazzi, 152, esquina com Maurício Galli, na Vila Sedenho . Em 1998 casou-se com a namorada do colégio, Karla, analista do Sebrae e formada em administração de empresas. O casal tem os filhos Lucas, 6 anos e Lívia, 3 anos. “Devo muito do meu crescimento profissional à minha esposa, pela formação e sua Os mais modernos equipamentos na área de telefonia orientação”, comenta cheio hoje são instalados pela Fone Serv em todo o País de orgulho. Também foi com o apoio 1994, onde ficou apenas um ano, pois da esposa que Edison formou-se em recebendo proposta melhor, voltou para Administração de Empresas, em 2006, o Araraquara. Três meses depois decidiu que muito o ajudou em sua empresa. “Eu trabalhar por conta própria. “Nesse mer- só tinha formação técnica. Como orgacado, o atendimento técnico é tudo. nizar, administrar, delegar tarefas era Existem empresas que trabalham com meio complicado, então a faculdade me departamento técnico pequeno. E como ajudou bastante”, explica. A Fone Serv é concessionária autoo técnico era eu, quando chegava, ouvia rizada das marcas muitas reclamações Leucotron Telecom, dos clientes. Por que a “Devo muito do meu Intelbras, Maxcom empresa demorou tancrescimento (central para condoto para mandar o técprofissional à minha mínios) e Siemens. nico? Mas eu não tinha Faz serviços de venculpa”, conta. esposa Karla, Com todos esses pela formação e sua da, instalação e manutenção de equipamenproblemas, resolveu ir orientação” tos telefônicos como à luta sozinho, apenas PA B X ( D i g i t a l e com assistência técniAnalógico), assistênca. “No começo éramos eu, o carro, o celular na cintura e cia técnica, vendas e instalação de Sisatendimento na rua. O cliente ligava e eu tema DDR - E1 (Discagem Direta Raera rápido para atender; havia mesmo mal), comunicação para condomínios e redes estruturadas. decidido enfrentar os desafios”, lembra. Hoje em dia a distribuição adequada das chamadas não é mais a única utiA RECOMPENSA lidade de um PABX. Os atuais sistemas A agilidade e o atendimento de qua- funcionam com soluções que proporlidade foram proporcionando prestígio e cionam agilidade, eficiência, produtividade, conveniência, comodidade e prino negócio começou a prosperar. Com isso, a Fone Serv foi inaugura- cipalmente, economia. A história de Edison Dias Romanini se assemelha à mesma de tantos jovens cheios de visão e responsabilidade profissional. Ele começou a trabalhar como ajudante dos tios que já atuavam no mercado de telefonia. Ao mesmo tempo, começou a fazer o curso técnico em eletrônica, na Faculdade Logatti. Depois da formatura, com o diploma na mão, mandou seu currículo para algumas empresas e foi chamado para trabalhar em São José do Rio Preto, em Karla e Edison, os filhos Lucas e Lívia, num dos momentos de reunião festiva da família

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Profissionais de atendimento da empresa: Luis, Marcelo, Fladimir, Aleks, Michelle, César, Mauri e Daniela presa tem à disposição, dados e voz ao mesmo tempo. “A parte operacional fica mais flexível e qualquer mudança necessária fica mais fácil”. ATUAÇÃO COMERCIAL Para o gerente comercial César Roberto de Souza Teixeira, há quatro anos na Fone Serv, a empresa oferece, além de atendimento técnico, soluções de redução de custos e rapidez nos contratos de manutenção com ampla assessoria. Ele diz que os clientes contam com uma análise específica de contas para redução de custos na área de telefonia. “Também temos soluções para quem tem interligações via VOIP com custo zero. Clientes como a Beneficência Portuguesa e a Santa Casa tiveram uma redução significativa em suas contas telefônicas”. A Fone Serv oferece uma linha de PABX (digital e analógico) para pequeHIPATH 3000 DA SIEMENS A maior vantagem para usuários de telefonia IP é a redução de custos obtida com o uso de uma única infra-estrutura para comunicação de voz e interligação via IP de sistemas em localidades distintas. As chamadas trafegam na rede de dados, reduzindo a conta telefônica entre as unidades. O Active IP é um PABX inovador que possibilita a utilização da telefonia IP e convencional garantindo eficiência e máxima economia em todas as formas de comunicação. Sua empresa, diz César Roberto, ganha evolução imediata no atendimento aos clientes, facilidade de operação, tecnologia digital e IP de última geração e redução nas despesas com telefone. Central PABX CPA com capacidade para até 4 linhas e 12 ramais Uma das grandes prioridades da empresa é reforçar cada vez mais a área técnica para um atendimento com ótimos resultados para o cliente. O próximo passo é a união da telefonia e informática, visando oferecer novas estratégias operacionais com tecnologia de ponta: “Hoje o PABX também é interligado junto da rede de dados. O cliente pode estar estabelecido aqui em Araraquara e ter uma filial nos Estados Unidos. Esses dois PABX podem estar interligados e ele falar via ramal, de qualquer lugar do mundo, e não gasta com interurbano”, esclarece. Isso sem falar na praticidade, porque o cliente fala com sua empresa como se estivesse na sala ao lado. Romanini conta que com as redes estruturadas é possível ter computador e telefone juntos, no mesmo local e a em- César Roberto de Souza Teixeira, gerente comercial da Fone Serv nas, médias e grandes empresas. “Nós apresentamos uma proposta com a melhor solução para o cliente, viabilizando investimentos, a partir de custo/benefício”. De acordo com as novidades que surgem no mercado, a assessoria da Fone Serv indica quais as mais interessantes a seus clientes, segundo a área de atividade de cada empresa, sempre com a finalidade de proporcionar um sistema mais eficiente e de qualidade na comunicação. É com essa visão que o empresário Edison Dias Romanini busca tornar a Fone Serv em referência no segmento de telecomunicações, com estratégias de vendas e assistência técnica de primeiro mundo. ATENDIMENTO FONE SERV VENDAS, INSTALAÇÕES E ASSISTÊNCIA TÉCNICA Av. Pedro Galeazzi, 152, (esq. com Maurício Galli) - Fone: 3324 3493 www.foneserv.com.br

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SINCOAR ROBERTO FONARI, NOVO PRESIDENTE Nova diretoria da entidade que congrega contabilistas de Araraquara e Região, assume com a missão de manter o excelente nível de atendimento e formatar estratégias que fortaleçam uma das mais conceituadas entidades patronais. Durante os próximos três anos, Roberto Aiello Fonari vai estar à frente do Sindicato dos Contabilistas de Araraquara e Região, o SINCOAR, que já está consolidado como uma das entidades sindicais de maior projeção na região. A entidade se originou da Associação Profissional dos Contabilistas de Araraquara, fundada em 14 de março de 1949, transformada em Sindicato em 14/06/76, tendo como primeiro presidente o contabilista Celestino Boschiero. Seu sócio n° 01 é o contabilista Achiles Adérico Bazone. O sindicato, além de defender os interesses dos seus sócios, disponibiliza alguns benefícios em parceria com a AESCAR, como sede de campo, colônia de férias, além de convênios para assistência odontológica e médico-hospitalar. Nos últimos anos firmou-se por sua luta para a vinda do Escritório Regional da JUCESP juntamente com a ACIA, AESCAR e Prefeitura Municipal. Orlando Bonifácio Martins, hoje administrador da JUCESP em Araraquara. PAULO PECIN NA AESCAR Fonari na presidência do SINCOAR NOVA DIRETORIA - SINCOAR DIRETORIA EFETIVA Presidente: Roberto Aiello Fonari Vice: Orlando Bonifácio Martins 1° Secretário: Luiz Carlos Velludo 2° Secretário: Marcos Henrique Duó 1º Tesoureiro: Eduardo Bonifácio Martins 2º Tesoureiro: José Roberto de Castro Diretor Social: Francisco José Formariz 2º Diretor Social: Geraldo Luiz Tampellini 1° Diretor Cultural: Paulo Luiz Pecin 2º Diretor Cultural: José Antônio Ioca CONSELHO FISCAL Paulo Roberto de Andrade Oscar Sbaglia Benedito Salvador Carlos SUPLENTES DA DIRETORIA Alberto Cioni Filho Cláudia de Cássia Guzzi Biagioni Geraldo Stivanatto Júlio Fernando Pascoal Basso Juvenal Cardoso Silva Marcos Cristiano Martins Paulo Pacchiega Rita de Cássia Servidoni Spreafico Roberto Mantegassi Valdemar Azzolini SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL Denilson Altemari João Paulo Marconato Antônio Aparecido Biasotto DELEGADOS REPRESENTANTES Roberto Aiello Fonari Orlando Bonifácio Martins SUPLENTES DE DELEGADOS Paulo Luiz Pecin Alberto Cioni Filho Fundada em 17/01/1990, a Associação das Empresas Contábeis de Araraquara e Região tem o objetivo de congregar escritórios de contabilidade de Araraquara, Américo, Santa Lúcia, Rincão e Matão. Seu primeiro presidente foi Orlando Bonifácio Martins; recentemente tomou posse o contabilista Paulo Luiz Pecin, para um mandato de dois anos. DIRETORIA EFETIVA Presidente: Paulo Luiz Pecin Vice: Geraldo Luis Tampellini 1° Secretário: José Antônio Ioca 2° Secretário: Marcos Henrique Duó 1º Tesoureiro: Marcos Cristiano Martins 2º Tesoureiro: Francisco José Formariz Diretor Social: Paulo Pachiega 1° Diretor Adjunto: Alberto Cioni Filho DIRETORES SUPLENTES Roberto Aiello Fonari José de Paula Trindade João Paulo Marconato Daniel Stoque Pecin Júlio Fernando Pascoal Basso Márcio Antônio Brambilla Rita de Cássia Servidoni Spreafico Vitor Luiz Tampellini Donisete Fuzari Ronaldo Paganini de Oliveira CONSELHO FISCAL Marcos César Garrido Benedito Salvador Carlos Luiz Carlos Velludo CONSELHO FISCAL SUPLENTES Marcelo Fais Geraldo Stivanato Paulo Roberto de Andrade

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O boleto, no valor de R$ 289,70, é citado como facultativo e não deve ser pago ALERTA AGORA É O GOLPE DA HOSPEDAGEM Outra vez, empresas estão enviando boletos bancários fraudulentos; dessa vez é a Hospedagem Oficial, que manda cobrança em nome da Associação Nacional de Hospedagem de Sites Se você receber um boleto cobrando a hospedagem ou o registro de seu domínio.br na internet, preste atenção em alguns dados antes de pagar a taxa. Pode ser um serviço que você não solicitou e uma empresa que você nem sequer conhece. Esse é o alerta que o Registro.br - entidade responsável por registrar e manter os nomes de domínios que usam a extensão .br deu aos seus usuários em setembro de 2006 e repetiu em e-mail enviado em abril. Isso porque algumas empresas têm enviado boletos não solicitados para pessoas e empresas que mantém domínios .br Recentemente a ACIA fez outro alerta sobre o pagamento de boleto para a Edição Anual de Marcas e Patentes, outro golpe dado em cima dos nossos empresários. cobrando uma taxa facultativa por serviços de hospedagem que ainda não prestaram. Uma delas, inclusive, usa o nome Nicregistro, parecido com o da entidade responsável pelos domínios no Brasil. Para Demi Getschko, diretor-presidente do Nic.br - entidade que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil e que controla o Registro.br -, a empresa em questão usa a semelhança do nome com dois domínios relacionados ao registro de domínios no país Nic.br e Registro.br-, e também tenta cobrar um valor semelhante - R$ 130, enquanto a taxa oficial de registro de domínios é de R$ 30 - para ludibriar os usuários. As pessoas associam um (Nicregistro.com) aos outros (Nic.br e Registro.br). Medidas jurídicas vêm sendo tomadas contra a Nicregistro e também contra a Associação Nacional da Indústria e Comércio, que emitiu os boletos. Os processos tramitam sob segredo na Justiça de São Paulo. Preste atenção também às letras miúdas do boleto que você recebeu. Dificilmente uma empresa que lhe prestou um serviço vai indicar na cobrança do mesmo que o pagamento é facultativo ou optativo. Caso ainda tenha alguma dúvida, entre em contato com as empresas que efetivamente contratou, ou com uma associação de defesa dos direitos do consumidor, no caso o Codecom, em nossa cidade.

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O CD da Votorantim ocupa uma área de 20 mil m² cedida pela Usina Maringá EM FOCO Foto: Valesca Mendonça A CHEGADA DA VOTORANTIM Investimento da empresa em novo empreendimento chega aos R$ 4 milhões e já atende com mais eficiência e rapidez os seus clientes no mercado da construção civil em 40 municípios da região, incluindo Rio Claro, Araras, São Carlos, Brotas e Matão. Com seu novo CD, inaugurado no final de janeiro, porém em operação desde dezembro, a Votorantim está aperfeiçoando a distribuição de cimento, argamassa, cal e rejuntamento na região de Araraquara, reduzindo o prazo de entrega dos produtos. A unidade vem movimentando 11 mil toneladas de cimento por mês, garantindo o abastecimento da região para todos os produtos fornecidos pela fábrica de Itaú de Minas, no sul de Minas Gerais. A marca comercializada pela Votorantim Cimentos nesta região é a Cimento Itaú. Localizado na altura do km 73,5 da estrada ARA SP-255, que liga Araraquara a Ribeirão Preto, o Centro de Distribuição ocupa uma área de 20 mil m² e conta com galpão de 1,5 mil m² para a estocagem dos produtos. O CD também possui um estacionamento para diversos veículos e um espaço de convivência específico para os motoristas dos veículos de carga, a Casa do Caminhoneiro. O diretor de Logística Integrada da Votorantim Cimentos, Fred Fernandes, em sua mensagem, ressaltou a importância do CD estar localizado nas proximidades do novo entroncamento ferroviário Atualmente a Votorantim Cimentos opera com 60 Centros de Distribuição para atender os varejistas da construção em todo o País. Até o final do ano, a empresa deverá inaugurar seis novas unidades de distribuição e comercialização em pontos estratégicos do Brasil, visando aproximar ainda mais a marca tanto dos canais de venda como dos consumidores finais. Foto: Cláudia Matos Rua São Bento, 2172 Fone: 3331 7172 Araraquara/SP Sérgio Sgobbi, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, um dos grandes responsáveis pela instalação do CD da Votorantim em Araraquara Foto: Conde Sobrinho

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COM A FUSÃO, A NOSSA COOPERATIVA FICA AINDA MAIS FORTE SICOOB/IESACRED Cooperativa de Crédito formada pela credibilidade de grandes parceiros Foto: Cláudia Matos Prefeito Edinho Silva cumprimenta Rogério Garcia (Gerente Comercial Regional Sudeste) e Fred Fernandes (diretor de Logística Integrada), ambos da Votorantim durante a solenidade de inauguração do CD Presidente da Câmara, Edna Martins, com Rogério Garcia (Votorantim Cimentos) e os vereadores José Carlos Porsani e Elias Chediek Neto Foto: Conde Sobrinho O GRUPO VOTORANTIM Presidente do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio é a terceira geração que comanda o grupo fundado pelo seu avô, imigrante português Antônio Pereira Inácio e seu pai, José Ermírio de Morais Com sede em São Paulo, a Votorantim Cimentos é uma das dez maiores empresas de cimento, concreto e agregados do mundo. Possui 34 unidades de produção (26 fábricas no Brasil, 7 na América do Norte e 1 na Bolívia), operando ainda 60 centros de distribuição e 105 centrais de concreto no País e mais de 60 centrais de concreto e terminais de cimento na América do Norte. São mais de 8 mil colaboradores e 71 anos de história. Líder do mercado nacional, comercializa mais de 40 produtos, com destaque para as marcas Votoran, Itaú, Poty, Tocantins e Aratu. A empresa é pioneira no Brasil na utilização do co-processamento, tecnologia produtiva que elimina de forma econômica, eficiente e ambientalmente correta, resíduos industriais nos fornos de cimento. Em 2006, atingiu um volume recorde de 350.000 toneladas de co-processamento de resíduos em 9 fábricas, especialmente pneus usados, solventes químicos, óleos e materiais inservíveis. No campo da responsabilidade social corporativa, investe anualmente mais de R$ 6 milhões em programas voltados à inserção de jovens no mercado de trabalho. A Votorantim Cimentos é parte integrante do Grupo Votorantim, presidido por Antônio Ermírio de Moraes, sendo um dos maiores conglomerados empresariais da América Latina, com atuação destacada nas áreas industrial, finanças e novos negócios. ALTERNATIVA EFICAZ DE CRÉDITO, INVESTIMENTO E SERVIÇOS FINANCEIROS Utilize a Cooperativa de Crédito para realizar suas aplicações com a maior rentabilidade do mercado e seus empréstimos com juros menores e parcelas que não comprometem sua renda. AS VANTAGENS Aplicações financeiras com rentabilidade maior que a aplicada no mercado. Crédito rápido (sem burocracia). Conta Corrente (serviços bancários e custos abaixo do mercado financeiro). Aumento do poder aquisitivo. Benefícios sociais e educativos. Cobertura nas emergências. Garantia de tranqülidade aos empreendedores associados da ACIA, CDL, SINCOMÉRCIO, SINHORES e COMAPA. Rua Gonçalves Dias, 974 Centro - Araraquara/SP (16) 3331.2170

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O COMEÇO DE TUDO O projeto teve início em agosto do ano passado com a participação de 107 empresas que receberam a visita de um consultor do Senac para o Diagnóstico Inicial. O objetivo era a formatação do projeto, com base nas necessidades das empresas. Em setembro no Sesi, foi feita a apresentação geral do diagnóstico aos empresários, e também uma palestra para que os participantes sentissem os efeitos de revitalizações realizadas em outros centros brasileiros. O movimento cresceu e atualmente 150 micro e pequenas empresas, todas do comércio varejista da Vila Xavier, participam do projeto. Ainda no ano passado, aos participantes foram apresentadas sugestões de melhoria relacionadas ao Visual Merchandising, ou seja, layout, comunicação visual, exposição de mercadorias, adequação de fachada do prédio, estudo de cores para o estabelecimento, adequação de layout, iluminação e ventilação. Revitalização comercial a partir do começo da Alameda Paulista, proximidades do viaduto NOVOS CENTROS O COMÉRCIO DA VILA, DEPOIS DOS TRILHOS Antes da retirada dos trilhos, cerca de 150 comerciantes da Vila Xavier se unem em torno de uma revitalização proposta pela ACIA, SINCOMÉRCIO, Sebrae e Senac. Análise de satisfação. É desta forma que os organizadores do Projeto Novos Centros denominam a pesquisa realizada com a participação de cerca de 40 empresários que aderiram ao movimento de revitalização do comércio na Alameda Paulista e adjacências. Também estão sendo avaliados os investimentos e os resultados alcançados até o momento, comentam os parceiros do projeto: ACIA, SINCOMÉRCIO, Sebrae e Senac. Hoje, o programa conta com 138 micro e pequenas empresas. Elas também aguardam a estruturação da segunda fase, onde serão trabalhadas as questões relacionadas à Gestão Empresarial. O que vai mudar com a retirada dos trilhos da antiga EFA, ainda ninguém sabe

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Interação é a nova ferramenta educacional de um sistema moderno de ensino que proporciona excelentes resultados ENSINO Para eles, a distância não é mais limite, a informação chega em tempo real a todos os cantos FACULDADE INTERATIVA COC O MAIS MODERNO MÉTODO DE ENSINO À DISTÂNCIA NO PAÍS Integrada ao Sistema COC de Ensino, a Faculdade Interativa COC, detentora do mais moderno método de educação à distância do País, trouxe para a nossa cidade a oportunidade de acesso a um ensino de qualidade somado à tecnologia e à interatividade. As aulas, transmitidas via satélite em tempo real, proporcionam ao aluno, presente na unidade escolar (Pólo) uma ou duas vezes por semana, o contato com mestres e doutores, capazes de instigar o gosto e a busca ao conhecimento. Segundo Taís Helena, aluna do curso de letras, “este tipo de ensino faz a busca ao conhecimento ser mais interessante, enquanto o ensino tradicional acomoda o aluno ao trazer pronto todo o conteúdo.” Presente durante as aulas, o professortutor, profissional graduado na área, será responsável pela mediação entre a telesala e os estúdios de transmissão localiEnsino à zados em Ribeirão distância Preto - mantendo a filosofia e o objetivo do EAD - interatividade total entre aluno e professor. Para Daniel Tadeu do Amaral, professor-tutor do curso de Ciências Contábeis, a importância deste tipo de profissional nas tele-salas se resume a um mediador, ao levantar discussões e principalmente proporcionar o dinamismo durante as aulas. “Não chega a ser um professor, mas é um coadjuvante importante neste processo de ensino ao mediar essas relações (aluno-professor) e, nos momentos que os alunos precisam, intervir de uma forma mais pontual.”, completa. O material didático, disponibilizado pela Internet através do portal acadêmico, proporcionará ao aluno momentos de estudo e a realização de atividade em qualquer hora e de qualquer lugar, além do acesso a serviços de suporte como tutoria e monitoria. Além da melhor relação custo benefício do mercado, com o método de educação à distância, ficou mais fácil realizar um sonho de ter um bom curso no currículo, qualidade que é comprovada pelas avaliações do MEC e do ENADE, exame nacional de desempenho dos estudantes. CORPO DOCENTE Formado por mestres, doutores, executivos de empresas e consultores de renome nas áreas de especialização dos cursos. Com qualificação em mestrado e doutorado, os coordenadores pedagógicos, além de garantir a qualidade dos cursos a serem oferecidos, participam ativamente de suas avaliações Os professores autores pesquisam e definem os conteúdos a serem ministrados pelos cursos e cuidam da elaboração das atividades, seja para momentos presenciais ou seja para as aulas à distância. Os professores tutores fazem o acompanhamento dos alunos, sendo responsáveis pelos aspectos pedagógicos e pelo controle do fluxo de atividades e de avaliação do desempenho escolar. MATERIAIS DIDÁTICOS Padrão de qualidade apoiado em 3 pontos principais: • Qualidade do conteúdo: assegurada pelo corpo docente; • Qualidade da produção gráfica e digital: assegurada pela experiência institucional da editora COC; • Qualidade de processo: assegurada pelo modelo de gestão da equipe do processo. CURSOS • Pedagogia - (3 anos e meio) • Administração - (4 anos) • Letras - (3 anos) • Ciências Contábeis - (4 anos) • Serviço Social - (4 anos) • Filosofia - (3 anos) • Gestão de Tecnologia da Informação - (2 anos e meio) Faculdade Interativa COC Araraquara Rua Gonçalves Dias, 651 Tel.: (16) 3114-1703

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Cecília deu continuidade com enorme sucesso ao trabalho de Paulo Silva O IMPARCIAL Paulinho inseriu seu nome no jornalismo brasileiro pela ética profissional COMPANHEIRO FIEL DA NOSSA HISTÓRIA Um dos mais antigos jornais do País, tendo à sua frente uma jornalista nos últimos 24 anos, destaca a grande importância de Araraquara e região na história da imprensa brasileira. TEXTO: ALFREDO HENRIQUE “empastelamento” (invasão e destruição da redação), mudou seu nome para O Imparcial, em 1931. O INÍCIO O Imparcial estampou logo em seus primeiros anos de existência, grandes acontecimentos da história do século XX: registrados com abrangência e assiduidade - como a Revolução Constitucionalista de 1932, a instalação do Estado Novo (que durou até 1945), o fim da II Guerra Mundial, a realização da primeira eleição direta do País (1947), dentre outras coberturas relevantes. Com o falecimento de seu fundador (Antônio Corrêa), ocorrido em 1955, Paulo Corrêa da Silva, filho de Antônio, assumiu as rédeas do diário. Jornalista, advogado e líder da Imprensa do Interior, o Paulo Silva, como era conhecido, operou uma revolução técnica na maneira de se fazer jornal da época: trazendo, por exemplo, para Araraquara, a primeira máquina de linotipo do interior. Além disso, foi presidente da Associação Paulista dos Jornalistas do Interior (ADJORI), também da Associação Brasileira dos Jornais do Interior (ABRAJORI) e representou a imprensa brasileira em congressos nacionais e internacionais. Ele também orientou diversos profissionais da área, os quais continuam, em grande parte, atuantes em muitos órgãos de imprensa do Brasil. Com seu falecimento, ocorrido em 20 de janeiro de 1994, a administração d’O Imparcial passou para as mãos de sua esposa, Cecília Pedro Antônio Corrêa da Silva, que deu continuidade ao trabalho iniciado por seu marido, com talento e força - garantindo a manutenção de um dos mais representativos e atuantes veículos de informação da região. É imensa a contribuição d’O Imparcial para a história de Araraquara, constituindo-se numa das mais importantes fontes de informações de todo o interior, tornando-se motivo de orgulho para a nossa comunidade. O jornal O Imparcial, um dos mais tradicionais e atuantes veículos de imprensa do interior do País, completou 78 anos de existência no dia 25 de janeiro deste ano. Fundado por Antônio Corrêa da Silva, no ano de 1931, O Imparcial acompanhou e registrou grandes transformações ocorridas nos planos social, político e econômico do Brasil e do mundo: constituindo e se confundindo com a própria história de Araraquara. Antônio Corrêa iniciou a “saga” da família Silva na história da imprensa com a publicação, em 26 de abril de 1906, do “Jornal de Notícias” seguido, em 1909, de “O Popular” - que em decorrência de um Antônio Corrêa da Silva iniciou O Imparcial em 1931 Tel.: 16 3333.2925 Av. Pio Corrêa Pinheiro, 660 - Vila Melhado www.maqsoffner.com.br

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Comemorando com os pais, irmãos e amiguinhos o seu terceiro ano de vida em 1958: seus olhos estavam saltados para o futuro SAUDADE No ano passado, ao lado da esposa Lucy e dos filhos Eduardo e Fernando, a felicidade de uma família repleta de paz RICARDO FERRAREZI DE ANDRADE OH! MEU SENHOR! “Seo” Abelardo disse: “Ele ainda era um menino...” e não há como contestar, pois todos os filhos por mais velhos que sejam, sempre serão filhos de Deus e os meninos de nossas vidas. Oito anos atrás quando homenageado por Victor Civita, no Cinqüentenário da Editora Abril, como responsável por uma das maiores e melhores distribuidoras de revistas e publicações do País, o ainda jovem Ricardo Ferrarezi de Andrade, sentia que estava vivendo a mais importante fase de sua vida. Ao lado da esposa Lucy e dos filhos Fernando e Eduardo, ele comemorava o feito e deixava claro ao pai Abelardo, que fundou a Distribuidora Andrade em 1975, que valera os conselhos e as orientações. A empresa estava então consolidada e prevalecera o pioneirismo familiar num importante ramo de atividade que movimenta hoje 113 pontos de vendas trabalhados em 10 municípios da nossa região. A vida O primário UMA VIDA DE TRABALHO Em 1949, o contabilista Abelardo Maria de Andrade deixou São Paulo e voltou para a nossa cidade, tornando-se sócio da Livraria São Bento, por mais de 30 anos. Casou-se com Elza Ferrarezi Andrade e teve 4 filhos: Abelardo, Jussara, Ricardo e Marcelo. Foi Ricardo que, após o primário no Grupo Escolar “Pedro José Netto” e o ginasial no IEBA, decidiu seguir os passos do pai, desde os 18 anos na distribuidora que inicialmente funcionou na Rua São Bento esquina da Avenida Feijó. Paralelamente ao trabalho, ele cursou Administração de Empresas, aplicando seus conhecimentos no sucesso da distribuidora que passou então a funcionar por um período na Feijó, 472. Em 1997, com a construção do prédio próprio na Avenida Feijó, 578, a empresa vivia seu momento de expansão. O casamento em julho de 1984, diz a esposa Lucy Rezende Munhoz de Andrade, não alterou sua rotina profissional: trabalhava das 7h da manhã às 8h da noite, com pequeno intervalo para o almoço. Além de administrar a distribuidora, ele também estava à frente da Livraria Vamos O ginásio Com a esposa Lucy, homenagem feita pela Editora Abril, como um dos 20 melhores distribuidores de publicaçõesno País Ler e das bancas no Terminal de Integração e Terminal Rodoviário. Fazia parte da diretoria do SINCOMÉRCIO e gostava de jogar tênis, o seu esporte. Ricardo no entanto, partiu muito cedo, mas deixou exemplos que marcam de forma brilhante, uma vida sempre pautada pelo trabalho, a ética e a responsabilidade. Na batalha pela vida, Ricardo tornou-se soldado de um novo tempo, deixando para todos que o conheceram, enorme rastro de saudades

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DOCUMENTO OS NOSSOS JAPONESES Foi no dia 28 de junho de 1908, que 23 famílias de Kagoshima, Kochi e Niigata, deixaram a Hospedaria dos Imigrantes em São Paulo e vieram de trem até o distrito de Guatapará, entre Araraquara e Ribeirão, acompanhados do intérprete Umpei Hirano. Embora tenham chegado no dia 17 de junho de 1915 ao Porto de Santos, foi no dia seguinte que 781 imigrantes japoneses seguiram para a Hospedaria dos Imigrantes em São Paulo. A viagem foi feita de trem, vagões de segunda classe, durante 3 horas, para eles, de agonia. Os japoneses passaram nove dias na Hospedaria. Foram dias de tensão à espera, enfim, do trabalho. Afinal, a idéia deles era ficar no Brasil por pouco tempo, fazer o pé-de-meia e voltar ao Japão. Eles acreditavam, dia e noite, nas palavras ditas pelo ex-deputado Ryu Mizuno, que já havia estado no Brasil em 1906 e voltou ao arquipélago dizendo que o país era uma mina de ouro. Nos nove dias alojados em São Paulo, houve quem estivesse disposto a conhecer a cidade. No sexto dia na hospedaria, um grupo de Okinawa resolveu sair à rua. Pararam na Praça da Sé, onde foram cercados por curiosos. Mas nenhum incidente foi registrado. A saída dos japoneses da hospedaria com destino às fazendas teve início na manhã do dia 27 de junho. Dez dos imigrantes ficaram em São Paulo mesmo. Imigrantes japoneses deixando São Paulo em 28 de junho de 1908 e vindos para Guatapará Associação Cultural Nipo Brasileira e Associação Okinawa, são as entidades que representam a colônia japonesa em Araraquara. Sob os cuidados de Massaru Mine, 152 pessoas de 24 famílias de Okinawa foram enviadas para a Fazenda Canaã. Tendo à frente Motonao Ohno; outras 173 de 23 famílias, também okinawanas, foram enviadas para a Fazenda Floresta. Outros dois grupos seguiram no dia seguinte. Sob a liderança de Teijiro Suzuki, 101 pessoas, de 27 famílias de Kagoshima, foram para a Fazenda São Martinho e outras 88, de 23 famílias de Kagoshima, Kochi e Niigata, vieram para Guatapará, com o intérprete Umpei Hirano. No dia 29, foram com Junnosuke Kato para a Fazenda Dumont, 210 pessoas, de 52 famílias de Fukushima, Kumamoto, Hiroshima, Miyagi e Tóquio. E no dia 6 de julho, com Takashi Nihei, embarcaram 49 pessoas de 15 famílias de Yamaguchi, Aichi, Yamanashi e Ehime com destino à Fazenda Sobrado. A exceção de Sobrado, que se localizava onde hoje está o município de São Manuel e Floresta, em Itu; as demais propriedades ficavam na região de Ribeirão Preto. A vida nessas fazendas não durou muito tempo. Em setembro de 1909, apenas 191 deles continuavam o trabalho. EM GUATAPARÁ Em 1982, Kensuke Babá, descendente de japoneses e correspondente do jornal São Paulo Shimbun, escreveu que Motuca constituiu o primeiro núcleo colonial japonês do Brasil, contestando a afirmativa de que o pioneiro seria em Cafelândia. A diferença, dizia Babá, é de poucos meses: o de Motuca teria sido em 15 de março de 1915 enquanto o segundo, em setembro do mesmo ano. De fato a busca efetuada pela tabeliã Elisabeth Regina Moreto, no Cartório de Registro Civil de Rincão aponta que, na data em questão, Hermínia Ferraz Borba vendeu para 15 famílias japonesas - 84 alqueires por 5 contos de réis. A transação estabelecia o pagamento imediato de 1 conto 276 réis; o restante seria sal- Casa de Hermínia Ferraz Borba, em 1915, na Fazenda Atalaia em Rincão, onde aconteceu a reunião para venda das terras aos imigrantes japoneses dado com juros de 10% ao ano. Hermínia também ficava com o direito de retirar toda lenha e madeira existente nas terras para alimentação das locomotivas a vapor e dormentes para ampliação ou reparos das linhas da estrada de ferro. Os japoneses, que moravam em casas de barro, também podiam usar a madeira para construção de suas moradias. OS COMPRADORES Vindos do Japão em 1908 e convictos que voltariam com algum dinheiro cinco anos depois, os imigrantes abandonaram a idéia e se transformaram em sitiantes a partir de 1915. Eram 15 famílias, 60 pessoas formando um núcleo de esperanças. Da leva que havia chegado em 1908, pelo menos 8 famílias haviam deixado Guatapará um pouco antes. De acordo com o Livro de Escritura n° 06, às folhas 88/92, foram compradores das terras: Ano Keijo (esposa Amato), Funchio Hiyochi (Umeo), Ytoiama Yansite (Elza), Yamasito Yanokiti (Misao), Shisuy Hinzo (Tami), Murayama Otiai (Sameo), Murakama Kioche (Kiku), Yoshiniga Sokite (Okito), Mori Yanokiti (Nai), Yshimura Yuinoz (Tiyonco), Yamamura Candiro (Sanco), Hayasida Eikiti (Yose), Honda Moshiti (Caju), Aguida Mimokiti (Inoca) e Imisamoto Kumakiti. Colono japonês espalhando o café em Rincão, mais tarde também sitiante

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