Revista Comércio & Indústria - Fevereiro/2008

 

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Revista Comércio & Indústria - Fevereiro/2008 - Ano 3 - Nº 31

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Commércio REVISTA Indústria Associação Comercial e Industrial de Araraquara Fevereiro/2008 • Ano 3 - N° 31 BUSINESS CLASS O prazer de viajar e conhecer o mundo! As empresárias Érica Garutti e Glauce Bertato apresentam a Business Class em novo endereço e implantam programa de gestão com apoio das principais operadoras de viagens e turismo do País, consolidando a agência como empresa de ponta em seu segmento.

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DO EDITOR PONTO DE VISTA Valter Merlos Presidente da ACIA Ivan Roberto Peroni AINDA SOBRE A CPMF: “Détournement de Pouvoir” ursando a Faculdade de Direito de palmente, no nordeste, pessoas que poAraraquara, FEFIARA, e assistinderiam produzir e trabalhar, e não o fado mais uma brilhante aula de Dizem porque são sustentadas pelo falado reito Administrativo, dada pelo Bolsa Família. Não queremos com isso eminente professor e hoje Ministro do Sugeneralizar pois muitos precisam desses perior Tribunal de Justiça, Hélio Quaglia programas. Repudiamos apenas a forma Barbosa, deparei-me com a expressão como foram distribuídos esses recursos, “Détournement de Pouvoir”, que tradupois criou-se o tributo para uma finalidazida do francês, significa desvio de pode, e seu uso foi para ações sociais com der do administrador público. Pois bem, visão política, a sustentação da massa quando o então ministro da Saúde, Adib periférica. A saúde é evidente não meJatene levantou a bandeira para aprolhorou e fez-se política com o dinheiro do vação da CPMF, no sentido de que tudo imposto do cheque, daí a expressão “Déque viesse a ser arrecadado seria aplitournement de Pouvoir”. cado na saúde pública, mais uma vez, o Veio a derrota do Governo no Senapovo brasileiro acreditou nas autoridades do, que diga-se de passagem, resgatou constituídas, apoiando o pagamento desum pouco da sua imagem. Com certeza, sa contribuição provisória, na ordem de o movimento das forças vivas represen0,2% da movimentação financeira de tadas por entidades como Facesp, cada um, em 1997. Fiesp, OAB, e a nossa ACIA, fiNo começo, nossas autozeram forte pressão, alcanridades demonstraram sua çou o objetivo de mostrar ... faz-se uma análise voracidade em arrecadar que a população está vide como anda a saúde e para espanto de Jatesivelmente cansada de pública. Na verdade não ne, não aconteceu a degolpes dados para cusanda, pois em nossos vida distribuição do ditear práticas assistenhospitais os pacientes nheiro arrecadado para ciais com fins plenaaplicação na saúde púmente políticos. continuam sendo mal blica e mais, entenderam Enquanto represenatendidos... que deveriam aumentar a tante classista, penso que alíquota para 0.38% para deveríamos organizar um uso explicitamente eleitoreiros, movimento em nível nacional, que em apenas um ano, rendeu mais criando mecanismos e levarmos sude quarenta bilhões de reais aos cofres gestões aos nossos legisladores, no senpúblicos. tido de se promover a cobrança de um Passado tanto tempo, faz-se uma tributo, semelhante à CPMF, para desanálise de como anda a saúde pública. tinar exclusivamente para a saúde púNa verdade não anda, pois em nossos blica, e tão somente à saúde, recursos hospitais, os pacientes continuam sendo fiscalizados por um conselho represenmal atendidos ou então morrendo pela tado por entidades da sociedade civil, falta da assistência médico-hospitalar. abrangendo diversos segmentos. Só Lamentável por outro lado, é a forma desta forma transparente, poderemos ter audaciosa usada pelo nosso presidente, a tão sonhada “saúde à altura de todos”. dizendo que temos um excelente atenJá dissemos em outra ocasião que dimento na saúde pública. Pasmem. para o Governo é fácil fazer cortesia com Aonde foi o dinheiro arrecadado? Íno chapéu dos outros, quer dizer, criando fima parte para a saúde, e a fatia maior, regras para captação de recursos (saúpara sustentar programas eleitoreiros code) e de repente desviando verbas para mo fachada de falsas ações sociais, pesprogramas sociais de fachada que vão simamente administradas. Vemos princilhe garantir apoio popular mais adiante. As águas vão rolar N C ove meses antes das eleições municipais, Luis Inácio Lula da Silva e Orestes Quércia buscam uma aproximação e se posicionam como regentes da orquestração política nacional com certa ingerência nas disputas municipais. Entre os dois caminha a concordância por fusões que fortalecerão as futuras eleições para presidência da República, governos estaduais, senadores e deputados. Resta saber se os acordos vindos de cima atingirão plenamente as bases municipais e se isso ocorrer, um outro quadro começará a ser pintado a partir de março, definindo-se Marcelo Barbieri como candidato a prefeito e Edna Martins, vice. A improvável candidatura de Waldemar de Santi, poderá reaproximar Pedro Tedde (PSDB) de uma dobradinha com Coca Ferraz (PTB), apoiados por Roberto Massafera e o próprio De Santi. Resta saber para quem vai o apoio de Dimas Ramalho e se Edna Martins, que tem a grande oportunidade de sua vida política em ser prefeita, aceitará com o PT local, as regras vindas de Brasília ou do PT Estadual, onde Edinho é o presidente. CAPA FOTO: LUCAS TANNURI BUSINESS CLASS O crescimento da empresa na cidade As empresárias Glauce Bertato e Érica Garutti brindam o sucesso que a agência vem obtendo em suas novas instalações e com seus novos serviços. Commércio Indústria & REVISTA EDIÇÃO N° 31 - FEVEREIRO/2008 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rosane D’Andréa Depto. Comercial: Gian Roberto Sebastião Barbosa Designer: Bete Campos Mário Francisco Marcelo Pícolo Diego Ribeiro Impressão: Gráfica Bolsoni - (16) 3336 9008 A revista Commércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336-4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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Em razão das necessidades de tornar um negócio mais eficaz, competitivo e rentável, as empresas necessitam de gestões diferenciadas nas seguintes áreas: • Setor Administrativo • Financeiro • Estoque • RH • Melhoria de Processos • Produção • Pré-Venda/Venda/Pós-Venda • Assistência Técnica • SAC • Qualidade Total • Certificação para ISO • Segurança Os parceiros: Roberto Funari (Sincoar), Gustavo Marques (Sebrae), Geraldo Tampellini (CRC), Luiz Flório (SinHoRes), Antônio Deliza Neto (SINCOMÉRCIO), Marcos Meira Ramos (Secretaria da Fazenda), Paulo Pecin (Aescar) e Valter Merlos (ACIA) TRIBUTAÇÃO AOS POUCOS ELA ESTÁ CHEGANDO Embora a Secretaria da Fazenda tenha tratado o programa como um grande estímulo à cidadania fiscal, é verdade que a classe empresarial tem visto a implantação do projeto como uma estratégia para deixar o comerciante e o consumidor expostos a uma fiscalização permanente em suas atividades. Está em vigor no Estado de São Paulo, desde outubro, o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal, que leva os consumi- Av. Vaniel Caldas de Mesquita, 181 Vila Xavier - Araraquara - SP Fone: (16) 3337 4466 dores finais a recuperar até 30% do valor do ICMS efetivamente recolhido pelo fornecedor, tendo assim direito a créditos em tributos, como o IPVA. Os benefícios com a emissão da nota fiscal também alcançam as micro e pequenas empresas optantes pelo Super Simples, que terão direito aos créditos ao comprar mercadorias oferecidas pela rede credenciada no programa do Governo Estadual (ver a relação completa no site: www.nfp. fazenda.sp.gov.br). Dada a importância do projeto, rotulado como Nota Fiscal Paulista, é que a Associação Comercial e Industrial de Araraquara decidiu juntamente com os parceiros - AESCAR (Associação das Empresas de Serviços Contábeis), SINCOAR (Sindicato dos Contabilistas), CRC (Conselho Regional de Contabilidade), SINCOMÉRCIO (Sindicato do Comércio Varejista) e o Centro de Estudos de Araraquara e Região, organizar palestra no auditório da UNIP, para orientar os empresários da cidade sobre a implantação das medidas. A palestra foi ministrada pelo Agente e Fiscal de Rendas capacitado em Educação Fiscal, Marcos Meira Ramos.

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Na oportunidade, além de discorrer sobre a forma com que o comerciante deve adotar a Nota Fiscal Paulista, Ramos apresentou o cronograma estabelecido pela Secretaria da Fazenda do Estado para implantação definitiva do projeto, conforme a atividade econômica do contribuinte. As primeiras categorias incluídas no sistema foram os bares e restaurantes, em outubro do ano passado. Em novembro, as padarias e lanchonetes foram incluídas e em dezembro, o setor óptico, de artigos esportivos e brinquedos. Até maio de 2008 todas as categorias serão incluídas. Na palestra, Valter Merlos, presidente da ACIA, comentou que o projeto estimula a formalidade e a concorrência passa a ser mais justa. Assim, as MPEs poderão competir em pé de igualdade deixando os pequenos negócios numa situação mais equilibrada. Na verdade, disse o dirigente, o programa é um fator inibidor da concorrência desleal. COMO SERÁ Falando para uma platéia formada basicamente por contabilistas e empresáMarcos Ramos rios, Marcos Ramos lembrou que a micro e pequena empresa também receberão créditos quando adquirir produtos de estabelecimentos que estão integrados ao programa. Para se adequar às exigências da lei, disse ele, os empresários terão que verificar se os seus equipamentos (ECF) estão adaptados ao novo sistema instituído pelo Governo Estadual. Os donos dos estabelecimentos precisam ver se as máquinas de emissão de ECF são O Mercado está em busca de Profissionais Surpreendentes Buscar MBA/PÓS Saiba+ do tipo térmicas, que armazenam os dados relativos às notas fiscais emitidas de modo a facilitar a transferência destas informações para o sistema da Secretaria Estadual da Fazenda. AS DÚVIDAS Ainda em fase de implantação, o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal apresenta algumas dúvidas. Um dos equívocos é que o consumidor tem que informar o número do seu CPF ao pedir a nota. Marcos Ramos lembrou que isso não é obrigatório, mas que sem a identificação, o consumidor não tem direito aos créditos oferecidos pelo Governo. Para ele, as dúvidas são normais neste momento. Tratase de um processo novo e que ainda é necessário mudar hábitos e a cultura da sociedade. O presidente da Associação das Empresas Contábeis de Araraquara e Região, Paulo Pecin, lembrou no encontro, que o programa não é apenas um incentivo para que os cidadãos que adquirem mercadorias exijam do estabelecimento comercial o documento fiscal. É também, completou, uma forma do comerciante e o consumidor ficarem expostos ao processo fiscal instalado pelo Governo. •Direito Processual Civil •Direito Penal e Processo Penal •Direito do Trabalho e Processo do Trabalho •Linguística e Literatura da Língua Portuguesa e Inglesa •Educação Infantil •Educação Especial e Inclusão •MBA Controladoria e Análise de Finanças •MBA Produção Logística Supply Chain •MBA em Marketing Empresarial •MBA em Gestão de Pessoas R.H. •MBA em Gestão Ambiental •MBA Empresarial •MBA em Agronegócio Empresarial •MBA em Logística Empresarial FAEP BRASIL o resultado que todos procuram. >> MBA >> Pós Educação Superior Brasil Av. Torello Dinucci, 450 - Jardim dos Manacás Araraquara/SP - CEP. 14801-530 F: (19) 9607-1509 e/ou (16) 9796-8282 Local da Realização em Araraquara Farmácia MEDICAMENTOS, PERFUMARIA, MANIPULAÇÃO DE FÓRMULAS, FARMACÊUTICOS EM PERÍODO INTEGRAL, APLICAÇÕES E ENTREGAS EM DOMICÍLIO Loja 2 R. Antenor Borba, 808 Jd. Universal Fone/Fax: (16) 3331.4488 Loja 1 Av. Bandeirantes, 1707 (entre Ruas 13 e 13 ½) Fone/Fax: (16) 3336.1050 A primeira Farmácia Climatizada de Araraquara e com ISO Empresarial 2004 APLICAÇÕES E ENTREGAS EM DOMICÍLIO

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ASSOCIATIVISMO OS BENEFÍCIOS QUE VOCÊ TEM SENDO DA ACIA A Associação Comercial e Industrial se consolida em Araraquara como entidade interessada em discutir as políticas sociais, sem deixar de apoiar as iniciativas das empresas associadas em suas áreas de atuação. A atual diretoria da ACIA, eleita inicialmente em 2004, está completando seu quarto ano de mandato e os objetivos, diz seu presidente Valter Merlos, consideramos como plenamente atingidos. O dirigente ressalta que administrar uma instituição classista nos tempos atuais é saber renunciar uma grande parte do tempo dedicado ao seu trabalho profissional e a sua vida pessoal. Fomos eleitos sabendo disso, e temos procurado dar à ACIA a atenção, o atendimento e o carinho que os seus associados merecem. Nos últimos quatro anos, o número de sócios da ACIA cresceu cerca de 40%. Neste período foi implantado um projeto que envolvesse de forma mais ampla a instituição com a comunidade e uma das iniciativas foi a captação de sugestões junto aos corredores comerciais visando seu desenvolvimento. O objetivo da diretoria sempre foi de discutir em cada corredor, as questões de desenvolvimento econômico, transporte e principalmente, segurança. Paralelamente, foi aberto espaço para implantação de projetos, surgindo então: o Movimento Degrau, Empreender e Conselho de Mulheres Empreendedoras. Avenida 36, um dos principais corredores comerciais, mudando seu visual Nesta administração, a ACIA passou a ter um envolvimento mais próximo na vida político-administrativa do município, agindo como entidade vivamente interessada nos problemas sociais e se impondo nas discussões que norteiam o progresso da cidade - suas propostas, por entender que, do comércio, da indústria, da prestação de serviços e do profissional liberal é que saem os recursos de sustentação ao desenvolvimento do município. A insistência da ACIA junto ao Município para implantação de baias de estacionamento na Via Expressa BENEFÍCIOS No site: www.aciaararaquara.com.br, a Associação Comercial apresenta os benefícios oferecidos aos seus associados. Entre eles, planos de saúde e odontológico, além de assistência jurídica em primeira consulta, colônia de férias, auditório, sala e equipamentos para palestras. Melhores informações os empresários poderão obter na secretaria da ACIA. COMÉRCIO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA. Equipamentos para hotel, Restaurante, Padaria, Açougue, Cozinha Industrial e Similares vendas e assistência técnica autorizada Via Expressa, 3489 Tel/Fax: (16) 3331-4755 Vídeos motivacionais que as empresas podem usar nas reuniões com funcionários Além de manter um auditório com capacidade de abrigar 140 pessoas em palestras, a ACIA dispõe de sala de reuniões com 40 lugares

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que existe entre as demandas das micro e pequenas empresas brasileiras na área e diz que é preciso mostrar a alguns empreendedores que inovação tecnológica “não é mais mandar foguete para a Lua”. Pergunta: Como o senhor define inovação no universo das micro e pequenas empresas? Plonski - Acho que a melhor representação atual da inovação é um caleidoscópio: muita gente olha e cada um vê coisas um pouco diferentes. Inovação, de fato, é um processo que privilegia a mudança e a capacidade de mudar, para que a organização seja de fato competitiva. Portanto, essencialmente, inovação é menos uma façanha e os efeitos de uma façanha e mais atitudes, comportamentos e práticas que, numa empresa ou numa organização pública, proporcionem uma capacidade dinâmica de mudança, de adaptação a necessidades diferentes, a uma condição diferente. Então, essencialmente, inovação é a capacidade de mudar. Pergunta - Como se mede o grau de inovação de uma empresa? Plonski - Para medir o grau de inovação, internacionalmente, consideram-se novos produtos e também processos e sistemas, tangíveis ou intangíveis. Esse “novo” pode ser inédito ou substancialmente diferente do anterior. Ou seja, para que uma empresa se torne competitiva, a capacidade dinâmica de mudança é importante, mas terá de se materializar em produtos, processos ou sistemas organizacionais novos ou significativamente diferentes dos anteriores. Pergunta - Faltam informações sobre a área, no Brasil? Plonski - Minha percepção é de que existem muitas informações, mas dispersas. Por isso, propusemos ao Sebrae-SP que estabeleça um observatório de inovação nas micro e pequenas empresas para acompanhar pesquisas e estudos, captar, tratar e disseminar as informações disponíveis. O que é preciso é organizar e identificar o que é importante, localizar as contradições e produzir conhecimento para as empresas do segmento, a partir dessas informações. As coisas precisam ser mais práticas para que os objetivos sejam alcançados. Pergunta - Nesse sentido, é possível dizer em que patamar estão as pequenas empresas brasileiras, numa comparação com países como Estados Unidos, China e Coréia, por exemplo? Plonski - É difícil resumir o que acontece com 4,5 milhões de empresas formais, pois há situações muito diferentes. Vamos encontrar empresas altamente inovadoras, de padrão internacional, e vamos encon- Plonski, que durante cinco anos integrou o Conselho Deliberativo do Sebrae EM FOCO trar um segmento muito expressivo de negócios na outra ponta, com dificuldades básicas de processo de gestão ou de produção. Portanto, o papel que atribuímos a uma entidade como o Sebrae, em termos de inovação, é o de apoiar diferencialmente cada um desses estratos. Em alguns casos, é preciso sensibilizar a empresa de que inovação tecnológica não significa mandar foguete para a Lua, e sim algo prático, que vai melhorar o produto e o processo e permitir que a empresa tenha melhor desempenho. Em alguns casos o desafio para apoio à pequena empresa é sensibilizar para a inovação, permitir degustar inovação e perceber que isso é bom e útil e que há recursos e apoio. Em outros casos, a empresa já é inovadora, e aí basta proporcionar condições para que as idéias se materializem. INOVAÇÃO É A CAPACIDADE DE MUDAR O Presidente da Anprotec, Guilherme Ary Plonski, em nossa revista, afirma que as entidades devem identificar formas de apoiar com mais intensidade as demandas de cada estrato das micro e pequenas empresas. TEXTO Ricardo Marques da Silva Eliane Santos Estamos num momento de reposicionamento das incubadoras e dos parques tecnológicos, que já contam com densidade de conteúdo Inovação é como um caleidoscópio: cada pessoa que olha vê algo diferente. Quem diz isso é Guilherme Ary Plonski, professor titular e coordenador do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo (USP) e presidente, desde setembro, da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores, conhecida como Anprotec, uma entidade civil criada em 1987 para articular políticas públicas de incentivo às empresas. Já dirigiu o Instituto de Pesquisas Tecnológicas e integrou o Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, (2001/2006) além de ser um dos criadores do Centro de Incubação de Empresas Tecnológicas, na capital. Para Ary Plonski, inovação significa, acima de tudo, a capacidade de dinâmica de mudança de uma organização, que se materializa em produtos ou processos. Nesta entrevista à Revista Commércio & Indústria, o professor ressalta o desnível Pergunta - O que será prioritário em sua gestão na presidência da Anprotec? Plonski - Estamos num momento de reposicionamento das incubadoras e dos parques tecnológicos, que já contam com densidade de conteúdo, com uma conexão que precisa ser reforçada. Esse reposicionamento implica fazer as incubadoras e os parques olharem, cada vez mais, não apenas para dentro de si, mas para seu entorno. Pergunta - Qual é a importância das parcerias nesse trabalho, principalmente com o Sebrae, uma instituição de muita credibilidade? Plonski - Tudo é desenvolvido com nossos parceiros, em particular com o Sebrae, que lançou o conceito de revolução do atendimento. Nós queremos ser aliados do Sebrae nessa revolução, para fazer com que, por exemplo, a incubadora seja o ponto focal de apoio para as empresas abrigadas, mas também se torne cada vez mais um elemento relevante na região. Outro aspecto é a exportação. Precisamos ajudar ainda mais as empresas incubadoras ou graduadas a se internacionalizarem.

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GENTE DA NOSSA TERRA O APARÍCIO DA KIBELANCHE Aparício, pautado por uma linha de conduta e ética que só merece elogios e um envolvimento extraordinário no comércio de Araraquara e região Em dezembro, a Kibelanche completou 46 anos de atividades; durante pelo menos 35 anos, funcionou no principal corredor comercial da cidade, a Nove de Julho e hoje, Apparecido Dahab, comemora com sua família, a consolidação de um empreendimento que é orgulho para o comércio na área da alimentação. uem não conhece o seu Aparício da Kibelanche? Todo mundo. E quem não conhece, pelos menos já ouviu falar. Um fato curioso é que na verdade, o nome do comerciante é Apparecido Dahab. Como filho único de Tufik Dahab e Bassma Dahab, nasceu somente nove anos após o casamento. Sua mãe tinha feito uma promessa a Nossa Senhora Aparecida para engravidar e quando aconteceu, tinha certeza que seria uma menina e, claro, se chamaria Aparecida. Como nasceu um menino, ela só mudou o ‘a’ para ‘o’. “Agora, se me perguntar por que sou chamado de Aparício, eu também não sei. Todo mundo começou a me chamar O pai de Aparício, Tufik onde começou com a Kibelândia em 1941; no detalhe, as seis portas de madeira do prédio. Em 1961 no local surgiu a Kibelanche assim e parece que pegou. Só minha mãe sempre me chamou de Apparecido”, afirma, sorrindo. Apparecido Dahab nasceu no bairro do Brás, em São Paulo, no dia 2 de novembro de 1930. Depois, mudou-se com a família para a Rua 25 de Março. Posteriormente, o pai Tufik Dahab levou a esposa e o filho para Rio Preto. “Meu pai já era comerciante, como todo árabe. Começou a negociar ou, como se dizia, mascateava. E o campo de trabalho para os mascates era melhor no interior do que na capital”, conta. Lá, ficaram dois anos. Em 1941, vieram para Araraquara. “Porque toda a família da minha mãe e a do meu pai morava na cidade”, relembra. Aqui chegando, Tufik Dahab alugou exatamente o prédio da Kibelanche. De acordo com Aparício, eram seis portas de madeira. O pai ocupou três delas com a Feira das Meias e as outras foram alugadas para uma empresa. Havia uma extensão muito grande atrás das lojas e a família morava nos fundos. A Feira das Meias ficava num local privilegiado na época, em frente ao Clube 27 de Outubro, com todo o comércio ao redor. Aparício Dahab começou a trabalhar aos 13 anos com um tio chamado Demétrio, que também imigrara do Líbano, na Casa Nenê, uma casa de armarinhos que vendia rendas, meadas de linha, botões e muitos produtos infantis. “Ele foi uma escola para mim”, afirma. Depois de alguns anos na loja, foi chamado para trabalhar no extinto Banco Paulista do Comércio. Começou como office-boy e trabalhou até chegar a contador, quando resolveu sair e aceitar um convite para trabalhar na Móveis Castelan (móveis e colchões). “Foi uma extensão porque como já era contador, entrei na parte administrativa. Devia ter uns 18 anos, aproximadamente”, relembra. Depois da loja de móveis, Aparício com 22 anos, foi trabalhar com a tia Wadia Karan Jabur, irmã de sua mãe e montaram “A Infantil”, loja de artigos infantis. “Eu achei interessante a idéia porque já estava no comércio”. Aparício e Isabelle casaram-se no mesmo dia que Josef e Farize (irmã de Isabelle), em 1956, no Salão Micelli Aparício Dahab e sua esposa, Isabelle, na festa de Bodas de Ouro de seu amigo, o médico Dr. Sabag, na década de 80

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A família de Apparecido Dahab comemora o seu aniversário em 1952. Da esquerda para a direita: Mirian (prima), Vadia (tia), Sheila (sobrinha), Wílson (primo), Faride (tia), Bassma (mãe), Albert Karan, Afif (marido de Vadia), Jalal (filho de Faride), Demétrio (marido de Faride), Yussuf, Tufik (pai), Apparecido (ao centro), Miguel (padrinho), Isabelle, Farize (irmã de Isabelle), Efigênia, Willian (no colo), Chucri, Somaia, Ivone, Marian (avó de Apparecido, sentada), Im Salim, Cida (prima, sentada) e Josef O vereador Elias Chediek Neto entrega o título de “Cidadão Araraquarense” ao empresário Apparecido Dahab pelos brilhantes serviços prestados à nossa cidade Em 1954, Aparício deixou a sociedade com a tia e foi trabalhar com o pai na Feira das Meias porque o negócio estava meio parado. Além das meias, a loja também vendia confecções e calçados, um verdadeiro magazine. “O ramo de calçados era muito ingrato naquela época, porque o governo resolveu carimbar o preço nos sapatos. A inflação era alta. Você vendia fiado e não podia cobrar nada a mais”, explica. Com 25 anos, Apparecido Dahab casou-se com Isabelle Bou Assi Dahab, também de descendência libanesa, em 1956. O casal tem quatro filhos: Ricardo, Carlos Alberto, Renato e Cristina. Atualmente eles têm sete netos. A KIBELANCHE Aproveitando o local em frente o Clube 27 de Outubro, Aparício decidiu montar uma lanchonete, até porque havia carência de uma casa de alimentação na Rua 9 de Julho. “Começaram a me chamar de louco, mas acabei montando. Deixei a loja funcionando de um lado e do outro lado montei a lanchonete. Enquanto isso, ia liquidando os produtos com um e continuando o outro, até que encerrei as atividades da loja”, relembra. Foi uma ousadia que deu certo. A inauguração da Kibelanche aconteceu na véspera do Natal de 1961 e, no ano seguinte, ocorreu o encerramento das atividades da Feira das Meias. A lanchonete começou como Kibelândia, Aparício com a mãe Bassma, os filhos Ricardo e Carlos, a esposa Isabelle e o pai Tufik em 1959 mas como em São Paulo já havia uma lanchonete registrada com o mesmo nome, Aparício mudou para Kibelanche. A família inteira foi trabalhar na lanchonete. A luta foi com todo mundo junto. “Minha mãe foi para a cozinha. Meu pai ficava no caixa e meu filho mais velho o ajudava. Trabalhávamos todos e meus filhos cresceram ali. Minha esposa aprendeu com minha mãe e até hoje ela ainda está na cozinha da Kibelanche”, conta. No começo foi uma vida muito sacrificada. Quando tinha baile no Clube 27 não fechavam as portas da lanchonete e trabalhávamos até às 6 horas da manhã e no dia seguinte estávamos abertos para atender o público. Dentro do comércio de Araraquara Aparício já fez de tudo um pouco: teve a única fábrica de flâmulas, que na época estava no apogeu da criação do silkscreen pra montagem; teve uma peixaria e uma empresa de construção de casas; foi dono dos restaurantes Gimba e Barril, foi presidente do Sindicato de Hotéis e Similares, presidente da Associação Comercial, diretor do Sindicato do Comércio Varejista e também Juiz Classista. Com toda essa história feita de lutas e muito trabalho na cidade, Aparício foi homenageado com o título de Cidadão Araraquarense. Porém, recusou-se a ir receber a homenagem na Câmara e com muita festa como acontecia com a maioria dos homenageados. O vereador Elias Chediek Neto promoveu a entrega do título em seu próprio escritório. Mas, não pensem que se trata de desprezo à homenagem. Ao contrário sentiu-se muito honrado, mas a justificativa é simples: “Não gosto de aparecer, já passei dessa fase”, conta, sorrindo. Em 1998, Aparício com sua neta Giovana no colo, Vítor e Felipe atrás das poltronas, Bruna entre seus avós e dona Isabelle, esposa de Aparício, com o neto Leonardo no colo. À frente, Lucas.

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A Cores Tintas na Rua Itália, 1833, distribuidora da Sherwin Willians na cidade e região COMÉRCIO QUALIDADE E BELEZA COM A CORES TINTAS Há 15 anos na cidade, a Cores Tintas destaca-se pelo atendimento e a alta qualidade dos produtos que representa, tornando-se por sua credibilidade, em ponto de referência no mercado regional de tintas. Na Cores Tintas o cliente encontra qualquer tipo de material para pintura residencial, automotiva e industrial, tintas de várias marcas e os mais variados acessórios para pintura. Além da compra, diz seu proprietário Antonio Carlos Tronco, o cliente também pode contar com o serviço de atendimento personalizado feito pela equipe da loja: “Se o cliente estiver em dúvida da cor que usará para pintar, nós vamos até o imóvel, fazemos um estudo de cores e oferecemos a melhor opção para o cliente, tudo gratuitamente”, conta ele. Outra facilidade que a loja oferece: tanto as compras quanto o estudo de cores podem ser feitos e solicitados pelo telefone; um representante vai até a residência do cliente, poupando-o de ir à loja, tanto para entrega quanto para a análise da pintura desejada. O serviço é oferecido para Araraquara e região. A loja, que além de contar com mais de 6 mil alternativas de cores, é distribuidora Pabx Digital - Pabx Analógico DDR-E1 - Comunicação para Condomínio Redes Estruturadas Carlinhos, anunciando a expansão e garantindo o sucesso da Cores Tintas nestes 15 anos de atividades num importante segmento do mercado regional das tintas Sherwin Willians, uma das mais afamadas no mercado nacional, destacando-se também pelas opções de acabamentos como a linha de tipos de texturas, e outra, o grafiato que dá ao cliente a escolha de sensações diferenciadas em cada ambiente da casa. Em breve, a empresa estará inaugurando uma nova loja na cidade, dando assim, continuidade ao seu projeto de expansão. ATENDIMENTO CORES TINTAS Rua Itália, 1833 - Centro Fone: (16) 3336 3874 E-mail: corestintas@corestintas.com.br

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Entre os membros da mesa no Workshop: Manoel Messias da Silva (Cecresp) e Onofre de Paula Trajano, o precursor do cooperativismo de crédito para empresários no Estado COOPERATIVISMO A ASCENSÃO DA IESACRED A Comcred e a Iesacred, já com a fusão finalizada, cumprem a próxima etapa do projeto que é a fixação da marca Sicoob Iesacred, disponibilizando como cooperativa de crédito, um surpreendente capital para micro e pequenas empresas. Durante o I Workshop de Empresários e Livre Admissão ocorrido em São Carlos em janeiro, a fusão da Comcred com a Iesacred, tornou-se um dos principais assuntos do encontro pelo fortalecimento da instituição que passa a figurar entre uma das principais cooperativas de crédito do Estado. Do workshop tomaram parte representantes de 15 municípios, entre eles, Araraquara, através de Antônio Tomazetti Gaban e Walter Francisco Orloski, do Sicoob Iesacred (nova denominação da agência em Araraquara, após a incorporação). Público participante do encontro Gaban e Orloski, da Iesacred, durante o jantar com Giovanni Guerra (Facesp), Marcos Martinelli (Crediacisc) e Antônio Souza, da Associação Comercial de Presidente Prudente Manoel Messias da Silva, presidente da Central das Cooperativas de Crédito no Estado de São Paulo, que já comentara a importância da fusão das cooperativas no Estado, desta feita ressaltou que o principal objetivo do workshop era promover o debate sobre o cooperativismo de crédito para empresários. É importante, disse ele, a troca de experiências entre os participantes, pois vamos traçar conjuntamente as metas deste ano, que deve ser de plena expansão para o setor. Ele lembrou que as cooperativas vão crescer muito na automação e captação de novos sócios. Segundo Messias, em todo o Estado, existem muitas cooperativas sendo constituídas e outras em pleno funcionamento. “O que até bem pouco tempo era apenas uma idéia, hoje é realidade”. Para Antônio Tomazetti Gaban, diretor presidente do Sicoob Iesacred, a presença das cooperativas serviu para aprimorar o corporativismo de crédito, com o objetivo de oferecer serviço financeiro de qualidade para as micro e pequenas empresas a um custo menor do que o mercado comercial oferece. Além de uma análise mercadológica das cidades, os dirigentes do encontro apresentaram uma avaliação sobre o trabalho das cooperativas e onde o papel da Iesacred foi bastante elogiado. Com um capital que passa dos 3 milhões de reais, superando cidades como Franca (R$ 1.405.000,00) e Ribeirão Preto com pouco mais de R$ 900.000,00, o Sicoob Iesacred vem surpreendendo de forma brilhante, com seu plano de gestão próprio, argumentaram os técnicos.

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A confortável loja da Business Class na Rua Itália esquina com Avenida Espanha A loja em Araraquara já está organizando os pacotes para as férias de julho na Disney, oferecendo um passeio inesquecível por preços extremamente convidativos REPORTAGEM DE CAPA Atendimento perfeito da Business Class através de profissionais especializados BU S I N E S S C L A S S O PRAZER DE VIAJAR E CONHECER O MUNDO Referência regional entre as agências de viagens e turismo, a Business amplia seu leque de serviços após inaugurar suas novas instalações na região central da cidade e conquista a simpatia dos clientes pela qualidade do trabalho. Totalmente informatizada, a Business Class, hoje uma das mais conceituadas agências de viagens e turismo do interior, está sempre pronta para atender e orientar seus clientes. A empresa, comenta Glauce Bertato, diretora administrativa da loja, dispõe dos mais modernos recursos tecnológicos de reservas, o que lhe assegura respostas imediatas às consultas e também adequando a realidade do mercado às necessidades dos seus clientes. “Adotamos a postura de atuar desta forma, visando minimizar as preocupações dos passageiros; para isso, primamos pelo relacionamento com empresas sérias e responsáveis que nos oferecem a segurança e o respaldo para a qualidade e tranqüilidade em nossos serviços”, assegura Glauce. A Business Class pelo seu perfil de agência ágil, sólida e moderna, atende famílias, empresas, grupos e passageiros individuais, oferecendo várias opções de viagens a preços condizentes com a atual realidade econômica que vivemos. Segundo Érica Garutti, diretora comercial da empresa, a Business conta com as maiores redes hoteleiras, locadoras de veículos, seguradoras e operadoras, consolidando seu trabalho como referência no mercado pelos bons serviços prestados e satisfação do cliente. Se viajar é seu objetivo, lembra Érica, o nosso é realizar seu sonho com a tranqüilidade que você merece. Trabalhamos para superar sua expectativa, oferecendo sempre uma boa viagem!! Apareça para um café amigo na Business Sua chance de viajar bem

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estratégico para os baladeiros que não deixam escapar uma noitada, já que no local sempre acontecem eventos. Vai uma dica: antes de sair de casa, ponha na mala muita alegria e energia para aproveitar os dias numa das melhores praias do Brasil. PACOTES DE 8 DIAS / 7 NOITES A PARTIR DE R$ 980,00 POR PESSOA CRUZEIROS Glauce Bertato, da área administrativa da Business Class em Araraquara Érica Garutti, da área comercial da empresa que se destaca por sua atuação ROTEIROS MAIS VENDIDOS PELA AGÊNCIA BUENOS AIRES Um sonho viajar no Msc Opera Buenos Aires é, de certo modo, uma metáfora da Argentina. Concentra em suas ruas e arredores mais da metade da população, além de ser o centro político, econômico e cultural de todo país. Também não faltam atrativos para o turismo: monumentos, igrejas, museus, galerias de arte e teatros; praças, parques e jardins; modernos centros comerciais e feiras de antigüidades; hotéis simples e de primeira categoria, restaurantes típicos e de cozinha internacional, além do encanto sempre presente - o tango. PACOTES DE 4 DIAS / 3 NOITES A PARTIR DE US$ 450 POR PESSOA SANTIAGO O Chile é um país estreito situado na costa do Pacífico fazendo fronteiras com o Peru, Bolívia e Argentina. Sua língua oficial é o espanhol e a moeda o peso chileno. É um povo muito agradável e hospitaleiro com os estrangeiros tornando o passeio pelo país bastante agradável. Santiago está a 520 metros de altura, próximo à Cordilheira dos Andes sendo a principal cidade do Chile comercialmente e culturalmente. No verão, quando a temperatura média é de 22º, a cidade torna-se mais tranqüila - os moradores aproveitam para visitar as praias banhadas pelo Oceano Pacífico, principalmente os balneários de Viña del Mar e Valparaíso. PACOTES DE 4 DIAS / 3 NOITES A PARTIR DE US$ 600 POR PESSOA PORTO DE GALINHAS LANÇAMENTO TEMPORADA 2008/2009 Quem compra com antecedência fica tranqüilo, pois garante os melhores preços, roteiros e datas. Trabalhando desta forma é que a Business apresenta tabelas para a próxima temporada, disponibilizando a beleza, o conforto e a segurança dos navios: CVC, Costa Mágica, Costa Mediterrânia, Splendour Of the Seas, Msc Opera, Msc Musica, Msc Sinfonia, Msc Armonia. Faça uma consulta para garantir com antecipação os melhores roteiros para 2008 e 2009. A Business Class oferece condições super facilitadas na hora do pagamento, com viagens em até 10 pagamentos sem juros, parcelados no cheque, cartão ou boleto bancário. Uma outra importante referência em suas atividades é apresentar o programa completo da viagem com acompanhamento de guia desde a saída do País. São diferenciais que tornam a Business uma agência de ponta. ATENDIMENTO Cercada pela Cordilheira dos Andes, a capital chilena é uma das cidades mais modernas da América do Sul. Entre seus atrativos estão inúmeros parques, museus, igrejas e uma intensa vida noturna. Situado no Litoral Sul de Pernambuco, Porto de Galinhas oferece points que garantem a diversão dos visitantes neste período de folga. As praias de Maracaípe e do Cupê, por exemplo, são ideais para a prática de esportes radicais, como o surfe e o kitesurf. Nas piscinas naturais, formadas pelos arrecifes de corais, o visitante poderá ainda fazer mergulhos acompanhado pelos peixinhos coloridos. A Vila de Todos os Santos, em Maracaípe, é o local RUA ITÁLIA, 1740 - CENTRO FONE / FAX (16) 3332 9898 vendas@businessclasstour.com.br CONHEÇA ROTEIROS EM NOSSO SITE www.businessclasstour.com.br AGENTE AUTORIZADO

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SAÚDE BENEFICÊNCIA INDICADA PARA SER MODELO EM PROGRAMA DE GESTÃO NACIONAL Pelo seu modelo de gestão, por estar inserida entre os melhores hospitais do País e ter em sua existência uma vocação filantrópica, a Beneficência Portuguesa de Araraquara já está incluída no Programa Nacional Mais Gestão, custeado pela Gerdau e Petrobrás. Os serviços do hospital são vistos pelo SUS como imprescindíveis, voltando a utilizá-los a partir de 2008. Com a implantação do programa, a Beneficência voltará a disponibilizar serviços para o SUS, que considera o hospital essencial no atendimento a cidade e região P ara o presidente Fábio Donato Gomes Santiago, a indicação da Beneficência Portuguesa para integrar o Mais Gestão, é o resultado positivo do trabalho administrativo aplicado no hospital nos últimos anos. A escolha foi anunciada na segunda quinzena de janeiro, pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) durante o Fórum Nacional dos Programas Estaduais e Setoriais de Qualidade, Produtividade e Competitividade (QPC), em Belo Horizonte. A Beneficência Portuguesa por seu programa de gestão, comentou Fábio Santiago, já foi inserida na primeira fase do programa que prevê a participação de 257 hospitais, divididos em grupos sediados nas capitais dos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Um outro item que pesou na indicação é de que a Beneficência é de extrema importância para o SUS pela sua referência em algumas áreas como oftalmologia, cardiologia, oncologia e diagnósticos. Omar Fantoni, diretor de Planejamento e RH da Gerdau, parceiro no projeto O presidente da CMB, Antônio Brito (direita), durante o workshop em BH A seleção dos hospitais participantes deu-se a partir de critérios transparentes. Todos são sem fins lucrativos e filiados à Federação do respectivo estado ou à CMB, e apresentam sinais de capacidade de multiplicar o treinamento recebido para outros hospitais similares da região, além de oferecer garantias de continuidade na execução do programa. O custo da etapa inicial do Programa, com duração de um ano, está orçado em R$ 15 milhões. Os valores serão divididos entre os atuais financiadores, Instituto Gerdau e Petrobrás. COMO SERÁ Ousado, o programa prevê rápida redução de desperdícios, o aumento na produtividade e qualidade através da melhoria dos processos, além da capacitação, engajamento e motivação da equipe profissional, resultando na melhora significativa do atendimento. Durante a capacitação, com duração de 40 semanas, cada hospital em treinamento receberá suporte para identificar e selecionar um processo - como controle de materiais, da recepção à alta do paciente, lavanderia, esterilização, etc que precisa ser revisto. A partir daí, a equipe de Consultores Técnicos, com o objetivo de obter melhorias num curto período de tempo, realizará uma assessoria personalizada em cada um dos 253 hospitais participantes, capacitando-os para disponibilidade de serviços referênciais ao SUS. Durante o Fórum Nacional em Belo Horizonte, Antônio Brito, presidente da Confederação das Misericórdias do Brasil, disse que os hospitais estão buscando melhorar a gestão com o apoio da iniciativa privada e esperamos, completou o dirigente, que o Governo faça a sua parte continuando a recuperação da defasagem dos valores da tabela do SUS. Na Beneficência Portuguesa, a implantação do programa vai se dar a partir de fevereiro, sendo encerrado na primeira quinzena de dezembro. Da região, apenas a Santa Casa de Matão e o Hospital Sinhá Junqueira (Ribeirão) foram escolhidos entre um total de 46 no Estado de São Paulo e 257 em todo o País. Posteriormente, novos hospitais serão selecionados para participarem da fase seguinte, até que se atinja a meta de cerca de 2.100 hospitais. Capacitada a partir daí, a Beneficência será modelo para outros hospitais no interior paulista. Participante do Fórum realizado em Belo Horizonte e de onde cada instituição tirou lições para aplicar em seus projetos

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Comemoração dos seus 37 anos com os atletas na Pensão do São Geraldo em 67 MINHA PRIMEIRA REPORTAGEM IVAN ROBERTO PERONI Foi no dia 6 de janeiro de 1966, uma quinta-feira, pouco antes das 8 da noite, subindo as escadarias da sede social da Ferroviária, na Duque de Caxias, que conheci Aldo Comito. Ele fora eleito presidente da Ferroviária e eu pela primeira vez saia em busca de notícias para a antiga Rádio A Voz da Araraquarense. Era o meu primeiro teste na rádio. Com 16 anos, estava deixando a vida de Torneiro Mecânico, formado pela Industrial, para seguir a carreira de jornalista. Ficava para trás o primeiro emprego: torneiro dos Irmãos Manoel, no bairro do Carmo. Rádio era um sonho. Fui levado pelas mãos do técnico de som, Henrique Nunes, com quem meu pai Domingos, conversara no Hospital Sanatório. Os dois trabalhavam lá. Henrique, depois das 18h e nos fins de semana era operador de som na Voz. Denisar Alves, gerente da rádio, me disse: “Conversa com o Adilson”. Quem me deu a missão de falar com Aldo Comito, presidente da Ferroviária, foi o Adilson Telarolli, que quando cheguei na sala, conversava com Rubens Santos. A Voz ficava na avenida Feijó. Minha mãe Aparecida me aconselhara a vestir um terno escuro, aquele mesmo que havia comprado dois meses antes para a formatura da Industrial no Cine 9 de Julho. O Adilson comentou: “A Ferroviária caiu para a Segunda Divisão no ano passado e hoje, 6 de janeiro, faz a primeira reunião para ver como será o ano de 66”. Passados 42 anos, nunca mais esqueci de Aldo Comito, o Presidente da Volta, o meu primeiro entrevistado. Wagner Belline, então repórter da Voz, entrevista Aldo Comito na Fonte, três meses depois de um acidente que quase tirou-lhe a vida Casado com Maria do Carmo Corrêa Comito, pai de três filhos, faleceu em função de uma série de problemas clínicos, Aldo Comito, ex-presidente da Ferroviária, clube que ele também ajudou a fundar em 1950 com Pereira Lima. Foi vereador em dois mandatos, fundador do Grupo da Terceira Idade e secretário municipal de Esportes. Foram com ele os momentos mais importantes da história do futebol da cidade em todos os tempos. SAUDADE ALDO COMITO O APITO FINAL O ferroviário e gráfico Aldo Comito ganhou projeção nacional como dirigente esportivo ao presidir a Ferroviária em 1966 e com um super-time, conquistar a vaga da volta à elite do futebol paulista. Comito homenageando Jacqueline em 1967 om a queda da Ferroviária em 1965 para a Segunda Divisão do Campeonato Paulista de Futebol e o afastamento do presidente Jader Lessa Cezar, Aldo Comito assumiu a presidência da Ferroviária. Na noite de 6 de janeiro de 1966 estava lançada a Campanha da Volta. A nova diretoria promovia a primeira reunião com o técnico contratado: Carlito Roberto, que apresentou uma lista de 40 jogadores sugerindo a contratação de pelo menos 10. Sua passagem por Araraquara durou menos de 20 dias. Aldo comentou na época que - Carlito não era o técnico ideal. Optou pela vinda de Octacílio Pires de Camargo, o “Cilinho”, temperamento explosivo, que trouxe para seu controle atletas que assinaram com Aldo Comito, um contrato de risco: “Se vocês ganharem o campeonato vão ganhar um prêmio”. A Campanha da Volta exigiu a abertura de conta especial num dos bancos da cidade; torcedores e empresas faziam depósitos para o pagamento do prêmio. A estratégia de Comito deu certo: os jogadores colocavam o coração no bico da chuteira. “No jogo da decisão, o XV de Piracicaba queria Olten Aires de Abreu, no apito. Eu disse que só entraria em campo (Pacaembú) nos dias 17 e 21 de dezembro de 1966, se o juiz fosse Armando Marques. Foi o que aconteceu e a Ferroviária voltou”. Essa história sempre foi lembrada por Aldo, que não apenas fez a Ferroviária voltar à Primeira Divisão, como também a tornou Campeã do Interior nos três anos seguintes. Como bom marqueteiro, aproveitou a boa fase da atriz Jacqueline Myrna que na televisão falava um “arrarraquarra” puxado e a trouxe para ser espécie de madrinha da Ferroviária, que era só sucesso no futebol brasileiro. Com sua saída da Ferroviária, o clube passou a viver extenso período de oscilações, entre vitórias e derrotas, até chegar onde chegou: Campeonato Paulista da Série B. Hoje tenta voltar novamente à elite, porém, sem ele, que conheceu todos os caminhos do futebol.

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