ConSensu

 

Embed or link this publication

Description

A Nova cara da Uespar

Popular Pages


p. 1

ConSensu ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR Edição nº 03 - 2013/14 Revista acadêmica da UesPaR - União do ensino sUPeRioR do PaRaná HISTÓRIA Pais, filhos, primos, irmãos, casais e Uespar. O que eles têm em comum? Com 10 anos de história, a instituição rejuvenesce com uma nova identidade visual nº3 / ano 2013/14 A nova cara da Uespar 1

[close]

p. 2

EDITORIAL Prezados Leitores, Prestes a completar uma década de muito trabalho em prol da Educação Superior, a UESPAR solidifica o conceito de que mudança e transformação são ações cotidianas permanentes. Desde a autorização pelo MEC em 2003 e funcionamento em 2004, essa IES persegue de forma incansável atender as expectativas da comunidade palotinense, resguardando os princípios da qualidade técnica e da formação humana. O jeito novo de se apresentar, a partir de uma logomarca nova, tem o intuito de representar por símbolo, todo o compromisso com a formação acadêmica dos que participam da UESPAR. No que tange ao processo didático-pedagógico, a UESPAR redefine suas estratégias pensando no cabedal de conhecimentos a serem adquiridos por seus acadêmicos, e evidencia de forma pragmática que o sujeito na educação não se conforma apenas com o repasse de saberes elaborados: ele busca compreender, analisar e encaminhar situações próprias, aumentando sua capacidade na resolução de situações inusitadas que o futuro reserva. A criatividade é inerente ao pensar do homem. O ensino da arte é o estímulo à criatividade, ao fazer o novo, o diferente. Nessa tendência caminha o Curso de Artes Visuais. Explorar pela arte o lúdico e o prazeroso incitou a formação da Banda na Uespar, também como resultado da Mostra de Talentos que acontece todos os anos. O empreendedorismo também passa pelo fazer o novo, o diferente. A apresentação de material indicando passos para se abrir uma empresa, bem como estudo de caso sobre auditoria contábil, atendem anseios dos cursos de Administração e Ciências Contábeis respectivamente. Vivemos um período de nossa história no qual conformismo deixa de ser uma tônica, e a sociedade reivindica seus direitos. As manifestações demonstram que o senso crítico de uma nação se faz pela consciência. Quando, por que e como manifestar-se deve ser foco de reflexão enquanto prática cidadã. As reportagens que compõem esta revista mostram a importância de lutar por mudanças, por melhorias contínuas, papel este que todas as instituições de ensino precisam incorporar em suas práticas diárias. A todos uma boa leitura! Edelar Bulegon Diretor da FACITEC SUMÁRIO 03 04 06 07 08 09 10 12 14 17 18 20 22 23 REPoSiCionAMEnTo em 10 anos, Uespar muda a logomarca ViSão ConSTRUTiViSTA Uespar implanta novas práticas pedagógicas TECnoLoGiA Redes sociais e suas diversas utilidades ARTE curso de artes visuais estimula a criatividade dos acadêmicos ESTUdo dE CASo auditoria contábil e sua importância nas organizações BAndA Jovens talentos formam uma banda na faculdade HiSTÓRiA e assim passaram-se gerações na Uespar PoLÍTiCA Por um Brasil melhor EXPEdiEnTE: PRESidEnTE dA UESPAR: mÉRcio FRancisco PaLUdo diREToR dA FACiTEC: edeLaR BULeGon SECRETÁRiA ACAdÊMiCA: sÔnia andReis CooRdEnAdoRA do CURSo dE AdMiniSTRAção: siLvana FiLiPPi cHieLa RodRiGUes CooRdEnAdoR do CURSo dE CiÊnCiAS ConTÁBEiS: eGÍdio LeoPoLdo scHeReR CooRdEnAdoR do CURSo dE TECnoLoGiA EM AnÁLiSE E dESEnVoLViMEnTo dE SiSTEMAS (TAdS): PaULo ivando KemPFeR CooRdEnAdoRA do CURSo dE ARTES ViSUAiS: eLiane maRia caBRaL BecK CooRdEnAdoR dE PÓS-GRAdUAção: adRoaLdo BittencoURt JoRnALiSTA RESPonSÁVEL RP 8477/PR: LaRiane aLine PaLUdo REViSoRA: eLiane maRia caBRaL BecK PRoJETo GRÁFiCo: nasseR/dmP GRÁFiCA: imPRevaLe TiRAGEnS: 700 ARTiGo GRAdUAção a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho: um estudo de caso diCAS conheça os passos para abrir um negócio ARTiGo PÓS-GRAdUAção a ótica dos coordenadores de uma instituição privada diante da diversidade em sala de aula SoCiAL inFoRMAçÕES Ao LEiToR: PaLotina-PR UESPAR – União do ensino sUPeRioR do PaRaná EndEREço: avenida PResidente KennedY, 2300, TELEFonE: (44) 3649 9002 SiTE: www.uespar.edu.br E-MAiL: uespar@uespar.edu.br FACEBooK: UesPaR_Facitec APRiMoRE-SE SAiBA MAiS

[close]

p. 3

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR REPOSICIONAMENTO Em 10 anos, Uespar muda a logomarca Mais moderna, a nova logo transmite um ar de jovialidade e confiança. O reposicionamento faz parte de uma etapa de mudanças da Uespar C om o slogan “os tempos mudam e nós mudamos com ele. Uespar, uma nova marca para um novo tempo”, a instituição investe no reposicionamento da marca. desde 2004 a logo da Uespar matinha o mesmo padrão e a partir do ano que vem passa a utilizar definitivamente a nova identidade visual da empresa. mais moderna, a nova logo transmite um ar de jovialidade e confiança. sobre os alicerces da missão, a visão, os valores, pesquisa de mercado e planejamento de branding, a assessoria de comunicação da Uespar, em parceria com a agência Kadabra, estudou a melhor forma de reposicionar a marca da faculdade para Palotina e região. “Foram meses de estudos para identificar o momento certo de fazer esta grande mudança. novas aspirações, necessidades e desejos estão alterando os comportamentos de nossos acadêmicos e também de nosso público-alvo. em razão disso, a Uespar está revendo suas práticas pedagógicas a partir de discussões com docentes e discentes. a marca só vem acompanhar esta mudança”, explica a assessora de comunicação da Uespar, Lariane aline Paludo. segundo ela, a mudança da marca acontecerá de forma progressiva. “a comunicação visual da instituição estará cada vez mais presente, tanto dentro quanto fora da faculdade, mas esta etapa acontecerá aos poucos para que as pessoas possam se acostumar e entender o reposicionamento”, diz. ou seja, as pessoas mudam, a tecnologia evolui e o mercado cria novos desejos. Para acompanhar este novo cenário, a Uespar busca adequar-se ao seu público. a marca é um elemento fundamental que agrega valor na cons- 2004 2014 trução da imagem de uma instituição. “valorizando tudo que a Uespar já construiu em Palotina, todos os profissionais que já colocou no mercado e o conceito favorável adquirido durante todos estes anos, sentimos que a marca merecia uma nova cara, mais parecida com o que somos hoje”, expressa o presidente da Uespar/Facitec, mércio Paludo. além disso, a instituição comemora em 2014, 10 anos de história. todas as mudanças têm um único propósito: tornar a Uespar referência nos cursos que possui e mostrar que a faculdade está em constante mudança para melhor atender a comunidade de Palotina e região. nº3 / ano 2013/14 3

[close]

p. 4

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR VISÃO CONSTRUTIVISTA UESPAR implanta novas práticas pedagógicas Mudar para melhor. Da era industrial à valorização do conhecimento, a Uespar está buscando se adequar às novas exigências do século XXI uebrar barreiras é essencial para o crescimento, mas é igualmente importante fazer isto com o devido planejamento. este é foco da Uespar. durante o seminário realizado no final do primeiro semestre deste ano com os professores da instituição, o diretor acadêmico edelar Bulegon trouxe à equipe acadêmica uma discussão sobre novos conceitos de apropriação do conhecimento em sala de aula. este é o primeiro momento de uma discussão de mudanças que a Uespar vai implantar em suas práticas pedagógicas. estamos nos adaptando aos anseios do mundo moderno, explica edelar. o professor tem uma vasta experiência em sala de aula e acredita que o momento é de mudanças para que os acadêmicos, futuros profissionais, estejam realmente preparados para lidar com as situações cotidianas e que tenham capacidade de pensar para resolver problemas. Q Para isso a instituição está implantando, além das propostas pedagógicas, mudanças estruturais para facilitar a nova metodologia de forma progressiva. de acordo com o presidente da Uespar, mércio Paludo, que abriu o se- MUdAnçA PRoGRESSiVA minário, as mudanças serão melhorar ainda mais a qualidade do ensino e formar profissionais preparados para o mercado de trabalho. “a história nos ajuda a compreender os acertos e erros. vamos continuar na construção da nossa história, corrigindo os erros e aprimorando os acertos”, destaca. opinião dos professores da Uespar “ “ a visão construtivista apresenta uma possibilidade de proporcionar aos alunos uma formação com mais significado. O acadêmico precisa ser sujeito ativo no processo de construção do conhecimento. o professor tem como tarefa despertar nos alunos o interesse pelo conhecimento criando situações de aprendizagem e estes tomam a iniciativa de procurar e propor novas soluções às situações apresentadas. É importante promover a criatividade e a troca de experiências com os demais sujeitos envolvidos no processo educacional.” ConSTRUção do ConHECiMEnTo o seminário foi organizado para discutir uma nova prática pedagógica em sala de aula. o filme “sociedade dos Poetas mortos”, dirigido por Peter Weir e protagonizado por Robin Williams, foi a obra utilizada para metaforizar o que a Uespar acredita. no filme, um ex-aluno da tradicional escola preparatória Welton academy se torna o novo professor de literatura e revoluciona o ensino com seus métodos para incentivar os jovens a pensarem por si mesmos. Baseado em teorias de ensino, a proposta é incentivar novas práticas educacionais. Grosso modo, o professor deixa de ser visto como repassador de conhecimento e sim um mediador de experiências. sua tarefa pedagógica é criar situações de aprendizagem que facilitem a construção do conhecimento. Daiane Acco Rossarola Becker – Pedagoga – mestranda em educação cada vez mais se destacam no mercado de trabalho os profissionais inovadores, sendo que essa característica pode e deve ser desenvolvida e ou fortalecida em sala de aula, onde o professor assume um papel de mediador, de modo que a aprendizagem crie um significado para o aluno que passa a comprometer-se com seu próprio aprendizado. Para nós professores será um grande desafio, pois somos movidos por um modelo tradicional, no qual as aulas expositivas sempre prevaleceram. no entanto, vejo como uma grande oportunidade para aproximarmos o ambiente de sala de aula à realidade do mundo corporativo. Valdeci Righi – contador – especializações em consultoria contábil em custos e auditoria, metodologia do ensino superior e mBa executivo em Liderança e Gestão empresarial 4 nº3 / ano 2013/14

[close]

p. 5

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR o papel do professor é estimular o raciocínio e provocar a dúvida. não gosto muito da palavra “facilitador”, prefiro professor, aquele que no processo de ensinar aprende, o que Paulo Freire chama de educador-educando, que consegue na discussão dos conteúdos com os alunos deixar um pouco de si e carregar muito do aluno, que consegue dividir, que percebe o crescimento dos alunos no caminhar. o professor precisa aprender a interagir, sair de seu lugar de conforto (ele fala e os alunos ouvem), dialogar, estimular e desafiar o aluno, abrir o espaço para questionamentos. É um grande desafio, mas acredito que só assim pode-se pensar no conhecimento como transformador. sala de aula Tradicional o seguimento rigoroso do currículo pré-estabelecido é altamente valorizado os estudantes são vistos como “tábulas rasas” sobre as quais a informação é impressa. os professores geralmente comportam-se de uma maneira didaticamente adequada, disseminando informações aos estudantes “Um sábio sobre o palco” o professor busca as respostas corretas para validar a aprendizagem Eliane Maria Cabral Beck – formada em Letras – especializações em didática do ensino superior, metodologia do ensino superior, mestrado em Letras e doutoranda em Letras avaliação da aprendizagem é vista como separada do ensino e ocorre, quase que totalmente, através de testes estudantes trabalham fundamentalmente sozinhos sala de aula seminário promove a visão construtivista entre os docentes da Uespar Construtivista X Busca pelas questões levantadas pelos alunos é altamente valorizada os estudantes são vistos como pensadores com teorias emergentes sobre o mundo os professores geralmente comportam-se de maneira interativa, mediante o ambiente para estudantes. “Um guia ao lado” o professor busca os pontos de vista dos estudantes para entender seus conceitos. avaliação da aprendizagem está interligada ao ensino e ocorre através da observação do professor sobre o trabalho dos estudantes estudantes trabalham fundamentalmente em grupos Um dos fundamentos da visão construtivista é de que os estudantes são vistos como pensadores, com teorias emergentes sobre o mundo. na turma de artes, a professora daiane costuma reunir grupos de estudo e posicionar as carteiras em círculos, o que estimula as discussões nº3 / ano 2013/14 5

[close]

p. 6

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR TECNOLOGIA Redes Sociais e suas diversas utilidades Elas vieram com tudo e promovem desde ações benéficas, quando o usuário troca informações educativas, como também incitam a criminalidade, na chamada Dark Web Q uando observamos o nome Rede social, dificilmente não associamos às redes mais famosas como Facebook, twitter ou até mesmo o antigo orkut. apesar de relacionarmos o termo “Rede social” a relacionamento social, estas possuem funções das mais variadas, pois o tipo de “relacionamento” em questão e também a forma como ele acontece não tem um padrão definido. talvez seja justamente por isso que muitas redes sociais apareceram nos últimos tempos. algumas delas têm características bem diferentes, como o twitter que compartilha somente notícias que podem conter no máximo 140 caracteres, além de fotos ou vídeos que também são permitidos. Já o Facebook permite o compartilhamento de textos grandes, mensagens, imagens, vídeos aos interessados, além de jogos, aplicativos e outras funções para o entretenimento e relacionamento. muitas outras redes existem com funções bem diferentes como, por exemplo, a Rede Linkedin que compartilha currículos, notícias profissionais e oportunidades de emprego. outra rede é a We Heart it, cuja função é apenas o compartilhamento de fotos para mostrar aos seus seguidores do que você gosta. Há também alguns jogos pela internet que podem se enquadrar no conceito de rede social, nestes para evoluir é preciso relacionar-se com as pessoas que participam do jogo ou convidá-las para participar. existem redes que tratam questões políticas e por serem polêmicas desafiam o bom comportamento no ambiente virtual e social gerando debates diversos e agressões morais por pessoas que não conseguem se conter e ainda têm dificuldade de se comportar de forma adequada nesse tipo de ambiente, é o caso da rede Política Book. outro tipo de rede que causa polêmica é a ashley madison, que promove encontros extraconjugais, ou seja, voltada à traição. nesse caso para conversar com participantes o usuário deve comprar créditos. Há, no entanto, redes sociais que visam buscar melhorias nas cidades fiscalizando e compartilhando ideias sobre melhorias, como é o caso da rede colab, que foi eleita o melhor aplicativo urbano do mundo pela new cities Foundation e é desenvolvido por brasileiros. Livemocha é uma rede social educativa para conhecer diferentes línguas, onde é possível aprender sem gastar nada ou comprando fichas que podem ser utilizadas para pedir que professores profissionais corrijam os exercícios fornecidos pela rede. as fichas também podem ser conquistadas por meio de correções de exercícios resolvidos pelas pessoas que estão aprendendo um dos idiomas da rede de seu conhecimento. SURFACE WEB DEEP WEB assim, além de ser aluno também é possível ser professor iniciante do Livemocha. todas essas redes são legalmente aceitas e fáceis de serem acessadas, pois se encontram na “surface Web” que é a internet que todos nós conhecemos. É na internet que os mecanismos de busca, como o site Google, conseguem trazer resultados. Porém o ditado “se o Google não sabe não existe” não deve ser levado a sério, pois ele busca somente o que se encontra na “surface Web”, mas muitos acreditam que gran- de parte da internet se encontra oculta e é conhecida como deep Web. a “deep Web” ou internet invisível, existe de várias formas e a mais simples é o acesso a sites que pedem cadastros, ou seja, para ter acesso a todo o conteúdo do site deve-se digitar um login e uma senha, assim os dados que se tornam visíveis são considerados parte da deep Web, pois os mecanismos de buscas não conseguem acessar essas páginas que se encontram bloqueadas ou ocultas. mas o deep Web vai muito além, há sites que os navegadores comuns, como internet explorer, Google chrome, entre outros, não abrem, sendo necessária a utilização de outros programas para acessá-los, e aí começa a “dark Web” que fica dentro da deep Web, a internet ilegal na qual vários tipos de crimes acontecem. existem várias redes sociais na deep Web como para hackers, pedófilos, assaltantes, assassinos de aluguel oferecerem seus serviços, para canibais, seitas satânicas, compartilhamento de vídeos de assassinatos, comércio ilegal de armas, drogas e de órgãos, compartilhamento de informações sobre como construir artefatos bélicos, bombas, além de muitos outros tipos de crimes. assim como na vida real, o usuário de uma rede social define o que quer. se ele optar pela bondade pode usar as redes para ajudar os outros e a si mesmo, por outro lado, se sua índole for má, usará as redes da dark Web. essa realidade das redes sociais muito dificilmente deixará de existir, talvez mude seu formato, porém, é quase certo que conviveremos com elas e que sua intensidade nas atividades humanas tende a ser maior, influenciando a cada dia mais o mundo dos negócios, a política, o comportamento e todas as relações sociais. Autores: maurício stefanello trevisan, acadêmico da Uespar/Facitec do 1° ano de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas – tads Paulo ivando Kempfer, coordenador de curso da Uespar/Facitec – tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas – tads 6 nº3 / ano 2013/14

[close]

p. 7

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR ARTE Curso de Artes Visuais estimula a criatividade dos acadêmicos “Por meio da arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada”, Ana Mae Barbosa L á estão os alunos, pelos corredores, nas salas de aulas, vestidos de egípcios, gregos, homens primitivos, montando maquetes, preparando cenários, ajustando os últimos detalhes da música, grafitando o muro. É dessa maneira que acontecem algumas das aulas do curso de artes visuais. além das aulas teóricas, que são essenciais para a formação de futuros professores preocupados e comprometidos com uma educação de qualidade, os acadêmicos contam, também, com aulas práticas, permitindo, assim, que eles possam vivenciar a teoria. o curso, já no seu primeiro ano quebrou paradigmas, inovou, “diferente de tudo que se possa imaginar”, “encontrei o meu lugar”, esses são alguns dos comentários dos acadêmicos. eles já estão empenhados, a turma já conta com um grupo de coral e um de teatro e já fizeram uma viagem à curitiba para a visitação em museus, teatros, lugares históricos, entre outros, pois sa- bemos que não é possível estudar arte sem conectar-se a ela. Foram necessários muitos anos de esforços e estudos para a arte e principalmente o ensino de arte conquistar seu espaço no currículo escolar e ser levado a sério no meio acadêmico. infelizmente, durante quase toda a nossa história educacional, ela sofreu preconceito. no início da história da educação brasileira, quando essa, ainda, era promovida pelos jesuítas, e a principal função do ensino era evangelizar índios e negros, o mais perto que se chegou da arte foi treiná-los para a manutenção das obras religiosas, e naquela época o trabalho manual era mal visto pela sociedade. as décadas foram passando e pouco mudou, durante muitos anos foi ensinado corte e costura e artesanato nas aulas de educação artística, depois se passou a ensinar geometria, e assim o ensino de arte foi engatinhando. depois de muitos debates e estudos, a arte começa a adquirir no currículo escolar seu espaço, porém faltavam profissionais capacitados para lecionar essas aulas e professores de português, educação física e até mesmo de matemática assumiam essa função, a partir desse momento começam as surgir os cursos para formar professores de arte e arte-educadores. aqui tomo a liberdade de explicar a grande diferença entre professores de arte e arte-educadores; o professor de arte é aquele que só se preocupa em depositar as informações sobre a história da arte para seus alunos ou que mandam seus alunos apenas desenharem ou copiarem a imagem de um artista conhecido, e muitas vezes, esquecendo que música é arte, dança é arte, teatro é arte; já o arte-educador é aquele que vai mediar a arte com a vida de seu aluno lhe mostrando que arte é sim conhecimento, mas também é expressão, cultura. não existe povo no mundo sem arte, a arte é algo que pertence ao homem, nasceu com ele, através dela nos expressamos, contamos nossa história, criticamos e contemplamos o mundo. e é com esses objetivos que o curso de artes visuais vem trabalhando com seus acadêmicos, ajudando-os a abrir a porta para um novo universo, cheio de formas, cores, sons, gestos, etc, e, somente quando eles sentirem e absorverem esse novo mundo chamado aRte, eles estarão prontos para o próximo passo que é se tornarem arte-educadores e terão a responsabilidade de serem os guias de seus futuros alunos, lhes apresentando a arte; e se o mundo é arte, eles poderão reconhecer, viver, experimentar, expressar, explicar a vida através dela. acadêmicos da primeira turma de artes da Uespar interagem e mostram suas habilidades artísticas durante as aulas Autora: Luciana da costa Ferreira, professora da Uespar/Facitec no curso de artes visuais – Licenciatura no ensino da arte nº3 / ano 2013/14 7

[close]

p. 8

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR ESTUDO DE CASO Auditoria contábil e sua importância nas organizações Representando uma das áreas das Ciências Contábeis, a Auditoria Contábil tem como objetivo aferir a eficiência do controle patrimonial orientando o gestor nas tomadas de decisão A Auditoria Contábil está se tornando uma ferramenta essencial para as empresas contabilidade, como uma ciência que busca controlar o patrimônio das organizações, não poderia deixar de contemplar em sua estrutura uma área com a especialidade de fazê-lo. diante disso, temos a auditoria contábil como um braço dessa ciência, a qual é encarregada de testar as eficácias dos controles internos adotados pelas empresas, independentemente do ramo de atividade em que atuam. É a busca constante pelo aperfeiçoamento das práticas adotadas pelos seus gestores, tanto em relação à adoção das melhores práticas de mercado, como também ao atendimento dos aspectos de governança corporativa. a auditoria surgiu em consequência da necessidade de confirmação dos registros contábeis a partir do aparecimento de muitas empresas e indústrias no passado, juntamente com a criação da taxa do imposto de renda. a partir do desenvolvimento econômico que se deu em consequência do crescimento de capitais das pessoas e gerando assim inúmeras empresas, estas tiveram a necessidade de ter alguém acompanhando o seu patrimônio e confirmando os registros contábeis. a cada dia que passa, a auditoria contábil está se tornando uma ferramenta essencial para as empresas. essa visão está relacionada ao cumprimento de normas buscando que o controle interno da empresa contribua para o desenvolvimento financeiro, patrimonial e organizacional. a auditoria ajuda a detectar deficiências que muitas vezes afetam o lucro da empresa. É por isso que elas contratam os auditores, para verificar se há irregularidades em suas operações, os quais emitem relatório circunstanciado com a sua opinião referente às irregularidades constatadas estarem ou não afetando a situação financeira e patrimonial da empresa e qual o nível de comprometimento para assegurar a continuidade do empreendimento. Quando uma empresa contrata uma auditoria de estoques, por exemplo, normalmente é porque seus estoques representam os itens de maior valor do ativo, portanto exigem atenção e organização e para que se obtenham melhores resultados. ao realizar-se a auditoria de estoques, o auditor deve conhecer melhor os componentes que serão avaliados e também onde os estoques se encontram, se estão com terceiros, onde e como estão armazenados e quais os critérios que a empresa utiliza para avaliação desses. É por isso que a auditoria, seja em qualquer área, é de grande importância, pois traz em seus relatórios os problemas detectados, acompanhados das possíveis consequências que podem trazer à empresa juntamente com as recomendações para a devida regularização. o objetivo é reduzir ou até mesmo eliminar os riscos fazendo com que de maneira indireta auxilie em um melhor desempenho da administração da empresa auditada. Autora: Rosana Maria Wiebbelling Cosmo. Artigo resumido do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Ciências Contábeis, União de Ensino Superior do Paraná – UESPAR, em 2012. Orientação: Prof. Valdeci Righi 8 nº3 / ano 2013/14

[close]

p. 9

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR BANDA Jovens talentos formam uma banda na faculdade Em cima do palco eles surpreendem toda vez que se apresentam. Revelados pela Mostra de Talentos da Uespar, seis jovens montam uma banda que promete agitar Segundo os jovens, a música é uma forma de se expressar e desestressar as mostras de talentos da Uespar eles estavam lá. não se contentavam em fazer uma mera apresentação musical, mas extasiar o público com voz afinada e trilha sintonizada. o gosto pela música uniu os seis jovens, professor e acadêmicos, da Uespar na intenção de montar uma “banda de faculdade”. Lucio Piovesan (organização e vocalista), adriano Barbosa (percussão e bateria), Luciano Biasotto (vocalista), Giovane Hosda (violão, guitarra e segunda voz), Henrique muriana (contrabaixo) e Gian melo (violão e viola) são os integrantes desta nova banda, formada há apenas um mês. “Pegou na veia, sem dúvida o gosto pela música nos uniu”, justifica Lucio. não foi por acaso que a banda se formou, a notória habilidade dos meninos com a arte musical chamou a atenção. a cada apresentação na mostra de talentos surgia o convite N para participar de um novo evento. a banda nasceu de um bate papo informal entre Henrique, Luciano e o diretor acadêmico da Uespar, edelar Bulegon. “estávamos conversando sobre música e aí pensamos, porque não nos juntarmos com outros alunos e ver no que dá”, diz Henrique. a ideia foi apoiada pela instituição, que integrou os jovens e cedeu um espaço na faculdade para os ensaios. “estamos ainda na fase do entrosamento e traçando o perfil da banda”, explica Luciano. ainda sem nome, o grupo promete agitar a galera. os meninos optaram pelo ecletismo. “tocamos de tudo para agradar a todos, principalmente as músicas mais conhecidas e populares”, conta adriano, que junto com Luciano e Giovane costumam ensaiar as músicas dentro do ônibus, a caminho da faculdade. Para o diretor da Facitec, edelar Bu- legon, poder ajudar a desenvolver aptidões dos acadêmicos é gratificante. “o aprendizado não está só dentro da sala de aula, mas também no incentivo destes futuros profissionais”, reflete. apesar de ser uma grande responsabilidade e exigir muita dedicação de todos, segundo Lucio, a música é uma forma de expressar e desestressar. “É um trabalho árduo, mas gratificante. aquele friozinho na barriga antes das apresentações é muito bom”, diz o professor integrante da banda. este é o principal objetivo da mostra de talentos da Uespar. Realizado há oito anos pela instituição, o evento anual tem revelado talentos da música em Palotina e região. este foi o cenário propício para que os jovens se conhecessem e quem sabe, deixem de lado o hobby para começar a investir futuramente na carreira musical. nº3 / ano 2013/14 Foto: Lariane Paludo 9

[close]

p. 10

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR 1 Família Gabriel HISTÓRIA D E assim passaram-se gerações na Uespar Prestes a completar uma década de existência, a Uespar relembra das gerações que fizeram aqui sua história 10 esde a primeira turma de administração, que se formou em 2007, os traços da faculdade, genuinamente palotinense, foram se moldando conforme a evolução dos tempos. Gerações passaram pela Uespar: pais, filhos, irmãos, casais e primos se fortaleceram como família e como profissionais. confira algumas histórias construídas dentro da Uespar. não! os Gabriel não são uma organização criminosa. a denominação, segundo a família, é em função da quantidade de familiares que estudaram na Uespar. Quatro integrantes da mesma família estudaram quatro anos na mesma sala. abel, anderson, adriane e eliana fizeram parte da segunda turma do curso de administração a se formar pela Uespar. a força da família Gabriel transparecia também nas listas de chamada, nomes que pela ordem alfabética se encontravam em sequência, o que gerou entre os colegas o apelido de máfia dos Gabriel. além destes, também cursaram administração na Uespar: angelo, andreia, elisangela e denilson. Primeiro 1 A MÁFiA doS GABRiEL nº3 / ano 2013/14

[close]

p. 11

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR curso da instituição, também foi o escolhido pela maioria na família o que, segundo eles, contribuiu para a vida profissional de todos. mas a história não acaba por aqui. ainda tem a Patrícia e a iria, que fizeram parte da primeira turma de tecnologia em marketing; marcela e Juliana se formaram em ciências contábeis e adelino optou pelo curso de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas (tads). “a faculdade nos proporcionou conhecimento, maturidade e crescimento profissional. além do mais, a Uespar é palotinense como nós”, afirma angelo. sem dúvida, a família Gabriel ajudou a fortalecer a história da instituição. em contrapartida, a Uespar contribuiu com a formação da família Gabriel. ambos, o primeiro beijo aconteceu apenas quatro meses depois. Foi na festa organizada para os calouros da faculdade, na qual Helen fazia parte, que Juliano entrou de penetra e tomou a iniciativa. na época, ele estudava ciências contábeis e ela começando a graduação em administração. a afinidade era tamanha que ambos apostaram nas mesmas formações. Helen e Juliano cursaram administração e ciências contábeis na Uespar. ele já terminou as duas graduações e ainda fez uma pós em Gestão empresarial – somando nove anos de estudos na Uespar. ela se formou este ano em sua segunda graduação, em contábeis. “admito que o Juliano era mais empenhado, sempre tirava as melhores notas”, relata Helen. o relacionamento perdurou e trouxe maturidade ao casal, que costumava estudar junto, se cobrar e dar uns puxões de orelha quando necessário. o namoro evoluiu para o noivado e por fim, o casamento. Helen e Juliano passaram bons momentos das suas vidas na Uespar. além de terem aqui se conhecido, souberam usar os anos de estudos para crescerem profissionalmente. 3 Giancarlo, daiane e Aline com os pais os corredores da Uespar foram o primeiro cenário do encontro entre Juliano Puzicski e Helen Zancan. ao percorrer o caminho para sala de aula, ela o cumprimentava e ele, extremamente tímido, retribuía com um sorriso. apesar dos sinais de afeição entre 2 dA FESTA doS CALoURoS Ao CASAMEnTo 2 Helen e Juliano não basta ser irmão, tem que participar. Foi a Uespar a instituição escolhida pelos irmãos schwambach para a primeira graduação. aline e daiane formaram-se em administração e Giancarlo termina este ano o curso de ciências contábeis. enquanto caminhavam rumo a faculdade, que ficava 5 minutos de onde moravam, as irmãs compartilhavam conhecimentos. “Éramos muito unidas e por estudarmos no mesmo curso nos ajudávamos bastante com o conteúdo”, diz aline. Giancarlo veio influenciado pelas irmãs. Por sugestão delas, o rapaz optou pela Uespar e resolveu cursar ciências contábeis. “sempre tive muita facilidade com números e por minhas irmãs me aconselharem, resolvi estudar na Uespar”, conta Giancarlo. no caso dos irmãos schwambach, estudar na mesma faculdade foi uma experiência única que os deixou mais próximos. 3 CoMPARTiLHAndo ConHECiMEnTo Pai, colega de faculdade e diretor da instituição. era assim que Guilherme Felipe Paludo via mércio Francisco Paludo, enquanto ambos estudavam na Uespar. Pai e filho cursaram respectivamente os cursos de administração e tads. “o incentivo do meu pai foi determinante para a escolha da faculdade e do curso, mas acima de tudo eu estava certo da opção que faria”, explica Guilherme. diferente do que se pressupõe, no caso deles, a cobrança pela dedicação era mútua, o que contribuiu para o crescimento de ambos. o que na teoria mostra que são os pais que cobram os filhos, entre Guilherme e mércio a exigência vinha dos dois lados. “eu e o Guilherme tínhamos o mesmo objetivo na faculdade e alcançamos juntos esta conquista”, finaliza mércio. 4 CoBRAnçA MúTUA 4 Mércio e Guilherme nº3 / ano 2013/14 11

[close]

p. 12

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR POLÍTICA Por um Brasil melhor A ristóteles (384 a. c. – 322 a. c.), filósofo grego, escreveu sobre os mais diversos e variados assuntos: física, metafísica, poesia, drama, música, lógica, retórica, ética, governo, biologia, zoologia e outros. dentre esses muitos temas, um merece destaque especial nesse momento histórico, em construção paulatina, pelo povo brasileiro: a política. a conjuntura política atual está passando por uma revisão, seja pelo meandro das palavras de ordem gritadas a um uníssono, sejam pelas emoções e sensações de basta de corrupção, sejam pelas mentes aguçadas e ideológicas que nos livros de política sempre encontram esperança para uma nação melhor, seja pela soma desses elementos ou, ainda, quaisquer outros, menos pela apatia política que era recorrente em nossa gente. nos últimos dias, acomodados no sofá de nossa residência em frente à televisão ou nas ruas de nossas cidades, o sentimento de repúdio à politicagem (e não à política) despertou e, mais do que isso, a cada novo dia, ganhou corpo e voz! nossos governantes estão atentos ao clamor popular (pois precisam manter o seu status) e cônscios de que o povo não se presta mais ao famoso jargão e que nem se arroga do “mérito” que carregava há décadas, isto é, “analfabeto político”. Quiçá seja por isso que algumas medidas concretas no âmbito da política estejam sendo tomadas e, nunca em nossa história, vimos nossos representantes políticos tão empenhados com o bem comum. Basta ver ou ler os noticiários para constatarmos essa, no mínimo, jocosa realidade, e a cada dia novos projetos são apresentados ou derrubados. o que um filósofo, que passou pelo espaço e tempo há mais de 2500 anos, pode contribuir para atual situação política do Brasil? acreditamos que essa vertente reflexiva possa nos auxiliar no processo de entendimento e compreensão acerca dos últimos acontecimentos políticos que assolam o nosso país. a conhecida e discutida frase aristotélica, a saber, o homem é, por natureza, um Zõon Politikón (animal político) encontra-se em sua obra “Política”. mas o que o estagirita quis afirmar com isso? Que todo homem, naturalmente, tende a representar o outro em uma prefeitura, senado ou qualquer outra coisa do gênero? não! Para aristóteles, todo homem carrega em sua essência o anseio da vida harmoniosa dentro da polis (cidade-estado). viver em contato constante com o outro é da natureza humana. aqui reside a essência da política. Por esse motivo, é correto pensar que a cidade é um fato 12 1 2 nº3 / ano 2013/14 Imagens retiradas da internet.

[close]

p. 13

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR natural e que o homem não pode se eximir da sua natureza, ou seja, todo homem está “destinado” a viver na cidade e se realizar nesse mesmo espaço. Para melhor entendermos essa estrutura do pensamento político de aristóteles, basta recorrer à etimologia de dois termos: política: conjunto de objetivos que orientam a administração da coisa pública e idiota: aquele que se aparta da vida pública, de tal modo que é da condição de todos os homens a efetiva participação na vida pública. assim sendo, é fato que o homem é um animal político por natureza e não simplesmente um idiota que espera por mudanças sem qualquer ato ou atitu- de, mínima que seja. alguns autores distinguem, em aristóteles, a moral da política, visto que aquela tem como objetivo o indivíduo e esta o coletivo. o que nos permite pensar que a ética é a doutrina moral individual e a política é a doutrina moral social. o filósofo grego nos ensina que toda ação humana tende a algum bem, seja particular ou coletivo. como a política é a moral coletiva e toda ação tende a um bem, qual seria o bem político, que é coletivo? conforme ele, o que necessitamos, para que possamos viver bem na polis, é a procura e a prática do bem coletivo acima do individual. Para que isso aconteça, a educação tem um importante papel na formação e na passagem do indivíduo para o cidadão. É a partir desse cenário conceitual que a enorme onda que varreu o Brasil há algumas semanas merece uma reflexão profunda. milhares de pessoas foram às ruas, a maioria em função da ordem e da paz, cansados de sofrer pela opressão de um sistema político vergonhoso que arrasa o nosso país há muito tempo. o presente acontecimento político, forçosamente, entrará para a história do nosso país como um dos atos coletivos de maior repúdio às fórmulas da velha política. todos os envolvidos com a política, de forma direta ou indireta, precisam ouvir esse clamor nacional. afinal de contas, é da nossa natureza o querer viver bem em harmonia com o outro. entretanto, o princípio do benefício próprio está se sobrepondo ao bem comum e a política, que deveria estar em função de todos, acaba se tornando o cenário perfeito para o gozo e a realização particular. indiscutivelmente, está ocorrendo uma inversão de valores! Partindo da premissa máxima que a política só tem sentido se for direcionada para o bem-estar, tentar entender quem são os manifestantes pacíficos e ouvir seus mais íntimos anseios, pois é da essência humana que emanam, é o que se espera da nova configuração política. alguns calam, pois ainda não entenderam a situação, além disso, é confortável deixar como está. outros, por sua vez, “urram” nas ruas palavras de ordem, a mesma ordem que a natureza humana política reclama, ou seja, o bem estar coletivo que se expressa em atos visíveis, tais como: menos desigualdade social, mais qualidade de atendimento às pessoas em nossos hospitais, salas de aula decentes e professores valorizados, segurança para ir e vir sem a angústia de não saber se retornará para casa entre outras inúmeras pretensões que são do coletivo e tudo isso, por que não, padrão FiFa! alguns devem estar pensando: mera utopia! afirmamos que não. o povo já mostrou que não. o tempo da mudança urge. isso é possível de ser concretizado e deixar de ser um simples texto pela cooperação bipolar: de um lado os eleitores e de outro os eleitos. ambos são animais políticos e como tais deveriam querer uma sociedade melhor para se viver. os eleitores precisam de formação política e responsabilidade para com o próximo. Quando votamos, não estamos apenas escolhendo o melhor em termos subjetivos e sim o que deveria ser o mais indicado para a maioria. É assim que funciona a democracia. Por outro lado, aqueles que são creditados para a representação pública devem pensar na efetivação das suas promessas eleitorais, que são as mesmas frases que estampam as nossas ruas hodiernamente. consoante Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), importante filósofo e teórico político, a realidade é passível de mudança quando os homens se derem conta que o ser social deve estar acima do ser particular. aqui cabe ressaltar o papel imprescindível da educação em toda e qualquer sociedade que reclama por mudança, assim como a nossa. o que necessitamos, em caráter de urgência, e isso é basilar em qualquer sociedade e não apenas para o Brasil, é de educação de qualidade para a nossa gente. antes de educar para serem médico, professor, pedreiro ou qualquer outra profissão, os homens, por serem animais políticos, precisam ser educados para a cidadania. a grande arte de viver bem com o outro no espaço público! Autor: evandro José machado, mestre em filosofia, professor do curso de administração e artes visuais da Uespar/Facitec Crédito: Circuito MT nº3 / ano 2013/14 13 Imagens retiradas da internet.

[close]

p. 14

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR ARTIGO GRADUAÇÃO A INSERÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO: UM ESTUDO DE CASO inTRodUção a inserção da pessoa com deficiência no mundo do trabalho é um tema que vem fazendo parte das discussões no âmbito empresarial após a aprovação da lei nº 8.113, de 24 de julho de 1991, a qual determina uma cota de vagas para os portadores de deficiência, variando de 2% a 5%, para as empresas com mais de 100 funcionários. É preciso compreender a atuação da pessoa com deficiência no processo de produção, pois os preconceitos com relação à capacidade de produção ainda são amplos devido à falta de conhecimentos sobre as reais possibilidades e limitações destas. encontrar talentos é um grande desafio, as pessoas com deficiência apresentam certo receio em trabalhar para as empresas e é por isso que se faz necessária uma busca eficaz em institutos e órgãos especializados, além da documentação de todo o processo de recrutamento e seleção para que aquelas com capacidade e motivação entrem e permaneçam no quadro de funcionários de uma empresa. Para que isso seja possível, é necessário que as empresas desenvolvam ou aperfeiçoem suas políticas internas, garantindo oportunidades, integração e acessibilidade, apresentando assim um ambiente de trabalho adequado. Portanto, conhecer a visão que o empresário tem sobre o trabalho da pessoa com deficiência também deve fazer parte do processo de compreensão das dificuldades que essa população enfrenta para ocupar um espaço no mercado de trabalho, já que, por força da lei, ele acaba sendo obrigado a reservar-lhe um percentual de vagas. a partir do presente trabalho, por meio de pesquisas bibliográficas, levantamento de informações, busca-se apresentar alternativas para atender as demandas legais de inserção de pessoas com deficiências na empresa alfa e, caso necessário, sugerir mudanças para aperfeiçoá-las. dESEnVoLViMEnTo deficiência é um conjunto amplo de características. as deficiências podem ser físicas, sensoriais (da visão ou da audição) ou intelectuais. É possível nascer ou ter surgido em outra fase da vida, decorrente de doença ou acidente. (GiL, 2002, p.7). de acordo com o decreto 5.296 de 2004, as deficiências podem ser divididas em cinco grupos, sendo elas: física, auditiva, visual, mental e múltipla, qualquer pessoa que possua limitação para o desempenho das atividades, e se enquadre nas categorias abaixo como pessoa com deficiência apta ao trabalho: a) deficiência física: é definida como uma desvantagem ou comprometimento da função física, que limita ou impede o desenvolvimento de um ou mais segmentos do corpo. b) deficiência auditiva: Perda parcial ou total da capacidade de ouvir, aferida por audiogramas. c) deficiência visual: é a perda total ou parcial, congênita ou adquirida da visão. d) deficiência mental: Quando a pessoa apresenta certas limitações no funcionamento mental e desempenho de tarefas como: comunicação; cuidado pessoal; habilidades sociais; utilização dos recursos da comunidade; saúde e segurança; habilidades acadêmicas; lazer; e trabalho. estas limitações provocam uma maior lentidão na aprendizagem e no desenvolvimento dessas pessoas. e) deficiência múltipla: duas ou mais deficiências. (BRasiL, 2004, p.1) em 2005, foram divulgados pelo instituto Brasileiro de Geografia e estatística (iBGe) os dados referentes ao censo demográfico de 2000, sendo que estes demonstram que as pessoas com deficiência representam 14,5% da população brasileira, ou seja, cerca de 24,6 milhões de pessoas. Quando se trata da inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho MORENO, A. P.¹; SALLA, N.¹ SANTOS,M. L. dos² ³ ¹ Acadêmicas do curso de Administração, UESPAR, FACITEC, Palotina,PR. ² Administrador de Empresas, MBA em Gestão de Pessoas. ³Curso de Administração, UESPAR, FACITEC, Palotina,PR há 65,6 milhões de pessoas com dez ou mais anos de idade que compõem a população ocupada no país. destas, 9 milhões possuem algum tipo de deficiência. a deficiência mental é a que apresenta maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho: apenas 19,3% das pessoas que declararam ter deficiência mental permanente estão ocupadas. as outras incapacidades permitem uma inserção maior no mercado de trabalho: incapacidade física ou motora (24,1%), dificuldade na audição (34,0%) e dificuldade para enxergar (40,8%). (iBGe, 2005) Brondi e Bermúdez (2004, p46), citam em sua obra a Lei n 8.213/91 que discorre sobre a responsabilidade subsidiária a qual estabelece que todas as empresas com 100 (cem) ou mais empregados estão obrigadas a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) de seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiências habilitadas, conforme proporção: de 100 a 200 empregados...............2% de 201 a 500 empregados..............3% de 501 a 1.000 empregados............4% a partir de 1.001 empregados.........5% a inclusão das pessoas com deficiência no processo de produção é um dos maiores obstáculos para a inclusão social. ainda existem preconceitos com relação à capacidade de produção, em um contexto tão competitivo que atualmente orienta as empresas. o preconceito existe devido à falta de conhecimento sobre as verdadeiras possibilidades e limitações de uma pessoa com deficiência ao se inserir no processo produtivo, porém, é preciso que lhe ofereçam oportunidades para mostrar todo o seu potencial. (neRi, 2003, p152) Pessoas com deficiência têm direito à segurança econômica e social, e, especialmente, a um padrão digno de vida. conforme suas possibilidades também 14 nº3 / ano 2013/14

[close]

p. 15

ConSensu - Revista Acadêmica da UESPAR têm direito de realizar trabalho produtivo e remuneração, bem como participar de organizações de classe. (neRi, 2003, p 153). como exemplo a empresa solar ear, fabricante de aparelhos de surdez, possui dezoito funcionários e todos eles apresentam algum grau de surdez. (amoRim, p 216) conforme monteiro et al. (2011, p.2), muitos mecanismos sociais acabam contrapondo ou dificultando a efetivação do direito das pessoas com deficiência. convertendo-se em impedimento arquitetônico, comunicacional, institucional, metodológico, programático e atitudinal. com isto, a falta de informação e conhecimento veicula a permanência da exclusão, tirando a oportunidade de pessoas potencialmente talentosas. Para Égler (1997, p. 46), as próprias pessoas com deficiência acabam aderindo e aceitando os conceitos que a sociedade impõe, acabam conformando-se com os espaços especiais e calam-se diante da sociedade. ainda existe medo da mudança, do fracasso e daquilo que é desconhecido. Preferem deixar tudo como está por ser uma opção mais cômoda, para evitar conflitos que possam aparecer, acreditam que sua deficiência seja um fracasso perante os outros. a reação de pessoas preconceituosas leva a pessoa com deficiência a não aceitação de si mesma. segundo toldo et al. (2010, p.34), além da dificuldade de encontrar candidatos capacitados para a vaga, algumas pessoas com deficiência recebem o benefício chamado Benefício de Prestação continuada da assistência social – BPc, pago pelo Governo Federal, cujo ato de reconhecimento do direito é do instituto nacional do seguro social (inss), o qual está assegurado por lei, este permite a pessoas com deficiência e idosos o mínimo de condição para uma vida digna. ao ser contratado por uma organização é preciso abrir mão do beneficio, pois as dificuldades para manter o emprego são diversas para essa parcela da população, sendo assim, uma quantidade significativa das pessoas com deficiência acabam desistindo do trabalho devido a esta estabilidade que o governo lhes garante. a mudança dessa realidade requer, além de tempo, a transformação do olhar da sociedade. Para tanto é necessário que haja uma mudança nas práticas de gestão, mudanças estas que demandam a implantação de programas pautados na diversidade e reflexão sobre a forma de tratamento dispensado aos colaboradores. alem disso compete às organizações inclusivas eliminar todos os tipos de barreiras que se apresentarem como empecilho ao desempenho de seus colaboradores. (monteiRo et al., 2011, p.4) a deficiência não deve ser vista como sinônimo de ineficiência, de doença, de incapacidade. sempre existe atividade passível de ser desenvolvida por alguma pessoa em especial, por todos, ou por um grupo de pessoas. assim o mercado de trabalho precisa estar aberto à inclusão, oportunizando às pessoas com deficiência exercer atividades laborais na medida em que sua limitação permita. (GoLdscHmidt; PaLma, 2011, p. 251) as organizações precisam conscientizar seus funcionários, propondo treinamentos e incentivando ações que eliminem barreiras, para gerar maior acessibilidade. É de extrema importância melhorar o acesso ao local de trabalho, e se adequar aos diversos tipos de deficiência, facilitando a locomoção no local de trabalho, como também aos lavatórios e banheiros, intérprete de libras, Braille, sinalização de luzes, sons e, em caso de emergência, é preciso fazer um planejamento para que a pessoa com deficiência tenha como se locomover pelo local indicado com a máxima segurança, se deslocando para um local seguro. (toLdo; siLva; santos, 2010, p. 36). na sequência apresenta-se a demonstração do estudo prático realizado na empresa alfa, que emprega duzentos e noventa e cinco funcionários, esta tem conhecimento sobre a Lei n 8.213/91, que discorre sobre a responsabilidade subsidiária a qual estabelece a todas as empresas que possuem de 201 a 500 empregados preencher 3% do seu quadro de funcionários com pessoas com deficiência. no momento a empresa atinge 0.75%, com apenas 2 (duas) pessoas com deficiência, quando o correto seria possuir 9 (nove), não atingindo a cota estabelecida por lei. atualmente não existe capacidade estrutural para todos os tipos de deficiência, a empresa estaria preparada apenas para alguns tipos de deficiência física. Há o reconhecimento da importância de que a pessoa com deficiência deve ser preparada psicologicamente antes de ser inserida no ambiente de trabalho, porém, não é feito nenhum trabalho de preparação e sensibilização com os demais profissionais da empresa e do setor ao incluí-la no quadro funcional, além de não possuir nenhum programa de integração para os profissionais com deficiência no meio de trabalho, para que se sintam confiantes em desenvolver as atividades e conviver com os demais. a empresa também confirma a dificuldade em encontrar o profissional com deficiência no mercado de trabalho, contudo, não busca nenhum método para recrutamento e seleção para atender a demanda, além de não documentar nada em relação ao processo de inserção destes na empresa, apesar de ter um número significativo de obrigatoriedade de pessoas com deficiência (Pcd) na empresa esta nunca foi notificada pelo ministério do trabalho e emprego (mte), quanto ao cumprimento da cota de pessoas com deficiência. Para atender a demanda legal é necessária a contratação de 7 (sete) pessoas com deficiência (Pcd), com a destinação pelo menos 30% de suas vagas a pessoas com deficiência em cada processo seletivo realizado até o preenchimento integral da cota. sugere-se que a empresa, além de divulgar a oferta de cargos ao sistema Público de emprego (sempre), serviço de Reabilitação do inss, a onGs (organizações não Governamentais), escolas técnicas e entidades de assistência a pessoas com deficiência, buscar programas de integração, promoção de campanhas sobre a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho para seus funcionários e sociedade. Para tal, sugere-se o seguinte programa, o qual deve ser realizado em cinco fases, sendo estas: sensibilização; contratação; capacitação; manutenção; retenção. na fase de sensibilização, serão realizadas reuniões com a diretoria da empresa sobre a Lei de cotas, em que serão discutidos todos os aspectos da inclusão e impactos que ela teria na atividade da companhia. esta etapa é essencial para o êxito da inserção de profissionais com deficiência. na contratação, deve-se mudar o processo de captação, criando três tipos de estudos: mapeamento de funções; mapeamento de atividades e mapeamento das áreas de atuações. com a ajuda desses indicadores será possível descrever as habilidades exigidas para o exercício de cada função, cruzando estas informações com o perfil de limitações de cada tipo de deficiência. Para a contratação, é necessário que haja uma estrutura Funcional de contratação, a qual atribuirá responsabilidades específicas aos setores envolvidos. sendo a coordenação atribuída ao departamento de Recursos Humanos nº3 / ano 2013/14 15

[close]

Comments

no comments yet