Revista Comércio & Indústria - Novembro/2007

 

Embed or link this publication

Description

Revista Comércio & Indústria - Novembro/2007 - Ano 3 - Nº 28

Popular Pages


p. 1

Commércio REVISTA Indústria Associação Comercial e Industrial de Araraquara Novembro/2007 • Ano 3 - N° 28 TIAGO COSTA O jovem empreendedor da Boutique Magazine Tiago Costa, com apenas 19 anos, mostra que vale a pena ter sonhos e acreditar no poder de realização do ser humano. Foi assim que lançou em 2006 a Revista Boutique Magazine, tornando-a importante veículo de comunicação de um segmento específico: a moda. São jovens assim, cheios de ideal, que devem ser valorizados e reconhecidos pela sua ousadia.

[close]

p. 2



[close]

p. 3

DO EDITOR PONTO DE VISTA Valter Merlos Presidente da ACIA Ivan Roberto Peroni EM 60 ANOS, APENAS A importância da união para NOVE PREFEITOS melhorar a segurança pública organiza, penetrando cada vez mais funiniciativa da Associação Comerdo e de modo mais orgânico nas inscial e Industrial de Araraquara em tituições públicas, é que devemos valoconvocar empresários da cidade rizar e acreditar em quem está mais própara discutir com a Polícia Militar, ximo de nós, a nos dar garantias ainda estratégias que melhorem a Segurança que limitadas pela carência de efetivo e Pública e reduzam a onda de assaltos equipamentos obsoletos. nos principais corredores comerciais, Nas reuniões vimos o medo no rosto transforma-se num movimento inédito a de cada comerciante e dentre os assalpartir do instante que outras instituições tados, cada qual com sua história, emse juntam, fortalecendo o trabalho das bora as cenas sejam praticamente idênautoridades. ticas, deixando o prejuízo e o trauma. A Nas reuniões realizadas pela ACIA, todos oferecemos solidariedade e razão, SINCOMÉRCIO, SinHoRes e Sindicato pois pagamos nossos impostos e não sados Corretores de Seguros, observou-se bemos onde o dinheiro é aplicado. Em claramente que o medo da sociedade momento algum temos visto na não é ilusório, nem fruto de macidade, liberação de recursos nipulação da mídia. O quadro Há também entre para que tenhamos uma da insegurança é de exos comerciantes a boa Segurança de primeiro traordinária gravidade, vontade em colaborar, mundo. Disponibilizam por diferentes razões, e essa mesma boa vontade, valores para uma cidauma delas, talvez a deve imperar entre as de bonita, porém, domiprincipal, o fato de a autoridades que nada pelo terror. cidade ter se transforpoderiam rever seus Nossas palavras não mado nos últimos anos conceitos. têm qualquer objetivo crínum centro de unidades tico ou depreciativo à Polícia prisionais de elevada refeou ao Poder Público. Têm a finarência nacional. Na maioria das lidade de ajudar, como foi a doação de cidades brasileiras, a matriz da violência bicicletas para uma ronda militar ciclística é o tráfico de armas e drogas (o segundo no centro comercial e já nos prontififinanciando o primeiro e ambos induzindo camos em adotar a mesma estratégia em à expansão e à intensificação da violênoutros corredores comerciais, desde que cia envolvida nas práticas criminais), que a PM ofereça seus profissionais para se realiza no atacado e no varejo. execução do trabalho. Assaltos e roubos, não são coisas noHá também entre os comerciantes, a vas. Atravessam o tempo e aumentam os boa vontade em colaborar e essa mesíndices criminais pela impunidade, fragilima boa vontade, deve imperar entre as dade das leis, a respeitabilidade que se autoridades que poderiam rever seus deu à imensa lista de direitos humanos e conceitos, alterando regras e costumes, tantos outros fatores que ocasionam depois não podemos pagar por causa do sânimo, insegurança e medo. Se forem “ah não se pode mexer nisso”. coisas antigas, onde estão os projetos ACIA, SINCOMÉRCIO, SinHoRes e elaborados pelos políticos e cientistas em os Corretores de Seguros levantam uma segurança pública? Onde estão as pobandeira em nome da Segurança para líticas públicas de segurança? Onde está proteção à comunidade, mas principala força da própria Segurança em obrigar mente aos que querem trabalhar e viver que os governantes aprovem seus platranqüilamente. Aos Senhores dos Direinos, programas e projetos? Quem rouba, tos Humanos deveríamos entregar uma sabe onde vender e nós fingimos não cartilha sobre os Deveres Humanos, jasaber, por temor ou conveniência. mais respeitados pelos que vivem sob a Quando vemos que a degradação proteção de leis ultrapassadas. institucional está vinculada ao crescimento da criminalidade, pois o crime se A O histórico político-administrativo de Araraquara diz que desde 1948, quando foi criado o chamado Estado Novo, apenas os prefeitos Rômulo Lupo e Rubens Cruz, conseguiram fazer sucessores. Lupo elegeu Benedito de Oliveira. Cruz levou Clodoaldo Medina (prefeito) e Gaeta (vice) à vitória. Num período de 60 anos, Araraquara foi administrada por apenas nove pessoas. Waldemar de Santi foi quem mais governou: 14 anos e nem com todo prestígio político que sempre teve, fez do vice Anuar Lauar, seu substituto. E assim foi com José dos Santos, Pereira Lima, Benedito de Oliveira, Clodoaldo Medina, Waldemar de Santi e Roberto Massafera. Em 2008, Edinho Silva tentará quebrar o que no futebol seria um tabú de muitos anos, elegendo provavelmente Edna Martins, candidata em potencial do PT. Se De Santi, efetivamente for candidato e vencer, terá ele quebrado outro recorde: o prefeito mais vitorioso na história da cidade (quatro vezes). Marcelo Barbieri, dentro dessa mesma história, foi o mais persistente em chegar à Prefeitura: tentou três vezes. E deverá concorrer novamente. CAPA FOTO: RUBENS PORTO T I A G O C O S TA Primeiro aniversário da sua revista Uma publicação que só falasse de moda. Este foi o desejo de um jovem empreendedor que ganha espaço e o apoio de grandes patrocinadores. Commércio Indústria & REVISTA EDIÇÃO N° 28 - NOVEMBRO/2007 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rosane D’Andréa Depto. Comercial: Idalina Silva Gian Roberto Designer: Bete Campos Mário Francisco Marcelo Pícolo Impressão: Gráfica Bolsoni - (16) 3336 9008 A revista Commércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336-4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

[close]

p. 4

Éder Magrini mostrando as tendências da moda na Textil Abril FINAL DE ANO LARGADA PARA O NATAL 2007 Com a chegada do Natal, o consumidor da cidade e região começa a ser melhor avaliado pelo comércio local. Pesquisas apontam que neste ano, o público vai estar mais interessado em produtos baratos, como as roupas, situação diferente do ano passado, quando foi intensa a venda de celulares e tênis. Nas festas de final de ano, a indústria e o comércio devem vender entre 5% e 6% a mais em volume, em comparação com o mesmo período de 2006. A estimativa é da Associação Comercial e Industrial de Araraquara e anunciada pelo presidente Valter Merlos, já no final de outubro. Pelos números e estatísticas apresentados, os consumidores neste ano, assegura Merlos, devem priorizar os produtos de menor valor. Mas, para isso existe uma explicação: alguns fatores indicam o aquecimento da economia nesse período: a expectativa de crescimento de 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, aumento de 7,2% na renda e o grande volume de crédito existente na praça. Não entra nessa conta o 13º salário que deve ser usado para quitar dívidas. Os campeões de vendas devem ser os eletroeletrônicos, materiais de construção, veículos, vestuário e calçados. Crescer 5%, acompanhando o PIB, é um resultado muito bom levando-se em conta o endividamento do cliente.

[close]

p. 5

Brinquedos, na preferência popular Sugestão: Calçados, bolsas e acessórios O fator de indefinição fica justamente por conta dessa variável. A questão é que o povo está atolado no cartão de crédito. Isso pode dificultar as compras de produtos mais caros como telefones celulares e tênis, a exemplo do que aconteceu nos anos anteriores. Com dívidas, a preferência do consumidor vai para os brinquedos e as roupas. Por isso, o comércio aposta em um crescimento entre 5% e 10% nas vendas de vestuário no próximo Natal, comparado ao do ano passado. Quem trabalha na fabricação de roupas femininas, está um pouco mais otimista. Espera para 2007 o mesmo ritmo do ano passado, quando houve expansão entre 10% e 15%. “Bem que a gente gostaria de ter um crescimento de, por exemplo, 30%. Mas a realidade é bem diferente”, explicam os empresários. Poderia ser melhor, se o governo tivesse cumprido a promessa de ajudar os setores prejudicados pela desvalorização do dólar, que ajudou a incrementar a venda de produtos chineses. A Medida Provisória (MP) anunciada pela administração Lula previa um pacote de benefícios, como a abertura de linhas de crédito e isenção de impostos. Mas a MP foi revogada, como parte do esforço governamental de “limpar” a pauta do Congresso para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Palestras motivacionais melhorando performance de equipes atingindo resultados diferenciados. Consulte-nos e conheça este título: Os eletroeletrônicos na mira natalina OS NOSSOS CORREDORES ACIA e SINCOMÉRCIO firmaram parceria para projetarem a decoração e a iluminação das vias públicas por ocasião do horário especial de Natal. A Rua Nove de Julho será enfeitada desde a Sete de Setembro até a Bento de Abreu; a São Bento, receberá enfeites da Bento de Abreu até Av. Brasil. Também serão enfeitadas Av. 7 de Setembro, Alameda Paulista e trechos da Gonçalves Dias até a Rua Padre Duarte (da Brasil até Osório). Cordões de iluminação serão colocados na Av. 36 e trechos da Vaz Filho e Maurício Galli. Outros eventos, comentou Ivo Dall’ Acqua Jr., presidente do SINCOMÉRCIO, deverão ocorrer a partir de 3 de dezembro, visando premiar o consumidor e principalmente os comerciantes que atuam no centro e nos principais corredores comerciais da cidade. Mudando, Crescendo e Vencendo A palestra constitui na produção de 1 DVD institucional da empresa, onde os participantes serão questionados e colocados em situações reais do dia-a-dia, para assim atender seus clientes com excelência, promovendo resultados lucrativos à empresa. Material para construção, outra opção Moda Primavera/Verão acontece aqui TEXTIL ABRIL variedade, economia e conforto para toda sua família Tel.: (16) 3303 2600 - Rua 9 de Julho, 955 (entrada também pela São Bento)

[close]

p. 6

SEGURANÇA O TEMOR DO FINAL DE ANO Um show de cores Seus pensamentos transformados em cores UMA LOJA SEMPRE PERTO DE VOCÊ! O presidente da ACIA, Valter Merlos, em uma das reuniões na Polícia Militar com o Comandante da Primeira Companhia, Cap. PM Walter Prado, diz que “a população está pagando um preço muito alto pela falta de segurança e que algumas regras precisam ser repensadas com a participação de todos os segmentos da comunidade”. O crescimento da onda de assaltos na cidade em casas comerciais, levou a Polícia Militar a criar uma série de estratégias para reduzir a incidência criminal, principalmente com a chegada das festas de final de ano. Uma das sugestões da PM, é acompanhar funcionários ou empresários que vão depositar ou sacar valores nos bancos. A Associação Comercial e Industrial de Araraquara e o Sindicato do Comércio Varejista, preocupados com a incidência de assaltos e roubos principalmente em estabelecimentos comerciais da cidade, decidiram promover reuniões dos empresários dos diversos corredores comerciais Rua São Bento, 2172 Fone: 3331 7172 Araraquara/SP com a Polícia Militar. O primeiro encontro reuniu comerciantes da Rua Maurício Galli, Avenidas Luiz Alberto, Bento de Abreu e Via Expressa. Vieram depois as reuniões com empresários da Alameda Paulista, Avenidas Padre Antônio Cezarino, Francisco Vaz Filho, Padre Colturato (36), Carmo, Quitandinha, Jardim Martinêz e Yolanda Ópice. O ciclo de reuniões encerra-se no auditório da ACIA, em novembro, envolvendo comerciantes, Polícia Civil, Polícia Militar, Poder Judiciário e entidades parceiras neste movimento. Estamos tentando minimizar o número de assaltos contra a população, disse Valter Merlos, presidente da ACIA, no primeiro encontro. Por ser araraquarense, afirmou o comandante da Terceira Companhia, Cap. PM Robson Douglas de Souza, cada vez que vocês sentem uma ação criminal, fico chocado com a dor e o trauma de cada um. Robson lembrou que a Polícia Militar tem se desdobrado através do serviço de rádio patrulhamento, ronda escolar, policiamento integrado e também sua força tática, para realizar trabalho de prevenção, objetivando com isso reduzir a onda de assaltos. Durante os encontros, os comerciantes fizeram uma série de questionamentos Farmácia A primeira Farmácia Climatizada de Araraquara e com ISO Empresarial 2004 Loja 1 Loja 2 MEDICAMENTOS, PERFUMARIA MANIPULAÇÃO DE FÓRMULAS FARMACÊUTICOS EM PERÍODO INTEGRAL Av. Bandeirantes, 1707 (entre Ruas 13 e 13 ½) Fone/Fax: (16) 3336.1050 R. Antenor Borba, 808 Jd. Universal Fone/Fax: (16) 3331.4488 APLICAÇÕES E ENTREGAS EM DOMICÍLIO

[close]

p. 7

sobre: efetivo policial, viaturas, atendimento e outros fatores, que segundo eles, poderiam ser melhorados se ocorresse um pouco mais de empenho do Poder Público. Depois de mencionarem a queda dos índices criminais em Araraquara nos primeiros seis meses do ano, surgiu a pergunta aos representantes da PM: “A cidade ficou mais violenta durante o período de reformas da Penitenciária e a transferência dos presidiários?”. A resposta surgiu no dia seguinte na Tribuna Impressa, que citou em matéria especial: “Coincidência ou não, houve diminuição no número de crimes cometidos na cidade durante o período em que o presídio ficou fechado”. Na matéria, as autoridades preferiram não opinar, justificando que precisavam de dados científicos que na verdade, não possuem. O crescimento de assaltos, tem sido assustador, lembrou Valter Merlos, presidente da ACIA. Só na segunda-feira, primeiro de outubro, temos conhecimento de 6 assaltos (que tiveram registro pelas vítimas). Merlos argumentou que a ACIA e o Sindicato do Comércio têm procurado colaborar nas ações da Polícia Militar e que agora chega-se ao extremo de reuniões com as autoridades, para adoção de estratégias mais seguras. Depois de citar que a PM tem algumas atribuições, uma delas, fiscalizar portas de escolas, Robson foi indagado sobre a possibilidade de ser passada essa missão à Guarda Municipal. Os comerciantes acusaram a GM de se exceder nas multas de trânsito, tarefa que não é da sua competência. Foi explicado que a responsabilidade da GM é proteger bens públicos, fiscalizar e orientar no trânsito, sem ter contudo, o poder de realizar multas. Além da incidência dos assaltos e roubos na cidade, temos que discutir também a falta de apoio e solidariedade às vítimas, disse Valter Merlos “Falam muito em direitos humanos, mas não falam dos deveres humanos”, argumentou. Segundo ele, não podemos continuar com essa situação que penaliza o comerciante sob todos os aspectos. Impostos e mais impostos são pagos pelos empresários e não sabemos nem para onde o dinheiro vai. Temos que nos unir e marchar ao lado da Polícia Militar para encontrarmos meios que reduzam os índices criminais, concluiu. A ACIA se prontificou em aplicar nos corredores da Vila Xavier a mesma estratégia criada no centro: policiamento com bicicletas. Neste caso, a instituição contando com o apoio dos empresários disponibilizaria as bicicletas e a PM os seus homens. Orientações para que os bandidos encontrem maiores dificuldades em suas ações também foram passadas aos comerciantes e posteriormente a ACIA, SINCOMÉRCIO e SinHoRes, transformaram as dicas num cartão virtual enviado aos seus sócios num trabalho preventivo. Há 11 anos no mercado, a Alarm System desenvolve projetos e instalações de alarmes, circuito fechado de TV, automação de portas e portões, controle de acesso, sistemas perimetrais e monitoramento de alarmes e vídeo. Sempre em busca de inovações, a Alarm System oferece produtos com a mais moderna tecnologia ao menor custo possível. A equipe altamente qualificada, composta por técnicos e profissionais que vivem em constante aperfeiçoamento, desempenha um trabalho eficiente e aprovado por seus clientes. Esse trabalho é a garantia de segurança e tranqüilidade para os usuários. Robson garantiu ação mais ampla da polícia nos corredores comerciais e pediu que a população denuncie pessoas em atitude suspeita, ligando para o 190 como forma de intimidar a ação de supostos bandidos Merlos: “Não podemos mais Nascimento: “Sabemos conviver com essa onda de que o que está ocorrendo assaltos na cidade” na cidade é preocupante” Valderico: “A Câmara está propensa em colaborar com a Polícia Militar”

[close]

p. 8

PROJETO A SEGURANÇA DO FUTURO 2007 O Comandante da Guarda Municipal, Cel. Lambort, aguarda aval da SENASP, para implantar o Plano Municipal de Segurança Pública. Entre as exigências está o videomonitoramento de 10 pontos na cidade. Está na Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), em Brasília, o Plano Municipal de Segurança Pública, elaborado pelo Cel. Nicolau Waldemar Lambort, comandante da Guarda Municipal. O projeto encaminhado e orçado em R$ 1.200.000,00, envolve seis programas que, segundo Lambort, devem permanecer agregados para obtenção de resultados positivos: acolhimento e orientação aos meninos de rua, fomento às escolinhas de esportes na periferia, sistema de videomonitoramento do centro e principais vias de trânsito rápido, reequipamento e requalificação da Guarda Municipal e criação de estrutura para que os órgãos que têm interface com a manutenção da ordem pública na cidade possam ter uma instância para interagir e otimizar recursos. O item de custo mais elevado neste estudo considerado de alto nível, está na instalação do sistema de videomonitoramento (650 mil reais). De acordo com o projeto, serão adquiridas 10 câmeras speed dome para colocação em pontos estratégicos: São Paulo c/Nove de Julho; Duque c/São Bento; São Bento c/José Bonifácio; Via Expressa c/Miguel Cortez; Via Expressa c/Sete de Setembro; Padre Anchieta c/Santos Dumont; Avenida 36, altura da passarela do Shopping Jaraguá; Bento de Abreu, altura do Teatro Municipal; Bento de Abreu, defronte à CTA e Alameda Paulista c/ Octaviano de Arruda Campos. Todos os pontos com câmeras O Cel. Lambort comanda a Guarda Municipal que dispõe de 83 componentes estarão interligados a uma Central de Monitoramento, a ser instalada na GM. As imagens serão gravadas e disponibilizadas para ação conjunta com a Polícia Militar. OUTROS PROGRAMAS Com pouco mais de 100 mil reais, o projeto visa fomentar o apoio às escolinhas de esportes, pois a explicação é de que, para a população de baixa renda, o esporte é o caminho para inclusão social. A expectativa inclusive é de que até o final de 2007, 5.500 crianças sejam atendidas pela rede. O projeto envolve outra questão que Lambort considera importante: investir cerca de 123 mil reais na Casa de Acolhimento para Meninos de Rua. Dentro da minha ótica, assegura o comandante da Guarda Municipal, temos que criar estrutura para abrigar crianças e adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade pessoal ou social. O reequipamento e a requalificação da Guarda Municipal fazem parte do programa; para isso, estão sendo solicitados 318 mil reais à SENASP. Os recursos serão aplicados na compra de viaturas de patrulhamento (carros e motos), além do equipamento individual para proteção dos componentes do efetivo, principalmente coletes à prova de bala. O projeto se fecha com a criação da Secretaria de Segurança Urbana e do GGIOP (Grupo de Gestão Integrada da Ordem Pública). CURSO E COLÉGIO

[close]

p. 9

CONVITE CONGRESSO EM SANTOS A ARTE DA GUERRA DO EMPREENDEDOR Os associados da ACIA estão sendo convidados a participar em novembro do mais importante congresso organizado pela FACESP. Durante pelo menos três dias (21, 22 e 23 de novembro), os empresários da nossa cidade e região poderão acompanhar uma série de palestras organizadas pela FACESP e que fazem parte do seu congresso, a ser realizado desta feita, na cidade de Santos. Este ano, o tema A Arte da Guerra do Empreendedor, tem o objetivo de apontar as mudanças no mundo dos negócios, definindo-as como ferramentas velozes e capazes de alterar conceitos, visões e tecnologias. A Arte da Guerra, apesar de ser uma obra milenar, apresenta conceitos e estratégias completamente atuais e dará a oportunidade do associado da ACIA se integrar e melhorar ainda mais sua competitividade na luta pelo fortalecimento das empresas e desenvolvimento da comunidade. Paralelamente, serão realizados o Seminário dos SPC’s e o Encontro Estadual do Empreendedor, com várias plenárias e apresentações de cases e debates. A ACIA e a FACESP vão disponibilizar transporte gratuito aos interessados em participar do evento; a hospedagem e a alimentação serão por conta de cada participante, bem como a inscrição. PALESTRAS GRATUITAS “Técnicas de Exposição de Produtos”, é o tema da palestra a ser proferida por Alessandra Lima, no dia 21 de novembro, 20h, no auditório da ACIA. No dia seguinte, Kelly Miguel deverá falar sobre Vitrine Natalina, mostrando entre os itens, a influência do elemento decorativo de Natal e seu impacto visual. Mais informações na secretaria da ACIA ou pelo fone: (16) 3322 3633. A promoção é em parceria com o Sebrae, Senac e SINCOMÉRCIO. Como preparar uma vitrine é tema da palestra gratuita do dia 22/11 na ACIA

[close]

p. 10

Genesio Deliza, homenageado em nossa cidade como Juiz de Paz GENTE DE NOSSA TERRA Antiga Casa Deliza, ainda na Rua Nove de Julho, e hoje, com suas belíssimas instalações na Rua Carvalho Filho, onde funcionava o Supermercado Eduvasco ALÉM DA CASA DELIZA, A VIDA LHE RESERVOU OUTRA MISSÃO LEMBRANÇAS DE UM JUIZ DE PAZ Genesio Deliza, nunca se intimidou em enfrentar os desafios que surgiram em sua longa história de comércio e o que construiu com seus filhos, pode ser interpretado como verdadeira lição de vida e amor ao trabalho. São exemplos que devemos seguir com orgulho. Nascido e criado em Araraquara, Genesio Deliza, 72 anos é filho de Antônio Deliza e Rosa Célere e tem os irmãos José, Sérgio, Hildemor, Yvone, Luiz e Inide. Antônio Deliza era comerciante desde 1920. Começou com a Casa Deliza na Vila Xavier, depois mudou-se para a Rua Gonçalves Dias, entre os anos de 1928 e 1930 e logo construiu o prédio na avenida São Geraldo. “Eu perdi minha mãe ainda muito jovem, com 11 para 12 anos. Meu pai ficou meio desamparado”, conta Genesio. O comércio era muito grande e Antônio Deliza ficou sozinho, porque naquele tempo houve uma corrida muito grande de sitiantes e fazendeiros para o norte do Paraná. Até que por volta de 1954 decidiu encerrar as atividades. Genesio começou a trabalhar cedo, com apenas 13 anos, era office boy do Escritório São Paulo de Contabilidade. Depois, mediante concurso de datilografia, foi trabalhar na Casa Barbieri, o maior magazine do interior de São Paulo na época. Em 1951, foi admitido na Nestlé, como ajudante de laboratório e lá ficou durante 25 anos. Como autodidata e com os diversos cursos que a fábrica fornecia, foi chefe de laboratório mesmo sem ser químico, chefe de fabricação e chefe de compra de leite. “Comecei a fazer contabilidade à noite, até que um dia, fui pedir para sair mais cedo pois queria estudar e me responderam: ou você estuda ou trabalha. Continuei trabalhando, pois o emprego era uma questão de necessidade numa época tão dificil”. Casou-se com Dirce Alves Pinto em 1959 e tiveram os filhos Antônio, Cláudia e Marcelo. Hoje têm os netos Leonardo, Arthur, Ricardo, Marcela e Laura. Apesar de ganhar bem na fábrica, mas com os filhos pequenos, não via possibilidade de crescimento na empresa. Ele recorda que naquele tempo eram só suíços que ocupavam cargos mais altos. Genesio pensou bem e fez um acordo, que demorou oito meses para ser concluído, por- Genesio e Dirce que a Nestlé não se casaram em queria perder o fun- 1959 e ainda hoje cionário formado vivem cercados pelo amor pela própria empresa. “Quando saí, em 1976, havia uma grande procura de técnicos e mão-de-obra especializada. Eu tinha pelo menos 10 ofertas de emprego para ganhar o dobro”, diz. Com a honestidade acima de tudo, firmou um compromisso com a Nestlé Durante 25 anos, Genesio Deliza trabalhou no laboratório da Nestlé

[close]

p. 11

Genesio com os filhos Marcelo e Toninho que não trabalharia na concorrência. Com o dinheiro que recebeu da empresa, mudou-se com a família para Araguari, no Triângulo Mineiro, em 1977, para trabalhar em um laticínio que só fabricava queijo e manteiga. Ainda assim, Genesio procurou a sede da Nestlé para saber se haveria algum problema. Em 1979 surgiu uma nova oportunidade de trabalho. Andrelino Alves Pinto Filho, seu cunhado, funcionário do Armazém Santa Cruz, de Tufik Haddad, decidiu comprar o armazém e convidou Genesio para ser seu sócio. Andrelino também foi procurado por Geraldo Poleze para assumir a Distribuidora de Produtos Plásticos, Papéis e Artigos de Limpeza (Dispal). mente Marcelo, o filho mais novo. Os negócios cresceram e houve a necessidade de mudar para um local maior. Depois de dez anos, Genesio e Andrelino dissolveram a sociedade. A Pipocopos tinha comprado instalações na Vila Xavier e, em comum acordo, ficou decidido que Andrelino e seus dois filhos ficassem com a atual Vilacopos, enquanto Genesio, também com dois filhos, continuou com a Pipocopos. Há dez anos Genesio e os filhos constituíram a Casa Deliza e a partir de novembro partem para um novo empreendimento: a Deliza Comércio de Bebidas Ltda, com a representação de grandes marcas de bebidas. A Pipocopos e a Casa Deliza, juntas têm 54 funcionários. JUIZ DE PAZ Durante toda sua vida, Genesio Deliza ocupou várias funções. Desde a juventude fazia parte da diretoria de um clube de futebol, secretário do Palmeiras da Vila, secretário dos Vicentinos, enfim sempre foi bastante solicitado porque era muito prestativo. “Hoje eu estou ficando um pouco vagabundo”, conta rindo. Foi também diretor social do Clube Náutico, presidente do Lions Clube, presidente do 15° Quarteirão de Amigos. Em 1987 surgiu a oportunidade da instalação de um cartório na Vila Xavier. Por intermédio de amigos do Fórum e como morava na Vila fui convidado para ser juiz de paz. “Ninguém queria porque naquele tempo não se ganhava nada. O doutor Wagner Corrêa me emprestou um livro sobre leis que são ine- rentes ao casamento, sobre qual a minha autoridade prevalece no momento do casamento. Fizemos um teste e estou lá até hoje”, explica. Genesio diz que não pretende parar porque gosta do que faz. Para ele, o dia do casamento é um dia de felicidade, de alegria e onde só se vê coisas boas. “Já fiz casamento de aidético terminal, pessoas doentes pra morrer no hospital, na cadeia e na penitenciária”, lembra. MOEDINHA DA SORTE Logo que começou, depois de três ou quatro casamentos, uma noiva perguntou ao juiz: o senhor não vai me dar um presente? “Coloquei a mão no bolso e tirei uma moeda e disse: essa é a moedinha da sorte, é a primeira que você ganha e tenho certeza que atrás dela vem um monte de amor e felicidade. Saiu de momento, foi espontâneo e as pessoas acharam bonito”, afirma. Quando foi fazer outro casamento, a noiva também perguntou pela moeda. Assim começou a brincadeira da moedinha e o cartório providenciou uma caixa cheia de moedinhas e acabou virando tradição. “Já fui fazer muitos casamentos fora da cidade, por causa da moedinha. As pessoas chegam a pagar a transferência do cartório do centro para a Vila só para casar com o juiz Genesio Deliza e ganhar a “moedinha da sorte”. Como Juiz de Paz, Genesio e suas lindas mensagens oficializando um casamento “No início, o Armazém Santa Cruz fornecia muito para pipoqueiros. O pessoal passava lá pela manhã, comprava milho de pipoca, óleo, sal e marcava. Voltavam à tarde e pagavam. A partir da Dispal, começamos a vender copos descartáveis. Fomos pioneiros nessa área”, conta. Formou-se então a sociedade com o nome de Pipocopos. Genesio recebeu um bom dinheiro da Nestlé e comprou a Pipocopos à vista e nos primeiros seis meses só comprava mercadoria também à vista. “Foi uma lição que aprendi com meu pai”, diz ele. Para não sobrecarregar nas despesas da recém formada empresa, Genesio foi trabalhar a pedido de Ivo Antônio Magnani, no Rodoviário Morada do Sol, onde ficou por 12 anos. Nesse período, seus representantes na Pipocopos eram o filho Toninho, a irmã Ivone e posterior- Reunião familiar: Antônio Deliza Neto e a esposa Maribel, Cristina e o marido Marcelo Deliza, Genesio e a esposa Dirce; Cláudia Deliza com o marido Eduardo Francisco Jakubowski

[close]

p. 12

EMPREENDEDORISMO MINHA FARMÁCIA, MINHA VIDA Marlene Borsari, pelo seu idealismo e sucesso em sua profissão, é um exemplo a ser seguido. Toda essa ousadia deu a Marlene, o direito de ser indicada para o Prêmio Sebrae SP de Mulheres Empreendedoras. Nesta página, ela abre o seu diário e conta sua história. “Tudo começa na adolescência, onde as vontades, sentimentos e desejos despertam à flor da pele. É nesse tempo que sonhamos e a esperança é algo corrente nas nossas veias. Foi aos 17 anos, que ao perceber como meus pais precisavam de ajuda financeira, já que éramos em nove filhos, que fui em busca do primeiro e único emprego em uma farmácia, incentivada por quatro dos meus irmãos que já trabalhavam no ramo. Assim, comecei a percorrer sozinha o meu caminho. Na época, apenas um de nós era proprietário de farmácia. A vontade de vencer, o amor pela profissão e a dedicação que tínhamos pela nossa função, foi fundamental para que vencêssemos. Porém, apenas trabalhar não me satisfazia. Prestei vestibular para Direito e passei. Durante o dia me dedicava à farmácia e à noite estudava. Em 1976 fiz o exame da O.A.B. e me tornei advogada. Inicialmente, procurei conciliar minhas duas profissões; durante o dia continuava na farmácia, e à noite em horas de folga exercia a advocacia com mais três colegas. No entanto minha paixão pela Farmácia falou mais alto e até hoje, não consigo encontrar maior gratificação do que poder e ter o conhecimento em ajudar o próximo. Em 1979 eu e meu companheiro (Henrique Borsari Neto) decidimos abrir nossa própria farmácia. Procuramos um ponto e encontramos um imóvel antigo num bairro do lado oposto de onde trabalhávamos. Com o dinheiro do acerto das demissões reformamos o prédio e mobiliamos nossa residência com apenas o necessário. Como a vida é repleta de obstáculos, tínhamos um grande desafio: como comprar e estocar os produtos para a Drogaria. Surpresas boas também acontecem e almas repletas de luz, harmonia A família de Marlene reunida num grande momento de felicidade e bondade aparecem como querubins. Meu cunhado e grande amigo é umas dessas almas e percebendo nossa dificuldade, disponibilizou um automóvel conversível para que vendêssemos e abastecêssemos a farmácia. “Vendam e paguem quando puderem” - foram suas palavras. E nós o fizemos em dois anos. Em 11 de abril de 1979 inauguramos a Drogaria Borsari e foi um ano de muito trabalho, mas de muitas vitórias, pois, além do sucesso profissional nasceu minha primeira filha, que hoje é a nossa farmacêutica responsável. UMA NOVA LUTA Meu companheiro no entanto decidiu deixar a sociedade. Preferiu ser corretor de imóveis. Eu continuei com a Drogaria - minha Drogaria. Durante treze anos fui locatária daquele primeiro imóvel, até que consegui adquirir dois terrenos, na mesma quadra do meu estabelecimento. Em 16 de fevereiro de 1991 a Drogaria Borsari mudou-se para prédio próprio. Cresceu e se consolidou. Hoje é um mix de remédios e perfumarias. Sou empresária do ramo farmacêutico há 27 anos, mas me dedico a essa profissão há 37 anos. Nada foi fácil, porém não há recompensa sem luta, garra e paixão. Em 2008, tenho o projeto de uma nova farmácia: “Farmácia de Manipulação”, ao lado da Drogaria Borsari”. Renovação, modernidade e novidades são meus objetivos, além de servir bem para servir sempre. Foi assim, que até hoje, à frente da Drogaria e ao lado meu companheiro, administro minha empresa e meu lar. E é esse exemplo que deixo para minhas três filhas: Graziela (farmacêutica-bioquímica), Andréia (nutricionista) e Cristiane (cursando Administração de Empresa).

[close]

p. 13



[close]

p. 14



[close]

p. 15



[close]

Comments

no comments yet