Revista Comércio & Indústria - Fevereiro/2009

 

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Revista Comércio & Indústria - Fevereiro/2009 - Ano 3 - Nº 43

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Fevereiro/2009 • Ano 3 - N° 43 MARCELO BARBIERI E VALTER MERLOS Os novos rumos do desenvolvimento Trinta dias após assumirem o controle do município, o prefeito Marcelo Barbieri e seu vice Valter Merlos e também secretário do Desenvolvimento Econômico, alteram radicalmente o ritmo das suas atividades e se voltam para acelerar o progresso com a busca de novas empresas.

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do editor ponto de vista Valter Merlos - Presidente Ivan Roberto Peroni O BOM SENSO DO SINHORES Acompanhamos o debate sobre a regularização das normas para colocação de mesas e cadeiras nas calçadas em frente de bares, restaurantes e similares. A iniciativa do SinHoRes, além de proveitosa para preservar o respeito ao sossego público, serviu para mostrar o empenho da instituição em defender os interesses dos seus associados. É evidente que o enquadramento dos comerciantes dentro da Lei 133/99, é plenamente justa, contudo, é preciso que também adequações sejam feitas, pois estamos nos escorando em medidas adotadas de 10 anos atrás e de lá pra cá, muita coisa mudou. Os tempos são outros. Foi unânime a decisão de todos em solicitar autorização para a utilização do passeio público e cumprir as normas exigidas pela Prefeitura, e levar ao conhecimento do Ministério Público, a vontade dos empresários em resolver essa questão o mais rápido possível sem que ninguém seja prejudicado, foi o mais acertado. Também seria plenamente correto que anos atrás, o povo tivesse acesso às discussões para alargamento das ruas, transformando as calçadas de importantes vias públicas em “pinguelas”. Hoje para se andar na Padre Duarte, por exemplo, é preciso em determinados pontos, andar pela rua. Aumentou o número de carros, mais que isso, cresceu a população. Capa Foto: Sérgio Pierri EXPORTAR, FORTALECE A MARCA E AMPLIA A VISÃO DO EMPREENDEDOR O evento “Exportar para Crescer” Novos Caminhos para o Mercado Externo, programado para a nossa cidade no dia 26 de março, no auditório do SESC, vai reunir empresários, entidades e autoridades, constituindo-se numa das maiores promoções da Associação Comercial e Industrial de Araraquara, em 2009. Ao organizar este acontecimento que é uma das ações importantes do “Exporta São Paulo”, promovido anualmente pela FACESP, a ACIA dá uma demonstração do seu fortalecimento, pois também traz para perto de si, parceiros de expressão como a Prefeitura Municipal, a Ciesp, a São Paulo Chamber of Commerce, braço de negócios internacionais da FACESP. O “Exportar para Crescer” contará com sessões técnicas envolvendo expositores de diversas entidades que apresentarão diferentes aspectos do processo que engloba o comércio internacional. Além disso, em seu transcurso, ocorrerá o encontro de negócios entre os presentes, os quais poderão se conhecer e abrir novas oportunidades comerciais. Também acontecerão, despachos executivos com representantes de diversas instituições, incluindo a São Paulo Chamber of Commerce. Com esta promoção, que a cada ano se realiza em uma cidade, a ACIA não apenas cumpre o seu papel que é congregar e fortalecer a classe, mas principalmente, inicia um processo de abertura das portas do mercado internacional para pequenos empreendedores de Araraquara e região. Assim, exportar para crescer, é o objetivo que o empresário, de qualquer porte, deve ter ao vender seu produto ou serviço no exterior, segundo os especialistas. Crescer, mas sem oportunismo mal intencionado. Um dos piores erros que uma empresa pode cometer, é vender lá fora para fugir de crises no Brasil, abandonando o cliente externo assim que o mercado interno se reaquecer. Por outro lado, exportar significa mesmo diluir riscos, pois a expansão da empresa não fica condicionada ao ritmo de crescimento da economia do País. Outro fator positivo é que aumentar o número de consumidores, gera economia de escala, uma vez que o custo da produção é reduzido. Dependendo do País e do produto, o objeto da exportação pode ingressar no mercado externo com facilidade tremenda, sem taxas, com incentivos e, se o mercado não oferecer grandes concorrentes, é bem possível que seu produto seja mais competitivo externa do que internamente. Com a abertura comercial e a tendência de queda das barreiras tarifárias e não-tarifárias em todo o mundo, a empresa que não se internacionalizar, corre sério risco de ver seu mercado ser tomado por concorrentes. Um dos maiores exemplos de empreendedor bem sucedido em Araraquara com a exportação, é Ademar Ramos da Silva, da Alumínio Ramos, que rapidamente atingiu dezenas de países importadores, vencendo pela qualidade dos produtos exportados e os preços competitivos com os concorrentes. Ademar segue de maneira mais acelerada e forte para a consolidação definitiva da sua marca no mercado externo e tão significativo tem sido o seu trabalho, que recebeu o Prêmio Exporta São Paulo, da São Paulo Chambe of Commerce, dois anos atrás, como uma das mais justas homenagens pelo seu trabalho e caráter profissional. Convidamos os nossos empreendedores para que participem do projeto Exportar para Crescer: poderá ser também o início de um caminho cheio de sucesso no exterior. BARBIERI E MERLOS APOIANDO O NOVO DISTRITO Nas proximidades da Usina Maringá nasce um novo distrito industrial como marca da atual administração, aproveitando o perfil geográfico do município. EDIÇÃO N° 43 - FEVEREIRO/2009 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Assistente Editorial: Michele Rampani Depto. Comercial: Gian Roberto - José Teodoro de Souza Sebastião Barbosa - Silmara Zanardi Designer: Bete Campos e Mário Francisco Impressão: Gráfica Bolsoni - (16) 3336 9008 A revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Marzo comunicação Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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Resgatar o tradicional comércio do Carmo não é um caso tão recente; já ocorreram reuniões com os comerciantes no início de 2006, mas os projetos não seguiram em frente. FUTURO A REVITALIZAÇÃO DO CARMO JÁ COMEÇOU Revitalizar é a palavra chave para Valter Merlos, que aliando ACIA, CDL, SINCOMÉRCIO e também o Município, iniciam esse processo com o Senac e o Sebrae na implantação do projeto Novos Centros. Focado na avenida Sete de Setembro, o comércio é o pulmão do bairro do Carmo que vive um período de transição, envolvendo aspectos conservadores e o início de alterações no comportamento do empreendedor. Com um público consumidor que mantém fidelidade ao comércio do bairro, ainda se observa em determinados ramos ou segmentos, uma enorme afetividade às tradições de compra e venda. “O comércio do Carmo sempre se manteve em evidência por apresentar um caráter mais popular e onde o fluxo de pessoas que residem privilegiam sua atuação”, assegura Valter Merlos, presidente da ACIA e também secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. Tão marcante é a ação empreendedora do Carmo, que a fundação da CDL - Câmara dos Dirigentes Lojistas tornou-se um privilégio e a garantia de fortalecimento ao comércio do bairro, que tem instituição própria a defender os interesses da classe. Se para o bairro essas características se apresentam como ponto de equilíbrio, para a cidade foi e deverá ser uma ponte na ligação de bairros e acessos regionais em direção ao centro da cidade e outros corredores ou áreas emergentes. A REGIÃO DO CARMO Embora tenha perdido grande parte de suas reais características nos últimos 40 anos, o comércio do Carmo ainda se apresenta como grande fonte de riquezas para a cidade e sustentação no desenvolvimento do bairro. Do comércio diversificado e chamativo dos anos 60, atraindo principalmente as cidades da região nos fins de semana, pouco resta; tem-se a duplicação da rodovia Washington Luiz e as dificuldades de acesso, como fatores que pesam na desaceleração do desenvolvimento. Com as no-

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vas entradas - Avenida 36/Trevo Empresa Cruz - os comerciantes sentiram ainda mais o enfraquecimento econômico e o fechamento de quase 30% das lojas que mantinham um comércio alternativo para a região (acesso rápido para compras), foi implicando na mudança deste perfil. No início de 2001, a Sete de Setembro já havia perdido sua grande força comercial mantendo 62 lojas contra 84 da Alameda Paulista e 67 da Francisco Vaz Filho, que eram pontos emergentes. O Carmo passava a ter novo perfil: de empresas voltadas para a prestação de serviços - pelo menos em 42 pontos. Oito anos depois, tenta resgatar o crescimento dos anos 60, mas de forma lenta em relação à Alameda e à Vaz Filho. PROJETO NOVOS CENTROS O processo de revitalização, inicialmente das lojas, implica em novo layout para a fachada e interior dos estabelecimentos, envolvendo cores, exposição de mercadorias, iluminação, ventilação, etc, após consultorias individuais dentro das lojas participantes do projeto criado pelo Senac, Sebrae, ACIA, SINCOMÉRCIO e CDL. Uma outra fase é sobre gestão empresarial. Os negócios serão melhorados de maneira organizada. Mas só isso não basta, diz Merlos: “Hoje como vice-prefeito, secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente da ACIA, temos o dever de, em conjunto com o prefeito Marcelo Barbieri, retomar os estudos sobre o reaquecimento do comércio naquela região, discutindo a reformulação dos acessos, a urbanização das principais vias do bairro, adoção de sistemas de segurança, programas de incentivo ao empreendedorismo em uma extensão que vai da Rua 9 de Julho até o final da Presidente Vargas e suas principais transversais. Com o desenvolvimento vamos gerar empregos e riquezas, porém, com qualidade de vida, conhe- cendo o tipo de uso do solo e a atividade correspondente, o estado de conservação dos imóveis e o padrão arquitetônico nele encontrado. As iniciativas contudo, transformadas em atos sociais (produzir, consumir, habitar, divertir-se, etc.) devem corresponder com muita seriedade e respeito aos tipos de uso dos solos diferenciados: o uso comercial, o uso residencial, a prestação de serviços, o uso institucional, o uso recreacional (esporte e lazer), entre outros. O FUTURO DO BAIRRO Quando assumi a presidência da ACIA quatro anos atrás, lembra Merlos, reivindicamos a revitalização do comércio no Carmo junto ao Poder Municipal. As questões de trânsito, alternativas de acesso ao bairro, projetos de urbanização e medidas de segurança passaram a ser discutidos com intensidade, agregando os comerciantes e moradores do bairro em reuniões no Senai e na própria ACIA. Foi o começo para que a ACIA, SINCOMÉRCIO, CDL, Sebrae e Senac passassem a atuar em conjunto com o objetivo de promover o desenvolvimento do comércio varejista, que a partir dos anos 90 se apresentava coeso, ou seja, num agrupamento de atividades específicas, como clínicas médicas, oficinas mecânicas, lojas de autopeças, revenda de autos e motos que se concentram em determinados locais, completado pelo crescente ramo alimentício/lazer (lanchonetes, bares e restaurantes). O Carmo, ao longo da sua existência, sempre apresentou duas características distintas: primeiramente, procurando satisfazer as necessidades da população residente em seu entorno. Depois, também atendendo as demandas da população de locais distintos da cidade e da região, ampliando sua área de influência. O segundo item, garante Merlos, tem que ser retomado com a participação dos parceiros.

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EM FOCO ADMINISTRADORES REATIVAM SINDICATO Matheus Bernardo Delbon foi eleito presidente com a missão de reestruturar o Sindicato dos Administradores do Município de Araraquara. pessoas físicas de como aproveitar benefícios fiscais. Isso é possível através de projetos sociais, doações a entidades, que ao final do ano poderão ser deduzidas do Imposto de Renda. Nesse sentido, segundo Delbon, a ideia é elaborar um Portal na internet, com fácil navegação, que oriente e permita as empresas ou profissionais se organizarem, doarem e descontarem no IR. Outra proposta sinaliza para formação da Câmara de Conciliação Prévia, na esfera da Justiça do Trabalho, que atenda os profissionais liberais. O sindicato ainda possui dois membros da diretoria ocupando cargos na Federação Brasileira dos Administradores - FEBRD, o que ajuda no fortalecimento do sindicato local. Informações sobre a ADMINISTRARA pelo fone 3331 5868, através do site www.administrador.org.br ou pelo e-mail sindicato@administrador.org.br A identificação visual da profissão dos administradores Matheus Bernardo Delbon Desde novembro de 2008, os administradores de Araraquara voltaram a contar com o sindicato da classe. Foi eleito presidente, Matheus Bernardo Delbon, que vem redefinindo os projetos do ADMINISTRARA, com o objetivo de mobilizar e unir os profissionais. O sindicato, diz Matheus, oferece aos associados, assessoria jurídica, central de estágios, arbitragem e mediação, além de buscar parcerias que ampliem o campo sindical. Entre as propostas do ADMINISTRARA, estão dois projetos de expressividade previstos para 2009. O primeiro, é a criação de uma Incubadora de Profissionais Liberais, que de acordo com Delbon, seria a primeira em todo o País. Ele explica que essa incubadora funcionará nos moldes de uma incubadora de empresas e representa uma oportunidade para que profissionais liberais, sem muitos recursos, possam dar o primeiro impulso na carreira. Já o segundo projeto, Administração da Solidariedade, visa orientar empresas e A ADMINISTRARA atende os associados em sua sede na rua São Bento, 1.271, no centro da cidade

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ELEIÇÕES O APOIO DA ACIA PARA MARTINELLI A FACESP escolhe em fevereiro, o vice-presidente da sua décima oitava região que congrega 22 cidades. A indicação do empresário Marcos Alberto Martinelli, da Associação Comercial e Industrial de São Carlos, teve a imediata manifestação de apoio da ACIA. O presidente Valter Merlos, através de ofício enviado ao candidato, disse que “a indicação proporciona a oportunidade de Martinelli conviver com os companheiros das afiliadas da FACESP na região, bem como conhecer os problemas que afetam as entidades”. Nesta jornada, comentou Merlos, ele encontrará coirmãs em desenvolvimento, ampliando espaços e serviços que contemplam os associados, que apostam e se envolvem no fortalecimento da classe. Verá ainda que tem sido válida a nossa luta como dirigente classista e que muitas associações passaram a ter uma aproximação mais forte com a comunidade, tornando-se instituição participativa e com peso na vida política e administrativa do município. Sobre Martinelli, Merlos disse que, pelo seu passado democrático e de lutas, sabemos que eleito, ele não abrirá mão do propósito do crescimento das afiliadas na região, recebendo ideias e sugestões para criação e implantação de projetos, bem como fazendo reuniões de maneira descentralizada para familiarização dos problemas regionais. O reconhecimento ao trabalho de Martinelli tem sido unânime pela sua disposição e vontade de promover a in- Marcos Martinelli tegração das entidades e não separá-las, como tem ocorrido. Martinelli já foi presidente da ACISC em São Carlos e realizou um grande trabalho sempre pautando por uma linha de conduta transparente e progressista.

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Pedro Onofre plantou uma semente nesta cidade; ela se transformou em uma linda árvore e hoje seu filho Anselmo consegue colher os frutos pela maneira honrada com que administra os negócios deixados pelo pai. Carrocerias e carretas, produzidas por uma das fábricas mais conhecidas da região Com uma linda história de vida, seo Pedro é um exemplo de homem trabalhador INDÚSTRIA Pedro Onofre trabalhando na fábrica de carrocerias da Rua Humaitá (9) O CONSTRUTOR DE CARROCERIAS A histórica trajetória profissional de Pedro Onofre, começa na década de 30, na Rua Humaitá. Hoje, as técnicas praticadas por ele estão nas mãos de seu filho Anselmo, que com a mesma dignidade e respeito aos clientes, mantém notável seriedade em um ramo que exige a habilidade do marcineiro e responsabilidade de quem executa o serviço. Ainda menino, aos 11 anos, Pedro Onofre começou a trabalhar como ajudante na oficina de carrocerias de seu tio Luis. Lá aprendeu o ofício e deu os primeiros passos entre carroças, madeiras e ferragens. “Fui lapidado dentro de uma oficina”, lembra Onofre. Após muitos anos de aprendizado, trabalho e dedicação à oficina do tio, Pedro teve a oportunidade de abrir o próprio negócio. E assim foi à luta. Ele arrumou um empréstimo, comprou algumas máquinas e no ano de 1957, em um terreno na rua Humaitá (Rua 9), Pedro começou as atividades da Ferraria e Carpintaria Santa Isabel. O nome é homenagem a uma das santas de devoção de Pedro e já nessa época, Pedro constituía sua família. Casado com Dona Giselda, eles tiveram um casal de filhos, Isabel e Anselmo. O trabalho na oficina era difícil, mas muito gratificante, pois após experiên- cias em outros ramos do comércio, Pedro tinha certeza de seu talento e apreço pela arte de trabalhar com a madeira. “Eu vi que gostava mesmo era do serviço de carpintaria, marcenaria e tudo o que eu fazia era com amor e respeito ao cliente”, relembra Pedro com carinho. Na Santa Isabel, sempre se fez de tudo; o início foi marcado pelas carroças e ferragens para os cavalos. Com o avanço dos meios de transporte e o advento tecnológico, Pedro também teve que se atualizar e passou a fabricar carrocerias. Entre seus clientes estavam tradicionais empresas araraquarenses, Prefeitura Municipal e a Companhia Tróleibus Araraquara (CTA). Além do ofício pesado, Pedro também deixava a criatividade fluir e criou várias peças e equipamentos que são usados até hoje. Por exemplo, para a CTA, Pedro criou a estrutura do elevador para os caminhões da empresa. Atualmente, essa mesma estrutura de elevador é utilizada para o conserto de semáforos nas ruas de nossa cidade. Amparado sempre pela família, ele trouxe para o trabalho na oficina, o único filho Anselmo, que assim como o pai, passou a dedicar-se a aprender a profissão. Pedro e o grande suporte familiar: esposa Giselda e os filhos Isabel e Anselmo A fábrica da Família Onofre em seu novo endereço no Jardim Universal

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dedica a uma nova paixão, a restauração de santos e imagens católicas em um ateliê no subsolo da Igreja Nossa Senhora do Carmo. No auge dos seus 83 anos, feliz e produtivo, ao olhar para toda sua trajetória, Pedro, emocionado e emocionando, afirma: “Valeu a pena porque sempre procurei fazer coisas boas, ser honesto, fazer o serviço bem feito. Tenho uma família muito boa e só tenho que agradecer a Deus por isso. Posso dizer que combati um bom combate”. Os filhos na verdade, se espelham nesta maravilhosa imagem do pai que é querido e respeitado em nossa cidade e o fato de chegar a esta e continuar na prestação de serviços, já é uma demonstração de gratidão e bençãos divinas. A maior homenagem que um filho pode prestar ao pai é dar continuidade às suas atividades com seriedade, perpetuando o sobrenome Onofre por toda a sua vida Entretanto, mesmo com comprovação da habilidade do filho, Pedro e dona Giselda insistiram para que Anselmo e a outra filha concluíssem os estudos e foi o que aconteceu. A filha Isabel se formou no Magistério e atua como professora, enquanto que Anselmo se formou engenheiro civil, pela Faculdade Logatti. “Eu e minha esposa queríamos que eles se formassem, que pudessem evoluir, ter uma profissão e conquistar seu sustento pelo trabalho que eles escolhessem”, lembra Pedro. Com os caminhos traçados e a oficina crescendo, a necessidade de mais espaço surgiu no ano 2000, já que a evolução dos transportes exigia carrocerias maiores e co- mo consequência, de um local mais amplo para serem produzidas. Em 2003, após 45 anos na Rua Humaitá (9), a Santa Isabel se transferiu para o atual endereço, no bairro Jardim Universal e pode assim continuar a crescer e atender com mais agilidade seus clientes. Em novo espaço, a Oficina Santa Isabel, ampliou sua área de atuação e passou também a fabricar móveis. Atualmente, o já senhor Pedro, não exerce mais a profissão, mas todos os dias, está presente na oficina, que agora é comandada por Anselmo. Porém, se engana quem pensa que Pedro encerrou suas atividades: hoje ele se Carrocerias Onofre são as que oferecem a mais completa segurança no transporte ATENDIMENTO FERRARIA E CARPINTARIA STA. ISABEL Av. Luiz Rossato, 1388 Jardim Universal - Araraquara Fone/Fax: (16) 3331 1716 As novas instalações ampliaram os serviços da Oficina Santa Isabel que agora também fabrica móveis de alta qualidade “Seo” Pedro, como é carinhosamente chamado, com o funcionário Edison Vieira e o filho durante o trabalho que exige competência

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Joel Roberto Aranha e Roberto Jams Pegler, da ACIA e Camila Capacle, da coordenadoria municipal de Economia Solidária, durante a reunião com os ambulantes em janeiro ASSOCIATIVISMO AMBULANTES PEDEM PASSAGEM Sair da informalidade e ter seus direitos respeitados é o que qualquer ambulante deseja em nossa cidade. A ACIA, com o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, iniciou em janeiro uma série de estudos com o objetivo de promover uma aproximação mais ampla com a Associação dos Ambulantes de Araraquara, composta por aproximadamente 65 associados. Essa aproximação, comentou Joel Roberto Aranha, diretor da ACIA, quer difundir o conceito do associativismo, organizando as ações integradas da entidade para a capacitação, qualificação e uniformização de conduta profissional. Essa iniciativa, segundo ele, está ponteada pelo Projeto Empreender implantado em nosso País, através da FACESP e em nossa cidade já conta com o apoio do Sebrae, Prefeitura e Câmara. Num primeiro passo, está se diagnosticando todo o setor para atendimento das demandas existentes, o que vai gerar mudanças nas leis municipais que regem a categoria; em seguida será criado um canal de comunicação com a sociedade, com o objetivo de se promover a inclusão social, atraindo para a formalidade, os profissionais do setor. Os ambulantes voltam a se reunir com os diretores da ACIA, segundo Aranha, neste mês, já com algumas posições definidas. Os ambulantes têm hoje em nossa cidade sua própria associação O movimento para formalização da atividade profissional ganha mais força

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cial, programas de saúde e de educação ambiental, programas especiais para crianças e terceira idade. EM NOSSA CIDADE A unidade SESC Araraquara engloba todos esses serviços e está em funcionamento desde julho de 2000. Com uma área construída de 21.225 m², a estrutura montada atende com conforto e qualidade toda a programação elaborada e disponibilizada para a população de Araraquara. A estrutura, inclusive, é um dos pontos fortes da unidade na visão de Paulo Casale, nomeado gerente e Celina Tamashiro, nova gerente adjunto, que chegaram em janeiro a Araraquara, vindos de unidades de São Paulo. Para eles, o primeiro contato revelou a ótima estrutura do SESC e também da cidade, deixando-os entusiasmados com as perspectivas para essa nova gestão. Casale afirmou que as atividades e projetos desenvolvidos no SESC terão continuidade. “A unidade está muito bem resolvida e estruturada na questão estrutural e organizacional”. O atual momento, de acordo com ele, é de conhecer todo o planejamento e dialogar bastante com a equipe do SESC. As parcerias já estabelecidas com o poder público, empresas ou outras unidades SESC também serão mantidas. “As diretrizes do SESC são muito claras, só damos continuidade, reforçamos as parcerias que são muito importantes”, comentou Celina. Além dos novos gerentes, o SESC também entrou em 2009 promovendo uma ação muito importante. Desde janeiro, a matrícula no SESC é gratuita para quem trabalha no comércio e serviços. FUTURO NOSSO SESC TEM NOVOS GERENTES O gerente Paulo Casale e a adjunta Celina Tamashiro, assumem o controle da unidade em Araraquara e anunciam a continuidade dos projetos. O Serviço Social do Comércio (SESC) é fruto de um sólido projeto cultural e educativo que trouxe, desde sua criação pelo empresariado do comércio e serviços, há 60 anos, a marca da inovação e da transformação social. Ao longo dos anos, o SESC inovou ao introduzir modelos de ação cultural e educação como instrumentos para a transformação social. A concretização desse propósito se deu pela atuação no campo da cultura e diferentes manifestações, destinadas a todos os públicos. No Estado de São Paulo, o SESC conta com uma rede de 32 unidades, em sua maioria centros culturais e desportivos. Oferece também atividades de turismo so-

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GENTE DA NOSSA TERRA PEDRO SEVES, O DESBRAVADOR DO NOSSO MERCADO MUNICIPAL O que nunca faltou ao português José dos Santos Seves foi disposição para o trabalho. Mais que isso, jamais fugiu dos desafios: um deles foi deixar a vida pacata da zona rural para iniciar uma vida cheia de dificuldades na cidade, como um simples feirante. Por graça de Deus e dedicação, venceu e criou uma família extraordinária, voltada para o comércio. Em 26 de fevereiro de 1927, casou-se com Ana Cavalini, filha de Eugênio Cavalini e Ermelinda Cavalini, imigrantes italianos que também construíam a vida na Fazenda Aurora. Dessa união nasceram seis filhos: Maria Isabel, Dorival, Arminda, José, Paulo e Antônio. A mudança para a cidade aconteceu em 1929. A família Seves residiu, primeiramente, na Avenida Cassiano Machado, em seguida, mudou-se para Avenida São Paulo, atual, Avenida Santo Antonio, na Vila Xavier. Nessa nova fase, José dos Santos Seves começou a se envolver com atividades comerciais, a fim de garantir o sustento da família. O início foi com uma banca de verduras, cereais e frutas nas feiras das praças de Santa Cruz e Pedro de Toledo, trabalhando em dias alternados em cada uma delas. No mês de maio de 1959, foi inaugurado o Mercado Municipal. Seves, então, foi o primeiro proprietário de um box no novo espaço comercial de Araraquara. Ele ampliou a gama de produtos e montou uma mercearia, mas continuava a comercializar verduras, cereais e frutas. Até hoje a família mantém negócios no Mercado Municipal. Pai e marido dedicado à família, Seves era católico e participou das reformas das Igrejas Matriz, Santo Antonio e Santa Cruz. Além disso, Seves também teve expressiva participação como membro da Sociedade São Vicente de Paulo. Sua amada esposa, Ana, como ele dizia, faleceu em 14 de julho de 1979. No ano seguinte, em 8 de outubro de 1980, aos 77 anos, José dos Santos Seves também faleceu em Araraquara. Ambos estão sepultados no Cemitério São Bento. Como forma de reconhecimento ao grande cidadão e comerciante de Araraquara, Jose dos Santos Seves, desde 1984 passou a nomear a principal avenida do Jardim Roberto Selmi Dei V, de acordo com Samuel Brasil Bueno, que publica semanalmente “Seu nome está nas ruas”, no jornal O Imparcial. José dos Santos Seves, um dos pioneiros do Mercado A história de uma das famílias mais tradicionais do comércio de Araraquara começou com o nascimento, em 27 de julho de 1903, de José dos Santos Seves. Nascido na cidade portuguesa do Porto, José Seves era filho de Francisco dos Santos Seves e Isabel Coelha Seves e teve uma única irmã, Maria de Freitas Seves Bárbaro. Aos 8 anos de idade, José, juntamente com toda sua família chegaram ao Brasil. Eles se instalaram na Fazenda Aurora, propriedade agrícola localizada nas proximidades da Usina Maringá. Lá, o menino cresceu e frequentou por um ano e meio a escola, e mesmo com pouco estudo, anos mais tarde, José lecionou aulas para os jovens da fazenda. Responsável e merecedor da confiança dos donos, José passou a ser logo em seguida, o fiscal da fazenda. José dos Santos Seves (no centro), ladeado por diretores do Asilo de Mendicidade na década de 50, onde teve importante participação como colaborador

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Ana, esposa de Pedro, com os filhos: Maria Isabel, Arminda, Antônio (conhecido como Tico), Paulo, José (Zéca) e Dorival, nos primeiros meses de 1979 Seves e Ana, comemorando as Bodas de Ouro com missa em ação de graças OS SEVES NA ATUALIDADE Os seis filhos do casal José Seves e Ana deram continuidade à família e honraram seu tino comercial. A filha Maria Isabel casou-se com Alberto Bratifish e tiveram quatro filhos: Alberto, é proprietário da Fábrica de Meias Flório Indústria e Comércio; Ana Maria, atua como famacêutica; Regina, residente em São Paulo é proprietária de uma fábrica de bijuterias e Arminda, também mora na capital e é gerente bancária. Dorival Seves foi casado em primeiras núpcias com Almerinda (in memorian) e dessa união nasceram quatro filhos: José Augusto que atua como perito e corretor de imóveis; Paulo, proprietário da Casa Nordestina Mandacaru e Doce Vida, representante Nes- tlé; Renato mantém a origem comercial da família Seves, sendo proprietário da Casa de Carnes Seves no Mercado Municipal e na Avenida Estrada de Ferro; Luís é proprietário da loja Ponto a Ponto e representante comercial. Dorival Seves; após o falecimento da primeira esposa, casou-se com Ruth Teles Seves. Arminda casou-se com Paulo Simões e teve uma única filha, Ana Maria que atua como representante comercial. José dos Santos Seves Filho uniu-se em matrimônio com Maria Helena, com quem teve três filhos: João Batista que trabalha no 2° Cartório do Fórum; Joseli, proprietária da Jô Models e Douglas que trabalha na área de informática em São Paulo. Da união entre Paulo e Maria Silvia nasceram: Sérgio, que tem a Casa Nordestina em Américo Brasiliense e é também proprietário da Naturalíssima, loja especializada em produtos naturais, no Mercado Municipal; Adriana, é cirurgiã dentista e proprietária da Casa Nordestina do Mercado Municipal e Paula, que é proprietária da Marmoraria Carrascoza. Por fim, o filho Antônio casou-se com Maria Luiza e tiveram três filhos: Rogério que segue a carreira de jogador de futebol; Renata e Regiane que atuam com representação comercial. José e Ana foram presenteados com 18 netos e, até o momento 20 bisnetos. Alguns dos descendentes continuam envolvidos com o comércio de Araraquara, seguindo os caminhos trilhados pelo pioneiro José dos Santos Seves, um exemplo para quem hoje começa a atuar no comércio da cidade. Reunião festiva com filhos, noras e genros Da direita para a esquerda: Maria Silvia, Arminda, Maria Luiza, Maria Isabel, Ruth, Alberto e Maria Helena; agachados, Paulo Seves, Paulo Simões, Tico, Dorival e Zéca

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ENSINO NOVOS RUMOS DO SENAI PARA 2009 Além da troca de diretores em Araraquara, a escola já anuncia a implantação de cursos nos bairros com o objetivo de atender de imediato as empresas. Serão Panificação e Costura. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é uma agência educacional criada e mantida pela indústria. Em Araraquara, o SENAI “Henrique Lupo” está preparado para oferecer vários cursos e serviços nas diversas áreas tecnológicas que compõem o setor produtivo industrial da região. O SENAI oferece cursos de O modelo de gestão segue, de forma sistemática, a inovação e a melhoria contínua de todos os processos do SENAI, o que permite a otimização constante da sua produtividade e a qualidade dos produtos e serviços que são disponibilizados ao público. tuito é qualificar quem já está no mercado de trabalho. Desde novembro de 2008, a unidade de Araraquara tem como diretor, Paulo Sergio Sassi, que substituiu José de Jesus Fabri. Segundo ele, a motivação em trabalhar na cidade é grande, pois a escola é muito bem estruturada. Além disso, afirma estar recebendo muito apoio do poder público, da ACIA e da Fiesp e Ciesp. “Acabei descobrindo que o SENAI Araraquara é muito próximo dessas instituições, e por isso somos facilmente atendidos em tudo que precisamos”, ressalta o diretor. Para 2009, explica Sassi, existe um projeto para modernização dos espaços da escola, com novos equipamentos e melhorias na infraestrutura. O SENAI também deve passar a oferecer mais dois cursos: Panificação e Confecção, esse último uma demanda antiga da cidade, em função do seu perfil voltado para esta área. Paulo Sassi que retorna ao SENAI em Araraquara, onde começou sua carreira na década de 80 “Acredito que nosso SENAI no interior de São Paulo será a aprendizagem industrial que visam a for- escola com a maior gama de cursos indusmação básica do profissional iniciante, os triais para oferecer aos jovens”. Para abrichamados aprendizes; cursos técnicos e gar novos cursos, será construído mais um cursos de formação continuada, cujo in- prédio, com cerca de 1.800 m². O SENAI também firmou parceria com a Secretaria de Desenvolvimento EcoOficina de metalmecânica já reformada nômico, comandada por Valter Merlos e o Fundo Social para a realização de um projeto que irá oferecer nos bairros, cursos voltados para formação na área da construção civil como pedreiro, encanador, eletricista. “Todos esses investimentos e projetos são para dar respostas rápidas ao mercado de trabalho”, finaliza Sassi, entusiasmado com a recepção que teve na sua chegada e a forma com que os projetos estão sendo recebidos. CONVÊNIO COM A ACIA

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CRISE CICLO DE PALESTRAS EM FEVEREIRO NA ACIA Yuri Trafane, presidente do Comitê da Small Business da Câmara Americana de Comércio de Campinas, no dia 5/fevereiro na ACIA, vai falar sobre as estratégias para a área de vendas. Este mês, a ACIA promove em parceria com a CDL - Câmara de Dirigentes Lojistas e o Sindicato dos Administradores de Araraquara, um ciclo de palestras voltadas para a atual crise econômica, Yuri Trafane idealizado pela Escola Superior de Administração e Comunicação (ESAMC). Segundo o presidente da ACIA, Valter Merlos, é muito importante a parceria com instituições de peso, como a ESAMC que sempre manteve o propósito de zelar por valores éticos como escola voltada para o mercado, transformando-se num centro de excelência em educação dentre as melhores do País. Hoje, comenta Merlos, a ESAMC já é reconhecida pela comunidade empresarial e pelo MEC como uma das principais escolas de administração de empresas, direito empresarial e comunicação mercadológica, sempre com foco no mercado para garantir uma visão empreendedora aos seus clientes. AS PALESTRAS Além de Yuri Trafane, que abre o ciclo dia 5, outras duas importantes palestras serão realizadas na ACIA. No dia 11, 20h, Élcio Sotkeviciene, mestre em Ciência Administração de Empresas pela Universidade de Taubaté, fará palestra sobre “Estratégias para a minha carreira” e no dia 18, 20h, Antônio Marques, professor do MBA da ESAMC em Campinas e Piracicaba, discorrerá sobre as “EstraAntônio tégias para a área financeiMarques ra”. INFORMAÇÕES NA ACIA (16) 3322 3633

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