Revista Comércio & Indústria - Setembro/2013

 

Embed or link this publication

Description

Revista Comércio & Indústria - Setembro/2013 - Ano 9 - Nº 98

Popular Pages


p. 1



[close]

p. 2



[close]

p. 3



[close]

p. 4

IVAN ROBERTO PERONI* ponto de vista redação NÃO DEVEMOS NOS ESQUECER QUE SÃO 20 ANOS E NÃO 20 DIAS Lamentavelmente, queiram ou não, a atual crise política que estamos vivendo em Araraquara pode entrar para a história como uma das maiores já enfrentadas pela cidade. Gostaríamos que fosse diferente, porém, os exemplos que têm sido dados, são os piores possíveis. E essa situação pode receber esse tratamento não somente pelo tamanho do período em que ela ocorre, mas pelo fato das consequências que proporciona e até onde poderemos chegar. Há quem diga que muita água ainda vai passar por debaixo da ponte e os reflexos parecem já nos conduzir à implantação do medo sobre a esperança. Na contabilidade da crise estimulada pelas redes sociais e partidos que se antagonizam pela sede que o poder lhes causa, está o desenvolvimento econômico da cidade. Logo, na esteira do tempo, vem a imagem do vereador Ronaldo Napeloso, um dos responsáveis pelo desastre político que entra para a nossa história. Certamente quem conhece um pouco dos 20 anos de atividades do vereador - sempre apoiado pela maioria dos colegas de Câmara, independentemente de cores partidárias - começa a entender agora que o barco afundou, o desejo de se criar um divisor de águas em que os bons vão para o norte e os maus para o sul. São 20 anos, não 20 dias. Fazemos esta abertura editorial, tendo em vista não apenas a instabilidade sócioeconômica do município que hoje se coloca em risco. Ocorre que por ser esta uma publicação com perfil empresarial, há a extrema necessidade de nos preocuparmos com o desenvolvimento gerado pela chegada de novas empresas. Muitas chegaram, contudo, é preciso também que saibamos de tantas outras que desistiram, talvez movidas pelo alto custo das exigências que abriram os olhos do Ministério Público. Um dos principais efeitos deste vendaval foi a doação ou cessão de áreas para empresas que aqui queriam se instalar ou ampliar suas condições no setor fabril. Por essa razão, somente agora, é que a Câmara Municipal aprovou por unanimidade, na sessão ordinária de 20 de agosto, projeto de resolução da Mesa Diretora determinando que todo e qualquer projeto encaminhado pelo Executivo referente à cessão, doação ou alienação de imóveis de propriedade do Município a empresas ou entidades deverá, obrigatoriamente, passar por avaliação da Comissão Permanente de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Urbano Ambiental. De acordo com o projeto, a proposta de cessão, doação ou alienação de imóveis “contado de seu protocolo oficial junto ao setor competente da Câmara Municipal’’, não poderá ser apreciada em prazo inferior a sete dias. A Mesa Diretora justifica ser dever do Poder Legislativo fiscalizar as doações, cessões e alienações de imóveis por parte do município. Qualquer cidadão em sã consciência a esta altura, quer perguntar: por que só agora, após o vereador ser preso, toma-se essa iniciativa? As expressões populares são mais precisas, objetivas, que qualquer explicação versada em técnica para alimentar uma desculpa e sobre a qual a verdade mostra-se estampada nas vozes que vêm das ruas e das redes sociais. De um lado há os que dizem - “antes tarde do que nunca”; outros preferem falar: “depois da porta arrombada não adianta colocar tranca”. Creio que Araraquara neste momento vive esse paradoxo: os problemas se colocam ao lado de virtudes como a qualidade de vida superior à média das grandes cidades. A instalação de novas empresas; o prazer em vêla como o melhor lugar para se morar; áreas verdes que nos dão selos que apontam preocupação com o meio ambiente. Não podemos porém, deixar que esse lado seja implodido pelos escândalos locais e importados, que lhe imputam a pecha de antro de corrupção, ainda mais sabendo que há ações políticas adversárias pelo caminho. São 20 anos, não são 20 dias... SÔNIA MARIA MARQUES SE ESSES TRILHOS FALASSEM Uma vez mais por questões judiciais, o decantado Parque dos Trilhos tem suas obras paralisadas. Agora é por conta da demolição das centenárias casas existentes na Vila de Tutóia com grande influência entre aqueles que conviveram com o passado da ferrovia nesta região. Os serviços de execução do projeto já pararam em diversas oportunidades e o que era para estar pronto em quatro anos, já se arrasta desde os tempos em que o prefeito Waldemar de Santi imaginou criar uma situação nova para a região central da cidade. Uma hora pára por isso, outra por aquilo e o bonde da história faz pequenas pausas como se fosse o linguajar de uma combinação ferroviária: baldeação. É exatamente esse o termo para exemplificar os obstáculos que surgem e as paralisações que acontecem. Curiosamente, quanto mais pressa temos, mais problemas são vivenciados pelos que atuam no campo administrativo e jurídico. Sepultar a história não faz bem. Se as casas têm esse valor histórico, é claro que o projeto feito no passado deveria ter se atentado para a possibilidade de um embargo. Mas, como vivemos num país em que as coisas são feitas e refeitas e elas se acomodam de acordo com a vontade de um e de outro, o fato em sí, não é novidade... REVISTA EDIÇÃO N°98 - SETEMBRO/2013 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Assistente Editorial: Rosane D’Andréa Supervisora Editorial: Sônia Marques Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Heloisa Nascimento e Marcos Assumpção Design: Mário Francisco, Carolina Bacardi e Fernando Oprime Atendimento: Josiane Massimino Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

[close]

p. 5



[close]

p. 6

Profissionais da Acqua Jet desenvolvem lindos projetos utilizando toda técnica, equipamentos e aparelhos da própria loja O empresário Marcos Destéfani vem dando novo conceito à criação e instalação de piscinas em Araraquara e região matéria de capa PARA O SEU VERÃO FICAR COMPLETO O verão que se aproxima exige a instalação de piscinas com designs mais arrojados, revestimentos de vinil e que tenham estampas que alegrem ainda mais a estação. Refrescar o corpo e a mente, experimentar o prazer além da superfície, sentir a sensação de bem-estar se renovando a cada mergulho. Se esse é seu desejo para o próximo verão, aproveite agora e conheça as novas tendências para piscinas, desde as estampas em vinil, lançadas em agosto, até as novidades em iluminação e aquecimento. De acordo com o empresário Marcos Destéfani, proprietário da Acqua Jet Piscinas e representante da Sibrape há 18 anos em Araraquara, o sonho de ter sua própria piscina ficou mais em conta a partir de novos materiais como o vinil, muito resistente e bonito. O cliente escolhe entre mais de 30 opções de estampas. “A garantia da Sibrape é de quatro anos na fabricação. Nós oferecemos cinco anos na estrutura”, destaca. Piscinas com decoração de luz Led são a sensação ACQUA JET PISCINAS O vinil é um material extremamente resistente, não se quebra e conserva a tonalidade, se o problema for “desbotar” debaixo do sol forte. Além disso, um impermeabilizante flexível é soldado eletronicamente e tratado contra algas, fungos e microorganismos garantindo maior durabilidade. Sem falar na rapidez, facilidade de construção, segurança e acabamento nobre. A piscina, além de proporcionar muitos momentos de lazer e confraternização, é sem dúvida uma bela ornamentação, complementando o conjunto arquitetônico de uma residência. A partir disso, Destéfani mantém parcerias com arquitetos da cidade e região. Um dos itens mais procurados no momento é o aquecimento solar tanto para piscinas como residências. Hoje em cada 10 piscinas vendidas, 80% são aquecidas porque mesmo no verão, existem dias quentes

[close]

p. 7

O seu desejo é transformado em belos projetos pela Acqua Jet Piscinas e noites frias. Com o aquecimento solar, a piscina fica com uma temperatura mais estabilizada e menos susceptível a quedas bruscas de temperatura. “Mantém a água numa temperatura de 30 graus, o que dá condições para a pessoa entrar na piscina a qualquer hora”, conta o empresário. A energia solar para residências é uma grande vantagem para o consumidor porque, além de ser ecologicamente correto, proporciona 40% de economia na conta de energia elétrica. A iluminação, água quente nas torneiras, chuveiros e duchas são alguns itens beneficiados com a energia solar. O equipamento é simples de ser instalado e o custo/benefício é extremamente vantajoso Linha de produtos porque com dois anos e meio de economia na conta de energia elétrica, o equipamento está pago. “São placas que captam a luz solar, acompanhado de um boiller (tanque com capacidade de água aquecida para dois a três dias de uso)”, explica. Para um prazo maior de chuvas, é possível fazer o acionamento elétrico uma hora antes do banho, o chamado apoio elétrico. “Adquirindo um equipamento de boa procedência e bem instalado, o cliente evita a necessidade de manutenção”, garante o empresário. A Acqua Jet Piscinas também proporciona aos clientes manutenção em bombas, filtros, saunas e aquecedores de piscina e residencial. Sua linha de produtos inclui produtos químicos, filtros, bombas, aquecedores, banheiras, SPA, entre outros. Graças ao desenvolvimento da tecnologia, a iluminação de Led ganha cada vez mais adeptos. É a melhor opção para se iluminar uma piscina, por ter o melhor custo benefício do mercado e efeitos que não se assemelham a nenhuma outra forma de iluminação. Fica difícil resistir a uma piscina iluminada com cores intensas e efeitos bem variados. “Você coloca a cor escolhida, além do conforto de comandar a mudança de fun- ções, cores e efeitos de luz com controle remoto. Sem falar do baixo consumo que é de 4 watts por lâmpada”, enfatiza. Outra novidade da iluminação em Led é a possibilidade de controlar a iluminação da piscina também pelo celular, bastando para tanto, baixar um programa específico. Não quer ou não gosta de piscina? A Acqua Jet Piscinas indica o SPA Representante da Água Nativa, os SPAs substituem as piscinas residenciais com mais beleza e economia de espaço. São vários modelos de até seis lugares com hidrojatos, cromoterapia, aquecimento elétrico e painel digital para maior conforto. Podem ser instalados tanto em áreas externas como internas, e seu uso se dá em qualquer estação. Para deixar a piscina sempre limpa e com água cristalina, a empresa trabalha com produtos da Neoclor destinada a tratamento de água voltados para o mercado de piscinas. A linha de produtos é de altíssima qualidade, que vai desde cloro orgânico estabilizado a hipoclorito de cálcio. Na linha de líquidos, floculante e clarificante, algicida de manutenção, algicida de choque e limpa bordas, além de corretores de alcalinidade, pH - redutor de pH, elevador de pH e decantador. SERVIÇOS ACQUA JET PISCINAS Av. Prudente de Moraes, 58 (esquina com a Via Expressa) - Centro Loja virtual: www.acquajetpiscinas.com Fone: (16) 3335-1275 SPA, tipo ofurô no show room da Acqua Jet

[close]

p. 8



[close]

p. 9



[close]

p. 10



[close]

p. 11

José Maria Marcelino araraquara HISTÓRIA CONTADA PELAS MÃOS DO NOSSO ARTISTA Araraquara já não parece ser menina-moça. Quem sabe, uma senhora desajeitada de cabelos ao vento, na busca sonhada em ter de fato um lugar ao sol, presente que a natureza lhe entregou há quase 200 anos em uma história mostrada pelo artista plástico. O artista plástico José Maria Marcelino escolheu o tempo certo para realizar uma interessante exposição dos seus quadros: agosto, mês de aniversário, buscando com seu talento redescobrir situações que ficaram gravadas na esteira do tempo. Por 17 dias o público pode conhecer os trabalhos de Marcelino, alguns inéditos, permitindo uma gostosa viagem no tempo: 1817 a 2013. O artista, natural de São Caetano do Sul, vive em Araraquara desde 1960 e não esconde seu amor pela cidade e seus moradores. “Amo Araraquara; casei aqui, meus filhos nasceram aqui e a cidade me proporciona as imagens para que eu possa exercer o dom que Deus me deu de pintar e desenhar”, afirma. Marcelino é reconhecido pelo seu talento natural; artista exemplar e humilde. É desta forma que os amigos o definem, vendo nele o retrato de um pesquisador com qualidades para mostrar Araraquara de todos os tempos. Na verdade um estudioso. A exposição realizada em agosto no Espaço Cultural da Câmara, mostrou 21 telas do pintor. Avenida 1, a primeira da cidade em 1875 Araraquara e a visão da Via Expressa

[close]

p. 12

O CIDADÃO DAS TELAS Cidadão araraquarense, José Maria Marcelino diz sentir um amor muito grande pela nossa cidade e recompensado pelo dom lhe dado pelo Criador. Foi nos anos 60, que “seo Olindo” Marcelino e sua esposa “dona Ruth”, decidiram mudar para Araraquara. Eles moravam em São Caetano do Sul e já tinham José Maria Marcelino, o filho mais velho, então com 8 anos de idade. Aqui nasceram os outros três: Sueli, Roberto e Cláudio, que formavam uma família extremamente feliz. Zé Maria passou a estudar no Grupo Escolar “Antônio Lourenço Corrêa” e aos 12 anos descobriu que tinha uma grande tendência para o desenho. Incentivado pelos seus pais e com o apoio dos próprios professores decidiu seguir em frente. Entrega do tíítulo de Cidadão Araraquarense Com as filhas Juliana, Graziela e Ana Paula o artista De lá para cá não parei mais, conta o artista plástico que em 1973 pintou sua primeira tela. “Vendi essa tela e depois de muito tempo, até que tentei comprá-la de volta, mas não conseguí”, diz Marcelino. Ao longo da sua brilhante carreira - por sinal em nenhum momento optou por outra atividade - o artista participou de vários salões de artes em inúmeras cidades brasileiras, só que suas obras passaram fronteiras: “É um orgulho ser lembrado também no exterior; isso me incentiva e comove, pois estou divulgando o lado cultural da minha cidade”, assegura. Aqui também nasceram suas quatro filhas: Andréa, Ana Paula, Graziela e Juliana: “Uma família muito feliz, bastante unida tal como meus pais ensinaram, completando minha felicidade nesta cidade que tanto amo”, disse ele no encerramento da sua recente exposição na Câmara Municipal.

[close]

p. 13



[close]

p. 14

A primeira tela pintada por Marcelino em 1973: O Pescador. Ele vendeu o trabalho e quando tentou reavê-lo não conseguiu. A tela está em Araraquara e sua proprietária a mantém como uma joia rara. Ele traz na memória a imagem de uma viagem feita ao litoral quando ainda era criança e residia em São Caetano do Sul. O jornalista Beto Caloni, em 2009, já contestava ser Pedro José Neto o fundador de Araraquara. Para ele, a fundação da freguezia foi obra de latifundiários que usaram seus prestígios e juntos, idealizaram uma forma de iniciar a ocupação do planalto e valorizar as terras obtidas da Côroa. O Padre Duarte Novaes doou 43 hectares que foram demarcados por alguns moradores locais, entre eles Pedro. Na visão de Marcelino, Pedro em uma de suas fazendas na Freguezia Prédio que hoje abriga a Casa da Cultura, construído em 1914 A legalização foi obtida pelo comandante de Piracicaba, Domingos Soares de Barros e pelo Padre Manuel Joaquim Amaral Gurgel, de Itu, detentores de sesmarias aqui. Pedro figura como o construtor da capela erguida na praça da Matriz. Ele nunca morou no local, não tinha posse e nem prestígio para liderar a criação da Freguezia. Ele ofusca a verdadeira história e os fundadores que, de fato, iniciaram a ocupação do planalto, diz Caloni. Seria imprescindível que o Poder Público criasse um espaço para reunir os trabalhos feitos pelos nossos artistas como forma de garantir a preservação da nossa história. A própria iniciativa privada também deveria se valer dos benefícios concedidos por leis específicas, como a “Rouanet”, com o objetivo de manter acesa a chama que se apagada, poderá transformar Araraquara em uma cidade sem memórias. A cidade hoje olhada pela Antônio Prado

[close]

p. 15

“Inspirados na exposição de José Maria Marcelino, optamos em mostrar Araraquara através das talentosas mãos de vários artistas plásticos como forma de reconhecer o desempenho de cada um”. Capela da Igreja Matriz com o córrego que nascia na Padre Duarte e seguia até o Ouro na Via Expressa PAULO MASCIA A CIDADE AOS SEUS PÉS servando a tradição e a memória da cidade. As cores de suas telas são inconfundíveis. Seus trabalhos fazem parte de coleções particulares e no início de 1999, a Fundart adquiriu da família do pintor 204 obras para o acervo da Pinacoteca Municipal. Outras obras de sua autoria fazem parte do acervo e foram doadas por pessoas de Araraquara. O artista foi homenageado postumamente pelo município, em 1998, com a inauguração do Espaço Cultural Paulo Mascia, localizado na Praça Pedro de Toledo. Em 2010, foi homenageado também, dando nome ao VIII Território da Arte de Araraquara com a Sala Especial no Palacete das Rosas Paulo A.C. Silva. Paulo Mascia faleceu em 29 de maio de 1991, com 72 anos e suas obras contam com leveza, a história e progresso de Araraquara. Paulo Mascia foi um notável artista araraquarense, de muita sensibilidade e querido por todos. Fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar “Antonio Joaquim de Carvalho” e desde a infância já demonstrava inclinação para a pintura, levando-o a desenvolver suas qualidades como autodidata. Paulo Mascia registrava em suas telas não só o que seus olhos viam, mas também o que sua alma sentia por sua amada Araraquara. Ele retratou nas suas telas, os recantos da cidade, seus prédios e logradouros pre- Casa Barbieri nos anos 20: Avenida Duque com a Rua Nove de Julho Seminário dos Padres na São Bento com a José Bonifácio, hoje o Extra Padaria Perez, na Rua Nove de Julho esquina com Avenida Barroso, transformada em estacionamento

[close]

Comments

no comments yet