Revista Comércio & Indústria - Agosto/2013

 

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Revista Comércio & Indústria - Agosto/2013 - Ano 8 - Nº 97

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IVAN ROBERTO PERONI* ponto de vista redação TEMOS LAVADO AS MÃOS E VIVIDO NA DISTRAÇÃO A mensagem deixada pelo papa Francisco em sua passagem pelo Brasil não deve ficar atrelada apenas aos problemas que ocorrem nos grandes centros. Nós, araraquarenses, também devemos refletir sobre as palavras mais mencionadas por Francisco como corrupção, fome, racismo, perseguição ideológica, violência e drogas, mesmo porque, o que vivenciamos aqui é proporcional ao índice populacional dos milhares de municípios espalhados pelo Brasil. E não é apenas dos jovens que devemos cobrar uma atitude de coragem para mudar o mundo, é preciso que sejamos mais autênticos e saibamos desafiar os problemas vividos pela nossa comunidade. Investindo com indiretas, Francisco quis mesmo é abrir os olhos para quem lava as mãos diante do carente quadro de políticos que ora nos conduz a uma profunda crise, pela falta de ética e transparência nos atos públicos. Não adianta disfarçar: quase todos os recados foram mandados aos políticos, exageradamente egoístas em todos os sentidos. E só poderiam as mensagens ser direcionadas a eles, com algumas ressalvas, afinal estamos nas mãos de uma política econômica, política social, política da saúde, política do esporte, política pública... Tudo está decididamente adornado pela política da plumagem, onde se faz belo o que é vergonhamente feio e imoral. Mas ao povo, notadamente aos jovens, foi feito o pedido: para não lavarmos as mãos diante dos problemas. Ainda me recordo que, recentemente, o jornalista Sérgio Martins, encaminhou um email dizendo: “Recebo diariamente, fotos de políticos no meio de matagal, prédios em ruínas e assim por diante. Onde tem uma denúncia, lá estão eles sendo fotografados para marcar território, como que dizendo: “esse problema é meu”, mas se todos observarem, alguém já recebeu a foto do político depois do problema solucionado? Está na hora de nossos políticos serem mais atuantes, não basta tirar foto em local que esteja com problemas, têm é que resolver o problema. As publicações seriam muito mais verdadeiras. Se os veículos de comunicação só publicassem depois da matéria em pauta resolvida, seria tipo: antes e agora, aí sim, nós eleitores ficaríamos muito mais tranquilos sobre o papel correto de nossos parlamentares. (pense nisso)”. Sérgio Martins faz uma cobrança. Ele não lava as mãos, não se faz de distraído e nem vira do outro lado, em uma comparação a atitude de Pilatos, que lavou as mãos diante da crucificação de Jesus. É verdade que não devemos perder a nossa esperança nas instituições políticas, pois ainda há gente interessada em tornar menos sofrido o mundo em que vivemos. Nós que temos convivido, por exemplo, com a classe empresarial, principalmente micro e pequenos empresários, sabemos o quanto lhes têm custado esta carnificina tributária. E olha que cada vez mais aumenta o número de pequenas empresas que deixam de pagar impostos, pois não há como aguentar, e desproporcionalmente, os mais pobres, é que pagam os impostos embutidos nos produtos de consumo diário. A classe média, que além de descontar o imposto de Renda na fonte e pagar os impostos do consumo, assume papel desproporcional no financiamento dos programas sociais. Mas, por quê? Porque os ricos pagam muito menos impostos do que deveriam. Motivos? Veja um deles: por causa de uma interpretação legal, jatinhos, helicópteros e lanchas não pagam IPVA, o imposto sobre a propriedade de veículos automotores, embora todos sejam dotados de motores - por sinal, muito mais potentes que aqueles que empurram Fuscas e motocicletas pagantes de IPVA. E o papa Francisco tem razão quando diz que “não devemos lavar as mãos”. É preciso que a política acabe com as injustiças... SÔNIA MARIA MARQUES PARABÉNS ARARAQUARA! Já estamos em agosto, mês de aniversário de Araraquara. Temos que comemorar muitas realizações em nossa cidade, mas principalmente lembrar que por aqui, em julho, passaram centenas de atletas por ocasião dos Jogos Regionais, no período de 19 a 27. Fomos campeões dos 57º Jogos Regionais da 5ª divisão esportiva do Estado de São Paulo, com 327 pontos ficando à frente de Ribeirão (281) e Franca (257). Foi um momento importante não só para os nossos atletas que brilharam e se empenharam, mas também para os organizadores dos jogos e à Prefeitura que viabilizou estadias e todo respaldo necessário para que tudo terminasse de forma tranquila e organizada. Temos que enfatizar também o desprendimento dos comerciantes, principalmente de lanchonetes, bares, restaurantes, padarias e supermercados, que muito contribuíram para que os atletas e equipes de 60 cidades, pudessem ter o conforto nas horas das refeições e isso é muito importante, pois demonstra que a cidade toda estava envolvida. E agora, nesse mês, temos que voltar nossos olhos para Araraquara, que completa 196 anos. Desejar parabéns para uma cidade que é referência em desenvolvimento no Estado de São Paulo, é ter consciência que cada cidadão araraquarense contribui com seu trabalho, sua luta e seus estudos para que a meta sempre seja a união e o progresso. REVISTA EDIÇÃO N°97 - AGOSTO/2013 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Assistente Editorial: Rosane D’Andréa Supervisora Editorial: Sônia Marques Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Heloisa Nascimento e Marcos Assumpção Design: Mário Francisco, Carolina Bacardi e Fernando Oprime Atendimento: Josiane Massimino Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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EMBORA EXISTA, NEM SEMPRE É RESPEITADO Criado em 1971, o nosso Plano Diretor em muitas ocasiões foi deixado de lado, chegando a ser uma colcha de retalhos para conceder benefícios em nome do desenvolvimento econômico. Quem sabe a partir de agora seja levado a sério. Para uma cidade crescer de forma ordenada é preciso que ela tenha um Plano Diretor - instrumento básico que orienta a política de desenvolvimento e de ordenamento da expansão urbana do município. Em 1961 foi criada a primeira comissão para elaboração de um PD para Araraquara; o grupo concluiu o trabalho em 1963, mas a aprovação do projeto se deu apenas em 1968 e o Plano entrou em vigor em 1971. Mais de 10 anos de estudos e aprovações. O Plano Diretor aprovado nem sempre foi levado à risca, desvirtuado por interesses políticos e econômicos. Com isso o município cresceu de forma desordenada, por ingerência, omissão e negligência dos vereadores que contribuíram pela criação de uma colcha de retalhos. Agora, palestras com arquitetos e especialistas que trabalharam na elaboração do primeiro Plano Diretor (PD) de Araraquara deram início à série de audiências públicas para discutir a revisão do atual, em vigência desde 2008. Heloísa Michetti, Francisco Santoro, Roberto Massafera e Alessandra de Lima têm contribuído com a discussão do antigo Plano Diretor e a elaboração de um novo documento. Em recente palestra onde os quatro profissionais participaram, o arquiteto Chico Santoro traçou um panorama histórico do processo e da evolução de urbanização de Araraquara desde o final do século XIX. Ele destacou que sempre houve grande preocupação com infraestrutura e qualidade de vida, além de apurados cuidados arquitetônicos e paisagísticos. Lembrou de avanços da década de 40 em diante, como captação e tratamento de água, introdução de telefone automático e dos ônibus elétricos, entre outros. O arquiteto Chico Santoro aponta falha no cumprimento do Plano Diretor que acabou beneficiando o Extra: prédio construído sem recúo, postes na calçada estreita e um batalhão de gente para passar... plano diretor

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PLANO DIRETOR, O QUE É Plano diretor é o instrumento básico de um processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano, norteando a ação dos agentes públicos e privados. Seria um plano que, a partir de um diagnóstico científico da realidade física, social, econômica, política e administrativa da cidade, do município e de sua região, apresentaria um conjunto de propostas para o futuro desenvolvimento socioeconômico e futura organização espacial dos usos do solo urbano, das redes de infraestrutura e de elementos fundamentais da estrutura urbana, para a cidade e para o município, propostas estas definidas para curto, médio e longo prazos e aprovadas por lei municipal. HISTÓRIA Santoro critica intervenções sem o devido planejamento e cuidados arquitetônicos e técnicos, como a colocação de um pilar por uma grande rede de supermercados que atrapalha a visão de motoristas e coloca em risco a segurança de pedestres que circulam pela Rua São Bento. Para ele, “o progresso não pode interferir no patrimônio histórico” e a qualidade de vida das pessoas deve ser sempre priorizada. Heloísa Michetti, socióloga e empresária, recentemente mencionou a importância do planejamento, pesquisa e análise para buscar soluções para os problemas urbanos. De acordo com ela, o primeiro PD já previa a Via Expressa, com um anel viário completo e outros equipamentos urbanos importantes que estão projetados, mas ainda não saíram do papel. Ela conta também que a partir das décadas de 60 e 70, houve preocupação em construir escolas em locais que facilitassem o acesso e a segurança das crianças. Segundo ela, há 31 anos foram construídas as primeiras creches em Araraquara. ÁGUA Engenheiro, ex-prefeito e atual deputado estadual, Roberto Massafera (PSDB) tem comentado a necessidade de se pensar na questão da água, estacionamento para veículos, altura dos prédios e cuidados para impedir a impermeabilização do solo urbano. “Este debate é muito importante porque tomaremos decisões para os próximos 30 ou 50 anos que vão ter interferência na vida de muitas pessoas”, observou. Massafera defendeu que prédios, condomínios e residências garantam vagas de garagens conforme o número de pessoas ou de aposentos que o imóvel tiver, demonstrando preocupação com a tendência de crescimento cada vez maior da frota de veículos de automotores na cidade. Altura e distância entre edifícios é outro ponto a ser pensado. “Não podemos deixar um prédio a menos de um raio de 30 metros de outros para não termos comprometimento da ventilação, iluminação e passagem e entrada de sol”, declara. Por fim, alerta sobre os cuidados que garantam que o solo urbano não seja impermeabilizado, o que acarretaria problemas com enchentes e outras situações de riscos. SEGUE »

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Edna Martins, Chico Santoro e Roberto Massafera durante a audiência plano diretor em nova versão ELE SERÁ BEM MAIS OBJETIVO É de extrema importância a consolidação do Plano Diretor, porém, é necessário o respeito que os políticos devem ter com o documento, não criando brechas para futuras mudanças e possíveis benefícios aos amigos, familiares e outros... Alessandra de Lima, secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, tem dito que as alterações feitas no Plano Diretor foram para adequá-lo às necessidades de crescimento da cidade e à nova realidade. Ela lembra da importância de todo o planejamento que sempre caracterizou a política urbana da cidade e defende as atuais mudanças, afirmando que o PD está “menos repetitivo e mais objetivo em seus artigos”. A Audiência Pública presidida pela vereadora Edna Martins, presidente da Comissão Permanente de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Urba- no Ambiental, feita em junho, foi seguida de outras cinco consideradas regionais, discutindo-se temas e trabalhos com técnicos e vereadores. Foram feitos encontros na Região Sul (Melhado, Cecap, Iguatemi, Cruzeiro do Sul, Hortênsias), Região Norte (Selmi Dei, Indaiá), Região Leste (Vila Xavier, Jardins Brasil e América, Parque São Paulo), Regiões Oeste/Noroeste (Universal, Vale do Sol, Maria Luiza, Botânico, Assentamento Monte Alegre e Bueno de Andrada) e Região Central (São José, Vila Ferroviária e Centro) Neste início de agosto ocorre a audiência final para consolidação do texto. A vereadora explicou em uma das audiências que “queremos contextualizar as discussões sobre o Plano Diretor, democratizar o conhecimento e o debate e dirimir todas as dúvidas sobre o assunto”. Para as audiências regionais foi observado o mapeamento do Orçamento Participativo (OP). “As Universidades da cidade indicaram especialistas para nos auxiliar a explicar o Plano Diretor para a população”, concluiu. Já protocolado na Câmara Municipal desde o dia 5 de julho, o projeto está na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Urbano Ambiental para a entrega de emendas por parte dos vereadores e sugestões por escrito de associações e entidades representativas da sociedade. Encerradas as audiências públicas, o projeto passará por votações em 20 e 27 deste mês. O novo Plano Diretor tem encontrado resistência na Vila Harmonia, uma das regiões mais nobres da cidade. Os moradores não aceitam a verticalização dos prédios e as audiências têm sido bem acaloradas.

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SE QUISERES SABER O QUE EU SONHO PARA A MINHA CIDADE Indo em frente para completar 200 anos, Araraquara pode ser vista em sonhos de políticos e empresários, de uma forma inversa ao que imaginam os românticos que ainda restam. “Gostaria de ver a nossa cidade mais unida em seus propósitos, sua mobilidade mais versátil, com núcleos comercias mais direcionados, sem concentração central; nossas praças mais vigiadas, nossas crianças mais educadas, mais quadras de esportes com acessibilidade para todo o povo e bem iluminadas. O esporte mais diversificado, pois o esporte educa e ocupa nossas crianças”. O texto mostra bem o sonho que o empresário Roberto Abud tem sobre o futuro da nossa cidade. Foi do seu pai, o “Zé do Gimba” - pioneiro do boliche e posteriormente o dono de um dos principais restaurantes da cidade e se não me falha a memória o primeiro no formato selfservice - que o Abud provavelmente herdou esses anseios de progresso, segurança e paz nascidos na década de 60. O assistente da Governadoria Distrito 4540, Damiano Barbiero Neto, fez o inverso: recorreu a filha Luciana, formada em Arquitetura e Urbanismo para sonhar com a cidade do futuro: definição de estratégias para a melhora da qualidade do ambiente urbano, difundindo o uso de transportes coletivos integrados. Implantação de ciclovias, ônibus “limpos”, calçadas niveladas, sem buracos e obstáculos, proporcionando um sistema que atenda as necessidades da população. Seria importante tornar as ruas com pontos mais convenientes, Tempos atrás: Educação e Habitação. Hoje o que o povo mais deseja é Saúde e Segurança. Uma das fotos mais antigas de Araraquara, que já não pode mais ser vista nem em sonhos: 1) máquina de beneficiar café de Januário da Cunha Bueno; 2) Boteco do Lupetti, depois Hotel São Bento; 3) Sobrado de José Xavier de Mendonça, construído em 1891 por Agostinho Tucci; 4) quase impossível de ser observada, a quarta construção da Igreja Matriz de São Bento, inaugurada em 31 de outubro de 1891 mas atrativas e não somente de passagem. Para Renato Had-dad, presidente da ACIA, Araraquara está no caminho certo. Uma cidade acolhedora, onde se encontra de tudo. Diz ele: “Temos um comércio muito forte, com grande variedade de opções e uma rede de prestadores de serviços que podemos considerar como completa. Grandes indústrias chegando e proporcionando empregos melhores. Se aumentar a rede de ensino superior, Araraquara ficará ainda melhor”. Paulo Ambrósio, o “Paulinho da Casa de Carnes”, não sonha com muita coisa; se mostra mais humano na sua linha de pedidos, pautado pelo presente e a nossa realidade: “Gostaria de uma Araraquara com muita segurança, mais médicos nos postos municipais e o principal, muito mais amor no coração dos araraquarenses”. Em linhas gerais são desejos que não custam muito, mas que realizados, poderiam contribuir de maneira positiva com a qualidade de vida da nossa terra.

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reportagem de capa Endereço: Armando Biagioni, 1079 Jardim das Estações - Araraquara - SP Fone/Fax: (16) 3214-2029 / 3461-1366 Site: www.l3ambiental.com.br Sede da L3 Engenharia Ambiental Treinamento da equipe técnica da L3 A L3 CONTRIBUI PARA QUE A CIDADE SEJA AINDA MELHOR No momento em que as ações ambientais são implantadas com base em projetos técnicos específicos para melhorar a qualidade de vida no planeta, a L3 Engenharia Ambiental se destaca pela experiência dos seus profissionais e o conceito adquirido em todo país. É um orgulho ter sua sede em nossa cidade. A L3 Engenharia Ambiental presta serviços de consultoria, serviços e execução de projetos ambientais. Atuando há 5 anos na cidade e região, sediada em Araraquara, a empresa é constituída pelos amigos e Engenheiros Ambientais João Luiz Villas Boas Lemes e Pedro Fernando Luz. Preocupados sempre com as tendências de mercado, os jovens empresários constantemente buscam aprimorar os serviços prestados. "Investimos muito em capacitação, com isso, conseguimos diversificar nossa área de atuação e estamos sempre à frente das novidades do mercado", explica João Luiz. A empresa se consolidou no mercado regional e hoje está ampliando sua atuação para todo território nacional. "Nossos esforços foram reconhecidos e hoje a L3 Engenharia Ambiental é procurada por empresas de diversos segmentos e de todos os portes", completa Pedro Fernando. A forte preocupação com o meio ambiente leva pessoas e organizações de todo mundo a procurar empresas especializadas em minimizar os efeitos das ações causadas pelo homem, além de estar em dia com a legislação ambiental. Em entrevista, os jovens empresários explicam como a L3 contribui para esses resultados. Medição de orgânicos voláteis para monitoramento ambiental Remoção e destinação final de tanque de armazenamento de combustível Amostragem de água subterrânea para avaliação de passivos ambientais

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RCI: Qual a importância da L3 para nosso município e região? João Luiz: Como somos uma empresa local, conseguimos atender nossos clientes com qualidade e agilidade, sempre com preços diferenciados, pois conseguimos minimizar custos. Nossos projetos vão ao encontro das diretivas do Programa Estadual Município Verde Azul. Nós buscamos sempre atingir a sustentabilidade nas ações empresariais e isso contribui para que o município consiga minimizar os impactos ambientais gerados nos processos produtivos; assim contribuímos indiretamente para o município atingir a pontuação necessária para obtenção do selo. RCI: Como é ser jovem empresário? Pedro Fernando: A empresa foi a realização de um sonho que começou ainda na faculdade. Vimos que havia a oportunidade de colocar em prática tudo aquilo que aprendemos ao longo dos anos. No início foi difícil, mas sempre consideramos o fato de sermos jovens, um diferencial a nosso favor. Somos motivados e sempre buscamos as melhores alternativas para solucionar as necessidades de cada cliente. RCI: No que vocês acertaram? João Luiz: Assim que foi regulamentada a Política Nacional de Resíduos Sólidos em 2010, buscamos formar uma equipe técnica qualificada para atuar nesse segmento. Hoje temos um diferencial. Elaboramos o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que agora é parte integrante do licenciamento ambiental de empresas de todos os portes e é uma obrigação para todos os municípios brasileiros. Assim estamos ampliando o mercado de atuação da L3. RCI: A empresa possui algum projeto socioambiental? Pedro Fernando: Somos engajados em Biólogo José Claudemir faz o monitoramento ambiental de área contaminada Perfuração e instalação de poços de monitoramento ambiental so, nossa meta é ampliar o mercado de atuação da L3, continuar investindo na qualificação de nossos colaboradores e participar cada vez mais de trabalhos sociais. causas sociais. No mês de setembro vamos lançar o Projeto Movimento Verde. Nesse projeto faremos trabalhos de educação ambiental em feiras, escolas e comunidades carentes. Queremos investigar como está a questão de saneamento básico nas comunidades carentes e com isso desenvolver algumas ações para melhorar a qualidade de vida dessa população. Aproveitando a expansão das redes sociais, vamos promover campanhas educativas onde nosso mascote “Arvoreto” dará dicas para colaborarmos com a preservação do meio ambiente. RCI: Quais os projetos futuros? João Luiz: Em novembro vamos ministrar um curso em conjunto com o CIESP sobre Elaboração de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos para a Indústria. É uma oportunidade para o empreendedor aprender como funciona essa ferramenta de controle ambiental, sendo que hoje é obrigatório a apresentação do PLANO no licenciamento ambiental das empresas. Além disA MISSÃO Inovar o mercado de consultoria ambiental desenvolvendo e implantando tecnologias diferenciadas e oferecer serviços personalizados, promovendo o desenvolvimento econômico, ambiental e social aliados à satisfação de seus clientes, a L3 Engenharia Ambiental promove seu crescimento empresarial com a preocupação ambiental, atuando com seriedade e competência. SERVIÇOS DA L3 • Licenciamento Ambiental • Avaliação de impactos ambientais • Averbação de Reserva Legal • Outorga de uso de água • Gerenciamento de Áreas Contaminadas • Sondagens e instalação de poços de monitoramento • Avaliação de passivos ambientais • Remediação ambiental • Monitoramento ambiental • Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos • Projetos de estação de tratamento de água e esgoto • Execução de obras de engenharia ambiental Remediação de área contaminada por vazamento de combustível Profissionais da L3 realizam a coleta de água para ensaio analítico

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AVENIDA SETE DE SETEMBRO MOSTRA SUA NOVA CARA No começo as opiniões se dividiam entre saudosistas e modernistas. Agora parece existir o consenso de que um dos mais antigos corredores comerciais da cidade será do agrado de todos. Os lojistas da Avenida Sete de Setembro já experimentam o sabor da requalificação ou da revitalização que está sendo dada ao mais antigo acesso - Rodovia Washington Luis aos bairros Quitandinha e Carmo, com extensão ao centro da cidade. No século XX, o acesso à cidade era um dos únicos para quem vinha da capital, Jaú e os municípios que se estendiam ao longo da rodovia até o Rio Grande na divisa com o Mato Grosso. O Posto Quitandinha, no final da Presidente Vargas, já do outro lado da rodovia, era forçosamente o ponto de parada para quem trafegava pela Washington Luis; nos fins de semana o seu restaurante se transformava em local de encontro das famílias, bem como era considerado o espaço da boêmia na concorrência com o único restaurante da Avenida Sete de Setembro, a Churrascaria Manda Brasa. Na metade dos anos 60, com a duplicação da Washington Luis, o Posto Quitandinha começou a encerrar suas atividades, sendo inevitável a queda do comércio na Presidente Vargas e Sete de Setembro e o começo do fechamento de lojas tradicionais. Os consumidores ou visitantes passaram a ter como acesso, o Posto e Restaurante Morada do Sol ou Avenida 36, fortalecendo o Posto e Restaurante Pau Seco. Na década de 60, a CTA adquiriu quatro ônibus desse modelo, com os números 7, 9, 10 e 11. Esses veículos exigiam grande manutenção e era extensa a linha Vila Xavier/ Carmo, sendo trocados na Villares por outros modelos. ontem e hoje Em 1960, já prevendo os problemas que os comerciantes da Sete de Setembro e Presidente Vargas teriam pela frente, o prefeito Rômulo Lupo iniciou através de um projeto, levar para o Carmo e Quitandinha, o transporte coletivo com os ônibus elétricos que chegavam praticamente nas proximidades da Fazenda Salto Grande. A iniciativa contribuiu com a mudança do perfil comercial do corredor, substituindo diversos segmentos como tecidos, confecções e sapatos por lojas de peças automotivas e oficinas mecânicas. Ponto final da CTA na Presidente Vargas (Quitandinha) em 1960 com o cobrador Pedro Nascimento, o motorista Vicente Ruffo e o fiscal Antônio Retameiro Filho Ponto final da linha Vila Xavier/Carmo, na Avenida Presidente Vargas. Na foto vemos o motorista Marival Xavier e o cobrador Gerson Cavalcante com o uniforme da época. A partir de 1974, o perfil da Avenida Sete de Setembro passou a ser outro: oficinas e lojas vendendo peças automotivas

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Mário Hokama, um dos empresários mais influentes do bairro do Carmo, hoje vive a expansão daquela região, investindo na gastronomia com o Sakaná I e II, convicto de estar contribuindo numa economia emergente e que nos posiciona como uma das principais cidades de São Paulo. No começo de julho foi concluída pela empresa contratada, a primeira etapa de requalificação do trecho da Avenida Sete de Setembro, entre as ruas Pedro Álvares Cabral e João Gurgel, referente à pavimentação asfáltica. Apesar das chuvas fora de época no mês de junho, esta etapa da obra foi finalizada dentro do prazo estipulado inicialmente. O tráfego nos dois primeiros quarteirões pavimentados foi liberado parcialmente por conta das obras de remodelação das calçadas. A segunda etapa da pavimentação, no trecho entre as ruas Humaitá e Pedro Álvares Cabral, começou alguns dias depois com a retirada dos bloquetes, nivelamento do solo e pavimentação. CALÇADAS A remodelação das calçadas ganhará um ritmo forte e tendo início os serviços no trecho entre as ruas Imaculada Conceição e João Gurgel, através de duas empresas de ramos específicos. Enquanto uma executa a pavimentação, a outra cuida das novas calçadas padronizadas com piso intertravado; gradil nas esquinas, bancos e moderno sistema de iluminação. A troca de pavimentação no começo foi contestada pelos saudosistas, contudo a mudança passa a agradar pois faz parte do projeto de requalificação da avenida O investimento de R$ 850 mil é oriundo do Governo Federal e de recursos próprios do município, por meio do Orçamento e participação para Todos (OP). TRANSFORMAÇÃO Nos últimos anos, com o fechamento de várias lojas, o setor automotivo ganhou espaço e força na Avenida Sete. Paralelamente, a gastronomia também se expandiu com o empurrão dado pela classe universitária tendo em vista a proximidade com o campus da UNESP e a construção de dezenas de prédios com kitnets. Um dos grandes investidores nesta área tem sido o Eng° Mário Hokama que além de manter com grande sucesso o Sakaná I, agora também propicia aos seus clientes na Avenida Sete (início da Presidente Vargas), o Sakaná II. Hokama considera favorável a região para o avanço do setor gastronômico que passa a ganhar adeptos pela transformação. É o caso do dentista Humberto de Oliveira Bueno que elogia a ação do município.

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