Revista Comércio & Indústria - Abril/2013

 

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Revista Comércio & Indústria - Abril/2013 - Ano 8 - Nº 93

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Associação Comercial e Industrial de Araraquara Abril/2013 • Ano 8 • N° 93

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ponto de vista redação VALORIZAR O ESPORTE AMADOR EM MEIO A TRISTEZA CAUSADA PELO FUTEBOL PROFISSIONAL SÔNIA MARIA MARQUES IVAN ROBERTO PERONI* POPULARIZAR AS INFORMAÇÕES Em tempos de conscientização para uma melhor qualidade de vida, registramos a realização da Iª Feira de Saúde no Shopping Jaraguá, organizada por Edi Frediani, nos dias 8, 9 e 10 de março. O pedido feito pela direção do Shopping, através do superintendente Telmo Mendes a Edi, teve como ponto de partida, de que ela é apresentadora do programa Universo Mais da TVAra, e comanda o único programa de saúde apresentado em TV aberta, no interior, o SAÚDE MAIS. Assim, organizou a feira/exposição para que a população tivesse contato com vários segmentos, desde odontológico, nutricional, atividade física, e da importância da água, através de demonstrações e informações nas áreas física, mental e emocional, nos dez standes dispostos na Praça de Exposição do shopping, com um público estimado em mais de 35 mil pessoas. O sucesso foi tanto, que já está agendado no Shopping, outro SAÚDE MAIS JARAGUÁ, nos dias 19, 20 e 21 deste mês. Segundo Edi, os araraquarenses entendem e querem saber mais sobre saúde e assim, melhorar a qualidade de vida. Para a economia local, os Jogos Regionais que serão realizados em julho têm uma grande importância para diversos segmentos. Hospedagem e alimentação entram como carro-chefe, porém, quer nos parecer que a propagação do desenvolvimento do município em seu todo, acaba entrando na bagagem se levarmos em conta que aqui estarão cerca de 5 mil atletas de aproximadamente 75 municípios da região. Se o futebol da Ferroviária, aos trancos e barrancos, envergonha o nome esportivo da cidade pela inabilidade administrativa e o excesso de atletas costurados em laboratórios empresariais e políticos, vemos que este é o momento de valorizarmos e reconhecermos o valor dos amadores que dão suas vidas por uma medalha. Não que a Ferroviária tenha que ser esquecida nesta hora; seu nome sempre será visto com carinho e respeito pelos que a conheceram como exemplo de organização e clube. Dona de um patrimônio invejável no bairro mais valorizado da cidade e pro ssionais que faziam prevalecer no passado a hombridade, dentro e fora do campo, a Ferroviária foi sendo dilapidada moralmente até chegar onde chegou. Neste Campeonato Paulista da Série A2 não foi mais abaixo porque estava no limite do sofrimento, sendo salva na última rodada. Curioso é lembrar que até pouco tempo atrás se ouvia dizer que alguns times da elite paulista “só tinham 11 camisas”, numa espécie de contraste ao privilégio da Ferroviária com seus atletas e patrimônio. Hoje estamos em situação dramática e cômica, pois o clube não possui nem as camisas (são patrocinadas), e os jogadores que vêm como cobaias, pertencem a empresários gananciosos que dão com a esquerda e cobram com a direita, exigindo uma exposição na vitrine do futebol paulista. Não há então como o Poder Público ajudar a AFE e ser cúmplice na aplicação dos recursos oriundos da arrecadação de impostos. O nosso alento é o esporte amador; é a lição que nos proporciona o jovem criado na pobreza da periferia, sacri cado pela ida e vinda do transporte coletivo, da alimentação precária, da necessidade dos estudos para “ser alguém na vida” como diziam meus pais. Não há como negar o amor que o atleta amador nutre por um ideal vindo de sonhos e lutando isoladamente ao fazer parte de uma modalidade individual. Estes atletas são empresários de sí próprios, pois empresas ou donos de jogadores de futebol esquecem valores humanos e adotam para os seus cofres, o ledo engano. Se nos atentarmos para a importância econômica dos Jogos Regionais - uma competição com caracteristicas eminentemente amadoras - veremos o quanto estes jovens atletas são signi cativos para a nossa cidade. E olha que são ilustres desconhecidos, descobertos por acaso ou então quando sobem ao pódium derramando lágrimas por uma simples medalha que não custa nem 20 reais. Não se pede e nem se obriga neste momento para que as empresas invistam nos atletas amadores, pois têm eles um valor interior que não podemos dimensionar; o que não se pode é a Ferroviária ser vendida e maculada da forma que tem sido, perdendo pelo caminho suas glórias e tradições. Melhor seria ela começar do zero, amadora talvez, mas não ser possuída como uma mulher da vida sem saber quem é o seu real dono. Quem sabe se não seria esse - ao lutar com o que tem (quase nada) - a solução para resgatar sua honra. Enquanto ela for o que tem sido, serão poucos os homens a vê-la com respeito; outros apenas vão continuar tirando dela - a gola, a manga, o punho da camisa. E chegará o dia que nem camisa teremos mais para vestir o futuro se não houver um reestudo dos seus reais objetivos. Ainda bem que apareceu um Capivariano para nos salvar. REVISTA EDIÇÃO N°93 - ABRIL/2013 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Heloisa do Nascimento e Osias Moraes Design: Mário Francisco, Carolina Bacardi e Fernando Oprime Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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empreender PROGRAMA ATINGE QUATRO NÚCLEOS Ação organizada pela ACIA comemora o seu primeiro ano de atividades com a formação de quatro núcleos setoriais e ganha força para atingir seus objetivos em 2013. Fruto da parceria da ACIA e FACESP, o Programa Empreender apresenta características inovadoras e capazes de provocar profundas transformações econômicas e sociais no país. O Empreender tem um objetivo simples: concentrar os empreendedores de micro e pequenas empresas de um mesmo segmento em um Núcleo, debatendo em conjunto as dificuldades e os cases de sucesso de cada um. Com a aplicação do associativismo, as empresas entram em um processo de desenvolvimento, sempre orientadas pela experiência de profissionais capacitados. Um ano depois de ser implantado em Araraquara, o programa formou quatro núcleos: “Posso dizer que alcançamos os nossos objetivos pois este é um processo a longo prazo, onde a meta é conscientizar o empreendedor das pequenas empresas sobre a importância do associativismo”, diz o presidente da ACIA, Renato Haddad. MARCENARIAS Sendo este o primeiro núcleo montado, podemos dizer que já se encontra em plena atuação, e visto com solidez, destaca Felipe Boldtrin, agente do Empreender. “Contamos com 15 participantes e fizemos várias ações, como a viagem à Feira de Móveis em São Paulo. Neste núcleo estão sendo colocadas em prática ações de médio prazo, uma vez que as necessidades dos empreendedores foram divididas em curto, médio e longo prazo, regra básica para os núcleos. REPARAÇÃO AUTOMOTIVA É o segundo núcleo montado e ainda não completou um ano da sua formação; no momento estão sendo concluídas as ações do curto prazo, face alguns feriados e um número reduzido de reuniões do grupo. Participam 13 empresas. Tivemos o lançamento deste núcleo no dia 26 de fevereiro deste ano com a participação inicial de 10 empresas. A ACIA, segundo Boldrin, deverá intensificar a participação de mais empresas ligadas ao ramo de confecção e acessórios com intensa campanha de divulgação. ESTÉTICA E BELEZA Tomam parte deste núcleo 12 pequenas empresas. No momento verificam as necessidades do grupo e vêm sendo realizadas as atividades do chamado “curto prazo de implantação”. COMÉRCIO VAREJISTA Reparadores Automotivos no lançamento do programa Participantes do Núcleo de Estética e Beleza

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reportagem de capa COXINHAS DOURADAS DE BUENO ELEVADO PADRÃO DE QUALIDADE AGORA COM O ACOMPANHAMENTO DE ENGENHEIRA DE ALIMENTOS As Coxinhas Douradas de Bueno estão completando 12 anos do seu lançamento no mercado. A qualidade e o sucesso não ocorreram por acaso. Esse diferencial é que torna o produto inigualável frente as outras empresas que tentam usar o nome “Coxinhas de Bueno” como se apenas o nome pudesse garantir este sucesso. Desde o começo de março a Engenheira de Alimentos Débora Hrastel Marcello tem uma missão no Bar e Mercearia Freitas: aplicar boas práticas e critérios adequados na fabricação das famosas Coxinhas Douradas de Bueno para que elas tenham um tempo de validade mais longo e sejam consumidas em casa sem que percam seu padrão de qualidade. O sabor das coxinhas sempre foi o diferencial conseguido por Sônia Maria Pirolla Freitas, e cujo segredo no preparo da massa e o tempero do recheio, ela mantém a sete chaves: “Cada vez mais as pessoas estão adquirindo o hábito de consumir os nossos produtos em família; e, fritá-las em casa com a mesma qualidade é o que pretendemos”, diz Sônia. Débora Marcello, por ser engenheira de alimentos diz que seu objetivo é criar essa estrutura, pois atualmente, a qualidade vem sendo considerada o fator de maior importância na área alimentar, visto que dela depende a competivividade das empresas e, mesmo sua sobrevivência no mercado consumidor. “Para que isso aconteça, nossa principal preocupação é observar e aplicar critérios adequados que evitem a contaminação dos alimentos seja durante o processo produtivo, no recebimento de matéria-prima, armazenamento, ou ainda na manipulação final, antes de serem consumidos”, comenta Débora. Há 12 anos quando lançadas no mercado - nem Sônia e nem o marido Paulo - imaginavam que as Coxinhas Douradas de Bueno teriam essa qualidade com repercussão nacional. “Sempre trabalhamos de forma segura, com ética e transparência, visualizando a disponibilidade de se ter um alimento que servisse de ponto de parada para quem passasse pela estrada”, lembra Paulo. O Bar e Mercearia Freitas foi criado por Júlio de Freitas, nos anos 70; algum tempo depois passou para os irmãos Arlindo e Abel. Em 1984, após o casamento, Paulo e Sônia acreditaram ser um bom negócio e com ousadia investiram no local como sendo um bom lugar para que as pessoas tivessem uma alimentação rápida: a coxinha passou a fazer parte da vida destas pessoas. A preservação da qualidade hoje coincide com critérios que envolvem os procedimentos de boas práticas de fabricação, porque o consumidor também está mais exigente. A higienização dos manipuladores e a realização de treinamentos em Segurança Alimentar por profissionais altamente qualificados, fazem parte de um produto com padrão de qualidade. Parale- Em 1977, apenas o bar do “seo Abel de Freitas”, pai de Paulo, com duas portinhas, numa estrada de terra

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Todo processo de manipulação da massa e do recheio é acompanhado pela Engenheira de Alimentos Débora Marcello, mantendo assim a qualidade das Coxinhas Douradas criadas por Sônia de Freitas Também os temperos entram no processo de qualidade na combinação com o sabor das Coxinhas Douradas lamente seguem as técnicas de higienização dos alimentos, dos equipamentos e das áreas de manipulação, exigindo padronização das rotinas de produção, estudo e determinação do shelf-life dos produtos fabricados e a qualificação dos fornecedores. Como se observa, as Coxinhas Douradas de Bueno vivem uma nova etapa em respeito ao consumidor: “Estamos atingindo a modernidade sem perder, contudo, a nossa tradição com inegável segurança”, justifica Sônia Freitas. Segundo ela, é nos critérios de qualidade e escolha dos melhores fornecedores de matéria-prima que podemos oferecer produtos com sabores diferenciados e reconhecidos”. Atendimento: Aberto de Terça a Domingo das 9h às 22h (16) 3335 4176 www.coxinhasdouradas.com.br A permanência das Coxinhas Douradas na estufa passa por um processo de acompanhamento da temperatura; com isso elas se mantêm com a mesma qualidade de quando saíram da fritura e o cliente terá a certeza de estar consumindo um produto que não oferece nenhum tipo de risco para a sua saúde A Família Dourada: coxinha tradicional, de frango branco, frango com catupiry, queijo, brócolis, carne moída, carne seca, presunto e queijo, bacalhau, camarão e calabresa. O Bar e Mercearia Freitas está aberto de terça a domingo, das 9h às 22h, em amplo salão que oferece todo conforto aos clientes e playground para diversão das crianças 2013, a transformação do prédio, mantendo porém as duas portinhas e um produto que se tornou atração na gastronomia nacional Para alegria da garotada acaba de chegar a “mamãe coxinha”, ao lado da sua filha “dourada”

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palavra do presidente RENATO HADDAD NO MOMENTO DA NOSSA REELEIÇÃO FICAM OS NOSSOS AGRADECIMENTOS ADMITE-SE Segundo dados do CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, Araraquara criou mais 694 postos de trabalho com carteira assinada, em fevereiro desse ano. A Indústria puxou a la com 770 contratações; Serviços, com 199 e Construção Civil com 80. Já Agricultura com menos 290 e Comércio, com menos 57 não foram tão bem. É uma excelente notícia para nossa cidade, que vive bons momentos, principalmente com a chegada de grandes empresas dos setores industriais e comerciais. DEMITE-SE A General Motors do Brasil demitiu 598 trabalhadores de sua fábrica de São José dos Campos. Eles estavam afastados desde agosto do ano passado e essa ação já era esperada em virtude da empresa anunciar o m da produção da Meriva, Za ra, Corsa e Corsa Classic, carros que zeram grande sucesso na preferência do consumidor. PECINI CHEGANDO EM ARARAQUARA O empresário José Roberto Pecini recebeu terreno para instalar uma unidade de sua fábrica de móveis em nossa cidade. Com atuação em todo o país, a Pecini é uma empresa consolidada, com mais de 80 funcionários e comandada por toda a família que, exemplarmente, trabalha unida e com dedicação ao negócio. PRA FICAR Tive a oportunidade de conhecer a fábrica da Hyundai, mês passado, em Piracicaba. Hyundai quer dizer “moderno”. Seus fundadores, ao denominarem assim a empresa, quando a fundaram, prometiam produtos diferenciados. Hoje, operam três gigantescas indústrias no mundo, com fábricas em inúmeros países. A unidade de Piracicaba conta com 1900 funcionários e pretende abrir mais um turno, principalmente por conta da grande aceitação do modelo HB20, que já é o sexto mais vendido no país. FARID FREM Faleceu em nossa cidade, prestes a completar 93 anos, o empresário Farid Frem, casado com Dona Odete, pai da Maria Helena, da Regina e do Guto Frem, empresário da construção civil em Araraquara. Farid foi um bem sucedido homem de negócios da cidade. Mas seu maior sucesso mesmo, alcançou na arte de fazer amigos. Com seu jeito carinhoso e simples, era um homem querido e admirado por todos os que com ele conviveram; no Lions, no Clube Araraquarense, na Igreja Matriz de São Bento e em outros grupos do qual fez parte com sua esposa, Dona Odete. Deixa saudades; cam seus exemplos. ELEIÇÃO ACIA Com o encerramento das inscrições para candidatos à eleição da entidade e, somente com nossa chapa inscrita, seremos reconduzidos ao cargo juntamente com os demais membros de diretoria e conselhos deliberativo e scal no dia 8 de abril. Como regem os Estatutos, havendo chapa única, a eleição se dará por aclamação, e, por isso, será um prazer receber os amigos empresários às 14h quando acontecerá o ato. Aos novos membros, pedimos o empenho no sentido de unir esforços e ideias para avançarmos com a entidade. Aos que nos ajudaram na gestão passada, os agradecimentos em nome de todos os associados da ACIA.

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INADIMPLÊNCIA NA CIDADE CAIU 3,6% EM FEVEREIRO Queda ocorrida no segundo mês do ano, somada a janeiro, soma 6,2%. A inadimplência, medida pela inclusão de débitos no Sistema Central de Proteção ao Crédito (SCPC), em fevereiro, diminuiu 3,61% em relação ao mesmo mês de 2012. No mês, foram inclusos 15.311 débitos no SCPC, frente aos 15.884 débitos inclusos no segundo mês do ano passado. Na comparação com janeiro de 2013, segundo o economista Jaime Vasconcellos, do Núcleo de Economia do SINCOMÉRCIO, houve uma queda de inclusões de dívidas ativas em 3,12%, porém, a inadimplência é uma variável econômica sazonal e, desta forma, a análise tornase mais verossímil quando se compara o mesmo período de anos distintos. Quando se compara o primeiro bimestre de 2013 com os dois primeiros meses de 2012, observa-se um aumento da inadimplência em 6,2%, principalmente devido aos números de janeiro, no qual houve cerca de mil inclusões de débitos a mais em 2013, em relação ao mesmo mês de 2012. Pela esfera das exclusões, isto é, das dívidas já presentes no SCPC, que foram quitadas e, por isso, saíram do Sistema Central de Proteção ao Crédito, houve aumento em fevereiro, quando também comparado ao cenário de fevereiro de 2012. O aumento de débitos quitados foi de 12,97%. No primeiro bimestre o aumento foi de 1,8%. O aumento na inadimplência local, economia ALGUMAS DAS CAUSAS Os dados relacionados a inadimplência devem ser atribuídos ao comprometimento de parte do orçamento das famílias. Muitas ainda têm parcelas de presentes referentes as festas do final do ano, outras já surgem com despesas normais de matrículas, mensalidades e materiais escolares, principalmente, a serem pagas. Outras famílias excedem nos gastos e acabam tendo dificuldades de honrarem seus compromissos: há gastos realizados na euforia das fé-rias e que não foram planejados, não cabendo assim no orçamento das famílias. neste período do ano, está dentro da normalidade, diz Vasconcellos. No primeiro trimestre há sazonalidade propícia ao endividamento, principalmente devido aos gastos extras no início do ano e reajustes de preços. Além disso, é tácito que em fevereiro incluem-se mais débitos nos sistemas de registros, já que o mês é conhecido como aquele em que as dívidas não quitadas no Natal e saldões em janeiro, são inclusas no SCPC. Por outro lado, assim como já foi observado menor nível de inadimplência de janeiro de 2013 para fevereiro, a tendência no decorrer do ano é que a queda dos juros bancários e o mercado de trabalho formal aquecido auxiliem na queda dos índices de inadimplência brasileira. O economista Jaime Vasconcellos mostra a queda da inadimplência

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investimento UM BILHÃO DE REAIS NESTES VERDES CAMPOS Representantes da JBF Industries acompanhados do deputado Roberto Massafera, visitaram o lugar onde será construída a fábrica de BioMEG. No final de março, representantes da empresa JBF Industries se encontraram com o deputado estadual Roberto Massafera para tratarem uma vez mais, da instalação em Araraquara da fábrica de BioMEG, investimento de R$ 1 bilhão. “Estamos trabalhando para que tudo corra bem, dentro do previsto. Esse investimento da JBF agrega valor à cadeia produtiva da cana-de-açúcar, que é a base da economia regional. Vai diversificar a economia, gerar emprego e consolidar a região como um pólo de inovação tecnológica”, argumenta Massafera. Participaram da reunião representantes da empresa IESA, também de Araraquara. Roberto Massafera (terceiro da direita) e representantes da JBF e da Coca-Cola em visita à área em que será construída a fábrica de BioMEG, atrás da Sachs Eles discutiram detalhes do projeto técnico de construção da planta da JBF, e os encaminhamentos que estão sendo tomados junto a órgãos como a Prefeitura, a CETESB e a CPFL. A JBF vai construir em Araraquara a maior fábrica do mundo de BioMEG (Monoetilenoglicol) feito à base de álcool de cana-de-açúcar. O investimento de R$ 1 bilhão vai gerar 1,6 mil empregos diretos e indiretos. O BioMEG é a matéria-prima das garrafas PlantBottle, fornecidas à Coca-Cola pela JBF. Com 30% de sua composição à base de cana, as embalagens são 100% recicláveis. A expectativa é que a construção da fábrica inicie-se este ano e que a unidade entre em funcionamento ainda em 2015, sendo avaliada desde já como um marco para a sustentabilidade mundial. A estimativa de produção é de 500 mil toneladas por ano que serão escoadas por trem até o porto de Santos. A presença de usinas de álcool, de insumos como o gás natural e do pátio ferroviário da América Latina Logística (ALL), contribuíram para que o investimento fosse alocado em Araraquara.

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comércio varejista A DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTOS Com noventena, a medida começa neste mês de abril e vem acompanhada de um impacto que será de R$ 1,3 bilhão em 2013. Em 2014 subirá para R$ 2,1 bi. A AESCAR - Associação das Empresas Contábeis de Araraquara, informou na segunda quinzena de março a decisão do Governo em desonerar a folha de pagamentos do comércio varejista. Com a desoneração da folha, o setor pagará uma contribuição de 1% sobre o seu faturamento em troca dos 20% do pagamento da contribuição das empresas para o INSS. A medida começa a valer em abril. “Espero que o comércio repasse para os preços. O grande beneficiado é o consumidor e a inflação que vai crescer menos. Queremos que o comércio venda mais, contrate mais e faça mais investimentos. É um dos setores que mais contrata mão-de-obra. É muito importante que possa ter redução de custos”, diz Paulo Luiz Pecin, presidente da AESCAR. O objetivo do Governo é estimular a geração de empregos no setor. Para isso, irá deixar de arrecadar R$ 1,3 bilhão em 2013 e R$ 2,1 bilhões em 2014. Até o momento, 41 segmentos da economia já haviam sido contemplados com a desoneração da folha de pagamentos. Segundo Pecin, a medida agora abrange departamentos ou magazines, além de lojas de materiais de construção, de equipamentos de informática e de comunicações, além de revendas de eletrodomésticos, de equipamentos de áudio e vídeo, de móveis, tecidos, e artigos de armarinho.Também engloba o comércio de artigos de cama, mesa Comércio varejista de materiais de construção em geral, está na Subclasse CNAE 4744-0/99 e banho, de livros, jornais e revistas, artigos de papelaria, de DVDs, vídeos, cosméticos e perfumaria, além de produtos farmacêuticos, entre outros. SEGMENTOS VAREJISTAS BENEFICIADOS • Lojas de departamentos ou magazines, enquadradas na Subclasse CNAE 4713-0/01 • Comércio varejista de materiais de construção, enquadrado na Subclasse CNAE 4744-0/05 • Comércio varejista de materiais de construção em geral, enquadrado na Subclasse CNAE 4744-0/99 • Comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática, enquadrado na Classe CNAE 4751-2 • Comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação, enquadrado na Classe CNAE 4752-1 • Comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo, enquadrado na Classe CNAE 4753-9 • Comércio varejista de móveis, enquadrado na Subclasse CNAE 4754-7/01 • Comércio varejista especializado de tecidos e artigos de cama, mesa e banho, enquadrado na Classe CNAE 4755-5 • Comércio varejista de outros artigos de uso doméstico, enquadrado na Classe CNAE 4759-8 • Comércio varejista de livros, jornais, revistas e papelaria, enquadrado na Classe CNAE 4761-0 • Comércio varejista de discos, CDs, DVDs e fitas, enquadrado na Classe CNAE 4762-8 • Comércio varejista: brinquedos/artigos recreativos - Subclasse CNAE 4763-6/01 • Comércio varejista de artigos esportivos, enquadrado na Subclasse CNAE 4763-6/02 • Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas, enquadrado na Subclasse CNAE 4771-7/01 • Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal, enquadrado na Classe CNAE 4772-5 • Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, enquadrado na Classe CNAE 4781-4 • Comércio varejista de calçados e artigos de viagem, enquadrado na Classe CNAE 4782-2 • Comércio varejista de produtos saneantes domissanitários, enquadrado na Subclasse CNAE 4789-0/05 • Comércio varejista de artigos fotográficos e para filmagem, enquadrado na Subclasse CNAE 4789-0/08

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ENTENDENDO A DESONERAÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTOS É o modo pelo qual o Governo sugere para a redução de encargos previdenciários, substituindo a contribuição patronal de 20% sobre a folha de pagamentos, pro-labore, serviços autônomos e os 15% da NF referente cooperativas, por um percentual aplicável sobre a receita bruta da empresa (descontando as receitas de exportação). A desoneração não atinge todas as contribuições sobre a folha: O novo percentual sobre a receita bruta somente engloba aqueles 20% sobre a folha de pagamentos. Portanto, Todas as outras contribuições incidentes sobre a folha de pagamento permanecerão inalteradas, inclusive o FGTS e a contribuição dos próprios empregados para o INSS. Alíquota sobre receita bruta que as empresas enquadradas deverão pagar: Para o comércio varejista será aplicável a alíquota de 1% (um por cento) sobre a receita bruta. Segundo o Parecer Normativo da Receita Federal do Brasil nº 003 de 21 de novembro de 2012, considera-se receita bruta: • A receita decorrente da venda de bens nas operações em conta própria; • A receita decorrente da prestação de serviços em geral e o resultado auferido nas operações de conta alheia. EMPRESAS VINCULADAS AO SIMPLES NACIONAL Esta legislação não se aplica às empresas optantes pelo Simples Nacional. Portanto, as empresas vinculadas ao SIMPLES NACIONAL deverão continuar recolhendo a contribuição previdenciária de forma normal. Os efeitos serão de 1º de abril de 2013 e terminarão em 31 de dezembro de 2014. IMPACTOS, VANTAGENS E DESVANTAGENS PARA O COMÉRCIO Para o caso da desoneração da folha de pagamentos do comércio varejista, que ocorrerá a partir do mês de abril de 2013, não se pode pensar em vantagens ou desvantagens, pois o processo de substituição é obrigatório e não opcional, devendo vigorar até o final do mês de dezembro de 2014. A questão é matemática, pois o impacto positivo ou negativo poderá ser apurado ao se comparar a diferença encontrada entre a aplicação do percentual de 20% (vinte por cento) sobre a folha de pagamentos e o novo percentual de 1% sobre a receita bruta da empresa, com as respectivas deduções. Sistema parecido é atualmente praticado pelas empresas inscritas no SIMPLES NACIONAL, mas com uma vantagem maior, pois todos os encargos previdenciários e de “terceiros” (SESC, SENAC, SEBRAE, etc) se encontram incluídos no cálculo do SIMPLES NACIONAL. Em se tratando de metodologia experimental, já que tem data para início e término, os empresários do comércio terão a oportunidade de participar de um processo que realmente seja o passo para a tão almejada reforma tributária, e em sendo vantajoso, deverão lutar para sua manutenção, como forma de incentivo. O discurso do Governo vem no sentido de que o comércio repasse para os preços o ganho que terá com essa alteração, entendendo que o grande beneficiado será o consumidor e que isso estimulará a geração de empregos no setor. Segundo Paulo Luiz Pecin, presidente da AESCAR, as empresas vinculadas ao Simples Nacional deverão continuar recolhendo a contribuição previdenciária de forma normal

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