Revista Comércio & Indústria - Outubro/2012

 

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Revista Comércio & Indústria - Outubro/2012 - Ano 8 - Nº 87

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Outubro/2012 • Ano 8 • N° 87

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W/ ROSA

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ponto de vista IVAN ROBERTO PERONI* redação SÔNIA MARIA MARQUES EM DISCUSSÃO OS PRINCÍPIOS DO HOMEM E NÃO AS QUESTÕES RELIGIOSAS DOS TEMPLOS A distribuição de um panfleto em setembro, por se tratar de uma mensagem específica à classe empresarial nos chamou a atenção. O recado era direto, objetivo, dizendo: “Leia com atenção. Você deseja sair do vermelho? Dívidas, desemprego, nome sujo, cheques devolvidos. A crise te pegou? Nesta segunda, teremos uma palestra que vai te ajudar a sair do vermelho...” À primeira vista, um convite interessante, pois vem de uma instituição milagrosa, formada quem sabe por auditores, conselho de ministros da Economia, matemáticos, técnicos escorados nas teorias e nas práticas de Bill Gattes. Diante dos meus olhos um convite sério, que se entrega a um lavrador ou produtor rural em plena estiagem de agosto/setembro, certamente ele diria: “Será a salvação da lavoura”. Renato Russo, quando escreveu a letra de “que país é esse” deve ter se baseado na miserabilidade das favelas, na sujeira do Senado, no desrespeito à Constituição, mas nunca em apelos grotescos provenientes da exploração exercida por igrejas evangélicas sobre a pobreza de uma população necessitada e tão pouco do empresariado - que em sua maioria - ganha de manhã para comer à noite. Talvez seja loucura estabelecer comparações entre uma situação e outra, mas há que existir repreensão àqueles que se valem da desgraça alheia com a intenção de tirar o pouco que lhe resta. Se assistir palestra religiosa tirasse qualquer empresário do buraco, Barak Obama já teria chamado a Igreja Universal para um encontro na Casa Branca. O panfleto distribuído pela igreja cheira charlatanismo e na esteira dessa operação demoníaca, vem a ganância e uma farta publicidade em canais de televisão com pessoas envoltas por camisas do mais puro linho e carros importados justificando que acharam o caminho da salvação financeira no Encontro dos 318. Estou convicto de que dinheiro não cai do céu, mas sim as bençãos de Deus; tenho certeza do auxílio de Jesus nos momentos em que precisamos de serenidade para decisões que vão nos conduzir à prática do bem. Escolho a simplicidade de Chico Xavier para abastecer meus pensamentos e manter em minha alma, a harmonia que me levará a ser bondoso e caritativo. Só não posso e nem devo acreditar que o milagre financeiro anunciado pela igreja não tenha ainda atingido o coitado que - três horas da tarde, sob um calor senegalesco - distribui panfletos em plena Rua São Bento. Não discuto a questão religiosa dos templos, mas os princípios do homem, e quer me parecer, que estes que falam tanto em misericórdia, se perderam pelo caminho cristão e hoje me fazem recordar o carro Mitsubishi, que em julho pegou fogo na Presidente Dutra sentido Rio de Janeiro. No motor do carro estavam escondidos cerca de 100 mil reais, em notas de diversos valores, a maioria - R$ 2,00. O veículo era de um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. É evidente que dá o dinheiro quem quer e entra na igreja quem deseja. Mas não pela indução estribada num panfleto de quinta categoria, fazendo apologia à canalhice. É preciso mais respeito ao ser humano e ao empreendedor sofrido e cheio de impostos para recolher. Ivan Roberto Peroni Jornalista e Diretor Empregos de sobra e a carência de profissionais A explosão socioeconômica de Araraquara nos últimos anos demonstra claramente para onde os olhos do Brasil têm ocorrido. Como o serviço de logística virou moda após o crescimento de consumo, forçando naturalmente a aceleração industrial, e por estar plantada no centro do Estado, é para Araraquara que os investidores fazem chegar seus olhares, convictos de que esta região sim, está fadada a se transformar em um pólo de riquezas financeiras. A chegada da empresa indiana que fabricará o plástico verde a partir do etanol para a Coca-Cola envasar seus produtos, investindo cerca de um bilhão de doláres na construção da sua fábrica, dá um fôlego ao setor sucroalcooleiro, gera empregos e divisas, além de dar posição de destaque no ranking das cidades melhor preparadas para receber o avanço industrial. Nesta edição contudo, há um outro aspecto levantado pela nossa revista: falta de profissionais que atuam em áreas tecnológicas. Atualmente, o setor emprega 1,3 milhão de profissionais e as projeções indicam que 78 mil novos profissionais serão demandados nos 8 principais mercados de TI no Brasil, mas apenas 33 mil estudantes concluirão os cursos superiores da área nos estados selecionados. Quer dizer: vamos gerar empregos, sem ter profissionais qualificados. EDIÇÃO N° 87 - OUTUBRO/2012 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Assistente Editorial: Rosane D´Andrea Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi e Heloisa do Nascimento Designer: Bete Campos, Mário Francisco, Carolina Bacardi e Fernando Oprime Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Texgraf - (14) 3641-6050 / 3641-0952 A Revista Comércio & Indústria é distribuída gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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especial A Beneficência de Araraquara tem reconhecido seu papel pelo Governo de Portugal que dá a ela a missão de ser entidade facilitadora para implantar projetos que farão renascer os traços e os costumes de dois povos. Marcelo Barbieri (prefeito) e Fábio Santiago (Presidente da Beneficência), na homenagem ao secretário de Estado de Portugal, Dr. José Cesário SOBRE NOSSA CIDADE O NOVO OLHAR DE PORTUGAL A primeira parte de um projeto de reaproximação entre o governo português e Araraquara teve notável repercussão em toda a região. Também as autoridades portuguesas durante os dois dias que permaneceram na cidade, sentiram que essa proximidade pode ser acelerada e muito forte, originando o restabelecimento de um vínculo de 512 anos. As ações que poderão ser praticadas devem envolver questões culturais, sociais, esportivas e comerciais, segundo o presidente da Beneficência Portuguesa de Araraquara, Fábio Donato Gomes Santiago. Mas para o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Dr. José Cesário, o programa será mais amplo, devendo interagir a colônia luso-brasileira e pontuar Araraquara como sede de atividades consulares de forma periódica. O Cônsul Geral de Portugal, Dr. Paulo Lopes Lourenço reconhece que Araraquara tem, pelo que a Beneficência Portuguesa representa junto à população, a imagem exata do trabalho realizado pelos imigrantes no início do século XX. Trouxeram para cá o perfil de um comércio diversificado e a solidariedade na construção de um hospital que caminha para completar 100 anos. “Isso tem para nós portugueses, um valor inestiJosé Cesário, Paulo Lourenço e Almeida e Silva mável, de gratidão e reconhecimento à luta de cada um dos nossos anA 1ª Permanência Consular Portuguetepassados”, comentou Paulo Lourenço. sa na cidade foi a primeira medida para rea- Atendimento do consulado aos portugueses e descendentes na Beneficência Fotos dos ilustres visitantes foram entronizadas no Salão Nobre da Beneficência

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tar os vínculos da colônia, atendendo portugueses e descendentes que vivem e trabalham no interior paulista. O objetivo foi trazer a estrutura do consulado para mais perto daqueles que residem longe da capital, diminuindo a necessidade de se percorrer grandes distâncias e custos com viagens. Quase 70 pessoas foram atendidas em apenas 2 dias de permanência do consulado em nossa cidade. O Consulado Móvel deverá retornar a nossa cidade nos próximos 60 dias para continuar a prestar os serviços consulares como Cartão do Cidadão, Passaporte, Recenseamento Eleitoral e Registro Civil. Isso é possível graças a um computador tecnologicamente avançado, intitulado “Pepmóvel”, que permite a um funcionário credenciado, captar imagem, assinatura e impressão digital na hora, como se estivesse nas instalações do consulado. O presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas, Antônio de Almeida e Silva, ressaltou com a gerente de Promoção da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), Carolina Lousinha, que o objetivo do projeto também é de fortalecer as relações comerciais e fomentar os negócios com empresários locais. Tanto é que, o prefeito Marcelo Barbieri realizou reunião privativa com as autoridades portuguesas em espaço reservado na Beneficência, onde se falou do intercâmbio comercial e industrial que poderá ser feito entre os empresários dos 2 países. Na ocasião, além de Barbieri reforçar o convite para que a seleção de futebol de Portugal transforme a nossa cidade por 40 dias em seu centro de treinamento - se classificado para a Copa do Mundo - também entregou um kit que mostra a estrutura de Araraquara para ser subsede durante a competição. Sigilosamente os portugueses conheceram a Arena da Fonte, acompanhados de Fábio Santiago e Eneida Miranda de Toledo (coordenadora do CEAR) e depois o Confort Hotel, onde poderá ficar instalada a delegação de Portugal. “Estamos felizes com essa aproximação com o consulado; orgulhosos porque a Beneficência tem também o reconhecimento do governo português pelos seus trabalhos junto à comunidade”, diz Fábio Santiago. Momento especial da cerimônia foi a mensagem de dona Wanderliza Nascimento Bernardo, antiga conselheira, pontuando o papel e a colaboração das mulheres na construção do hospital As autoridades portuguesaFábio Santiago homenageado pelo Cônsul, Paulo Lourenço Secretário José Cesário homenageia o prefeito Marcelo Barbieri Descerramento da placa marcando a visita dos portugueses na Beneficência As autoridades portuguesas no almoço com empresários locais TERMO DE COOPERAÇÃO ENTRE ARARAQUARENSES E PORTUGUESES O Cônsul Paulo Lourenço e o presidente Fábio Santiago assinam o têrmo de compromisso de instalação do Consulado Itinerante de Portugal há cada quatro meses em Araraquara

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conhecimento APRENDENDO A LIDAR COM A INADIMPLÊNCIA Marcenarias e empresas reparadoras automotivas cumpriram mais uma etapa do Programa Empreender da ACIA e FACESP em setembro, conhecendo o mecanismo para evitar problemas drásticos com a inadimplência. Como lidar com a inadimplência? A pergunta foi transformada em tema de palestra para dois importantes segmentos da atualidade: marcenarias e reparadoras automotivas, que fazem parte do Programa Empreender, criado pela ACIA e FACESP. O objetivo do programa é a formação de Núcleos Setoriais, ou seja, grupos de trabalho constituídos por empresários do mesmo ramo de atividade com problemas semelhantes, e buscando soluções em comum. Através da ACIA e do SEBRAE, estes grupos têm assessoria técnica, consultoria, palestras, formação profissional e todo tipo de orientação. Tanto é, diz Felipe Boldrin, agente do projeto na ACIA, que em setembro os empresários acompanharam a palestra sobre como lidar com a inadimplência. Na ocasião, o palestrante Paulo José Justino Viana disse que basicamente, o empresário deve incentivar a venda à vista ou com a utilização de cartões de crédito ou débito. Caso as peculiaridades do negócio o façam trabalhar com cheques, sempre efetuar a consulta prévia do CPF do cliente e exigir a apresentação de documentos de identificação do seu emitente, visando verificar se realmente ele é o titular da conta corrente. Cheques: um problema muito sério para o lojista que deve tomar muito cuidado A maioria das empresas sofre com os consumidores inadimplentes, sendo que este é um dos fatores que mais atingem os setores do comércio e de serviços, fazendo com que esses empresários sintam-se desprotegidos. Já o setor industrial, diz Paulo Viana, sofre menos com a inadimplência, tendo em vista que a maioria de seus clientes são fixos. O que leva os consumidores à inadimplência? Alguns fatores, de acordo com o palestrante, como dificuldades financeiras pessoais, desemprego, falta de controle nos gastos, compras para terceiros, atraso de salário, doenças, etc. Para lidar com a inadimplência, disse ele, é preciso conhecê-la bem, sabendo quais os fatores que a ocasionaram. A partir daí, deve-se utilizar práticas preventivas, podendo desta forma controlá-la. Nas empresas dos setores do comércio e de serviços, a inadimplência tem aumento nos três primeiros meses do ano, em decorrência das vendas efetuadas em dezembro. É nestes meses iniciais que ocorre a queda nas atividades destes setores empresariais, deixando assim muitas empresas em dificuldades, tendo em vista que contavam com o pagamento das vendas parceladas de final de ano para suprir o baixo volume de vendas. O advogado e consultor Paulo Viana, durante palestra para marceneiros e reparadores automotivos em setembro na ACIA

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aviação AZUL DEVE RETOMAR VOOS COMERCIAIS EM ARARAQUARA Investimento de quase 6 milhões de reais na reconstrução do Aeroporto Bartholomeu de Gusmão pelo Governo Estadual, faz empresa repensar sobre a operacionalização dos seus voos em nossa cidade. Andamento das obras de reforma e ampliação do aeroporto em Araraquara Não é de hoje que Araraquara busca a fixação de uma empresa para atender as demandas interessadas no transporte aéreo; contudo, a operacionalização nunca chega a completar doze meses e o fortalecimento do setor se desmorona sob a alegação de que as ações rodoviárias ainda são menos onerosas. Desta feita, o projeto de restabelecimento das operações começa de maneira inversa: o DAESP - Departamento Aeroviário do Estado, investe na construção de um novo acesso viário, por sinal já conluído o amplo estacionamento, totalizando 1.770 m². As melhorias, segundo a Prefeitura, são interpretadas como o caminho correto para a retomada dos voos regulares, o que poderá ocorrer até o final do ano. Em setembro foi entregue o reservatório de água com capacidade de 45 mil litros no canteiro de obras. Já o teto do novo terminal de passageiros deve ser colocado em breve, deixando o prédio em condições de entrar em fase de acabamento. Além do investimento de R$ 5,9 milhões para ampliação do terminal de passageiros, mais R$ 1,4 milhão contemplam a área externa. O DAESP no final de junho anun- ciou que a primeira empresa a se manifestar na realização de operações aéreas foi a Azul Linhas Aéreas, que embora tendo apenas quatro anos desde sua criação, mudou o panorama da aviação comercial brasileira. Em maio deste ano, um importante ato marcou a história da companhia: a Azul e a Trip assinaram acordo de associação que, lhe conferindo estrutura para a terceira empresa da aviação brasileira, se consolidar no mercado, fazendo valer a reputação de companhia aérea que alia competitividade com o mais alto padrão de serviços do País. Juntas, Azul e Trip somam 112 aeronaves, 779 voos diários, 234 rotas, 96 cidades atendidas e 14% do mercado doméstico. A autorização para a implantação de novas linhas será concedida pela Agência Nacional de Aviação, diretamente à companhia aérea responsável pela operação. A Azul é a primeira a se manifestar oficialmente junto ao DAESP.

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tributação AS EMPRESAS QUE NÃO SE AJUSTAREM AO SPED FISCAL ESTARÃO SUJEITAS A MULTAS Segundo Paulo Luiz Pecin, o SPED Fiscal vai racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes O presidente da AESCAR, Paulo Luiz Pecin, diz que o não cumprimento desta obrigação poderá resultar em multa a partir de 5 mil reais e que as empresas devem estar atentas a essa exigência fiscal. Segundo o cronograma para entrega do SPED Fiscal, divulgado pelo Governo do Estado de São Paulo, a partir de primeiro de outubro diversas empresas do Estado deverão cumprir uma nova obrigação fiscal. Paulo Luiz Pecin, presidente da AESCAR - Associação das Empresas Contábeis de Araraquara, afirma que este é o primeiro grupo de diversos outros que serão obrigados a se ajustarem de forma gradativa à nova sistemática fiscal. Atual- mente, em todo o Estado, apenas 20.306 estabelecimentos são obrigados a enviar o SPED. Com o novo cronograma, o número saltará para 270.656 empresas. “O problema que estamos observando é que os empresários não estão se atentando à esta necessidade e o tempo para adaptação é muito curto; caso não ocorra uma modificação nesta postura, quem não se adaptar poderá receber multas a partir de R$ 5.000,00”, lembra Paulo Pecin. A obrigatoriedade será implantada por etapas. A primeira está programada para outubro de 2012 e contemplará 40.998 contribuintes. A partir de janeiro de 2013 mais 34.548 contribuintes serão obrigados ao envio da escrituração digital. Outros 138.759 contribuintes deverão iniciar entrega do SPED Fiscal nos meses de março, julho e outubro de 2013 e janeiro de 2014. De modo geral o SPED Fiscal consiste na modernização da sistemática atual do cumprimento das obrigações acessórias, transmitidas pelos contribuintes às administrações tributárias e aos órgãos fiscalizadores, utilizando-se da Certificação Digital para fins de assinatura dos documentos eletrônicos, garantindo assim a validade jurídica dos mesmos apenas na sua for- ma digital”, complementa Pecin. Segundo ele, “o sistema tem como premissas a padronização para todo Brasil dos processos de prestação de informações pelos contribuintes aos fiscos e de emissão de documentos fiscais. Com isso, os fiscos terão maior controle sobre toda operação econômica e financeira de uma empresa. Pode parecer primeiramente apenas mais uma obrigação, mas é um grande passo que possibilitará a redução drástica de obrigações assessórias, facilitando tanto a escrituração e manutenção das informações pelo contribuinte, e melhorando o controle exercido pelas partes envolvidas”. A grande mudança para empresas com este sistema, foi o formato que são calculados os tributos, que neste sistema passa a ser por item de produtos da empresa e não mais sobre o faturamento total, sendo necessário que se detalhe o ICMS na compra e na venda. Com isso, a Secretaria da Fazenda e a Receita Federal terão como observar toda a movimentação do estoque da empresa, com informações que permitem construir o saldo de inventário e confrontar todos os dados declarados anualmente. “Caberão às empresas paulistas atualizarem softwares para permitir que esta obrigação seja cumprida, passando as in-

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formações também para o contador. Outro alerta importante é que devido à complexidade e volume de informações, é impossível, ou inviável, elaborar o SPED de forma manual”, pontua o presidente da AESCAR. Dica importante é que tome cuidado com a codificação dos produtos comercializados pela empresa, estabelecendo um cadastro cujo código de saída respeite o mesmo de entrada. Isso é importante pois os códigos indexam o controle de estoque no sistema. O SPED é visto como evolução natural do SINTEGRA, livros de entrada e saída, apuração de ICMS e IPI, mas ainda restarão outras obrigações acessórias para serem entregues, como é o caso da GIA mensal. José Cesário Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas SÍNTESE O SPED Fiscal é constituído por um conjunto de escriturações de documentos fiscais e outras informações de interesse do fisco, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte. Ele pode ser dividido em 3 partes: 1) Convênio que define o formato e padrão do arquivo de texto a ser gerado pelo desenvolvedor em seu software gerencial. (SICS) 2) Geração do arquivo digital constando de todos os registros devidamente formatados. (SICS) 3) Programa validador do arquivo digital, que o usuário utiliza para verificar os erros ocorridos na forma e conteúdo do arquivo gerado. (Software fornecido pelo Estado)

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análise do poder de compra Produtores comemoram a elevação do preço da cebola PREÇO DA CEBOLA AUMENTA 41% E PUXA SUBIDA DA CESTA BÁSICA Cebola, batata, frango inteiro e carne de primeira contribuíram de forma decisiva para a elevação do custo de vida em Araraquara em agosto. Estes itens passaram dos dois dígitos, diz a análise feita pelo SINCOMÉRCIO. O valor médio da cesta básica em Araraquara subiu 4,61%. O aumento reverte o cenário de baixa, visto em junho e julho, quando o valor médio total da cesta sofreu um decréscimo, respectivo de 0,49% e 2,33%. Em valores monetários, o valor da cesta subiu de R$ 369,91, em julho, para R$ 386,98, em agosto. Dentre os supermercados pesquisados, a cesta básica mais cara foi encontrada a R$ 413,95, enquanto a mais barata atingiu R$ 366,58. Nesta oitava sondagem do ano, o aumento do valor médio total é resultado da variação positiva do grupo Alimentação (+5,97%), e da Limpeza Doméstica (1,28%) e do grupo Higiene Pessoal, o qual obteve aumento de 0,70%. Pela análise de itens, os principais responsáveis pelo crescimento no valor total da cesta básica de Araraquara, em agosto, foram: Cebola (41,5%), Batata (32,8%), Frango (14,5%) e Carne de primeira (11,5%). ANALISANDO A cebola e a batata sofrem com a estiagem. O tempo seco prejudica as plantações, encarece a safra e diminui a qualidade do produto. No caso do frango, o aumento de preços deve-se a alta no preço do milho, componente básico do processo de criação da mercadoria. O aumento do preço do grão gera, em alguns casos, até 25% de crescimento do valor final do frango. Quanto a carne de primeira, o aumento dos preços deve-se também à seca e à tendência de alta dos valores de produtos da cadeia produtiva do Boi. A estiagem prejudica as pastagens e o aumento do valor da ração contribui para um maior preço do produto final. A pesquisa da cesta básica é feita pelo Núcleo de Economia do SINCOMÉRCIO Araraquara, em parceria com o Departamento de Economia da UNESP/FCLAr. Formulado semanalmente em nove supermercados da cidade, o estudo leva em consideração mais de 80 marcas. A pesquisadora de campo é a discente do 3° ano do Curso de Economia da UNESPFCLAr, Isabella Zamai Lira. A limpeza doméstica também contribuiu para a elevação do valor da cesta básica em Araraquara. O índice atinge mais de 12% na quarta semana de julho

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QUEM FAZ A PESQUISA A estagiária Isabella Zamai Lira, do Núcleo de Economia do SINCOMÉRCIO, é responsável pela coleta de informações que permite definir o valor da cesta básica em Araraquara. Esta é a oitava sondagem do ano onde mais de 80 marcas foram pesquisadas para garantia dos dados levantados, dando segurança à pesquisa. O QUE SUBIU, O QUE BAIXOU EM ARARAQUARA O QUE ACONTECEU EM SÃO PAULO NO PERÍODO O preço da cesta básica em agosto registrou alta de 3,25% na capital paulista. Em Araraquara o preço atingiu 4,61%. O valor médio passou de R$ 341,35 para R$ 352,43 entre 31 de julho e 31 de agosto, diferentes dos valores praticados no comércio local. Os números constam em pesquisa da Fundação Procon em convênio com o Dieese. Também na capital, o grupo alimentação foi o responsável pela alta. Os produtos desse item tiveram aumento de 4,38% na média. Já os grupos limpeza (-2,38%) e higiene pessoal (-0,64%) ficaram mais baratos. Em 2012, o preço médio da cesta básica em São Paulo teve alta de 1,49%. Nos últimos doze meses, a variação positiva é de 9,54%.

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empregos formais MAIS DE 70% DAS VAGAS GERADAS VÊM DE EMPRESAS COM MAIS DE 100 FUNCIONÁRIOS Pesquisa realizada em Araraquara, Rio Claro e São Carlos, em 2012, aponta uma situação interessante em relação aos empregos formais que surgem no mercado. Dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que em 2012, mais de 77% dos postos de trabalho formais, gerados nos mercados de trabalho de Araraquara, Rio Claro e São Carlos, vieram de estabelecimentos compostos por até 100 empregados com vínculos empregatícios formais. Através da soma dos saldos mensais de emprego nos três principais municípios da nossa região, observa-se a conclusão citada e comprova-se o poder de participação de micro e pequenas empresas na criação de vagas de emprego. Em Araraquara, de janeiro a julho de 2012, o saldo empregatício circunda os 3.400 postos de trabalho. Destes, 76% são oriundos de empresas que são formadas por até 100 funcionários. Considerando apenas os dados de julho, tal participação é ainda maior com quase 95% das 561 vagas de trabalho criadas na cidade. No município de Rio Claro a proporção é menor que em Araraquara, porém com importante participação na geracão de empregos. Em 2012, as empresas rio- Érica Barbosa, contratada recentemente pela TextilAbril clarenses com até 100 funcionários geraram 692 postos de trabalho, praticamente 1/3 das quase 2.200 vagas criadas no ano. Somente em julho tais estabelecimentos geraram outras 123 novas vagas. Em São Carlos o cenário é ainda mais interessante. O município, em 2012, gerou ao todo um saldo positivo de 577 empregos formais. Considerando apenas as vagas criadas pelos estabelecimentos compostos por até 100 funcionários, o sal- Com a aproximação do Natal, as lojas de Araraquara apostam no crescimento do quadro de funcionários e algumas admitem contratar mais de 20% em relação ao quadro atual

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do foi positivo em mais de 1.500 empregos. O resultado geral do mercado de trabalho sãocarlense foi prejudicado pelo desempenho das empresas com mais de 100 funcionários, as quais desligaram no ano, 939 em- pregados com carteira assinada. Os saldos empregatícios de Araraquara, Rio Claro e São Carlos, estratificados pelo tamanho dos estabelecimentos, podem ser melhor observados na tabela 1, abaixo: Os números apresentados pelo CAGED mostram uma realidade que, mesmo sendo focada em Araraquara, Rio Claro e São Carlos, confunde-se com o desempenho da geração de emprego nacional. Em julho, cerca de 77% dos empregos formais criados no Brasil advém de estabelecimentos com até 100 funcionários. É exatamente o mesmo percentual visto na soma dos empregos criados nas três principais cidade de nossa região, em 2012. Analisados individualmente, observamos praticamente o mesmo cenário brasileiro em Araraquara, até em percentuais de participação do saldo empregatício. Rio Claro tem suas empresas com até 100 empregados, 30% do total gerado. Os números de tais estabelecimentos são ofuscados pelo belo desempenho das empresas com mais de 1.000 trabalhadores, os quais possuíram, de janeiro a julho de 2012, mais de 1.100 vagas de trabalho preenchidas. Já São Carlos, não fosse a criação de postos de trabalho de micro e pequenas empresas, teria um saldo negativo de quase 1.000 empregos. Como dito acima, o saldo de empregos de empresas com mais de 100 funcionários e três vezes maior que o saldo total do município, em 2012. Os números de nossa região, e também em âmbito nacional, mostram que os grandes sustentadores da importante geração de empregos formais no país são as micro e pequenas empresas. Uma das principais consequências deste cenário é que estabelecimentos com até 100 trabalhadores em sua folha de pagamento são um dos grandes pilares de uma transformação socioeconômica brasileira, a ascensão de milhões de famílias a novos e maiores níveis de poder de consumo e de qualidade de vida. É importante frisar que o bom desempenho dos micro e pequenos estabelecimentos tem um teor ainda mais heróico, baseado na quantidade de problemas que o empresariado brasileiro em geral, enfrenta, entre eles as altas cargas tributárias, burocracia, inseguranca, perdas e concorrência desleal de mercadorias contrabandeadas. Segundo Jaime Vasconcellos, economista e coordenador do Núcleo de Economia do SINCOMÉRCIO de Araraquara, são exatamente as micro e pequenas empresas que possuem acesso mais dificultado às medidas de estímulo econômico e desenvolvimento, e são as primeiras afetadas quando o desempenho econômico nacional tem ritmo freado ou decrescido. Eder Magrini, gerente da Textil Abril, diz que a empresa vai contratar cerca de 30 colaboradores e com isso, chegar aos 125 funcionários até dezembro

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