Revista Comércio & Indústria - Dezembro/2012

 

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Revista Comércio & Indústria - Dezembro/2012 - Ano 8 - Nº 89

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Dezembro/2012 • Ano 8 • N° 89 Publicação Mensal

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NOVO TERRAÇO

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ponto de vista redação SÔNIA MARIA MARQUES IVAN ROBERTO PERONI* AO COMPLETAR 78 ANOS A ACIA MOSTRA QUE A RECEITA DO SUCESSO ESTÁ NA UNIÃO É PRECISO CRER QUE 2013 SERÁ BEM MELHOR A Segurança Pública tem sido o maior entrave na vida do Governo Federal, Estadual e Municipal. A violência não é privilégio de Araraquara que teve cerca de 100 assaltos - os registrados - desde o começo do ano. Também não dá para tapar o sol com a peneira com o índice de homicídios registrados em 2012. Foram 28. Vivemos nos últimos meses uma onda de violência e crimes que completa 10 anos. Em 2002, Lula acabara de ganhar as eleições, o governador em São Paulo, era Geraldo Alckmin e prefeito em Araraquara, Edinho Silva. Falamos de 2002 porque foi neste ano que Araraquara teve o maior número de homicídios de toda sua história: 37 pessoas foram mortas. Isso mostra que o quadro que se pinta não vem com as cores da atualidade. Os sintomas da insegurança estão encruados no tempo com a carência de investimentos na Educação, Saúde e a própria Segurança. Esperar o que de um país em que o Governo opta em construir estádios e aeroportos para abrigar a Copa do Mundo e deixa morrer crianças e adultos nos corredores dos hospitais? Que país é esse em que políticos e partidos formam quadrilhas e embolsam os valores que seriam para melhorar a vida da população? Neste caso, o exemplo tem vindo de cima. Vide o mensalão... Como entidade de classe, a Associação Comercial e Industrial de Araraquara deu nos últimos anos um salto no seu grau de representatividade e transformou-se em instituição sólida para assumir paralelamente uma função mais ativa na discussão dos problemas sócioeconômicos do município. Beirando os seus 78 anos de vida e servida ao longo da sua existência por empresários dos mais diversos segmentos, a ACIA - que hoje possui cerca de mil associados - passou a fazer parte da vida de cada um de nós. Há evidentemente nela o objetivo de defender os anseios da classe empresarial, contudo, observa-se que não podemos mais conviver com o individualismo ou corporativismo, pois é esse público consumidor que abastece nossas esperanças na busca por maior qualidade de vida. Em sendo uma entidade classista, a ACIA experimentou nestes últimos dois anos e meio um novo formato administrativo. O presidente Renato Haddad e seus diretores deram ao quadro associativo a oportunidade de uma aproximação mais ampla com os serviços realizados: • implantação do Clube de Benefícios, permitindo que as empresas associadas possam - entre elas - comprar com descontos ou vender mais, seguindo as regras de uma cadeia associativa; • a Universidade ACIA, organizando palestras, cursos, seminários para orientar e capacitar empreendedores e seus colaboradores, com o objetivo de atualizar conhecimentos; a Universidade reformulou sua videoteca, substituindo toda coleção de fitas por dvds com temas relacionados a vendas e ações motivacionais; • a SERASA, hoje está vinculada à ACIA, disponibilizando uma série de serviços, graças ao empenho da sua diretoria que conquistou esse melhoramento; • a compra de um carro e também de uma moto nesta administração de 30 meses, expressa a preocupação da ACIA em ampliar seu patrimônio; • em parceria com a FACESP, a ACIA tornou-se posto de atendimento para expedir a Certificação Digital; • a ACIA fez voltar o Programa Empreender e hoje beneficia através do associativismo, as micro e pequenas empresas. É através da formação de núcleos setoriais que neste momento: marcenarias, reparadoras automotivas, clínicas de estética e beleza e brevemente lojistas, trocam experiências e buscam alternativas para o fortalecimento dos seus negócios; • permitir o acesso do associado de maneira gratuita às orientações jurídicas e também permitir que ele se assegure de informações sobre consultorias; • através do Banco de Talentos, à ACIA proporciona aos interessados que estiverem disponíveis no mercado de trabalho, um site de cadastramento de currículos que ficam à disposição das empresas; • implantação do Projeto Empresa Saudável que dá suporte as micro e pequenas empresas nas questões relacionadas à Segurança, Saúde e Ergonomia do Trabalho Como se observa, a diretoria da ACIA trabalhou muito e há que se reconhecer a participação de cada um em todo esse processo. Certamente em 2013, essa união levará a entidade a continuar investindo e motivando a indústria, o comércio e as prestadoras de serviços a pensarem e agirem da mesma forma, pois se a atividade empresarial for bem, é lógico que a cidade estará indo bem. EDIÇÃO N° 89 - DEZEMBRO/2012 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rosane D’Andrea e Paulo Roberto Ferreira Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi e Heloisa do Nascimento Design: Mário Francisco, Carolina Bacardi e Fernando Oprime Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br VILAGE

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reportagem de capa A ODONTOCLINIC ALERTA OS PAIS PARA A SAÚDE BUCAL DAS CRIANÇAS O período de férias está chegando e a Odontoclinic faz um convite especial para que você avalie o seu sorriso antes de curtir estes momentos ao lado de familiares e amigos. No período de férias, os cuidados com a dentição devem ser redobrados principalmente a das crianças. Neste período, é muito comum que as crianças saiam da rotina e não tomem cuidado com a saúde bucal: se esquecem de escovar os dentes e abusam do seu maior vilão, os doces. O doutor Fábio Rezende Nogueira, cirurgião-dentista da Odontoclinic, diz que nas férias os pais devem prestar muita atenção na escovação dos dentes dos filhos, principalmente após o consumo de alimentos pegajosos, como alguns doces que grudam na superfície dentária, dificultando a escovação e criam condições propícias para as bactérias responsáveis pelas cáries. “A atenção então, deve ser redobrada, pois é nesta época em que as crianças mudam seus hábitos diários e consomem açúcares em maior quantidade, em horários desordenados, o que dificulta o controle”, alerta Nogueira. Em adultos, a inflamação das gengivas (gengivite) e seus estágios mais avançados (periodontites) também são mais frequentes que as cáries. Sua incidência, no Brasil, é maior quanto maior a idade do paciente: sobe de 53,8% da população de 15 a 19 anos para 92,1% da população de 65 a 74 anos, de acordo com o Levantamento Epidemiológico de Saúde Bucal 2003 do Governo Federal. Esse dado alerta para a importância de ações preventivas, como a correta higienização e a consulta regular ao dentista. Somente elas previnem ou eliminam as placas bacterianas, que causam a gengivite e a periodontite. Aprendendo a escovar os dentes O DOUTOR FÁBIO REZENDE NOGUEIRA DÁ ALGUMAS DICAS DE ESCOVAÇÃO ATÉ OS DOIS ANOS - Use uma gaze ou uma fralda úmida para limpar as gengivas, mesmo antes de aparecerem os primeiros dentes. Quando estes começarem a nascer, faça da seguinte forma: - Fique atrás da criança, com uma das mãos, afaste os lábios e bochechas da criança. Com a outra mão escove o lado de fora e de dentro dos dentes em movimentos circulares; - Escove a parte de cima dos dentes com movimentos de “vai-vem”; - Escove também a língua e inicie o uso do fio dental. A PARTIR DOS SETE ANOS - No caso de crianças, os pais devem supervisionar a escovação e não deixar que elas usem mais creme dental do que o recomendado (tamanho de uma ervilha); - A escova deve ter cabeça pequena, cantos arredondados e laterais emborrachadas para proteger a gengiva. As cerdas devem ser macias, de pontas arredondadas e tufos frontais mais altos para higienizar os dentes distantes; - Manter a boca fechada e escovar os dentes em movimentos circulares do lado de fora; O doutor Fábio Rezende Nogueira fala dos cuidados que devemos ter com a escovação dos dentes neste período de férias, principalmente as crianças - Com a boca aberta, repetir o mesmo movimento no lado de dentro; - Escovar a parte mastigatória dos dentes com movimentos de “vai-vem”; - Escovar a língua e usar o fio dental; - A escova deve ser trocada assim que suas cerdas perderem o paralelismo, em média a cada 30-45 dias. Após a escovação, lave a escova e guarde em lugar limpo e arejado, lembre-se de guardá-la seca e dentro de uma capa protetora. - Visitar o dentista regularmente para evitar problemas odontológicos sérios.

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Doutores Elcio Possetti Neto, José Simões Estima Alves Neto, Gabriel Lino e Silva e Fábio Rezende Nogueira, que fazem parte da equipe da Odontoclinic to Federal, oferecendo excelência em tratamentos odontológicos, aliando conforto e segurança com uma excelente relação custobenefício aos clientes, incentivando-os ao hábito de visitar regularmente o dentista. Com 15 anos de sucesso, a rede se destaca pela solidez e credibilidade na comercialização e prestação de serviços na área odontológica. Em 2011 a Odontoclinic foi eleita a melhor franquia de clínicas odontológicas, segundo a revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios. E em 2012, teve novamente sua excelência comprovada, com o selo de Excelência em Franchising da ABF. Títulos como estes são reflexo da seriedade e comprometimento da empresa com toda a rede de franqueados e seus pacientes. A CLÍNICA EXCELÊNCIA EM FRANCHISING Para a Odontoclinic, a recuperação da saúde bucal contribui para a boa saúde e a qualidade de vida. Neste sentido, o cuidado com a higiene dental é fundamental em todas as idades, com uma atenção específica para cada fase da vida. Um belo sorriso devolve o prazer de comer, abre portas no mercado de trabalho além de melhorar o convívio social. “Na vida Sorrir é Tudo, e é por isso que queremos cuidar da melhor forma possível do seu sorriso; agende uma avaliação e descubra como é fácil cuidar dos dentes na Odontoclinic”, justifica Fábio Nogueira. A Odontoclinic é a maior e melhor rede de clínicas odontológicas do Brasil sendo referência em tratamentos para a saúde e beleza do sorriso. Atualmente a Odontoclinic conta com 150 clínicas, presentes em 16 Estados Brasileiros além do Distri- Doutoras Gabriela Cristina Mazolla e Nathália Godoy do Amaral, da Odontoclinic A Odontoclinic está em Araraquara há 7 anos e atende mais de 4000 pacientes num ambiente agradável, com uma equipe qualificada e multidisciplinar. Um dos diferenciais da clínica é que o cliente pode realizar todo tratamento em um único lugar, pois conta com especialistas em diversas áreas da odontologia: • Ortodontia • Periodontia (gengiva) • Endodontia (tratamento de canal) • Clínica Geral (restauração, clareamento a laser, etc) • Odontopediatria • Próteses ( Próteses fixas e Móvel, Cerec 3 - a mais nova tecnologia em próteses) • Implantes Este diferencial proporciona mais praticidade, conforto e comodidade aos pacientes, pois eles podem realizar desde uma simples restauração ou um clareamento, até ortodontia, próteses e implantes na própria clí- Restaurações na nica. Os serviços qua- Odontoclinic lificados da empresa não estão atrelados a nenhum sistema de convênios; após uma rigorosa avaliação, os procedimentos são disponibilizados, sendo efetuado somente o tratamento que o caso requer. A venda do serviço é garantinda em contrato e os atendimentos são realizados em dias e horários marcados. Tudo isso com qualidade no atendimento e comportamento ético e elevado nível de profissionalismo, afirma o doutor Fábio Rezende Nogueira. Unidade São Carlos ATENDIMENTO ODONTOCLINIC Segunda a sexta: 8h às 20h Sábados: 8h às 17h Av. Dom Pedro II, 246 - Centro (entre ruas 1 e 2) Estacionamento Próprio Saiba tudo sobre sua saúde bucal agendando sua avaliação pelo telefone: (16) 3114-1707 ou no site www.odontoclinic.com.br Unidade Araraquara

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bom velhinho NATAL INJETA R$ 160 MILHÕES NO COMÉRCIO DA CIDADE EM 2012 A partir do dia 6, quando o comércio passou a funcionar até 22h, os lojistas já estão contabilizando um movimento de vendas que supera em 12% o Natal 2011. O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos) divulgou em novembro o impacto que o 13º salário causará na economia brasileira, em 2012. Segundo o Instituto, serão injetados R$ 131 bilhões na economia. Os métodos da pesquisa levam em consideração o valor médio pago aos 80 milhões de aposentados e trabalhadores com carteira assinada, em todo Brasil. O trabalho autônomo e os assalariados sem carteira assinada não entram na gama da pesquisa, por sua dificil mensuração. Segundo o DIEESE, 51,1% dos recursos adicionados com o 13º ficam na região Sudeste. Em Araraquara, o 13º salário injetará até R$ 160 milhões na economia. Tal número é resultado dos salários pagos aos 76.893 trabalhadores formais e dos 40.031 aposentados que a cidade possui. O impacto do 13º tem o limite em torno dos R$160 milhões, devido a realidade que nem todos os trabalhadores alocarão seus recursos adicionais na economia local. Outro método utilizado nos cálculos e que se leva em consideração, é o pagamento único do 13º salário. Como, na realidade, sabemos que há adiantamentos de parcelas do 13º desde agosto (principalmente aos aposentados), define-se que o impacto da injecão econômica do salário adicional será sentido no decorrer dos últimos 4 meses do ano de 2012. O economista Jaime Vasconcellos, coordenador do Núcleo de Economia do SINCOMÉRCIO, no formato de perguntas e respostas, diz qual a melhor forma de se aproveitar o 13° salário. Jaime: A melhor forma de se utilizar o 13° salário é quitar dívidas que embutem altas taxas de juros, como cheque especial (em media de 8% a 11% a.m.), cartões de crédito (em média de 10% a 15% a.m.) e empréstimos pessoais (em média de 4% a 6% a.m.). Para outros tipos de dívidas, o consumidor pode aproveitar e negociar sua quitação à vista e, desta forma, buscar descontos. Para a população que não possui algum débito, a melhor saída para o salário adicional é poupar. Neste caso, o 13° pode dar uma boa folga no orçamento familiar a

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Jaime Vasconcellos também é pesquisador do Núcleo de Conjuntura e Estudos Econômicos da UNESP Araraquara partir de janeiro, quando chegam as Dívidas de Verão, como IPVA, IPTU, material e matrícula escolar e também as viagens de férias. Segundo o que manda a Cartilha da Economia Doméstica é que o consumo fique em última opção, porém sabemos que alguns prazeres da vida não podem ser mensurados, e a compra e troca de presentes no período do Natal é um exemplo. Além disso, o consumo é responsável por grande parte da formação de riqueza do país e é imprescindível ao crescimento da mesma. O segredo é comprar com equilíbrio e controle, ou seja, controle no ímpeto e equilíbrio no orçamento. RCI: Na mídia, nessa época do ano, existe um aumento de propagandas que estimulam o consumidor a gastar o 13º dando entrada na compra de automóveis, imóveis ou investimentos de valores mais altos. Usar esse “dinheiro extra” para esse tipo de negociação é uma boa opção? Jaime: Todo fim de ano as concessionárias iniciam os programas de descontos para aquisição do carro 0 km. A intenção das fábricas é liquidar o estoque do ano que passou. Tais promoções, atreladas ao crédito fácil, ao aumento do poder de compra do brasileiro e a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) tornam praticamente concreta a possibilidade do carro novo na garagem de muitas famílias. Com os juros médios mais baixos para aquisição de automóveis novos e da casa própria, e o crescente aumento dos salários reais do trabalhador, o 13° salário torna-se uma porta para a formação de dívidas de médio e longo prazo. Repito, o consumo deve ser a última opção para quem tem dívidas. No caso especial de aquisição de casa própria ou de automóveis, o importante é ter um bom montante para dar a entrada e assim, diminuir a corrosão que as taxas de juros embutidas nas parcelas destes bens causam no orçamento da família. Nesse sentido, o 13° salário seria apenas uma porcentagem da poupança que o consumidor deve possuir para aquisição de bens com valores mais altos. Uma dica a quem tem imóvel ou automóvel financiado e não tem dívidas com cartões, cheque especial e/ou empréstimos pessoais, é a utilização do 13° salário para quitar mais de uma parcela do bem. Desta forma, o risco de alguma incerteza no ano seguinte abater o orçamento do indivíduo, diminui conjuntamente as parcelas do financiamento.

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TECHS PROVIDER centro antigo A NOVE DE JULHO AINDA É O MAIOR CORREDOR COMERCIAL DA CIDADE Por onde passarão os R$160 milhões de reais que os lojistas aguardam? Ao todo são aproximadamente 10 regiões consideradas as mais importantes do nosso comércio. “Temos que estar confiantes nas vendas deste Natal; há um clima plenamente favorável para o lojista e os investimentos feitos na formação dos estoques terão bons resultados”. A frase é do presidente Renato Haddad, da Associação Comercial e Industrial de Araraquara e foi dita no final de novembro quando a diretoria da entidade esteve reunida para uma primeira avaliação. As principais áreas comerciais entraram na pauta de estudos. A Rua Nove de Julho, considerada o principal corredor comercial da cidade e também o mais antigo, com 252 lojas, é o que tem um maior fluxo de consumidores neste período de festas. Na verdade, a Nove de Julho tem vivido um processo de “esvaziamento” nos últimos 20 anos, com a transferência de parte dos estabelecimentos para as imediações da Alameda Paulista, Avenida Sete de Setembro, Avenida Bento de Abreu, Rua Maurício Galli, Avenida Padre Francisco Sales Colturato e Avenida Presidente Vargas. A instalação de magazines ou lojas que integram grandes redes levaram muitos estabelecimentos ao encerramento de suas atividades. A inauguração do Atacadão e Tonin Superatacado é uma demonstração da expansão econômica do município, instalando-se em áreas periféricas e tornando a cidade num atraente pólo para os consumidores da micro região de Araraquara. No entanto, a fragilidade do centro comercial antigo, segundo alguns lojistas que atuam na Nove de Julho, se deve ao que foi já chamado de “boulevard da dois”, um projeto aprovado e construído na administração do ex-prefeito Edinho Silva. Eles entendem que a Nove de Julho entrou em decadência a partir das mudanças feitas de forma traumática, deixando sequelas no corredor. Para os estudiosos, esse processo teve início com a crise do sistema ferroviário, cuja estação na região central funcionava outrora como um atrativo para o comércio. Natal da Nove Julho em 1960, aparecendo a Casa Ary e o Sport Paulista em primeiro plano

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cionalismo de venda ou armazém. Foi em uma conversa de final de tarde que Vasco confessou ao amigo João Primiano, dono dos Supermercados Primiano na década de 60, que “se orgulhava de ser o ge1978: o prédio do Gonçalves Sé detém uma história de constantes rente do Sé”. O mudanças a partir dos anos 90 Gonçalves Sé, dilembrança zia ele até com certa vaidade, surgiu em forGONÇALVES SÉ mato de rede em 10 de dezembro de 1954, quando foi constituída a empresa Gonçalves Sé S/A Comércio e Importação, tendo as famílias Sé e Gonçalves como acionistas. Em 1975, a família Sé comprou a parte do sócio Gonçalves; em maio de 1997, o Segundo maior corredor comercial da cidade com cerca controle acionário do Sé Supermercados foi adquirido pela Itaperuna Participações, de 170 empresas de comércio, empresa ligada à GP Investimentos, sociea Rua São Bento vive hoje o dade criada em 1993 com o objetivo de estruturar e realizar investimentos para seus contraste de ter sua principal sócios e demais investidores. Em janeiro referência transformado em de 1998 a empresa foi adquirida pelo gruigreja. po português Jerônimo Martins, que passou a ter a totalidade do negócio. No ano Nos anos 60 e 70, o Gonçalves Sé pos- de 2001, Valentim dos Santos Diniz torsuia forte identificação com a cidade, fruto nou-se majoritário de algumas lojas do Sé do relacionamento comercial da colônia Supermercados entre elas a de Araraquara, portuguesa com a comunidade. Uma des- conhecida inicialmente como Pão de Açútas personalidades era o “seo Felipe, do car, depois Compre Bem. Elas foram feDias Martins”; mais tarde, veio Vasco Cor- chadas, e o prédio negociado com a Igreja rêa, que por sinal foi gerente do supermer- Universal. cado por mais de 15 anos. Vasco estava paA partir daí a Rua São Bento perdeu ra o Gonçalves Sé, tanto quanto para Ara- sua maior referência e viu crescer em seu raquara: era uma convivência única, mo- entorno, o comércio da Rua Gonçalves rando até mesmo no sobrado anexo ao pré- Dias com 90 empresas; Rua Padre Duarte, dio. 57 e Rua Voluntários da Pátria com 38 estaNo quadrilátero formado pelas aveni- belecimentos. das Barroso e Prudente e as ruas Nove de Nesta região, observa-se um comércio Julho e São Bento, o Gonçalves Sé se apre- diversificado, bem diferente da Rua Nove sentava de forma suntuosa, carregando o de Julho e que passa por algumas transforpioneirismo comercial da nova nomencla- mações na interligação da São Bento com tura: supermercado, que substituía o tradi- a Avenida Bento de Abreu. O prédio que abrigava o Gonçalves Sé acabou se transformando em uma das unidades da Igreja Universal DETROIT PRONTO PARA O NATAL DE 1978

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emergentes Avenida Luiz Alberto, interligando os corredores da Bento de Abreu e Alameda Paulista Bento de Abreu PEQUENOS, MAS PODEROSOS Um aqui, outro ali. São os novos corredores que têm surgido, demonstrando uma grande força comercial. Algumas já não querem mais conviver com a agitação do velho centro e já decidiram descentralizar suas atividades comerciais; as que estão chegando também fazem essa opção - os bairros emergentes e assim surgem fortalecidos os novos corredores comerciais da cidade. A Alameda Paulista por exemplo, na zona leste, congrega 150 empresas de comércio bem constituído e diversificado. É hoje o maior corredor de negócios da cidade, fora da região central. Alameda Paulista Embora sendo uma das mais antigas de Araraquara, a Avenida Sete de Setembro, na zona sudoeste, perdeu seu potencial a partir dos anos 70 com a duplicação da Washington Luis e a sua transformação em rua de mão-única. Das 120 lojas de comércio que chegou ter em toda sua extensão, hoje não são mais de 60, com tendência para o setor de autoelétrica, manutenção e reparação de autos. A Avenida Francisco Vaz Filho, na zona leste, já possui 90 empresas de comércio com lojas de vestuário, quitandas, sorveterias, padarias e farmácias. A Rua Maurício Galli, classificada como zona norte, desponta como região em fase de expansão com 115 empresas comerciais: são pequenas lojas de roupas, padarias, farmácias e um grande supermercado. Um pequeno shopping - Uirapuru, tem atuação marcante no corredor. Na zona oeste destaca-se a Rua Castro Vaz Filho Alves, com 32 empresas. Considerado um bairro emergente, o Jardim Martinez abre as portas para a Avenida Santos Dumont, que já possui cerca de 40 lojas de comércio. Da mesma forma, o Vale do Sol, com a concentração de 25 empresas de comércio na Avenida Antônio Honório Real (zona noroeste), apresentando caracteSantos Dumont rísticas de abastecimento local. O Selmi-Dei apresenta o mesmo perfil, transformando-se praticamente em uma nova cidade e onde concentram-se cerca de 39 mil habitantes. Segundo os economistas, a evolução da estrutura comercial é dependente da variação populacional. Quanto mais longe da região central, mais o comércio tenta se adequar para que a população de seu bairro não precise fazer migrações pendulares ao centro. Comerciantes buscam criar os chamados “Arranjos Produtivos Locais”, ou seja, concentração empresarial de mesmo setor ou produto em determinado bairro ou região.

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