Revista Comércio & Indústria Março/2010

 

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Revista Comércio & Indústria - Março/2010 - Ano 4 - Nº 56

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Março/2010 • Ano 4 - N° 56 CARTA 991.223.042-4DR/SPI Em 1980 o Colégio Objetivo iniciava suas atividades em nossa cidade; ao longo do tempo sempre fez da educação continuada dos alunos e dos professores o eixo da sua preocupação, porque se apóia sobre a idéia de que a educação tem um compromisso com a realidade em constante mudança. Daí uma história de 30 anos sucesso.

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do editor Ivan Roberto Peroni ponto de vista Valter Merlos - Presidente O PAÍS DOS FERIADOS o em que se a redução N damomentode trabalho discutepara 40 hojornada de 44 ras semanais, colocando em lados opostos empresários e trabalhadores, outro debate promete colocar mais lenha na fogueira: os feriados prolongados em 2010 e os seus impactos na economia. Para o comércio e o turismo, os “feriados emendados” podem não afetar os negócios. O mesmo não ocorre com a indústria. Em 2009, cada feriado nacional provocou perda de até R$ 12,9 milhões do PIB. Em 2008, dos 12 feriados nacionais, oito caíram em dias úteis. No ano passado, grande parte das datas comemorativas também ocorreu nas terças e quintas-feiras da semana. Neste ano, são 11 feriados nacionais em dias úteis, sendo quatro às terças-feiras, um na quinta, dois em sextas-feiras e um na quarta. Isso sem contar os feriados estaduais, os municipais e os jogos do Brasil durante a Copa do Mundo. No país do futebol, é improvável que não haja paradas momentâneas para assistir a seleção entrar em campo. Os feriados impõem custos enormes ao parque produtivo e à atividade econômica. Capa Fotos: Henrique Santos ESTAMOS ENCERRANDO NOSSO MANDATO NA PRESIDÊNCIA DA ACIA Um dos principais objetivos desta emossa associação viverá em abril, preitada foi de preservar os traços de uma um momento muito especial. A esinstituição coesa e avaliando o perfil da colha de uma nova diretoria, cuja nossa administração queremos, contanresponsabilidade em administrá-la sedo com o apoio de todos, evitar que os guirá pelos próximos três anos. Vamos companheiros se dispersem. Alguns enencerrar nosso segundo mandato, contendem que a participação de duas ou victos de que procuramos cumprir com três chapas em um processo eleitoral faz transparência e respeito a função que crescer a disputa através do debate e da nos foi atribuída pelos associados da discussão de ideias. Isso é inevitável pois ACIA. Durante seis anos mantivemos a uni- cria-se o clima de competição, surgem facções e o crescimento pretendido corre o dade do grupo e intensificamos o espírisério risco de terminar na dispersão de to de companheirismo entre todos; nos um grupo de associados envolvemos na criação do que desenvolveu projetos, Conselho de Mulheres Alguns entendem que estabeleceu metas e hoje Empreendedoras, do Movia participação de duas participa do processo de mento Degrau voltado padesenvolvimento da cidara o primeiro emprego dos ou três chapas em um de. adolescentes, do Projeto processo eleitoral faz A ACIA neste momenEmpreender que tem a fina- crescer a disputa to tem uma voz ainda lidade de congregar peatravés do debate e da mais forte, que ecoa com quenos empresários de elevado grau de repreum mesmo segmento e discussão de ideias. sentatividade e indepenmais que isso, estabelecer dente de resultados futuros, ela contium vínculo da associação com a comunuará mantendo esse elo com o Poder nidade, através de várias ações sociais. Público. Hoje atuando como vice-preNeste período fortalecemos o trabafeito e secretário de Desenvolvimento lho dos presidentes e diretores que pasEconômico, estabelecemos uma ponte saram pela associação, em sinal de gradireta com o Sebrae, Senac, Sesi, Sesc, tidão e reconhecimento, pois cada um Senat, SINCOMÉRCIO, CDL, Sinhores, foi extremamente importante na história parceiros que evidenciam a importância da entidade. Particularmente, também da união. lutamos por este ideal e só mesmo o Em nossa vida a ACIA é vista como companheirismo nos incentivou e se uma escola que propicia a preservação transformou em fonte inesgotável de de amigos empreendedores ou a descoenergia para concretização dos sonhos berta de novos companheiros; e é dos de uma classe. conhecimentos ou dos problemas que Admitimos que não foi nada fácil, cada um enfrenta, que tiramos a fórmula mas quando se conta com a união de topara uma gestão segura e responsável. dos, torna-se naturalmente menos oneQue ela continue altaneira cumprinroso o peso da responsabilidade. Condo suas finalidades, aberta ao diálogo e firma-se uma vez mais o antigo ditado pautando pelos caminhos da prosperide que - os homens passam, a instituidade. Com 76 anos de atividades, a ção fica - e assim nos preparamos para ACIA é um modelo para suas coirmãs da deixá-la com sua situação econômica FACESP e um exemplo a ser seguido coequilibrada e pronta para viver uma nomo entidade de classe. va fase em sua belíssima história. N OBJETIVO E OS SEUS 30 ANOS DE VIDA A história de sucesso do Colégio Objetivo em nossa cidade começa a ser escrita a partir de 1980 por Ali Zaher. Hoje o colégio é considerado referência pela qualidade de ensino que os jovens recebem. EDIÇÃO N° 56 - MARÇO/2010 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Assistente Editorial: Michele Rampani Depto. Comercial: Gian Roberto - Sebastião Barbosa Designer: Bete Campos, Mário Francisco e Carolina Bacardi Impressão: Gráfica Bolsoni - (16) 3336 9008 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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Eleição RENATO HADDAD SEUS PLANOS PARA SER O PRESIDENTE DA ACIA Em abril, a Associação Comercial e Industrial de Araraquara elege nova diretoria para os três próximos anos. O comerciante Renato Haddad se antecipa como candidato e já submete suas propostas à análise dos quase 800 sócios que terão direito a voto. R enato Talel Haddad é o primeiro nome que surge para concorrer à presidência da Associação Comercial e Industrial de Araraquara, em abril. Sócio há 31 anos das Lojas Somzão, ele é formado em Direito e ex-presidente do Clube Araraquarense, sendo atualmente Diretor de Patrimônio e tem participação ativa nas discussões sobre o desenvolvimento do comércio local. Renato acredita que pode trabalhar bastante em prol dos empreendedores. “Vou fortalecer ainda mais os valores éticos, morais e legais. Incentivar o empreendedorismo, além de defender a iniciativa privada, as boas práticas comerciais e de serviços”, comenta Haddad. No programa de governo defendido por Renato, fica evidente a valorização do empreendedorismo, bem como as iniciativas para atrair os consumidores a conhecer e comprar no comércio local. O candidato acredita que a ACIA deve buscar novos associados, tanto os pequenos como os grandes. Os associados, na visão de Haddad, devem receber grande respaldo da associação e para tanto, propõe entre as metas do plano de governo: a realização de pelo menos uma palestra gratuita anual de altíssimo nível; incentivo aos micro e pequenos produtores industriais para capacitação visando a exportação (Exporta São Paulo). Destaca ainda que pretende firmar parceria com o SCVA para trazer o plano de aposentadoria do Fecomércio para Araraquara, beneficiando muito os empresários. Outra iniciativa é de fazer com que a Caravana do Imposto (Facesp) passe pela cidade em 2010. Renato ainda aposta em outro benefício para os associados. “A ACIA deve ter em seu quadro de diretoria um assessor jurídico”. Além disso, defende que a associação deve batalhar pelo atendimento judiciário diferenciado em relação ao mi- croempresário quando este não consegue receber seus créditos. “Essa nova forma de atendimento deve acontecer, seja no modelo vigente ou através de parcerias com a Prefeitura Municipal e faculdades de Direito, como já ocorre em São Paulo, no Mackenzie, onde funciona o Tribunal Especial Comercial”. Eu penso, diz o candidato, que estaRenato Haddad belecer parcerias é uma das formas de acelerar o desenvolvimento de projetos dentro da ACIA e aponta eventuais parceiros, como as universidades, Prefeitura, SINCOMÉRCIO e FACESP e todas as entidades do sistema S. Ele quer também promover a união dos segmentos profissionais e colocá-los no Projeto Empreender, que foi criado pelo atual presidente Valter Merlos. Renato acredita que pode trabalhar bastante em prol dos empreendedores. Vou fortalecer ainda mais os valores éticos, morais e legais. A estrutura da ACIA, segundo ele, também deve ser modificada com a criação de três novos departamentos: o Comercial, o Industrial e de Serviços. “Cada departamento terá um coordenador que será de cada segmento e mais cinco membros que o auxiliarão nas políticas de funcionamento, sendo escolhidos na diretoria e no quadro associativo”, explica Renato. Além de acenar com a possibilidade da FACIRA ser revista, ele também propõe que a ACIA trabalhe no fomento do Turismo de Negócios e sugere a instalação de um parque aquático na cidade e passeios noturnos monitorados, por algumas das principais vias de Araraquara, como a Rua Voluntários da Pátria e Avenida Bento de Abeu. Quanto aos consumidores, se eleito, ele tem como meta tornar o comércio local mais atrativo. Para isso serão planejadas campanhas mensais com sorteio de prê mios; o retorno da Semana do Freguês ou do Consumidor, e no mês de Dezembro o sorteio de prêmios, inclusive de um carro através de parceria especial com o SINCOMÉRCIO e a CDL. Além de dotar o site da ACIA de um balcão de empregos, o candidato quer que através desta ferramenta, os associados possam se interagir, trocando informações e atualizações. “À frente da ACIA, pretendo trabalhar com uma equipe de diretores e conselheiros que se entusiasmem com as iniciativas, visando o crescimento de cada empresa filiada, seja do comércio, da indústria ou serviços”, finaliza Renato Haddad.

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Serviços UNIÃO DOS CONTABILISTAS Roberto Aiello Fonari, que há dois anos preside o Sindicato dos Contabilistas, nesta entrevista destaca o empenho da entidade para valorizar os profissionais e mostra os caminhos que segue para fortalecer a classe na cidade e região. Roberto Aiello Fonari à frente do Sindicato dos Contabilistas “Fomos em busca de soluções para as questões mais urgentes, como a adequação ao Sistema Público de Escrituração Digital - Sped Fiscal e Contábil e a Contabilidade Digital. Essa modificação foi possível pela integração entre o sindicato, a Associação das Empresas Contábeis de Araraquara e Região e outras entidades”. É desta forma que Roberto Aiello Fonari inicia uma explanação sobre os dois primeiros anos de mandato, como se fosse uma prestação de contas da sua diretoria. Ele chama a atenção para o Centro de Estudos do Sindicato, onde além de tratar de assuntos legislativos, também recebe palestrantes renomados para expor temas de interesse relevante aos profissionais de toda a região. Fonari em recente entrevista à Revista da Fetaesp, também ressaltou o interesse pela atualização profissional, considerando que esse é um dos objetivos do sindicato. “Estamos trabalhando na conscientização dos contabilistas sobre a importância de interação e participação em congressos e convenções”. Outra ferramenta para fortalecer ainda mais a classe é o convênio que está sendo firmado entre o Sindicato e o Sescon-SP para a divulgação das palestras e eventos promovidos pela entidade de Araraquara. “Todas as metas englobam nossa maior preocupação, que é a valorização do contabilista”, afirma o dirigente. A atual gestão dá continuidade ao trabalho que estava sendo desenvolvido pelas diretorias anteriores. Aiello destacou por exemplo, o convênio firmado com a ACIA que resultou na transformação do Posto da Junta Comercial em Escritório Regional. Uma das nossas iniciativas é estreitar ainda mais os laços com o setor político e outros segmentos da comunidade, ampliando o relacionamento para fortalecer a valorização do profissional e buscar espaço para suas lutas e reivindicações. Aiello enaltece a profissão e seus profissionais, que cada dia mais estão antenados com a evolução contábil em todo mundo. Essa missão, completa Aiello, pertence a todos nós.

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O Sebrae agora está na Via Expressa Inauguração A NOVA SEDE DO SEBRAE Depois de permanecer mais de 10 anos na Av. Espanha, o Sebrae local inaugura em março sua nova sede, agora na Via Expressa. Fábio Ângelo Bonassi, gerente regional do Sebrae, comemora com sua equipe a nova fase do órgão que já atende em novo endereço na cidade. Porém, a inauguração do prédio se dará no dia 19 de março. Para o dirigente, a regional (Araraquara/São Carlos) cresceu muito nos últimos anos, atendendo hoje em média cerca de 10 empreendedores por dia. Também a abertura do Posto de Atendimento de Araras intensificou as atividades em Pirassununga, Rio Claro, Descalvado, Leme, Taquaritinga e Itápolis. Outro ponto forte do atendimento em 2009, diz Fábio Bonassi, foi ofertar o serviço Sebratec, de soluções técnicas e tecnológicas para pequenas empresas, principalmente na região Centro Paulista, que hoje concentra mais incubadoras de empresas no Estado de São Paulo. Agora, em novo prédio, o Sebrae, segundo Fábio, moderniza as instalações e possibilita um atendimento ainda melhor ao seu cliente, com privacidade, salas de treinamento, climatização, estacionamento, entre outros benefícios. Esse também é mais um passo na facilidade de integração regional já que as bases Araraquara e São Carlos têm gestão conjunta desde 2005, o que permitiu um modelo singular no Estado de São Paulo e a expansão das atividades nesse período. As novas instalações Gerente Fábio Bonassi com Valter Merlos, do Sebrae apresentam presidente da ACIA, uma das grandes parceiras do Sebrae 700m² de área construída, com três salas de treinamento, estacionamento e novo mobiliário. O projeto também é fruto de parceria constante com o Sindicato Rural de Araraquara, com quem o Sebrae regional mantém diversas atividades no Agronegócio. Com isso, argumenta Fábio Bonassi, a nossa região, que tem perfil bastante diversificado de economia, continuará recebendo investimentos do Sebrae em setores e segmentos como confecção, agronegócios, comércio varejista e serviços, panificadoras, minimercados, fruticultura, apicultura, café e Mpes de alta tecnologia principalmente em São Carlos, Araraquara e Rio Claro. “Temos que intensificar a aprovação da Lei Geral das Mpes e estimular os municípios a adotarem Educação Em-preendedora em escolas municipais como ocorre agora com Pirassununga”, completa Fábio. Segundo ele, nesse momento o Sebrae volta-se de forma intensa para orientar o Micro Empreendedor Individual e para auxiliar os municípios na votação e implantação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Para o órgão, são dois temas fundamentais. Na sua opinião, a região Centro Paulista tem força econômica extremamente pujante: “Reconhecemos que ainda temos muitos desafios para fortalecer o grande número de pequenas empresas já existentes e precisamos contar com muitos parceiros locais como Prefeituras, Associações Comerciais, Sindicatos de Comércio Varejista e Patronais, Sindicatos Rurais, Ciesps, Incubadoras, Institutos, Fundações, Universidades e Bancos Oficiais para conseguirmos atingir esse objetivo”, avalia. Além disso, há o candidato a empreendedor que representa outro grande contingente. A diversificação que existe entre agricultura e indústria e o reflexo no comércio varejista e serviços em toda região traduzem nosso desafio, completa Fábio Bonassi.

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Cidade Arena da Fonte, um dos mais importantes caminhos para o desenvolvimento econômico nejamento, então ninguém pode afirmar se há muito ou pouco. Estamos começando uma nova etapa e os próximos meses serão de avaliação. Não é fácil montar uma agenda para a Arena e também não é correto basear a demanda da cidade na Arena. Então, precisamos planejar isso, com muita cautela, critério, analisar junto com todos os setores envolvidos o que é mais necessário na cidade. C&I: Como são planejados os eventos? Eduarda Lopes: Temos que pensar sempre projetando o futuro. Por exemplo, em relação aos eventos que estão acontecendo na Arena, nós começamos a trabalhar para que eles fossem realizados desde janeiro de 2009, antes até da inauguração do próprio estádio e assim, vamos fazer o mesmo com o CEAR. Estamos promovendo contatos para que quando o CEAR estiver pronto, já tenhamos uma agenda. Ainda não temos previsão de quando será finalizado porque está em fase de licitação, mas independente disso, sabemos, no máximo em um ano e meio teremos aqui um centro de eventos que lugar nenhum do Estado de São Paulo tem. Então, cabe a nós da administração fechar uma agenda, o que não é fácil; no começo vem um evento, depois outro, até que se torne um local de referência. O turismo nunca é imediato quando é de negócios. O turismo de negócios exige preparação, para isso contamos com o apoio das universidades, dos cursos técnicos e dos sindicatos do setor. Isso tem fortalecido a imagem da cidade. C&I: E quanto a expansão da rede hoteleira? Eduarda Lopes: Temos percebido I M P U L S O PA R A O A coordenadora municipal de Turismo e presidente da Morada do Sol Turismo e Eventos S/A, Eduarda Escila Lopes, recebeu a Revista Comércio & Indústria para uma conversa sobre os rumos do turismo em nossa cidade e os próximos investimentos no setor. Comércio & Indústria: Após o investimento feito na Arena, qual a contribuição esperada do estádio para o desenvolvimento da cidade? Eduarda Lopes: A Arena da Fonte foi um grande investimento, recebeu muitos recursos do Governo Federal e uma grande contra partida da Prefeitura; o nosso objetivo é transformá-la em um novo produto turístico. Quando movimentamos a Arena, não é somente o campo de futebol, mesmo que seja um simples jogo; movimentamos também hotéis, restaurantes, comércio e isso quer dizer que o retorno econômico para a cidade é considerável e muito importante. E o que desejamos é justamente isso, que qualquer tipo de evento que seja realizado na Arena possa refletir financeiramente na economia de Araraquara. C&I: A estrutura que a cidade dispõe hoje, suporta receber bem esses eventos? Eduarda Lopes: Embora tenhamos a visão de que a cidade precisa se qualificar profissionalmente, eu não enfrentei, até agora, nenhuma dificuldade. Acho que aos poucos a própria iniciativa privada está se envolvendo e se qualificando. Sinto boa vontade em todas as reuniões que estive, principalmente, com os hotéis, já que eles são os primeiros a serem solicitados. Percebo grande vontade em receber os visitantes. Os taxistas também querem se qualificar, assim como os restaurantes; sinto que o comércio em geral está se adaptando e percebendo que a qualificação profissional é fundamental nesse momento. Quando falamos em números, se temos hotéis e restaurantes suficientes, acredito que hoje estamos em uma fase de pla-

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Eduarda: O turismo de negócio exige preparo e para isso contamos com as universidades nos últimos anos que Araraquara vem escrevendo uma história feliz, com muito desenvolvimento. Nos últimos dois anos tivemos a abertura de dois hotéis e aqueles que já existiam passaram a investir cada dia mais na qualificação dos seus profissionais e ainda temos redes hoteleiras interessadas na cidade. O próprio projeto de reforma do CEAR para se transformar num centro de eventos prevê como contra partida da Funcef, a construção de um hotel. C&I: O que seria ideal ser feito hoje para transformar Araraquara num pólo turístico? Eduarda Lopes: Nossa característica clara é o Turismo de Negócios. Ele vai se consolidar com a reforma do CEAR. Mas não se pode pensar em turismo só com iniciativa pública. Existe uma política públi- ca e existe a iniciativa privada, os hotéis, principalmente, estão cada dia mais recebendo congressos e eventos e isso é muito importante. O que falta para Araraquara é a organização da iniciativa privada para, então, o poder público incentivar esse crescimento. A forma como isso deve acontecer é através da criação do Convention Bureau (uma associação dos empresários do setor para fomentar o turismo junto com a iniciativa pública, mas de forma totalmente independente). Nossa expectativa é que aconteça em 2010, pois já estamos trabalhando para isso. Também em 2009 começamos a investir no atendimento ao turista, com mapas e postos de informações turísticas móveis, mas temos que ampliar essas ações e, ainda, priorizar a formação profissional. Essas são as três áreas que temos que trabalhar bastante para que dê certo o crescimento do turismo em nossa cidade. C&I: Quais os próximos passos da Coordenadoria? Eduarda Lopes: Além de buscar construir uma programação para esses dois novos produtos (Arena da Fonte e o CEAR), vamos trabalhar para a criação do Convention Bureau: a criação de postos de informações turísticas fixos e também para a qualificação de mão-de-obra. Para o turismo interessa muito essa infraestrutura de atendimento ao turista. O que o turismo tem que fazer é dar apoio para que a cultura seja divulgada e as pessoas aproveitem nossa cidade. Quem também ganha com a Arena da Fonte são os hotéis, bares e restaurantes

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Comércio As grandes lojas da cidade já têm preparados seus estoques e preveem boas vendas de televisores de LCD, plasma e tubo neste semestre. A Copa do Mundo é a responsável pelo entusiasmo. O crescimento em vendas deve chegar aos 40%, revelam os lojistas. Comércio LOJISTAS DE OLHO NA COPA Sempre que acontece a Copa do Mundo de Futebol, a venda de televisores tem um aumento considerável e em 2010 , com o torneio na África do Sul, a história vai se repetir. Quanto que os lojistas de Araraquara esperam vender no período de maio a julho com a realização da Copa do Mundo? Ainda é muito cedo para cálculos, no entanto, a expectativa é grande. “Eles sabem que até lá, o comércio de televisores vai estar em alta, pois há na população uma ansiedade muito forte, motivada pelo mais importante torneio de futebol mundial”, comenta Jair Martineli, secretário municipal de Esportes e também diretor da Associação Comercial. Sempre que acontece a competição, alguns ramos da indústria potencializam suas produções, a exemplo da indústria têxtil, exigida nesse momento para a confecção de camisetas, bonés e bandeiras e também o aumento na produção e venda de televisores. Vendedores treinados para grandes vendas de televisores nesta Copa Jair Martineli, diretor da ACIA, torcendo pelo Brasil e pelos lojistas De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), neste ano, espera-se atingir a marca de 11 milhões de televisores vendidos, entre modelos de tela de LCD e de plasma. A previsão é que haja um crescimento de 40% no primeiro semestre de 2010. Segundo a associação, em 2008, foram vendidos três milhões de televisores de LCD e plasma. Já em 2009, o setor fechou o ano com aproximadamente quatro milhões de aparelhos vendidos. Se depender dos grandes fabricantes, 2010 será mesmo o ano da tela fina. De olho na Copa, as fábricas estão antecipando seus lançamentos da linha 2010. Tradicionalmente, eles apresentam seus novos TVs apenas em abril ou maio, data que seria inviável este ano para acelerar as vendas motivadas pela Copa. No comércio a aposta em boas vendas relacionadas à Copa do Mundo é alta. As lojas se programaram com reforço do estoque e campanhas de marketing para atrair o público consumidor. De acordo com o gerente do Ponto Frio, Silvano Roberto de Souza, a expectativa para o 1º semestre é muito grande. “A rede está se preparando para oferecer a melhor opção de preço, formas de pagamento e estoque. Acreditamos no crescimento de 30 a 40% na venda de televisores”, ressalta Silvano. O gerente garante ainda, que apesar dos televisores de plasma, LCD e Led, que é o mais recente lançamento dos fabricantes serem o principal alvo de consumo dos clientes, os televisores“ de tubo” ainda possuem uma venda expressiva, atingindo outra faixa consumidora. Jornalista Geraldo Polezze, editor do “Jornal de Araraquara”, agradece aos leitores, assinantes, anunciantes e demais agentes que, com apoio cultural, permitem a veiculação semanal: a melhor fotografia dos principais eventos. Com opinião.

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Marketing CONQUISTANDO O CLIENTE A arquitetura pode ser uma ótima aliada para chamar a atenção do consumidor e fazer crescer as vendas no comércio. Planejamento e organização são estratégias para um novo perfil. Como atrair o cliente? Essa é uma questão muito debatida pela classe empresarial. O que já se sabe é que o bom atendimento é uma excelente forma de se sobressair num mercado competitivo. Porém, esse não é o único fator que pode auxiliar o comerciante a conquistar clientes. Um bom planejamento pode contribuir com muitos pontos nessa disputa. O primeiro passo é fazer as contas e saber exatamente o capital inicial disponível, em seguida, estudar muito bem a estrutura de vendas, a localização do ponto, o público-alvo e os gastos gerais para abertura do empreendimento. Um profissional que pode auxiliar e em muito com um bom planejamento é o arquiteto. Atualmente, o consumidor reconhece estabelecimentos que se mostram preocupados em oferecer um ambiente organizado, bem sinalizado e de fácil entendimento. Além disso, acessibilidade e consciência ecológica no aproveitamento de energia e luminosidade também são itens observados pelos clientes em 2010. “O consumidor mudou, por isso, é necessário criar facilidades dentro das lojas. Cada item que você coloca pensando no conforto do cliente agrega valor”, ensina o arquiteto Washington Rosa, um dos mais conceituados especialistas desta área em nossa região. Amparado por um bom profissional, é possível adequar a loja sem gastar muito. “Tem que ter um bom planejamento; o cliente tem que saber qual seu público, qual o grau de investimento que pode fazer e dentro dessas características o profissional vai elaborar as melhores soluções para cada caso”, explica o arquiteto. “O problema é que os empresários ainda resistem a essa assessoria, muitos não veem como investimentos e sim como gastos”, completa. Um exemplo citado pelo arquiteto acontece em lojas de roupas: “Quando o Washington Rosa: supermercados são bons exemplos de como manter o ambiente dinâmico provador não é climatizado, as chances da cliente sair aborrecida do local aumentam. A pessoa experimenta duas peças e já se sente mal, com calor, isso a aborrece, desiste de provar e vai embora, o lojista perdeu cliente e a solução é simples”. IMPULSO E ACESSIBILIDADE Analisando o mercado atual, é possível perceber a mudança no perfil do consumidor. “Hoje ele vai a uma loja não por impulso; ele vai comprar o que ele quer, não dá mais para enrolar o cliente. Com isso, mudou a dinâmica da distribuição dos produtos nas lojas. A compra por impulso só funciona em alguns segmentos”. Os supermercados são bons exemplos para essa questão, uma grande rede localiza todos seus caixas-rápidos em um mesmo espaço; a fila até eles se forma em um corredor repleto de guloseimas e quem passa por ela, em especial com criança, dificilmente chegará ao caixa sem um novo produto, comprado por impulso, no carrinho. O arquiteto ressalta que esse mesmo público que resiste a compra por impulso, está mais exigente quanto a acessibilidade e a comunicação dentro do estabelecimento. Hoje, rampas, corrimãos, corredores largos, setores bem sinalizados, iluminação são essenciais para agradar e fidelizar o consumidor. “O tempo, a disponibilidade do cliente para estar dentro da loja é outro. Ele quer agilidade, boa orientação para se sentir bem atendido”, reforça Rosa. Em 2010, os empresários devem estar atentos aos sinais de seus clientes. Buscar ajuda de um bom profissional pode ser uma ótima opção para se manter atualizado, agradar seu consumidor e se destacar perante a concorrência.

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Casamento de Dirce e Valentim O pai José Cruz era conhecido como “Pipoca da Noite” na Ferroviária Por mais de 20 anos ela permaneceu trabalhando em uma das laterais do Gigantão, com sua mesa entre as colunas do ginásio Mulher APAIXONADA PELA VIDA! Em seu comércio de vender pipocas e amendoins, Dirce Cruz Vintecinco tornou-se referência e com esse trabalho criou seus sete filhos, transformando-se num dos maiores exemplos de fé e perseverança, motivo de orgulho para a família que sempre a teve como modelo de mulher e mãe. Fevereiro de 1979. Naquele começo de noite chego mais cedo ao Gigantão e lá está “dona Dirce”, com uma mesa entre duas colunas, no corredor de acesso à cabine de imprensa, vendendo pipocas. De lá até hoje ela percorreu um enorme caminho e eu a encontro poucos dias antes do Dia Internacional da Mulher, sentada em um sofá no conforto de uma casa minuciosamente cuidada por seus filhos. Afastada das suas atividades por recomendações médicas, “dona Dirce” pouco mudou, ou quase nada mudou. O sorriso continua a tomar conta de um rosto que inspira amor, alegria e esperança, detalhes que vêm da alma de quem soube atravessar os rigores do inverno. Com a jornalista Michele Rampani, ela resumiu uma história de vida e a importância de se viver para a família. Ivan Roberto Peroni Quem é que não conhece a Dona Dirce? Quem nunca comeu das suas pipocas em frente ou dentro do Gigantão, onde manteve seu ponto de vendas por 23 anos. Ela é uma personagem da história da cidade, amante dos esportes e incentivadora das equipes em todas as modalidades. Nes- sa sua trajetória ela conheceu muita gente, e o mais importante, conquistou muitas amizades. Nascida em Araraquara, em 16 de fevereiro de 1943, Dirce é filha de José Cruz e Olga Santana Cruz, e tinha ao seu lado o irmão Dirceu Cruz. Seu pai era bastante conhecido, pois vendia pipoca em todos os jogos da Ferroviária (Pipoca da Noite), talvez tenha sido nessa época que o amor de Dirce pelo time da cidade, a Ferroviária, tenha aflorado. Ainda jovem, Dirce, que estudou até o 3º ano do Ensino Fundamental, começou a trabalhar para ajudar no sustento de casa. Desde cedo já mostrava ser menina batalhadora, sem medo do trabalho e decidida. Essas características a acompanharam por toda sua vida. Adolescente, trabalhou por certo tempo como doméstica, em seguida ainda trabalhou na exportação de laranja, na Cocisa; na catação de café e na fábrica de brinquedos de Roberto Barbieri (A Tendinha). No período em que esteve na Cocisa, Dirce conheceu o grande amor da sua vida. Valentim Vintecinco trabalhava como carregador de vagão. O amor surgiu de forma delicada, cheio de surpresas e conquistas. “Todos os dias ele me enviava alguma coisa: eram cocadas e coxinhas”, relembra sorrindo. O casamento entre Valentim e Dirce aconteceu em 07 de janeiro de 1961, no mesmo dia da inauguração do viaduto “Leonardo Barbieri” ligando o centro da cidade à Vila Xavier. “Casamos na Igreja Santa Cruz e morávamos na Vila. O viaduto fazia a ligação entre esses dois pontos e ficou marcado em nossa história”. O casal teve sete filhos: Rosangela, Kátia, Paulo Valentim, Isabela Cristina, Antônio Marcos, Wagner Rogério e Elisângela. Até o momento, já são 10 netos na família. Valentim e Dirce desfrutaram de Dirce, sempre tratada com muito carinho

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Reunião festiva da família uma bela história de companheirismo e amor, até que em 10 de agosto de 1993, ele faleceu, deixando um eterno sentimento de saudade no coração da família. Dirce foi esposa e mãe dedicada e a família sempre ocupou o lugar mais importante em sua vida: “O amor incondicional foi o alicerce para superar todos os obstáculos”, comenta. A trajetória como pipoqueira começou nos anos 70, sem muita pretensão e por uma ideia inocente. Dirce, Valentim e seus filhos se preparavam para ir até o campo de aviação ver acrobacias no aniversário de Araraquara, isso no ano de 1975. Antes de sair de casa, Dirce quis torrar amendoins e levá-los para vender no evento. Foi o que fez, levou um cesto repleto de saquinhos com amendoim e ao voltar para casa percebeu o sucesso de sua ideia pois o cesto voltou vazio, e assim foi o inicio do novo negócio da família. Dirce passou a vender pipoca em todos os eventos esportivos, sendo presença fiel nos jogos da Ferroviária. Tanto era sua aproximação com o time, que muitos jogadores e jornalistas esportivos se tornaram seus amigos. Bazani por exemplo, ficou Valetim (diretor da Portuguesinha), marido de Dirce, sendo homenageado pelo locutor esportivo Wilson Luiz nos anos 70 Passando as férias com os netos na praia sendo cumpadre após batizar sua filha Rosangela. Com o tempo, Dirce fez seu nome e todos os seus filhos em algum momento, ajudaram a mãe a vender a guloseima. Em 1985, Dirce montou sua banca no interior do Gigantão e lá permaneceu por mais de 20 anos fazendo a alegria de todos que por ali passavam. Para ela, olhar sua trajetória lhe enche de orgulho e esperança prospectando sempre um futuro melhor. Dirce, hoje, aos 67 anos, manda um recado a todas as mulheres, que assim como ela, lutaram para manter a harmonia e dignidade de suas famílias. “Desejo que as mulheres tenham um dia feliz, com muita paz e amor e que conquistem tudo aquilo por que batalham”, encoraja Dirce. Uma de suas filhas, Rosangela, reconhecida na cidade como umas das mais talentosas cabeleireiras, expressa em palavras o que a mãe ensinou-lhe e aos irmãos. “Ela sempre teve a família em primeiro lugar, fez tudo o que pôde para nos manter e nos criar. Por tudo o que passou na vida e como passou, ela é o maior exemplo que podemos ter. Uma mulher honesta, batalhadora, esposa, mãe e avó dedicada e que conquistou tudo através do seu amor pelo trabalho e pelo próximo”, finaliza Rosangela.

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