Figuras & Negócios #141

 

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Publicação Angolana

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S CARTA DO EDITOR Na hora de balanço de um tempo em que o “país do basquetebol” consolida a sua posição no ranking continental e mundial, a selecção nacional sénior femenina não deixou os seus créditos de campeã em mãos alheias. Diante dos mais fortes combinados de África, as “meninas de ouro” fizeram jus às espectativas criadas à sua volta, tornando-se bi-campeã e assegurando um lugar na elite do basquetebol mundial.Os olhos estavam postos em Moçambique, onde a selecção liderada por Aníbal Moreira e uma equipa técnica, cujo trabalho permanente, suado e teimoso determinou como alvo o título. De resto, o país desportivo emergiu e marcou uma posição de destaque a nível internacional numa outra modalidade, pois organizou o Campeonato Mundial de Hóquei em Patins com uma importância especial. Foi o primeiro em África. Ganhou-se na organização e na construção de infraestruturas, mas, infelizmente, a selecção nacional claudicou no domínio dos resultados, quedando-se numa modesta nona posição. Nesta edição, conversamos em “Página Aberta” com Paulo Macedo, o treinador principal da selecção masculina sénior, que nos revela alguns dos traços interessantes da trajectória dos “meninos de ouro” em Abidjan. Carlos Morais é a "Figura do Mês" e de capa. O basquetebolista MVP africano tornou-se no primeiro angolano a ingressar na liga norte-americana de basquetebol –NBA. Traçamos o seu perfil, numa perspectiva de que o atleta poderá definitivamente obter um lugar numa das equipas mais fortes do campeonato mais disputado do mundo. Outrossim, páginas de destaque espalhadas pelas mais diversas rubricas podem ser lidas nesta edição, com destaque para a situação da Síria que continua a ser motivo de grande preocupação, originando sucessivas discussões em diversos palcos internacionais do mais alto nível. Nesta edição, outras temáticas ligadas à política, sociedade, economia e negócios constituirão motivos de ... Boa leitura! e existiram dúvidas, mais motivadas pelo facto de Angola ter perdido o título de campeã africana do basquetebol sénior, em masculinos, na anterior edição realizada em Madagáscar, em 2011, em Moçambique os atletas angolanos acabaram por esclarecê-las. Deram um brilharete no recentemente terminado Campeonato Africano de Abidjan ( Cotê D’Ivoire), encarregaram-se de resgatar a taça, vencendo todos os seus adversários, e, sobretudo, deixando no ar a certeza de que nos próximos dez anos, o país mais titulado do continente continuará a deter a hegemonia nesta modalidade já considerada “rainha” em Angola. A par da conquista na categoria sénior masculina, a selecção de sub-16 arrebatou o título africano, provando que o país tem um viveiro que pode garantir uma safra de bons atletas nos próximos tempos. 4 Figuras&Negócios - Nº 141 - SETEMBRO 2013

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7. EDITORIAL PIRÂMIDE INVERTIDA 10. PÁGINA ABERTA "TEMOS QUE TER MUITO CUIDADO COM A SELECÇÃO DA NIGÉRIA" 16. FIGURA DO MÊS UM ANGOLANO NA NBA 19. PONTO DE ORDEM O DESTINO DE ÁFRICA 20. POLÍTICA REFORMA EDUCATIVA PARA MELHORAR QUALIDADE DO ENSINO 30. FIGURAS DE CÁ 48. ECONÓMIA & NEGÓCIOS COLAPSO NA ESTRATÉGIA DO PETRÓLEO EM ANGOLA 58. LEITORES PEDREIROS ANGOLANOS MAIS ROTOS NA TUGA 60. CONJUNTURA DA LIDERANÇA SITUACIONAL À FORMAÇÃO PARA A COMPETITIVIDADE 69. FIGURAS DE JOGO MACEDO É ANGOLANO, É BOM E NÓS GOSTAMOS 76. ÁFRICA PAZ AMEAÇADA 96. TECNOLOGIA UM MUNDO CADA VEZ MAIS PORTÁTIL ENTRE O GANHA-PÃO E A VALORIZAÇÃO DA CULTURA CULTURA 24 36 SOCIEDADE 100. FIGURAS DE LÁ O CASAMENTO EXIGE MATURIDADE CAPA: BRUNO SENNA 104. RECADO SOCIAL CONTRASTE NO MEIO DE UM REGABOFE GERAL 6 Figuras&Negócios - Nº 141 - SETEMBRO 2013

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64 DESPORTO "SENHORAS" DE ANGOLA DOMINAM O CONTINENTE MUNDO IMPASSE NO CONFLITO NA SÍRIA 80 Publicação mensal de economia, negócios e sociedade Ano 13 - n. º 141, Setembro – 2013 N. º de registo 13/B/97 Director Geral: Victor Aleixo Redacção: Carlos Miranda, Paulo Araújo, Sebastião Félix, Venceslau Mateus, Suzana Mendes, Júlia Mbumba e Norberto Costa Fotografia: Nsimba George e Adão Tenda Colaboradores: Juliana Evangelista, Crisa Santos, Rita Simões, João Barbosa, Manuel Muanza e Shift Digital (Portugal), Wallace Nunes (Brasil) Design e Paginação: Humberto Zage e Sebastião Miguel Publicidade: Paulo Medina (chefe), Nádia Coelho, Teresa Brito (Portugal) Secretariado e Assinaturas: Katila Garcia Revisão: Baptista Neto Distribuição e assinaturas: Portugal: Logista Portugal - Distribuição de publicações, S. A. Área industrial do Passil, Lote 1 - A Palhavã, - 2894-002 Alcochete Londres: Diogo Júnior E16-1LD - tel: 00447944096312 Tlm: 07752619551 Email: todiogojr@hotmail.com Brasil: Wallace Nunes Móvel: (55 11) 9522-1373 e-mail: nunewallace@gmail.com Produção Gráfica: Cor Acabada, Lda Tiragem: 10.000 exemplares Direcção e Redacção: Edifício Mutamba-Luanda 2º andar - Porta S. Tel: 222 397 185/ 222 335 866 Fax: 222 393 020 Caixa Postal - 6375 E-mails: figurasnegocios@hotmail.com artimagem@snet.co.ao Site: www. figurasenegocios.com Figuras&Negócios - Nº 141 - SETEMBRO 2013 7

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EDITORIAL N PIRÂMIDE INVERTIDA ão é fácil descobrir que a sociedade angolana está doente. Muitos dos males estão identificados e a cura, à mão de semear, depende de todos nós, como parte integrante dela. Mas será que estamos interessados? A pratica parece indicar-nos mais para mantermos o actual status quo. Faz-se muito pouco, ou quase nada para se cultivar novos valores, sobretudo no seio das crianças e da juventude, a quem os receitamos diáriamente doses elevadas de consumos altamente tóxicos. O ensino, já o reconhecemos, está mau, os níveis de leitura estão abaixo do negativo e perdem-se valores no relacionamento humano; os mais novos não respeitam os mais velhos e esses, por seu turno, desrespeitam a bel-prazer os deveres elementares que se deve ter na educação daqueles que não continuar a obra de conduzir o País. A sociedade está altamente materialista e desde muito cedo se incute na mente das crianças a preocupação pelo lucro alto nem que para isso se tenha de enveredar por caminhos ínvios. E espantamos quando constatamos que as prisões da polícia nacional estão abarrotadas de jovens que, na mira do enriquecimento fácil, colocam as mãos no alheio. Já paramos para reflectir? Se a comunicação social constitui um elemento positivo para a mobilização da sociedade, urge perguntar se os seus integrantes estão preparados para essa empreitada? Olhando para o produto que se oferece diáriamente, que alterna entre o mau e o medíocre, os actos positivos são reduzidos. Concentremo-nos, por exemplo, no que é veiculado nos canais de televisão que fácilmente invadem as nossas casas, incluindo a estatal e as rádios. São kilogramas de programas altamente nocivos, o incentivo à festas que privilegiam o alcool e ao nudismo passam diáriamente, quantas vezes em periodos nobres e patrocinados ou por empresas públicas ou por empresários que deveriam ter outra postura diante das suas responsabilidades no País. Se condenamos, é em surdina porque publicamente sentimo-nos felizes e fazemos crêr que Angola está cada vez mais a se desenvolver e a encostar-se aos países mais desenvolvidos do mundo! Ficamos fácilmente cegos e bêbados ante a nossa vaidade de mentalidade pobre e inculta. Realizou-se no País o que se convencionou chamar de Diáologo com a Juventude e no final foram elaboradas conclusões onde se destaca a necessidade de se criar um quadro para a juventude poder ver resolvidos os seus problemas, centrados fundamentalmente na necessidade do emprego e da habitação, munindo-os do essencial para enfrentarem os desafios da vida. Tudo bom, é importante esse passo mas se não se cuidar primeiro do reforço dos valores morais, estaremos a trabalhar para a pirâmide invertida. Há trabalhos de base que têm de ser feitos para se levantar o orgulho do angolano pela sua pátria, o respeito pelos símbolos nacionais e do próximo. E isso aprende-se em casa, na relação familiar que tem de ser saudável e harmoniosa e se prolonga na escola, onde se deve estabelecer uma relação harmonica entre professores e alunos, existir um clima para se debater com frequência os problemas do País. Se se apostar rapidamente na resolução dessas questões materiais que a juventude, hoje, com justiça reclama sem cuidarmos da outra parte, mais humana e de excepcional importância, estamos precisamente a ir contra aquilo que o ditado chinês sempre condenou: dar-se apenas o peixe para comer e não a cana e o anzol para se ensinar a pescar. É esta a realidade! Figuras&Negócios - Nº 141 - SETEMBRO 2013 9

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PÁGINA ABERTA Paulo Jorge Morais Macedo, 45 anos de idade, é o técnico principal da selecção angolana de basquetebol. Com uma carreira brilhante como jogador, juntou agora no seu palmarés mais um título: o de campeão africano, numa competição onde despachou a própria selecção do país organizador- a forte equipa da Cotê D’Ivoire. Conta a história de um campeonato em que, sob a sua inquestionável liderança, resgatou o título perdido em Madagáscar na anterior edição. Desfez medos e receios, trabalhou como um ferreiro disposto a moldar as valiosas peças de ouro colocados à sua disposição.Deu-se bem no balneário, brilhou nas quadras e acabou com todas as dúvidas e incertezas quanto à conquista de mais um título para o seu país. Traça novas perspectivas do seu futuro, sempre com optimismo e uma já conhecida humildade forjada nos tempos da sua formação como atleta, como homem disposto a segurar, quantas vezes forem necessárias, o leme da equipa mais titulada do continente africano. Pois foi com este campeão com quem tivemos uma conversa no Pavilhão “Vitorino Cunha”; esse mesmo o Professor, o homem que considera “pai”, sem esquecer outros técnicos que lhe abriram as portas para a glória; primeiro como um dos mais brilhantes atletas na posição “base” e hoje, por ironia do destino, como um técnico campeão. Vamos à conversa com Paulo Macedo: Por: Carlos Miranda Fotos: Nsimba George F iguras&Negócios (F&N) - Quando é que pela primeira vez teve contacto com uma bola de basquetebol? Contou com influências familiares ou foi puxado por colegas seus, numa altura em que se dava muita importância ao futebol, em detrimento de outras modalidades desportivas? Estou a recordar-me dos “caçulinhas da bola”... Paulo Macedo (P.M.) - Foi praticamente em 1976, pois vivi ali na Vila Clotilde, mesmo ao lado do clube do mesmo nome. Devido aos problemas que tivemos no país, a minha família mudou-se para a Maianga, curiosamente junto ao CONDENM- a actual sede do Clube Desportivo do Primeiro De Agosto. Nessa altura, havia um movimento muito forte em termos de massificação do mini-básquete, começando num núcleo de atletas que moravam no Bairro da Maianga. Quando o Primeiro de Agosto abriu os escalões de formação, passei a integrá-lo. Influências da família? Não, não, acho que apenas foi por morar perto de um clube. Estava a dois passos do CODENM e quase todos os amigos que tinha estavam no basquetebol e isso fez com que eu também engrenasse. Entrei no Primeiro de Agosto aos 11 anos de idade, depois do Vila Clotilde... Fiquei no clube até 1995 como jogador, mas devo dizer que em 1991 saí do país para jogar, em Portugal, no Sporting, tendo regressado dois anos depois para continuar a carreira no Primeiro de Agosto. F&N - Há alguma figura de destaque que na época lhe tenha Paulo Jorge Morais Macedo influenciado para que jogasse sempre na posição Base?. Havia craques muito mais experientes como Mário Octávio, Victor Almeida e muitos , muitos outros... P.M. - Por incrível que pareça, durante a minha formação sempre joguei a Extremo/Poste. Era dos mais altos da equipa do Primeiro de Agosto. Só depois, em 1985, na primeira vez que fui para uma selecção de juniores, cujo treinador foi o malogrado Vladimiro Romero, este meteu-me na posição Base. Ele insistiu-me que, em função da altura, devia jogar mesmo nessa posição, apesar de que, no Primeiro de Agosto, o Professor Vitiorino Cunha e o Tony Sofrimento já me tivessem adaptado nessa posição. O meu jogador de referência até era um extremo/poste, Gustavo da Conceição, que foi um grande capitão e um grande jogador para mim. Senti muitas dificuldades para adaptar-me, mas com a ajuda de todos foi possível fazê-lo rapidamente até chegar à selecção nacional como primeiro Base nos três campeonatos em que participamos. F&N - O que é que lhe diz a figura do Professor Vitorino Cunha, relativamente a sua carreira? P.M. - Tenho um carinho muito grande pelos treinadores dos clubes em que joguei, mas quanto ao Vitorino Cunha, foi um pai para mim. Ele viu-me crescer, orientou-me, ajudou-me, fez de mim o jogador que toda a gente viu e, também, o treinador que sou hoje. Vivi muitos bons momentos com o Professor Vitorino Cunha e quem trabalhou com ele só teve muito que apreender e eu consegui. Até hoje, quando necessito de pedir-lhe um conselho recorro aos seus préstimos porque “TEMOS QUE T COM A SELEC 12 Figuras&Negócios - Nº 141 - SETEMBRO 2013

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PÁGINA ABERTA é uma pessoa que está sempre preparada para ajudar e sempre aberto para isso. F&N - Com toda essa bagagem de conhecimentos dessa posição, acha que existe um trabalho de continuidade para que fosse possível o surgimento de bons Bases?Qual é a sua visão como treinador da selecção nacional? Sente que continuamos fortes nessa posição? P.M. - Tivemos, por exemplo, a fase do Mário Octávio,o “Boneco”, depois apareceram o Josué, o Macedo, o Ademar e mais tarde o Miguel Lutonda. Agora está a aparecer o Armando Costa, o Milton Barros (que é um jogador com outras características, mas é um excelente Base), o Gil dos Santos, Admir Lucas e Bráulio Morais. Temos alguns jogadores da selecção nacional de sub-16, que ganhou o campeonato africano, enfim, temos, ainda, alguns da Sub-18, que admiro muito. Agora é preciso continuarem a trabalhar bem e com a humildade que espelham até hoje. Eu acho que nessa posição, apesar de algumas pessoas pensarem que não, Angola está bem servida. F&N - Quantos títulos conquistou no decorrer da sua carreira como atleta? P.M. - A nível da selecção nacional sénior, conquistei três títulos como campeão africano (1989/91/93);participei em três campeonatos do mundo (1986/90/94) e nos Jogos Olímpicos de 1982. A nível da selecção de júniores, tive uma participação num campeonato africano em que ficámos em segundo lugar, para além dos campeonatos nacionais...Infelizmente, não consegui vencer nenhuma Taça dos Clubes Campeões Africanos. Apesar de não ser uma carreira, se calhar, não tão repleta de conquistas em termos de clubes, acho que fui muito feliz a nível da selecção nacional por ter conquistado, consecutivamente, três títulos africanos. F&N - Qual é a sensação que teve quando surgiu o seu nome na imprensa indicando claramente que seria o treinador principal da selecção nacional? CÇÃO DA NIGÉRIA!!” Figuras&Negócios - Nº 141 - SETEMBRO 2013 13 TER MUITO CUIDADO

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PÁGINA ABERTA P.M. - Desde que me surgiu a ideia de ser treinador, sempre pensei em chegar a treinador principal do “Primeiro de Agosto” e quem chega a tanto neste clube acaba por ser campeão. Eu vou entrar na segunda época e fui campeão na primeira. O meu objectivo, quando deixei de jogar e passei a ser treinador de formação no clube, era chegar à equipa nacional e com a experiência que ia ganhando por que não pensar na selecção nacional? Mas, para mim, foi com muita surpresa quando começaram a indicar o meu nome para a selecção nacional. Acho que foi fruto presidente da Federação falou-me nessa possibilidade e tendo o apoio dos dirigentes do meu clube, eu aceitei o cargo. Fui também conversando com alguns atletas e fazendo passar aquilo que eu pretendia e o que eles também ambicionavam.Então cheguei à conclusão que devia aceitar a selecção nacional porque achei-me capaz de dar o meu contributo para aquilo que era o objectivo central da selecção nacional e do povo angolano. F&N - Como é que foi o primeiro dia de trabalhos?. Como é que foi recebido no seio do grupo de atlesença no balneário e no jogo, o Carlos tem uma influência muito grande em termos do treino. Ele é um jogador muito maduro, sabe bem o que quer e foi fundamental em todas as fases de preparação de nove semanas de treinamento. O Carlos é um exemplo a seguir. Nós adoptamos uma política; não sabemos de tudo... entendemos porque aprendemos dos livros e fizemos os “clinics”, mas aqueles atletas com mais experiência também conhecem aquilo que é, na essência prática, o que é o basquetebol. Então há uma interligação entre os treinadores e os atletas, sempre “Reggie Moore, à semelhança do jogador de Hóquei em Patins, que também foi nacionalizado estão nas selecções nacionais para ajudar-nos a ganhar. Sozinhos é que não, como é óbvio. Eles são mais-valias para estarmos mais perto daquilo que são as vitórias. Não podemos pensar que eles são os “salvadores” das selecções de Angola...”. daquilo que no clube estava a fazer... Havia fortes candidatos e, de minha parte, inclusive existiu uma certa apreensão fruto de alguma inexperiência. A primeira notícia foi recebida por mim com grande surpresa, mas logo que isto aconteceu aconselhei-me com algumas pessoas muito ligadas a mim, nomeadamente alguns dirigentes do Primeiro de Agosto. Falamos dessa possibilidade e quando começaram a dar-me o apoio que eu achei que era necessário na altura, fiquei feliz, principalmente pelo facto de o meu nome constar numa forte lista de treinadores candidatos para este lugar. Estando só nesta lista já era motivo de orgulho, e quando o tas? P.M. - Olhe, isto foi o mais importante. Logo no primeiro dia, os atletas compreenderam aquilo que tínhamos de fazer para resgatarmos o título e a sua pré-disposição para encarar este grande desafio foi notória. Tive a certeza absoluta que tudo iria correr bem e depois foi o que aconteceu. Dia a dia tentamos melhorar e conseguimos. F&N - Como um dos atletas mais experientes da selecção, o Carlos Almeida obviamente teve uma grande influência no trabalho realizado por si no balneário e dentro do campo, não é verdade? Falemos um pouco sobre o capitão... P.M. - Para além da sua forte preem benefício da selecção nacional porque temos que continuar a pensar que quem joga são eles; Vêem alguma dificuldade, chamam os treinadores, pois eles estão lá dentro do campo e contam aquilo que se está a passar. Nós temos é que ouvi-los como atletas mais experientes e tentar mudar, para que o grupo cumpra os seus objectivos. F&N - Qual foi o jogo mais difícil no Campeonato Africano realizado na Côte D’Ivoire? P.M. - Foi exactamente o jogo contra a equipa da casa. Era um jogo muito difícil, o mais importante do campeonato. Desde o primeiro jogo nós sabíamos o quê que tínhamos que fazer. Por exemplo, nós fizemos 14 Figuras&Negócios - Nº 141 - SETEMBRO 2013

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