Licão-Biblica-CPAD-4o-Trim-2013-Conselhos-Para-a-Vida

 

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www.cpad.com.br Jo ven s A d u lto s 4 ° T rim estre d e 2 0 1 3 ISSN 167&-S823 Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa A A tu a lid a d e de Provérbios e Eclesiastes

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So H Á U M C A M I N H O l Q uem é J esus? C o n t r a p o n d o su a v e r d a .d e à f a l s a Es p ir it u a l id a d e d o s D IA S A TU A IS NAS M ELH O RES LIVRARIAS 0 8 0 0 021 7 3 7 3 www.livrariacpad.com .br

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L iç õ e s Bíb l ic a s D ig ita liz a ç ã o : E s c r ib a D ig it a l MESTRE C o m e n tá rio : JO SÉ GONÇALVES Lições do 4o Trim estre de 2013 Lição 1 O Valor dos Bons Conselhos Lição 2 Advertências Contra o Adultério Lição 3 Trabalho e Prosperidade Lição 4 Lidando de Forma Correta com o Dinheiro Lição 5 0 Cuidado com Aquilo que Falamos Lição 6 0 Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos Lição 7 Contrapondo a Arrogância Com a Humildade Lição 8 A Mulher Virtuosa Lição 9 0 Tempo para Todas as Coisas Lição 10 Cum prindo as Obrigações Diante de Deus Lição 11 A Ilusória Prosperidade dos ímpios Lição 12 Lança o teu Pão Sobre as Águas Lição 13 Tema a Deus em todo Tempo 10 18 25 32 39 46 54 61 69 76 83 90 L ições Bíb lic a s 1

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L iç õ e s Bíb l ic a s MESTRE P u b lic a ç ã o T r i m e s t r a l d a C a s a P u b lic a d o r a d a s A s s e m b le ia s d e D e u s P re s id e n te d a C o n v e n ç ã o G e ra l d a s A s s e m b le ia s d e D e u s n o B rasil LIVRARIA S CPAD A M A Z O N A S : R ua B a rro s o , 36 - C e n tro - 69010-050 - M an au s - AM - T e le fa x : (9 2 ) 2126-6950 - E-maiL: m a n a u s@ cp a d .c o m .b r Gerente: Ricardo dos Santos Silva B A H IA : Av. Antônio Carlos Magalhães, 4009 - Loja A - 40280-000 • Pituba - Salvador - BA - Telefax: (71)21 04-5300 E-mail: salvador@ cpad.com .br - Gerente: M auro Com es da Silva B R A S ÍL IA : Setor Com ercial Sul - Qd-5, Bl.-C, Loja 54 - Galeria Nova Ouvidor - 70305-91 8 - Brasífia - DF - Telefax: (61)2107-4750 E-mail: brasilia@ cpad.com .br - Gerente: Marco A urélio da Silva E SP ÍR IT O SANTO : Rod. do Sol, 5000 loja 1074 e 1075 - Praia de Itaperica - 29102-020 - Vila Velha - ES - Tel (27) 3202-2723 - Gerente: Francisco Alexandre Ferreira M A R A N H Ã O : Rua da Paz, 428, Centro, São Luis do Maranhão, MA- 6502045 0 - Tel.: (98) 3231 -6030/2 108-8400 E-mail: saoluis@cpad.com.br- Gerente: Eliel Albuquerque de Aguiarjunior M IN A S G E R A IS : Rua São Paulo, 1371 - Loja 1 - Centro -301 70-1 31 - Belo Horizonte - MG -Tel.: (31) 3431 -4000- E-mail: belohorizonte@cpad.com. br - Gerente: W illiam s Roberto Ferreira P A R A N Á : Rua Senador Xavier da Silva, 450 - Centro Cívico - 80530-060 Curitiba - PR - Tel.: (41) 2117-7950 - E-mail: curitiba@cpad.com.br Gerente: Marra Madalena Pimentel da Silva P E R N A M B U C O : Av. 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B ra s il, 3 4 .4 0 1 - Bangu R io de J a n e iro - RJ - C ep 2 1 8 5 2 / 0 0 2 C EA R Á : Rua Senador Pom peu, 834 loja 27 - Centro - 60025-000 - Forta­ leza - CE - Tel.: (85) 3231-3004 - E-mail: cbiblia@ig.com.br Gerente: Jo sé Maria Nogueira Lira PA R Á : E.LC O UVEIA -Av. Cov. José Malcher 1579-Centro - 66060-230-Belém-PA-Tel.:(91 )3222-7965-E-mail: gerencia@cpadbelem.com.br- Gerente: Benedito de Moraes Jr. JA P Ã O : Gunma-ken Ota-shi Shimohamada-cho 304-4 T 373-0821 - Tel.: 276-45-4048 Fax (81) 276-48-8131 C elular (81) 90 8942-3669 E-mail: cpadjp@hotm ail.com - Gerente: Jo elm a W atabe Barbosa L IS B O A - C A P U : Av. Alm irante Gago C outinho 158 - 1700-030 - Lisboa - Portugal - Tel.: 351-21-842-9190 Fax: 351-2 1-840-936 1 - E-mails: capu@capu.pt e silvso@capu.pt - Site: ww w.capu.pt M A T O G R O S SO : Livraria Assem bléia de Deus -Av. Rubens de Mendonça, 3.500 - Grande Templo - 78040-400 - Centro - Cuiabá - MT - Telefax: (65) 644-2136 - E-mail: heliorap@ zaz.com .br Gerente: Hélio José da Silva M IN A S G E R A IS : NovaSião-RuaJarbas L. D. Santos, 1651 -Ij.l 0 2 -Shopping Santa Cruz - 3601 3-1 50 -Juiz de Fora - MG -Tel.: (31) 3431-4000 Gerente: Daniel Ramos de Oliveira S Ã O P A U L O : SOCEP - Rua Floriano Peixoto, 103 - Centro - Sta. Bárbara D’Oeste - SP - 13450-970 - Tel.: (19) 3459-2000 E-mail: vendas@ socep.com .br- Gerente: A ntônio Ribeiro Soares T E LE M A R K E T IN G (de 2a à 6a das 8h às 18h e aos sábados das 9h às 15h) R io d e J a n e ir o : ( 2 ! ) 31 7 T -2 723 C e n tra l d e A te n d im e n to : 0 8 0 0 - 0 2 í 7 3 7 3 (lig a ç ã o g r a tu ita ) ■ Igrejas / Cotas e Assinaturas - ramal 2 ■ Colportores e Logistas - ramal 3 o Pastores e demais clientes - ramal 4 * SAC (Serviço de Atendim ento ao Consum idor) - ramal 5 L IV R A R IA V IR T U A L : w w w .c p a d .c o m .b r Ouvidoria: ouvidorfa@ cpad.com .br Tei.: (21) 2406-7373 Fax: ( 2 1 ) 2 4 0 6 - 7 3 2 6 CfflD 2 L iç õ es Bíb lic a s

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Lição 1 6 de Outubro de 2013 O V a lo r dos B o n s C o n selh o s T E X T O ÁUREO “O te m o r do S e n h o r é o p rin c íp io da ciência; os loucos desprezam a sabedoria ^ e a in s tru ç ã o ” (P v 1 .7 ). V E RDAD E PRA TIC A Provérbios e Eclesiastes são verda­ deiras pérolas da sabedoria divina para o nosso bom viver. L E IT U R A D IÁ R IA S e g u n d a - Pv 1.2 A sabedoria revela prudência T e rç a - Pv 1 .3 A sabedoria oferece justiça, juízo e equidade____________________________ Q u a rta - Pv 1 .4 A sabedoria traz conhecim ento Q u in ta - Pv 1.5 A sabedoria gera sábios conselhos Sexta - Pv 1 .6 A sabedoria interpreta a vida S áb ad o - Pv 1 .7 O tem or do Senhor e a sabedoria L iç õ e s Bíb l ic a s 3

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L E IT U R A B ÍB L IC A E M C LA S S E P ro v é rb io s 1 .1 -6 1 - Provérbios de Salom ão, filh o de D avi, re i de Israel. 2 - Para se conhecer a sa be do ria e a in s tru ç ã o ; p a ra se e ntenderem as p a la v ra s da p ru d ê n c ia ; 3 - p a ra se rece be r a in s tru ç ã o do e n te n dim en to , a ju s tiç a , o ju íz o e a equidade; 4 - p a ra d a r aos sim ples p ru d ê n ­ cia, e aos jo v e n s conhecim ento e bom siso; 5 - p a ra o sábio o u v ir e crescer em sabedoria, e o in s tru íd o a d q u ir ir sábios conselhos; 6 - p a r a e n te n d e r p ro v é rb io s e sua in te rp re ta ç ã o , com o ta m b é m as p a la v ra s dos sábios e suas a d i­ vinhações. IN TE R A Ç Ã O Prezado professor, iniciarem os m ais um trim estre, o últim o do ano. Esta é um a excelente oportunidade p a ra faze r um a autoanálise a respeito do seu m inistério de ensino. Seus obje­ tivos foram alcan çad o s? Seus alunos cresceram na g raça e no conhecimento de D eus? Neste trim estre estudarem os parte da literatu ra sapiencial ju d aica, isto é, os livros de sabedoria dos judeus que tratam dos conselhos divinos p ara a vid a h um ana. Verem os o q u anto eles são atuais e relevantes em seus ensinam entos. O co m en tarista deste trim estre é o pastor José Conçalves, professor de Teo­ logia, filósofo, escritor e vice-presidente da Comissão de Apologética da CCADB. OBJET IV O S _________ Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: C o n h e c e r o conceito geral dos livros de Provérbios e Eclesiastes. Id e n tific a r as fontes da sabedoria dos sábios antigos. C o m p re e n d e r o propósito da sa­ bedoria ensinada em Provérbios e Eclesiastes. ^ O R IE N T A Ç Ã O PED AG Ó G IC A ^ Para introduzir o primeiro tópico da iição, sugerimos que você reproduza o esque­ ma da página seguinte. É importante que todos os alunos tenham uma cópia do quadro. O objetivo é fazer um resumo a respeito dos elem entos literários presen­ tes nos livros dos Provérbios e do Ecle­ siastes. Explique aos alunos que quando estes livros foram com pilados nos tem pos bíblicos, a cultura, a língua e o estilo literário eram opostos aos da literatura moderna. Com preender o estilo literário usado pelo com pilador antigo é essencial para entenderm os o sentido real do texto ^ e evitarm os interpretações m irabolantes.^ 4 L iç õ e s Bíb l ic a s

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IN T R O D U Ç Ã O bios e Eclesiastes. Veremos ainda como esses conselhos se revelam na vida dos que temem ao Senhor. I - JO IA S D A L IT E R A T U R A Lembro-me dos ditados popula­ S A P IE N C IA L res que ouvia dos meus pais: “Águas 1. O liv ro de Provérbios. A Bí passadas não movem moinhos”; “Água blia diz que Salomão compôs “três mil mole em pedra dura tanto bate até que provérbios, e foram os seus cânticos fura”; “Quem espera sempre alcança”, mil e cinco” (1 Rs 4.32). O texto sagra e muitos outros. Essas pequenas ex­ do identifica Salomão como o principal pressões contêm conselhos de uma autor do livro de Provérbios cultura popular impregnada (Pv 1.1), mas não o único. PALAVRA-CHAVE de valores éticos, morais O próprio Salomão exorta e sociais, que acabam por S ab ed o ria: a que se ouça “as palavras dirigir as regras da vida em Grande instrução ; dos sábios” (Pv 22.17), e sociedade. ciência, erudição, declara fazer uso de alguns Mais do que qualquer saber. dos provérbios desses sá­ outra fonte, a Bíblia está bios anônimos (Pv 24.23). recheada dessas pérolas. O livro revela que havia alguns São bons conselhos que revelam a sa­ provérbios de Salomão que circulavam bedoria divina. Tais máximas bíblicas nos dias do rei Ezequias, e que pos­ são expressas em linguagem figurada, teriormente foram compilados pelos das mais variadas formas (parábolas, homens deste piedoso rei (Pv 25.1). fábulas, enigmas e provérbios). Por Por último, o livro de Provérbios isso, neste trimestre, conheceremos o revela que Agur, filho de Jaque, de que a Bíblia revela sobre os conselhos Massá, é o autor do capítulo 30. Já o divinos contidos nos livros de Provér­ ■WBB js s a i« j — C A RACTERÍSTICAS LITERÁRIAS DOS LIVROS DE: PROVÉRBIOS 1. O estilo literário do livro dos Provérbios é pelo menos dois: Provérbio e Instrução. 2. Provérbios: A expressão é de difícil defini­ ção, mas suas características são singulares: a) concisão; b) sagacidade; c) forma memo­ rável; d) base na experiência; e) verdade uni­ versal; f) objetivo prático e longo uso. Quase sempre, o provérbio é descrito como poético ou rítm ico, com metáforas sucintas, vivazes, convincentes e admiráveis 3- In stru çã o : Quase sempre articulada como o legado de um pai ao filho, ou do mestre ao discípulo, que incluem ordens de proibições e as motivações pelos quais eles devem obedecer. ECLESIASTES 1. O livro se divide em quatro partes: a pri­ meira, a central, a segunda e o epílogo. 2. P rim eira p a rte [ l . J - 3 . 1 5]. Reflexões bem organizadas sobre a vida, acompanhadas de um poema enternecedor sobre o tempo. 3. Parte c e n tra l [3,1 6-1 1.8]. Alguns provér­ bios aparecem. De vez em quando uma pa­ rábola e poesia também. 4. Segunda p a rte [ 1 J,9 -1 2 .8 ]. Há uma mu­ dança de tom. A ideia é dar esperança ao jo ­ vem, pois a velhice chega depressa demais. 5. O epílogo [vv.9-14]. Esta seção é a ju s ­ tificativa de como o pregador ensinou ao povo provérbios e ensinos verdadeiros e com clareza. L iç õ e s Bíb l ic a s 5

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capítulo 31 é atribuído ao rei Lemuel de Massá. O livro pertence ao gênero literário hebreu conhecido como sapiencial, isto é, literatura da sabedoria. 2 . O liv ro d e E d e s ia s te s . Ecle­ siastes, juntam ente com Cantares, Jó, Salmos e Provérbios, também faz parte do gênero literário conhecido como “ Literatura Sapiencial” . Sua au­ toria é atribuída a Salomão (Ec 1.1). Embora escrito pelo filho de Davi e pertença ao mesmo gênero literário, o livro de Eclesiastes possui um es­ tilo diferente de Provérbios. Ele se apresenta como um discurso usado em assembleias ou templos. Alguns intérpretes acreditam que se trata de uma coletânea utilizada por Salomão em seus discursos. Ao c o n trá rio do que m u ito s pensam, o livro de Eclesiastes não expõe uma espécie de ceticismo ou desencanto existencial. Salomão faz um balanço da vid a do ponto de vista de alguém que teve o privilégio de vivê-la com intensidade, mas que descobre ser ela totalmente vazia se não vivida em Deus. A própria sabe­ doria, tão celebrada nos Provérbios, quando posta a serviço de interesses pessoais e objetivos mesquinhos é tida como tola. II - A S A B E D O R IA D O S A N T IG O S 1. A in telig ên c ia dos sábios. Já observamos que pelo menos duas referências do livro de Provérbios fa­ zem citação das “Palavras dos Sábios” (Pv 22.1 7; 24.23). Mas quem são esses sábios? O texto não os identifica. Toda­ via, o Primeiro Livro dos Reis fala acerca de outros sábios, igualmente famosos, e como Salomão os sobrepujou em sabedoria (1 Rs 4.29-31). 2 . A s ab e d o ria de Salom ão. O escritor americano Eugene Peterson mostra a singularidade da sabedoria salom ônica em diferentes áreas da vida. Mais especificamente nos Pro­ vérbios, há uma am ostra de como honrar os pais, criar os filhos, lidar com o dinheiro, conduzir a sexualidade, trabalhar e exercitar liderança, usar bem as palavras, tratar os amigos com gentileza, comer e beber saudavelmen­ te, bem como cultivar emoções e ati­ tudes em relação aos outros de modo pacífico. Peterson ainda mostra que o princípio da sabedoria salomônica destaca que o nosso modo de pensar e corresponder-nos com Deus reflete a prática cotidiana de nossa existên­ cia. Isto significa que nada, em nossa vida, precede a Deus. Sem Ele nada podemos fazer. S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 2 ) A sabedoria dos antigos, e particu­ larmente a de Salomão, versava sobre diferentes áreas da vida humana. S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 1 ) Provérbios e Eclesiastes são livros de sabedoria judaica que revelam os desígnios eternos para a vida. RESPONDA 7. O que o livro de Provérbios revela acerca de Salom ão? 2. Em bora p ertença ao mesmo gê­ nero literário de sabedoria ju d a ic a , q u al a diferença entre Eclesiastes e Pro vérb io s? 6 L iç õ e s Bíb l ic a s III - AS F O N T E S D A S A B E D O R IA 1. A s a b e d o ria p o p u la r. Os livros poéticos mostram, entre outras coisas como louvores e orações, muito da sabedoria do povo de Israel. Ciente dessa verdade, Salom ão apresenta

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a justiça, o juízo e a equidade; (4) dar máximas populares para compor os aos simples prudência e aos jovens seus Provérbios (Pv 22.17; 24.23). Podemos entender que Deus dá inte­ conhecimento e sensatez; (5) ouvir e crescer em sabedoria; (6) adquirir ligência aos homens para que estes sábios conselhos; (7) com preender possam analisar as situações da vida provérbios e sua interpretação, bem e tirar delas conclusões que servirão como também as palavras dos sábios para si mesmos e para outras pessoas, e suas metáforas (Pv 1.1 -6). em forma de conselhos e advertências, 2. V a lo re s e s p iritu a is . Alem como ocorre no livro de Provérbios. de 2. A sab e d o ria d iv in a . O texto apontar valores éticos e morais, ao afirm ar que o “tem or do Senhor é bíblico destaca que Salomão “falou o princípio da ciência; [e que somen­ das árvores, desde o cedro que está te] os loucos desprezam a sabedoria no Líbano até ao hissopo que nasce na e a instrução” (Pv 1.7), o cronista parede; também falou dos animais, e sacro abaliza os valores espirituais das aves, e dos répteis, e dos peixes. E que sobressaem nas p alavras de vinham de todos os povos a ouvir a Provérbios. Da mesma forma, o li­ sabedoria de Salomão e de todos os vro de Eclesiastes aponta para Deus reis da terra que tinham ouvido da como a razão de toda a existência sua sabedoria” (1 Rs 4.33,34). De onde humana. Fora dele não há base se­ vinha tanta sabedoria? O texto bíblico gura para uma moral social. Os livros revela que Salomão orou pedindo a de Provérbios e Eclesiastes formam Deus sabedoria (1 Rs 3.9), e que o uma tessitura milenar no contexto Senhor respondeu-lhe integralmente (1 religioso jud aico que, adaptado à Rs 3.1 0-1 2). Esta é a fonte da sabedo­ nossa realidade, apresentam conse­ ria de Salomão e explica o porquê de lhos práticos para a vida cotidiana ninguém conseguir superá-la. de todos os homens. SIN O PSE D O T Ó P IC O <3> SIN O PSE D O T Ó P IC O ( 4 ) A fonte de toda sabedoria do rei O propósito da sabedoria nos Salomão era o Senhor nosso Deus. livros de Provérbios e Eclesiastes é constituir um conjunto de valores éti­ RESPONDA cos, morais e espirituais para a vida. 3. Além de louvores e orações , o que os livros poéticos m ostram ? RESPONDA IV - O P R O P Ó S IT O 4. Cite pelo m enos três o b jetivo s D A S A B E D O R IA propostos na introdução do livro de 1. V a lo re s é tic o s e m o ra is . Provérbios. 5. Os livros de Provérbios e tclesiasNa introdução do livro de Provérbios, tes form am um a tessitura m ilenar no encontramos um conjunto de valores contexto religioso ju d aico . P a ra nós, éticos e morais que revelam o pro­ pósito desses conselhos. Ali, consta o que eles falam hoje? todo o objetivo proposto pelo livro: (1) CO NCLUSÃO Conhecer a sabedoria e a instrução; (2) A literatura sapiencial, repre­ Entender as palavras da prudência; (3) sentada neste trim estre pelos livros receber a instrução do entendimento, L iç õ e s Bíb l ic a s 7

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de Provérbios e Eclesiastes, revela que o tem or do Senhor é o funda­ m ento de todo o saber. Ninguém pode ser considerado sábio se os seus conselhos não revelarem prin­ cípios do saber divino. Segundo a Bíblia, um sábio não se caracteriza apenas por ter m uita inform ação ou inteligência, mas é alguém que aprendeu o tem or do Senhor como a base de toda sua vida e, por isso, sabe vive r e co nviver (Tg 3.1 3-1 8). A U X ÍL IO BIBLIOGRÁFICO I Subsídio B ibliológico “ L iv r o s d a S a b e d o r ia São considerados livros da sabe­ doria três dos livros poéticos: Jó, Pro­ vérbios e Eclesiastes, embora Jó seja realmente um livro de espécie única. Essa classificação é baseada no fato de tratarem esses três livros dos problemas que mais interessam à humanidade. Jó trata do problema do sofrimento, Provérbios, do pro­ blema do dever moraf, e Eclesiastes, do problem a da felicidade. Os livros cham ados de S ab e­ doria são diferentes da literatura profética de Israel porque expres­ sam m elhor a filosofia dos pensa­ d ores do que as d e te rm in a çõ e s das m ensagens de Je o vá . Não se encontra neles a frase: ‘Assim diz o Sen h o r’, quando falam dos pro­ blem as da vid a e das conclusões dos homens. Os sábios anunciaram as ve r­ dades como um tratado de filosofia moral, usando palavras de profun­ deza mais e le va d a do que seus conhecim entos, de m odo que só tempos depois é que puderam ser interpretadas. Provérbios e Eclesiastes apre­ sentam principalm ente esse fato” (MELO, joel Leitão de. E c le s ia s t e s v e r s íc u lo p o r v e r s íc u lo . Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.12). V O C A B U L Á R IO D esencanto Existencial: Desgos­ to ou decepção com a realidade vivida, isto é, com a vida. T e s s itu ra : Modo como estão interligadas as partes de um todo; organização, contextura. Sétuplo: Numeral que vale sete vezes o outro. Epítom e: A síntese, o resumo. B IB L IO G R A F IA S U G E R ID A B íb lia d e E s tu d o D e fe s a d a Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. l.e d .R io d e Ja n e iro : CPAD, 201 0. SAIBA M A IS Revista Ensinador Cristão CPAD, n ° 56, p.36. RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS 1. O livro revela que havia alguns pro­ vérbios de Salom ão que circulavam nos dias do rei Ezequias. Posteriorm ente, eles foram com pilados pelos homens desse rei (Pv 25.1). 2. Diferentem ente de Provérbios, Ecle­ siastes apresenta-se com o um discurso usado em assem bleias ou tem plos. 3. Muito da sabedoria do povo de Israel. 4. Conhecer a sabedoria, a instrução; en­ tender as paiavras da prudência; adquirir sábios conselhos. 5. Adaptados a nossa realidade, eles apresentam conselhos práticos para a vid a cotidiana. 8 L iç õ e s Bíb l ic a s

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A U X ÍLIO BIBLIO G RÁFICO II S ubsídio Lexicográfico “ S a b e d o ria [de C ris to ] Embora no Antigo Testamento a sabedoria seja personificada no livro de Provérbios e m ostrada como tendo existido eternam ente em Deus (Pv 8.22-30), ela é centrada em uma pessoa, o Senhor Jesus Cristo (1 Co 1.30; Cl 2.2,3; cf. Lc 11.49). Cristo, em sua natureza humana, cresceu em sabedoria, e em estatu­ ra, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52), mas em sua natureza divina, repousava sobre ele o Espírito sétuplo cujo principal atributo é a sabedoria (Is 11.2). Como resultado os homens perguntaram , ‘Donde veio a este a sabedoria’ (Mt 13.54; Mc 6.2), não percebendo que alguém m aior que Salom ão estava ali (Mt 12.42). O apóstolo Paulo escreve que Ele é o poder e a sabedoria de Deus, destacando que a vida e a morte de Cristo eram o sábio plano de salvação de Deus (1 Co 1.24). Os gregos, com sua filosofia, buscavam a sabedoria (1 Co 1.22) e produziram grandes homens como Platão e Aristóteles, mas não vieram a conhecer a Deus. Em contraste, Deus, em sua infinita sabedoria, usou a Palavra da cruz para revelar o modo como o homem pode ser salvo. O evangelho provou ser um tropeço para os judeus, que estavam tentando obter a salvação através das boas obras (Rm 9.30-33); e ‘uma loucura ou insensatez’ (gr. m oria, os pensam entos de um sim plório, simples demais para ser aceito como o verdadeiro conhecim ento da salvação) para os gregos cultos. Os judeus ficavam ofendidos com o pensam ento da crucificação, e por serem tão impotentes a ponto de precisarem que alguém morresse pelos seus pecados. Os gregos consideravam a simples fé em uma expiação substitutiva um modo fácil demais para a salvação. Contudo, a morte expiatória do Senhor Jesus Cristo é o epítome de toda a sabedoria (Ef 3.10), uma vez q u e e la resolve o m aior problem a do mundo e do homem, isto é, o pecado” (D ic io n á rio B íb lico W y c liffe . l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.1712). s; ■m , L iç õ e s Bíb l ic a s 9

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Lição 2 13 de Outubro de 2013 A d v e r t ê n c ia s C o n t r a o A d u l t é r io “Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. [...] Seja bendito o teu m an ancial, e alegra-te com a m ulher da tua m ocidade” ( P v 5.1 5,18). V E R D A DE PRÁT IC A A melhor prevenção contra o adultério é tem er ao Senhor e estreitar os laços do am or conjugal. LE IT U R A D IÁ R IA S e g u n d a - P v 5.3,4 A ilusão do adultério T e rç a - P v 5.7,8 Prevenção contra o adultério Q u a r ta - P v 5.9-1 2 As consequências do adultério Q u in ta - P v 7.13 A falsa delicadeza da adúltera S ex ta - P v 5.1; 6 .2 0 ; 7.1 O conselho previne o adultério 10 L iç õ e s Bíb l ic a s

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L E IT U R A B ÍB L IC A E M C LA S SE P r o v é r b io s 5.1-6 1 - Filho meu, atende à m inha sabedoria: à m inha razão in clin a o teu ouvido; 2 - p a ra que conserves os meus avisos, e os teus lábios guardem o conhecim ento. 3 - Porque os lábios da m ulher estran h a destilam favos de mel, e o seu p a la d a r é m ais m acio do que o azeite; 4 - m as o seu fim é am argoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios. IN TER A Ç Ã O O livro dos Provérbios, talvez, seja o p rin cip a l dos livro s bíblicos a fa la r sobre o ad u ltério , os seus cam inhos e suas artim an h as destruidoras. O sá ­ bio não econom iza p a la vra s e ironias ao d en u n ciar a pessoa que adere essa p rá tica como um estilo de vida: ela não passa de um jovem displicente (Pv 7). Displicência, im aturidade e fraq ue­ za são p a la vra s que denotam o perfil do hom em que, inexp licavelm ente, deixa a casa da sua esposa a fim de unir-se com um a estranha. Esta não é a m ãe dos seus filhos, a m ulher que, ju n tam en te com ele, conquistou tudo o que tem. Não! A estranha é a m ulher que d eseja tir a r tudo o quanto ele construiu: a sua fam ília e a sua vida. O B J E T IV O S Após a aula, o aluno deverá estar apto a: 5 - Os seus pés descem à m orte; os seus p a sso s firm am - se no inferno. 6 - Ela não p o n d era a vered a da vida; as suas c a rre ira s são v a riá ve is, e não as conhece. C o n h e c e r os conselhos do sábio so­ bre a sexualidade humana. Id e n tific a r as causas da infidelidade conjugal e suas consequências. P re v in ir-s e da infidelidade conjugal. O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A Prezado professor, é im portante relem ­ brar as características literárias ap resen ­ tadas no livro dos Provérbios. Por isso, para intro duzir a aula desta sem ana sugerim os que você utilize o quadro de O rientação Ped agógica da lição anterior. Em seguida, utilize o esquem a da página seguinte (reproduza-o de acordo com as suas possibilidades). A partir dele, a classe conhecerá o esboço ternário de Provérbios. O objetivo é fazer com que os alunos apreciem o panoram a do livro, facilitand o assim , a assim ilação do assunto da aula de hoje. L iç õ e s Bíb l ic a s 1 1

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cam inosa antiga, é preciso entender que a sexualidade é algo intrínseco IN T R O D U Ç Ã O ao ser humano. Logo, o desejo por satisfação sexual acom panha tanto O advento das mídias eletrônicas, o hom em co m o a m u lh er desde e de form a mais específica as redes sempre. O problem a está na form a s o c ia is , f a c ilit o u m u ito p a ra a de expressão do desejo e cm como possibilidade de alguém vir a ter um é sa tisfe ito . S eg u n d o o e n te n d i­ “caso” extraconjugal. As estatísticas mento mundano, não há d e m o n stram essa triste regras para o homem e PALAVR;VC H A VE r e a lid a d e . A c a d a d ia , a m ulher viverem a sua cresce o núm ero de lares A d u lté rio : Violação, sexualidade. No entanto, d e sfeito s e, ju n ta m e n te tra n s g n zssão da as Escrituras dem arcam com este fen ô m e n o , as re g ra de fid elida d e um limite bem preciso: o c o n s e q u ê n c ia s n efa sta s casam ento legitim am en­ co n ju g a l ' im p o sta p a ra a s o c ie d a d e . E as te in s titu íd o por D eus. aos cô njuges ig r e ja s ? E s ta s ta m b é m Aqui, enco ntrarem o s os pelo ccm tra to têm so frid o o efeito de m a triv nonial. ^ conselhos da sa b ed o ria tais males. bíblica para orientar-nos A p esar de a infideli­ contra as ilusões e as artim anhas dade conjugal ser uma prática pe do adultério. E S B O Ç O D O L IV R O D O S P R O V É R B IO S I. P ró lo g o : P ro p ó s ito e T e m a s d e P ro v é r­ b io s ( 1 . 1 7 ) II. T r e z e D is c u rs o s à J u v e n tu d e s o b re a s a b e d o r ia ( 1 .8 - 9 . 1 8 ) A) Obedece a Teus Pais e Segue Seus Conse­ lhos (1.8,9) B) Recuse Todas as Tentações dos incrédulos (1.10-19) C) Submeta-se à Sabedoria e ao Temor do Se­ nhor (1.20-33) D) Busque a sabedoria e Seu Discernimento e Virtude (2.1-22) E) Características e Benefícios da Verdadeira Sabedoria (3.1-35) F) A Sabedoria Como Tesouro da Família (4.?13,20-27) C) A Sabedoria e os Dois Caminhos da Vida (4.14-19) H) A Tentação e Loucura da Impureza Sexual (5.1-14) I) Exortação à Fidelidade Conjugal (5.1 5-23) J) Evite Ser Fiador, Preguiçoso e Enganador (6.1-19) K) A Loucura Inominável da Impureza Sexual a Qualquer Pretexto (6.20-7.27) L) O Convite da Sabedoria (8.1-36) M) Contraste entre a Sabedoria e a insensatez (9.1-18) III. A C o m p ila ç ã o P rin c ip a l d o s P ro v é r­ b io s d e S a lo m ã o ( 1 0 . 1 - 2 2 .1 6 ) A) Provérbios Contrastantes sobre o Justo e o ímpio (10.1-15.33) B) Provérbios de Incentivo à Vida de Retidão (16.1-22.16) IV. O u tro s P ro v é rb io s (2 2 .1 7 -2 4 .3 4 ) dos S áb io s V. P ro v é rb io s d e S a lo m ã o R e g is tra d o s p e lo s h o m e n s d e E ze q u ia s ( 2 5 . 1 - 2 9 .2 7 ) A) Provérbios sobre Vários Tipos de Pessoas (25.1-26.28) B) Provérbios sobre Vários Tipos de Procedi­ mentos (27.1-29.27) V I. P a la v ra s F in a is d e S a b e d o ria ( 3 0 . 1 3 1 .3 1 ) A) De Agur (30.1-33) B) De Lemuel (31.1 -9) C) Acerca da Esposa sábia (31.10-31) Texto extraíd o d a '“ B íb lia de E s t u d o P e n t e c o s t a l” , editada pela CPAD. B MB ttte W É iÉ W 12 L iç õ e s B íb l ic a s

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I - C O N S E LH O S SOBRE A S E X U A L ID A D E H U M A N A 1. U m a d á d iv a d iv in a . Boa parte dos co n selh o s de Salo m ão diz respeito à sexualidade hum ana. Ele dedicou quase três capítulos do livro de Provérbios para falar sobre o sexo e seus desvios (Pv 5.1-23; 6.20-35; 7.1-27). Nesses provérbios, há dezenas de m áxim as que nos ensinam muito sobre com o estab e­ lecer o parâm etro de um relacio na­ mento saudável. Quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal, o sábio advertiu: “ Porque os cam inhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele ap lan a todas as suas carreiras” (Pv 5.21). Isto é, Deus considera os cam inhos do homem e a form a deste conduzir até mesmo a sua sexualidade, pois se trata de uma criação divina e como tal é uma dádiva do Criador à hum anidade. Se o Senho r “aplana todas as nossas ca rre ira s” , d em o nstrand o cuidado pelo exercício correto da sexualida­ de, concluím os não ser o sexo algo mau ou maligno, mas algo honroso e nobre (Hb 13.4; 1 Pe 3.7). 2 . U m a p r e d is p o s iç ã o h u ­ m a n a . Ao iniciar a sua co letânea de conselhos sobre como evitar os laços do adultério, Salom ão cham a a atenção do seu “filh o” para que ouças os seus conselhos e aja em conform idade com estes (Pv 5.1,2). O te x to h e b ra ic o de P ro v é rb io s , nesse versículo, apresenta a palavra ben tra d u z id a em nossas B íb lias como “filho”. O mesm o termo ocorre tam b ém nas a d v e rtê n c ia s co n tra o adu ltério em Pro vérb ios 6.20 e 7.1. A palavra ben pode se referir tanto a um filho biológico quanto a um discípulo. Em todos os casos, REFLEXÃO “Deus considera os cam inhos do hom em e a form a deste conduzir até mesmo a sua sexualidade, pois se ira ta de um a criação divina e como ta l é um a dád iva do C riad o r à h u m anid ad e”. Jo sé Gonçalves ü A a adm oestação é dirigida a um ser hum ano que, como todos nós, está sujeito à tentação! Portanto, a fim de viverm o s o gozo da nossa sexuali­ dade nos parâm etros estabelecidos pelo Criador, que é o casam ento, o u çam o s o co n selh o do sábio. O sexo, portanto, foi criado por Deus para ser praticado entre um homem e uma mulher, mas som ente no ca­ samento. Antes do casam ento e fora do casam ento é pecado. S IN O P S E D O T Ó P IC O ( 1 ) A sexualidade hum ana é uma dádiva de Deus ao ser humano. Ela j se m anifesta na predisposição do indivíduo em vivê-la no parâmetro do casamento. RESPONDA 7. A quem é d irig id a a adm oestação co n tra o ad u ltério no livro de Pro ­ vérbios? II - AS C AUSAS D A IN F ID E L ID A D E 1. C o n c u p is c ê n c ia . Um fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salom ão contra a m ulher adúltera em Provérbios: não há referência ao Diabo em suas advertências! O sábio não respon­ sabiliza o anjo caído pelo fracasso L iç õ e s Bíb l ic a s 13

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