Edição 700

 

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28/09/2013

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28/09/2013 - Edição 700 Página 1 Diretor Responsável: Homero T. Tranquilli - CNPJ: 09573449/0001-13 - Cajuru, Sábado, 28/09/2013 - Ano 14 - N.° 700 Semanal - Distribuição Gratuita / Assinantes Bate-papo com padre Gil EJA abre novas turmas Oportunidade para jovens e adultos começarem ou voltarem a estudar

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28/09/2013 - Edição 700 Página 3 ACONTECE CIDADE CIDADE Prefeitura prossegue com operação Tapa-Buracos Seguindo o cronograma de ação da Secretaria Municipal de Obras, a operação tapa-buracos prossegue pelas ruas e bairros da cidade. Nas últimas edições estamos publicando os trechos e resultados da operação e para confirmar o trabalho, mais uma vez mostramos a equipe nas ruas, recuperando as vias públicas. Esse trabalho vai prosseguir, passando por todos os bairros até a recuperação total das vias. Atividades da Estratégia Saúde da Família Dom Bosco Dando continuidade aos programas desenvolvidos pela Estratégia Saúde da Família do bairro Dom Bosco, em conjunto com a equipe multidisciplinar, foram realizas atividades que buscam melhorar a qualidade de vida da comunidade. Entre as ações desenvolvidas no mês de setembro destacamos a reunião com gestantes residentes na área de abrangência, onde Dr. Fábio explicou e sanou dúvidas sobre parto normal e cesariana. Outra atividade foi o encontro com os grupos formados por Diabéticos e Hipertensos, para discutir os problemas causados ou agravados pelo sedentarismo, ressaltando sempre a importância da atividade física. Tabagismo também foi tema de discussão e o principal tópico abordado foram as doenças e complicações causadas pelo cigarro. Finalizando, na quarta-feira (26), foi realizada mais uma reunião de Planejamento Familiar, que tem por objetivo levar informações sobre métodos contraceptivos, desde o uso de medicamento até os métodos cirúrgicos como Laqueadura e Vasectomia. É importante ressaltar que as atividades realizadas com os grupos são de maneira simples, de forma que todos possam assimilar as informações recebidas. Reunião de Gestantes Guarda Municipal recebe denúncia de uso de máquina de Prefeitura em Propriedade Particular Na terça-feira (17), a Guarda Municipal recebeu uma denúncia de que uma máquina da Prefeitura estava realizando serviços em propriedade particular. Para apurar, a Guarda Municipal e o prefeito foram ao local, onde encontram a máquina trabalhando sem requisição e sem recolhimento de taxas aos cofres públicos. O operador da máquina informou que estava prestando serviços na referida propriedade desde o dia anterior e que foi recebido por um funcionário (da propriedade) que o orientou sobre o serviço a ser feito. Imedia- Grupo de HAS e DIA tamente o prefeito comunicou à polícia e deu ordens para que o veículo voltasse à Garagem Municipal. A Prefeitura abriu sindicância para apurar os fatos.Cabe informar que a Prefeitura Municipal realizou pregão (n0 37/2013) para aquisição de rastreadores que serão instalados em 72 veículos da frota municipal. A empresa vencedora, Radionet Ltda EPP, informou que instalação será efetuada na próxima quinta-feira (03/10). Secretária Municipal da Saúde receberá a “Medalla a La Integración Simón Bolivar” Pelos bons projetos e serviços desenvolvidos na área da Saúde, a secretária Patrícia Mosquetti da Silva Bícego receberá a láurea “Medalla a La Integración Simón Bolivar”, no evento a ser realizado nos dias 29 e 30 de novembro, em Curtiba- PR. O prêmio é promovido pela CIPIS – Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social e reunirá profissionais da saúde dos países que formam o Mercosul, com o objetivo de promover, incentivar e fortalecer programas e intercambiar ideias e experiências sobre as novas perspectivas para a gestão pública, saúde e desenvolvimento social na América Latina. Na ocasião, a secretária deverá apresentar um painel com os destaques das ações em nosso município.

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Página 4 Edição 700- 28/09/2013 ACONTECE CIDADE CIDADE EJA abre novas turmas Oportunidade para jovens e adultos começarem ou voltarem a estudar preciso saber ler e escrever. Quando entrei aqui, não sabia quase nada e hoje já sei muitas coisas e quero continuar a aprender”. Para resumir o empenho dos alunos, a professora Venturosa Simplício Rosa faz questão de destacar o esforço e dedicação de cada um: “eles têm muita vontade de aprender e tenho certeza que isso os levará a um futuro melhor, mais independente e com realizações pessoais.” Por ser voltado às pessoas que em sua grande maioria trabalham e têm muitas tarefas diárias, a professora diz que colabora com os horários. “Às vezes eles precisam chegar 10 minutos atrasados, porque estão trabalhando e sempre deixo que entrem e assistam às aulas, pois sei do grande esforço e sacrifício que cada um faz para estar aqui”, completa. A secretária da Educação, Vera Cecília Borges, pensa em ampliar as turmas do EJA, abrindo além do horário noturno, um intermediário, no final da tarde, para beneficiar mais pessoas. Os interessados em fazer o EJA devem inscrever-se na Secretaria da Educação, que já está com matrículas abertas. Campeonato de futebol de areia e truco No ultimo dia 16 de Setembro teve inicio o 1° campeonato de futebol de areia, o campeonato que tem 18 times participantes esta acontecendo de segunda a sexta das 19:00 hrs às 22:00 hrs na pista de Skate na Coab e também o campeonato de Truco com 48 duplas participantes. Gostaríamos de agradecer as pessoas que estão organizando este evento. Betinho, Lica, Dario, Suelen, Juninho, Nei Branco, Nero. Também gostaríamos de agora agradecer a Dona Mariana que sede sua casa para guardar mesas e cadeiras que são usadas no campeonato de truco. Apoio Juliano do Bar e Marcelo da Menta. A Secretaria Municipal da Educação está com inscrições abertas para o EJA – Educação de Jovens e Adultos, com idade a partir de 15 anos, que não tiveram acesso ou não concluíram os estudos no ensino fundamental. Essa é uma grande oportunidade, já que o curso tem carga horária reduzida e atenção especial dos professores para as necessidades de seus alunos. Como exemplo do bom funcionamento do EJA em Cajuru, destacamos quatro depoimentos de como o curso tem mudado a vida das pessoas. Para Helena dos Santos, o sacrifício de frequentar às aulas à noite tem valido muito a pena. “Estou muito feliz. Quando entrei no EJA eu só sabia fazer contas de somar e sub- trair e hoje resolvo até problemas de matemática”. A história não é diferente para Jucelina de Oliveira, que frequenta o curso desde a primeira turma: “eu não sabia assinar o meu nome, hoje consigo ir ao supermercado e fazer minhas compras sem precisar perguntar o preço, validade ou composição do produto para ninguém. Foi minha independência”. Clarice Santana completa dizendo que “não conhecia nem os números, agora já faço contas, consigo ler e aprendo a cada dia mais”. Osias da Silva mora na zona rural e viaja 5 quilômetros (ida e volta), todos os dias, em busca da realização do seu sonho. “Eu quero tirar carteira de motorista e para isso Geração de Renda abre inscrição para curso de Confeiteiro O Centro de Geração de Renda está com inscrições abertas para o curso de Confeiteiro, que terá início em novembro. As inscrições poderão ser efetuadas no Centro de Geração de Renda, que está localizado à Rua Waldina Bastos Ré no 61, bastando levar um comprovante de endereço e cópia do RG e do CPF. O curso será realizado em dois períodos: tarde e noite. Informações: 3667-0374, com Renata. Agradecimento No último dia 14/09 foi realizado nas imediações do S.E.C. o baile do ECC. A equipe organizadora agradece as empresas e as pessoas que colaboraram e fizeram parte do sucesso deste evento. Que Deus abençoe a todos. Conserta-se Maquina De Costura Industrial e Familiar peças e troca de madeiramento. Atendemos em domicilio R. São João, 298 Fone – 3667-2414

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Página 6 Edição 700- 28/09/2013 SINAPSE Drogas: “Fizemos a guerra contra o inimigo errado” O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, professor da Unifesp e diretor do Proad, afirma que a política de drogas deveria combater as razões que levam à dependência química e não as drogas em si. ATENÇÃO: VOCÊ LEITOR, QUE TEM INTERESSE EM DEPENDÊNCIA QUÍMICA, continue lendo. Caso não, passe a página. A edição 126 da revista Fórum, que já está nas bancas e nas lojas da Livraria Cultura, traz um dossiê sobre a política de drogas no Brasil. Uma das matérias, intitulada “Internação é solução?”, aborda os métodos de tratamento disponíveis na rede pública de saúde no país e as formas mais eficientes para se lidar com a questão da dependência química. Uma das fontes entrevistadas foi o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretor do Proad (Programa de Orientação e Assistência a Dependentes), onde trabalha há 24 anos. Para Silveira, o tratamento ambulatorial é mais barato e eficiente que qualquer internação, seja ela voluntária, involuntária ou compulsória. Segundo ele, o modelo focado em internações é artificial, uma vez que “é muito fácil ficar longe de uma droga quando você está internado” e a maioria dos dependentes recai quando volta para sua rotina normal. O psiquiatra também falou sobre ações de descriminalização das drogas e afirmou que elas são positivas e não causam um aumento do número de usuários nem inchaço do sistema de saúde pública. Fórum – Qual a estrutura disponível hoje para o tratamento da dependência química na rede pública de saúde no Brasil? Dartiu Xavier da Silveira – A estrutura para tratamento de dependentes químicos disponível no Brasil é o Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas). O problema não é que o modelo Caps seja ruim. Ele é muito bom. O problema é que não tem número suficiente para as pessoas e, segundo, nem todos os Caps AD estão devidamente capacitados. Existem equipes que não são muito bem formadas, então, o que está faltando é: aumentar o número e capacitar melhor os que já existem. Fórum – Em relação aos repasses de recursos públicos para as chamadas comunidades terapêuticas nos últimos anos, qual a opinião do senhor, quanto à atuação destas entidades e também quanto aos convênios com o poder público? Dartiu – conheço algumas comunidades terapêuticas que são grupos muito sérios, formados por gente preparada e que conhece o problema. Mas isso é a exceção da exceção, a raridade. A maioria não está nem perto disso. Muitas vezes não conhecem o básico partem apenas do princípio de boa fé, das boas intenções, achando que isso vai resolver um problema complexo, como é a dependência de álcool e drogas. O que acontece é que, recentemente, houve uma séria de investigações, sobretudo de conselhos regionais de psicologia, que identificaram que diversas comunidades terapêuticas trabalham como um sistema carcerário, onde as pessoas são submetidas a humilhações e torturas. Isso desmoralizou ainda mais as comunidades terapêuticas. Não tenho nada contra grupos terapêuticos leigos fazerem propostas de reinserção social, mas eles não podem vender um pacote de tratamento de dependência, que não é o que eles fazem. E muito menos receber verba pública para isso. Fórum – O que o senhor acha das políticas de internações involuntárias e compulsórias? Dartiu – A primeira coisa é que a maioria das pessoas, da população em geral, acredita falsamente que o melhor método de tratar a dependência química é a internação. Isso não é verdade. A eficácia das internações é menor que a do tratamento ambulatorial. Já partimos deste pressuposto de que não é o melhor tratamento. Além de ser muito mais caro, se você pensar em dinheiro público, fazer a internação de uma pessoa do que prover um tratamento ambulatorial. Já não se justifica a prática como política pública, uma vez que é muito mais cara e menos eficaz. Agora, quando vamos para a questão da internação involuntária ou compulsória, na psiquiatria estão muito bem caracterizadas as situações em que se pode fazer a internação involuntária. São situações em que a pessoa perdeu totalmente a noção de realidade, o que chamamos de psicose. A imensa maioria dos dependentes químicos não é psicótica. Então, não se aplica a necessidade da internação compulsória, ou involuntária, para a grande maioria das pessoas. Outra coisa, supervisiono um serviço de Caps AD na Cracolândia. Quando existe um paciente que precisa de uma internação, mesmo voluntária, a gente não consegue vaga. Então, é um contra-senso as pessoas ficarem advogando uma internação compulsória, ou involuntária, quando não existem nem vagas para pessoas com necessidade constatada por uma junta médica. É muito mais um jogo político e midiático o que algumas pessoas fazem com a internação compulsória do que um problema. Fórum – Esses limites que determinam se uma pessoa deve ser internada de forma compulsória, ou involuntária, estão sendo respeitados? Especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, que adotaram a prática como política pública no enfrentamento da dependência química? Dartiu – Não. Não estão sendo respeitados. A gente vê que na rede pública existe esse problema de conseguir vagas. Mas, na rede privada, nós vemos internações involuntárias a rodo. O resultado disso é que a grande maioria recai um mês depois de sair da internação. É um tratamento caríssimo e que tem o interesse financeiro dos hospitais psiquiátricos e da classe médica ao defenderem um modelo caro e pouco eficaz. Questiono sempre a ética desses grupos. Tenho três pacientes meus que sofreram internação involuntária de outros médicos, antes de serem atendidos por mim, e que hoje em dia estão com advogados movendo ações contra as clínicas por cárcere privado. Eles ficaram internados contra a vontade, mais de 10 meses, sofrendo uma série de humilhações e abusos, alguns deles até agressões físicas. Fórum – Qual a razão desta ineficiência da internação? Dartiu – Existem dois grandes motivos que podemos destacar. O primeiro é que grande parte dessas internações é feita com usuários de drogas, e não com dependentes. Na verdade, seria a mesma coisa se você pegasse uma pessoa que usa álcool, interná-la contra a sua vontade e depois querer que ele não volte a usar álcool. É claro que vai voltar, ele não era dependente, era apenas um usuário. Ele gosta de álcool. A nossa sociedade vê de uma maneira muito preconceituosa as drogas ilícitas e as lícitas são vistas de uma forma excessivamente tolerante. Na minha visão, grande parte das pessoas internadas contra a vontade, não é nem dependente. O outro problema é que, mesmo quando são dependentes, é muito fácil ficar longe de uma droga quando você está internado. Uma situação ideal, protegida. O difícil é não usar a droga quando você está enfrentando seus problemas, o chefe que te enche a paciência, a mulher que te deixa nervoso, o filho que te dá problema. Na hora de voltar para os problemas do dia a dia é que pessoas recaem. Então, é por isso que se preconiza que o processo de deixar a droga deve ser feito com o indivíduo levando sua vida normalmente. É muito artificial o modelo de internações. Fórum – Qual a opinião do senhor sobre o uso de medicamentos no tratamento da dependência química? Dartiu – É muito importante o uso de medicamentos. O posicionamento contra a medicação é uma coisa muito de antigamente e é baseado em preconceitos. A grande justificativa é que a pessoa trocaria uma droga por outra droga, nesse caso, uma droga farmacêutica. Mas isso não acontece na prática. As pessoas não ficam dependentes destes remédios que, na verdade, ajudam muito no processo de saída da dependência. Considero que a maneira ideal de tirar alguém da dependência é associar medicação com uma psicoterapia. Somente com a psicoterapia fica muito difícil. Fórum – A fiscalização das comunidades terapêuticas por parte do poder público, em especial o Ministério da Saúde, é suficiente para garantir a qualidade no atendimento ao dependente químico? Dartiu – Não, acho que não. Acho que nem existe a possibilidade de fazer este tipo de controle na medida em que elas não aplicam o modelo que o próprio Ministério da Saúde preconiza. Se o modelo do Ministério é baseado em equipes multidisciplinares de atendimento integral a saúde, que é o modelo dos Caps AD, as comunidades terapêuticas oferecem coisas absolutamente alternativas. Uma ou outra se aproxima do modelo preconizado pelo Ministério, mas são exceções. Fórum – Como o senhor avalia as políticas de redução de danos no tratamento da dependência química? Dartiu – A política de redução de danos é algo que as pessoas tiveram muito medo quando ela começou a ser implantada na década de 80. Foi a época da epidemia de Aids e tinham muitos usuários de drogas contaminados e contaminando outras pessoas. Aí, surgiram aqueles programas de troca de seringas. Participei de um destes programas e muita gente dizia que a gente era maluco, porque iríamos incentivar o uso de drogas. Mas não é porque uma pessoa tem uma seringa que ela vai se injetar. E depois tiveram vários estudos em todo o mundo provando que as políticas de redução de danos não estimulam o uso de drogas. Ela apenas protege o usuário de danos decorrentes do uso. Não é uma postura de incentivo ao uso, pelo contrário, é de proteção à saúde de quem não consegue parar de usar. Eu, por exemplo, uso no meu cotidiano estas estratégias de redução de danos. O mundo inteiro está se apropriando dessas estratégias. Só os países mais fundamentalistas, mais radicais, como a China e países islâmicos, que possuem uma postura muito moralista em relação às drogas, não utilizam. Fórum – Em que ponto o Brasil se encontra em relação a políticas de redução de danos? Precisamos avançar? Dartiu – Embora o Ministério da Saúde se declare oficialmente a favor das políticas de redução de danos, a gente não as vê acontecendo na prática. Elas aconteciam muito mais na década de 90. Atualmente, embora seja o mote oficial dizer que vão favorecer as políticas de redução de danos, o que prevalece é o modelo proibicionista, que já comprovadamente é ineficaz. O discurso é um e a prática é outra. Fórum – O senhor acha que o modelo de combate às drogas, de encarceramento de usuários confundidos com traficantes, aumenta o preconceito sobre as políticas de redução de danos? Dartiu – Colabora muito. Vejo isso no meu trabalho na Cracolândia. Quando tiveram aquelas ações desastrosas da prefeitura, isso desestabilizou muito o trabalho que vinha sendo desenvolvido há anos. Houve um prejuízo muito grande. A gente sabe que essas medidas repressivas pioram muito a situação. O maior país defensor, que implantou e serviu como modelo dessa guerra às drogas, foi os EUA. Hoje, eles já estão questionando todo o modelo. Tem dois estados americanos onde foi liberado o consumo recreacional da maconha. Em 19 estados, o uso medicinal. Eles estão muito mais próximos das políticas de redução de danos do que nós. E, já constataram que nós perdemos a guerra às drogas, que o enfoque não é mais esse. Fizemos a guerra contra o inimigo errado. A guerra não era para ser feita contra as drogas, e sim contra o que leva o indivíduo a se tornar dependente. Essa é a guerra. Fórum – O senhor pode citar algum exemplo de país que mudou essa lógica proibicionista e teve bons resultados? Dartiu – Tem vários países que fizeram isso em experiências isoladas, mas nós temos o exemplo recente da política portuguesa. Há dez anos, ela se modificou totalmente e descriminalizou o uso de drogas. Não aumentou o número de usuários, diminuiu, permitiu o acesso deles aos serviços de saúde, facilitou o tratamento e diminuiu as doenças relacionadas. Só teve benefícios. Não conseguem listar um dano causado por esta mudança de política.Fórum – O que o senhor, como profissional da saúde pública, acha de iniciativas que caminhem na direção da descriminalização ou legalização das drogas? Dartiu – Olha, vejo que a descriminalização é um grande progresso. O que a gente não sabe ainda, por que nunca foi feito, é a legalização. Que é a proposta do Uruguai. Como a gente não tem nenhum modelo anterior, não sabemos o que vai acontecer. Embora, nós tenhamos alguns indícios como, por exemplo, o que aconteceu com a Lei Seca nos EUA. Quando o álcool foi proibido pela Lei Seca americana, no começo do século XX, foi um desastre. Ela foi revogada 14 anos depois porque causou muito mais danos que benefícios. Acharam que a lei ia resolver o problema do alcoolismo. Não resolveu. As pessoas em vez de comprar a bebida no bar da esquina iam ao alambique clandestino, o “traficante”. Agora, todas as medidas que visem a descriminalização do uso são parte de uma tendência mundial. Diversos países europeus já fazem isso. O indivíduo não é mais criminalizado pelo uso. Isso já se faz há 20 anos nos países mais civilizados do mundo. Fórum – O que o senhor acha do argumento de pessoas contrárias a descriminalização das drogas de que a medida poderia aumentar o número de dependentes químicos e “inchar” o sistema público de saúde? Dartiu – Acho que não tem fundamento nenhum. Não vai aumentar o número de dependentes químicos. A única coisa é que você vai deixar de perseguir quem é usuário. Agora, quem é usuário e não se tornou dependente, esse indivíduo não precisa do sistema público. Fonte: Por Felipe Rousselet - Revista FORUM nº 126 Apôio: Saúde Mental AMBULATÓRIO “D. Fifia” – fone 16-3667 9962

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Página 8 Edição 700- 28/09/2013 ACONTECE CIDADE CIDADE Quando devo Chamar o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) DORES NO PEITO DE APARECIMENTO SÚBITO SITUAÇÕES DE INTOXICAÇÃO OU ENVENENAMENTO QUEIMADURAS GRAVES TRABALHOS DE PARTO QUEDAACIDENTAL CRISES CONVULSIVAS ACIDENTES DE TRÂNSITO ATROPELAMENTOS TRAUMAS PERDA DA CONSCIÊNCIA (DESMAIOS) SANGRAMENTOS, HEMORRAGIAS TENTATIVAS DE SUICÍDIO CHOQUES ELÉTRICOS Jogo Interestadual No dia 31.08.2013 a equipe de futebol da Lobera F.C. foi até a cidade de Uberaba/MG, para participar do jogo interestadual. Foram realizadas duas partidas de Futebol Socyet muito disputadas entre as equipes. O primeiro jogo foi finalizado com o placar de Lobera 6 x 1 AABB Uberaba e a segunda partida Lobera 3 x 2 AABB Uberaba. O destaque do jogo foi do jogador Hugo Malite, que conseguiu realizar o sonho de sua vida ao fazer seu primeiro gol em sua carreira de jogador (valeu Hugo). Após as partidas a equipe de Cajuru foi homenageada com um belo troféu personalizado. Logo em seguida as equipes foram recepcionadas com um churrasco e muita cerveja gelada. O jogo interestadual terá sua edição em Cajuru no mês de dezembro. Todos os jogadores e comissão técnica agradecem a Prefeitura Municipal de Cajuru na pessoa do Prefeito Dr. Luís Estevão e à Secretaria Municipal de Esportes pelo apoio, cedendo o transporte para que este evento fosse realizado. “Sempre estamos participando de jogos em outras cidades, pois, esporte é qualidade de vida” disse o coordenador Wagner Félix – Preto Ligação. Começa amanhã o Campeonato Municipal de Futebol Amanhã (domingo) terá início o Campeonato Municipal de Futebol de Campo, que nesta versão conta com 10 equipes participantes, divididas nos seguintes grupos: Disque SAMU 192 NEGOCIOS E OPOR TUNIDADES OPORTUNID TUNIDADES VENDE-SE Maquina a gasolina da Still Motor 85 Hp para panhar café e roçar grama somente um mês de uso com 8 meses de garantia do fabricante, nova. Tratar: 99325-0904 VENDE-SE: 1 Amplificador (potência) Taramp’s; 3,5 KW; semi novo R$ 650,00 TRATAR: 99172-3780 VENDE-SE: Toca Cd Pioneer semi novo, com USB Frontal; Saída SUB; Gráficos R$ 450,00 TRATAR: 991723780 VENDE-SE: Casa na R. José Bonifácio 1520 TRATAR: 98161-2920 VENDE-SE: Terreno no JD Bela Vista, 11x25 m², Documentação OK R$ 65.000,00 TRATAR: 991683914 ou 98143-1320 VENDE-SE: S-1O 2001 Completa, banco de couro, cor verde. TRATAR: 991463484 ou 981835141 C/ Juarez Amanhã, serão dois grandes jogos, a partir das 8h30, no estádio Dr. Guião, confira: 8h30 – Dom Bosco X Cruzeirão 10h00 – Cruz Alta X Juventos Convide seus amigos e participe desse grande evento promovido pela Secretaria Municipal de Esportes. Secretaria de Esportes trará o mesatenista Hugo Hoyama A Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Esportes, traz para Cajuru em parceria com o Sesc de Ribeirão Preto, a Caravana de Tênis de Mesa com Hugo Hoyama, Pelo grande sucesso do projeto, a Secretaria Municipal de Esportes voltará a apresentar o cine cidade, que será exibido no dia 06 de outubro, às 19h30, na Praça Central (Largo São Bento). O cine cidade é um projeto de Arte e mesatenista medalha de ouro por equipes nos Panamericanos -2007 e 2011. O evento acontecerá no dia 09 de outubro, a partir das 14h30, no Ginásio de Esportes “Arenão”. A proCultura composto por uma tela inflável com projeção e som digitais, que mantém a mesma qualidade de um cinema convencional. A tela foi inspirada numa TV dos anos 70, misturando os conceitos de modernidade e retrô, com posta é apresentar uma modalidade esportiva pouco difundida e incentivar sua prática no ambiente escolar, despertando nas crianças o gosto por mais esta modalidade esportiva. dimensões de 12 metros de largura por 9 metros de altura, um projetor de 7000 lumes e cadeiras para 200 pessoas. Você não pode perder. Chame a família e os amigos e venha curtir uma sessão de cinema ao ar livre. VENDE-SE Terreno com mais de 500 m2. Ótima localização, Av. Getúlio Vargas, bairro cruzeiro, com toda infra estrutura, R$ 130.000,00 total, ou, metade com barracão R$ 80.000,00 e outra metade R$ 60.000,00, 27 m2 de profundidade. Tratar (16) 3011-4553 / 8805-1521 / 9963-0837 Lourival Cippiciani. Dia 06 de outubro tem Cinema na Praça IGUATEMI AUTO SERVICE LTDA - ME torna público que recebeu da CETESB a Licença de Operação N° 4005433 , válida até 27/09/2018, para COM.COMBUSTÍVEIS PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES (POSTOS DE ABASTECIMENTO) à RUA DR. MATTA, 497, CENTRO, CAJURU

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28/09/2013 - Edição 700 Página 9 Campeonato de bilhar Devido ao grande sucesso do primeiro campeonato de Bilhar do Bar do Davi, resolvemos estender o campeonato para outros Bares e no ultimo dia 18 e 25 de agosto aconteceu o 1° campeonato de Bilhar do Bar do Ivanil e que após vários jogos teve como campeão Moita e vice campeão Michel e 3° lugar Deusdedio. E logo após tivemos também o FC campeonato de Bilhar do Bar do Lagoa que aconteceu no ultimo dia 1 e dia 8 de Setembro e teve como campeão Grilo, vice campeão Rogerio Medina e 3° lugar Moita. No ultimo dia 15 e 22 de Setembro tivemos o 1° campeonato de Bilhar do Bar do Grilo que vive como campeão Zoinho e vice campeão Augusto , 3° lugar Mumbura. Gostariamos de agradecer aos donos dos bares participantes e também a todos as pessoas que também participaram do campeonato e vale a pena lembrar que em Dezembro vamos ter o 1° campeonato de bilhar dos campeões aonde vai se reunir todos os três melhores de cada Bar. Apoio Juliano do Bar e Marcelo da Menta. 1° Campeonato doBar do Ivanil 2° Lugar - Michel 1° Lugar - Moita 3° Lugar - Deusdede 1° Campeonato Bar do Lagoa 1° Lugar - Grilo 2° Lugar - Medina 3° Lugar - Moita 1° Campeonado Bar do Grilo 1° Lugar - Zoinho 2° Lugar - Augusto 3° Lugar - Mumbuca

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Página 10 Edição 700- 28/09/2013 Tia Elza: 90 anos No dia 7 de setembro, feriado nacional, nossa cidade estava em festa! A Professora Elza Iunes Elias celebrava, com grande felicidade, seus 90 anos de vida. Logo pela manhã, na Capela de São Sebastião do Campo Formoso, PadreAdi presidiu a Celebração Eucarística em ação de graças pela muito esperada data. É preciso recordar com carinho as calorosas palavras do sacerdote que, ao referir-se à querida Tia Elza, apontou para traços marcantes de seu delicado caráter e senso altruísta por excelência: “Não é Dona Elza, tampouco somente Elza, é a Tia Elza! A Tia do recém-nascido, da criança, do jovem, do adulto e daqueles de idade feliz, enfim, do rico e do pobre!” – dizia Padre Adi. A homilia, marcada por zelo de pastor que, todos os dias, encontra sua ovelha em pastagens seguras, foi digna de grande apreço e verdadeiramente emocionante. Após a Missa houve um apetitoso almoço, oferecido pelos sobrinhos da Tia Elza e seguido do tradicional “para- béns a você”, no recinto da capela. Todos os convidados desfrutaram de agradáveis companhias e, como não precisaria ressaltar, da hospitalidade dos integrantes da Família Elias. Durante a festa fora exposto um pequeno filme que, em sua exibição por meios de televisores espalhados por todo o salão, emocionou os presentes. Tal filme era composto de depoimentos dos familiares e amigos, bem como teve como principal objetivo traçar a trajetória de Tia Elza durante seus 90 anos. Sua história, permeada por dificuldades e grandes alegrias, fora breve e elegantemen- te narrada pela Professora Maria Ângela Mangeon. Ao final do filme, tivemos uma grande e agradável surpresa, pudemos nos agraciar com um depoimento da própria Tia Elza que, generosamente, agradeceu a delicadeza dos presentes em celebrar com ela seus 90 anos! Enfim, desejamos nossos cumprimentos a aniversariante com votos de vida longa e muita felicidade. Que Deus a guarde na palma da mão e que você, Tia Elza, esteja sempre envolvida pelo carinho e respeito de todos seus amigos e familiares. FELIZ ANIVERSÁRIO!

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28/09/2013 - Edição 700 Página 13 Bate-papo com padre Gil de transformar o São Sebastião em uma clínica de atendimento? Não. Esse espaço continuará com as atividades de sempre, ou seja, as festas, novenas e demais atividades continuarão aqui, como sempre foi. Então está buscando uma área para instalar a clínica? Esse é o grande propósito. Queremos uma área rural para receber esses jovens e para isso estamos falando com amigos, com o executivo e legislativo e aproveito esta oportunidade para pedir à comunidade para, quem tiver um pedaço de terra inativa, que doe para essa grande ação. Por falar em comunidade, essa ideia de abrigar os voluntários e dar início a esse trabalho foi bem vista? A comunidade é preconceituosa. Os nossos voluntários não foram bem aceitos e a minha dor maior é que a liderança católica não apoiou como deveria a vinda deles para cá com medo de perder o espaço das festas e atividades, mas volto a repetir que todas as atividades (Festa de S. Sebastião, novenas...) continuarão a funcionar neste local. E como faz para manter esses voluntários aqui? Contamos com a Providência Divina. Recebemos doação de amigos e até da comunidade de Batatais, que reparte o que ganha. Também, temos horta e criamos galinhas para o sustento. E as festas, quermesses promovidas pela paróquia, não revertem renda para cá? Não, nunca foi revertida. Uma porcentagem vai para projetos sociais, mas para cá nunca destinamos. Para concluir, qual o seu recado? Queremos iniciar uma ONG junto com a comunidade para tratarmos desses excluídos, inclusive com assistência profissional e queremos que ela caminhe, ou seja, se eu for embora, o trabalho deve continuar. Também quero aproveitar para solicitar a doação de alimentos e convidar a comunidade para nos visitar e conhecer nossos projetos. À convite do Pe. Gil, que há 1 ano e 9 meses está à frente da paróquia Cristo Rei, O Jornalzão foi visitar o espaço São Sebastião do Campo Formoso, onde estão hospedados os voluntários que atuam no projeto de auxílio aos drogados. Num bate-papo em frente à igreja, Pe. Gil contou como surgiu a necessidade de acolher os dependentes e familiares e as dificuldades que vem enfrentando, confira: Como despertou no senhor o interesse em trabalhar com dependentes químicos? Tudo começou em 1996, quando eu estava em Batatais e logo após a missa, uma mãe, desesperada, me procurou dizendo que não queria mais o seu filho e que eu tinha que “dar conta” dele. Naquele momento fui covarde e pedi para um amigo da polícia, Capitão Ferreira (que mais tarde veio a ser o Irmão Francisco e fundador da Comunidade Missionária Divina Misericórdia), que o colocasse em uma cela até que eu pudesse resolver a situação. Se eu tivesse enxergado o Cristo nele, eu o teria levado para minha casa. No dia seguinte, o rapaz foi internado em uma clínica para dependentes químicos. Foi desta experiência que surgiu o interesse em trabalhar com esses “excluídos”? Sim. Percebi a necessidade de amar mais os jovens excluídos, porque a aflição de uma mãe disposta a entregar seu próprio filho, em busca de salvação, me comoveu. Na missa seguinte ao ocorrido, fui ousado e pedi a colaboração da comunidade para que doasse uma área para podermos trabalhar com esses jovens. Um fazendeiro nos doou um pedaço de terra dando início à comunidade terapêutica. Depois fui para Ribeirão Preto, África e Amazônia, onde tive mais experiências nesse sentido. E em Cajuru, como foi o processo? Logo que cheguei aqui vi muitas obras sociais, mas nenhuma cuidava desses jovens. A história se repetiu, mães me procuravam em busca de auxílio e com a ajuda do Grupo de Oração e amigos começamos a levar esses garotos para clínicas de tratamento. Daí o início desse projeto no São Sebastião? Aqui estamos preparando um grupo de voluntários para evangelizar os jovens. Buscamos formação espiritual e humana para darmos assistência ao outro. Aqui nosso lema é: Queremos aqueles que o mundo não quer. E como é feita essa formação? Entre os estudos e trabalhos diários, contamos ainda com o apoio da Prefeitura de Cajuru que nos cede um ônibus todos os sábados para que nosso grupo possa participar do curso de teologia, realizado em Batatais. Na prática, há algum trabalho sendo realizado? Sim, temos voluntários que se revezam para passar a noite com um paciente no hospital, porque a família não dispõe desse tempo; outro dá banho diário em um senhor que necessita de cuidados; tem o grupo que visita famílias e reza com os jovens... enfim, nosso trabalho é silencioso, porém ativo. E o senhor preten-

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