Os Bombeiros e a Legião Portuguesa - 2ª Parte

 

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Quem abordou essa questão foi Frederico Pereira Jardim, presidente da Assembleia-geral dos Bombeiros Lisbonenses. Este dirigente publicou no jornal “Vida por Vida”, de Agosto de 1956, um artigo de opinião para defender a isenção e o carácter apolítico da

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bombeiros sexta-feira 19 de novembro de 2010 arquivo dos bombeiros voluntários do peso da régua as melhores imagens da sua história os bombeiros e a legião portuguesa uem abordou essa questão foi frederico pereira jardim presidente da assembleia-geral dos bombeiros lisbonenses este dirigente publicou no jornal vida por vida de agosto de 1956 um artigo de opinião para defender a isenção e o carácter apolítico da dct nestes termos o facto de estarem esses serviços superiormente entregues à legião portuguesa tem de algum modo diminuído o interesse de várias corporações ou dos seus componentes nos cursos básicos da dct ou pelo espírito de colaboração na organização uns por maldade outros por ignorância não deixam de fazer uma campanha contrária pretendendo insinuar que o ingresso nos serviços da dct implica automaticamente q continuação do número anterior nas actividades políticas ou de milícia da legião portuguesa isto demonstra portanto que na dct não há o menor intuito de seguir qualquer politica convencido que havia vantagens na adesão incentivava os bombeiros a colaborarem com servilismo por outro lado devem todas as corporações de bombeiros voluntários atentar nas vantagens de colaborarem dedicada e intensamente nos trabalhos da dct para em justa retribuição fazerem jus aos benefícios importantíssimos que podem vir a receber não desconhecendo os condicionalismos políticos da época os responsáveis da liga dos bombeiros portugueses no seu boletim de 1954 garantiam a colaboração dos bombeiros à dct e ao governo da nação que podem contar incondicionalmente com a bravura e dedicação de 13.000 bombeiros voluntários portugueses nesse boletim o tenente a norte da silva do comando da dct escrevia algumas sugestões a aconselhar que as corporações de voluntários criem cadetes jovens de 15 anos que vão andando pelos quartéis e que poucos anos depois são competentes e valorosos bombeiros É preciso que as corporações de voluntários à semelhança do que se fez noutros países criem o seu serviço auxiliar feminino constituído por senhoras que prestem valiosos serviços nos telefones nas radiocomunicações enfermagem socorros auxílio social e serviços de apoio aos seus bombeiros seguindo a orientação da confederação os bombeiros da régua não só colaboraram com a d.c.t.l.p como se mostraram disponíveis para lhes ceder uma dependência do seu quartel para instalarem a sede dos serviços concelhios da organização em troca pediam que a legião portuguesa os fornecesse de material logístico e de treino como as máscaras anti-gaz fatos de amianto macas bolsas com material de enfermagem e uma barraca de hospital como não possuíam ainda nenhum tipo de máscaras anti-gaz pensavam que iam resolver esta carência mas os bombeiros eram avisados de que quanto à sua utilidade é de fazer notar que a máscara utilizada pelos nossos serviços se destina a actuação em tempo de guerra pelo que se indica no mapa seguinte qual o seu comportamento em face dos gazes e fumos acidentais mais prováveis em tempo de paz em 5 de julho de 1954 o comando dos bombeiros da régua promovia uma acção com a dct ao realizar um curso básico de defesa civil destinado aos bombeiros e representantes da sociedade civil o comandante lourenço medeiros cumpria uma recomendação emanada do conselho nacional do serviço de incêndios numa carta circular o inspector do norte coronel serafim morais júnior comunicava que havendo conveniência em difundir tanto quanto possível conhecimentos úteis sobre d.c.t que interessando de um modo geral a toda a população não podem deixar de interessar em especial aos corpos de bombeiros que na dct têm o seu papel definido dentro das funções que normalmente lhe competem sem perderem porém a subordinação aos regulamentos a que estão sujeitos e ao c.n.s.i através das inspecções de zona o curso estava definido com as seguintes disciplinas a guerra atómica biológica e química os projécteis explosivos e a luta contra o fogo cada uma dela podia ser estudada num manual de defesa civil editado pela legião portuguesa as matérias foram leccionadas pelo comandante lourenço medeiros os graduados claudino clemente gastão mirandela antónio guedes castelo branco os directores alfredo baptista o médico rui machado e o jovem carlos cardoso em 1960 o comando distrital de vila real da legião portuguesa promovia a realização de um curso de primeiros socorros destinada aos bombeiros da régua pela que está documentado na ordem de serviço nº 18 de 31 de julho de 1960 emanada do quartel daquela instituição onde constam os nomes dos bombeiros inscritos e a sua classificação verifica-se que houve uma boa adesão os cidadãos que se alistaram como agentes na dct e alguns que já eram legionários pessoas conhecidas na sociedade reguense ­ que também faziam parte do corpo de bombeiros foram obrigados a frequentar o curso nessa época o comandante cardoso admitia que a formação de defesa civil orientada pela legião portuguesa não era novidade estava a ser ministrada pelas corporações onde havia médicos pelo que os bombeiros possuíam uma preparação eficiente no capítulo do socorro o jovem comandante sabia do que falava mas não acreditava que tais acções apesar da sua importância adiantassem para mudar a qualidade da instrução dos seus bombeiros assim desta maneira a legião portuguesa ramificou os tentáculos do seu poder pelos corpos de bombeiros em alguns deles colocava as pessoas da sua confiança à frente do comando e dos órgãos sociais para que cumprissem sem críticas e sem reivindicações as orientações do regime político respeitando os lemas nacionalistas de salazar como este todos não somos demais para continuar portugal por muitos mais anos até ao dia 25 de abril de 1974 data em surgia um autêntico serviço nacional de protecção civil semanÁrio independente defensor do alto douro 5

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