Revista Jornal Empresarios Setembro 2013

 

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® do Espírito Santo ANO XIV - Nº 165 www.jornalempresarios.com.br SETEMBRO DE 2013 LEO JR. Findes investe na capacitação de mão de obra A Escola Móvel e a Agência de Treinamento Municipal são centros de formação profissional. Página 4.

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2 SETEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES CARLOS AMORIM 13 ANOS ❫ CARTÃO❫❫ Banescard lidera no Estado O Banescard, o cartão do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), alcançou a marca de 36 mil estabelecimentos comerciais afiliados, onde os clientes do banco podem efetuar operações de crédito e débito, inclusive em lojas localizadas fora do Estado. Página 10. ANTÔNIO MOREIRA CONTRAVENÇÃO❫❫ Banca de jogo do bicho em qualquer esquina O folclórico e quase inofensivo jogo do bicho já teve seus dias de glória, mas perdeu força com a concorrência dos jogos legais, bancados pela Caixa Econômica Federal. O jogo foi criado pelo Barão de Drumond para bancar despesas de um zoológico. Páginas 14 e 15. MARINA DALL’ANESE (COLUNISTA CONVIDADA) Impactos do transporte nas mudanças climáticas setor de transportes é apontado como um dos maiores emissores de gases causadores do aquecimento global, não somente no Brasil, mas em todo o mundo. Estima-se que este setor esteja entre os cinco maiores emissores de gases de efeito estufa. A principal causa para estes elevados índices é a utilização massiva de combustíveis fósseis para o transporte de matérias-primas, produtos e pessoas. Segundo o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês), as emissões do setor de transporte foram estimadas em mais de 06 GtCO2e, representando cerca de 13% das emissões globais. Além disso, as previsões apontam para um rápido crescimento do transporte nos próximos anos, o que levaria a um aumento significativo nas emissões de gases de efeito estufa. Para exemplificar a significância da contribuição deste setor para o aquecimento global, o levantamento final da pegada de carbono da Copa do Mundo da FIFA de 2010, na África do Sul, apontou que cerca de 67% das emissões foram referentes ao transporte internacional, basica- O ❫ CONSTRUÇÃO CIVIL❫❫ Escassez de terreno supervaloriza imóvel em Vitória Quem investiu comprando terrenos em Vitória fez um ótimo negócio. Em 10 anos, a valorização chegou a 2.800%. Com apenas 3.974 lotes vagos, as alternativas das empresas de construção civil são as áreas da Serra e de Vila Velha. Página 17. mente ao transporte aéreo - ainda que nos cálculos tenham sido considerados a construção dos estádios e o uso de eletricidade em estádios e acomodações. O cenário não deve ser muito diferente na Copa do Mundo que será realizada no Brasil no ano que vem. Estimativas preliminares da FIFA apontam que 83,7% das emissões de gases de efeito estufa do evento serão referentes ao transporte. Devido a este cenário crítico, diversas pesquisas tem sido realizadas com o intuito de reduzir as emissões referentes ao transporte, principalmente do transporte aéreo. O IPCC aponta três diferentes caminhos para conquistar esta redução: evitar viagens com veículos motorizados, alterar os meios de transporte para aqueles com menores impactos e melhorar a eficiência energética dos meios de locomoção. Ao redor do mundo tem se percebido o aumento do transporte urbano em bicicletas e veículos coletivos e, consequentemente, o aumento da infraestrutura para estes modais de transporte nas grandes cidades - ainda que isso ocasione transtornos ao trânsito de veículos indi- viduais, como ocorrido em São Paulo nas últimas semanas. Mas apesar da alteração de comportamento individual ser muito importante para a melhora do cenário atual do transporte mundial, sem o incentivo à pesquisa e tecnologia para o aumento da eficiência energética e desenvolvimento de novas alternativas de transporte, a redução de emissões pode não ser suficiente para evitar as graves consequências das mudanças climáticas. No setor aéreo, alternativas relacionadas ao aumento da racionalização do tráfego aéreo, redução do peso das aeronaves e aumento da capacidade de carga estão sendo desenvolvidas, mas seus impactos na redução das emissões deste modal somente devem ser percebidos em longo prazo. Por isso, a possibilidade apontada é a utilização de combustíveis renováveis, pois poderá trazer resultados de curto a médio prazo. Em março de 2012 foi realizado o primeiro vôo comercial na América Latina em uma aeronave cujo combustível apresentava uma porcentagem de biocombustível, reduzindo assim as emissões de carbono. Outras ini- ciativas semelhantes estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo, levando-se em consideração que para as mesmas serem adotadas em larga escala a adaptação para a utilização dos biocombustíveis não pode ser drástica ou muito onerosa, pois isso inviabilizaria sua adoção. Com estas alternativas, a projeção é de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa do transporte no mundo até 2050 - um cenário mais promissor do que o apontado inicialmente pelo IPCC. A boa notícia é que as previsões para as emissões de outros setores podem também se apresentar no mesmo sentido da redução, uma vez que a pressão da sociedade, a pressão exercida por acordos internacionais e o desenvolvimento de tecnologias mais limpas deverá estimular a adoção de comportamentos mais sustentáveis. Talvez não seja possível interromper o aquecimento global em 2°C, mas talvez não soframos com um aquecimento maior do que 6°C. Só o tempo dirá. ■ Marina Dall’Anese, gestora ambiental pela USP, analista de negócios da www.neutralilzecarbono.com.br e consultora da www.greendomus.com.br.

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4 SETEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS Treinamento de mão de obra para a indústria Federação das Indústrias do Espírito Santo inaugura Escola Móvel e Agência de Treinamento Municipal na região Noroeste om o objetivo de melhorar a competitividade da indústria e avançar em um gargalo histórico, que é a falta de mão de obra qualificada, a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FINDES) criou a primeira Escola Móvel da entidade, implantada no município de Governador Lindenbergh. Já a Agência de Treinamento Municipal (ATM), em São Gabriel da Palha, foi inaugurada em 13 de setembro. Ao todo, serão oferecidas 312 vagas para qualificação profissional em 12 cursos diferentes, inicialmente, nesses novos espaços. O presidente da Findes, Marcos Guerra, explica que os projetos conduzirão a um salto na formação, qualificação e educa- C ção profissional em todo Estado. De acordo com Guerra, o Espírito Santo tornou-se vitrine de vultosos negócios e importantes investimentos de grandes empresas. A crescente demanda por mão de obra, de acordo com dados do Sistema Findes, será de 152,9 mil profissionais capacitados para os próximos anos. “Estamos trabalhando com foco na interiorização da indústria, onde projetos como a Escola Móvel e a Agência de Treinamento Municipal são ações inovadoras do Sistema Findes para ofertar, com mais rapidez, qualificação profissional gratuita e de qualidade para atender as demandas da indústria em diferentes áreas e segmentos do Estado” pontuou. , “O Plano de Investimentos do Sistema Findes é de R$ 104 milhões até 2015. Deste total, R$ 83 milhões (82%) serão voltados para educação e qualificação. Queremos avançar em parcerias com os municípios para progredir na articulação e mobilização junto à sociedade. Cada local terá cursos específicos, de acordo com as potencialidades da região” explicou o presidente do , Sistema Findes. DEMANDA - A Escola Móvel oferecerá diversas opções de cursos, conforme a demanda industrial do município e da região. A unidade é montada com módulos educacionais articuláveis, que formam salas de aulas e laboratórios. O projeto prevê que a unidade permaneça instalada por até seis meses em cada município. Meta Findes é ter 10 ATM em funcionamento até 2014 A Agência de Treinamento Municipal é um novo conceito para a educação tecnológica e profissional. Por meio dela, os municípios terão acesso aos serviços profissionalizantes oferecidos pelo sistema SESI/SENAI/IEL, em parceria com os governos locais. Para implementar uma ATM é necessário realizar a avaliação da demanda local por meio de um estudo de viabilidade no município. Uma vez comprovada a viabilidade da iniciativa, a prefeitura encaminha um projeto de lei para a Câmara Municipal, para garantir o amparo legal necessário. O conceito de ATM se baseia na grande demanda por mão de obra qualificada no Espírito Santo. A FINDES trabalha com a meta de instalar Agências de Treinamento em 10 municípios até 2014. Até o momento, o Sistema Findes instalou uma ATM no município de Ibiraçu, onde 320 vagas já foram preenchidas e os cursos mais procurados foram de soldador, eletricista, costureiro e assistente administrativo. ■ EUSTÁQUIO PALHARES E o Gigante só foi ao banheiro... previsível que daqui há pouco o “gigante” acorda de verdade, sacode as paredes do cortiço, em vez de se levantar apenas para dar aquela ida ao sanitário como parece ter ocorrido nas memoráveis – e até aqui voláteis – manifestações de junho. O que pareceu ser o urro das ruas inspirado por uma exasperação difusa não ressoou tão forte a ponto de abalar o pessoal refestelado no status quo. A decisão da Câmara na votação da cassação do deputado presidiário, condenado pelo desvio de R$ 8,5 milhões quando prefeito de sua cidade, foi um gesto altamente positivo. Representou o aumento da pustulência de uma ferida, um tumor encoberto que, assim, aflora e melhor se apresta a ser lancetado ou esprimido. O cinismo dos representantes populares é tão desaforado que se contabilizar o voto declarado pós sessão de cada um constata-se que seria impossível, aritmeticamente, evitar a cassação. Lembra a surreal estatística de que pesquisas constatam que 60% dos homens são infiéis , mas 90% juram de pés juntos que nunca traíram. Pontuamos anteriormente que a presidente Dilma, aconselhada pelo marqueteiro que a essa altura adquiriu status de super-ministro ensaiou uma série de factoides à época do urro das ruas como res- É posta pronta ao que se prenunciava como uma crise. Factóides são espumas, com mesma tessitura e consistência. Não resistem à qualquer análise elementar, mas quem se deu ao trabalho de ver a presidente explicando as razões porque tem o maior respeito pelo ET de Varginha concederá que suas declarações são de absoluta coerência com seu embaralhado raciocínio, coisa de deixar Gilberto Gil com inveja. Pessoalmente louvei o início da gestão da presidente, primeiro por um sincero preconceito de gênero, já tendo percebido a hegemonia da mulher no mundo do trabalho e reconhecido que essa primazia de fato parece refletir os atributos do gênero – multifocada, multicognitiva, comprometida, sensível – que lhe conferem uma contínua ascensão no mundo do trabalho. Também por entender que, depois de uma opressão ancestral, uma visão feminina do mundo após século de patriarcado e testosterona talvez resultasse num mundo melhor. Claro que é de um reducionismo atroz supor que apenas o gênero assegure atributos de competência e caráter. Mas de modo mais genérico, sim. Isso foi percebido há quase 20 anos na constatação do gênero predominante nas redações e nas faculdades. Também porque a presidente não tinha história com o PT, um partido que representou uma coalização de esquerda em um determinado momento e cumpriu um magnífico papel político na redemocratização do país, até chegar ao Poder. Aí consagrou a máxima de que bandalheira é todo aquele grande negócio do qual nos excluíram. Dilma vinha de uma militância que, por mais equivocada fosse a ideologia, a legitimava como uma pessoa coerente com suas ideias e visão de mundo. E ainda tinha o carimbo de gestora, que a credenciara anteriormente a ocupar estratégicas funções executivas, tanto no Governo Federal como, anteriormente, no governo gaúcho. Bem, nada aconteceu. Aqui no Estado tivemos demonstrações lamentáveis da falta de autoridade do chamado poder constituído. A pusilanimidade inspirou a permissividade travestida de tolerância democrática, permitindo que vândalos, agindo de modo a constranger a sociedade, tornaram-se cúmplices do próprio governo ao inibirem a coletividade, assustarem-na com a possibilidade de uma violência descontrolada. Pais, mães, filhos e avós que foram às ruas em solidariedade a um conjunto de fatores exasperantes deixaram de fazê-lo desde que as ruas perderam o caráter de espaço cívico para se tornarem cenários de violência criminosamente toleradas pelo Estado e pelo Governo. Ambos abstendo-se de exercer o papel fundamental de mediadores de conflitos no interior da sociedade, na verdade, o seu principal papel e razão de existência. O mesmo se veria depois com as “mobilizações” visando parar a cidade interditando vias e o direito de mobilidade das pessoas. De novo “democraticamente” abandonou-se o povo como um Pilatos que se esquiva do papel de interventor. Ou seja, a sociedade passa a se tornar refém de pequenos e exaltados grupos que lhe castigam , lhe penalizam, como moeda de troca de benefícios dos quais se julgam credores. E ninguém para, minimamente, reparar e corrigir tais desvios. Agora, assiste-se à queda de braço entre a Assembléia Legislativa e Poder Executivo, motivada pela recusa do governador em conceder reajustes para o funcionalismo do legislativo. Teodorico Ferraço, de longa trajetória em nossa cena política, investese, agora, do defensor dos “frascos e dos comprimidos” invocando a dignidade lesada pela decisão unilateral do Palácio Anchieta que viola o equilíbrio constitucional dos poderes. Não teve qualquer ímpeto de dignidade de repelir com a energia emanada da sua suposta autoridade a algazarra que se instalou na casa por conta de uma juventude que, afinal, parece cumprir o seu papel. Excretar nos pés dos faraós embalsamados que só se manifestam e braveteiam nas disputas de quinhões entre si. Tivesse a nossa representação política estadual o mínimo de decoro com a sociedade e respeito aos impostos que dobram o pequeno empresário do Espírito Santo haveria de se questionar qual a necessidade desse “Poder” cons, tituído pela representação de 30 pessoas, demandar a estrutura de quinhentas pessoas em cargos efetivos e mais setecentas em cargos comissionados, constituindo um aparato de 40 servidores para dar suporte ao trabalho de cada deputado. Trabalho que a sociedade não consegue perceber. A revolução, inversão de polaridades quando o que está em baixo toma o alto que desce para o vazio embaixo, se explica na física social pelo processo de conscientização que desinstala uma autoridade constituída, deslegitimando-a. Ocorre ao nível da consciência, da cabeça. A revolta é um espasmo fisiológico determinado pela fadiga de material. Ocorre ao nível do estômago. Na metáfora, cabe a imagem de um vômito ou de uma diarreia. Aqui , também, nossos políticos estão dando mole... ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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6 SETEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS ❫ EDITORIAL❫❫ A saída está no campo etores público e privado do Espírito Santo passam por um momento de retração de investimentos, em função dos cenários negativos projetados para o futuro do estado, das perdas de arrecadação de impostos e impactos em lucro e rentabilidade das empresas a serem ocasionados pelo fim do Fundo das Atividades Portuárias (Fundap) e pela possibilidade de redução do reparte dos royalties do petróleo. O fim do Fundap sozinho significa menos R$ 1 bilhão em impostos e 50 mil postos de trabalho. E a redução dos royalties representa uma perda de, entre 2013 e 2020, algo em torno de R$ 11 bilhões em receitas para os municípios. Neste cenário pouco promissor, uma atividade não deixa de crescer e desenvolver o estado do Espirito Santo: o agronegócio, tradicional atividade desta terra fértil e de bom clima, que mantém o estado sempre em destaque no ranking de produção e exportação de produtos agrícolas. É mesmo um grande feito, considerando que o Espirito Santo é um estado cujo território corresponde a apenas 0,5% da área geográfica do país e tem 30% de seu PIB composto pela atividade, contra a média de 22% do restante do Brasil. São mais de 300 mil empregos gerados pelo agronegócio, o que corresponde a 20% da população capixaba. A elevação do rendimento deste negócio e seu crescimento é resultado de investimentos expressivos em tecnologia e capacitação para o incremento de produtividade, impulsionando o crescimento da agricultura familiar, responsável hoje por 80% da produção no Espirito Santo. Tamanho potencial e seus resultados são, no entanto, limitados pelos gargalos logísticos: o escoamento da produção é comprometido pela deficiência da malha viária do estado, bem como os já conhecidos complicadores encontrados nas pontas do transporte internacional, dos portos ao aeroporto locais, o que faz com que boa parte dos produtos sejam escoadas para os mercados internacionais por outros estados. É certo que ainda há voos maiores a serem alcançados. ■ DELFIM NETTO Dissonância risteza para alguns analistas e espanto para a maioria: foram as reações mais notadas no mercado após a divulgação da notícia do “surpreendente” aumento de 1,5% do PIB no segundo trimestre sobre o primeiro trimestre de 2013, consideravelmente maior que o crescimento do “pibinho” (0,1%), no mesmo período de 2012 . Triste reação à boa notícia e não apenas porque foi superior a todas as previsões do mercado. O efeito que produziu sugere uma dissonância entre o enorme pessimismo que a maioria dos “analistas do mercado” tem manifestado e a realidade que estamos vivendo. Houve, sem dúvida, uma deterioração da taxa anual de crescimento da economia, quando medida no exercício que se encerra no primeiro semestre: 3,8% em 2011; 0,6% em 2012 e 2,6% em 2013. É visível, por outro lado, que S T a taxa de crescimento entre cada trimestre sobre seu homólogo do ano anterior vem se acelerando, como se vê no quadro abaixo: CRESCIMENTO SOBRE O MESMO TRIMESTRE DO ANO ANTERIOR 1º/2012 2º/2012 3º/2012 4º/2012 1º/2013 2º/2013 0,8% 0,5% 0,9% 1,4% 1,9% 3,3% FONTE: Fonte: IBGE; Elaboração: Ideias.Consultoria Um fato importante é que quando analisamos o aumento da taxa entre o 2º trimestre de 2012 e o 2º trimestre de 2013, pelo lado da oferta, a recuperação da indústria, de menos 2,4% para mais 2,8%, explica quase metade do diferencial, parecido com o efeito do crescimento da agropecuária. E, quando olhamos pe- lo lado da demanda, vemos uma acomodação do consumo privado e público. O fundamental foi o aumento de formação bruta de capital fixo, de menos 2,7% para mais 9,0%, e do comércio exterior. Houve um aumento da componente exportação e uma diminuição da importação. Estes fatores poderão continuar a jogar um papel importante na continuidade da aceleração do crescimento desde que: 1) prossiga o esforço para melhorar a relação de confiança entre os setores público e privado; 2) as políticas fiscal e monetária atendam aos objetivos anunciados; 3) a política cambial, combinada com mais ajustadas tarifas efetivas, estimule as exportações no médio prazo e reduza as importações no curto; e 4) a economia mundial acelere o seu crescimento, estímulo coadjuvante importante para nossas exportações. No curto prazo a situação é mais complicada. Tendo crescido 2,6% no primeiro semestre de 2013 sobre o de 2012, as condições para um crescimento robusto no ano, obviamente, não estão asseguradas. O que pode mudar essa perspectiva é um enorme sucesso nos leilões de infraestrutura e energia e um comportamento amigável de governo, que coopte o “espírito animal” dos empresários com uma política pró-mercado e não com subsídios. Com um crescimento de 2% no segundo semestre (a repetição do 1,0% no 3º e 4º trimestres) o que hoje ainda parece difícil, o crescimento do PIB em 2013 será parecido com 3%. ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br JOSÉ DIRCEU Combate à campanha do pessimismo m meio a uma crise global difícil de ser debelada, o Brasil vai retomando o crescimento ancorado em bases consistentes. Isso é fato e pode ser comprovado pelos recentes números divulgados pelo IBGE, os quais registram a alta de 1,5 % do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro entre abril e junho, em comparação com o trimestre anterior. A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, teve elevação de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, o que indica que a capacidade de produção do país está crescendo e que há confiança dos empresários no futuro. Mas nem mesmo esses indicadores foram suficientes para alterar a narrativa pessimista da grande mídia, cujas análises sobre a situação da nossa economia beiram o surrealismo. Há tempos um desastre econômico de proporções devastadoras vem sendo anunciado pelos “especialistas” dos principais jornais, que não se contêm, nem disfarçam mais sua torcida contra. Só que o desastre não veio e, como tudo indica, não virá. A condução firme do Brasil na última década, em que se consolidou um mode- E lo de desenvolvimento econômico inclusivo, fundamentado no fortalecimento do mercado interno, na geração de emprego e melhoria da renda, foi é está sendo crucial para que nosso país siga adiante e realize as reformas estruturais que podem nos elevar a um patamar desejável de crescimento sustentado. Mas a campanha deslavada que se desenha diariamente não cessará, arraigada em seu objetivo de contaminar e manipular não só o ambiente da economia, mas também o cenário da sucessão presidencial. Engendrar crises artificiais tem sido a principal arma nessa batalha da grande mídia contra os governos do PT. Nessa guerra não declarada já ficou claro que estão dispostos a tudo: não só jogarão lama nas expectativas da economia, mas também fomentarão a descrença no Estado, nas instituições republicanas, nas lideranças políticas e organizações sociais. Não importa que os fatos desmintam seus argumentos, pois não estão preocupados com a coerência. Segundo o jornalista José Paulo Kupfer, que realizou pesquisa nos principais jornais (O Estado de S.Paulo, O Globo e Folha de S.Paulo), coletando cerca de 500 participações de fontes so- bre o cenário econômico, 85% das citações eram de consultorias e departamentos de economia alinhados a escolas neoliberais -o que explica a dissonância entre o enorme pessimismo que o mercado tem manifestado e a realidade em que vivemos. Os interesses do rentismo são defendidos com fervor, nem que para isso tenham que vaticinar catástrofes improváveis e contaminar as expectativas. Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre 2013 e 2016, estão previstos investimentos de cerca de R$ 3,8 trilhões na produção industrial, em projetos de habitação e em grandes obras de infraestrutura -cifra extraordinária, que não seria possível se o país estivesse passando pela crise que a grande mídia alimenta. É verdade que uma retomada consistente da nossa atividade produtiva dependerá de uma série de fatores: a reação da economia mundial, o resultado dos leilões de rodovias —em que se verá o compromisso do setor privado com o desenvolvimento nacional—, além de mudanças efetivas na nossa política externa e comercial, que precisa se renovar, tendo como parceiros prioritários Ásia e América Latina e como foco a exportação de ser- viços, tecnologia e capitais. Mas, ao contrário do que pregam, não vamos aumentar a produtividade e reduzir custos com ajustes que tragam desemprego, corte de gastos sociais, queda do consumo e dos salários, ou seja, à custa da queda do nível de vida e renda da população: vamos melhorar a nossa competitividade investindo fortemente em infraestrutura, Educação e inovação o que já vem ocorrendo. Temos muitos e complexos desafios, mas temos também possibilidades imensas. Vivemos um momento histórico em que, depois de séculos de desigualdades, milhões de brasileiros têm, pela primeira vez, a oportunidade de viver com mais dignidade. Portanto, o momento é de olhar para frente e aprofundar as reformas que estão transformando o nosso país e a vida do povo. Mas, para seguir nesse caminho, será urgente combater à altura o discurso mentiroso e alarmista da grande imprensa, sem jamais ceder ao terror que pretendem implantar. ■ José Dirceu é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT zedirceu.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares, Jane Mary de Abreu e José Dirceu. E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Diagramação Márcio Carreiro redacao@jornalempresarios.com.br Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 Site: www.jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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8 SETEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS MAIORES Praça do Cauê e ex-Reta da Penha O governo está empenhado em melhorar a mobilidade urbana. Palmas para ele que ele merece! Como já está decidido dividir ao meio a Praça Cristóvão Jacques, mais conhecida por Praça do Cauê, mesmo com opiniões verdadeiramente contrárias, o Governo deveria também acabar com a curva da Reta da Penha, também em nome da mobilidade urbana. Essa seria a lógica. Bike A Prefeitura de Vitória está preocupada com saúde da população, estimulando o uso de bicicletas. Para isto está ampliando a malha de ciclovia e promovendo interligação delas. Projeto Social da Criativa ganha livro digital O Contar Histórias, projeto social da Criativa que leva contadores de histórias ao Asilo de Vitória e a hospitais da Região Metropolitana, ganhou um livro que conta de forma poética a história do projeto. O livro fala sobre a inspiração que levou Flavia Rodriguez a idealizar o Contar Histórias e conta a própria experiência de alguns dos seus voluntários. Logo na abertura, um texto da poetisa Eunice Bonelli. O livro tem duas versões. Uma construída em tamanho superdimensionado, que está disponível no Escritório do Publicitário na Casa Cor e a versão digital, que pode ser visualizada na fan page da Criativa no Facebook. Praça do Cauê A Praça Cristóvão Jacques recebeu o apelido de Praça do Cauê porque ao lado funcionava o Clube Cauê, pertencente a então Companhia Vale do Rio Doce, cujas instalações foram adaptadas para a instalação da escola Fernando Duarte Rabelo. Lixo Zero Copiar não ofende. Foi pensando assim que o ilustre vereador Zezito Maio produziu um projeto que se transformado em lei vai punir quem jogar um via pública uma guimba de cigarro ou um embalagem qualquer. Êpa! José Sarney, Fernando Collor de Mello, Luiz Inácio Lula da Silva são vizinhos nordestinos e deu no que deu. Agora aparece o Eduardo Campos, outro nordestino, querendo bicotar a presidência. Prima Donna Vila Velha tem mais um point gastronômico na Praia da Costa: o Prima Donna Trattoria, com especialidade em cozinha italiana. No comando da cozinha do restaurante está o chef argentino, Manuel Marcote, mais conhecido como Manolo. O Cardápio, genuinamente italiano, conta com uma variação equilibrada entre entradas, saladas, cremes, massas, risotos e carnes. O carro chefe são as massas tradicionais da Itália, como o Canelone e o Fettuccine, sempre acompanhados de molhos elaborados pelo chef. O Prima Donna Tratoria está localizada na Rua José Pena Medina, 380, Praia da Costa, ao lado do La Villa. Ainda Cauê Cauê significa "gavião" e é um nome de origem Tupi, sendo provavelmente uma variante do nome Kauã. Era assim que os que os índios Tupi chamavam as aves de rapina da mesma família dos falcões. Existe também a possibilidade do nome estar associado à bebida fermentada (ka´wi) que os índios tomam e ficavam doidões. Ganância O Shopping Day by Day tem duas calçadas. Uma para cada ala de lojas do estabelecimento. Uma delas é ocupada 100% por um restaurante que impede o trânsito de pessoas. As mesas e cadeiras são colocadas estrategicamente com essa finalidade. Mais notícias A Nova Editora – Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda. é proprietária das marcas registradas Jornal Empresários® e www.jornalempresarios.com.br e criou um portal com notícias em tempo real. Agora o internauta pode se informar melhor no www.vitorianews.com.br que pode ser acessado por iPad, iPhone, Mac, PC e outras plataformas sem ter de pagar. Fibria é reconhecida por boas práticas financeiras A Fibria é uma das ganhadoras do XVII Prêmio Anefac-Fipecafi-Serasa Experian. A empresa ficou entre as mais transparentes do Brasil, pela qualidade de suas demonstrações financeiras no exercício de 2012, na categoria “Empresas de capital aberto com receita líquida até R$ 5 bilhões” A companhia também . foi selecionada para o ranking da Institutional Investor Magazine nas categorias “Melhor relacionamento com investidores” “Melhor CEO” “Melhor CFO” e , , “Melhor profissional de relações com investidores” . A pesquisa considerou a opinião de analistas e investidores de todas as regiões, que votaram em 16 setores. A Fibria concorreu no setor de Celulose & Papel América Latina e é a primeira vez que aparece no ranking de todas as categorias Equilibristas Idosos e cadeirantes tem de fazer curso para andar com segurança nas chamadas calçadas cidadãs da Praia do Canto. Ali os proprietários de imóveis e condomínio, por falta de fiscalização da administração passada, construíram as calçadas sem comprometimento com a mobilidade do cidadão. Agora o prefeito Luciano Rezende corre atrás do prejuízo. Na Praia do Canto, as obras estão por conta da Gerência Regional cinco. A calçada da Avenida Saturnino de Brito ao lado dos prédios que ficam em frente à Praça dos Namorados foi refeita. A obra começou no trecho entre as ruas Chapot Presvot e Moacir Avidos – trecho de 180 metros - e seguiu da Moacir Avidos até a entrada da Chácara Von Schilgen - trecho de 130 metros –, continuando até a Avenida Desembargador Santos Neves – trecho de 200 metros. Processo judicial O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) começou a receber parte dos 6 mil monitores de 20 polegadas que serão utilizados na implantação do Processo Judicial Eletrônico no âmbito do Poder Judiciário capixaba. Por enquanto, pelo menos 1,5 mil monitores já chegaram ao Palácio da Justiça para serem distribuídos às unidades judiciárias do estado. Diretor da GM entrega prêmio à CVC A CVC, maior revenda Chevrolet do Estado, recebeu da General Motors, na próxima dia 10, o título “Concessionária A” pela 14ª vez. A entrega foi feita pelo diretor Divisional Norte da GM, José Carlos Macedo, durante evento na CVC Serra. Na ocasião, foram comemorados os 28 anos da concessionária. A empresa conquistou o título por alcançar os indicadores de performance que a GM coloca como objetivo para todas as suas revendas no Brasil. No Espírito Santo, a CVC é a única contemplada em tantas edições da premiação. Norte do Espírito Santo O Banco do Nordeste (BND) tem presença forte no Norte do Espírito Santo, que é incluída como área da Sudene. Este é um dos motivos para instalação de tantas fábricas importantes na região.

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10 SETEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS Banescard mantém a liderança O cartão tem 36 mil afiliados, podendo também ser utilizado em estabelecimentos localizados em outros estados om a maior rede credenciada do Espírito Santo, o Banescard é aceito em diferentes tipos de estabelecimentos comerciais. Restaurantes, supermercados, clínicas, oficinas automotivas, entre outros, compõem os mais de 36 mil afiliados. É possível utilizar o cartão bandeira própria do Banestes in- C clusive fora do Espírito Santo, em lojas como Casas Bahia, Centauro, Drogasil, Saraiva e Habib’s. Entre os mais novos credenciados ao cartão bandeira própria do Banestes está o Centro de Reparação Automotiva Beira Mar. Há 40 anos no mercado, a empresa possui duas unidades: a Oficina Ebenezer, que presta serviços de mecânica, e o Centro de Reparação Automotiva Beira Mar, que oferece os serviços de lanternagem, pintura e capotaria. Os clientes ainda contam com serviços adicionais, como guincho 24 horas e lavagem de veículos. Ricardo Barbosa, proprietário do Centro de Reparação Automotiva Beira Mar, contou que fez a opção pelo Banescard devido à grande demanda de seus clientes, que, segundo ele, querem acumular pontos do programa fidelidade e pagar contas de água, além do IPTU e IPVA. “Credenciamos pelo grande volume de clientes que o cartão possui e também porque queríamos fazer parte desse projeto do Banestes. O Banescard é algo genuí- no, é nosso e temos que valorizar o que é da terra” frisou. , O setor automotivo, aliás, tem grande representatividade entre os afiliados ao cartão. Os clientes podem contar com mais de 1,2 mil estabelecimentos entre oficinas, borracharias, lojas de pneus, e revendas de carros para usar seu Banescard. ■ JANE MARY DE ABREU Ame agora! Perdoe agora! ocê, que está aí na roda alucinante da vida, pulando de um compromisso para outro, me responda uma coisa: você tem certeza que estará vivo amanhã para desfrutar de tudo o que está transferindo agora para viver no futuro?Tem certeza que estará respirando livremente como agora? Tem certeza que terá por perto as pessoas com as quais você tem um enorme débito afetivo? Falo daquelas pessoas que estão sempre esperando uma folga na sua agenda para que você possa oferecer a elas um pouco da sua atenção… ou quem sabe recebêlas em seus braços, sem pressa, sem outro compromisso mais importante. Você tem certeza que amanhã você terá a oportunidade que está tendo agora para fazer exatamente aquilo que lhe aconselha o coração? Quantos segundos, minutos, dias, meses e anos você acha que ainda pode desperdiçar com a vida previsível que vem levando? Há quanto tempo você vem fazendo unicamente aquilo que as pessoas esperam de você? Quantas vezes, durante toda a sua existência, você deu um basta nas expectativas alheias e teve coragem para ouvir o seu coração? Você tem V certeza que está no casamento que desejou? Tem certeza que está no emprego que atende aos anseios da sua alma? Você tem certeza que está dando às pessoas aquilo que existe de melhor dentro de você? Está vivendo ou parecendo viver? Está feliz ou parecendo ser feliz? Quem é você? Já se fez esta pergunta?O que veio fazer neste planeta? O que espera alcançar após ter acumulado tantas coisas materiais? Como pretende transportar as suas “riquezas” após a sua passagem para outras dimensões da vida? O que fará com os títulos e as condecorações que conquistou na Terra? Será por que agora, no entardecer da vida, você está sentindo um estranho medo da morte? Por que o fim, que lhe parece iminente, está atormentando a sua vida e também das pessoas ao seu redor? O que há de estranho com o mundo que você vê? Por que será que você se deixou escravizar tanto? Escravizado pelas expectativas alheias, escravizado pelo querer do outro, escravizado por uma vida miserável baseada na aquisição, na compra, na barganha… Escravizado pelo ego, que faz você prisioneiro de ilusões que se sucedem dia após dia… ilusões que fazem você se esquecer com- pletamente da sua origem divina, das suas infinitas possibilidades. Sabe de onde vem o medo da morte? Da constatação de que você não viveu e já está indo embora… Isso deve ser realmente desesperador… Você não realizou os anseios de sua alma, andou muito pouco no sentido da sua evolução espiritual e já está partindo… Você sacrificou o hoje com a expectativa de que no futuro tudo seria diferente, o vazio seria preenchido e a felicidade finalmente chegaria para a sua vida, mas isso não aconteceu… O que deu errado? A escolha que você fez jamais poderia lhe dar a felicidade que a sua alma reivindica. Quando a gente escolhe ser do mundo, automaticamente se afasta da Divindade que nos criou. Quando a gente aceita os conselhos do ego, opta por viver na matéria, no efêmero, se contentando com as migalhas do prazer material, o miserável mundo das aparências... Mas a boa notícia é que você pode mudar a sua vida em um único instante… o instante santo! É tempo mais do que suficiente para você reconhecer que fez a opção errada, que andou ouvindo quem não deveria ouvir… a sua única tarefa agora é se entregar de corpo e alma à sua verdadeira identidade de filho amado de Deus, a quem são concedidas todas as dádivas do Céu. Dor, sofrimento, angústia, medo, depressão, pecado, culpa, poder, ambição, dúvida… tudo isso pertence ao arsenal bélico do ego. Libertando-se de todo esse lixo mental e emocional, você estará retornando ao que sempre foi: um ser absolutamente sagrado! Um ser ilimitado, feito à imagem e semelhança de um Deus perfeito! Você ainda é perfeito como Deus te criou! Esta é a sua única realidade! “Eu ainda sou perfeito como Deus me criou.” Repita este mantra para você mesmo sempre que o ego tentar te seduzir. Não permita que nada e ninguém reduza você, que tente transformá-lo num pecador ou num culpado… Isso é o que o poder religioso vem tentando incutir na mente das pessoas há séculos e por isso a humanidade caminha encolhida, achando-se incompleta… absurdamente todos se comportam como mendigos sendo filhos do dono do mundo. A abundância é o desejo do Universo para todos os seus filhos, sem qualquer distinção. Comece a viver agora mesmo a plenitude da vida que foi planeja- da para você pelo Pai. Ame agora! Perdoe agora! A vida é esse perfume que acontece aqui e agora! Esqueça o passado, esqueça o futuro, sua realidade é o presente! Tenha coragem para mergulhar para dentro de você... cancele todas as compras e todas as viagens que programou, pare de se contentar com tão pouco, seja mais esperto do que tem sido... o que você está procurando é você mesmo! O que pode satisfazer a sua alma não pode ser comprado nem visto, mas apenas sentido... Silencie então a mente e faça a descoberta mais espetacular da sua vida: você já é a felicidade que está procurando! Você é um ser luminoso, feito à imagem e semelhança do Criador da vida! Renda-se ao óbvio, honre a sua origem divina! Almeje a felicidade plena que você tem direito por herança divina. Ainda dá tempo de ser feliz, sabia? ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, consultora de marketing político e empresarial e palestrante motivacional, com foco no endomarketing, descompressão de ambientes e espiritualidade no trabalho. janemaryconsultoria@gmail.com

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12 SETEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS Agronegócio vale R$ 23 bilhões Nos cálculos da Secretaria da Agricultura a participação do agronegócio na formação do PIB do ES é maior do que a média no Brasil LEO JR. U m dos setores mais promissores no Espírito Santo, o agronegócio movimentou no ano passado R$ 23 bilhões da produção ao consumo, valor que equivale a 30% do PIB do Espírito Santo. Já o valor bruto da produção agropecuária, que representa o faturamento da agricultura, foi de R$ 6,4 bilhões em 2011 e no ano passado cresceu para R$ 7,4 bilhões. “Só nos últimos cinco anos, o valor bruto da produção agropecuária cresceu mais de 40%, uma dinâmica que não se vê em outro setor” destacou o secretário de Es, tado da Agricultura, Enio Bergoli. Bergoli explicou que o termo agronegócio é um conceito mais amplo, que envolve além da produção rural, que ocorre dentro das propriedades, outros elos, como os insumos, pois não é possível produzir grãos e carnes se não houver insumos, sementes e fertilizantes. O outro elo é o da agro industrialização, com utilização de matérias primas da agropecuária, e o quarto elo, distribuição e logística. “Nosso Estado tem uma característica muito relevante. A participação do agronegócio na formação do PIB do ES é maior do que a média no Brasil. Enquanto no Brasil fica entre 21 e 22% do PIB, aqui no ES é 30%” afir, mou Bergoli. Ainda tendo como principal produto produzido o café, dos tipos conilon e arábica, presente em 80% dos municípios capixabas, o Estado também desponta em outras cadeias produtivas, como mamão, pimenta do reino, pimenta rosa, seringueira, cacau e outras frutas. Além disso, existe ainda importante indústria de celulose, moveleira e também de produção de sucos e polpas de fruta. No Estado, são produzidos ainda 1,3 milhão de Bergoli diz que o agronegócio contribui em 30% para a formação do PIB do ES litros de leite por dia. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo, Júlio da Silva Rocha Jr., disse que o agronegócio é responsável por empregar 317 mil pessoas no Estado, o que representa 20% da população capixaba. “Só no café são 131 mil famílias na produção e entre empregos indiretos chega a 400 mil. A pecuária leiteira é responsável por 30 mil empregos diretos e 25 mil indiretos em 17 mil proprie- dades rurais” detalhou. , Dados do Instituto Jones dos Santos Neves apontam que no ano passado as exportações do agronegócio no Espírito Santo chegaram a US$ 1.984.961.117,00. De janeiro a julho deste ano, as exportações atingiram US$ 1.013.204.320,00. Nos dois períodos, a principal exportação foi de celulose, seguida de café em grãos e café solúvel. “O Espírito Santo é um pequeno gigante do agronegócio nacional. Porque nós temos aqui no Estado apenas 0,5% da área geográfica do país, e nesse pequeno tamanho somos importantes para o Brasil em várias cadeias produtivas. São mais de 100 atividades da agricultura e pecuária conduzidas comercialmente pelos produtores capixabas. Nossos produtos chegam a mais de 100 países” disse Bergoli. , Características das regiões do Estado Os principais produtos exportados pelo Espírito Santo são celulose, café, pimenta do reino, carne bovina, mamão papaia, açúcar, noz macadâmia, peixes ornamentais entre outros. Toda essa diversidade tem um motivo: as características naturais das regiões do estado favorecem o cultivo de determinados produtos em cada região. O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, explicou que a regionalização é um dos motivos para o Estado ter tanta expressão e diversidade na exploração de diversas culturas. “Temos no Espírito Santo a melhor síntese do quadro natural do País. Nesse estado tão pequeno, temos regiões quentes, como o litoral; regiões frias de montanhas, com temperatura que no inverno chega a 2 graus com geada; temos também regiões planas como o litoral norte, com agricultura empresarial de alta dinâmica e também regiões onde há muita chuva, como na Amazônia” detalhou Bergoli. , No litoral norte, de clima quente e topografia plana, concentramse as produções de mamão, maracujá, café conilon de alta tecnologia, goiaba, pimenta do reino, macadâmia e sendo introduzidos agora o abacaxi e a seringueira. Nessa região é onde estão as principais áreas de agricultura empresarial e áreas industriais do Espírito Santo, como indústria de celulose, sucos, café, polpa de fruta e embalagens de condimentos. Outro quadrante de produção é a região noroeste do Estado, mais marcada pela cafeicultura de conilon, com presença da pecuária leiteira e algumas iniciativas de seringueira e frutas, entre elas, a manga. Já na região serrana e no Caparaó, onde há mais exploração do agro turismo, o destaque fica por conta da produção do café arábica de alta qualidade, típico de regiões mais frias e também de frutas de clima temperado. O litoral sul é uma região marcada pela cafeicultura do conilon e também pelo cultivo de banana, seringueira, acerola, abacaxi e cana. Também tem presença importante da região a pecuária do leite e a pesca oceânica. “Uma das características dos produtores do Estado é que eles estão produzindo cada vez mais, sem aumentar a área. Os produtores estão protegendo, recuperando áreas de preservação permanente, como margens de rios e córregos. A área de pastagem no Espírito Santo diminuiu nos últimos 10 anos de 1 milhão para 500 mil hectares e a produção de leite e carne bovina ampliou em 50%. Esse é um dos melhores exemplos e mostra o papel da tecnologia e do apoio do governo do Estado, por meio de programas” , destacou. ■

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13 ANOS VITÓRIA/ES ANTÔNIO MOREIRA SETEMBRO DE 2013 NÚMEROS 13 Números da produção do Espírito Santo ■ CAFÉ: A produção de café chega a 10,2 Para produzir alimentos, o maior desafio do Estado é armazenar água. O balanço hídrico é negativo em 68% do território Agricultura familiar já está em 80% das propriedades O Espírito Santo tem mais de 80% das suas propriedades rurais com gestão familiar, em pequenas dimensões de terras e com quase toda produção sendo conduzida por membros da família, segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli. “Esse é um público que carece de maior intervenção pública e por isso elaboramos um programa de formalização e apoio às agroindústrias. Com pequenas adequações, vamos permitir que os produtos possam ser comercializados em todo o território nacional” disse. , Para isso, o Estado lançou o programa Vida do Campo, específico para agricultura familiar. São 13 projetos com associações, ligados à assistência técnica, regularização fundiária, infraestrutura produtiva e recursos para investimento na infraestrutura. De acordo com o secretário, o Estado vai destinar R$ 2,2 bilhões para financiar a agricultura, a juros baixos, de 1 a 3,5% ao ano, fixos, abaixo da inflação anual. O Espírito Santo também conta com pelo menos 1.300 micro e pequenas agroindústrias rurais de produtos típicos, como queijos, iogurtes, linguiça e que são muito atreladas ao agro turismo. Bergoli destacou que o governo do Estado está elaborando um projeto que vai auxiliar essas agroindústrias a entrarem na formalidade, para terem uma inscrição estadual e poderem comercializar com segurança os alimentos de origem vegetal e animal em todo o Estado. DESAFIOS - Para o secretário de Agricultura, o Estado precisa enfrentar alguns desafios para crescer ainda mais. O primeiro deles é a água, porque as plantas só conseguem se desenvolver e crescer pegando nutrientes do solo quando ele está úmido. Bergoli explicou que em 68% do território do estado o balanço hídrico é negativo, então um dos desafios é armazenar água. O Estado também vai construir mais de 60 barragens para auxiliar na produção. Ele destacou que outro desafio é a distribuição da produção e a logística. “É preciso resolver o problema das rodovias federais e ter investimentos em portos e também na questão aeroportuária. Muita produção do Espírito Santo acaba saindo por outros estados” explicou. , Nos últimos anos foram feitos investimentos para melhorar a distribuição dentro do território capixaba. “O Estado está trabalhando para possibilitar melhor distribuição da produção. Por isso, através do programa Caminhos do Campo, vamos chegar a mil quilômetros e mais de 130 trechos pavimentados de estradas rurais que vão até as sedes dos municípios.” ■ milhões de sacas por ano nas duas variedades, arábica e conilon. O Espírito Santo contribui com 26% da produção nacional. De área plantada para produção do café são 470 mil hectares, sendo 180 mil destinados ao arábica e 290 ao tipo conilon. O Estado tem 40 mil produtores de café conilon e 20 mil de arábica. De toda a produção vendida, cerca de R$ 2 bilhões é o lucro dos produtores. ■ PECUÁRIA: O rebanho bovino no Estado tem 2,2 bilhões de cabeças de gado e desse total, 390 mil são de pecuária de leite. Atualmente, são produzidos 450 milhões de litros de leite por ano, sendo 1,3 milhão de litros por dia. A pecuária leiteira é responsável por 30 mil empregos diretos e 25 mil indiretos, em 17 mil propriedades. Já a pecuária de corte tem 11 mil produtores. ■ OVOS E FRANGO: Santa Maria de Jetibá concentra 90% da produção de ovos do Espírito Santo, sendo o segundo maior produtor do País. São 8 milhões de aves de postura, distribuídas por 184 produtores, resultando em 7 milhões de ovos por dia. O Estado conta com 48 produtores, com 9 a 10 milhões de aves para corte. São vendidos 200 mil frangos por dia. ■ MAMÃO: O Estado é o maior exportador de mamão do País, sendo 550 mil toneladas por ano, e o segundo produtor nacional da fruta, e uma das principais variedades é o formosa. A produtividade é de 80 toneladas por hectare, em 11 municípios da região norte do Estado e gerando 20 mil empregos. Linhares se destaca com 70% das vendas para o exterior. ■ NOVIDADES EM TECNOLOGIA: - O Estado está lançando três novas variedades clonais de café conilon, com características que o mercado requer de aroma e sabor. - Também será recomendada mais uma variedade de banana para as regiões produtoras, a banana-maçã, bem aceita no mercado, mas ainda pouco produzida. Fontes: Enio Bergoli, secretário de Estado da Agricultura e Júlio da Silva Rocha Jr, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo.

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14 SETEMBRO DE 2013 VITÓRIA/ES 13 ANOS Só vale o que está escrito Um simples pedaço de papel dá a certeza do recebimento da aposta premiada, gerando credibilidade junto aos apostadores esde que o barão de Drummond criou uma loteria zoológica, no Rio de Janeiro, em 1892, muita água, muito sangue e muito folclore já passou por debaixo da ponte. Logo a cultura popular denominou a nova atração por jogo do bicho, como o sorteio dos números associados a 25 nomes de animais é conhecida até hoje. Aliás, o Guia dos Sonhos, publicado num blog ligado ao assunto, garante que sonhar com ponte pode significar melhoras financeiras ou um problema a ser resolvido em breve, mas só se a ponte que aparecer no sonho estiver sendo construída; se a ponte estiver caindo, seria sinônimo de intrigas e inveja. Em qualquer dos casos, a tradição manda jogar na cobra. Entronizado na vida do brasileiro de todas as classes sociais, e quase tanto quanto o cafezinho, o futebol ou as rodas de samba, o jogo do bicho é tipificado como contravenção penal e sujeita seus promotores e apostadores às penas da lei. E é justamente na área do samba que o bicho tem encontrado terreno fértil para sua expansão e mesmo sua glamourização. Já é lendária a figura do bicheiro, geralmente pessoa de poucos recursos que trabalha para o “banqueiro” o dono do jogo, anotando, num papelzinho chamado pule o número jogado pelo apostador. A pule, ou lista, é o comprovante que fica com o jogador. É figura também conhecida como escritor ou corretor zoológico. Foi também no Rio de Janeiro que o jogo do bicho começou a D mostrar sua face sorridente, quando lendárias figuras como Castor de Andrade, ligado à escola de samba Unidos de Padre Miguel, e Aniz Abraão David, o Anísio, começaram a aparecer em colunas sociais ao lado de autoridades, o que causou grande cla- mor popular, nos anos 70. E foi ali também que a violência ligada ao jogo mostrou sua face mais carrancuda, com famosos casos de assas- sinatos de pessoas ligadas ao bicho e ao samba. Hoje, a atividade perdeu muito de seu romantismo e se vê acusada de envolvimento com videopôquer, tráfico de drogas e associação com milícias. No Espírito Santo, como de resto em todo o Brasil, o jogo também já fez história de violência, com destaque para os assassinatos do banqueiro Goiaba, nos anos 80, em Jardim da Penha, e do contraventor Jonathas Bulamarques, assassinado em Itaparica, Vila Velha, cinco meses depois de ter escapado, mutilado, de um atentado a bomba, quando seu carro explodiu, no centro de Vitória. Por esse crime, o exdelegado de polícia Cláudio Guerra acabaria indiciado e condenado. José Carlos Gratz também já teve ligações com o jogo do bicho no Estado, mas há mais de 22 anos deixou a atividade. Num bar situado numa esquina de um bairro de classe média, em Vitória, Orlandino (nome fictício) “escreve” bicho há mais de 10 anos, conforme diz. “Desde que me aposentei. É um bico, ajuda no leitinho dos barrigudinhos” . Orlandino afirma que nunca foi incomodado pela polícia, garante, porque o lugar é de gente tranquila e ordeira. “Até autoridades vêm aqui fazer sua fezinha, regularmente” garante, mas diz , que o sigilo é um dos requisitos do negócio. “Nome, nem pensar. É o bicho. Respeito é bom e conserva os dentes, se é que o distinto está me entendendo” garante, já encur, tando a conversa. Além das bancas, localizadas em pontos estratégicos dos bairros, o jogo do bicho pode também ser feito em muitas bancas de jornais das cidade. Sonhar com rei dá leão Corre o ano de 1976. A ditadura militar brasileira (1964-1985) começa a sentir a pressão internacional e interna pelo retorno ao estado de direito. Logo no início do ano, o Carnaval irá produzir dois ícones incontestáveis: o Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, recémchegada ao primeiro grupo, e o carnavalesco Joãosinho Trinta. O Carnaval de 1976 vai marcar a estréia do luxo na avenida e sacudir o Brasil com o samba-enredo “Sonhar com rei dá Leão” que , apresentará também ao público o seu autor, Neguinho da BeijaFlor, que ainda assina Neguinho do Vale. A letra do samba vai fazer gente que nunca fez uma fezinha se interessar pelo jogo. SORTE GRANDE - Outra demonstração de o quanto o jogo do bicho encontra empatia com o brasileiro é uma parceria de Chico Anísio e João Nogueira, o samba “Nicanor Belas Artes” centrado , na figura do bicheiro da esquina da zona boêmia do Mangue, no centro do Rio. A letra lembra o hábito de os bicheiros engolirem as pules, para fugir dos flagrantes policiais, e sugere que o próprio “escritor zoológico” tenha tirado a sorte grande.

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13 ANOS VITÓRIA/ES SETEMBRO DE 2013 15 BRUNO DE MENEZES SERVIÇO Músicas ❯Sonhar ❯Autor: Neguinho com rei dá leão do Vale Mesmo sendo uma contravenção, o jogo é feito livremente Sonhar com anjo é borboleta. Sem contemplação/ Sonhar com rei dá leão/Mas nesta festa/de real valor, não erre não/O palpite certo é Beija-flor (Beija-flor)/ Cantando e lembrando em cores/Meu Rio querido, dos jogos de flores/Quando o Barão de Drummond criou/Um jardim repleto de animais/Então lançou/Um sorteio popular/E para ganhar/Vinte mil réis com dez tostões/O povo começou a imaginar/Buscando no belo reino dos sonhos/ Inspiração para um dia acertar/Sonhar com filharada é o coelhinho/Com gente teimosa, na cabeça dá burrinho/E com rapaz todo enfeitado O resultado pessoal/É pavão ou é veado/Desta brincadeira/ Quem tomou conta em Madureira/Foi Natal, o bom Natal/Consagrando sua Escola/Na tradição do Carnaval Sua alma hoje é águia branca/Envolta no azul de um véu/Saudado pela majestade, o samba/E sua brejeira corte/Que lhe vê no céu. ❯Nicanor Deu avestruz na cabeça O bicho sorteado na primeira extração do jogo foi o avestruz. Seu criador, João Batista Viana Drummond, o barão de Drummond, era oficial da Imperial Ordem da Rosa e recebeu o título de barão em 1888. Foi administrador da Estrada de Ferro Dom Pedro II, criou o bairro de Vila Isabel, foi diretor da Companhia de Ferro-Carril de Vila Isabel e fundou o Jardim Zoológico na encosta da Serra do Engenho Novo. O advento da república, proclamada em 1889, fez o barão perder as subvenções destinadas ao zoológico, o que o fez passar por dificuldades financeiras. Foi assim que o barão organizou, em 1892, um passeio à empresa do Jardim Zoológico. O Jornal do Brasil, em sua edição de 4 de julho de 1892, registrou: “(...) Como meio de estabelecer a concorrência pública, tornando freqüentado e conhecido aquele estabelecimento que faz honra ao seu fundador, a empresa organizou um prêmio diário que consiste em tirar à sorte dentre 25 animais do Jardim Zoológico o nome de um, que será encerrado em uma caixa de madeira às 7 horas da manhã e aberto às 5 da tarde, para ser exposto ao público. Cada portador de entrada com bilhete que tiver o animal figurado tem o prêmio de 20$. Realizou-se ontem o 1º sorteio, recaindo o prêmio no Avestruz, que deu uma recheiada poule de 460$000 (...)” . A imprensa “comprou” a novidade e a noticiava normalmente: “Jardim Zoológico - Venceu ontem o cavalo. Pagou-se de prêmios 740$. Amanhã (domingo) das 3 horas da tarde em diante haverá bondes diretos. Divertimentos diversos.” (O Tempo, 16 de julho de 1892) “O marechal Floriano Peixoto visitará brevemente o Jardim Zoológico.” (Gazeta da Tarde, 8 de julho de 1892). Mas logo se percebeu a astúcia por detrás da aparente intenção beneficente do barão de Drummond, conforme denunciava matéria produzida ainda no mesmo mês de julho de 1892. Veja um trecho: “Ao Dr. 2º delegado dirigiu ontem o Dr. Chefe de Polícia o seguinte ofício: (...)Como semelhante divertimento não pode por mais tempo ser tolerado, e conquanto maior fundamento quanto é certo que muitas queixas me têm sido dirigidas pelas pessoas lesadas, assim intimarei ao diretor do Jardim Zoológico para que suspenda imediatamente a continuação do aludido jogo, sob pena de ser processado na conformidade dos arts. 369 e 370 do código penal.” (O Tempo, 23 de julho de 1892) O PALPITE PELOS SONHOS ❯ SIGNIFICADOS: ❯ ADULTÉRIO: cometê-lo, lucros (Grupo 3 Belas Artes ❯Autores: Chico Anísio e João Nogueira “Comendo lista na esquina do pecado/o Nicanor era reserva de bicheiro/Crioulo bom, se dava bem com a curriola/e lá na escola dava bola num pandeiro/Mas de repente o Nicanor saiu em frente/desceu o morro, botou banca de bacana/O delegado do distrito anda cabreiro/porque o Nicanor bicheiro nunca mais entrou em cana/Ele que tinha um dente só/agora está de dentadura/Não é mais garfo de doceiro/agora é boca de fartura/E pra mostrar a toda gente/que tem dente na fachada/até quando vê desastre o Nicanor cai na risada”. ■ e 17); dezena 12 e 68; centena 411 e 367; milhar 8410 e 4766. ❯ CASAMENTO: separação (G 15 e 19); D 58 e 75; C 058 e 475; M 5028 e 9475. ❯ DÍVIDA: (negá-las) viagem próxima (G 14 e 17); D 55 e 67; C 455 e 667; M 4455 e 8667. ❯ DINHEIRO: sorte no jogo (G 20 e 24); D 78 e 96; C 178 e 796; M 4416 e 6563. ❯ SOGRA: encrenca em breve (G 13 e 21); D 52 e 84; C 152 e 548; M 2152 e 7584.

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