Figuras & Negócios #140

 

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a carta do editor de cabeça levantada para se eliminar o conceito há muito enraizado de que naquela província não se fazia outra coisa senão adormecer apenas no garimpo dos diamantes no dominio agro-pecuário por exemplo já se colhe o fruto dos investimentos realizados pelo governo fazendas agricolas começaram a produzir produtos agro-alimentares não só para o abastecimento da província mas para outros pontos do país em página aberta kamalata numa da unita declara a sua vontade de concorrer à liderança do partido do galo negro dirigido por isaías samakuva mas numa análise a situação política do pais numa que já foi secretario geral da unita hoje deputado no parlamento demonstra-se insatisfeito e preocupado com o actual estado da nossa democracia para ele é preciso impedir uma certa crioulização que se verifica acusando para isso a cumplicidade do actual partido no poder preocupante no cenário internacional é a situação no egipto onde se registou um verdadeiro banho de sangue com os militares no poder a encetarem perseguição impiedosa contra os militantes da irmandade muçulmana força política que até muito bem pouco tempo governava o país ao vencer a seleção do egipto por 57-40 na final do campeonato africano de basquetebol em seniores angola conquistou o titulo que havia perdido ha dois anos com essa conquista angola tornou-se na selecção mais medalhada do continente com onze titulos ganhou o direito de uma vez mais representar africa no mundial da modalidade no próximo ano o basquetebol é uma das modalidades desportivas mais medalhadas do país o que justifica o investimento que há muito é feito pelas autoridades governamentais uma iniciativa que deve continuar para que angola continue a ser líder em africa e a fazer boa imagem em competições mundiais a nação vibrou com essa vitória em abidjan costa do marfim tendo se organizado claques que se deslocaram àquele país para apoiar os jovens basquetebolistas eles foram alvo de uma calorosa recepção popular no seu regresso ao país este será um assunto que abordaremos com mais detalhe em próxima edição entretanto o país prepara-se para receber no final de setembro o campeonato mundial de hóquei em patins cujos jogos se realizarão nas cidades de luanda e namibe que para o efeito têm pavilhões construídos de raiz o time de angola tem estado em preparação quer no exterior do país como no interior adivinhando-se que possa fazer uma classificação que o coloque entre as dez melhores selecções do mundo boa leitura morte por doença do jornalista joão serra foi uma das notas negras nesse mês de agosto português de nascimento joão serra muito pequeno veio para angola e mais tarde como jornalista trabalhou em diferentes órgãos de comunicação assumindo-se como um cronista referencial e um observador atento das questões de ordem social figuras&negocios teve o privilegio de durante anos beneficiar da colaboração desse experiente jornalista que uma paragem cardíaca fulminante o levou deste mundo num momento em que na provincia de benguela se preparava para continuar a emprestar a sua contribuição ao jornalismo angolano mormente no ressurgimento da imprensa regional joão serra já não colaborava na revista mas fica a gratidão e o reconhecimento pela contribuição prestada ao nosso projecto editorial pelo que nesta hora de dizer adeus apresentamos as mais sentidas condolências a sua família paz a sua alma na provincia da lunda norte f&n permaneceu durante 18 dias e radiografou o que se faz em torno da reconstrução alí esta bem evidente o canteiro de obras em que se transformou angola notando-se à olhos vistos a construção de novas estradas,escolas,hospitais e outras infraestruturas que permitem afirmar que o progresso está 4 figuras&negócios nº 140 agosto 2013

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capital humano · desenvolvimento sustentável · inovação tecnológica · desenvolvimento económico a nossa relação com angola é cada vez mais profunda figuras&negócios nº 140 agosto 2013 5

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7 editorial marcas de desenvolvimento 10 pÁgina aberta estou preocupado com a crioulizaÇÃo em angola 16 leitores transformar dos santos num deus deve ser pecado 19 ponto de ordem diÁlogo com a juventude 20 sociedade «funcionÁrio chiclete» 28 cultura valorizar a qualidade musical 33 mundo real o nosso direito de saber o que se passa no parlamento 34 figuras de cÁ 74 econÓmia negÓcios a europa estÁ a acordar 79 em directo crÓnica em nova iorque 96 vida social o noivado de berta 100 figuras de lÁ 104 recado social fama e dinheiro o resto que se lixe capa bruno senna os diamantes poderÃo brilhar para todos dossier 40 80 desporto angola sonhou e esperou 39 anos para o mundial de hÓquei 6 figuras&negócios nº 140 agosto 2013

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mundo 84 concertaÇÃo nacional envenenada pela guerra e divisÕes polÍticas 94 moda e beleza estilista hel salvador em grande publicação mensal de economia negócios e sociedade ano 13 n º 140 agosto ­ 2013 n º de registo 13/b/97 director geral victor aleixo redacção carlos miranda paulo araújo sebastião félix venceslau mateus suzana mendes júlia mbumba e norberto costa fotografia nsimba george e adão tenda colaboradores juliana evangelista crisa santos rita simões joão barbosa manuel muanza e shift digital portugal wallace nunes brasil design e paginação humberto zage e sebastião miguel publicidade paulo medina chefe nádia coelho teresa brito portugal secretariado e assinaturas katila garcia revisão baptista neto distribuição e assinaturas portugal logista portugal distribuição de publicações s a Área industrial do passil lote 1 a palhavã 2894-002 alcochete londres diogo júnior e16-1ld tel 00447944096312 tlm 07752619551 email todiogojr@hotmail.com brasil wallace nunes móvel 55 11 9522-1373 e-mail nunewallace@gmail.com produção gráfica cor acabada lda tiragem 10.000 exemplares direcção e redacção edifício mutamba-luanda 2º andar porta s tel 222 397 185 222 335 866 fax 222 393 020 caixa postal 6375 e-mails figurasnegocios@hotmail.com artimagem@snet.co.ao site www figurasenegocios.com figuras&negócios nº 140 agosto 2013 7

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marcas de desenvolvimento editorial a presente edição é dedicada essencialmente à lunda norte alí se desenvolve um grande trabalho de reconstrução para o desenvolvimento de uma província com potencialidades no seu subsolo e que durante muitos anos apenas se centrou as atenções para a exploração dos diamantes de que é muito rica separada nos primeiros anos da independência nacional da outra lunda a sul,ambas deram lugar a duas províncias sendo que a lunda norte onde se concentrava a então diamang que se dedicava exclusivamente à exploração de diamantes não herdou estruturas dignas de uma província para além das da empresa diamantífera planificou-se a construção de uma nova cidade capital da província mas isso não passou de um sonho sendo real isto sim que na esteira dessa intenção o governo gastou milhares de dólares sem que até ao momento que se saiba se tivesse pedido responsabilidades para essa acção negligente e criminosa trinta e oito anos após a proclamação da independência nacional pouco mais de doze dos quais com o país pacificado a lunda norte começa a se erguer como província tapando um passado de promessas e poucas realizações do aeroporto provincial ao palácio do governador passando por novas escolas e hospitais empreendimentos agrícolas tudo se construiu de raiz no sector habitacional uma centralidade com mais de cinco mil apartamentos foi erguida na capital da província dundo prevendo-se que nos próximos meses ela possa receber os primeiros moradores como iniciativa para acudir a crise habitacional alí sentida numa província que viu muitos dos seus quadros abalarem para outros pontos do país porque alí não existia o ensino superior a centralidade de dundo pode constituir um bom argumento na política de se apelar ao regres so dos quadros à província e de moralizar os residentes hoje já beneficiários de possibilidades locais para a sua formação superior especialmente a juventude com moradias condignas por isso mesmo motivados a se engajarem nas tarefas da reconstrução da província e do país aliás lunda norte se desenvolve a olhos vistos mas este processo só poderá ter continuidade se existir uma aposta no homem investindo-se na sua formação e na satisfação das suas necessidades materiais deve contar para isso a habilidade governamental na aplicação de medidas que possam levar à criação de um ambiente solidário para que toda sociedade se sinta motivada em dar o seu contributo na reconstrução de uma parcela do país que durante muito tempo foi vista apenas como zona de exploração de diamantes e não se apostou em outros sectores ricos e determinantes como é a agricultura que hoje se assanha com passos ousados vale dizer que esse desenvolvimento da lunda norte fez aguçar outros apetites que não se enquadram no nosso reordenamento jurídico por isso mesmo condenáveis mas chama a atenção para a necessidade de nunca se perder de vista a especificidade da província que obriga a trabalho aturado e persistente para se eliminar praticas divisionistas que podem comprometer as marcas do desenvolvimento hoje patenteado todos os habitantes são poucos por isso mesmo insuficientes para responderem às exigências de manutenção das estruturas erguidas e pensar-se no cumprimento de outras metas mais ambiciosas para o solavanco da província isso só acontece com um ambiente salutar que motive os quadros locais e abra portas para receber com tranquilidade outros capazes de emprestarem sem complexos o seu esforço e o seu saber como angolanos este é no fundo um grande desafio para se vencer na lunda norte figuras&negócios nº 140 agosto 2013 9

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pÁgina aberta abílio kamalata numa assume-se como um presidenciável da unita não apoia a continuidade de isaías samakuva que está há mais de dez anos no poder rejeita a permanência vitalícia nas presidências dos partidos políticos ele defende uma agenda política abrangente para se discutir os problemas de interesse nacional e entende que se apadrinha uma crioulização em angola que não é saudável para o nosso processo político contundente em relação ao mpla e ao presidente josé eduardo dos santos numa diz ser falso o argumento de ter abandonado as forças armadas por complexo de ser mandado por um mestiço no caso o general joão de matos diz não ser racista e critica o deficit de democratização da sociedade numa entrevista onde não deixou de colocar em causa o título de barão da unita que jorge valentim ostenta f 12 figuras&negócios nº 140 agosto 2013 iguras&negócios f&n o senhor considera-se um presidenciável no seio da unita kamalata numa kn acho que quando se chega a esta fase não podemos dizer que não como eu há outros da minha idade política como também outros mais novos que vêm a seguir a nós que se acharem que têm de dar uma outra postura e alavancarem a unita para se guindar a latitude do seu papel acho que são presidenciáveis muitos f&n disseram que você tem violado a regra da disciplina partidária que a unita tem para conseguir atingir os seus objecti estou pre com a cri abílio kamalata numa

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pÁgina aberta vos É verdade kn não se estiver um pouco atento à nossa política doméstica sabe que todas as declarações que foram feitas à comunicação social não partiram de mim partiram de outras fontes eu distribuí dois documentos ao partido e alguns companheiros que tiveram acesso a eles distribuíram à comunicação social e outra vez foi só a confirmação que foi feita pelo comité permanente com a deliberação tomada por este órgão em relação à petição que eu tinha feito ao conselho nacional de jurisdição eu sou dos militantes do partido que acha que as coisas têm de ser discutidas dentro mas também sou daqueles que acha que os partidos políticos não são organizações secretas são instituições que se colocam ao serviço do povo por isso o povo deve conhecer essas organizações e os seus debates salvo estratégias e programas de acção que cada um de nós tenta esconder um do outro tudo o resto os partidos têm de estar abertos à sociedade para ela perceber quem são os seus líderes nesses partidos f&n acha que não há essa abertura no seio da unita kn olhe esse défice não é só da unita,mas o nosso partido precisa de fazer mais um bocadinho de esforço.porque é a unita que lidera a agenda da democratização de angola f&n com certeza kn acho que sim porque antes disso não se falava na democratização de angola esta agenda vem precisamente a partir dos anos 90 com a assinatura dos acordos de bicesse e a unita já vem desde 1974/75 inclusivamente recorda-se que quando o mpla estava a implantar aqui a república popular de angola a unita e a fnla no huambo estavam a falar em república democrática de angola f&n naquela altura não havia disciplina democrática nesses dois partidos kn É um aprendizado constante que a unita tem de aceitar este processo os partidos políticos todos têm de aceitar que isto é um processo e à medida que formos dominando melhor os meandros da democracia no mundo em África em ficidades como uma sociedade que está a fazer uma transição de um momento de sociedades feudais de sociedades rurais para uma sociedade industrializada e este processo tem de ser encarado de forma diferente nós ainda temos as tribos os grupos rácicos as religiões ainda a fazerem um papel importante na política do país por isso mesmo temos de ter um aprendizado diferente dos outros f&n temos de convir que não existem democracias como produtos acabados kn absolutamente e é por isso mesmo que o regime democrático ainda é o melhor porque dá-nos essa latitude de podermos explorar caminhos lá onde errarmos corrigirmos até que possamos dizer que aqui atingimos no mínimo os melhores níveis da sua aplicabilidade f&n e para si esse processo de democratização do país não está a ser bem conduzido kn não porque partimos de pressupostos errados partimos do princípio de colocarmos os interesses dos partidos acima do interesse nacional ao termos partido na base desse pressuposto nós divergimos exactamente no foco em relação à democraticidade de angola que é a maior aspiração do povo angolano portanto é aqui que nós temos de fazer uma correcção f&n e que passos deveriam ser dados kn primeiro identificar o interesse nacional e subordinarmos os partidos a esse interesse subordinarmos o mpla unita prs todos os partidos ao interesse nacional se partirmos deste pressuposto e com as leis que temos-e eu acho que as leis que temos são das mais modernas e essas leis a serem cum temos estado a importar de forma muito linear os conceitos de democraticidade das sociedades e aqui em angola e em África nós temos especificidades que estão muito distantes de conceitos democráticos que se possam implantar nas américas quer latina ou do norte,na europa ou na Ásia particular nos nossos partidos vamos aprendendo mais eu acho que mesmo nós temos estado a importar de forma muito linear os conceitos de democraticidade das sociedades e aqui em angola e em África nós temos especificidades que estão muito distantes de conceitos democráticos que se possam implantar nas américas quer latina ou do norte,na europa ou na Ásia nós aqui temos especi eocupado ioulizaÇÃo em angola figuras&negócios nº 140 agosto 2013 13

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pÁgina aberta pridas na sua totalidade acho eu que estaríamos a dar um passo significativo na correcção deste defeito f&n está a querer dizer que defende uma agenda nacional de consenso kn não sei se isso é a agenda nacional de consenso mas sou daqueles que acha que nós temos de ir para o princípio e discutirmos de forma inclusiva não bipolarizarmos essa agenda mas que tenha no centro o povo eu tenho estado agora a navegar um bocadinho nos meandros da sociedade civil e acho que angola tem perdido muito das competências que este meio envolve por isso acho que é fundamental que de uma forma inclusiva abordemos esta agenda de forma a corrigirmos os defeitos passados e adoptarmos uma nova caminhada f&n não será isso também consequência do deficit da classe política que temos hoje kn também e esses defeitos depois prolongam-se e têm consequências na nova classe política que se vem firmando alguns chamam abrilistas outros chamam a nova vaga de jovens que herdaram dos mais velhos intermediários de jonas malheiro savimbi herdaram-se coisas boas de agostinho neto também de holden roberto também foram mais velhos que tiveram aqui uma visão em relação aos nossos partidos mas de lá para cá nós temos estado a sentir que há um certo desvirtuar dos caminhos que esses partidos tinham inicialmente e é ver como no mpla eduardo dos santos se perpetua no poder há mais de 30 anos é ver como no prs o presidente kuangana agarra-se ao seu partido e não quer saber de mais nada e também é ver como nós abordamos as questões internas do nosso partido e quem o fizer de forma muito aberta talvez não seja muito bem visto mas temos de ter essa coragem para dizermos que a agenda da democracia é útil que tem de ser abordada com frequência e transparência f&n propositadamente não citou isaías samakuva que também já está no poder há um bom par de anos kn o presidente samakuva já está há dez anos como presidente da unita foi eleito em três momentos mas eu também sou daqueles que acho que o seu contributo na unita está a chegar ao fim e é necessário que comece a preparar o partido para uma transição normal os líderes que se eternizam no poder normalmente depois ficam na perspectiva que depois dele é o caos não gostaríamos que isto acontecesse na unita.portanto o presidente samakuva tem de começar a preparar o partido para esta transição que queremos seja sã inclusiva e que permita a unita de do a ler e da forma como dizes que eu sou visto como o enfant terrible no seio da unita mas não é muito bem assim eu quero contribuir de forma positiva para que os angolanos dentro da unita sintam orgulho do seu papel em militarem neste partido sintam orgulho quando se falar da unita e isso só basta que a unita se abra um pouco mais à sociedade isto é fundamental se isto é mal é a caminhada que temos de fazer até um dia atingirmos esse nível de perspectiva f&n as suas relações com o presidente isaías samakuva são boas ou cínicas kn eu sou conselheiro do presidente f&n bom às vezes são títulos que se encontram para se acomodar pessoas será este o caso kn risos eu sou conselheiro do presidente e discordo com o presidente nalgumas coisas e nisto não tenho receio de afirmar em relação aos aspectos em que eu discordo com ele mas ele é o presidente do partido a quem eu devo obediência f&n o senhor deixou o cargo de secretário geral da unita por vontade própria ou foi obrigado a sair kn saí porque pedi não era vontade do presidente deixar que eu saísse saí porque achei que era necessário ampliarmos o leque de lideranças dentro da própria unita e porque achei que havia uma engrenagem qualquer que não estava a bater bem uma delas é a permanente vitimização do meu partido em relação às questões de fraudes eleitorais eu precisava de perceber bem o que é isso e temos estado a chegar à conclusão que a própria unita tem de deixar de fora esse vocabulário de fraude eleitoral e tem de impor-se porque se formos ficar na fraude eleitoral o mpla vai fazer sempre essa fraude para se eternizar no poder f&n não haverá na unita um complexo de inferioridade de um partido que ainda não se urbanizou kn não a maior parte dos seus líderes estudaram em boas escolas partimos do principio de colocarmos os interesses dos partidos acima do interesse nacional ao termos partido na base desse pressuposto nós divergimos exactamente no foco em relação a democraticidade de angola que é a maior aspiração do povo angolano portanto é aqui que nós temos de fazer uma correcção facto poder demonstrar aos angolanos que é um partido sério f&n o senhor é capaz de liderar esta mudança kn há muitos companheiros capazes no seio da unita f&n ok mas eu pergunto a si atendendo que nos últimos tempos tem sido visto como um enfant terrible da unita kn a diabolização é o caminho mais curto daqueles que não pensam e nós temos de ter consciência de que isto vai perseguir-nos durante algum tempo É diabolizado qualquer indivíduo que pensar diferente neste país eu não sei o que vocês têm esta 14 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pÁgina aberta acções isoladas aqui e acolá mas de forma contundente incisiva de fiscalização do governo por exemplo o parlamento não faz desde que paulo kassoma enquanto presidente do parlamento emitiu uma norma que limita os deputados de exercerem esta função a assembleia nacional nunca mais o fez f&n a unita é hoje um partido unido não existem discrepâncias que possam minar a «saúde política» do partido kn não acho que alguns problemas que a unita tem não são de ordem de unidade interna dos seus membros talvez a maior dificuldade que existe é uma questão de auto-suficiência para a unita poder se afirmar f&n auto-suficiência financeira kn falo de auto-suficiência no sentido de que os membros no exercício das suas funções se sintam à vontade recordo-me dos quatro elementos que desertaram há bem pouco tempo que levantaram a questão de falta de subsídios e outras questões talvez sejam mais assuntos de ordem material mas do ponto de vista político acho que não a unita está unida agora esta unidade não pode ser uma unidade qualquer tem de ser uma unidade firmada em princípios sérios onde o debate interno seja aceite como tal f&n o caso muzemba por exemplo não mina essa unidade atendendo que vocês julgaram um militante vosso na praça pública kn eu estou aqui mesmo para dizer que este é um erro que nós teremos que reparar há presunção de inocência e o fuka antes de se provar do que é acusado ele é inocente portanto aqui nós temos de dizer sem curvas que nós como direcção erramos não deveríamos vir a público e explicitar como fizemos naquela deliberação há aqui um órgão que é o conselho nacional de jurisdição que vai averiguar os factos e depois apresentar os resultados f&n dizem que fuka muzemba é seu seguidor kn eu não acho que fuka seja f&n eu refiro-me ao facto de terem estado durante muito tempo nas matas e kn não senhor temos perspectiva urbana e conseguimos conciliar bem esses dois pólos a sociedade urbana e a sociedade rural sociedade rural porque é ali onde vivemos durante muito tempo e a sociedade urbana conhece-mo-la vivemos porque foi aqui onde nascemos e nos firmamos f&n acha que a sociedade entende bem os vossos discursos inflamados pela mudança kn precisamos de melhorar acho eu nos instrumentos para a imposição da agenda f&n e isso faz-se com discursos inflamados como é particularmente o seu caso kn não não se eu for a chamar corrupto a uma pessoa que de facto pratica a corrupção a sociedade acha que eu deveria colocar aqui uma forma mais amena de dizer a mesma coisa mas eu não quero ser falso comigo próprio a sociedade que temos é que nos obriga a falarmos assim porque se o mpla não se colocasse acima da lei se não tivéssemos uma sociedade completamente endémica do ponto de vista de corrupção talvez não tivéssemos esse tipo de discurso agora estarmos a branquear esta situação talvez estaríamos a cometer um mau serviço público f&n não se esqueça que você é parte integrante do poder enquanto deputado eleito por isso com responsabilidades quanto a situação do país kn sim e mesmo aí no parlamento há algumas interrogações que se possam fazer fazem-se algumas figuras&negócios nº 140 agosto 2013 15

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