Cristologia e Soteriologia

 

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Seminário Teológico Batista do Rio Grande do Sul

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin cristologia e soteriologia seminário teológico batista do rio grande do sul teologia sistemática 4 panorama geral procura-se neste documento expor o leitor a um resumo de pesquisas referente ao estudo das passagens bíblicas fundamentais na temática de cristologia e soteriologia bem como um tratamento teológico sistemático dos conceitos pertinentes o aluno utilizará três livros textos e a apostila bem como leituras à parte em regime de pesquisa individual na apostila estes livros textos serão assinalados por baillie barth Érickson george e grudem respectivamente os livros textos serão os seguintes baillie donald m deus estava em cristo traduzido por jaci correia maraschin são paulo aste 1964 original em inglês 1955 páginas 179-239 barth gerhard ele morreu por nós a compreensão da morte de jesus cristo no novo testamento traduzido por nélio schneider são leopoldo editora sinodal 1997 original em alemão 1992 páginas 14-165 erickson millard j introdução à teologia sistemática traduzido por lucy yamakami são paulo vida nova 1997 original em inglês 1992 páginas 275-340 369-433 george timothy teologia dos reformadores traduzido por gérson dudus e valéria fontana são paulo edições vida nova 1994 original em inglês 1988 páginas 215-222 264-271 286-287 307-311 grudem wayne teologia sistemática traduzido por norio yamakami lucy yamakami luiz a t sayão e eduardo perreira e ferreira são paulo edições vida nova 1999 original em inglês 1994 páginas 435-529 o aluno apresentará uma avaliação crítica para cada um dos textos indicados supra seguindo as instruções do formulário a ser entregue pelo professor nesta avaliação far-se-á um diálogo com cada autor em consideração dos posicionamentos oferecidos e a sua correlação com a apresentação dos próprios texto bíblicos pressupostos teológicos segue uma lista parcial dos pressupostos interpretativos do autor desta obra É essencial em todo esforço interpretativo bíblico estabelecer o ponto de partida do intérprete estes pressupostos informarão o processo deste estudo e os seus resultados finais o autor pressupõe que o enfoque bíblico é por natureza teológico e deve ser lido dentro deste enfoque o texto bíblico é a fonte de autoridade para fé e prática princípio essencial dos batistas um texto deve ser lido dentro do seu próprio contexto procurando sua mensagem contextual.1 1 veja kaiser taet 133 140 187 199 doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 1 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin somente depois de tratar o que um dado texto diz por si mesmo deveria-se comparar sua mensagem com a de outro texto um texto difícil não deve receber o peso teológico dado a um texto claro a interpretação exata de todo texto bíblico não ficará clara mesmo com muito estudo detalhado o uso de comentários dicionários e outros livros é de ajuda no estudo de uma passagem porém deve sempre tomar lugar secundário ao estudo do texto bíblico por si mesmo.2 o tipo literário de uma passagem implica na sua interpretação apropriada quando se encontra com um texto que aparentemente não apóia um conceito teológico o texto está sendo mal-interpretado ou o conceito teológico deve ser reformulado até que esteja conforme com a mensagem bíblica a teologia é um estudo sempre em andamento pois o homem é finito e não chega a um ponto de compreender plenamente o infinito não se deve separar teologia do conceito de revelação pois é somente pela auto-revelação de deus que se pode conhecer a deus É importante lembrar que as traduções atuais da bíblia estão em geral baseados em tradições de traduções primitivas de homens bem intencionados mas que estavam apenas começando a estudar a bíblia e portanto deve-se sempre que possível recorrer às línguas originais não se deve forçar um conceito neotestamentário sobre um texto qualquer que não apresenta o mesmo ensino o pano de fundo veterotestamentário deve ser visto como integral à compreensão do novo testamento secundário em importância apenas às modificações colocadas por jesus não se deve forçar um texto bíblico dentro de um molde teológico.3 o texto bíblico apresenta a deus através do que deus faz muito mais do que em termos de descrições abstratas e proposicionais a fé exige aceitar um compromisso com deus mesmo quando não se conhece plenamente todo aspecto das exigências do compromisso nem de antemão as respostas aos questionamentos teológicos as perguntas essenciais a serem feitas ao texto bíblico são quem é deus quem sou eu e o que deus quer comigo cristologia definição e delimitação do estudo cristologia refere-se ao estudo referente a jesus cristo sua pessoa e sua obra tratar-se-á as temáticas da teologia sistemática bem como passagens bíblicas essenciais referentes à temática bem como o dilema do porquê da morte de jesus na cruz soteriologia definição e delimitação do estudo soteriologia refere-se ao estudo referente à salvação tratar-se-á passagens bíblicas essenciais referentes à temática bem como os termos bíblicos principais relacionados e empregados em tratamento da questão 2 3 veja silva 171 a teologia não deve reformular a escritura porém a exegese da escritura sim deve reformular a teologia neusner xii doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 2 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin textos básicos esta disciplina estudará conceitos essenciais de cristologia e soteriologia bem como textos básicos do mesmo em especial far-se-á um estudo do evangelho de joão gênesis 2-4 12-15 22 Êxodo 12 romanos 3-10 1ª joão apocalipse 1-5 21 filipenses 2-3 e alguns outros textos avulsos anotações introdutórias expectativa messiânica joão batista não compreendia como seria o messías mateus 11.1-6 e lucas 7.18-23 e nem mesmo os discípulos de jesus o que fica claro com a fuga deles no momento de sua morte4 um profeta era aquele que falava por deus portavoz5 jesus atuava conforme o conceito de um profeta verdadeiro desafiando as injustiças de estruturas de poder política e religiosa 6 os essênios esperavam um messias filho de aarão e outro filho de davi dois conceitos de messias em competição nacional versus universal7 o antigo testamento utiliza o substantivo messias 39 vezes mas nunca em referência direta ao messias vindouro 29x refere-se ao rei de judá ou israel 1sam 2.10,35 12.3,5 16.6 24.6a,6b,10 26.9,11,16,23 2sam 1.14,16 19.21 22.51 23.1 1cr 6.42 ps 2.2 18.50 20.6 28.8 84.9 89.38,51 132.10,17 lam 4.20 hab 3.13 1x refere-se ao rei da pérsia is 45.1 7x refere-se ao sumo sacerdote lev 4.3,5,16 6.20,22 16.32 dan 9.25-26 2x refere-se aos patriarcas como profetas 1cr 16.22 sal 105.15 se as pessoas do antigo testamento pudessem ter completamente compreendido a natureza total de deus a vida e o ministério de jesus teriam sido em vão 8 logo foi necessário a encarnação em parte para completar a revelação de deus no antigo testamento o básico do evangelho está presente no antigo testamento mas jesus teve que clarificar essa mesma mensagem pois não estava sendo apreciado em lucas 24 jesus fala com os dois discípulos no caminho de emaus para explicar como o antigo testamento ensinava sobre ele a mensagem já estava presente mas de uma forma obfusca À luz do seu ministério porém tudo se clarifica e completa cronograma de leituras de Érickson george barth baillie e anotações 8/agosto Érickson 275-284 george 198-200 215-222 grudem 435-456 deus agiu em cristo por amor para restaurar a humanidade ao seu propósito original Érickson 275 jesus demonstra autoconsciência de ser deus pelas prerrogativas divinas que reclama feito claro nas reações dos seus adversários que vieram acusá-lo de fazer-se deus Érickson 276-277 joão 8.58 10.31 19.7 o novo testamento parece usar o termo senhor com conotações de divindade especialmente em relação a jesus Érickson 280 4 5 barth 9-28 stagg 51 entre muitos outros autores 6 stagg 55 7 stagg 24 8 cate 59 doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 3 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin que os oponentes judeus não argumentavam contra o túmulo vazio evidencia para a ressurreição de jesus Érickson 281 heresias primitivas referentes a cristo ebionismo negação da divindade real de jesus arianismo jesus como criatura do pai Érickson 282-283 por trindade não compreende-se três deuses mas que o pai e o filho e o espírito são um e único deus george 199 deus é manifesto na carne equivale para calvino deus em termo de totalidade não um entre três preferindo chamar [as pessoas da trindade de `subsistências não divisões george 200 não há nada que satanás mais tente fazer do que levantar névoas para obscurecer cristo george 215 conhecer a cristo é conhecer seus benefícios george 216 deus se fez nosso redentor na pessoa do unigênito george 216 cristo teve que ser humano para persuadir o homem do seu amor e sua ajuda nos mériots de haver passado por provações humanas george 217 deus manifesto em carne não homem elevado george 218 pelo desejo próprio deus agiu para resgatar-nos em cristo para demonstrar a sua bondade george 220 a obra redentora de cristo compreende toda a sua vida e ministério revelado completo pela ressurreição george 221 no sermão de estevão ele narra de abraão até davi e logo parte diretamente a jesus atos 7 nesta passagem encontramos um tratamento especial concernente à expectativa messiânica de joão o batista no contexto maior do capítulo inteiro o motivo principal concerne o relacionamento dos ministérios de joão e jesus joão o próprio precursor e anunciador da chegada do messías encontrava-se na prisão daí a necessidade de enviar mensageiros na situação tal preocupava-se de forma natural com a atuação do messías para joão a hora havia chegado para que o messías se revelasse em poder e efetivamente o livrasse da prisão todos esperavam que o messías seria a princípio um libertador político havia quem esperasse dois messías um político e um espiritual mas pelo menos um político que reivindicaria o governo de yhwh devolta sobre israel para joão a hora havia chegado a sua necessidade particular apressava-se para ver a resposta divina para sua situação afinal de contas se jesus era mesmo o messías como joão esperava o que o fazia demorar para realizar a libertação anseada a resposta de jesus porém não parece claro de início parece até que jesus responde outra pergunta como geralmente parece de fato jesus aparentemente tinha jeito para responder as perguntas que as pessoas não haviam feito neste caso remete a certas expectativas messiânicas para responder a joão porém delimita-se a apenas algumas expectativas sarar o povo libertar os oprimidos por doênças e demônios levantar coxos até mesmo purificar a leprosos qual nem era expectativa messiânica restaurar surdos ressucitar mortos e pregar boas novas aos pobres curiosamente jesus não reflete nenhuma expectativa de restauração política do povo de israel nem de julgamento sobre os seus opressores tal aspecto permanece oculto na resposta a joão joão não precisa esperar outro mas precisa compreender que jesus não veio para cumprir as expectativas de caráter político agüenta firme joão pois não vim para livrar-te da prisão mas mesmo assim sou aquele quem esperavas ele era o messías mas as expectativas do povo estavam erradas na exposição de grudem 435-436 sobre o nascimento virginal deve-se ressaltar que o texto de mateus não tem muito peso para sustentar o conceito pois depende expressamente da citação da septuaginta para designar a virgindade de maria o hebraico do texto referenciado aponta para uma mocinha sem especificação exata o texto de lucas é específico mas vale mencionar que é realmente o único texto bíblico que expõe a concepção virginal de jesus enquanto deve ser aceito pela definição categórica de lucas o assunto não deveria receber ênfase principal sendo um aspecto de interesse secundário o enfoque da passagem e do novo testamento como um todo é a atuação do sopro do santo e as qualificações de jesus grudem remete para um vínculo de exegese agostiniano de transmissão biloógica do pecado original mesmo que ele procura distanciar-se das implicações da transmissão biológica através do semen 436-437 o sentido do termo hebraico adam é de humanidade expressando o conceito de que o homem no jardim paraiso sou eu o tratamento expressamente singular do primeiro indivíduo que grudem segue desvirtua a compreensão de que o texto reflete a realidade atual e não apenas das origens da criação grudem menciona 442-444 uma polêmica sobre uma proposta impossibilidade de jesus pecar bem negando a mesma em virtude da tentação de jesus ter sido real e não fictícia a pergunta se baseia numa concepção de que como jesus é deus teria sido impossível que pecasse teria sido impossível sua atuação em conflito com os propósitos imutáveis de deus nesta visão falta-se uma apreciação de vontade real em jesus o qual dá validade às limitações físicas de sua vivência humana bem como uma falha de compreensão do conceito bíblico de perfeição e vontade divina ser perfeito não designa uma falta de atingir uma moralidade ou lista pré-definida de objetivos mas entregar-se a uma vida de amor sacrificial este padrão de vida diferente que realça o entregar-se para o ideal do outro estabelece em conseqüência do amor de entrega em benefício do outro não em benefício próprio intrínsico a esta definição é o conceito de distanciar-se de vontade própria para valorizar o benefício alheio pecado é contrariar esse princípio não simplesmente fazer o que é da vontade de deus a vontade de deus não vaga de um prazer a outro como faz a vontade humana a vontade de deus inclue intrinsicamente aspectos de amor sacrificial em prol do outro nestes termos a impossibilidade de que jesus pecasse depende não de interiorizar de forma legalista a vontade divina mas de voltar a sua vida em benefício da humanidade a luta portanto é real pois exige que se pague um preço para atingir o objetivo neste caso injúria severa e a própria morte física em relação ao corpo e aspecto físico humano de jesus grudem trata 447 de aspectos intermináveis da humanidade de jesus deve-se lembrar no entanto que o corpo ressurreto de jesus é ao mesmo tempo diferente de um corpo doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 4 de 20 lucas 7.18-23 ­

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin humano deste mundo não se sabe definir as diferenças mas nesse corpo jesus como pão e peixe mas pode ao mesmo tempo transitar por paredes de material algo é diferente mas não deve-se preocupar em oferecer explicações específicas os textos citados realmente não chegam a afirmar uma continuidade eterna da expressão física de jesus após a ressurreição mas também não definam forma qualquer para a apreciação futura do relacionamento com cristo após a morte deste mundo 15/agosto Érickson 285-308 george 307-311 grudem 457-470 deus está tão acima de nós que a razão humana não é capaz de conhecê-lo logo em cristo deus toma a iniciativa de fazer-se conhecido Érickson 286 É a humanidade de cristo que o torna à perspectiva humana capaz de realmente compreender o ser humano Érickson 286 jesus estava sujeito às limitações próprias do ser humano incluindo as limitações intelectuais Érickson 287-289 deus meu deus meu é uma citação do salmo 22 logo demonstra angústia enquanto demonstra confiança na vitória em deus o nascimento virginal é apenas doutrina secundária ao evangelho Érickson 294 embora jesus pudesse pecar era certo que não pecaria mesmo sendo as tentações reais Érickson 296 É necessário que a obra redentora na cruz seja de cristo humano e divino para que seja completa Érickson 300 gênesis 1.26 não usa terminologia que definitivamente denota a identidade do sujeito plural pois apenas elohim yhla é mencionado no texto e isto delimitado com o verbo anterior no singular como elohim yhla com o verbo no plural geralmente infere os deuses é provavelmente a esta agrupação de seres que os verbos seguintes sugerem tal era a interpretação judaica desde a época de philo e é compatível com os conceitos hebraicos de monoteismo logo o façamos e nossa provavelmente referem-se não a um conceito de pluralidade divina wenham 27-28 mas à corte celestial que de alguma forma encontra-se incluida na obra da criação mesmo se apenas no papel de espectador basicamente o mesmo diria-se referente a gênesis 3.22 e 11.7 não há indício na bíblia de que as duas naturezas de jesus se revezavam Érickson 301 a kenose de cristo pode ser explicado/compreendido em termos da adoção da forma de servo em termos de posição não em que se houvesse passado de ser deus Érickson 305 fundamentalmente é de interesse notar que a ênfase da passagem de filipenses 2 recai sobre a aceitação da posição servil em contraste aos privilégios divinos em jesus vemos o ideal do que é ser realmente humano Érickson 307 viam o homem escravizado pelo pecado tal que somente pela graça de deus havia salvação george 307-308 preferiríamos um deus que pudéssemos entender em relação à atuação de sua soberania george 308 não temos um deus que possamos explicar manipular ou domesticar george 309 jesus cristo é a concretização final da decisão divina de resgatar-nos george 311 29/agosto barth 14-53 os discípulos não estavam preparados para a morte de jesus tal que motivou uma grande crise de fé nos mesmos barth 15-16 não sabemos como jesus interpretou a importância de sua morte barth 20 doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 5 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin a ressurreição veio a ser o eixo central da confissão de jesus como o cristo sua morte sendo matéria secundária para certas correntes teológicas primitivas barth 24-28 qualquer explicação própria para compreender a morte de jesus deve incluir compreensão da centralidade da ressurreição de jesus como salvífico explicação qdequada da morte de jesus é mais do que simplesmente sofrimento do justo barth 36-38 havia uma convicção difundida de que todo profeta real havia sido morto pelo povo barth 40 o nt declara que a morte de jesus teve o resultado de expiação mas não explica o como mesmo que vincula conjuntamente ao conceito de expiação os conceitos de entrega e auto-entrega barth 42-53 barth reivindica 30 que a morte de jesus sendo expiatório necessariamente implica em vicariedade porém ele não sustenta a afirmação mesmo quando coloca os sacrifícios veterotestamentários como oferecendo um desvínculo com o conceito de vicariedade 05/setembro obs barth 54-81 grudem 471-479 barth trata muitos textos como estando sob certa suspeita geralmente referente à sua historicidade sua data de origem conceitual ou a data de sua formulação muitas vezes ele até entrega a toalha cedo demais geralmente para não se incumbir demais em detalhes e discussões que atrapalham a direção proposta para a obra à mão dentro dos círculos de erudição no qual trabalha é até boa tática mesmo que nem sempre as críticas cedidas tenham a razão o defeito é coerente com a forma de tratar o assunto não chegando a ser razão para ignorar o seu posicionamento para ele tratar a fundo cada texto indicado como sendo sob suspeita teria que escrever o equivalente a um artigo sobre cada referência para utilizá-la como base de argumentação sustentável quando barth referencia as colocações de breytenbach em termos de uma limitação de versículos tratando a morte de jesus em termos expiatórios ele mistura interpretações da morte de jesus barth 54-55 1a pedro 1.2 referencia uma compreensão de jesus como sacrifício de aliança não de expiação É correto que o versículo aponta para o conceito de Êxodo 24.8 porém a compreensão não é tanto de expiação como é do estabelecimento de uma aliança entre deus e o ser humano de forma semelhante joão 18.28 e 19.14-36 retratam a morte de jesus como sacrifício pascal não expiatório deve-se lembrar que o sacrifício pascal retomava a redenção dos primogênitos não a expiação de pecado na celebração anual da páscoa já não é mais um sacrifício de redenção mas de ratificação ou aplicação pessoal da redenção do povo assim também 1a pedro 1.19 também é referência a redenção não expiação barth parece compreender todo sacrifício como designação e função expiatório quando a bíblia não vê apenas um conceito de expiação atrás dos sacrifícios efetivados há um vínculo estreito no evangelho de joão entre a morte de jesus e a do cordeiro pascal barth 55 o conceito da morte de jesus como sacrifício parece ser desenvolvimento teológico mais tardia do que a fórmula de entrega barth 56 leia-se barth 43-60 no contexto de 62-63 referente ao sentido veterotestamentário dos sacrifícios ele demonstra que a idéia de vicariedade expiatória não procede do texto do antigo testamento nem da compreensão judaica nos dias de jesus logo é necessário retomar o estudo das passagens do novo testamento e pesar o conceito vicariedade para ver se realmente a questão expiatória cristo morreu a causa de/por/pelo pecado realmente indica morte vicária substitucional ou refere-se ao sentido de expiação por meio de oferta intercessão apaziguamento aproximação reparação redenção ato de obediência reflexão ou outro sentido ligado ao cordeiro pascal se a base doutrinária dos discípulos é o at e aquilo que jesus ampliou/modificou deve ser que a compreensão de sua morte na mente dos discípulos está mais ligada aos conceito veterotestamentárias do que as interpretações sobrepostas ao texto bíblico nos consequentes séculos do cristianismo isaías 53 é o único texto do antigo testamento que trata de uma morte vicária pelos pecados das pessoas barth 65 ainda assim isaías 53 traça a questão de morte vicária não em termos de apaziguar ira mas de trazer reconciliação em meio ao reconhecimento de males cometidos entre os ofensores e deus watts 233 assim mesmo quando o conceito de morte vicária é apresentado em isaías 53 não vem a ser igual ao conceito helenístico de morte vicária como barth continua comentando isaías 53 não parece ser a fonte base de expressão do conceito de morte vicária no cristianismo barth 65 romanos 8.28 lançaria o conceito de que a tese ação-decorrência descrita por barth 71 seria circumvertido por yhwh referente ao seu povo já que modifica os resultados circumstanciais para o bem daqueles que o amam/servem de qualquer forma tal pricípio não atuaria acima de yhwh mas a seu serviço conforme schmid barth 72 yhwh oferece expiação daí sua graça ao pecador barth 73 a questão ação-decorrência aparentemente se confunde com o conceito de teologia da prosperidade em contra do qual o livro de jó traça polêmica e o qual jesus descarta destrarte não quer dizer que todo aspecto da questão ação-decorrência é descartada mas pelo menos o conceito é amenizado em consideração de seu caráter popular em contraposição a reflexões teológicas mais sérias no mesmo cerne hebraico como barth coloca 7374 ela é dada um caráter de expectativa apocalíptica ou em outros termos escatológica onde sua esperança de retribuição pode ser reivindicada o conceito de pecado no antigo testamento é de falta contra a realidade ou seja contra a ordem do universo criado por yhwh barth 75 tal conceito é consoante entre os povos ao redor do povo de israel na época do nt como pode ser visto em atos quando do tumulto referente a diana dos efésios algo deste conceito ao menos em relação aos efeitos a longo prazo do pecado na própria sociedade deve ser resgatado nos dias atuais a questão vicariedade não dá impulso a fundamentar uma nova vida em cristo a não ser indiretamente porém paulo testifica de que é a morte e ressurreição de cristo que efetuam a nova vida logo sua compreensão vai além de morte expiatória vicária barth 76 impresso 2002-08-14 página 6 de 20 doc cristologia e soteriologia.doc

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin expiação refere-se à eliminação do pecado enquanto vicariedade refere-se à morte de um em lugar de outro os dois são comumente tratados como sendo um só conceito expiação vicária porém permanecem sendo dois conceitos distintos que podem ser unidos em certas circumstâncias o antigo testamento trata de expiação porém só em isaías 53 trata a questão de vicariedade segundo o meu parecer não há uma distinção suficiente feita entre os dois termos no tratamento dos conceitos pois como barth os trata em toda ocasião que o texto indica expiação ele retoma como vicariedade mesmo quando afirma que o antigo testamento desconhece o conceito de sacrifício de morte vicária a forma funcional básica do sacrifício visava a aproximação do homem para com yhwh possivelmente no sentido de mediar audiência em isaías 6.7 yhwh concede audiência direta aparentemente sem preocupar-se com a questão de culpa e pecado mas quando o profeta levanta a questão de sua culpabilidade uma mera brasa pôde expiar sua impureza o tratamento do pano de fundo do antigo testamento oferece no mínimo a opção de um desvínculo entre expiação e vicariedade perde-se uma compreensão direta de expiação não-vicária pelo surgimento do conceito de vicariedade barth não toma o tempo para procurar uma explicação concebível de expiação vinculada a morte sem que seja morte vicária parece ser uma falha completa pois havia morte em sacrifícios através do antigo testamento nenhuma das quais era compreendida em sentido de vicariedade já expiação no antigo testamento também pode ser desvinculado de morte para o qual uma compreensão de expiação sendo vicária é simplesmente inaceitável pelo vínculo de expiação com os objetos cúlticos do templo/tabernáculo entende-se que expiação tinha a ver com a restauração de comunhão com deus o sangue do animal roseado sobre o altar e a arca da aliança a tampa da qual era representativo do trono de yhwh ou sendo o seu trono na terra e sobre o ofertante simbolizava tal aproximação já que a vida derramada voltava a yhwh e o ofertante haveria colocado suas mãos sobre o animal seria tambem levado perante yhwh restaurando a presença de yhwh no templo e na sua vida caso yhwh aceitasse a oferta como o sacrifício era visto como dependendo da aceitação de yhwh não é propriamente a morte ou mesmo o sacrifício que efetua expiação mas o próprio yhwh o que leva o evento sacrifical a ser visto mais como um ato de obediência e reflexão do que um ato salvífico em si quando jesus cristo morre na cruz sofrendo a morte na tradição do sofrimento dos justos e da morte dos profetas mateus 23.29-31 é yhwh mesmo ofertando a sua própria vida a si mesmo como sacrifício pelo povo para expiação e em resgate para restaurar a humanidade à comunhão quebrantada a causa do pecado humano motivado pelo amor de yhwh pelo homem desgarrado vicário mesmo é filipenses 2 quando yhwh cria carne conforme também joão 1.14 e demonstra como deveria ser a nossa vida como servos humanos sendo obediente até a morte e morte de cruz vicário não é tanto a morte de jesus como a sua própria vida da qual nos é dado participar sendo jesus também o modelo para seguir-mos rom 6.1-11 gal 2.20 matrimônio atos 2 crucificar ser crucificado nova aliança na expiação vicária trata-se da eliminação do pecado humano diante de deus no resgate trata-se da libertação da pessoa da escravidão dos poderes [mundo impiedade lei com sua maldição poderes deste eón pecado e morte barth 78 o evento do êxodo do egito pode ser caracterizado como resgate e deveria fazer parte do pensamento do cristão judaico ao refletir sobre resgate de escravidão barth 80 tasker 156 coloca resgate em mateus 20.28 como demarcando o conceito de morte vicária porém o contexto da passagem é de transposição social e libertação dos humildes ou negligenciados perante a sociedade o conceito lançado por jesus contrariando hagner 582-583 é de que a sua morte inauguraria um novo parâmetro perante o qual o que é nada passa a ter importância a redenção efetivada por jesus oferece novas estruturas para a sociedade sob o reinar divino os libertos da escravidão pertencem ao libertador barth 81 resta a pergunta o preço foi pago a quem barth 81 mais válido seria o conceito do resgate do egito onde foi por força e intervenção divina o resgate sem qualquer pagamento pois yhwh não deve tributo a ninguém deixa meu povo ir o resgate vem mas não há nenhum pagamento efetuado os textos neotestamentários porém falam também de um preço que foi pago a morte de jesus seria cogitável concluir que foi preço em sentido de que a libertação foi de alto custo para deus em lugar de preço no sentido de qualquer recebimento de pagamento mas tal difere do tratamento normativo do conceito 12/setembro barth 82-103 grudem 480-485 no texto de romanos 6.1-11 há uma participação na morte de cristo o que contradiz a idéia de vicariedade barth 82 vincula-se o morrer com cristo e o ressucitar com cristo barth 82 no conceito vicariedade/expiação é a morte de cristo que importa enquanto a ressurreição também faz parte do evento salvífico à vista dos primeiros cristãos barth 83 o conceito participação indica que a morte de jesus não foi vicária mas que fomos incluídos em sua morte barth 83 o conceito participação já era difundida entre os cristãos na época de paulo barth 86 o conceito de participação na morte/ressurreição de jesus é colocado ao lado de outras interpretações no novo testamento barth 91 doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 7 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin nas páginas 92-93 em especial barth utiliza de fontes extra bíblicas para demonstrar de forma mais clara certas correntes teológicas populares do dia assim mostrando que as idéias que ele trata eram divulgadas/conhecidas entre o povo em resposta às colocações de barth em 101 destaca-se o seguinte É possível sustentar uma interpretação de 1ª pedro 3.19 como sendo uma referência àqueles que estão mortos em seu pecado segundo as palavras de jesus joão 5.24-25 efésios 2.1,5 e colossenses 2.13 sem vínculo necessário ao conceito de a uma pregação aos aprisionados no inferno enquanto 1ª pedro 4.6 refere-se ao feito de que o evangelho fora pregado àqueles que já morreram em suas próprias épocas como nos dias de noé atos 2.24 27 não necessariamente significa que jesus visitou o inferno mas que derrotou ou invalidou o seu domínio lembra-se que o conceito seol por detrás do texto refere-se ao lugar dos mortos o que não equivale a inferno mas a morte mt 12.40 pode tão facilmente referir-se a simplesmente o túmulo no qual jesus fora colocado lembra-se também o fato de que para o judeu o espírito não saia definitivamente do homem até completar o terceiro dia beasley-murray 189-1909 logo não haveria qualquer necessidade de postular aqui o conceito da ida de jesus ao seol entre sua morte e ressurreição pois não há nenhuma lacuna de tempo para ser devidamente preenchido o teor de romanos 10.7 quase invalida a sua inclusão como prova do suposto descenso de cristo pois profere perguntas tolas para encaminhar o ponto designado parece ser que este conceito do descenso veio à frente como resultado de imposição de conceitos populares entre os povos vizinhos dos cristãos conforme descrito em barth 102 nota-se que a idéia de descenso ao inferno não é um tema comum ao antigo testamento vendo-se apenas em dois versículos isolados 1ª samuel 2.6 e isaías 25.8 mesmo que era comum entre os povos ao redor de israel barth 102 1ª samuel 2.6 não necessariamente trata de descenso e subida do seol como trata de que yhwh é senhor sobre a morte e também da vida destaca-se que o conceito hebraico da morte era mais fluida do que o conceito vigente na atualidade sendo que estando muito enfermo poderia ser descrito como morto pela simples questão de uma falta de esperança de viver veja nelson 13 isaías 25.8 em nada refere-se a um descenso ao seol mas da destruição do domínio da morte 19/setembro barth 104-126 grudem 489-496 como romanos 5.8 testifica a morte de jesus demonstra o amor de deus pelo pecadorbarth 103-104 o conceito de demonstração de amor está vinculada claramente com expiação barth 104 porém ainda discorda-se de barth de que expiação necessariamente é vicária o amor de deus revelado na encarnação e supremamente na cruz revela o caráter de deus em querer salvar o homem essa tal compreensão é indispensável à salvação heb 11.6 pois salvação é condicionada a priori na disposição de yhwh em salvar o homem a crucificação é a prova suma da disposição desse amor É necessário manter em mente o aspecto da morte de jesus como exemplar e modelo mesmo que tal não explique a razão da morte de jesus barth 110 os primeiros cristão deram várias explicações pela morte de jesus não uma única razão barth 111 para paulo parece que os vários elementos explicativos da morte de jesus são complementares nenhuma sendo de importância exclusiva barth 113 em romanos 8 paulo trata de pecado em sentido de poder personificado que mantém cativo o indivíduo declarando que este mesmo poder é condenado e destituído de atuação barth 116 mesmo que barth indica que o conceito de participação é de certa forma contrária ao conceito de vicariedade não é necessário entendê-lo como contrário às frases utilizando uper hmon por nós hyper hemôn que cristo morreu uper hmon por nós hyper hemôn não necessariamente indica que sua morte é de essêncai vicária o que significa é que sua morte é um evento a nosso favor geralmente contextualizado à expiação do nosso pecado mesmo se o como dessa expiação não seja claro de forma substancial sua morte pode ser vinculada ao conceito participação mesmo na utilização da frase uper hmon por nós hyper hemôn pois na morte de jesus temos participação o que está vinculado à nossa desvinculação da escravidão do pecado com a colocação de que a fórmula com uper por hyper nem sempre deve designar a idéia de vicariedade barth mesmo define que em 2ª coríntios 5.14 o termo é vinculado diretamente com a idéia de participação e logo no sentido de morrer em favor de barth 118 no versículo 15 retomando o conceito levantado por barth de que a própria frase uper hmon por nós hyper hemôn é já uma fórmula destaca-se que se refere a alguma explicação que não precisava ser retomada em detalhe pelo fato de ser amplamente reconhecida e facilmente concebível entre os primeiros cristãos barth 48 como o conceito vicariedade foi mais difundida a partir da época de anselmo do que anteriormente barth 43-44 há com probabilidade outra explicação no qual se baseava a fórmula uper hmon por nós hyper hemôn que não seja de efeito vicário como paulo retrata em 2ª coríntios 5.18-19 parece ser que o conceito exposto de expiação tem vínculo com a idéia de que cristo fez por nós o que não podíamos fazer por nós mesmos de romanos 5.6-11 nesse caso é o próprio deus que deveria receber sacrifício que além de aceitá-lo o provê gênesis 22.9-14 e ainda mais oferece-se a si mesmo oferta duplamente irrejeitável e eterno já que todo o pano de fundo sacrifical do antigo testamento dependia sempre da aceitação divina do sacrifício o que se expressa aqui de forma substancial é de que este sacrifício não é de aceitação questionável igualmente coloca-se em destaque que yhwh interessa-se em restaurar o homem em comunhão consigo aquele que rejeitar tal demonstração do amor de deus em efeito 9 por três dias a alma torna ao sepulcro pensando que voltará a entrar no corpo quando porém vê que a cor do rosto se há transformado parte e o deixa bar qappara em genesis rabbah 100 64a por citação de strack e billerbeck kommentar zum neuen testament 2:544545 citado em beasley-murray 189-190 doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 8 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin despreza tanto o amor de deus como sua provisão como também o perdão e está em sentido real associándo-se aos que crucificaram a jesus unindo-se ao clamor de não queremos mais saber deste caia o seu sangue sobre nós e sobre nossos filhos pois não queremos nada com o deus que ele proclama ser deus reconcilia o mundo para consigo sendo que o homem é o alvo desta reconciliação sendo o homem que rompeu a comunhão e precisa ser restaurado barth 121 poderia-se pensar em sentido de que o pecado é o que destancia o homem de deus em sentido de interesse humano não de interesse divino o tratamento normativo equivale a um deus irado com o homem enquanto a mensagem mais abrangente bíblica parece ser de que o irado é o ser humano que não quer relacionar-se com o criador gênesis 2-4 foge de sua presença e logo reclama dos efeitos de seu pecado mesmo não procurando reintegrar-se ao propósito divino como também se coloca em joão 3.17-21 a cruz de jesus é o julgamento de deus sobre toda busca humana de orgulho coisas grandes de poder prestígio e sabedoria barth 124 se deus se revelou na cruz de cristo ele entrou na maior profundeza e perdição do mundo e ali na profundeza está próximo do ser humano barth 126 26/setembro barth 127-150 grudem 496-504 a paixão de jesus é o cerne teológico do evangelho de marcos barth 127 para marcos os milagres não dão a compreender corretamente a identidade de jesus pois os discípulos não entenderam quem era pela observância de sinais barth 130 somente após a páscoa é permitido aos discípulos pregar que jesus é o cristo barth 131 marcos parece definir as ordens de silenciar os discípulos e demoníacos em relação a um conceito de identificação de jesus como divino operador de milagres não tanto com questões de messianismo político barth 131 o sofrimento de jesus torna em marcos a ser visto à luz de polêmica em contra do conceito da salvação ser vista em termos de bênçãos materiais e libertação de toda e qualquer dificuldade barth 132 em marcos 10.42-45 jesus trata em polêmica contra a soberba de jacobo e joão que querem posições de senhorio privilégio e domínio como usa de linguagem de servidão e escravatura logo no versículo 45 ele fecha o discurso em linguagem relacionada em termos de extrair seus discípulos de tais confins de opressão o versículo deve ser visto sob a perspectiva do tratamento por barth referente ao conceito resgate 77-81 e não como agora o coloca como expressão de expiação vicária parece tratar mais a questão de invalidar a procura por poder e posição em marcos 14.24 jesus coloca que seu sangue sua vida é derramada por muitos porém não é especificado que tal morte deve ser compreendida como tendo efeito vicário a implicação é de que a vida derramada está vinculada a salvação mas o modo não é especificado a troca da vida de barrabás em relação à morte de jesus certamente pode ser visto como evento vicário mas tem ao mesmo tempo um impacto de realçar o nível de pecado do povo como se vê a progressão de pecado nas narrativas de gênesis capítulos 2 a 6 as colocações por barth 133-134 referentes à suposta vicariedade portanto podem ser explicados de forma simples em sentido de destacar e enfatizar a impiedade injustiça e óbvia culpabilidade da crucificação há porém outra explicação da fórmula expressa por jesus nesta passagem geralmente ignorada os judeus da época de jesus costumavam pagar uma quantia acertada entre os pais de um jovem casal chamada o preço da noiva quando a quantia fora acertada o jovem pretendente enchia um copo de vinho e oferecia à donzela com as seguintes palavras este cálice é o novo pacto no meu sangue que ofereço a ti as mesmas palavras referidas por jesus a expressão do compromisso por parte do noivo em oferecer sua vida e proteção à sua noiva caso ela aceitasse a proposta laan 1-2 a questão do porquê e para quê é relevante em termos do conteúdo do salmo 22 também a colocação de barth 135 referente ao mal-entendido do povo das palavras de jesus ecoam o pano de fundo histórico de jesus ter pronunciado sua exclamação em hebraico expressamente de salmo 22 certo sentido do qual sendo preservado ou enfatizado por marcos mesmo partindo da tradução normativa enquanto a frase em aramaico seria mais facilmente compreensível pelo povo lembra-se que marcos era o intérprete de pedro homem não-culto e teria com freqüência seguido a forma traditiva passado por pedro de marcos ter mudado a citação para o aramaico não infere muita coisa referente à procura do original tanto como levanta perguntas sobre o propósito dele fazer tal ênfase enquanto marcos diverge a atenção de uma citação piedosa do salmo ênfase recai sobre a distância que marcos quer colocar entre jesus como o messías salvador sofredor e o tal divino operador de milagres a modificação de marcos enfatiza a sua própria ênfase literária sem realmente afetar o tratamento autêntico do jesus sendo apresentado realça o que é de mais interesse ao propósito marquino lucas não fundamenta o perdão de pecados na morte de jesus em qualquer passagem de seus dois volumes barth 140 pela questão modelar do tratamento do sofrer de jesus e dos discípulos barth 140-141 pode ser que lucas visa mais usar o conceito modelo para enfatizar em atos a continuação de tudo o que jesus começou a fazer atos 1.1 lucas simplesmente não se preocupa muito em explicar a morte de jesus em termos salvíficos por ver a efetivação salvífica de deus na ressurreição e exaltação de jesus ele trata a sua morte portanto em termos de caráter ético e moral um modelo para o cristão barth 141-143 deve-se levar em conta portanto que uma devida explicação da morte de jesus a forças deve considerar o descaso que lucas leva ao assunto em termos soteriológicos o evangelho de joão é o que alude mais à iminente paixão de jesus barth 146 para joão a morte de jesus aparentemente vem a ter o sentido do confronto culminante entre o homem pecaminoso e deus barth 147 doc cristologia e 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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin enquanto temos na morte de jesus o conflito entre pecado e justiça tem-se ainda um aspecto glorificador glória em si designa revelar a essência de da vera identidade de jesus a infâmia [da traição é a glorificação de jesus qual rejeição culmina na sua morte sobre a cruz barth 147 a morte de jesus na cruz revela de forma concreta tanto o juízo de deus como o amor de deus em oferecer-se para reconciliar o mundo barth 148 nota-se que em geral as passagens que barth identifica de joão como expressões de vicariedade são expressamente vicários mas nada indica forçosamente que tenham vínculo com conceitos de expiação joão 1.26 trata de expiação mas não necessariamente de vicariedade a idéia do batista é de que esse cordeiro traria expiação mas nem tanto troca de morte por morte enquanto as frases de vicariedade em geral apontam para demonstração de amor profundo conforme as citações referenciadas por barth 148-149 a missão básica de jesus de acordo com joão é revelar o pai barth 150 como o mundo ama as trevas mais do que a luz a revelação da luz necessariamente leva ao confronto com o mundo das trevas ou seja leva à cruz é a revelação do amor no sofrimento barth 151 Êxodo 19.5 ­ aliança rota cf 2ª crônicas 7.14 ver jer 31/65 perdão de pecados ­ paralítico mr 2 e lc.2 sem vínculo de morte perdão em gênesis 3-4 sem vínculo sacrifical divindade unidade divina ­ o maior mandamento é este ouve o senhor teu deus é um cf mr 12.29-30 resgate ­ vínculo com aliança/matrimônio e o preço da noiva em contraste ao preço da traição mr 14.10-25 lc 22.1-22 quem não honra o filho não honra o pai pão do céu que dá vida comer/beber do sacrifício joão 5 para reunir em um só corpo todos joão 11 ­ matrimônio atrairei todos a mim amaram mais a glória dos homens/trevas que a de deus joão 3/12 o mundo me odiou primeiro a mim joão 12 contudo não estou só pois o pai comigo ­não foi abandonado que conheçam a ti joão 17.3 24-26 a si mesmo se fez deus joão atos nenhum de seus ossos joão aliança atos 3 pedro cheio do espírito santo mostra-se com clareza a maldade na acusação de jesus com testemunhas falsas que não foram mortos conforme designação da lei quem é este que até mesmo o mar e os ventos o obedecem logo o demoníaco gadareno mr 4-5 assim marcos trata de que jesus é senhor até sobre as foças do mal ninguém vem ao pai senão por mim joão 14.6 mostra-nos o pai joão 14.9-10 sacrifício pascal aliança joão 6 comer e beber missão e identidade jesus/pai/espírito joão 14-16 03/outubro barth 151-165 tratando o texto de barth referente à forma de argumentação do autor de hebreus é bom lembrar que o argumento é dirigido aos cristãos não aos judeus incrédulos É portanto uma lembrança ao cristão da centralidade da ação redentora de cristo em contraste às obras do sistema legalista judaico e vetero-testamentário a carta dirige-se portanto a chamar o cristão a fidelidade a deus mediante a fé em cristo desvinculadamente às questões de méritos legais do sistema sacrifical antigo não é de se esperar que um judeu da época teria aceito a argumentação exposta pois fora elaborada para os próprios cristãos incluindo pressupostos cristãos que não necessariamento o judeu teria acolhido i.é jesus é o cristo ao tratar a passagem de hebreus 9.13s é importante lembrar que a passagem trata do sacrifício para purgar impurezas ritualísticas não propriamente de pecado o tratamento vincula-se também com o sacrifício da promulgação de aliança conforme sacrifícios tais retratados em gênesis 15.9-21 Êxodo 24.3-8 salmo 50.5 jeremias 31 31-34 34.17-2010 o sacrifício de Êxodo 24 refletido na passagem de hebreus 9.13s era visto como símbolo da ratificação da aliança o sangue arrojado sobre o altar indicava a presença de yhwh enquanto o sangue arrojado sobre o povo indicando sua aceitação da proposta durham 339 e 343 lembra-se que o sacrifício pelo pecado levítico 15.15,30 não é a melhor tradução do conceito hebraico sendo melhor traduzido por sacrifício de purificação especialmente em vista de que em certos casos a oferta não tem vínculo com a questão pecado hartley 55-57 210 tal não denota necessariamente a expiação de pecado em si mas é parte do processo expiatório como pode-se ver em levítico 15.15 lembra-se que o termo santificar hebreus 9.13 e barth 155 tem a idéia de separar o que volta a lembrar em vínculo com a idéia de purificação ritual a questão da apropriação da aliança sendo promulgada por yhwh o povo 10 lane 239-242 doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 10 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin aceita a proposta e é separada para serviço a yhwh conforme Êxodo 19.5-6 ondo o povo é chamado para ser separado para pertencer a yhwh barth não precisa escapar de conceitos veterotestamentários para falar de um muro cósmico barth 157 pois já o hebreu pensavo no firmamento como tal muro acima do qual estavo o mero trono de yhwh veja conceito hebraico do universo em harbin teologia das narrativas 22 como vimos o novo testamento não dá somente uma resposta mas uma série de respostas à pergunta por que jesus teve que sofrer essa morte barth 159 nossa linguagem é falha por partir de seres finitos e falhos porém é necessário falar de deus mesmo em formas um tanto falhas ao mesmo tempo é necessário lembrar as limitações de nossas conceituações teológicas barth 161 que o significado salvífico da morte de jesus vai além do nosso entendimento torna-se visível justamente na justaposição de diversas interpretações e no uso de diferentes conceitos e esquemas que não coincidem inteiramente 11 barth coloca como necessário escolher entre as interpretações neotestamentárias para dar explicação da morte de jesus 163 porém o próprio nt não divorcia as várias interpretações lançadas uma da outra ela as coloca como ingredientes ou partes do quadro completo deus não foi até a cruz apenas para mostrar seu amor nem apenas para mostrar o âmbito do pecado humano nem apenas para tratar a expiação de pecado nem apenas para efetivar resgate ao homem escravizado pelo pecado nem apenas para revelar a justiça de jesus nem apenas para dar um exemplo para os discípulos cada um desses elemento trabalho em conjunto com os demais para explicar o agir de deus na cruz de jesus cristo a morte de jesus é elemento necessário para uma compreensão e validação do ministério de jesus o seu ministério não pode ser desvinculado de sua morte barth 163 a salvação do homem depende da ação aproximadora divina sendo que é a própria culpa do ser humano que o faz necessitado de salvação barth 163 como é necessário tentar compreender a morte de jesus a sua morte também interpreta a compreensão cristã da identidade de deus e conceitos de cristologia soteriologia antropologia barth 165 10/outubro 17/outubro recesso acadêmico Érickson 311-325 grudem 509-522 na encarnação jesus renunciou ao exercício independente de seus atributos divinos [tal que podia exercê-los apenas na dependência do pai e em associação com a posse de uma natureza plenamente humana Érickson 313 a transformação das vidas dos discípulos é testemunho suficiente da ressurreição de jesus pois deram suas vidas em testemunho de sua esperança e do seu testemunho Érickson 314 Érickson trata do corpo ressurreto de jesus como ainda não ascendido ao pai Érickson 314 porém jesus pediu a tomé que o tocasse mesmo que a maria magdalena para não o tocar por razão de não ter ascendido ao pai fica difícil aceitar portanto a explicação de Érickson de que o seu corpo ainda não tinha sido transformado em corpo espiritual a ascenção de jesus não foi uma mera mudança física e espacial mas também espiritual Érickson 315 o sentar de jesus à direita do pai é um símbolo de autoridade e governo ativo Érickson 316 o reinar de cristo não é apenas uma questão de exaltação final pois já reina nas vidas dos seus discípulos Érickson 318 jesus atua em reconciliação em termos de intercessão e expiação Érickson 319 no tratamento de Érickson das teorias de expiação ele realça as posições extremas de cada conceito cada qual é levado em forma isolada para explicar a expiação realizada em cristo a teoria sociniana 320 tem alguns elementos positivos e bíblicos que devem ser mantidos mas não a formulação exptrema isolada a teoria de influência moral tem peso de certos elementos bíblicos e aspectos positivos que devem ser respeitados porém não a formulação extrema como o pecado ser apenas uma doença da qual precisamos ser curados 321 no tratamento de orígenes citado por Érickson 323-324 há um descaso da temática do Êxodo do povo das mãos de faraó ou aparente ignorância da aplicabilidade do termo resgate ao evento essa temática teria sido de extrema importância ao judeu em sua reflexão sobre a ação divina em resgatar o povo em sua morte cristo 1 deu-nos um exemplo perfeito do tipo de dedicação que deus deseja de nós 2 demonstrou a grande extensão do amor de deus 3 salientou a seriedade do pecado e a severidade da justiça de deus 4 triunfou sobre as forças do pecado e da morte libertando-nos de seus poderes e 5 ofereceu satisfação ao pai por nossos pecados Érickson 325 em gênesis 2.4b-4.26 encontramos uma seqüência narrativa traçando reflexões teológicas referentes ao pecado sua definição suas conseqüências sua extensão bem como a resposta de deus ao pecado nestas narrativas temos o cerne dos pressupostos teológicos veterotestamentários sobre o pecado e a atitude divina frente ao mesmo não deve-se supor que estas narrativas foram compreendidas e suas implicações aceitas entre todo o povo hebreu em toda a sua história mas formam o cerne teológico para o redactor final do pentateuco mesmo que este às vezes 11 schlink citado em barth 162 doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 11 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin retrata conceitos de épocas posteriores ou níveis teológicos superiores ao tratamento dado em outras passagens veterotestamentárias yhwh vem sendo apresentado nestas narrativas como justo e misericordioso agindo de acordo com a sua graça para com o homem este mesmo yhwh trata o homem caido não em vingança ou ira mas em busca de reconciliação enquanto caim teme o que os demais homens farão em retribuição yhwh age em sua proteção enquanto o homem procura apontar o dedo a qualquer lado para escapar de sua culpa yhwh atua para restaurar-lhe o que é possível em sua nova condição provendo ao mesmo tempo alertas da nova condição e fazendo por ele o que não lhe é possível sem ajuda atuando até para protegê-lo de viver para sempre na condição de pecador ao mesmo tempo as narrativas revelam o efeito cumulativo do pecado sobre a humanidade fornecendo o pano de fundo para a narrativa do dilúvio nos capítulos que seguem na narrativa do dilúvio o narrador começa com a colocação de que o homem havia destuído a criação de yhwh portanto yhwh resolve dar à criação um novo começo uma segunda chance e um novo começo re-criação em face da dor que sente ao ver a destruição lavrada pela humanidade assim yhwh age para restaurar e consertar aquilo que o homem havia destruído 24/outubro Érickson 327-340 grudem 523-529 erickson trata que deus pode ser descrito como alérgico ao pecado compelido a afastar-se do pecado 328 porém não é isso que se vê no ministério de jesus no seu comer com publicanos e pecadores especialmente em relação a zaqueo nem em gênesis 3 e 4 quando yhwh se aproxima ao homem pecador para reconstituí-lo a um relacionamento de comunhão mesmo estabelecendo proteção sobre a vida de caim obviamente o pecado não lhe agrada mas nem por isso exerce qualquer controle sobre o altíssimo os textos que Érickson cita em apoio ao conceito do deus alérgico Érickson ct 285-286 referenciam homens pedindo distancia de deus frente a sua pecaminosidade isaías 6.5 e lucas 5.8 não deus criando tal distância em Êxodo 20.19 encontra-se as palavras do povo que não quer que yhwh lhe fale diretamente mas que moisés lhe seja portavoz de certo no contexto há também registros de yhwh fazer demarcar limites para que o povo não se aproximasse demais ao monte porém entende-se que fosse igualmente a vontado do próprio povo ter distância de yhwh por causa de seu sentimento de culpa a lei torá instrução cf houtman em wolde 166 e lasor 3 deve ser concebido em termos de ensinar o homem a relacionar-se com deus Érickson 328 a punição inevitável do pecado Érickson 329 pode ser concebido em termos de conseqüência natural de acordo com as leis naturais que deus estabeleceu para reger o universo assim também a instrução da lei os mandamentos do criador fornecem ao homem explicação referente a como viver no mundo criado por yhwh o homem é completamente incapaz de fazer qualquer coisa para efetivar a sua própria salvação Érickson 329 logo depende expressamente de deus o animal de sacrifício ideal no sistema sacrifical veterotestamentário era o boi sendo que esse deveria ser o melhor pelo valor e uso considerável desse consideraria-se que tal animal podia ser apresentado apenas por aqueles grandes fazendeiros em ocasiões de fartura gerstenberger 27 conseqüentemente o valor imensurável de tal sacrifício é apontado isaías 53 é o único texto do antigo testamento que trata de uma morte vicária pelos pecados das pessoas barth 65 ainda assim isaías 53 traça a questão de morte vicária não em termos de apaziguar ira mas de trazer reconciliação em meio ao reconhecimento de males cometidos entre os ofensores e deus watts 233 assim mesmo quando o conceito de morte vicária é apresentado em isaías 53 não vem a ser igual ao conceito helenístico de morte vicária como barth continua comentando isaías 53 não parece ser a fonte base de expressão do conceito de morte vicária no cristianismo barth 65 o tratamento do pano de fundo do antigo testamento oferece no mínimo a opção de um desvínculo entre expiação e vicariedade perde-se uma compreensão direta de expiação não-vicária pelo surgimento do conceito de vicariedade barth não toma o tempo para procurar uma explicação concebível de expiação vinculada a morte sem que seja morte vicária parece ser uma falha completa pois havia morte em sacrifícios através do antigo testamento nenhuma das quais era compreendida em sentido de vicariedade já a expiação no antigo testamento também pode ser desvinculado de morte para o qual uma compreensão de expiação sendo unicamente de caráter vicária é simplesmente inaceitável pelo vínculo de expiação com os objetos cúlticos do templo/tabernáculo entende-se que expiação tinha a ver com a restauração de comunhão com deus o sangue do animal roseado sobre o altar e a arca da aliança a tampa da qual era representativo do trono de yhwh ou sendo o seu trono na terra e sobre o ofertante simbolizava tal aproximação já que a vida derramada voltava a yhwh e o ofertante haveria colocado suas mãos sobre o animal seria tambem levado perante yhwh restaurando a presença de yhwh no templo e na sua vida caso yhwh aceitasse a oferta como o sacrifício era visto como dependendo da aceitação de yhwh não é propriamente a morte ou mesmo o sacrifício que efetua expiação mas o próprio yhwh o que leva o evento sacrifical a ser visto mais como um ato de obediência e reflexão do que um ato salvífico em si veja o tratamento de barth nas páginas 62-63 referente ao conceito veterotestamentário referente ao sacrifício erickson trata sacrifício em termos de vicariedade Érickson 330 porém esse não parece ser o conceito do antigo testamento enquanto erickson denota a oferta da vida de jesus como resgate de escravidão Érickson 331 os textos citados não referenciam necessariamente escravidão pode ser que a implicação de jesus seja do resgate da noiva da casa de seu pai em lugar de escravidão em si por outro lado a especificação de resgate da escravidão pode ser visto no contexto do Êxodo doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 12 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin as colocações de erickson referente ao conceito de substituição ou vicariedade Érickson 331 podem ser também compreendidas em sentido de uma morte a favor do povo que possibilita salvação sem necessidade de ser interpretado em sentido vicário o amor do pai e o do filho são intercambiáveis Érickson 332 a ira de deus referenciado por erickson no texto de romanos 1.18 Érickson 332 parece denotar a forma de conseqüência natural do pecado conforme a lei da criação isso se dá ao notar que a passagem descreve um crescimento de conseqüências do pecado dando fruto natural sendo essa progressão definida como a ira de deus em cristo deus intervém para tirar o homem dessa problemática erickson trata o tema da ira de deus de forma muito estreita com sentido equivalente à ira ou raiva humana Érickson 333-334 a ira de deus na bíblia aparece mais em sentido de justiça do que raiva no dilúvio a ira de deus revelada não foi em sentido de raiva mas em sentido de corrigir a destruição ou ruína efetivada pelo homem para re-estabelecer a criação ali gênesis 6.11-12 a mesma palavra hebraica é usada para descrever o que o homem há feito com o mundo e o que yhwh está prestes a fazer wenham g 172 e wolde 122 em resposta à pergunta de erickson referente a propiciação 335 primeiramente ressalta-se que o próprio texto mencionado indica a disposição de yhwh em perdoar no caso de caim yhwh vem ao seu encontro explicando que o seu sacrifício não foi aceito por falta de arrependimento nesse sentido o sistema sacrificial do antigo testamento visava fornecer as bases para uma expressão de arrependimento e aproximação do pecador para com yhwh o homem expressa a sua dependência e necessidade de forma humilde em arrependimento no sacrifício veterotestamentário tal como o faz perante jesus nos moldes do novo testamento quando erickson cita robertson em apoio ao conceito subsitutivo Érickson 336 é válido lembrar que estudo do sistema sacrificial do antigo testamento como mostra barth 62-63 não utiliza-se de conceitos de morte vicária robertson não tinha acesso a tal compreensão veterotestamentária o que invalida sua conclusão gramatical apontada por erickson há outra forma gramaticalmente apropriada de compreender a passagem quando se trata de um sistema sacrificial diferente do conceito vicário deus não é obrigado a exigir pagamento pelo pecado mas a questão perdão depende de arrependimento para que possa haver uma restauração de comunhão não importa se deus perdoar ou não se o homem não se dispõe a um relacionamento com o seu criador deus porém age para trazer o homem a um relacionamento que inclui o perdão de todo e qualquer pecado isso porque deus quer um relacionamento com o homem mesmo que o homem tem se distanciado de deus 31/outubro Érickson 369-379 joão 3.1-16 no encontro com nicodemo jesus utiliza várias forma de explicar uma única verdade referente à necessidade de estabelecer um relacionamento de fé para salvação como nicodemo não compreendia havia a necessiadade de usar mais de uma forma para explicar não lhe era possível falar sem usar figuras pois o celestial é além da compreensão humana joão 3.17-21ss já está julgado jesus veio para livrar da condenação e o julgamento é este que os homens amaram mais as trevas do que a luz pois a suas obras eram más o julgamento e a condenação já estavam realizadas e atuantes na humanidade como também são até hoje não havia de se esperar a chegada de um dia de juízo mas apenas a efetivação da sentença no interino antes da morte do indivíduo porém existe a possibilidade de ser inocentado por cristo em outras passagens trata-se de um juízo vindouro mas aqui de outra perspectiva qual trata o julgamento como fato já no passado qual temática será repetida em 5.24-25 em joão 5.5-14 jesus vincula a cura do paralítico com questões de fé e pecado jesus não curou a todos mas curou a este logo a cura deste paralítico vincula-se com o ensino de jesus referente ao morto ambulante 5.24-25 já há condenação e juízo o homem apenas está aguardando cumprir a sentença mas existe a possibilidade de ser inocentado mesmo que já foi julgado culpado a salvação inclue três aspectos justificação santificação e glorificação Érickson 370 a salvação pode ser concebido em termos verticais horizontais como também internos Érickson 370 já que o relacionamento com deus influe conseqüentemente nos relacionamentos com os demais e também em mudanças no interior do indivíduo como é tratado que o movimento da salvação pode partir do social ao indivíduo ou do indivíduo ao social Érickson 371-372 deve-se manter atento às implicações da salvação no relacionamento entre o indivíduo e a sua sociedade deus era muito capaz de resgatar-nos das incomensuráveis profundezas da morte de outra maneira mas desejou mostrar os tesouros de sua bondade infinita quando não poupou o filho único calvino em george 220 lembra-se ao tratar o encontro de jesus com nicodemo que jesus viu a necessidade de empregar várias simbologias para explicar uma única verdade a nicodemo como este não compreendeu o primeiro jesus utizou outro retrato para comunicar a necessidade de regeneração e logo outro É necessário ressaltar que a salvação contém dois aspectos essenciais que logo se mostram em várias polaridades somos salvos de certas coisas e para outras É comum tratarmos mais o aspecto negativo salvos de porém esse não é o quadro completo o resto do quadro ressalta tanto o compromisso do cristão como a promessa que lhe é feita como nova criatura o crente agora tem outra possibilidade de atividade embuído de um novo propósito e referencial o quadro que se segue não pretende ser completo mas ilustrativo das conseqüências de vida da salvação doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 13 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin salvos de arrogância condenação derrota desconfiança desesperança desobediência despreparo dominância escravidão falsidade/erro falta de propósito/rumo ignorância imagem deturpada/depravada impureza individualismo inferno infidelidade ira legalismo luta/conflito medo mortandade morte Ódio pecado reinar do ego separação de deus sermos surpreendidos trevas vida infrutífera humildade justificação vitória salvos para confiança fé esperança obediência estarmos preparados serviço liberdade real verdade missão conhecer a deus semelhança de deus purificação comunhão com outros/mundo/deus céu fidelidade recompensa graça paz confiança regeneração vida das eternidades amor boas obras reinar de deus relacionamento com deus sermos vigilantes luz fruto/produtividade a salvação vem pela fé de graça como fruto do amor de deus dado a todos que aceitarem há porém uma forte demanda sobre o receptor em relação ao compromisso que ele assume com deus ele é salvo em graça mas também para graça ele é salvo do pecado para viver conforme a instrução e propósito de deus É simplesmente impossível ser salvo sem que haja a conseqüência de cumprir com as boas obras pois somos salvos para uma nova vida o que tem fé produz fruto fruto de uma vida de comunhão com deus gálatas 5.22-23 que é uma conseqüência natural da salvação conforme efésios 2.8-10 somos salvos para realizar as boas obras que foram estabelecidas para o nosso caminhar É necessário realçar o fato de que a fé tem como objetivo transformar vidas não um escape do inferno para tal há como condição sumária o relacionamento de entrega a cristo que efetúa um novo proceder uma nova vida uma transformação radical que faz de cristo senhor absoluto É para tal que somos salvos de nós mesmos para deus em gênesis 22 1ª reis 18.21-39 e mateus 6.5-8 encontra-se textos que refletem um contraste entre o culto devido a deus e a forma cúltica pagã junto com os seus conceitos de deuses que precisavam ser convencidos a ouvir o cultuante abraão foi ensinado que yhwh não queria sacrifícios humanos para demandar sua atenção para que abençoasse o sacrifício supremo do ofertante É o próprio yhwh que oferece o animal para o sacrifício que deve ser-lhe entregue no monte carmelo os profetas de baal fazem de tudo para serem ouvidos mas yhwh não precisa ser instigado a responder a oração de elias é bem simples e direta sem repetição nem atos que revelam qualquer qualidade pessoal além de confiança jesus ensina os seus discípulos que deus está pronto para ouvir mesmo reconhecendo suas necessidades de antemão logo não é necessário fazer quallquer coisa para agarrar sua atenção crê tu somente no texto de hebreus 9 encontra-se também o conceito de que pelo sistema sacrifical expiação não é efetivado pelo sacrifício pois no sacrifício faz-se recordação de pecado o pecado não é eliminado mas lembrado neste lembrar o ofertante era implicado referente a sua falha que em arrependimento o instigava a voltar-se a yhwh doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 14 de 20

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stbrs ­ cristologia e soteriologia pr chrístopher b harbin 07/novembro Érickson 381-390 Érickson defende que a predestinação precisa ser compreendida e estudada a fundo sendo obrigação do cristão cumprir com tal por definição de que a bíblia menciona o conceito Érickson 381 no entanto a bíblia menciona muitas coisas que não carecem de enfoque detalhado pois um enfoque detalhado sobre elas resultaria apenas em desviar a atenção do cristão daquilo que é realmente importante para um teólogo pode ser necessário fazer uma análise de questãoes com os quais seus alunos discípulos e leitores se preocupam Érickson mesmo não dá razão para validar a sua colocação emprega-se o termo predestinar em relação à salvação apenas em romanos 8.29-30 e efésio 1.5 deuteronômio 4.7 fala de deus ter escolhido o povo de israel por ser um povo insignificante conseqüentemente para mostrar sua grandeza ao mundo não para salvar apenas israel deut 10.15 nehemias 9.8 menciona a escolha de abrão isaías 51.2 e ezequiel 20.5 a escolha de israel isaías 41.8-9 atos 13.17 marcos 13.20 referente aos escolhidos em jerusalém lucas 6.13 e joão 15.16 referente à escolha dos 12 efésios 1.4 refere-se aos crentes como escolhidos 1ª tessalonicenses 2.3 cristãos como primeiros frutos deuteronômio 28.10 fala do povo como sendo chamado povo de yhwh 2ª crônicas 7.14 isaías 43.1-7 44.5 48.1,12,15 49.1 jeremias 14.9 15.16 amós 9.12 atos 15.17 1ª coríntios 1.24 usa o termo em sentido de pertencer a yhwh seguindo o conceito de que domínio é refletido no nomear o outro gênesis 1.5,8,10 2.19-20 3.16,20 romanos 1.6-7 usa o termo chamado em sentido de convocação a um propósito 1ª coríntios 1.2,9 7.15 gálatas 5.13 efésios 1.18 4.4 colossenses 3.15 1ª timóteo 6.12 hebreus 5.4 1ª pedro 2.21 3.9 5.10 romanos 9.24,26 refere-se ao povo sendo chamado a existir como povo de yhwh É usado o termo chamado em sentido de ser redimido 1ª coríntios 7.17-24 gálatas 1.6,15 efésios 1.14 2ª tessalonicenses 2.14 2ª timóteo 1.9 hebreus 9.15 11.8 1ª pedro 1.15 2.9 propriamente o termo grego proorivzw quer dizer decidir de antemão podendo ser traduzido no sentido estrito de predestinar nos termos calvinistas mais severos como também pode ter o mesmo sentido apontado por warfield cf e 381 de uma intercambiabilidade com outros termos de romanos 8.29 a forças o termo não vem carregado de sentido fatalista mesmo que possa comportar tal conceito deve-se cuidar portanto para não impor uma interpretação teológica sobre o texto de romanos e efésios a partir de formulações teológicas externas ao texto por esta ótica deve-se também lembrar que o estilo hebraico de usar paralelismo pode bem aplicar-se nesta passagem de paulo se a construção lingüística reflete realmente um uso de paralelismo pode-se optar entre usos de sinônimos complementares ou por um desenvolvimento conceitual gradativo pelo tanto não há base suficiente aqui para compreender que o texto demanda uma compreensão fatalística em relação à predestinação de deus a posição de Érickson sobre predestinação depende do conceito que ele elabora da soberania completa de deus conforme descrito deus seria o único agente de vontade independente no universo criado tudo o que deus realmente quer acontece e tudo que acontece é obra e vontade de deus partindo desta ótica a única solução possível é de predestinação dupla Érickson coloca p 388 que o ser humano é incapaz não apenas de salvar-se mas de desejar ser salvo para ele é apenas quando deus intervém para modificar a vontade humana que o indivíduo pode desejar ser resgatado por deus entretanto Érickson não sustenta as afirmações com base definitiva os trechos aos quais aponta tratam do ser humanos em sentido genérico não procurando ser categóricos ao ponto de negar mesmo um ato decisivo voluntário para procurar salvação em deus É definitivo que o ser humano não pode se salvar mas o que não pode ser definido com tanta asseveridade é que o homem não possa por si mesmo querer desvencilhar-se de sua escravidão ao pecado É necessário que o homem tenha vontade própria real no entanto para que tal possibilidade fosse real 14/novembro baillie 179-205 Érickson 391-402 veja o ensino de lucas 9.57-62 que revela um chamado de jesus rejeitado pelo ouvinte em contraste ao tratamento de erickson 392 de que o chamado de deus não pode ser rejeitado a posição de erickson 394 reivindica para deus uma soberania absoluta reivindicada de forma completa o que logo é incompatível com passagens como 1ª timóteo 2.4 Às vezes a igreja se esquece de que há variedade na maneira de deus agir Érickson 394 em gênesis 6.6 encontra-se o termo hebraico nacham geralmente traduzido como arrependeu-se no entanto este termo está colocado no contexto de um paralelismo de duas frases do mesmo versículo o que aponta para uma compreensão do termo mais em sentido de condoeu-se logo arrependeu-se yhwh e pesou-lhe o coração tem o mesmo signficado lamentar em passagens como esta yhwh é visto como sofrendo por causa do pecado humano tal que altera seus planos em resposta à ação humana neste uso não há nenhuma conotação moral mas sim alteração de planos É nessa alteração de planos que vincula-se o conceito com aspectos morais de transformação de vida ao tratar do ser humano no contexto humano porém a necessidade da alteração é conseqüência de uma necessidade moral enquanto a ação divina segue de forma coerente com o caráter moral e ético de yhwh o termo mais usado no novo testamento em termos de arrependimento para salvação também denot esta transformação de mente ou atitude quando [o arrependimento é do pecado e para deus o caminho da salvação há começado moody 312 outro aspecto de fé que é essencial a ser tratada é o seu caráter relacional fé é um relacionamento de confiança não apenas uma aceitação proposital ou crença fé denota a forma adequada de relacionar-se com deus e a forma conseqüente de viver neste relacionamento moody 309 e 327 doc cristologia e soteriologia.doc impresso 2002-08-14 página 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