Deus, Criação, Providência, Milagres, Oração e Anjos

 

Embed or link this publication

Description

Seminário Teológico Batista do Rio Grande do Sul

Popular Pages


p. 1

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin deus criação providência milagres oração e anjos seminário teológico batista do rio grande do sul teologia sistemática 2 panorama geral procura-se neste documento expor o leitor a um resumo de pesquisas referente ao estudo das passagens bíblicas fundamentais na temática cristológica bem como um tratamento teológico sistemático dos conceitos pertinentes o aluno utilizará três livros textos e a apostila bem como leituras à parte em regime de pesquisa individual os livros textos serão os seguintes erickson millard j introdução à teologia sistemática traduzido por lucy yamakami são paulo vida nova 1997 original em inglês 1992 páginas 99-204 george timothy teologia dos reformadores traduzido por gérson dudus e valéria fontana são paulo edições vida nova 1994 original em inglês 1988 páginas 44-47 100-102 122-126 200-233 242-243 307-311 grudem wayne teologia sistemática traduzido por norio yamakami lucy yamakami luiz a t sayão e eduardo perreira e ferreira são paulo edições vida nova 1999 original em inglês 1994 páginas 105-333 o aluno apresentará provas semanais sobre a leitura dos textos indicados supra seguindo as instruções do formulário a ser entregue pelo professor nesta avaliação far-se-á um diálogo com cada autor em consideração dos posicionamentos oferecidos e a sua correlação com a apresentação dos próprios texto bíblicos pressupostos teológicos segue uma lista parcial dos pressupostos interpretativos do autor desta obra É essencial em todo esforço interpretativo bíblico estabelecer o ponto de partida do intérprete estes pressupostos informarão o processo deste estudo e os seus resultados finais o autor pressupõe que o enfoque bíblico é por natureza teológico e deve ser lido dentro deste enfoque o texto bíblico é a fonte de autoridade para fé e prática princípio essencial dos batistas um texto deve ser lido dentro do seu próprio contexto procurando sua mensagem contextual somente depois de tratar o que um dado texto diz por si mesmo deveria-se comparar sua mensagem com a de outro texto um texto difícil não deve receber o peso teológico dado a um texto claro a interpretação exata de todo texto bíblico não ficará clara mesmo com muito estudo detalhado o uso de comentários dicionários e outros livros é de ajuda no estudo de uma passagem porém deve sempre tomar lugar secundário ao estudo do texto bíblico por si mesmo o tipo literário de uma passagem implica na sua interpretação apropriada doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.1 de 23

[close]

p. 2

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin quando se encontra com um texto que aparentemente não apóia um conceito teológico o texto está sendo mal-interpretado ou o conceito teológico deve ser reformulado até que esteja conforme com a mensagem bíblica a teologia é um estudo sempre em andamento pois o homem é finito e não chega a um ponto de compreender plenamente o infinito não se deve separar teologia do conceito de revelação pois é somente pela auto-revelação de deus que se pode conhecer a deus É importante lembrar que as traduções atuais da bíblia estão em geral baseados em tradições de traduções primitivas de homens bem intencionados mas que estavam apenas começando a estudar a bíblia e portanto deve-se sempre que possível recorrer às línguas originais não se deve forçar um conceito neotestamentário sobre um texto qualquer que não apresenta o mesmo ensino não se deve forçar um texto bíblico dentro de um molde teológico o texto bíblico apresenta a deus através do que deus faz muito mais do que em termos de descrições abstratas e proposicionais a fé exige aceitar um compromisso com deus mesmo quando não se conhece plenamente todo aspecto das exigências do compromisso nem de antemão as respostas aos questionamentos teológicos as perguntas essenciais a serem feitas ao texto bíblico são quem é deus quem sou eu e o que deus quer comigo definição e delimitação do estudo teodicéia refere-se ao estudo de deus em termos de seus atributos providência e obras incluindo também doutrinas concernentes à criação milagres oração e anjos nomes de deus nunca ocorreu aos autores do antigo testamento provar a existência de deus tal assunto teria sido absurdo dado as atitudes da época1 as narrativas bíblicas revelam um tempo em que a existência de seres sobrenaturais era inquestionável 2 assim os narradores bíblicos não procuraram explicar a existência de deus mas apontar para a sua identidade através do que fazia hoje até existe quem questiona a existência de deus porém a bíblia não entra no assunto e aceita que sua existência é obvia mais propriamente o narrador procura especificar qual dentre os deuses conhecidos pelos povos foi aquele que chamou a abrão o próprio criador de todo o universo3 os nomes utilizados para deus também refletiam algo de sua identidade manifesta pela intervenção divina na vida de seus servos quase a única declaração referente aos nomes hebraicos de deus que teria aceitação geral de pesquisadores modernos é que seus significados originais são desconhecidos 4 os dois nomes ou termos usados com mais freqüência nas narrativas de gênesis são elohim yhla e yhwh hwhy estes termos aparentemente apresentam 1 2 davidson a 30-31 robinson 54 3 wenham g xxii 4 robinson 52 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.2 de 23

[close]

p. 3

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin a deus sob duas figuras nenhuma delas exaustiva em si deus no aspecto de ser transcendente elohim além do alcance humano e deus no sentido de ser imanente yhwh presente em meio de suas criaturas oferecendo um relacionamento em amor5 um nome para os povos antigos era mais do que o identificador de uma pessoa ou objeto o nome expressava algo da natureza daquilo que designava assim a frase o nome também refletia o ser referenciado em toda sua complexidade6 É nesses termos que a frase o nome veio a identificar a yhwh como se fosse um nome próprio7 o termo elohim yhla seria traduzido em sentido literal por deuses o aspecto plural podendo ser uma indicação de grandeza de poder8 o termo yhwh está vinculado ao verbo ser possivelmente sendo o verbo no particípio dando o sentido de aquele que causa a existir 9 mesmo assim o sentido exato dos termos não é possível identificar quando o nome pessoal yhwh é utilizado o texto parece refletir uma face mais pessoal de deus deus em relacionamento com a humanidade ou com o mundo de suas criaturas vivas10 assim reflete o relacionamento especial entre deus e o povo em termos da aliança11 yhwh é deus em sua imanência ou atividade presente e relacional em termos etimológicos o nome pessoal yhwh é explicado na passagem bem conhecida de Êxodo ou como `ele é seja `vem a ser ou `ele será sugerindo deus se revela e se revelará tal como é12 nas versões da bíblia em português yhwh é geralmente traduzido como o senhor seguindo a prática dos judeus que ao ler o texto pronunciavam a palavra hebraica equivalente a senhor em lugar de pronunciar o nome pessoal de deus13 quando o texto apresenta deus através do termo elohim a narrativa parece tratar de deus com enfoque no aspecto de sua transcendência em justaposição à criação como um todo sendo especificado o senhorio do universo visando o princípio vital que se encontra dentro do ser vivo14 esta é a face de deus que se estende além de um relacionamento pessoal É deus em sentido de estar além do alcance humano o rei soberano do universo em toda a sua majestade autoridade e poder etimologicamente elohim é a forma plural para o termo eloah hala15 vinculado também à palavra el la um termo às vezes genérico para indicar um deus esta forma plural elohim indica a deus como sendo de categoria divina porém acima e separado de qualquer outro deus estas distinções do uso dos termos elohim e yhwh não é sempre obedecida não sendo portanto uma regra inalterável mesmo assim parece explicar de modo geral o uso dos termos nota-se que na narrativa de gênesis 2.4-3.24 o narrador utiliza um conjunto dos dois termos yhwh elohim yhla hwhy a não ser no discurso entre a mulher e a serpente em 3.1-516 nesse ponto o narrador evita utilizar o nome pessoal yhwh aparentemente para não atribuir a yhwh 5 6 wolde 133 berkhof 47 625 e harris 1578-1579 7 wolde 155 8 berkhof 48 9 bandstra 138 10 wolde 133 11 wenham g 87 12 robinson 52 13 berkhof 49 14 wenham g 87 e wolde 133-134 15 berkhof 48 16 o mesmo caso aparece na narrativa de gênesis 22 onde abraão é provado referente à necessidade de sacrificar a isaque doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.3 de 23

[close]

p. 4

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin tais atributos como malévolo secretivo e restringidor nesta narrativa é essencial lembrar que as duas faces de deus estão sendo apresentadas em conjunto17 quando o texto de gênesis menciona melquisedeque ele é apresentado como o sacerdote de el elyon yl la18 elyon devendo ser traduzido por o mais alto 19 assim encontra-se uma frase caracterizando o mais alto deus elohim bem pode ser compreendido como refletindo certo aspecto da mentalidade dos povos tal que yhwh seria visto como o deus de todos os deuses yhwh é aquele único deus que está por detrás acima e além das concepções falhas de deuses entre todos os povos coloqüialmente o chefão dos deuses relacionadamente pode-se entender o termo elohim como designação pelos autores hebreus para indicar a plenitude de deus a singularidade de deus refletida em sua grandeza pode ser ao mesmo tempo uma forma hebraica de criar certa distância do uso desapropriado do nome pessoa de deus como os judeus até hoje omitem pronunciar o termo yhwh no contexto do espiritismo afro-brasileiro vale salientar que no conceito hebraico e nos conceitos dos povos ao redor os outros deuses equivaliam aos orixás e exús da perspectiva espírita não são grandes deuses no patamar de yhwh mas deuses restritos em geral a atuação sobre localidades bem restritas estes deuses seriam pouco maiores do que os seres humanos com um ou outro deles exercendo força e autoridade maior isto se vê ilustrado no épico ugarítico aqhat no qual um homem luta contra uma deusa sendo uma luta física entre semi-iguais também em gênesis quando jacó luta com elohim e homens 20 conceito de ciência 21 o povo hebreu não compartilhava a forma atual de conceitualizar e falar de ciência conhecimento o seu método científico não obedecia às normas e aos padrões atuais de investigação crítica e análise de hipóteses teorias e leis isto se deve ao fato de que a ciência moderna com a sua metodologia de pesquisa e o seu chamado método científico simplesmente não existiam na época do povo através do qual o texto bíblico foi transmitido além de a bíblia não ser um texto de ciência o processo científico dos autores teria sido completamente distinto do processo em uso na atualidade mesmo as suas preocupaçãoes científicas do povo hebreu teriam sido muito distintas das preocupações vigentes por estas e outras considerações não se deve forçar uma perspectiva científica moderna sobre o texto das narrativas bíblicas especialmente porque a narrativa não tem os mesmos interesses e enfoques da ciência atual como já foi exposto o propósito central das narrativas bíblicas é teológico não científico o antigo testamento nunca teve a pretenção de ensinar ciência um estudo cuidadoso do antigo testamento como um todo revela ao leitor que o interesse dominante do autor era religioso 22 o enfoque do seu ensino não é historiografia ciência política geografia cartografia zoologia biologia astronomia e nem cosmologia o propósito é revelar yhwh hwhy este único e supremo deus que criou os céus a terra e a humanidade enquanto a ciência procura investigar o como e o quando da criação a bíblia procura responder o quem e o porquê da criação 17 18 wenham g 55-57 e 87 mulder em woude 11 19 brongers em woude 117 20 gênesis 32.24-29 o termo usado para referencia a divindade aqui é elohim seja deus ou deuses 21 para um tratamento de caráter específico do tema veja também a seção números ­ idades antediluvianas 22 price 35 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.4 de 23

[close]

p. 5

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin calvino entendeu que a bíblia não era um livro fonte de ciência natural o propósito das escrituras consistia em revelar o que era proveitoso saber sobre deus e sobre nós mesmos 23 a ciência tem outro objetivo sendo este descrever a realidade e o seu funcionamento procurando discernir aquilo que é comprovadamente a verdade em termos dos fatos específicos dos eventos quando o teólogo e o cientista efetuam os seus papéis dignamente não há nenhum conflito a ser percebido entre os dois campos de estudo pois são bem distintos em propósito e metodologia o que geralmente se percebe como um conflito entre a teologia e a ciência tem mais do que nada a ver com uma forma de expressar a verdade sendo descrita do que um conflito em si aquele que percebe o antigo testamento como sendo a `palavra inspirada de deus não precisa [proteger]24 os livros do antigo testamento escritos em palavras e linguagem humana da pesquisa científica normativa 25 a bíblia deve ser compreendida de acordo com seu propósito possibilitar aos homens relacionarem-se de forma salvadora com deus ela não foi dada para satisfazer nossa curiosidade nem para fornecer informações que podem ser obtidas pelo estudo da criação de deus 26 os conceitos bíblicos que expressam declarações científicas que hoje são consideradas inválidas refletem apenas a perspectiva não-científica do povo por intermédio de quem deus revelou a sua vontade são frases que aparentemente não se classificam tanto por categorias de certo e errado mas pelas de modernas e antigas 27 É preciso lembrar que o ser humano é imperfeito ainda hoje em suas declarações de verdades científicas o que hoje se declara com muita segurança bem pode ser deixado de lado amanhã com novas informações obtidas através de novas investigações mesmo as considerações teológicas do antigo testamento mostram um processo de revelação e certo desenvolvimento que deixa certas formas de lado para aceitar uma verdade mais plena28 ainda mais em termos de conhecimento científico que já é acidental aos propósitos do texto bíblico não é uma questão de acusar de falsidade29 uma declaração científica feita há dois ou três mil anos mas de aceitar o fato óbvio de sua antigüidade a inadequação dessas formulações nunca prejudica a validade da mensagem da bíblia como as afirmações científicas de hoje não deveriam condicionar a veracidade da nossa fé30 aliás o propósito bíblico não é o de ensinar física quântica biologia geologia astronomia nem química o testemunho bíblico foi preservada e escrita para induzir a humanidade a um relacionamento íntimo e pessoal com o único deus yhwh criador do universo as narrativas não devem ser tomadas nem como história nem mito [mas proclamação do tratar decisivo de deus com sua criação 31 É essencial lembrar que este é o propósito bíblico o que as george 198 por proteger endende-se por um lado a tentativa extrema para explicar o texto de gênesis 1.1-2.3 tal que coincida com os conceitos científicos atuais aceitáveis o comentar citações referentes ao círculo dos céus como ensinando astronomia e cosmologia correta em lugar de compreender o ponto de vista do autor os esforços tremendos para comprovar com a precisão científica atual os fatos descritos concernentes ao dilúvio de gênesis 6-8 para que nenhuma citação bíblica encontre qualquer conflito com os conceitos científicos atuais e por outro lado o não aceitar que métodos científicos sejam aplicados no estudo do texto bíblico nem estudos críticos dos textos esperando apenas uma iluminação interna e específica do espírito santo para uma compreensão o texto bíblico sem maiores esforços ou cuidados em termos humanos 25 mulder em woude 3 26 erickson its 165 27 soggin 41 28 davidson a 8-11 29 exemplos de possíveis acusações de falsidade criação em seis etapas versus dias descrição física do universo janelas do céu fimamento etc dilúvio abrangendo todo o globo terrestre versus o mundo conhecido água e sangue saindo do corpo de jesus realmente sendo uma separação do sangue a impossibilidade astronômica do sol andar para trás 30 soggin 42-43 31 brueggemann 16 24 23 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.5 de 23

[close]

p. 6

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin narrativas podem ensinar o homem referente a história ou outra ciência é assunto de caráter apenas secundário pois está fora do propósito essencial da narrativa32 como fora mencionado na lista de pressupostos teológicos acima a preocupação do intérprete deve ser de resgatar o ensino bíblico referente às perguntas como quem é deus quem sou eu e o que deus quer comigo vale salientar que as perguntas de caráter científica concernem o esclarecimento de detalhes e definições de perguntas como quando como quanto e como será tais perguntas colocam o pesquisador a certa distância do assunto para que possa estudar a questão de forma clínica e objetiva estas linhas de investigação podem até entrar no campo teológico mas na maioria dos casos tratam de especulações que procuram satisfazer a curiosidade humana o problema com estas especulações surge quando o pesquisador é distraído da tarefa principal de conhecer a yhwh e a sua responsabilidade perante o criador desvincular-se ao seu compromisso com o criador não é coerente com o conceito de revelação e dependência o homem não pode definir o infinito pode apenas aceitar em fé o que lhe é revelado nesta revelação encontra-se o que é necessário que compreenda mesmo que tenha que suportar muitas dúvidas e questionamentos para os quais provém apenas a resposta dado a jó por yhwh33 esta não é a resposta que o homem procura mas é a resposta que deus lhe oferece de forma semelhante jesus desconsidera a perguntas dos discípulos em atos 1.6-7 referente ao futuro partindo logo para o que realmente lhes interessava saber mesmo que a pergunta feita era completamente outra deus comunica o que o homem precisa saber mesmo se a linha de questionamento do homem seja outra cosmologias34 antigas em vários casos saber algo da cosmologia do povo hebreu da época do antigo testamento é indispensável para que o leitor possa ter uma boa compreesão daquilo que um texto específico está tentando comunicar a sua cosmologia está vinculado aos conceitos dos povos vizinhos porém é ao mesmo tempo distinto desses outros conceitos É importante conhecê-los especialmente ao lidar com as narrativas que fazem referência à criação e ao dilúvio marcas deste conceito se encontram também em outras narrativas em descrições tanto do além-túmulo como de aspectos do universo físico o conceito hebraico do formato do universo deve ser considerado ao tratar de assuntos tais como a criação os hebreus tinham a mesma percepção científica do mundo dos outros povos de sua época porém faziam suas distinções em matéria do formato físico-estrutural do universo tinha muito em comum com os outros povos o texto bíblico usa termos como abismo 35 expansão em algumas traduções firmamento 36 janelas dos céus 37 e outros termos que de certo soam um tanto estranhos no século presente estes termos refletiam a forma antiga de se Às vezes é difícil de enxergar que o narrador bíblico não está interessado em fazer historiografia mas nestes casos deve-se identificar a ótica ou perspectiva dada ao relato lembra-se que uma crônica de história é sempre uma interpretação dos eventos nunca sendo apenas um registro isento de interpretação dos fatos 33 jó 38.1-42.6 34 por cosmologia refere-se ao conceito do formato físico do mundo como na compreensão científica atual que coloca o planeta terra como parte do sistema solar 35 refletido em passagens como gen 1.2 7.11 8.2 49.25 deut 33.13 jó 28.14 38.16 38.30 41.31-32 salmo 36.6 42.7 36 refletido em passagens como gen 1.6-8 14-15 17 20 salmo 19.1 150.1 ezek 1.22-26 10.1 daniel 12.3 37 refletido em passagens como gen 7.11 8.2 2a reis 7.2 19 malaquias 3.10 32 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.6 de 23

[close]

p. 7

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin refletir sobre o mundoa sua perspectiva do universo criado por deus pode-se ver que certos assuntos atuais como a preocupação de encontrar vida em outros planetas não tem cabimento no texto bíblico pelo simples fato de que estas perguntas baseiam-se em outra cosmologia muito distinta daquela dos hebreus38 o gráfico apresentado a seguir ajuda na compreensão da perspectiva científica dos hebreus referente ao formato do universo refletido especialmente em passagens como gênesis 1-11 e de jó 38-41 na qual deus faz perguntas a respeito da criação do universo que jó não consegue responder os elementos comuns entre os hebreus e os outros povos são diferenciados em seus termos representativos e especialmente da sua explicação religiosa É importante lembrar que mesmo quando o conceito hebraico reflete certas noções tidas em comum com os outros povos a ênfase das narrativas hebraicas é a de oferecer uma crítica nos pontos em que divergem deles pela revelação de deus este gráfico do conceito hebraico da estrutura do universo limita-se a uma fração mínima da cosmologia científica atual pode-se ver como a bíblia utiliza certa terminologia que se refere à cosmologia de seus autores39 podia-se acrescentar ao gráfico o título de firmamento ou 38 39 segue-se o quadro conceito hebraico do universo west 81 gênesis 1.2,6-8,16-17 7.11 Êxodo 20.4 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.7 de 23

[close]

p. 8

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin expansão para o círculo dos céus que separa as águas acima do firmamento da zona que se denomina hoje por atmosfera estes termos ajudavam o povo a falar do mundo ao seu redor mesmo que o seu conceito específico tenha sérios problemas em face da ciência atual entender a cosmologia hebraica é de ajuda para compreender as implicações das narrativas que utilizam a terminologia do mesmo conceito quando o autor bíblico refere-se às janelas do céu é bom saber que faz referência ao seu conceito de como a água acima do firmamento chega até a terra em forma de chuva a cosmologia é uma área da ciência que influe muito em vários aspectos da comunicação humana pois muitos dos seus conceitos alteram a forma de conceber o que acontece em volta do indivíduo e a sua sociedade a cosmologia hebraica aparece até no livro de apocalipse aonde o abismo sem fundo está vínculado a idéias concernentes à forma do mundo a terra era concebida como um disco plano que flutuava em cima de água o abismo refere-se às profundezas imensuráveis debaixo da terra para o qual pensava-se existir uma fenda capaz de ser selada 40 até o novo testamento portanto sente a influência desta cosmologia o conceito egípcio era estruturalmente bem parecido ao hebreu mas representado nas pessoas de seus deuses estes representavam para os egípcios as várias partes do cosmos enquanto trata-se na atualidade do mundo fenomenológico como objeto impessoal os antigos reagiam a ele como a uma `pessoa 41 assim entre os egípcios a mitologia e apresentação cosmológica defendiam que o panteão de deuses era parte do cosmos em termos físicos e representativos assim o universo é tanto criação de seus deuses como também os seus deuses compõem as partes do universo 40 41 robbins 221-222 lasor 24 e 32 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.8 de 23

[close]

p. 9

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin não parece que houve muita diferenciação feita entre a obra resultante e o originador da mesma no antigo conceito cosmológico egípcio o deus-céu é o céu o deus-terra é a terra o deus-nilo é o nilo e o deus-ar é o ar portanto no relato das pragas do egito42 deus se revela como maior que os deuses do egito não apenas por dominar suas esferas de influência mas segundo a forma egípcia de ver as coisas por dominar os seus próprios deuses essa forma segue alguns aspectos da mitologia babilônica retratadas no seu épico enuma elish43 porém é diferenciada em suas próprias expressões44 os relatos mitológicos dos egípcios referentes a este conceito cosmológico divergiam em muito das narrativas que se encontram no livro de gênesis essas primeiras relatam lutas e intrigas entre deuses que atuam tais como ou até piores do que os seres humanos esses deuses têm muito a em comum com os deuses dos gregos romanos e babilônicos porém pouco ou nada com yhwh hwhy senhor de israel o conceito babilônico ou seja mesopotamiana do universo é também parecido com o hebraico e o egípcio em seus termos estruturais mesmo que apresenta outro formato que centraliza a montanha da terra esta montanha era muito importante para os babilônicos refletindo a idéia de que no seu ápice era a morada de seus deuses o épico enuma elish45 amplia a perspectiva narrativa e histórica do conceito babilônico em termos de como o mundo chegou a ser formado este épico enfatiza mais o relacionamento com a perspectiva do panteão de deuses egípcios pois ele relata que alguns deuses são mortos e partes do cosmo formadas de seus corpos o mesmo relato diverge do egípcio em que os deuses usados para essa construção já não existem pois usou-se seus cadáveres na estrutura física do mundo a estrutura física resultante desta cosmologia porém apresenta-se bem semelhantemente à hebraica tem-se também uma reflexão da perspectiva cosmológica do apóstolo paulo ao mencionar um homem que foi levado até o terceiro céu 46 esta citação reflete sua visão estrutural do universo o quadro acima ilustra a cosmologia babilônica47 nota-se que a perspectiva á da terra ser uma espécie de ilha 42 43 Êxodo 7-12 incluindo a morte do herdeiro de faraó que também se considerava um deus ou representante divino enuma elish é um poema babilônico retratando a criação do mundo a partir da perspectiva babilônica de um panteão veja heidel 160 44 refere-se o quadro conceito egípcio do universo ­ west 82 45 heidel 78-79 46 2ª coríntios 12.2 47 segue-se o quadro conceito babilônico do universo ­ west 83 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.9 de 23

[close]

p. 10

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin com água na volta por todos os lados tal era o conceito geral dos hebreus e seus povos vizinhos48 um detalhe faltanndo no quadro é o túnel por debaixo da superfície da terra pelo qual o sol passava cada noite para chegar de novo a seu lugar de nascer49 nota-se nos relatos babilônicos uma série de conflitos lutas e intrigas estas sucedem tanto entre os seus próprios deuses como também entre os deuses e o caos do universo quando da criação do mundo habitado pelos homens desde a perspectiva babilônica a criação é realmente nada mais que a vitória sobre os poderes caóticos que ameaçam a vida dos deuses e das pessoas 50 os deuses até conseguem vitória sobre o caos do universo mas não há uma certeza de vitória entre si já que existe entre eles uma disposição a intrigas também as suas narrativas referentes ao dilúvio revelam este mesmo caráter de incerteza desconfiança capricho e intriga na cosmologia babilônica pensava-se que a criação do mundo era o resultado da junção dos oceanos de água salgada e de água fresca na pessoa dos deuses tiamat e apsu estes nomes servem de igual para designar os oceanos referentes51 era na junção ou união destes deuses que a terra seca se formou52 o formato do mundo portanto era concebido de modo essencialmente igual trocando o estilo e especificidade da atuação e identificação dos personagens divinos associados à criação assim as mitologias narradas destes outros povos divergem muito das narrativas hebraicas de gênesis no texto bíblico encontra-se conflito mas este conflito é procedente do homem não dos céus entre um panteão de deuses em gênesis deus cria a partir de uma decisão de sua livre e soberana vontade e até domina o caos ao começar sua obra criativa a descrição do restante deste primeiro relato da criação mostra como deus operou para impor ordem ao caos que já lhe obedecia e lhe serviu de base para o restante de sua criação o narrador continua mostrando ainda a soberania divina sobre o caos na descrição do dilúvio apresentando o conceito de yhwh ser muito acima do conceito dos outros povos referente a seus deuses o conceito estrutural da forma do universo então era mantido basicamente em comum com os outros povos ao seu redor porém as considerações teológicas que os hebreus mantiveram referente a essas estruturas físicas é algo completamente diferente como participavam dos conceitos cosmológicos dos seus vizinhos a sua ciência geofísica e geográfica era muito diferente daquela aceita no século vinte estas diferenças devem ser levadas em consideração para uma melhor compreensão de textos tão antigos mesmo com as diferenças enormes entre conceitos da estrutura do universo entre hoje e entre os povos do mundo antigo as considerações teológicas destes que apresentam conceitos divergentes são aplicáveis aos dias de hoje sem qualquer necessidade de alteração o texto bem podefalar com um linguajar geográfico ao considerar a vida além do túmulo sem alterar o significado do ensino teológico da expressão hoje mesmo se fala com o mesmo tipo de linguagem sobre o viver com deus nos céus ainda que se sabe que deus não mora num lugar fixo acima das núvens ainda refere-se a um inferno que se localizaria abaixo da crosta da terra mesmo que não mais se pensa no inferno como uma habitação por debaixo da superfície da terra estas formas de expressão remontam a cosmologias 48 49 bandstra 55 sasson 40-41 50 brongers em woude 116 51 bandstra 51 52 coogan 9 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.10 de 23

[close]

p. 11

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin bem diferentes à atual o problema maior para ointérprete é descobrir a intenção teológica do texto não considerar a validade científico do pensamento do povo e do autor não deve-se cometer o mesmo tipo de erro que a igreja enfrentou na época de galileu galilei opondo-se a novos posicionamentos científicos para proteger os vínculos que havia-se construído entre questões de fé e conceitos científicos aceitando o propósito bíblico básico como sendo teológico recorre-se a ela para embasamento de questões de fé e prática não de conceituações intelectuais referentes ao mundo criado por deus a bíblia interessa-se mesmo em explicar quem criou não o método nem o formato da criação as narrativas bíblicas pretendem demonstrar a identidade de yhwh em relação e contraste com o homem não pretendem ensinar ciência o importante das narrativas então não é uma veracidade detalhada de suas considerações científicas e descritivas do universo mas o seu ensino referente a yhwh e seus designos para a humanidade É interessante lembrar que as narrativas não contam toda a história da interação de yhwh e o seu povo como o autor do evangelho de joão coloca há muitas coisas que poderiam ter sido escritas referente aos acontecimentos históricos de deus entre o seu povo mas estas foram escritas com propósito específico assim como o evangelho de joão foi escrito para sucitar a fé real também é este o propósito das narrativas bíblicas em geral para que crendo tenhais vida em seu nome 53 53 joão 20.30-31 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.11 de 23

[close]

p. 12

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin mundo físico mapa de hecataeus c 520 a.c.54 não se dispõe hoje de mapas do mundo provindo do povo hebreu porém existem alguns provenientes de outros povos ao seu redor em tese estes refletem algo da perspectiva dos povos mediterrâneos em geral incluindo com isso os próprios hebreus sobre a organização e o tamanho da superfície da terra sua perspectiva cosmológica era diferente da atual como também era diferente a sua perspectiva cartográfica as distâncias medidas e conceitos geográficos no antigo testamento não refletem as precisões costumeiras dos dias atuais de pesquisa científica mapa de strabo c 18 d.c.55 54 bain doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.12 de 23

[close]

p. 13

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin o pentateuco provavelmente teria chegado à sua forma atual por volta do exílio do povo hebreu na época entre os séculos sexto e quarto a.c.56 mesmo que alguns apontem para uma data ainda mais recente57 a forma atual reflete tradições orais muito mais antigas porém pelo menos a expressão escrita chegaria a mais ou menos a data de hecataeus um cartógrafo grego que viveu por volta de 520 a.c.58 este mapa ajuda a posicionar uma referência mundial relativamente parecida à que o povo hebreu poderia ter conhecido por volta desta época esta perspectiva é provavelmente mais desenvolvida do que os hebreus teriam ao seu dispor portanto eles provavelmente não teriam conhecimento de um mundo maior daquele aqui representado como o povo hebreu não era um povo marítimo é bem provável que sua perspectiva do tamanho do mundo era razoavelmente menor que a perspectiva refletida por hecataeus mesmo que apareça no antigo testamento certo conhecimento da Índia estudando o mapa de hecataeus é necessário lembrar que o centro do mundo para os hebreus seria o crescente fértil e mais precisamente a palestina não as montanhas do norte da grécia o monte olympo sendo central nas mitologias gregas e também neste mapa assim poderia se tomar uma perspectiva de tamanho deste mapa e vinculá-lo com o mundo conhecido por strabo grego do primeiro século depois de cristo strabo reflete descobertas das conquistas de alexandre após a época de hecataeus o povo hebreu na época do antigo testamento provavelmente conhecia algo entre a metade e dois terços do mundo representado por strabo provavelmente desconhecia a maior parte da europa e a parte da África denominada como libya ao oeste do egito também como o extremo leste do mapa que representa a Índia sabia-se a respeito da Índia porém é provável que o conhecimento fosse pouco esses dois mapas em conjunto mostram um grande aumento no conhecimento grego do mundo como resultado das conquistas de alexandre com o crescimento do conhecimento grego viria também um crescimento entre os judeus especialmente com o evento da diáspora no qual os judeus entraram em contato com os ensinos gregos de uma forma muito mais abrangente o povo hebreu provavelmente não teve muito contato com as terras ao oeste da palestina até esse período após o exílo babilônico e de o antigo testamento chegar à sua forma atual introdução à terminologia bíblica referente a seres espirituais existem certos vocábulos que precisam de atenção específica no início de um estudo sobre anjos É válido ressaltar que não há uma determinação específica na bíblia para tais seres os termos usados em geral são termos emprestados e utilizados para denotar aspectos ou características para os seres descritos !yhla elohim deus dos deuses ou deuses yl ytyar !yhla elohim raiti olim deuses vejo que sobem 1a samuel 28.13 ibb um deus rv60 deuses wratahm ma taaro como sua aparência/figura 1a samuel 28.14 singular hl @qz tsaquen oleh um ancião sobe 1a samuel 28.14 ancião 55 56 bain barr james em mays 68 57 durham xxv 58 bain doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.13 de 23

[close]

p. 14

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin ^alm mal ak mensageiro comunmente traduzido por anjo a;l]m gênesis 21.17/22.11,15/Êxodo 3.2/números 22.22-35 x Êxodo 14.19 x Êxodo23.20/números gênesis 19.1-23 x josué 6.17,25/1asamuel 20.16/juízes 2.1-4/6.11-24 !ykia;l]m h 19.15 como descrito na passagem da chamada a gideão também pode-se ver em Êxodo 3 uma fluidez entre mensageiro de yhwh símbolo da presença de yhwh e a própria manfestação de yhwh o mensageiro de yhwh hwhy ^alm não é um `anjo no sentido em que `anjo é comumente entendido hoje como comumente no at gênesis 18 juízes 6 há nesta passagem um intercâmbio fluido entre símbolo representante e deus em si 59 gênesis 48.15-16 alm como deus juizes 2.1,4 como profeta subindo de gilgal juizes 13.1-21 anjo porém com aparência humana 1a samuel 23.27 2a samuel 11.22-23 1a reis 19.2 2a reis 1.2 5.10 jó 1.14 como mensageiro humano 2a samuel 19.27 relacionado com rei e anjo yhlah ^almk ^lmh 1a reis 19.5,7 2a reis 1.3 como anjo de yhwh na boca de todos os profetas rqv jwr ruach shequer espírito mentiroso ­ 1a reis 22.21-23 serei um espírito mentiroso h[rahwr ruach raah espírito maligno/perverso ­ 1a samuel 16.14 um espírito maligno desde yhwh juizes 9.23 !yhlaahwr ruach elohim mensageiro 1a samuel 16.1 um espírito dos deuses tyjvmh hamashhiyt o destruidor apresentado como representante e enviado de yhwh -Êxodo 12.23 o destruidor aggelo angelos mensageiro enviado ou às vezes embaixador comumente transliterado por anjo mesmo que não tenha esta designação inerentemente a este ponto vale salientar algumas diferenciações entre conceitos bíblicos referentes à existência de seres acima da humanidade no contexto brasileiro atual isso incluiria não somente a yhwh mas também aos anjos demônios exús orixás e deuses de outras religiões na bíblia encontra-se certo desenvolvimento na compreensão e classificação dessas entidades espirituais mas o essencial estaria incluído no gráfico a seguir deve-se lembrar que nem todos lidam com o mesmo conceito referente à classificação dos seres espirituais aqui refletido será comum também encontrar que muitos indivíduos trabalham com dois conceitos em conflito mesmo sem perceber a duplicidade e conflito entre os conceitos o mesmo poderia-se ter apreciado no próprio povo de israel que lidava com conflitos entre o ensino teológico de panteões mesopotâmicos e do monoteismo surgindo entre o próprio povo de israel60 há textos bíblicos que geram várias idéias referente à grandeza de yhwh em contraste a outros seres espirituais deve-se lembrar que a bíblia contém o registro de certa progressão da revelação da identidade de deus alguns textos não diferenciam muito entre yhwh e os demais deuses como as palavras de moisés em Êxodo 3 perguntando o que yhwh poderia fazer contra os deuses do egito em josué 2 yhwh é colocado como maior dos deuses vizinhos porém estes ainda existem e são temidos pelos povos em isaías os demais deuses são traçados como surdos e mudos seja inexistentes ou simplesmente impotentes em contraste a yhwh 59 60 durham 30-31 o conflito no monte carmelo demonstra algo da presença simultânea de conceitos em conflito referente à existência e soberania de yhwh em contraste a outros deuses como baal 1a reis 18 doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.14 de 23

[close]

p. 15

stbrs ­ teodicéia demonologia hamartiologia e antropologia pr chrístopher b harbin anjos benei elohim anjos deuses demônios demônios deuses orixás humanidade humanidade conceito veterotestamentário de seres espirituais e humanos conceito popular atual de seres espirituais e humanos a exemplo do conflito atual entre conceitos sobre deus pode-se ver como muitos evangélicos professariam como sendo realidade incontestável que yhwh é muito acima de qualquer outro ser materiam como ensino fiel a onipotência oniciência e a onipresença de deus ao mesmo tempo nota-se que muitos dos mesmos indivíduos tem um real temor a satanás e aos seus demônios como inimigos ativos do cristão aceitariam a confissão de paulo que maior é aquele que está em ti do que aquele que está no mundo ao mesmo tempo enfatizariam não a onipotência de deus e a proteção divina mas a força e poder do inimigo na sua prática portanto o seu deus é apenas um pouco maior do que o seu inimigo mesmo que a sua declaração oficial seja de que deus é onipotente em contraste à severa limitação do inimigo no antigo testamento há muitas expressões de seres acima do ser humano em geral os atuais conceitos de anjo demônio orixá e exú englobam a reflexão sobre estes seres o texto usa de nomes próprios para os deuses como moloque e baal enquanto também utiliza termos muito imprecisos como mensageiro a palavra grega para o qual [aggelos é a que nos dá o termo anjo Às vezes é usado a frase hebraica benei elohim filhos dos deuses ou filhos de deus algumas passagens bíblicas utilizam um conceito que inclue um conselho de deuses no meio do qual yhwh é o soberano pode ser essa a atribuição do autor de gênesis 1.26 ao empregar o verbo no plural mas de certo o conselho de deuses aparace em outros textos como jó capítulo 1 sem dúvida qualquer61 salmo 82 reflete algo deste conceito mesmo que não de forma nítida elohim se levanta na assembléia de el no seu meio elohim pronuncia juízo até quando julgareis vós injustamente respeitando os ímpios fazei vós justiça ao pobre e ao órfão procedendo retamente com o aflito e desamparado livrai vós o pobre e o necessitado livrando-os da mão dos ímpios nada sabem nada entendem andam vagando às escuras morrem todos os alicerces de terra62 eu vos declarei elohim e filhos de elyon63 todos vós 61 62 em jó é tratado em sentido dos benei elohim como sendo os minístros de deus môt kal-môtdey erets 63 altíssimo doutrina de deus.doc imp 2001-12-05 © 2001 por chrístopher b harbin todos os direitos reservados p.15 de 23

[close]

Comments

no comments yet