Carta Arqueológica do Concelho de Amares

 

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Arqueologia e Património de Amares

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relatório 1ª fase porto 2010 carta arqueológica do concelho de amares inventário

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ficha tÉcnica coordenaÇÃo geral ricardo teixeira arqueólogo mestre em arqueologia vítor fonseca arqueólogo direcÇÃo liliana barbosa arqueóloga trabalho de campo arqueólogos técnico superior de gestão do património técnica de arqueologia lisdália mota liliana barbosa e jorge fonseca pedro maia trabalho de gabinete elaboração arqueológica pesquisa bibliográfica apoio técnico aos trabalhos liliana barbosa pedro maia da carta liliana barbosa de gabinete data 16 de abril de 2010 proveniência da ilustrações da capa em cima ­ ponte do porto mafecahe.blogspot.com em baixo ponte do porto torre do castro e torre de vasconcelos dgemn

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carta arqueológica do concelho de amares inventário 1 introduÇÃo o trabalho que a seguir se apresenta ­ carta arqueológica do município de amares ­ foi realizado a pedido da câmara municipal com o propósito de integrar a revisão do plano director municipal a realização da carta arqueológica dotará o concelho de um inventário que pretende descrever e localizar os sítios arqueológicos e elementos patrimoniais relevantes detectados na área do concelho contribuindo desta forma para um melhor ordenamento do território sem colisões com o legado histórico resultando numa melhor gestão do património e do território concelhio para a realização deste trabalho foi feito um planeamento por três etapas ­ ­ ­ pesquisa bibliográfica e documental trabalho de campo apresentação da carta arqueológica o inventário que em seguida apresentamos materializa o trabalho das duas primeiras fases reunindo a informação recolhida no decorrer da pesquisa bibliográfica e documental e da pesquisa dos sites oficiais ex-ipa exippar e ihru ex dgemn aos quais se acrescentaram os elementos resultantes do trabalho de prospecção arqueológica a pesquisa bibliográfica debruçou-se sobre as obras de referência dos trabalhos de investigação na zona em publicações dispersas bem como da bibliografia nelas sugerida a acrescer à informação que constava na carta arqueológica anterior no que toca à prospecção arqueológica dada a grande extensão da área em estudo esta foi necessariamente dirigida aos locais já referidos na bibliografia bem como a alguns sítios cujas características geomorfológicas aliadas à sua toponímia nos pareciam ser mais sugestivos desta forma o trabalho de campo permitiu fazer a relocalização de alguns sítios completar a caracterização de outros já referenciados na bibliografia e acrescentar alguns elementos novos ao estudo no entanto houve casos ainda em que o sítio arqueológico referenciado na bibliografia não foi identificado em campo pois em determinados casos a descrição era muito vaga aliando este factor à inexistência de coordenadas ou menção a topónimos muitas vezes desconhecidos da população local e ausentes na cartografia carta militar foram seleccionados apenas os sítios e achados arqueológicos ou elementos patrimoniais com componente arqueológica resultando desta forma em 59 ocorrências os dados obtidos foram tratados numa base de dados potenciando desta forma o rápido manuseamento e o cruzamento de toda a informação abril de 2010

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carta arqueológica do concelho de amares refira-se ainda que sendo esta uma fase intermédia do trabalho de realização da carta arqueológica os elementos que constam no inventário estão ainda em fase de reapreciação e poderão ainda ser suprimidos ou acrescentados alguns registos bem como a informação que neles consta pelo que não podem ser considerados definitivos mas apenas uma base de suporte para o trabalho final do qual constará um relatório com todos os elementos bem como a cartografia referente a cada sítio relatório final dezembro de 2009 página 5 de 1

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carta arqueolÓgica designação do concelho de amares nº inv 0101 m -17.703.05 topónimo altitude 195 p 218.429.67 cmp 56 cns 10533 monte da santinha monte da senhora da paz Época idade do bronze freguesia amares descrição tipo castro lugar o povoado do monte da santinha está localizado num pequeno outeiro de altitude média na margem direita da bacia do curso médio do cávado actualmente encontra-se bastante desfigurado nas suas vertentes oeste e sul por uma pedreira que ainda se encontra em laboração o local possuiria boas condições defensivas pois as suas encostas noroeste oeste e sudoeste são bastante abruptas estas condições naturais de defesa seriam complementadas por fortificações nas vertentes mais suaves em prospecções anteriores foram detectados vestígios destas fortificações bem como abundante material de derrube alguns alinhamentos pétreos e fragmentos cerâmicos que indiciavam a romanização do sítio martins 1990:64 no entanto só após a realização escavação arqueológica levada a cabo por a bettencourt foi possível perceber as fases de ocupação do sítio e a diferenciação funcional do espaço desta forma foram detectadas três fases de ocupação do sítio a primeira será atribuível ao calcolítico e a segunda e terceira ao final da idade do bronze em relação à primeira esta apareceu descontextualizada e foi atestada pela descoberta de espólio cerâmico e lítico segundo a bettencourt a ocupação neste período devia estar concentrada na zona mais elevada do monte onde os afloramentos graníticos proporcionariam abrigos naturais durante o final da idade do bronze século x a.c foi ainda possível distinguir duas fases de ocupação designadas por santinha i e ii a primeira fase de ocupação detactada in situ designada de santinha i encontrava-se concentrada na zona mais elevada e na vertente sul do monte espaços estes diferenciados pela sua funcionalidade desta forma enquanto que a zona mais elevada do monte teve uma utilização comunitária reservada ao armazenamento e transformação de produtos agrícolas ou à pratica de actividades como a metalurgia na vertente sul o tipo de ocupação era menos especializado tendo sido detectadas habitações e uma sepultura na segunda fase de ocupação efectiva do espaço designada por santinha ii foram identificadas fossas de maiores dimensões e o seu conteúdo era mais diversificado o que sugere que a existência de populações agro-silvo-pastoris capazes de implementar um maior incremento na produção agrícola bettencourt 2001 posteriormente já na época romana é possível que tenha existido uma ocupação incipiente do sítio como sugere o espólio arqueológico recolhido por m martins martins 1990:64 no decorrer da prospecção arqueológica levada a cabo no âmbito da elaboração da carta arqueológica não foi possível detectar qualquer tipo de espólio arqueológico pois a superfície do solo encontrava-se coberta por vegetação densa e lixo na maior parte das áreas É no entanto de registar a presença de derrubes nos cortes do caminho de faz o acesso ao topo do monte classificação/protecção

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carta arqueolÓgica do concelho de amares

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carta arqueolÓgica designação amares inscrição Época romano freguesia amares descrição do concelho de amares nº inv 0102 cns 6580 p cmp tipo inscrição lugar topónimo m altitude terá sido encontrada em guimarães endovÉlico amares uma inscrição de época romana que se encontra depositada no museu municipal de classificação/protecção

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carta arqueolÓgica designação marco miliário Época romana freguesia amares descrição do concelho de amares nº inv 0103 cns p 218547.67 cmp 56 tipo miliário lugar passos topónimo m 17975.07 altitude 110 miliário fragmentado e sem inscrição identificado na base do monte de santinha a servir de limite a um canteiro na frente de uma construção moderna a proprietária da casa desconhece a sua proveniência classificação/protecção

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carta arqueolÓgica designação pelourinho de amares Época sec xvi conjectural freguesia amares descrição do concelho de amares nº inv 0104 cns p 218018.56 cmp 56 tipo pelourinho lugar topónimo m -18210.42 altitude 90 o pelourinho de amares erguia-se originalmente no largo d gualdim pais diante dos antigos paços do concelho onde se descobriu recentemente o seu plinto hexagonal a única parte deste elemento que se conhece a localização pois as restantes têm paradeiro desconhecido segundo um esboço feito no início do século xx este pelourinho era constituído por soco de dois degraus circulares base em plinto hexagonal coluna de fuste liso de secção circular e remate em coruchéu piramidal sobre singelo capitel ainda de secção circular moldurado a grimpa seria uma bandeirola de catavento em ferro não havendo sinais de ferros de sujeição ippar classificação/protecção mn monumento nacional decreto 16-06-1910 dg 136 de 23-06-1910

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carta arqueolÓgica designação quinta da pena Época romano freguesia barreiros descrição do concelho de amares nº inv 0201 cns p 215923.7 cmp 056 tipo miliário lugar topónimo quinta da pena m -21922.48 altitude 50 miliário com vestígios de inscrição impossível de decifrar face ao seu estado muito deteriorado segundo j.j rigaud de sousa 1971-1972 este monumento faria parte de um grupo de quatro miliários que se encontravam junto à igreja de barreiros apesar de deslocado o miliário pertenceria com toda a certeza à via xviii carvalho 2008:9 classificação/protecção

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carta arqueolÓgica designação quinta de agrolongo Época romano freguesia barreiros descrição do concelho de amares nº inv 0202 cns p 216273.23 cmp 056 tipo miliário lugar topónimo m -21646.64 altitude 60 na quinta de agrolongo já referida em estudos anteriores como local de depósito de um marco miliário carvalho 2008 foram identificados maia dois marcos miliários anepígrafes para além do já referido tendo sido um deles utilizado como cilindro desconhece-se a sua localização original embora admitamos que tenham pertencido à via xviii na mesma propriedade foram ainda observados inúmeros elementos arquitectónicos tais como uma base de coluna aduelas capitéis um deles de coluna adossada com características decorativas atribuíveis à Época medieval e cuja proveniência se desconhece classificação/protecção

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carta arqueolÓgica designação pena Época romana freguesia barreiros descrição do concelho de amares nº inv 0203 cns p 215972.16 cmp 56 tipo casal rural romano granja lugar topónimo m -21889.95 altitude 70 nas proximidades da quinta da pena verificou-se a existência de uma mancha de dispersão de materiais de cronologia romana cerâmica comum e de construção cujas dimensões nos levam a considerar a presença de um casal ou uma granja de época romana este material foi identificado em campos agrícolas bem como nos muros que os delimitam onde as tégulas foram utilizadas para preencher alguns espaços entre as pedras ainda nas imediações foram identificados numa casa particular diversos fragmentos de cerâmica do mesmo período bem como alguns elementos arquitectónicos assim como o que parece ser um marco miliário fragmentado e sem inscrição que serve de base a uma mesa cujo de tampo é uma mó a área de dispersão dos materiais bem como a sua tipologia sugerem a existência de um estabelecimento rural romano de tipo casal ou granja classificação/protecção

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carta arqueolÓgica designação besteiros castro do gerês Época proto-história freguesia besteiros descrição do concelho de amares nº inv 0301 cns p 219523.9 cmp 56 tipo castro lugar topónimo m -20110.1 altitude 292 este sítio arqueológico é referido por a coelho em 1986 silva 1986:78 no entanto uma vez que o autor não apresenta coordenadas ou descrição do sítio a acrescer ao facto de não haver na freguesia de besteiros nenhum monte do gerês cujo nome possa ter originado a designação do castro a prospecção arqueológica dirigiu-se para o único sítio com características passíveis de implantação de um castro uma elevação onde foram identificados três fragmentos de cronologia indeterminada classificação/protecção

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carta arqueolÓgica designação cidade de biscaia Época romano freguesia caires descrição do concelho de amares nº inv 0501 cns p 219004.09 cmp 56 tipo vicus mansio da milha x da via xviii lugar frecheiro topónimo campo da bouça m -18204.11 altitude 175 o sítio localiza-se na plataforma superior e nas encostas sul e este de uma pequena colina do lugar de frecheiro encontra-se actualmente transformado pela criação de socalcos para o uso agrícola bem como pela construção de habitações em prospecções levadas a cabo anteriormente da responsabilidade de h carvalho foram observados restos de mós tégula e tijolo em grandes quantidades fragmentos de cerâmica comum e vestígios de muros em cortes feitos em terrenos particulares estes tipo de vestígios também foram encontrados a cerca de dois metros de profundidade,aquando da abertura de uma vala para a colocação de uma canalização na prospecção realizada no contexto da elaboração da carta arqueológica do concelho de amares foram também identificados alinhamentos bem como uma mó o estado do terreno coberto por vegetação densa não permitiu a identificação de espólio arqueológico a extensão dos vestígios e a sua profusão fizeram h carvalho colocar a hipótese de se tratar da cividade de biscaia um vicus referido pelo itinerário de antonino como ficando na milha 10 e que tem sido localizado no castro de caires esta hipótese é corroborada pela existência do topónimo cidade de biscaia nos terrenos em questão bem como pela facto de se tratar de uma encosta suave do vale do cávado local propício à passagem de uma via carvalho 2008:9 classificação/protecção

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carta arqueolÓgica designação do concelho de amares nº inv 0502 m -17762.14 topónimo altitude 200 p 219890.86 cmp 56 cns quinta de s vicente quinta de rios de cima Época romano sec i d c freguesia caires descrição tipo epigrafia votiva pedestal lugar ara votiva utilizada como pedestal de estátua ao génio datada do século i não possui frontão nem volutas dimensões 88 x 39 x 38 c.e x 33 leitura q uintus sab/inus flo/rvs gen/io votum solvit libens merito tradução quinto sabínio floro cumpriu merecidamente e de boa vontade o voto ao génio a peça procede da quinta de s vicente onde existiu uma capela demolida em 1815 e encontra-se depositada na quinta de rios de cima carvalho 2008:9-10 esta base de estátua sugere na opinião de josé d encarnação a existência de um santuário encarnaÇÃo 1985 m martins refere ainda que na quinta de s vicente são visíveis à superfície inúmeros fragmentos de louça romana que indiciam a existência de um habitat datável desse período martins,1990:66 classificação/protecção

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