Revista passaros nº1 1ªparte

 

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ano i nº1 pÁssaros outubro novembro dezembro 2010 3.75

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gestÃo imagem marketing serviÇos · edição e publicação de revistas e guias · organização de eventos · publicidade · agenciamento de artistas · design gráfico · web design rua engenheiro von haff nº47 fração a 5º andar · 3800-176 aveiro telf +351 234 351 017 · email gimaspt@gmail.com · www.gimaspt.webs.com

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sumário notícias exposições ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã campeonato nacional e mundial de ornitologia ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã canários de porte ããããããã 6 7 8 ã 9 ã 10 11 ã 12 13 ã 14 ã 15 16 ã17 18 ã19 ã 20 21 22 23 ã 24 ã 25 26 27 28 ã 29 30 31ã 32 ã 33 34 ã 35 36 ã 37 38 ã 39 41 ã 42 41 42 ã 43 43 44 45 ã 46 ã 47 48 49 50 a polémica no fife fancy e no gloster por ernest gracia juiz omj inglaterra ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã llarguet espanhol por victor couto juiz omj portugal ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã irish fancy por luís santos criador português ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã nova raça de canários de porte salentino por sérgio palma juiz omj itália ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã canários de cor nova mutação em canários de cor o urucum por Álvaro blasina juiz omj brasil ã ã ã ã ã ã ã canários com factor vermelho por carlos lima juiz omj portugal ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã mutação ou fraude por francisco peruzzo biólogo e criador brasileiro ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã exóticos o azulão por rob de wit juiz omj do brasil ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã o tico-tico por isaías costa do criadouro ninho dos colibris brasil ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã periquitos o periquito ondulado por josé correia criador português ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã fauna europeia o priolo ave açoriana por centro priolo açores ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã carduelis spinus por hugo santana criador português ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã aves aquáticas manutenção e reprodução de aves aquáticas por pedro seixas criador português ã ã ã ã ã ã ã ã ã consultório infecções do trato respiratório em aves por dr marcos fernandes brasil ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã a importância dos raios uv em aves por dra jacqueline cremoneze do brasil ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã cuidados com as aves no inverno por dra jacqueline cremoneze brasil ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã a aspergilose em aves por dr alexandre pessoa brasil ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã fracturas em aves por dr alexandre pessoa brasil ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã técnica e práctica problemas ao anilhar os filhotes por francisco peruzzo biólogo e criador brasileiro ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã lavagem dos canários para exposição por carlos lima juiz omj portugal ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã entrevista entrevista com gilberto garcês ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã espaço do leitor ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã boutique e proposta de assinante rop ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã passatempos com temas ornitológicos ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã ã

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ficha técnica editorial editorial a revista ornitológica pássaros renasce de um projecto implementado nos anos 90 o lançamento da revista teve como primordial objectivo contribuir para o enriquecimento e desenvolvimento do mundo ornitológico mas devido às inúmeras dificuldades encontradas pelo caminho ao longo dos anos a mesma não teve o êxito pretendido fruto também de um desenvolvimento ainda não muito grande da ornitologia nacional nessa época que não tinha capacidade para acompanhar tão arrojado projecto com grandes dificuldades e sem grande regularidade conseguiu-se na época lançar para as bancas 6 edições diferentes que já na altura demonstravam grande qualidade visibilidade inovação e alguma receptividade foi extinta ou parada temporariamente no ano de 2001 ficha técnica d irec tor luis santos sub-director victor couto d irec tor admi nistrativo e finance iro dr paulo almeida c ol abora dores e di çã o 1 luis santos victor couto carlos lima josé correia hugo santana pedro seixas ernesto gracia gibraltar sérgio palma italia maurice o`conor irlanda isaias costa brasil alvaro blasina brasil francisco peruzo brasil rob de wit brasil dra jacqueline cremoneze brasil dr marcos fernandes brasil dr alexandre pessoa brasil gilberto garçês australia centro priolo açores per iodicidade trimestral t ir agem deste número 2000 ex preço de capa 3,75 assinatura s 14 anual 4 numeros redac ção e admini str ação rua engenheiro von haff nº47 fração a 5º andar · 3800-176 aveiro · portugal email:revistaornitologicapassaros@gmail.com web www.revistapassaros.webs.com facebook www.facebook.com/revistapassaros telfone 234 351 017 telemóveis 937 239 670 ­ 933 720 696 d esign gimaspt by vânia de oliveira e silva exe cução gráf ica e impressão ediliber lda d epósito legal 77670/94 not a os artigos notas e comentários são da exclusiva responsabilidade dos autores ou das entidades que os forneceram a reprodução dos mesmos artigos fotografias e ilustrações está proibida salvo com autorização expressa por escrito passados estes anos todos e após novo estudo de mercado acompanhando o grande desenvolvimento que a nossa ornitologia teve e continua a ter e incentivados por vários quadrantes da nossa ornitologia eis que se reuniram todos os ingredientes necessários ao relançamento da revista É pois com grande satisfação que lhes apresentamos a renovada revista ornitológica pássaros com algumas mudanças estruturais mas seguindo as mesmas ideias editoriais aparece agora com uma estrutura totalmente profissionalizada será uma revista inteiramente dedicada à ornitologia desportiva que visa enaltecer e divulgar internamente e além fronteiras a ornitologia portuguesa pretende da mesma forma dar a conhecer os grandes criadores que existem no nosso país queremos que a revista pássaros seja um ponto de referência da ornitologia portuguesa este renovado projecto surge num contexto onde a ornitologia portuguesa cresce a passos visivelmente largos conquistando cada vez mais adeptos e resultados faltava-lhe o veículo comunicacional para lhe dar o devido destaque É um projecto essencialmente pensado e direccionado a todos os apaixonados pelo mundo das aves quer sejam criadores desportivos ou meramente aqueles que gostam das mesmas pela sua beleza e companhia a eles se deve a nossa existência e para eles tentaremos trazer às nossas páginas os melhores artigos notícias e informações da ornitologia actual sejam eles sobre raças mutações reprodução instalações doenças e seus tratamentos as nossas exposições internas campeonatos nacionais internacionais e do mundo a equipa da revista pássaros sente-se preparada para alcançar o anseio da ornitologia portuguesa a nossa experiência está à disposição desses baluartes apaixonados o nosso intuito é editar uma revista técnica informativa variada leve e clássica sem excessos de publicidade valorizando o espaço do leitor assine e verifique o nosso trabalho estamos abertos a críticas e sugestões saudações ornitológicas e êxitos desportivos!

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notícias |notícias exposições notÍcias nova legislação sobre registo de criadores e viveiristas de espécies protegidas exposiÇÕes exposiÇÕes fonp-2010 22ª exposição de aves c.o santo tirso c s t clube or n i t ol Ó gico de santo tirso recepção 13/11 abertura 18 a 21 de novembro 1º campeona to ornitológico da costa de prata coa clube ornitolÓgico do antuà parque de exposições de aveiro recepção 14/11 abertura 19 a 21 de novembr 7ª expoaveiro 2010 a.o.c aveiro aoca associaÇÃo orni tÓfi la c idade de aveiro parque de exposições de aveiro recepção 13/11 abertura 19 a 21 de novembro xi exposição aves da vila de lordelo c.o vila de lordelo cvl clube ornitolÓgico vila de lordelo zona ind atainde estr nac 105 lordelo recepção 20/11 abertura 26 a 28 de novembro viii expo-ave a.o vianense aov associaÇÃo ornitolÓgica vianense pavilhão de exposições ass ind do minho viana recepção 21/11 abertura 26 a 28 de novembro 9ª exposição nacional do gloster clube de portugal g.c.p gcp gloster clube de portugal cnema santarém recepção 26 e 27/11 abertura 27 e 28 de novembro 4º show do ondulado avisan 2010 s.p ondulado spo sociedade portuguesa do ondulado cnema santarém recepção 27/11 abertura 27 e 28 de novembro 2ª exposição ornitológica portas do minho 2010 vnf clube ornitolÓgico de famalicÃo cot clube ornitolÓgico da trofa lago discount ribeirão recepção 27/11 abertura 03 a 05 de dezembro 16ª exposição de freamunde c.o freamunde cof clube ornitolÓgico de freamunde sede do clube recepção 28/11 abertura 02 a 05 de dezembro se é criador ou viveirista vai precisar de registar a sua actividade e os animais ou plantas que detém de acordo com a portaria n.º 7/2010 de 5 de janeiro esta regulamenta as condições de organização manutenção e actualização do registo nacional cites e as condições do exercício das actividades que impliquem a detenção de várias espécies texto icnb.pt publicação da portaria nº 7/2010 5 de janeiro de 2010 o n.º 2 do artigo 4.º do decreto-lei n.º 211/2009 de 3 de setembro que regulamenta a aplicação da convenção sobre o comércio internacional de espécies da fauna e flora selvagens ameaçadas de extinção cites impõe a obrigatoriedade do registo dos criadores viveiristas importadores exportadores reexportadores reembaladores e taxidermistas de espécimes de espécies inscritas nos anexos dessa convenção e do regulamento ce n.º 338/97 do conselho de 9 de dezembro de 1996 e das instituições científicas que os detenham o registo em causa visa promover a organização das actividades de detenção para criação e comércio dos espécimes supracitados que possuam documentação de origem legal municiando as autoridades administrativas e as demais entidades com competência de fiscalização no âmbito da cites de um instrumento para controlo do comércio e deslocação de espécimes com vista à prevenção do tráfico de espécies e da ocorrência de eventuais danos nas populações selvagens das espécies inscritas nos anexos da convenção e do regulamento ce n.º 338/97 através do registo acima referido pretende-se também agilizar a emissão de documentação de origem dos espécimes detidos bem como evitar a necessidade de emissão de licenças e certificados para aqueles espécimes que não sofram nenhuma transferência de propriedade paralelamente o exercício das actividades que implicam a detenção de espécimes de espécies autóctones carece de regulamentação de forma a assegurar-se o cumprimento dos objectivos do decreto-lei n.º 140/99 de 24 de abril com a redacção conferida pelo decreto-lei n.º 49/2005 de 24 de fevereiro que procede à transposição das directivas aves e habitats e do decreto-lei n.º 316/89 de 22 de setembro que regulamenta a convenção de berna relativa à conservação da vida selvagem e dos habitats naturais da europa considerando o quadro legal enunciado verifica-se pois a necessidade de proceder à aprovação da regulamentação em falta assim ao abrigo do n.º 1 do artigo 4.º do decreto-lei n.º 211/2009 de 3 de setembro do n.º 1 do artigo 15.º-a do decretolei n.º 140/99 de 24 de abril com a redacção conferida pelo decreto-lei n.º 49/2005 de 24 de fevereiro e do n.º 2 do artigo 5.º do decreto-lei n.º 316/89 de 22 de setembro com a redacção conferida pelo decreto-lei n.º 196/90 de 18 de junho foi publicada a portaria nº 7/2010 de 5 de janeiro contactos para mais informações www.icnb.pt www.fonp.pt 6 pÁssaros out.nov.dez.´10 exposiÇÕes fop-2010 xiv expoaves grupo ornitológico cartaxo cnemasantarÉm julgamentos 21-11-2010 domingo abertura ao público 26 27 e 28-11-2010 xiii exposição de aves canoras e ornamentais clube ornitológico de silves pavilhão fisul julgamentos 21/11/2010 domingo abertura ao público 27 27 e 28-11-2010 expoaves 2010 associação avicultores de s miguel são miguel julgamentos 25 e 26-11-2010 quinta e sexta abertura ao público 27-28-11-2010 xi campeonato regional ornitológico da madeira associação ornitológica da madeira funchal julgamentos 1 e 2-12-2010 quarta e quinta abertura ao público 3 4 e 5-12-2010 2ª expoaves associação ornitológica de elvas julgamentos 14-11-2010 domingo abertura ao público 19 20 e 21-11-2010 2º concurso de canários de canto clube português de canários de canto porto julgamentos 21e 22-11-2010 domingo e segunda abertura ao público 26 27 e 28-11-2010 65º campeonato nacional de ornitologia clube ornitológico do ribatejo secção ornitológica da soc col de riachos entroncamento julgamentos 6 e 7-12-2010 segunda e terça

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exposições campeonato nacional e mundial de ornitologia 59º campeonato mundial de ornitologia 59º campeonato mundial de ornitologia tours 2010 ­ frança parc dês expositions de tours ligeris avenue camille chautemps 37000 tours programa oficial sexta-feira 21/01/2011 a partir das 8h chegada de convoyeurs estrangeiros a frança sábado 22/01/2011 a partir das 8h recepção e engaiolamento das aves francesas a partir das 15h recepção e engaiolamento das aves estrangeiras domingo 23/01/2011 a partir das 8h engaiolamento das aves a partir das18h30 chegada de juízes e congresso o.m.j segunda-feira 24/01/2011 das 8h30 as 17h julgamentos a partir das 20h noite dos juizes o.m.j terça-feira 25 e quarta-feira 26/01/2011 das 8h30 as 17h julgamentos quinta-feira 27/01/2011 das 9h30 as 18h30 aber tura ao publico a partir das 11h congresso com as 19h30 noite de entrega de prémios domingo 30/01/2011 das 9h30 as 17h30 aber tura ao publico as 17h30 encerramento a partir das 18h retirada das aves francesas segunda-feira 31/01/2011 a partir das 8h retirada das aves estrangeiras contactos e-mail contact@mondialtours2011-uof.fr web www.mondialtours2011-uof.fr 65º campeonato nacional de ornitologia 65º campeonato nacional de ornitologia entroncamento 2010 o campeonato nacional de ornitologia 2010 vai ter lugar no pavilhão gimno-desportivo do entroncamento e será organizado por uma comissão constituída por elementos do clube ornitófilo ribatejano e da secção ornitófila de riachos o espaço reservado a este evento conta com uma área útil de 1700 m2 reservados unicamente à exposição excelentes condições de iluminação parqueamento temperatura e localização geográfica programa oficial recepção de aves da fonp transportadas pelos seus delegados dia 4 de dezembro de 2010das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00 recepção de aves transpor tadas pelos expositores dia 5 de dezembro de 2010das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00 julgamentos dias 6 e 7 de dezembro de 2010 entre as 08h00 e as 18h00 congresso ornitológico dia 8 de dezembro de 2010 pelas 10h00 aber tura of icial dia 8 de dezembro de 2010 pelas 18h00 aber tura às escolas dia 9 de dezembro de 2010das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00 aber tura ao público dia 10 de dezembro de 2010 das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 21h00 dia 11 de dezembro de 2010 das 10h00 às 21h00 dia 12 de dezembro de 2010 das 10h00 às 18h00 jant ar de gala e entrega de prémios dia 11 de dezembro de 2010 pelas 21h30 entrega de aves da fonp transpor tadas pelos seus delegados dia 12 de dezembro de 2010 a partir das 18h30 entrega das restantes aves dia 12 de dezembro de 2010 das 19h30 contactos fax 249107274 mail campnacional2010@hotmail.com web www.coribatejano.com/campnacional2010 out.nov.dez.´10 pÁssaros 7

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canários de porte fife fancy polémica no fife e no gloster entende-se que acima de tudo o canário fife fancy deve apresentar uma forma arredondada de qualquer ângulo que se observe dentro de um tamanho ideal que se aproxime dos 11 cms o desafio na criação do canário fife de exposição é bastante evidente quando se considera que um grande número de fifes apresentam um excesso de tamanho ou falta de redondez do corpo e em muitos casos ambos os defeitos juntos se a isto juntarmos outros tantos recursos característicos da raça como uma pequena e redonda cabeça sobre o pescoço bem marcado plumagem requintada e distinta posição semi-erecta percebemos que embora o fife fancy seja um canário prolífero na época de reprodução são porém poucos os exemplares criados que verdadeiramente se assemelham ao standard ideal não é minha intenção neste artigo fazer a descrição deste standard pois este tema já está amplamente coberto em muitos textos artigos e claro no standard oficial da raça prefiro então concentrar-me naquilo que dentro do standard da raça considero que é muitas vezes um motivo de debate entre criadores expositores e é claro juízes refiro-me aos conceitos de tamanho e corpo É sobejamente sabido que o tamanho 8 pÁssaros out.nov.dez.´10 fancy por ernesto gracia deve ajustar-se a cerca de 11 cms desde a ponta do bico à ponta da cauda ou seja o fife é um canário marcadamente curto ao mesmo tempo o fife é um canário de forma e essa forma é significativamente definida pelo corpo que deve ser arredondado esta redondez tipo pêra é especialmente apreciada se observarmos o exemplar desde cima numa gaiola de exposição colocada no chão fife fancy verde intenso do criador ernesto gracia

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canários de porte fife fancy dessa forma podemos determinar se o exemplar mostra realmente o que para mim é uma qualidade imprescindível e de máxima importância no fife largura dos ombros considero que existe uma tendência algo generalizada a deixar-se confundir no item do tamanho pelo que penso ser a apreciação do volume da ave ou seja que ao maior volume da ave a tendência é que vejamos mais tamanho e pelo contrário ao menor volume menor tamanho daí o eterno dilema bonito exemplar mas não suficientemente pequeno ave algo fora de tamanho bonito exemplar mas não suficientemente redondo ave com algo em falta de corpo qual dos dois é melhor exemplar numa igualdade de pontos o exemplar mais pequeno será declarado melhor já que ao verificar as fichas de julgamento para o desempate daremos conta que no primeiro item ou seja tamanho o exemplar pequeno terá obtido mais pontos mas o que acontece se estamos numa situação fora de competição qual dos dois exemplares declararíamos ser melhor claro que se daria lugar a todo o tipo de debate na minha opinião teremos sempre que buscar o equilíbrio no conjunto da ave evitando assim os problemas associados com os extremos de todas as maneiras e dado que este artigo reflecte um pensamento puramente pessoal atrevo-me com a pergunta para mim como criador insisto como criador sempre valorizarei mais claro que dentro do conjunto de valores e longe dos extremos a redondez mais do que o tamanho mas cuidado sempre buscarei a boa redondez com bom tamanho como juiz a questão complica-se porque os pontos atribuídos no standard ao tamanho são 25 para somente 10 para o corpo aqui é onde eu acho que reside o verdadeiro dilema tanto como criador como juiz considerar que o standard do fife fancy pode estar proporcionalmente descompensado nestes itens chaves um bom exemplar de fife é essencialmente pequeno e redondo ernesto gracia a tratar dos seus fife fancys out.nov.dez.´10 pÁssaros 9

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canários de porte fife fancy agora na hora de pontuar o juiz é obrigado a dar mais do dobro dos pontos ao tamanho do que ao corpo 25 contra 10 respectivamente mesmo respeitando sempre o encanto do pequeno tamanho desta raça de canários tal como conceberam os seus criadores escoceses e o seu standard que assim o faz constar acho que se poderia considerar a subtracção de 5 pontos aos 25 destinados ao tamanho para os adicionar aos 10 do corpo desta maneira penso que o standard poderia ficar justa e proporcionalmente compensado o importantíssimo conceito de tamanho seria ainda devidamente valorizado mas ao mesmo tempo para mim e imagino que para a grande maioria dos criadores de fife fancy não menos importante seria o conceito de corpo pois seria também mais justa e devidamente valorizado na escala de pontos do standard considero que essa mudança poderia também por vezes facilitar o trabalho dos juízes quando se pontua um fife que tenha cerca de 11 cms de comprimento já se lhe dará sobre 23 pontos neste item esta alta pontuação de saída já é uma vantagem substancial que embora ernesto gracia junto da sua equipa de fife fancys amarelos campeões do mundo em 2003 em amiens frança ainda restem os devidos pontos no resto dos itens ainda pesará na pontuação final o peso do número de pontos no tamanho É desta maneira que eu penso que o fife pequeno e com poucas mais qualidades por vezes fica acima do fife com melhores qualidades embora algo fora do tamanho e assim acontece que às vezes ante tal descompensação um juíz pudesse optar por introduzir os seus próprios critérios para a compensação subtraindo mais pontos do que inicialmente se poderia considerar no resto dos itens para desta forma no conjunto de itens fosse melhor pontuada a forma e a característica redondez do fife fancy em relação ao tamanho para fundamentar esta posição pessoal que aqui apresento podemos referir-nos também a uma situação bastante semelhante mas inversa que se dá com a raça gloster nesta raça os dois itens de máxima importância cabeça/poupa e corpo contam com 20 pontos cada um para apenas 15 no tamanho no entanto a polémica e o debate começam com um gloster pequeno com má cabeça/poupa e corpo em concorrência com um gloster bom de cabeça/poupa e corpo mas algo fora de tamanho se atendermos ao standard tanto do fife como do gloster deveria ser premiado a ave de menor tamanho no fife e o de maior redondez da cabeça/poupa e corpo no gloster mas a subjectividade e os elementos próprios de compensação são tais que nem sempre acontece assim menos mal a polémica que já vem de há vários anos continuará ernesto gracia junto dos seus trofeus ganhos ao longo dos anos 10 pÁssaros out.nov.dez.´10 por ernesto gracia juiz o.m.j inglaterra

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canários de porte llarguet espanhol llarguet espanhol canários de porte forma posição e desenho grupo v plumagem lisa de forma e posição llarguet-espanhol prefácio os meus primeiros contactos visuais deste canário foram no 50º campeonato mundial de 2002 em iper bélgica sendo eu convoyeur de portugal foi o meu amigo e juiz espanhol joan moll camps que me deu as primeiras dicas sobre esta raça de canários que viria a ser reconhecida oficialmente pela o.m.j c.o.m no 51º campeonato mundial de 2003 em amiens frança tinha sido reconhecida em espanha no ano de 1996 a minha primeira impressão foi positiva foi na cidade espanhola de toledo que julguei os primeniros llarguet em 2007 não eram muitos e a qualidade também deixava muito a desejar a máxima pontuação foi de 86 pontos em portugal nas nossas exposições e campeonatos nacio por victor m r couto r a sua denominaÇÃo este canário tem o nome original em espanhol llarget español e deve este nome de llarguet à forma alargada do seu corpo e patas e espanhol por ser originário da região de valência espanha É um canário forte grande airoso elegante e de fácil reprodução É um canário que está a ser muito apreciado pelos canaricultores de porte em vários países da europa e não só r origens o llarguet tal como algumas raças de canários de porte tem as suas origens em épocas antigas e não se sabe ao certo em que ano começaram a aparecer os primeiros indícios datam de 1950 nas províncias de castelhão e valência no início e durante alguns anos estes canários não tinham as características definidas mas mantiveram a sua forma alargada e fina a sua airosidade o seu tamanho e patas largas para serem mais vistosos foram feitos cruzamentos com nais ainda não aparecem com frequência no último campeonato mundial janeiro de 2010 em matosinhos tocou-me a mim de entre outras raças julgar o llarguet espanhol julguei equipas 5 na classe lipocrómico e 3 na classe variegado e o meu colega de espanha julgou individuais canários finos sevilhanos dos arredores de sevilha e dos hermanas os quais lhe facultaram mais largura de pata e com canários das ilhas canárias de raça não determinada alongados o que lhe deram mais comprimento e elegância foi graças a criadores da comunidade valenciana canaricultores de canários de porte que com grande dedicação para com estes canários conseguiram fixar as características dos llarguet perante uma ajustada selecção com cruzamentos dos melhores canários para aquela época em existência com muita paciência e adequada selectividade foto aviário paco ibi r fisionomia o llarguet-espanhol é um canário de uma fisionomia muito sui generis são exemplares de médio porte tamanho 17cm minímo de corpo alargado e fino cabeça pequena patas largas com asas e cauda compridas a sua estrutura interna é igual à de um canário normal mas na sua constituição óssea apresenta uma coluna vertebral alargada um crânio pequeno e oval e umas patas de ossos largos de úmero músculos tíbia e perónio out.nov.dez.´10 pÁssaros 11

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canários de porte llarguet espanhol a sua fisionomia externa é formada por uma área coberta de penas lisas e curtas em todo comprimento da cabeça à cauda a forma do corpo é alargada ligeiramente cilíndrica e fina com o peito e as costas delgadas e sem redondos as asas são largas passando o comprimento do corpo e a cauda é estreita e comprida a plumagem é curta lisa e aderente ao corpo assim como também o é nos intensos e nos nevados as pernas músculos são cobertas de penas lisas e finas e a posição no poleiro é erguida quanto mais erguido mais airoso e vistoso r caracterÍsticas posição erguida formando um ângulo de 60º corpo alargado ligeiramente cilíndrico e fino peito estreito e delgado sem ser redondo costas estreitas e delgadas sem serem redondas tamanho;17 cmmínimo patas largas com músculos visíveis cabeça e pescoço cabeça pequena e oval com bico cónico proporcional pescoço mediano delgado e notando-se a separação da cabeça do corpo asas e cauda asas compridas e aderentes ao corpo sem se cruzarem cauda comprida estreita e a terminar em m plumagem e cor plumagem curta e lisa compacta e aderente ao corpo cor lipocrónica melánica ou variegado autorizado o factor vermelho condição em boas condições de saúde e sem defeitos tipo de gaiola gaiola de cúpula 12 pÁssaros out.nov.dez.´10 r julgamento ficha de julgamento pontuações posição 20 corpo 20 tamanho 15 patas 10 fotografia luís santos cabeça e pescoço 10 asas e cauda 10 plumagem e cor 10 condição 5 total 100 as últimas modificações,na ficha de julgamentos foram feitas e aprovadas em reunião de juízes experts secção e da o.m.j c.o.m no mês de maio de 2010 em massypalaiseau frança com 2dois poleiros de 12mm de diâmetro 1 um em cima e 1um em baixo r principais defeitos posição semi-erguida ou normal corpo curto largo e achatado peito amplo e arredondado costas largas e arredondadas tamanho pequeno inferior a 17cm patas curtas rígidas com músculos pouco visíveis cabeça e pescoço cabeça grande e em forma de avelã com áreas sem penas em redor dos olhos pescoço curto largo sem marcar a separação da cabeça do corpo asas e cauda asas curtas separadas do corpo cruzadas cauda larga plumagem e cor plumagem comprida ou muito curta com áreas sem penas e sem aderência ao corpo com frisos cor má pigmentação e uniforme condição sem alegria apática e suja r grupo o larguet-espanhol pertence ao grupo v plumagem lisa forma e posição a este mesmo grupo pertencem o border fife-fancy norwich yorkshire bernês raça espanhola e irish-fancy homenagem ao amigo e colega joan moll camps a última vez que estivemos juntos foi em massy-palaiseau em frança 24 e 25 de março de 2007 na reunião de juizes experts da o.m.j c.o.m ele na qualidade de responsável da secção e da o.m.j eu e o meu colega do c.n.j f.o.n.p e carlos lima em representação de portugal o joan moll passados poucos meses faleceu fez um grande sacrifício para estar em massy-palaiseau grande coragem amigo descansa em paz nunca te esquecerei victor m r couto juiz da secção e canários de porte forma posição e desenho c.n.j f.o.n.p e o.m.j c.o.m portugal 2010 agosto

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canários de porte irish fancy irish fancy por luís santos breve histÓria como o seu nome indica este canário é originário do reino unido mais propriamente da irlanda o canário irish fancy foi exposto pela primeira vez na irlanda com o nome de iris roller porque descendia do canário de canto roler segundo maurice o connor é provável que a sua origem inicial fosse na bélgica que sendo exportado para a irlanda ficou a ser conhecido como o roller cantor É utilizado para hibridação com outras variedades devido às suas qualidades para cantar existindo um momento de grande confusão entre esta raça e a roller estes cruzamentos foram entretanto abandonados e iniciaram-se outros mais selectivos até serem alcançados em 1970 os primeiros exemplares mostrados ao mundo ornitológico alguns anos mais tarde em 1974 alguns criadores do condado de wexford e alguns juízes da sociedade de avicultura da irlanda formaram a sociedade do canário irish fancy irish fancy canary society que foi a base para a definição do standard da raça e a definição do seu nome irish fancy foi realizado um encontro em dublin onde estiveram presentes edward darcy balbriggan bill garnet bray jimmy hogan arklow lily claffe dublin tom ahern entre outros nesse dia em 1974 estavam presentes equipas de pássaros de todas as partes da irlanda e os juízes escolheram um canário amarelo propriedade do senhor m jones da cidade de wexford como sendo o melhor tipo standard passando então a ser baptizado como o canário irish fancy fonte maurice o`connor ulster the irish fancy canary club of ulster que conseguiu realizar o primeiro concurso especializado desta raça em 1988 na cidade de coleraine no norte da irlanda a raça foi reconhecida internacionalmente pela com no mundial de hasset em 2007 este pequeno canário de porte conseguiu em poucos anos granjear alguma popularidade e fazer parte dos canaris de muitos criadores primeiramente na irlanda e posteriormente no reino unido e pouco a pouco em todos os países europeus em portugal é ainda uma raça pouco conhecida e criada sendo quase uma raridade a sua aparição nas nossas exposições mesmo assim já temos alguns criadores como é o meu caso vários criadores estão a desenvolver um grande trabalho de difusão deste canário dos quais ressalvo os senhores maurice o`connor e paul o`kane que vêm participando e dando a conhecer a raça nos últimos mundiais o irish fancy está disponível em todas as cores incluindo branco azul e castanho vulgo canela mas são na sua maioria criados no seu amarelo tradicional seguidos dos verdes aparecendo também já bastantes variegados mas sem dúvida a cor predominante e que mais realça a raça é o amarelo descriÇÃo tÉcnica devemos ter uma ave em perfeito estado de saúde cheia de vitalidade agilidade harmonia proporcionada que são algumas das suas características onde sobressaem as principais que são uma cabeça pequena estreita e equipa de canarios de maurice o`connor premiada no mundial 2009 em portugal elegante mostrando uma ligeira elevação frontal do seu bico pequeno e mostrando o pescoço corpo proporcionalmente estreito asas quase cruzadas ou fechadas tamanho a longitude medida desde o vértice do bico até a arte extrema da cauda deve ter como tamanho máximo os 13 cm a largura de ombros deve ter no máximo 3,5 cm plumagem e cor a plumagem deve ser sedosa densa lisa brilhante sem frisos bem aderente ao corpo sem que se notem fraldas de penas nas zonas depenadas são admitidas todas as cores excepto a coloração artificial tradicionalmente o irish fancy é de cor amarelo ou verde existindo também agora as cores azul branco castanho e claro os variegados existem actualmente aves com qualidade em qualquer destas variantes de cor eu particularmente aprecio mais os amarelos para exposições são preferíveis as aves de plumagem amarela tendo maior facilidade em obter bons resultados face ao standard da raça e suas origens com isto não se pode dizer que uma boa ave de outra out.nov.dez.´10 pÁssaros 13 quatro anos mais tarde era formado o clube do canário irish fancy irlandês do

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canários de porte irish fancy variante de cor não possa ganhar a uma ave amarela selecÇÃo de reprodutores a melhor selecção está na escolha de aves o mais próximo possível do standard escolher aves em perfeito estado de saúde vigorosas machos a cantar e especial atenção à cor pois não devemos acasalar intensos com intensos ou nevados com nevados assim como não devemos ter só amarelos ou só verdes e muito menos só cores como os brancos azuis e castanhos no plantel deve predominar o amarelo e o verde reproduÇÃo como foi anteriormente referido o ideal é termos um casal de boa qualidade e bem seleccionado mas infelizmente tal coisa muitas vezes não acontece ou não é possível por isso temos muitas vezes de nos conformar com aves de menor qualidade e assim irmos seleccionando as melhores e algumas vezes se necessário com recurso à consanguinidade com o intuito de irmos fixando os caracteres mais importantes das distintas aves uma vez obtida uma selecção de aves de qualidade idêntica entramos no sistema dos acasalamentos a regra básica a ter em consideração é a da compensação de caracteres dos pais porque uma inconformidade específica numa ave deve ser compensada com outra ave devidamente em conformidade exemplo uma ave com má qualidade de cabeça deve ser acasalada com outra de cabeça boa uma ave com falta de tamanho deve ser acasalada com uma ave de grande porte uma ave com má plumagem deve ser acasalada com outra ave de excelente plumagem e assim sucessivamente a cada defeito duma ave deve compensar-se com as qualidades da outra alimentaÇÃo a alimentação é um factor muito importante para o sucesso na criação o irish fancy não é um canário que necessite de um valor energético como 14 pÁssaros out.nov.dez.´10 um canário de grande porte mas necessita de uma alimentação equilibrada para a sua raça por exemplo no meu caso uso uma mistura de sementes nas seguintes proporções e durante todo o ano excepto na época de repouso que quase uso exclusivamente alpista alpista 70 perilha 15 nabo 5 linhaça 5 aveia 5 quanto a papas uso essencialmente secas com baixo teor proteico existem no mercado bastantes marcas com boa qualidade e equilibradas fazendo com que não seja necessário recorrermos às tradicionais papas caseiras durante a criação uso bastantes vegetais essencialmente grelos de couve ou nabo brócolos espinafres e agriões também utilizo a fruta e vario entre maçãs peras e às vezes laranja por ser rica em vitamina c na água de bebida quando não utilizo vitaminas ou complementos pontualmente coloco ½ dente de alho no bebedouro pelas excelentes características depurativas que contêm o grit e casca de ostra nas minhas gaiolas são presença habitual assim como blocos minerais ou osso de choco exposiÇÕes para as exposições aconselho a escolha de canários amarelos indiferentemente de ser nevado ou intenso embora no plantel possam surgir aves de outras cores com boa qualidade e aí somos nós criadores os primeiros a julgar e a escolher a ave a levar a concurso É fundamental que o irish fancy pelas suas características chegue a uma exposição devidamente habituado e treinado à gaiola de exposição para o juiz poder observar as qualidades deste pequeno canário a habituação e o treino são a base do sucesso já vi aves de boa qualidade perderem para aves de menor qualidade mas em melhor condição de exposição uma ave de muito boa qualidade que esteja nervosa agitada e não forme a posição característica da raça muitas vezes é penalizada pelo juiz que não consegue observar bem essas qualidades no mínimo 1 mês antes da exposição canário premiado de maurice o`connor colocar o canário na gaiola de exposição e se possível em presença de pessoas durante algum tempo para criar habituação e se possível pessoas diferentes pois vai encontrar um juiz que nunca viu o irish fancy pertence ao grupo v plumagem lisa forma e posição a este grupo pertencem ainda o border fife fancy norwich yorkshire bernês e raça espanhola a gaiola usada em exposições pelo irish fancy é a gaiola de canários de cor concluindo como apaixonado pelos canários de porte e tendo a oportunidade de adquirir bons irish fancy o ano passado no mundial de matosinhos ao amigo maurice o`connor a quem deixo aqui um forte abraço não resisti e levei para o meu canaril alguns casais este ano já vou ter um plantel com mais alguns casais e com alguma qualidade É pena que não tenha ainda muitos seguidores no nosso país a criar esta bela raça aconselho os caros colegas criadores de porte ou não a experimentar a criação do irish fancy É um canário prolífero sem grandes cuidados especiais muito interessante e belo experimentei já sou fã e irá fazer parte do meu plantel de canários de porte com certeza por muito tempo ao meu amigo maurice o`connor agradeço as informações e conselhos que me tem dado tanto na criação do irish fancy como para conhecer melhor a raça e poder divulgá-la escrevi este artigo com base em algumas informações por ele fornecidas nomeadamente a história e o standard.

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canários de porte irish fancy cabeça 25 corpo 15 plumagem 15 movimento 15 cauda 10 patas 5 condição geral 15 pequena estreita e elegante mostrando uma ligeira elevação frontal do seu bico pequeno olhos muito visíveis largura entre ombros ­ 33mm comprimento ­ 127 mm corpo proporcionalmente estreito asas quase cruzadas ou fechadas mostra o pescoço plumagem própria compacta e com uma boa cor natural mostrando uma clara essência alerta com movimentos rápidos e vigorosos posição no poleiro ­ 65 a 75 graus quase fechada e bem tratada comprimento médio mostrando as coxas limpo e saudável todas as cores são permitidas excepto o vermelho coloração artificial exposição canários de cor por luís santos ornitófilo português modelo português modelo inglês out.nov.dez.´10 pÁssaros 15 irish fancy

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