Educação em Revista

 

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Sexta edição da revista da Regional 7

Popular Pages


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editorial Índice a escola falida professor marcos rodrigues escola 3.0 alguns apontamentos professor mf 04 uma verdadeira revolta popular substituiu conformismo mobilizações não vistas há mais de 20 anos ganharam as ruas como num furacão a onda pegou todos de surpresa a 6ª edição de nossa revista é publicada em meio a uma série de manifestações e protestos iniciada logo após a nossa 5ª edição de junho trabalhadores e jovens se uniram em grande atos para combater a corrupção e exigir saúde e educação de governos que mantém seu compromisso com o lucro a mercantilização e a privatização dos serviços prestados à população este número é dedicado ao chamado pelo fora a todos os governantes do rio que passaram anos sem se importar com as condições de vida do povo e de nós trabalhadores que retiraram direitos históricos de nossa classe e destruíram patrimônios que construímos e nada melhor para expressar todos os ataques que temos sofrido por longos anos de desgoverno que os próprios profissionais de educação procuramos colegas de nossas escolas para que escrevessem sobre a situação da educação no município e no estado porém a maioria com quem conversamos teve receio em escrever em nossa publicação sentem-se coagidos temem represálias de direções cres e sme alguns concordaram desde que não fossem identificados esse é o governo do pmdb no rio de janeiro um governo que coage oprime um governo ditatorial cuja principal arma contra a reação do trabalhador é a coação as ameaças e a repressão cabral paes e seus secretários risolia e costin não podem mais seguir a frente do governo do rio precisamos dar um basta e dizer fora todos vocÊs 06 avaliação de aprenizagem e instrumento de avaliação uma breve discussão a respeito das provas e testes 08 retirar autonomia das escolas e profissionais para alimentar a indústria educacional fora todos que destroem a educação 12 14 cabral e risolia mais engodos na educação estadual 16 cuidado com a armadilha professor o aumento de carga horária da sme é hora extra 19 avaliação diagnóstica para 6º ano 20 os governos de cabral e paes tratam com total desrespeito as merendeiras 22 merendeiras sofrem com enorme quantidade de preparo de refeições o controle de sua carreira http regional7.wordpress.com 23 24 paes e costin não respeitam a população ou os profissionais 25

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04 educação em revista professor marcos rodrigues nos anos 60 do século xx a escola pública brasileira não era lugar para os mais humildes na verdade preparava a classe média para uma posição intermediária entre os mais pobres e a elite nacional aqueles que concluíam o ginásio podiam se colocar em um escritório um cargo de encarregado ou supervisor em uma fábrica ou até mesmo a gerência de uma pequena empresa o científico era garantia de uma posição de mais qualidade com certeza um cargo público no banco do brasil uma posição de chefia em uma repartição de um ministério qualquer o suboficialato nas forças armadas ou ainda almejar a entrada em uma faculdade o ensino era rigoroso e de qualidade os mais pobres eram descartados ainda no primário ainda que concluir o primário já garantia alguma diferenciação profissional muitos se orgu lhavam de tê-lo concluído na segunda metade desta década o país ingressou em um forte ciclo de industrialização a prosperidade da economia mundial e a abundancia de recursos baratos favoreceu o crescimento do parque industrial brasileiro era o milagre brasileiro havia optou-se por uma solução mais simples e mais barata aumentar-se o número de alunos com a manutenção das condimateriais ções materiais necessidade urgente de mão de obra de nível elementar e médio que pudesse ocupar os postos abertos na produção nacional o governo militar não hesitou promoveu uma grande reforma educacional que diminuiu de dez para oito anos o tempo do ensino fundamental acabou com disciplinas consideradas desnecessárias como o latim e o grego e fundiu outras consi deradas inconvenientes no período como história e geografia foram legalizados e estimulados novos cursos técnicos abandonou-se o caráter humanista da educação e adotou-se uma proposta tecnicista o importante era fazer e não pensar porém isto não bastava era necessário que um grupo maior de pessoas tivesse acesso a esta qualificação de forma a maximizar a formação de técnicos era preciso que os mais pobres freqüentassem a escola até o fim do ensino médio iniciou-se um processo de universalização da educação isto obviamente exigiria uma maior infra-estrutura material mais escolas e mais professores isto não foi previsto optou-se por uma solução mais simples e mais barata aumentar-se o número de alunos com a manutenção das condições materiais o resultado final desta reforma já poderia ser previsto a prosperidade arrefeceu ao longo da década de 70 crises da economia mundial diminuíram o ritmo de crescimento da economia brasileira o endividamento da década de 70 gerou a maior dívida externa do mundo paga com juros escorchantes e o brasil foi à falência no início da década de 80 se a qualidade da educação já havia caído com a universalização sem a contrapartida material com a crise financeira generalizou-se durante toda a década de 80 a escola pública brasileira se degradou atingido a pior qualidade de toda a sua história.

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educação em revista 05 o ônus pelo mau rendimento se transferiu do aluno para o professor o fim da ditadura militar trouxe uma nova realidade para a escola ela se tornou moeda eleitoral entre os mais pobres perdeu o que restava de sua característica instrucional e aderiu a uma proposta assistencialista e paternalista a classe média a abandonou definitivamente e a qualidade na formação intelectual das crianças desapareceu durante toda a década de 80 os últimos traços de excelência de ensino acabaram não havia mais como se manter as aparências porém a recente democracia nacional exigia uma propaganda de sucesso e realizações foi quando se iniciou a manipulação de resultados ao longo da década de 90 promoveu-se discretamente a maquiagem de resultados com a mentira ideológica da adoção de sistemas mais modernos de ensino iniciou-se a farsa da aprovação compulsória a média para a reprovação de alunos diminuiu até apenas 35 de aproveitamento em cada disciplina deixou de ser necessário apenas um único componente curricular para a reprovação para gradativamente se chegar à obrigatoriedade de três disciplinas como língua estrangeira educação física e artes não poderiam mais reprovar surgiu a dependência e os professores passaram a ser coagidos a não reprovar o professor que desse uma nota baixa era intimado a se explicar e obrigado a apresentar soluções para corrigir o problema o ônus pelo mau rendimento se transferiu do aluno para o professor isto escondeu a falência do sistema durante alguns anos É claro que esconder a realidade não altera a percepção que as pessoas têm dela gradativamente ficou clara a péssima qualidade da formação de nossas crianças e a escola pública passou a ser razão de vergonha para toda a sociedade os governos populistas e assistencialistas tinham formado uma geração inteira de analfabetos funcionais milhares de crianças permaneciam em nossas salas de aula não poderiam voltar às séries iniciais porém não conseguiam ir adiante milhares de analfabetos permaneciam sem qualquer perspectiva nasceu então a proposta que tentaria livrar a escola dos milhares de analfabetos que cruelmente por ela foram gerados as turmas de aceleração e a correção das defasagens idade/série o discurso oficial era de que estas crianças formariam turmas especiais onde teriam um curso diferenciado permitindo que conteúdos de várias séries fossem ministrados em um período mais curto de tempo tudo nunca passou de fraude asceu então a pron posta que tentaria livrar a escola dos milhares de analfabetos que cruelmente por ela foram gerados turmas dos as turmas de aceleração e a correção das defasaidade/série gens idade/série marcos rodrigues é professor de história há 23 anos na rede municipal do rio de janeiro

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06 educação em revista projetos foram entregues a fundações e instituições que não possuem nenhuma identidade com a escola pública a educação não passa de um negócio e os alunos de clientes os conteúdos foram simplificados ou simplesmente reduzidos a reprovação foi proibida nestas classes e estas crianças foram literalmente empurradas para fora da escola nunca receberam o tratamento profissional que demandavam um único professor foi designado para cada uma destas classes e recebeu a orientação que fizesse o possível normalmente um professor convencional sem uma formação específica não recebeu qualquer treinamento distinto que o diferenciasse de qualquer outro professor da rede tudo não passava de um engodo uma mera correção de fluxo com o descarte das peças defeituosas crianças vítimas de sérios problemas tiveram suas dificuldades ignoradas e receberam diplomas que não passavam de letra morta foram deixados à própria sorte por fim estes projetos foram entregues a fundações e instituições que não possuem nenhuma identidade com a escola pública a econômica alguns pre fraudulentos e inócuos educação não passa de um senciam diariamente em precisam de psicólogos negócio e os alunos de cli seus lares problemas como médicos pedagogos assisentes o alcoolismo dependência tentes sociais e professoa grande maioria destas química prostituição e pro res qualificados precisam crianças posde escolas aparelhadas e sui dificuldaque as atraiam que as letudo não passava de des comuns vem a imaginar e desejar porém que se um engodo uma mera um futuro diferente não são solu correção de fluxo não será com projetos de cionadas coraceleração que construirecom o descarte das retamente mos uma escola pública de peças defeituosas tendem a se qualidade nem com fraup erpetuar des ou maquiagens será dislexia disgrafia proble miscuidade a gravidez com uma escola democrámas comportamentais sín precoce as doenças sexu tica e inclusiva uma esdromes diversas desnutri almente transmissíveis e o cola que privilegie a qualição problemas neurológi aborto também não são es dade e não o custo a socicos e psiquiátricos são tranhos a estas crianças a edade e não o cargo o fuapenas alguns destes itens criminalidade a violência turo e não a eleição muitos convivem com si urbana e a falta de perstuações de pobreza extre pectivas econômicas e marcos rodrigues é ma violência doméstica e sociais permeiam toprofessor de história há abandono familiar outros dos estes problemas 23 anos na rede municiforam expostos a violênci estas crianças não nepal do rio de janeiro as sexuais ou exploração cessitam de projetos escola 3.0 ­ alguns apontamentos a ideia de um registro digital não é ruim e já fora sugerida por alguns professores da própria rede o problema é como esse registro foi efetivado para variar um contrato milionário ­ 30 milhões para uso não-exclusivo ­ beneficiando a mstech empresa do interior paulista também responsável pela educopédia mesmo tendo disponível na net um programa similar e gratuito.

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educação em revista 07 as direções sofrem pressões e ameaças de sanções caso os registros no 3.0 não sejam feitos até o limite estabelecido pela sme e cre s as chefias solicitam que os professores agilizem seus lançamentos muitos professores acabam fazendo esse registro em casa o caro 3.0 tem uma sequência de bugs que exigem constante paradas no sistema ­ que atrasam todo o lançamento de conteúdos presenças notas e etc ­ para atualizações a empresa contratada apesar de seu alto valor não tem um atendimento de suporte adequado ao tamanho da nossa rede o que provoca mais atrasos para completar temos uma cidade gigantesca onde a conexão nem sempre é a ideal mesmo que se tenha uma boa conexão na região os parcos recursos das escolas afinal a assinatura sai do sdp sistema descentralizado de pagamentos não permitem uma velocidade tão rápida assim que possa atender satisfatoriamente um computador por sala imagine o que é atendervários computadores para acessar a educopédia e tentar usar o 3.0 ao mesmo tempo e como a conexão usa os recursos do sdp está faltando dinheiro para outras coisas como a manutenção predial o que acaba acontecendo é que várias escolas optam por redes cabeadas onde dois ou três computadores tem que atender à direção secretaria e todos os professores o que acaba acontecendo então o professor cumpre o hc na escola mas dificilmente consegue fazer os lançamentos pertinentes no escola 3.0 principalmente o pi que tem um horário curto com cada turma e que nem sempre consegue fazer a chamada em sala por falta de sinal como as direções sofrem pressões e ameaças de sanções caso os registros não sejam feitos até o limite estabelecido pela sme e cre s as chefias solicitam que os professores agilizem seus lançamentos para fugir dessas pressões ou para se livrar logo do incômodo muitos deles acabam fazendo esse registro em casa ­ num horário não pago pela sme isso a secretaria não admite quando o subsecretário rafael parente enviou um e-mail facultando às direções o não-uso do escola 3.0 na verdade era mais uma manobra para ficar bem as escolas onde o sistema já está instalado tiveram o sca sistema de controle acadêmico desabilitado portanto não existe a possibilidade do diretor não usar o 3.0 pois sem a remessa dos registros acadêmicos ele estará cometendo uma falta grave a sme nada responde sobre o fato do professor não conseguir realizar essas tarefas na sua lotação e horário destinado a tais tarefas além do mais no campo de lançamento de conteúdos há uma série de opções para marcar os recursos utilizados entre eles os cadernos pedagógicos e a educopédia fica patente a intenção de forçar o uso ou o fingimento do uso desses recursos o sistema é todo monitorado o login se dá com o cpf do professor ou funcionário pelo administrativo há a possibilidade de visualização do que é lançado relatórios são emitidos com as estatisticas de uso dos recursos da sme baseados nos lançamentos e pelo administrativo as faltas agora só podem ser justificadas pela secretaria da u e alunos que deveriam ser excluídos ou reprovados por faltas estão tendo lançamento de abono por algumas direções e o professor só consegue ver a faixa amarela ou verde ­ indicadora da justificativa de falta as notas finais ­ que geram o conceito por disciplina ­ também podem ser alteradas via administrativo leia-se direção isso é simplesmente desanimador mf é professoa de história da rede municipal do rio de janeiro

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08 educação em revista avaliação da aprendizagem e instrumentos de avaliação uma breve discussão a respeito das provas e dos testes na ação educativa sões qualitativas avolumou-se a partir das ideias instauradas seja na legislação educacional nas orientações pedagógicas emanadas dos órgãos oficias e/ou na defesa de estudiosos interessados na questão a avaliação passa e ser enfatizada no seu caráter processual e dinâmico e para que assim acontecesse seria necessário acompanhamento busca de informações reflexão sobre os elementos que incidiam sobre o fazer pedagógico plina de ordem técnica e prática do como a ensinar ganhou dimensões relacionadas ao fato de que a educação tem caráter político e humano deslocando sua atenção para o processo de como de dá a aprendizagem no aluno dentro desse paradigma para se ensinar algo a alguém é necessário além de saber o que ensinar compreender o aluno em suas particularidades relacionadas ao aprender para então organizar a ação didática adequada vitor bernardo arantes as discussões sobre a avaliação da aprendizagem ganharam força e se ampliou a dimensão da preocupação sobre o assunto a partir dos nos 70 como consequência do que se estabelecia na lei 5.692/71 que determinava a preponderância dos aspectos qualitativos obtidos ao longo do processo de aprendizagem esse estabelecido que foi ratificado por orientações e legislações posteriores e cuja concepção prevalece até a contemporaneidade levava-nos a organização do processo de ensino de modo que dados quantitativos não mais fossem priorizados em relação à compreensão do desenvolvimento discente e foi principalmente a partir do final dos anos 80 e de modo mais incisivo no início dos anos 90 com nomes no brasil como carlos cipriano luckesi jussara hoffman e thereza penna firme dentre outros que a literatura a respeito do processo de avaliação com base em discus não sejamos ingênuos a ponto de afirmar que não se faz avaliação da aprendizagem sem testes e/ou provas É claro que é possível testes e provas podem não ser imprescindíveis no processo avaliativo podem não ser mas nem por isso deixam de ter o seu lugar no cenário pedagógico com mais ou menos ênfase dependendo da proposta pedagógica que deve por sua vez estar relacionada à realidade vivida bem como às possibilidades futuras assim a dimensão de mensuração dos testes provas seminários passam a ser ampliada e compreendida como algo que longe de ter um fim em si mesmo deveria proporcionar elementos para diagnóstico dos entraves e evoluções no aprendizado discente para que vislumbrem tomadas de decisão sempre a favor do desenvolvimento formativo do aluno É importante aqui destacar que a avaliação da aprendizagem é elemento de discussão dentro da didática que ao longo do tempo também sofreu modificações quando ao seu conceito e essência de disci durante o processo histórico da evolução da didática é possível perceber no brasil dos anos 80 ideias contrárias à dimensão técnica da avaliação acreditando que a mensuração buscada obscurecia os objetivos educacionais relacionados ao pluralismo de valores ­ isso se analisarmos mais especificamente principalmente algumas ideias nascidas no bojo do cenário educacional de transição da ditadura militar para o governo civil mas isso é assunto para outra discussão menos breve e mais detalhada mas o fato é que não podemos pensar o processo avaliativo abrindo mão de fer-

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educação em revista avaliação um importante elemento da dimensão técnica do processo de ensino 09 ramentas importantes para o fazer pedagógico não se trataria pois de negar o caráter técnico que se pressupõe na ação pedagógica mas compreender o que é isso e qual a sua importância no cenário pedagógico bem como associá-la a outros elementos que favoreçam a organização execução e avaliação educativa e essa questão vem sendo discutida por autores interessados ainda assim na contemporaneidade parece-nos no entanto que temos dado pouca ênfase à construção dos instrumentos que devem servir à avaliação ­ um importante elemento da dimensão técnica do processo de ensino ­ principalmente no que diz respeito à elaboração de questões que compõem provas e testes de verificação de aprendizado apesar de haver estudos e publicações referentes ao assunto este parece não ser compreendido na sua devida importância mas como não valorizar um aspecto que de um modo geral dá corpo ao que não raro assume condição sine qua non dentro do cenário avaliativo que são os instrumentos de verificação não sejamos ingênuos a ponto de afirmar que não se faz avaliação da aprendizagem sem testes e/ou provas É claro que é possível testes e provas podem não ser imprescindíveis no processo avaliativo podem não ser mas nem por isso deixam de ter o seu lugar no cenário pedagógico com mais ou menos ênfase dependendo da proposta pedagógica que deve por sua vez estar re lacionada à realidade vivida bem como às possibilidades futuras dentre as discussões sobre o assunto temos a afirmativa de moretto 2001 que revela a culpa que sentem alguns professores por aplicarem provas e testes aos seus alunos o autor ao longo da obra desfaz essa ideia revelando que o professor deve assumir a ideia da avaliação elemento de ação e que deve possibilitar levar o aluno a ler refletir relacionar operar mentalmente e demonstrar que tem recursos para abordar situações complexas p 11 também depresbiteris e tavares 2009 dependem o uso de instrumentos do tipo provas e testes como forma buscar elementos para se compreender a aprendizagem discente servindo de instrumentos de diagnóstico docente par orientação de ações pedagógicas necessárias e adequadas para que o aluno obtenha conforme defendido por moretto o desenvolvimento de habilidades e aquisição de conhecimentos que conduzem às competências almejadas p 17 na mesma obra o autor revela a necessidade de se pensar na linguagem utilizada visto que esta tem a função fundamental de ligar contextos assim o enunciado de um item constante em um instrumento de avaliação deve explicitar adequadamente o comportamento que se espera do aluno assim o problema da avaliação da aprendizagem não está na aplicação de instrumentos de avaliação mas na relação deles com a proposta pedagógica já quem nem sempre da forma como são concebidos mostram-se capazes de levar a coleta e compreensão de dados da realidade para que as ações didáticas se deem eficientemente.

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10 educação em revista o rigor científico é peça fundamental na elaboração da avaliação vitor bernardo arantes assim à elaboração questões que compõem provas testes e exercícios diários é necessário domínio de conhecimentos técnicos pedagógicos e de língua portuguesa que essa atividade envolve só assim será possível a construção de ferramentas que possibilitem maior fidedignidade aos elementos a serem observados pois são à utilidade pois precisa revelar-se útil aos envolvidos à exatidão uma vez que bem construída a ferramenta precisa fornecer elementos que sirvam adequadamente á análise e ao diagnóstico desta forma o rigor científico é peça fundamental quando se discute elaboração de itens que compõe instrumentos de avaliação não bastam experiência e boa vontade se desejarmos construir instrumentos eficientes aos nossos objetivos devemos nos apropriar de saberes necessários a esse procedimento cabe ao docente ­ e todo aquele profissional de educação envolvido nesse processo ­ imbuído da certeza de que instrumentos de avaliação bem construídos devem passar por uma análise criteriosa em relação ao trabalho proposto para seus alunos deve se indagar quanto a a linguagem é clara quanto ao que se deseja e apresenta elementos suficientes para que ao aluno compreenda o que lhe é solicitado b o que se busca verificar aprendido tem relação com o trabalho proposto c o que se quer averiguar foi convenientemente trabalhado tempo recursos e a própria exposição foram adequados d o que se deseja verificar tem essência na memorização compreensão ou na competência crítica e o que será verificado terá fim em si mesmo ou são pretendidas ações para aperfeiçoamento que vise o aprendizado sem essas questões perde-se tempo e o processo avaliativo fica empobrecido como consequência de instrumentos mal construídos e no brasil não há tempo em investimentos que se possam perder principalmente quando a questão relaciona-se à educação assim à elaboração questões que compõem provas testes e exercícios diários é necessário domínio de conhecimentos técnicos pedagógicos e de língua portuguesa que essa atividade envolve só assim será possível a construção de ferramentas que possibilitem maior fidedignidade aos elementos a serem observados pois são de acordo com firme 1994 três o primeiro refere-se à utilidade pois precisa revelar-se útil aos envolvidos o segundo à exatidão uma vez que bem construída a ferramenta precisa fornecer elementos que sirvam adequadamente á análise e ao diagnóstico só assim as ações posteriores terão sentido e poderão mostrar-se adequadas por fim temos o terceiro critério defendido pela autora a justiça esse é um critério ético pois que os elementos que compõem o processo avaliativo devem servir tão somente ao aprendizado discente assim deve fornecer elementos efetivamente importantes e relacionados às ações pedagógicas necessárias para que o objetivo final seja alcançado vitor bernardo arantes é mestre em educação pela universidade do estado do rio de janeiro professor da rede pública municipal do rio de janeiro professor da universidade estácio de sá moretto vasco prova ­ um moimento privilegiado de estudo e não um acerto de contas rio de janeiro dp&a 2001 depresbiteris léa tavares marinalva rossi diversificar é preciso instrumentos e técnicas de avaliação da aprendizagem são paulo editora sesc 2009 firme thereza penna avaliação hoje perspectivas e tendências in simpósio nacional sobre avaliação educacional uma reflexão crítica ­ anais rio de janeiro fundação cesgranrio 1994.

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12 educação em revista retirar autonomia das escolas e profissionais para alimentar a indústria educacional a retirada da autonomia dos profissionais tem como objetivo principal o de controlar melhor o trabalho de nossas escolas sequer é um controle que se baseie na preocupação com a qualidade oferecida ou ainda no sentido de passar informações a respeito do trabalho desenvolvido para a comunidade escolar o controle promovido pelo governo pretende adequar nosso trabalho aos interesses da indústria educacional e gerar cada vez mais lucros a seus empresários facilitar o desvio de verbas públicas e também destiná-las à corrupção esses são os reais objetivos da retirada da autonomia de nossas escolas além daqueles que já conhecemos como o de desmoralizar o profissional a escola pública defendendo sua privatização a propalada eficiência do setor privado padronizar nosso trabalho impor o quê e como ensinar não tem apenas o propósito de desmoralizar-nos diante da população não serve apenas para declararem nossa incompetência objetiva também divulgar a necessidade de que alguém elabore nossas aulas nossas provas e nosso projeto político pedagógico alguém mais competente uma empresa é claro afinal a iniciativa privada é mais competente dizem eles um exemplo claro disso são as apostilas que nos impõem e não adianta dizer que não são obrigatórias uma vez que estão vinculadas às provas que determinam o recebimento de gratificações o dispendioso material chamado de cadernos pedagógicos têm sido frequentemente rasgados por orientação da sme erros diversos propagandas da prefeitura e de empresas para nós um absurdo desperdício já para eles bilhões de reais para a corrupção empresas amigos e financiadores de campanha desvio de verbas públicas e falta de autonomia estão diretamente relacionados já existem até estudos sobre as oportunidades nesse grande negócio regional 7 foi ao mp exigir recolhimento de cadernos pedagógicos

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educação em revista para os governos é central retirar nossa autonomia a cassação da autonomia permeia toda a política do governo não é a toa que eles inventam uma série de projetos de instituições privadas por que não nos dão condições para elaborarmos nossos projetos o reforço escolar recuperação e o nosso próprio material pedagógico porque não podemos fazê-los a climatização da escola no município por exemplo uma necessidade real ainda não foi feita por alguma razão ainda não conseguiram concluir uma fórmula de climatizar as escolas de forma a facilitar o desvio das verbas sabem que para fazê-lo teriam que mexer em toda rede elétrica das unidades no que pese que o governador #foracabral alugou ar condicionado e além de pagar uma fortuna de aluguel todo o mês os aparelhos não podem funcionar já que a rede elétrica não foi adequada os computadores que chegam às escolas por exemplo não servem ao propósito de inserir os alunos no mundo das novas tecnologias se assim fosse teriam enviado ato dia 22/06 13 mp decide inquérito civil para cadernos pedagógicos a regional 7 do sepe ao verificar várias denúncias recebidas pela regional por profissionais de escolas por redes sociais e pela mídia carioca encaminhou requerimento ao ministério público pedindo a averiguação de irregularidades e o recolhimento dos cadernos pedagógicos a direção da regional apresentou ao mp diversas provas dos erros e conteúdos inadequados que apresentam estes cadernos distribuidos pela sme no dia 2 de junho a resposta do mp foi ingressar com um inquérito civil para averiguar as irregularidades apontadas o inquérito civil é um procedimento administrativo investigatório a cargo do ministério público cujo objeto consiste essencialmente na coleta de elementos que sirvam de base à propositura de uma ação civil pública veja o e-mail enviado pelo ministério público onde é comunicado seu procedimento e com a solicitação de mais provas ministÉrio pÚblico do estado do rio de janeiro 1.ª promotoria de justiÇa de tutela coletiva de proteÇÃo À educaÇÃo da capital ref ic 2013.00624262 prezados senhores cumprindo determinação ministerial com cópia da portaria n.º 100/2013 informo-lhes que em 2/7/13 foi instaurado inquérito civil para apurar possíveis irregularidades nos cadernos pedagógicos distribuídos pela secretaria municipal de educação aos alunos da rede pública no ano letivo de 2013 também profissionais qualificados para trabalhar com nossos alunos concurso público para mais professores com qualificação para o propósito os computadores nas escolas e a internet quando existem servem apenas para aumentar o controle do nosso trabalho e ampliar mais ainda nossas funções os registros em tempo real no programa escola 3.0 o conexão educação só serviriam mesmo assim se funcionassem para que o governo tivesse controle absoluto do que fazemos isso sem falar nos espiões de empresas ou ligados ao banco mundial que colocam em nossas escolas banco imobiliário crachás kits escolares caríssimos tênis de marca para alunos livros que não solicitamos computadores sem internet eficiente programa 3.0 e muitos outros fazem parte de uma indústria ligada à educação uma indústria de coisas que não nos servem mas serve muito bem aos gananciosos políticos e empresários que não se importam com a educação de nossos jovens e crianças o lucro é o seu deus!

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nas ruas os gritos por educação de qualidade cabral bandido cadê o amarildo uma das palavras de ordem em manifestações do #foracabral referindo-se ao desaparecimento do pedreiro da rocinha que sumiu depois de ser sequestrado pela polícia na educação os profissionais não suportam mais tanto vandalismo com nosso patrimônio costin privatiza a escola pública retira a autonomia e não para de criar projetos para retirar nossas verbas paes ensaia um reajuste de pouco mais de 6 enquanto investe bilhões de reais em eventos esportivos e religiosos risolia e o governador #foracabral assim como o prefeito transformam a educação em um negócio lucrativo sem nenhum compromisso com a população.

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num verdadeiro levante e nas ruas desde junho a população brasileira clama por saúde educação de qualidade e pelo fim da corrupção no rio o governador #foracabral não tem mais paz e enfrenta quase todos os dias manifestações exigindo sua saída paes não para de cometer erros e desviar nossas verbas para empresas e para a corrupção a dupla de arruaceiros destroem tudo que o povo carioca construiu com muita luta #foracabral e vÁ com paes esse negócio de olimpíada é sensacional preciso usar como desculpa pra tudo então agora tudo o que eu tenho que fazer agora vou fazer com olimpíada tem coisas que tem a ver com olimpíada tem coisa que não tem nada a ver mas eu uso entrevista de paes à tv folha nas escolas fora costin fora risolia a or s f e pa

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