O Movimento Homossexual

 

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Este e-book é cópia exata do livro original de Julio Severo conforme foi publicado pela Editora Betânia em 1998. A edição impressa, que se encontra totalmente esgotada, teve o contrato rescindido pela Editora Betânia em 2007, no começo do embate sobre

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Informação importante: Este e-book é cópia exata do livro original de Julio Severo conforme foi publicado pela Editora Betânia em 1998. A edição impressa, que se encontra totalmente esgotada, teve o contrato rescindido pela Editora Betânia em 2007, no começo do embate sobre o PLC 122/2006. Na época, tanto a editora quanto o autor receberam muitas ameaças de ativistas homossexuais. Quando foi publicado originalmente em 1998, muitos leitores julgaram os prognósticos do livro exagerados e irreais, inclusive o alerta de que os ativistas homossexuais exigiriam a autoridade de doutrinar as crianças das escolas brasileiras. Diversos leitores acharam isso inimaginável, dizendo que nunca ocorreria no Brasil. Hoje, muitos confirmam que o livro O Movimento Homossexual acertou em cheio nos prognósticos. Embora o livro esteja desatualizado, o autor disponibiliza gratuitamente informações atualizadas em seu site pessoal: www.juliosevero.com A presente cópia é totalmente disponibilizada pelo autor, não pela editora, para benefício do público diante da ameaça do avanço da agenda gay no Brasil. É um sacrifício pessoal do autor para abençoar os leitores e honrar o glorioso nome do Senhor Jesus Cristo. Julio Severo Servo do Rei Jesus Cristo e exilado pelo movimento gay do Brasil 6 de fevereiro de 2011  

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    O MOVIMENTO  HOMOSSEXUAL    Julio Severo  www.juliosevero.com 

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                                            Publicado com a devida autorização e  com todos os direitos reservados por  Editora Betânia S/C  Caixa Postal 5010  31611‐970 Venda Nova, MG.    Revisão: Ângela Mara Leite Drumond    Primeira edição, 1998    É proibida a reprodução total ou parcial  sem permissão escrita dos editores.    Composto e impresso nas oficinas da  Editora Betânia S/C  Rua Padre Pedro Pinto, 2435  Belo Horizonte (Venda Nova), MG.    Capa: Marcelo Pereira da Silva    Printed in Brazil                 

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            A todos os líderes cristãos,  intercessores, ex‐homossexuais e evangélicos comuns  que aceitam o desafio de viver como sal e luz,  a fim de que nosso testemunho cristão  faça diferença nesta geração.     

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            Índice          1.    2.    3.    4.    5.    6.    7.    8.    9.   10.   11.   12.   13.   14.                          Introdução .......................................................................    O Movimento Homossexual na Sociedade ...................    A Influência Homossexual no Sistema Educacional ....    XVII Conferência Internacional da ILGA ......................    A Influência Homossexual nas Igrejas Evangélicas ......    O Movimento Homossexual e a Crise da AIDS ............    Os Direitos dos Gays ......................................................   .   O Homossexualismo e as Conseqüências Sociais ........  O Movimento Homossexual na Bíblia ..........................    O Cristão e a Homossexualização da Sociedade ..........    As Igrejas Cristãs e os Homossexuais ............................    O Cristão e o Bem‐Estar Social ......................................    Ação Cristã: Educar é Preciso ........................................    Ação Cristã: Sarar é Preciso  ...........................................  .   Esperança Para o Homossexual .....................................    Apêndice A ......................................................................    Apêndice B ......................................................................  .   Apêndice C ......................................................................    Apêndice D ......................................................................    Apêndice E  ......................................................................  .   Notas ................................................................................   

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                          Introdução      Casamentos  gays e  lésbicos.  Manifestações  a  favor  de  direitos  dos  gays.  Campanhas  pela  aceitação  social  e  legal  do  homossexualismo.  De  onde  vêm  essas  reivindicações?  Que forças estão por trás delas? Aonde essas tendências levarão a sociedade?    Embora não tenhamos a capacidade de predizer o futuro, podemos ao menos analisar  os  comportamentos  atuais  e  presumir  o  seu  provável  impacto  na  próxima  geração.  Precisamos tentar entender os sinais dos tempos, olhando para o que ocorre no mundo.  Devemos  interpretar  os  acontecimentos  à  luz  da  Palavra  de  Deus.  Esse  tipo  de  análise  não  é  profecia,  mas  se  discernirmos  cuidadosamente,  poderemos  ajudar  os  cristãos  a  serem mais proféticos em seu testemunho.    Neste  livro,  examinamos  a  militância  homossexual  no  mundo  e  seu  impacto  na  sociedade e nas igrejas evangélicas.    As  reivindicações  homossexuais  estão  se  tornando  comuns.  Muito  do  que  está  ocorrendo  provém  da  globalização,  isto  é,  a  crescente  interdependência  e  intercomunicação  mundial,  o  que  está  criando  uma  cultura  uniforme  para  todas  as  sociedades. Os jovens, principalmente, experimentam essa realidade. Pela primeira vez  na  História,  jovens  africanos,  europeus,  asiáticos  e  americanos  têm  um  padrão  de  comportamento comum: rock, drogas e sexo.    A existência de grupos homossexuais radicais é um fato recente e até há pouco tempo  restrito a uns poucos cantinhos escuros dos países industrializados. Mas, com o advento  da globalização cultural, as reivindicações de direitos dos gays são agora um fenômeno  presente e crescente em quase todas as nações.    Dizemos  fenômeno  porque,  embora  o  comportamento  homossexual  seja  conhecido  desde  os  tempos  mais  antigos,  é  a  primeira  vez  na  História  que  líderes  homossexuais  estão  trabalhando  para  unir  toda  a  população  homossexual.  Lutam  com  o  objetivo  de  tornar nossa sociedade receptiva à sodomia. Nesse esforço, eles estão abrindo canais de  comunicação com o  homossexual comum que está  ocupado demais com seus próprios  problemas para lançar‐se em campanhas pró‐homossexualismo. Estão atraindo‐o à sua  esfera de influência.     

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  A  maioria  dos  gays  e  das  lésbicas  não  tem  tempo  nem  interesse  em  promover  abertamente suas práticas sexuais, expondo, assim, sua intimidade. No entanto há uma  minoria dentro da população homossexual que não se satisfaz apenas em praticar o que  quer. Tal grupo é composto de professores universitários, artistas, políticos, empresários  e  outros  indivíduos  importantes  na  alta  sociedade  brasileira.  Eles  têm  condições  de  viajar  ao exterior, manter contatos e relacionamentos com homossexuais americanos e  europeus.  Podem,  literalmente,  importar  para  o  Brasil  os  produtos  ideológicos  fabricados pelo movimento homossexual dos países  “desenvolvidos”. E o que aprendem  lá fora, procuram passar ao homossexual comum. Buscam alcançá‐lo através de clubes,  boates, saunas e encontros especiais. Têm como objetivo levá‐lo a uma conscientização,  recrutá‐lo e prepará‐lo para assumir um papel na militância ativa em favor da aceitação  do homossexualismo nas leis, costumes, cultura e religião.    Vejamos  um  exemplo  de  importação  ideológica.  Alguns  especialistas  brasileiros,  conscientemente  ou  não,  estão  promovendo  uma  base  estatística  homossexual  empregada  pelos  grupos  gays  dos  Estados  Unidos.  Conforme  essa  base,  10%  da  população é homossexual. Sendo assim, haveria uns quinze milhões de homossexuais no  Brasil. Tal número impressiona qualquer um. É mais do que suficiente para convencer as  autoridades, os legisladores e os donos dos meios de comunicação de  massa de que as  necessidades  e  os  desejos  desse  segmento  social  devem  ser  respeitados  e  levados  em  consideração.    É  por  isso  que o  homossexualismo não  pode mais ser apresentado ao público  como  um  comportamento  sexual  anormal.  Tal  censura,  em  nome  da  neutralidade  moral,  de  revelar  ao  público  e  às  crianças  nas  escolas  que  essa  conduta  é  errada  foi  uma  vitória  importante alcançada pelo movimento homossexual. A idéia é que se 10% dos alunos de  uma sala de aula são potencialmente homossexuais, então suas inclinações sexuais têm  de  ser  protegidas  contra  a  verdade.  Eles  não  podem    ser  instruídos  nem  motivados  a  rejeitar  a  sodomia.  Eles  nem  mesmo  têm  o  direito  de  saber  que  o  homossexualismo  é  uma agressão à natureza. E a educação sexual e o psicólogo da escola muitas vezes serão  os encarregados de mantê‐los no escuro.    Entretanto  esse  total  de  10%  não  corresponde  à  verdade.  Ele  é  totalmente  falso,  conforme  escreve  a  Dr.ª  Judith  Reisman,  em  seu  livro  Kinsey,  Sex  &  Fraud.  Aliás,  sua  conhecida  pesquisa  informa  que  os  homossexuais  não  passam  de  2%  da  população.  Apesar  disso,  o  movimento  insiste  em  promover  seus  10%  e  outras  informações  incorretas.    Além  de  trabalhar  para  manter  homens  e  mulheres  presos  ao  homossexualismo,  o  movimento  também  está  empenhado  em  proteger  os  gays  e  as  lésbicas  contra  o  evangelismo  cristão.  Os  ativistas  se  enfurecem  quando  alguém  se  converte  a  Jesus  e  abandona  o  homossexualismo!  Eles  costumam  pregar  a  tolerância  e  tentam  fazer‐nos  acreditar que tudo o que o movimento homossexual deseja é uma sociedade aberta, na  qual  os  homossexuais  possam  conviver  em  harmonia  com  outras  pessoas.  Mas  a  realidade  mostra  que  eles  estão  dispostos  a  ser  condescendentes  apenas  com  os  que  aceitam suas práticas sexuais.    A  filosofia  de  tolerância  dos  ativistas  gays  exige  que,  na  prática,  seja  colocada  uma  coleira  nos  direitos  à  liberdade  de  expressão  e  reunião  daqueles  que  não  aceitam  o  comportamento homossexual. Os que se mostram contrários às suas práticas passam a  ser  acusados  de  discriminadores.  Nos  Estados  Unidos,  o  movimento  homossexual  já 

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alcançou  significativos  avanços  legais  e  os  grupos  gays  brasileiros  lutam  também  para  alcançá‐los.  Naquele  país,  homens  e  mulheres  de  fé  e  consciência  estão  sendo  sistematicamente visados, simplesmente porque crêem na ordem moral estabelecida por  Deus.  Muitos  já  perderam  o  emprego  ou  foram  disciplinados  por  não  aceitarem  as  exigências  da  ideologia  homossexual.  Maior  ainda  é  o  número  dos  que  estão  de  boca  fechada por temerem que suas famílias sofram retaliações.    Mas por  que esses americanos se tornaram vítimas de tanta intolerância? Porque se  opuseram  às  tentativas  dos  militantes  gays  de  alterar  legalmente  a  definição  de  casamento, para que deixe de ser apenas a união de um homem e uma mulher, forçando  todos  os  cidadãos  a  fingir  que  é  tudo  a  mesma  coisa.  Porque  se  colocaram  contra  a  promoção  do  homossexualismo  às  crianças  nas  escolas  e  foram  contrários  a  que  os  homossexuais adotassem crianças.    Ainda  não  vemos  muitos  desses  acontecimentos  no  Brasil,  porque  o  movimento  homossexual  em  nosso  país  está  relativamente  atrasado  em  relação  ao  dos  Estados  Unidos. Mas tudo o que colhemos de referências americanas poderá ser de grande valor  daqui a algum tempo, pois os grupos gays brasileiros tentam freneticamente imitar em  tudo  os  daquele  país.  É  por  isso  também  que  apresentamos  tantos  casos  reais  e  bem  documentados de homens e mulheres americanos que se tornaram vítimas da opressão  do movimento homossexual. Esses casos darão ao leitor uma oportunidade especial de  ver aonde as atuais tendências homossexuais querem nos levar, a curto e longo prazo.    A  verdade,  porém,  é  que  o  movimento  homossexual  está  apenas  começando  seu  grande  projeto  de  homossexualização  geral.  Precisamos,  então,  conhecer  seu  sentido  e  impacto  na  sociedade  e  nas  igrejas.  Este  livro,  pois,  propõe‐se  a  dar  uma  visão  clara  desse fenômeno que, direta ou indiretamente, está afetando as estruturas sociais de hoje  e, com certeza, desafiará diretamente os crentes de amanhã. Mas nossa resposta cristã à  nova  ordem  que  emerge  dependerá  da  seriedade  com  a  qual  os  evangélicos  venham  a  compreender e considerar os pontos que apresentaremos.    Enquanto os líderes cristãos dormem em seu posto de vigia, o inimigo sente‐se livre  para  agir.  Por  isso,  as  sociedades  sueca,  norueguesa  e  dinamarquesa,  cuja  maioria  absoluta da população é evangélica, têm a legislação mais favorável ao homossexualismo  no mundo. Eles tornaram‐se como Ló e acomodaram‐se às novas condutas. Preferiram  aceitar  os  homossexuais  sem  rejeitar  o  homossexualismo.  E  o  movimento  soube  tirar  proveito  disso.  Como  o  Senhor  disse:  “O  meu  povo  está  sendo  destruído,  porque  lhe  falta o conhecimento...” (Os 4.6.)    Contudo  nós,  brasileiros,  precisamos  nos  despertar,  de  modo  que  esse  movimento  não tire vantagem da nossa falta de informação e inércia social. Se não alcançarmos os  homossexuais  comuns  com  o  amor  de  Jesus  agora,  mais  cedo  ou  mais  tarde,  os  militantes  irão  recrutá‐los.  Nós  somos  sal  e  luz  e  devemos  influenciar  a  sociedade  e  ajudar  a  preservar  seus  valores  éticos  e  morais  (conforme  Mateus  5.13‐16).  Caso  contrário,  a  liderança  homossexual  introduzirá  seus  próprios  padrões  em  todas  as  esferas sociais.    Nesse  sentido,  esta  é  uma  indispensável  obra  de  referência  para  líderes  cristãos,  legisladores, políticos, juízes, professores, advogados, educadores e para todos os que se  preocupam  com  o  bem‐estar  social.  Embora  não  seja  fácil  tratar  claramente  de  certas  práticas  imorais  do  movimento,  a  orientação  que  Deus  dá  em  Efésios  5.11‐13  é  bem 

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específica:      “... tragam tudo isso para a luz. Pois é vergonhoso até falar sobre o que eles fazem em  segredo.  E,  quando  tudo  é  trazido  diante  da  luz,  então  se  descobre  a  sua  verdadeira  natureza.”  (BLH.)      Não  é  prudente  agir  precipitadamente,  sem  ter  o  devido  conhecimento  (Pv  19.2).  Portanto  este  livro  faz  uma  análise  das  atuais  tendências  homossexuais  na  sociedade.  Remove,  também,  sob  a  luz  da  Palavra  de  Deus,  toda  a  escuridão  que  as  encobre,  de  modo que possamos conhecer a verdadeira natureza dos esforços desse movimento.    Com esse conhecimento, teremos condições de agir, permitindo que o Espírito Santo  nos  encha  e  dirija.  Poderemos  deixar  que  o  Senhor  Jesus  Cristo  brilhe  desimpedidamente  através  de  todas  as  oportunidades  de  testemunho  cristão  que  tivermos.    Os dias em que vivemos  são maus, e a sociedade brasileira corre o risco  de sofrer o  mesmo dano moral que a aceitação do homossexualismo causou em Sodoma e Gomorra.  Que o alerta deste livro estimule cada um a procurar entender o que o Senhor quer que  façamos pelo bem‐estar social. Procuremos abrir espaço em nossa igreja para pessoas e  ministérios  com  visão  profética  direcionada  a  responder  aos  diversos  desafios  do  movimento homossexual. Devemos impedir que a história de Sodoma e Gomorra venha  a se repetir no Brasil.    Não  deixemos,  pois,  a  letargia  de  Ló  enfraquecer  nosso  testemunho  cristão  em  momento tão premente.   

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            O Movimento  Homossexual na  Sociedade                       “Após  quatro  anos  de  namoro,  Adauto  Belarmino  Alves,  29,  e  Cláudio  Nascimento  Silva,  23,  formalizam  hoje  sua  relação  de  casal  sob  as  bênçãos  de  um  ex‐seminarista  da  Igreja  Católica.  Nem  mesmo  a  AIDS  se  transformou  numa  barreira  para  a  festa  de  ‘casamento’ dos dois, que se dizem apaixonados. Alves tem o vírus da AIDS e afirma que só  pensa  na  vida.  ‘Eu  não  vou  pensar  em  morrer.  Ainda  tenho  muitas  coisas  para  fazer’,  afirma. Sob juras de intenso amor, os dois prometem continuar a ter uma vida sexual ativa  e segura... Os dois são militantes de grupos que lutam pelos direitos dos homossexuais... A  cerimônia será baseada num casamento de homossexuais que Alves assistiu há um ano na  Suécia, celebrado pela Igreja Luterana...”1      A cerimônia de união entre Adauto e Cláudio, ainda que sem caráter legal, é apenas  uma  pequena  amostra  da  pressão  que  os  ativistas  gays  estão  dispostos  a  exercer  na  sociedade.  Eles  querem  atrair  a  atenção  do  público  para  suas  reivindicações.  Precisam  ganhar terreno na busca da aprovação social para o seu estilo de vida.    Embora  as  leis  brasileiras  jamais  tenham  reconhecido  o  casamento  civil  entre  indivíduos do mesmo sexo, alguns querem mudar isso. Um candidato à presidência da  república em 1994 declarou o seguinte:    “Há milhões de homossexuais no Brasil. O que queremos é que essas pessoas tenham  o direito de... ter a vida que quiserem.”2    E  esse  candidato  não  é  o  único  a  pensar  dessa  maneira.  Certos  programas  de  TV,  como novelas e filmes, que apresentam relações amorosas de homem com homem, são  produzidos  com  o  propósito  de  mostrar  que  o  homossexual  é  um  indivíduo  normal.  Conseqüentemente, levam o telespectador a encarar o que eles praticam como se fosse  natural.  Como  resultado  desse  sutil  esforço  da  mídia,  algumas  pessoas  estão 

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experimentando  uma  crescente  liberdade  para  assumir  os  impulsos  e  as  práticas  homossexuais. (Veja o apêndice C.)    No entanto para alguns isso ainda é pouco. Eles crêem que são necessárias medidas  enérgicas  para  que  a  sociedade  aceite  o  homossexualismo  como  prática  normal.  Antes  de  ser  eleita  deputada  federal  em  1994,  Marta  Suplicy  sugeriu  algumas  medidas,  tais  como:  boicote  a  produtos  e  programas  que  desrespeitem  o  homossexual,  assim  como  reclamação aos órgãos da imprensa e ações jurídicas, quando devidas; e educação sexual,  para que as crianças e os adolescentes aprendam acerca da homossexualidade.    No  empenho  de  conseguir  a  aceitação  popular  para  essas  e  outras  medidas,  os  militantes gays lutam pela legalização da união civil entre indivíduos do mesmo sexo. O  matrimônio  possui  uma  aura  natural  de  respeitabilidade.  Com  uma  fachada  de  casamento,  poderiam  fazer  com  que  a  sociedade  aprendesse  a  tratar  os  praticantes  do  homossexualismo  sem  discriminação.  Foi  com  essa  aparência  conservadora,  e  com  o  apoio  de  parlamentares  do  PT  e  do  PV,  que  as  reivindicações  dos  homossexuais  começaram a receber atenção especial no Congresso Nacional em 1995.    Não  só  no  Brasil,  mas  também  nos  Estados  Unidos  e  na  Europa,  estão  sendo  realizadas  campanhas  para  legalizar  esse  tipo  de  casamento.  Essas  ações  receberam  impulso  depois  de  ser  institucionalizado  o  registro  civil  desses  “casais”  na  Dinamarca,  em  1989.  Segundo  a  lei  dinamarquesa,  os  casais  homossexuais  adquirem  os  mesmos  direitos  dos  heterossexuais  ao  contrair  matrimônio.3  A  Suécia  e  a  Noruega,  países  escandinavos  com  forte  tradição  evangélica,  também  adotaram  uma  legislação  pró‐ homossexual.    Entretanto  uma  das  mais  importantes  conquistas  desse  movimento  para  se  estabelecer  em  todas  as  sociedades  foi  sua  introdução  na  Organização  das  Nações  Unidas. Em 1993, o Conselho Econômico e Social da ONU decidiu aceitar como membro  a Associação Internacional de Gays e Lésbicas (mais conhecida pela sigla inglesa ILGA).  Micha Ramakers, que coordena as atividades da ILGA, disse:    “Atualmente temos livre acesso aos órgãos da ONU, enquanto antes permanecíamos  sempre de fora, batendo à porta. Agora nos achamos dentro do sistema.”4    Com  a  infiltração  homossexual  na  ONU,  a  definição  de  palavras  como  “sexo”  e  “família”  tem  se  tornado  questão  de  controvérsia  na  elaboração  dos  mais  recentes  documentos dessa organização.5    Para  Jean  Guilfoyle,  diretora  do  Instituto  de  Pesquisa  de  População,  de  Baltimore,  EUA, a ONU está sendo influenciada a dar outra significação aos conceitos de família e  casamento. Com essa alteração de sentido, tais termos deixam de ser entendidos apenas  tradicionalmente,  como  homem,  mulher  e  filhos.  Eles  passam  a  ser  aplicados  também  quanto à diversidade, às preferências individuais e às condições sociais de hoje.6    Já  o  Dr.  James  Dobson,  conhecido  defensor  dos  direitos  familiares,  acha  que  a  campanha para modificar a definição de família “é motivada pelos ativistas gays e outros  que  vêem  essa  instituição  como  uma  barreira  para  as  transformações  sociais  que  eles  desejam implantar”.7    A  presença  da  ILGA  no  mais  importante  organismo  mundial  vem  confirmar  que  a  questão  do  reconhecimento  legal  do  casamento  homossexual  poderá  se  espalhar  por  todas as nações. Isso traria conseqüências catastróficas para as sociedades que têm leis  de  proteção  contra  a  sodomia.*  A  ONU  vem  há  anos  procurando  estabelecer  uma  legislação internacional uniforme para muitas questões humanas. 

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  Uma  possível  abertura  mundial  nesse  sentido  colocaria  nas  mãos  dos  militantes  homossexuais as armas políticas e legais necessárias para atacar toda e qualquer barreira  à sodomia. Nos Estados Unidos, por exemplo, o matrimônio homossexual foi legalizado  em certas regiões com os mesmos direitos que o homem e a mulher casados desfrutam.  Depois  que  isso  aconteceu,  um  “casal”  de  lésbicas  conseguiu  adotar  legalmente  uma  criança  de  cinco  anos.8  O  que  se  percebe  claramente,  então,  é  que  o  reconhecimento  legal e social do casamento homossexual tem sido a principal porta para a conquista de  diversos direitos especiais para esse movimento.    O  moderno  ativismo  a  favor  de  direitos  gays  teve  origem  na  revolução  sexual  dos  anos 60, nos Estados Unidos. Desde então, com os tabus abolidos, as leis que proibiam a  sodomia foram sendo quebradas.    Toda essa mudança de comportamento, somada aos avanços tecnológicos na área da  contracepção e do aborto, criou uma nova ordem social, a qual exalta o prazer sexual e o  separa da transmissão da vida. Essa nova maneira de ver a sexualidade humana era tudo  o que o movimento homossexual precisava para se lançar contra as leis anti‐sodomia. Na  sodomia, o alvo supremo é sempre a busca de prazer através do sexo.    De  fato,  a  revolução  sexual  foi  um  grande  impulso  para  a  atual  liberação  do  comportamento  dos  homens  e  das  mulheres,  tornando  aceitáveis  práticas  sexuais  que  antes  não  eram  permitidas.  Com  isso  os  gays  mais  obstinados  estão  encontrando  grandes  oportunidades  para  lutar  abertamente  para  que  seus  interesses,  desejos  e  práticas sejam socialmente reconhecidos como direitos. Os grupos homossexuais, aliás,  estão sabendo tirar proveito dessa liberação. Seus líderes estão adotando estratégias para  levar  os  cidadãos  comuns,  autoridades,  instituições  e  igrejas  a  colaborarem,  inconscientemente, com a revolução social que o movimento gay pretende realizar. Uma  dessas estratégias recomenda:      “A  primeira  meta  dessa  luta  é  dessensibilizar  o  público...  em  relação  aos  gays  e  aos  seus  direitos.  Dessensibilizar  o  público  é  ajudá‐lo  a  ver  o  homossexualismo  com  naturalidade...  se  conseguirmos  fazer  com  que  pensem  que  essa  prática  é  normal,  sem  motivo para preocupação, então nossa luta por direitos sociais e legais estará virtualmente  ganha”.9      Esse  tipo  de  campanha,  envolvendo  uma  sutil  lavagem  cerebral  (principalmente  através dos meios de comunicação), parece estar alcançando o seu objetivo. A sociedade  em  geral  não  tem  se  sensibilizado  muito  com  o  que  andam  promovendo  os  homossexuais.  Consideremos  a  agitação  que  ocorreu  em  torno  de  alguns  trabalhos  do  artista  Robert  Mapplethorpe,  que  morreu  de  AIDS  em  1988.  A  exibição  de  suas  fotos  numa galeria americana provocou muita controvérsia. Uma delas mostrava um homem  urinando na boca do seu amante. Estava exposto um auto‐retrato do artista sem calça.  Em  outra,  via‐se  um  homem  nu,  de  cabeça  para  baixo,  enquanto  um  segundo  lhe  acariciava  os  órgãos  genitais.  Havia  também  fotos  de  crianças  em  que  a  câmara  fotográfica fora cuidadosamente focalizada em seus órgãos sexuais.    As  tentativas  de  remover  essas  fotos  imorais  não  obtiveram  êxito,  pois  os  grupos  homossexuais se mobilizaram em defesa da  “arte homoerótica”, e as redes de televisão  só  exibiram  no  noticiário  as  fotografias  menos  ofensivas.  Tiveram  o  cuidado  de  não  apresentar  ao  público  as  fotos  explícitas  que  haviam  provocado  tanta  indignação.  Os 

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especialistas  em  arte  acabaram  determinando  que  a  obra  sadomasoquista  de  Mapplethorpe não era obscena.10    Enquanto  a  maioria  das  pessoas  demonstra  indiferença  e  prefere  não  se  envolver,  o  movimento  homossexual  avança  sob  refinada  máscara  social.  A  Fundação  Edward  Brongersma,  por  exemplo,  foi  estabelecida  na  Holanda  “para  estimular  as  pesquisas  científicas sobre o desenvolvimento da vida sexual das crianças... dando ênfase especial  ao fenômeno dos relacionamentos eróticos e sexuais entre adultos e crianças”.11    O Dr. Edward Brongersma é um conhecido advogado holandês. Em 1950 ele foi preso  e condenado por ter relações sexuais com um menor. Depois de passar um curto período  na  prisão,  foi  reeleito  para  o  parlamento  e  em  1975  foi  condecorado  pela  rainha  da  Holanda. Além disso, ele é autor do livro Amando Meninos: Um Estudo Multidisciplinar  das Relações Sexuais Entre Homens e Meninos...12    Graças aos esforços  de Brongersma  e  outros ativistas gays,  em1992 o Parlamento  da  Holanda aprovou uma lei que torna legal o relacionamento hetero e homossexual com  crianças a partir de doze anos.    Diversas  tentativas  de  arrancar  das  crianças  a  proteção  legal  contra  o  abuso  sexual  estão surgindo também em outras partes do mundo. Nos Estados Unidos, a Associação  Americana  de  Amor  Entre  Homens  e  Meninos  (mais  conhecida  pela  sigla  inglesa  NAMBLA)  atua  sob  a  bandeira  de  luta  pelos  direitos  dos  menores.  Essa  associação  adotou  o  documento  “Resolução  Sobre  a  Liberação  das  Crianças  e  dos  Jovens”,  o  qual  defende que “as crianças devem ter o direito irrestrito  de manter relações  sexuais com  indivíduos de qualquer idade, do mesmo sexo ou do sexo oposto...”13 A NAMBLA possui  aproximadamente vinte mil membros, muitos dos quais são pederastas e têm passagem  pela polícia por crimes sexuais contra menores.    Enquanto  não  conseguem  tirar  da  ilegalidade  suas  preferências  e  práticas  sexuais,  muitos  gays  mantêm  o  comportamento  inalterado.  Continuam  se  entregando  ao  sexo  anal  e  oral.  Mas  não  é  apenas  isso.  Há  também  o  lado  obscuro  e  compulsivo  dessa  “inclinação sexual”, que traz conseqüências devastadoras para as vítimas inocentes. Em  1988, por exemplo, o diretor do Fundo das Nações Unidas Para a Infância, na Bélgica, foi  preso  por  crime  de  sedução  e  prostituição    de  crianças  e  de  pornografia  infantil.  Um  grupo gay holandês, porém, protestou, afirmando que esse indivíduo homossexual fora  vítima  do  sensacionalismo  da  imprensa.  Nos  Estados  Unidos,  a  publicação  Espartacus:  Guia Turístico Para Homens Gays, à venda nas livrarias, fornece endereços em dezenas  de países onde o turista gay pode ter acesso sexual a meninos sem se preocupar com as  leis da nação selecionada.14    Essas e outras “liberdades” que os homossexuais estão obtendo hoje são fruto, direta  ou  indiretamente,  da  revolução  sexual.  Até  1960  não  era  assim.  Durante  séculos,  o  homossexualismo foi considerado um  comportamento anormal. A classe psiquiátrica o  tratava  como  disfunção  ou  desordem  mental.  Qualquer  prognóstico  sobre  a  concessão  de direitos civis especiais às pessoas com base na sua “orientação sexual” seria tachado  de absurdo.    Atualmente  há  poucos  movimentos  políticos  e  sociais  tão  agressivos,  poderosos  e  bem‐sucedidos quanto o dos defensores dos direitos gays. O homossexualismo já não é  considerado disfunção, mas uma “orientação” ou “preferência sexual”. Quem se opuser a  ele  ou  condená‐lo  do  ponto  de  vista  moral,  estará  arriscando‐se  a  ser  tachado  de 

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