Jornal Domus Nostra 2006/7

 

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20 de maio de 2007 2 tijolos

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Índice pág nascemos para construir maria joana cordeiro 3 4 5 7 8 9 10 11 12 13 15 18 19 20 21 23 25 26 27 lembro-me testemunhos de universitárias sobre a maria helena três raparigas e um quarto impossível ana filipa gomes madalena pais e rita martins saudade camila silva rodrigues enviada para lisboa adília presado recordo nélia santos a sabedoria que não se aprende nos livros sílvia gamboa de madrugada para o estoril maria beatriz sadio cinco anos mil amigos ana sousa a noite dos talentos ana andrade À conversa com a tina o serão a minha história teresa carvalho noite de diamante 5º andar ana isabel silva a noite do diamante 6º andar cláudia pratas e ana luísa cabrita uma romena connosco adn joana loureiro e vanessa silva os últimos 4 anos ana margarida furtado um testemunho em jeito de memória luís anselmo ­ pai da laura anselmo testemunhos ana isabel martins ­ mãe da rita martins antónio josé e maria da conceição presado ­ pais da adília 2

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nascemos para construir reunião da directora com as finalistas joana e agora vamos escolher um símbolo ele deve traduzir a vossa caminhada académica a vossa vivência nesta casa as amizades construídas ana sousa tudo menos um tijolo quando ouvimos esta exclamação da ana sousa respondemos em coro É isso um tijolo gosto da ideia do tijolo tem que ser um tijolo um tijolo ilustra bem o que queremos transmitir a ana sousa bem tentava repetir tijolo não disse que tudo menos um tijolo não ouviram mais tijolos não quanto mais ela repetia mais as nossas cabeças imaginavam como fazer o símbolo ou onde comprar o que escrever etc fim de parêntesis para quem não conhece a ana sousa aqui fica a informação que ela é uma finalista de engenharia civil muitos tijolos têm feito parte do quotidiano dela e até se entende que pelo menos nesse dia ela gostasse que eles estivessem bem longe depois até ela mesmo se rendeu de alma e coração à causa e pôs os pais e o algarve à procura de miniaturas de tijolo para oferecermos de recordação a todos os familiares das residentes foi ela que não dormiu na quinta-feira com medo que os tijolos não chegassem foi ela que logo a seguir ao almoço de sexta-feira ligou com uma vozinha quase incompreensível a perguntar se os tijolos tinham chegado no correio foi ela que fez uma maratona para os gravar na verdade como dizia einstein uma mente que se abre a uma nova ideia nunca mais voltará ao seu tamanho original a partir desse dia a nossa mente começou a recordar os tempos aqui vividos as experiências feitas nestes anos que aqui passamos as amizades conquistadas os obstáculos que ultrapassamos o cimento que foi ligando os tijolos com que fomos construindo a nossa história umas com as outras estes anos também não deixaram que o nosso coração permanecesse com o tamanho que tinha quando no primeiro dia há menos de um ano ou há mais de cinco atravessámos pela primeira vez a porta da nossa casa domus nostra continuamos hoje cada dia a abrimo-nos umas às outras consentimos deixar os nossos pontos de vista pessoais ousamos acolher a outra somos solidárias empenhamo-nos em construir esta domus nostra somos cada uma de nós um tijolo que aceita ligar-se pelo diálogo pela escuta pela partilha pela compreensão desejo às que terminam o seu percurso académico que sejam pelo seu saber partilhado com os homens e as mulheres do nosso tempo um tijolo para na construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna obrigada a todas as residentes e a cada um que com o seu trabalho faz crescer esta domus nostra maria joana 3

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lembro-me uma senhora simpática e muito prestável e disponível atenciosa sempre que queríamos alguma coisa muito bem disposta vivia para os livros conhecia-nos pelo curso interessada no conhecimento interessava-se por tudo e ajudava-nos sempre tinha alegria em trabalhar na biblioteca muito organizada metódica era uma aprendizagem constante de conhecimentos trabalhar com ela uma pessoa com muita sabedoria cultura trabalhar com ela foi bom era um sítio sossegado tocou-me e nunca vou esquecer um dia em que me chamou para eu ler uma passagem do livro a filha do capitão ela tinha marcado para mim porque se tinha lembrado que estava relacionada com o meu curso obrigada maria helena responsável da biblioteca da domus nostra de 1997 a 2007 testemunhos recolhidos das universitárias após o seu falecimento a 11 de maio de 2007 4

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três raparigas e um quarto impossível no início tudo era estranho não havia o à vontade necessário para partilhar pequenas coisas que faziam parte da nossa rotina e que estávamos habituadas a enfrentá-las sozinhas tudo era novo mas o pior desta nova etapa era mesmo chegar a casa e querer o nosso espaço sem ter que dar respostas a alguém que mal conhecíamos e que a única coisa que tínhamos em comum era o quarto ao contrário do que pensámos inicialmente até foi possível aprendemos umas com as outras a partilhar a conhecer cada uma e também a conhecermo-nos a nós próprias obviamente que também aprendemos muitas outras coisas ou não estivéssemos nós na faculdade a rita é a `menina das letras e está em direito a ana e a madalena estão mais viradas para as ciências sociais gestão e economia respectivamente ao longo destes quase 8 meses em que vivemos juntas descobrimos aquilo que nos liga sabemos o que cada uma gosta e não gosta conhecemos as pancas e manias e reconhecemos quando a saudade de casa bate à porta ou quando um dia ou noite correu maravilhosamente bem e os sorrisos se encontram em todo o lado teríamos imensas histórias para contar situações caricatas engraçadas outras talvez um pouco mais tristes e mais sérias e outras ainda `ridículas e de muita parvoíce tivemos noites muito bem passadas neste quarto num momento de inspiração a rita dançou com o guarda-chuva e encantou quem a viu a madalena tentou sem sucesso dançar como uma bailarina fazendo algumas semi piruetas que serviram para que a ana e a rita se rissem mas o melhor de tudo é quando ela imita um pinguim É perfeito a ana desesperada bem como as restantes ocupantes do quarto com a presença de uma melga lançou a caça à intrusa com a mopa para os mais distraídos a mopa tem como função principal limpar o chão e não acertar na melga que se encontrava no tecto do nosso quarto infelizmente para a melga a operação foi bem sucedida quando cá chegamos os telefonemas eram constantes e ainda são a mãe da rita manda os beijinhos e a mãe da ana acha imensa piada às nossas histórias as conversas cúmplices começaram a surgir e o `gozar da ana tornou-se um hábito para a rita e para a madalena ficámos a conhecer a expressão madeirenses `na tem lhogica que por mais que tentemos não tem tradução para `português e a rita adora-a no que respeita aos gostos gastronómicos temos muito em comum odiamos polvo mas adoramos a pizza o strogonoffe o bacalhau à braz e o gratinado de macarronete da domus as manhãs poderiam ter sido bastante complicadas graças aos horários diferentes mas nada que uma boa coordenação não resolva 5

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no primeiro semestre a sacrificada a acordar cedíssimo era a madalena no segundo é a rita enquanto que o despertador da madalena é um simples bip silencioso o da rita é uma sinfonia que toca altíssimo mas a culpa não é dela é do telemóvel que é demasiado avançado e não tem toques mais simples a praxe de quarto foi sem dúvida o pior chegar ao quarto às tantas da manhã e encontrar os colchões no chão os lençóis da cama na casa de banho as toalhas da casa de banho no quarto espuma de barbear nas maçanetas e nos vidros não foi nada agradável um verdadeiro pesadelo a rita safou-se sortuda conflitos foram mesmo poucos mas existiram a rita não consegue estudar com música e a ana passa-se com o barulhinho dos relógios da madalena o nosso quarto é sem dúvida o mais arrumado do andar e quiçá de toda a domus ah ah ah não saímos de manhã sem fazer a cama o que causa algum espanto às vizinhas poderíamos continuar a enumerar uma infinidade de episódios que fazem parte da história do quarto 301 durante o ano lectivo de 2006/2007 e que agora fazem também parte da nossa história enquanto caloiras e residentes da domus mas por mais que tentemos e nos esforcemos é pura e simplesmente impossível descrever o que se vive num quarto de três afinal estávamos enganadas três raparigas e um quarto é bem possível `impossible is nothing ana filipa gomes madalena pais e rita martins 6

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saudade aqui caí de pára-quedas há uns anos atrás assustada e sem conhecer ninguém até parece que foi ontem que entrei nesta casa pela primeira vez acompanhada pelos meus pais com muitas lágrimas nos olhos e uma televisão às costas o que seria de mim sem as minhas novelas nunca imaginei quando vim para cá que viria sentir tanta tristeza por deixar este meu lar impensável sentir falta desta casa quando cá cheguei hoje basta 15 dias fora de cá para sentir falta das minhas amigas do 6º andar da lasanha e da pizza da nostra casa das conversas com a minha tininha no pbx dos chás nas escadas do andar mais bonito desta casa o 6º andar e claro da recepção da dona maximina todos os dias no pbx das saídas para o cinema sempre a voltar a 140 km/hora para chegar a tempo em casa e muito mais saudade saudade vou sentir das amigas das verdadeiras amigas que fiz nesta casa amigas que nunca esquecerei amigas que sempre estiveram ao meu lado nos momentos alegres e tristes que vivi durante esses anos da minha vida académica amigas que me ensinaram muito durante estes anos que me ensinaram a valorizar e respeitar as diferentes personalidades que por aqui encontrei ai que saudade vou ter das minhas amigas sempre à porta do meu quarto à minha espera para ir jantar e depois mais tarde para ver a novela sim porque hoje em dia posso dizer o que vai ser das minhas amigas sem a minha tv resumindo vou ter saudades saudades de tudo o que vivi aprendi e cresci nesta casa porque se hoje sou o que sou é graças a tudo de bom que esta casa me ofereceu obrigada domus nostra camila silva rodrigues finalista de enfermagem 7

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enviada para lisboa finalmente chegou o grande momento acabar o curso este é para mim um momento satisfação e por que não de alívio porém sinto um turbilhão de emoções difíceis de descrever não é só alegria é também nostalgia nostalgia porque chegou o momento de crescer de dizer adeus às amigas da domus nostra a todos aqueles que me acolheram ao longo dos anos em que vivi nesta casa recordo como se tivesse sido ontem o dia em que cheguei à domus nostra cheia de sonhos e expectativas acerca da nova vida em lisboa que seria o início duma caminhada extremamente importante na minha vida É claro que nem tudo foi como eu tinha imaginado praxes tantas regras a saber e horários a cumprir mas quase nem notei pois comecei a conhecer as caloiritas e as veteranas e as amizades começaram a crescer durante estes anos houve uma infinidade de momentos que jamais irei esquecer houve aqueles que foram maravilhosos vividos junto das minhas amigas quer da domus quer do isel as saídas para as galas e para os arraiais as idas de quarto em quarto para beber chá ou vinho da madeira que a minha spini sempre trazia e claro para conversar durante horas sem fim mas como é óbvio nem tudo foi bom os exames nem sempre corriam bem e por vezes chegavam aquelas saudades de casa que quase faziam chorar e foi nestes momentos que a presença das amigas se mostrava ainda mais valiosa havia sempre uma porta onde bater e alguém com quem desabafar no final destes anos posso dizer que o saldo é positivo não levo destes anos de estudo apenas o curso superior levo também muitas memórias fantásticas amigas que ficarão para sempre e um namorado que também tive a sorte de encontrar por todos estes motivos agradeço aos meus pais por me terem enviado para lisboa e a todas as pessoas que me aturaram durante estes anos que de certeza foram dos melhores da minha vida adília presado finalista de engenharia química 8

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a recordo inda recordo o dia da minha chegada à domus era apenas uma menina da província que nada conhecia da grande cidade assustada e sozinha num mundo que não era meu a primeira noite foi passada em branco os aviões não me deixavam dormir o barulho da cidade à noite era perturbador e desconhecido e a incerteza do que me esperava no dia seguinte era uma dúvida que não deixava o sono chegar o tempo foi passando e as colegas de quarto de caloira que eu no inicio não conhecia foram pouco a pouco tornando-se minhas amigas os corredores que eu desconhecia foram-se tornando nos cantos da minha casa as regras e rotinas da residência foram-se tornando minhas e pouco a pouco esta foi-se tornando na minha casa e família de lisboa nunca esquecerei as noites passadas a estudar antes dos exames as visitas que fazíamos aos quartos umas das outras às 4 da madrugada e todo o apoio que esses instantes trazem nos momentos de insegurança os cházinhos tão habituais nesta casa os cafezinhos com a d júlia os raspanetes sempre queridos da tina porque não comia tudo e a sua ajuda quando precisava o amparo que recebi da joana e da carla as praxes e as brincadeiras com as caloiras nunca esquecerei todos os bons momentos que passei nesta casa e todas as pessoas que aqui encontrei durante o tempo na domus recebi apoio e carinho que contribuíram para ultrapassar esta tão grandiosa e importante etapa da minha vida talvez se nunca aqui estivesse estado essa etapa fosse igualmente atingida mas com certeza que nunca teria sido da forma tão admirável como considero que aconteceu após todo este tempo e fazendo uma retrospectiva do passado sinto que muito ficou por dizer muito por agradecer e muito por escrever todos estes momentos passados deixam em mim muita nostalgia afinal de contas as capas negras de estudante já batem de saudade obrigada a todas por tudo ah é verdade agora já nem oiço os aviões nélia santos finalista de análises clínicas 9

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a sabedoria que não se aprende nos livros não quero falar do que aprendi nos livros mas sim daquilo que vivi e aprendi aqui na domus em três anos partilhei sentimentos objectivos encontrei pessoas ao longo destes anos que me vão marcar e permanecer na minha vida umas por terem partilhado o mesmo quarto outras por terem sido vizinhas outras por partilharem o mesmo bairro ao escrever isto estou a dar-me conta que aquilo que desejei ao longo dos primeiros anos de curso foi isto nunca mais acaba e agora que está a terminar pergunto já apesar desta pergunta estou contente por ter chegado ao fim e poder olhar para trás e sorrir estou contente por ter tido a oportunidade de conhecer pessoas como a tina a joana e a d júlia cada uma pelas suas razões mas sei que vão estar sempre associadas à minha passagem pela domus a domus possibilitou-me concretizar o meu curso de uma forma tranquila e rápida aqui nesta casa consegui ultrapassar os obstáculos que me surgiram a verdade é que esta casa dá-nos novos amigos novos conhecimentos novas formas de viver a vida gostava de poder conseguir escrever tudo aquilo que vivi aqui mas uma página não é suficiente para transmitir tudo aquilo que senti e aprendi por isso fica aqui apenas uma pequena ideia do que foi a minha estadia agradeço a todas as pessoas que me acarinharam aqui na domus fazendo com que eu me sentisse em minha casa na minha família sílvia gamboa finalista de psicologia 10

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de madrugada para o estoril noitadas em amena cavaqueira parei para pensar e fazer uma retrospectiva dos últimos três anos da minha vida e ao olhar para trás revi estes três anos passados na domus nostra e percebi como aqui tenho sido feliz inicialmente tudo parecia muito estranho tudo era novo tudo era diferente ir todos os dias para o estoril sair de madrugada dividir um quarto de caloira com mais duas pessoas que agora considero como amigas ter de negociar os horários das saídas poder contar com a dona maximina que sempre me acompanhou nas minhas madrugadas e a quem ficarei eternamente grata com a doutora joana que me acompanhou ao meu primeiro autocarro com os carinhos e a ternura da tina e tantas outras pessoas que fazem parte desta casa e fizeram que passasse a ser minha também jamais esquecerei as inúmeras noites passadas nos quartos umas das outras em amena cavaqueira onde reinava a amizade a diversão e bom humor jamais esquecerei as saídas juntas as conversas depois do jantar os já míticos bailes do colégio pio xii as tardes de verão a fazer fotossíntese no terraço as melancólicas festas da família e as recepções calorosas sempre que passávamos um fim de semana fora na domus nostra conheci pessoas que são hoje as minhas melhores amigas e acima de tudo cresci amadureci e espero ter-me tornado numa pessoa melhor maria beatriz sadio finalista de direcção e gestão hoteleira 11

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cinco anos mil amigos o que é que eu faço aqui de repente estava numa cidade estranha com um ritmo alucinante rodeada de pessoas maioritariamente desconhecidas sem me aperceber fui explorando o mundo desconhecido adaptando-me e saboreando cada momento a euforia do primeiro ano era notória conversas pela noite fora momentos de paródia e alegria incluindo longas sessões de maquilhagem a frase tenham a bondade de nos auxiliar começou a fazer sentido a loucura tinha começado as festas os ensaios as praxes preenchiam o nosso tempo e permitiam que nos fôssemos integrando naquela que designamos a nossa casa domus nostra o 512 era o quarto ideal eu e a fox tínhamos uma exposição fotográfica inigualável por cima do nosso sofá cama vazia onde eram retratados os momentos mais importantes desse ano desde as fotos tiradas na véspera do primeiro teste de análise matemática até às imagens dos aviões que passam por cima da residência tudo era fotografado não sei por que me chamam a paparazzi o segundo ano na residência deixou-me marcas no verdadeiro sentido da palavra ­ este foi o ano da varicela a culpa foi da nery e de uma gala de medicina a sra veterana revelou-se no terceiro ano este era o momento de desfrutar da carinha amedrontada das caloiras que iam chegando à residência muito semelhante à minha 2 anos antes a crise existencial chegou no quarto ano ­ tornei-me anti-social a vida passou a correr houve muito trabalho para fazer claro que a vida muda mas existem situações que requerem paragens obrigatórias o quarto das caloiras era o local de paragem para a conversinha de final de serão o último ano é marcado por longos momentos nostálgicos cada cantinho desta casa faz-me recordar as situações que vivi e as amigas que conheci não posso deixar de lembrar a importância das minhas meninas do 5º andar e de todas as pessoas que me acordaram durante estes cinco anos garantindo que eu chegava a tempo às aulas pouco a pouco vou-me despedindo na certeza que estes foram dos melhores momentos da minha vida ps para as que ficam deixo a mensagem sejam felizes ana sousa finalista de engenharia civil 12

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a noite dos talentos noite dos talentos actividade da autoria das dominhas com o propósito de alegrar mais um serão nesta casa apesar da fraca adesão sim com apenas quatro exibições o público que compareceu mostrou-se bastante satisfeito com o resultado desta actividade que venham mais noites dos talentos o evento teve lugar no refeitório da residência com a presença de um júri composto por três elementos filipa figueira ana lúcia e rita sadio que numa escala de 0 a 10 pontuaram os nossos talentos quem não tem cão caça com gato foi o provérbio aplicado à forma como nós domus nostra adquirimos as condições necessárias para a noite bem passada dêem-nos um pau e corda e construímos uma jangada acho que é o nosso lema passando às estrelas da noite do dia 14 de março 2007 a primeira actuação foi de duas meninas luísa e vanessa que com grande à vontade representaram uma peça da sua própria autoria recheada de sons alegres e bem dispostos van van lu lu foram o foco da noite com o seu vestuário e comportamento característico e baila dança sim porque estas meninas não se ficaram pela representação exibiram as suas habilidades de dança e colocaram o público em alvoroço de seguida foi-nos revelada uma surpresa bem agradável a vida não é só estudo e é óptimo libertar as nossas energias para a marlene bastou apenas um lápis um pedaço de papel e uma boa imaginação a nossa doce dominha mostrou ter grande apetência para as artes ao nos mostrar o seu reportório de desenhos maioritariamente de banda desenhada japonesa com a ajuda de um data show e a música mention dos tool foram passando aos nossos olhos fotografias de pessoas e paisagens ana andrade eu revelou-nos um dos hobbies que ao longo do tempo tem-lhe despertado cada vez mais interesse dado que é essencial registar fisicamente momentos importantes da nossa vida do nosso mundo elaborada à pressão a última apresentação da noite um trio composto pela ana isabel silva filipa rodrigues e a uma das nossas finalistas e minha madrinha claro puxar a brasa à minha sardinha ana sousa deliciaram-nos com a sua voz ana isabel e filipa rodrigues com a sua música tocada no violão filipa rodrigues e dança contemporânea ana sousa para mostrar que não precisamos de ser profissionais para ser grandes com as músicas de shakira e james brown estas meninas conseguiram fechar em beleza a nossa noite de talentos 13

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confesso que por fontes que não posso revelar a tarefa do júri não foi fácil as nossas actuações não mereciam menos foram dignas de um reality show programas que circulam nos nossos canais nacionais e não falo da bela e o mestre e sem demora chegaram as pontuações com 7 x 3 pontos van van lu lu com a sua paródia alcançaram o terceiro lugar empatadas ana andrade e marlene alcançaram o segundo lugar e em primeiro lugar ficou o nosso trio filipa rodrigues ana isabel silva e ana sousa que arrebataram como prémio 5 em vale de compras fnac para cada uma os outros lugares da tabela não ficaram de mãos a abanar mas sim com os açucares em alta dado que lhes foi entregue um delicioso mars para a mão confesso que o meu não sobreviveu a essa noite e foi assim que se passou mais um serão cómico artístico e musical na nossa casa ficamos à espera de mais até breve ana andrade 512 14

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À conversa com a tina entrevista de carla cazeiro a tina pires tina sei que não gostas nada de te expor mas podes dizer-nos onde é que nasceste mas porquê isso olha abrimos uma sessão nova no jornal da domus nostra dar a conhecer um pouco aqueles que aqui trabalham aceitas sim nasci em cernache do bom jardim o que achas que caracteriza melhor a tua vila sei lá em termos da natureza da gastronomia enfim essas coisas tem muita coisa a nível da gastronomia o típico são os maranhos a pele que enche os maranhos é da bazuga tem um recheio com arroz muitas carnes variadas e hortelã tenho para aí a receita é cozido com várias carnes por dentro e a hortelã dá-lhe um certo sabor temos o bucho tipo croquete bola com pão muito frango por dentro vai ao forno a corar fazer o bucho dá muito trabalho fazse umas bolsas com agulha e linha põe-se tudo lá dentro volta-se tempera-se com azeite e colorau faz-se a massa e depois têm-se umas fatias gordas posso dizer que tem a forma de croquetes gigantes É mais tipo um pepino grande inchado há muita gente que conhece isso em castelo branco também se pode encontrar então tens uma variedade grande de salgados sim o pão de milho o chouriço de doces o mais famoso é a tigelada da sertã e a nível da natureza que nos dizes de cernache do bom jardim temos umas paisagens muito bonitas estamos à beira rio os pinheiros agora estão todos queimados mas a paisagem é montanhosa com muitas serras e vales lá descansa-se de verdade não descansa-se a zona é muito sossegada já se vê muito turismo nas férias de verão e alguns praticam desportos durante o ano inteiro tudo o que tenha contacto com o rio canoagem motas de água 15

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