Jornal Domus Nostra 2005/6

 

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maio 2006 2 balões 1/29

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Índice dióxido de carbono e hélio maria joana cordeiro pág 3 4 5 6 9 10 11 12 14 15 16 17 19 21 23 24 25 26 ser caloira nina zacarias a minha segunda família ana isabel silva 512 ­ crazy nights filipa rodrigues a minha experiência teresa rodrigues mãe da filipa rodrigues crónica mané ferreira mãe da mariana peixoto domus vinte anos depois mena jacinto mãe da joana uva dura praxis sed praxis ana cruz o culto o culto À procura do amor em família tatiana calvão sousa o grupo fé e vida vanessa silva fcm ­ uma sigla com conteúdo ana cruz tempo ana rita duarte de campos máquina do tempo margarida cantista viver na domus nostra cláudia correia magda russo e rita morais a viagem joana jacó mãe galinha adelina jacó mãe da joana jacó À domus nostra ­ a nossa gratidão quinho e luísa cruz pais da ana cruz 2/29

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dióxido de carbono e hélio É possível que muitos tenham virado a página ao lerem o título para os que ficaram curiosos segue o texto a domus vestiu-se este ano de balões balões azuis verdes vermelhos amarelos brancos pronto desisto aqui já sei do que nos vai falar da diversidade de que como seres humanos só nos realizamos na complementaridade podia ser mas não dióxido de carbono e hélio sábado à noite o hall encheu-se de universitárias dispostas a encher balões a umas coube a tarefa de encher balões expirando a outras a de enchê-los utilizando uma máquina de injectar hélio e que diferença faz muita os balões enchidos com o dióxido de carbono que expiramos caem e os balões cheios de hélio um gás muito leve sobem se não existisse o tecto não mais paravam de subir e a nossa vida o que nos faz subir cada vez mais alto o que nos desafia a ir cada vez mais longe o que nos leva a não nos deixarmos abater e a lutar sempre com que gás enchemos o balão que é a nossa vida com o gás leve da simplicidade e do amor ou com o gás pesado do individualismo do comodismo do consumismo ser simples não é fácil e é muito mais do que não ser complicado somos simples quando somos verdadeiros connosco mesmos e com os outros somos simples quando sabemos parar para escutar o outro somos simples quando entendemos os outros não com a mente mas com o coração diz s paulo cf 1 cor 13 3 mesmo que alguém possua os dons mais excelentes se não tiver amor nada será só o amor é capaz de gerar humildade diante do saber autoridade que se funda no serviço respeito pela individualidade de cada um capacidade para dar e receber energia para vencer obstáculos um ano que passámos juntas nesta casa que é nossa para umas o primeiro para outras o segundo o terceiro o último para todas o tempo de nos darmos para todas o tempo de descobrirmos o gás com que queremos encher a nossa vida para todas o tempo de fazer de cada acontecimento de cada pessoa ocasião para vivermos a simplicidade e o amor obrigada a cada uma pelo que é maria joana cordeiro 3/29

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ser caloira há momentos em que os sentimentos transbordam e queremos pô-los todos cá para fora mas não conseguimos este é um desses momentos quero dizer-vos como é ser caloira a sensação de estar longe daquilo a que nos habituamos desde que nascemos o sentimento de sermos acolhidos por outra família a domus nostra quero explicar-vos isso tudo mas como devem calcular é difícil há um turbilhão de sensações cá dentro vim para cá arrastada pela ideia de vir para um sítio onde pudesse dormir comer sem ter de o fazer e não me sentir sozinha uma residência uma boa alternativa cheguei e deparei-me com umas oitenta caras novas que iriam partilhar a mesma casa comigo umas dezoito que partilhariam a mesma casa de banho e outras duas o mesmo quarto nina onde é que te vieste meter sem contar com as quinhentas caras novas da faculdade e tudo o resto à minha volta que era completamente diferente até o céu me era estranho saber que ia ter praxes na residência foi então a gota de água para me apetecer desistir desaparecer daqui não podia comecei a conhecer e a dar-me a conhecer aos poucos ou até demais ver-me fazer de pumba ou cantar marco paulo não é para qualquer um foram a minha segunda famÍlia as praxes que me obrigaram a isso o meu muito obrigada entre cada brincadeira cada canção cada conversa cada riso cada sorriso fui descobrindo coisas fantásticas pessoas lindas amizades espectaculares com isso senti-me e sinto-me em casa novamente mas desta vez com uma família gigante com um mundo de coisas novas para me oferecer confortam-nos fazem-nos acreditar que somos capazes e que mesmo que não sejamos estarão cá para nos apoiar e ajudar a seguir em frente É disso que uma caloira precisa foi disso que eu precisei para me sentir acolhida e feliz isto de facto é algo de muito especial eu caloira tenho o privilégio de poder aproveitar esta coisa fantástica por mais uns aninhos como já me disseram amigos são aqueles que nos dão espaço para nós sermos aqui eu sou obrigada por me darem esse luxo nina zacarias 312 vir para lisboa estudar foi sempre algo que fez parte dos meus planos ansiava pela chegada do momento até que ele chegou e aí desejei que não tivesse chegado deixar a minha casinha a minha família amigos sair da 4/29

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minha ilha foi difícil mas no meio de choro abraços beijos muitos conselhos e boa sorte ana lá vim para lisboa como não queria ir para uma casa sozinha pelo simples facto de que quando chego a casa tenho de falar com alguém nem tinha ninguém com quem partilhar uma casa a única opção que me restava era um residência universitária então encontrei a domus ao início não gostei da ideia só pensava que ia perder a minha liberdade que tanto me custou a ganhar mas depois mudei de ideias e neste momento acho que foi a melhor escolha os primeiros tempos cá foram demais as praxes a pior foi não poder utilizar o elevador as exas veteranas as madrinhas as festas o tribunal de praxe a serenata foi tudo tão engraçado às vezes cansativo mas no fim divertia-me muito e o cansaço passava a ser secundário e queria era mais festa quanto às amizades que fiz por aqui são as melhores que podia ter o que sinto por elas é mais do que amizade pois elas são a minha família são elas que aturam esta caloira quer ela esteja bem ou mal são elas que estão ao meu lado juntas somos o pai a mãe e os irmãos umas das outras e se uma não chegou a casa para jantar ou já é perto da hora de chegada e ainda não chegou ficamos logo preocupadas e só descansamos quando essa passa pelos nossos quartos e diz cheguei ou deixa recado debaixo da porta Às vezes pergunto-me como é possível criar laços tão fortes em tão pouco tempo mas é possível acreditem só vos posso dizer que aqui encontrei a minha segunda casa e a minha segunda família e que embora haja regras em que o meu nariz se torce todo sintome muito bem cá e não me imagino noutro sitio sem este calor que me envolve cá ana isabel silva 512 ­ crazy nights estávamos em meados de setembro o nervosismo era total 5/29

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no grupo apenas se falava de exames de facto os resultados estavam quase a sair e à medida que os dias passavam a ansiedade aumentava mais um pouco na lista do concurso para a entrada na faculdade apenas tinha posto uma opção de curso uma vez que não me imaginava a fazer outra coisa senão a ajudar as pessoas através do meu me iria separar dos meus amigos no entanto não me senti totalmente feliz uma vez que por outro lado estavam os meus pais e a minha irmã os meus eternos melhores amigos dos quais tinha de me separar passada estava eu na uma semana lá grande cidade pais acompanhada pelos meus disseram-me que ia viver para um lar de freiras lar de freiras mãe txi fiquei aborrecida mas pensei que estava tudo bem desde que não me tirassem a minha liberdade já me tinham dito que ia ficar num quarto triplo durante o primeiro ano mas eu não me importei até porque seria uma oportunidade de fazer novas conhecimento a exercer medicina as hipóteses de ficar na ilha eram muitas o que implicaria ficar longe de muitos dos meus amigos que tinham a certeza de que iriam para lisboa o dia tinha chegado e os nervos estavam mais à flor da pele que nunca quando cheguei à escola dirigi-me para a pauta e afinal tinha entrado para a amizades o que não sabia é que essas amizades iam ser tão faculdade de ciências médicas em lisboa por um lado senti-me feliz grandes assim e assim foi a directora marcou uma entrevista connosco porque tinha entrado na faculdade que sempre gostara e porque não mostrou-nos a residência o refeitório a cozinha a sala de tv a sala de estudo e finalmente o 6/29

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meu futuro quarto uma das tuas colegas de quarto já lá está chama-se ana e é muito pessoas uma delas disse olá sou a alexandra sim já tinha ouvido falar dela era a minha segunda companheira de quarto que vinha acompanhada pela mãe e tia simpática disse a directora de facto era simpatizei logo com ela era uma rapariga magra morena e o que mais me impressionou foi o facto de estar sempre a sorrir com um brilho constante no olhar passada uma semana também simpatizei logo com ela uma vez que aparentava ser uma pessoa muito simples e querida rapidamente tornamo-nos inseparáveis nos primeiros dias nem dormíamos e ficávamos a conversar até de madrugada a galhofa era e é total no 512 e devido às primeiras noites que nem dormíamos e que ficávamos a despedi-me dos meus pais que iriam regressar aos açores fiquei na residência e dirigi-me ao quarto quando lá cheguei tinha um papel na minha cama que dizia olá colega de quarto era para ter voltado hoje mas tive de voltar a beja queria muito ter-te encontrado mas não aconteceu se precisares de alguma coisa abre a minha gaveta usa tudo o que quiseres beijinhos ana sousa fiquei super contente ao ver conversar para nos conhecermos melhor apelidamos o nosso quarto de 512 crazy nights por várias vezes nos interrogámos como é que a directora teve tanta pontaria será que ela adivinha nós somos iguais em tudo ou quase tudo e como será que ela adivinhou que esse seria o próximo triplo a não se querer aquele bilhete afinal morar na domus até ia ser fixe residi sozinha no 512 separar no ano seguinte a durante 1 dia até que chegou alguém ao quarto eram três 7/29 verdade é que se ficarmos em quartos separados a piada acaba.

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na domus encontrei uma família a ana e a alex são minhas grandes amigas minhas irmãs e as veteranas más e chatas no início mas umas porreiraças depois das praxes e as restantes residentes principalmente as do quinto andar são o máximo sempre prontas a ajudar em tudo sinto que tive muita sorte principalmente por ter ficado com duas pessoas no quarto que hoje são das pessoas mais importantes para mim e que mais me conhecem minhas gajas adoro-vos a saudade dos meus pais da minha irmã e da minha ilha não acabam nunca mas sei que aqui tenho todo o apoio necessário obrigada domus nostra filipa rodrigues 512 a minha experiÊncia apesar de não poder estar presente na festa da família e das finalistas da domus nostra devido às condições geográficas que nos separam não queria deixar de exprimir o que senti ao passar pela primeira vez por esta experiência que foi 8/29

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separar-me da minha filha embora estivesse consciente que tinha de ser que era o melhor para ela na altura senti o mundo desabar senti-me triste desolada tive medo do desconhecido senti que a tinha perdido em parte e que a experiência dela de viver em família com amor e carinho tinha terminado os valores que lhe tinham sido incutidos confesso que tive medo que ela os esquecesse e que não tivesse apoio numa fase tão importante da sua vida a minha filha tal como as outras na mesma situação passou por uma mudança radical na sua vida a nível didáctico a nível de autonomia a nível de responsabilidades entre outras a pouco e pouco fui-me apercebendo que ela no lar encontrou outra família fez amizades sente-se apoiada e feliz os tais valores que lhe foram incutidos no lar foram-lhe sendo alimentados e até mais alicerçados quero agradecer a esta maravilhosa família domus nostra e a todos que aí trabalham pela sua existência e pelo trabalho que desenvolvem pois estes adolescentes precisam de apoio precisam de ser acompanhados mais de perto e nós pais não estamos presentes nesta fase tão importante da vida dos nossos filhos por fim quero só dizer que consegui ultrapassar o luto inicial que fiz ao ausentar-me da minha filha sei que ela está bem que está em família estou descansada apesar de sentir muitas saudades dela porque sei que ela está na domus nostra e que existem pessoas que se preocupam com ela quando não estou presente um muito obrigada teresa rodrigues mãe da filipa rodrigues crónica mudam-se os tempos as vontades não quisera para a minha filha o melhor ao saber que entraria em direito em lisboa os pais querem sempre 9/29

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o melhor para os filhos sempre assim foi e o melhor nessa altura era encontrar um lar onde a mariana se pudesse sentir como em casa em segurança um espaço quente mas largo de afectos onde só ela se sentisse acompanhada lembrei-me então do meu tempo belos tempos aliás recordo ainda cada ano cada dia estava na faculdade de letras e havia encontrado a casa que iria acolher-me numa estada irrepetível dificilmente irei esquecê-la era um tempo grande imenso de risos partilhas cumplicidades aprendi de cor o valor da lealdade e da amizade dele guardo a clara memória do que por nós passa e não volta mais muito ficou muito do que sou trouxe comigo desse tempo ido dele dei conta vezes sem conta à mariana quando fores para lisboa vais para o domus era a minha vontade mas não a dela voltei um dia com ela era setembro mostrava-lhe cada espaço da casa que deixara parecia ontem o tempo é outro o património humano não a minha vontade acabou por ser também a da mariana estava feliz por isso por ela a porta abre-se e há sempre alguém que do outro lado ouve encoraja e se uma lágrima nos cai enxuga-nos a alma nos olha como se fôssemos únicas o domus era de facto a nossa casa e é também a da mariana mané ferreira mãe da mariana peixoto 10/29

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domus vinte anos depois segunda-feira dia 3 de outubro de 2005 sensação boa por um lado e estranha por outro a joana a entrar na domus de malas e bagagens para ficar para encetar um novo período da sua vida com mais autonomia longe dos pais com mais responsabilidade criando o seu próprio projecto de vida sem a minha presença quotidiana sem as nossas conversas diárias olhos nos olhos tinha estado na domus a festejar o aniversário da residência no dia anterior domingo com as antigas residentes recordando vivências alegrias e tristezas encantos e desencantos amores e desamores tricas e amizades de há 25 anos atrás a joana estava no mesmo andar 4º no mesmo quarto 401 e na mesma cama misturavam-se os dois tempos vividos enquanto residente e agora mãe de uma nova residente esquisito agradável desagradável bom mau a vida a recordação o passar do tempo a sensação de `déjá vu a mudança da condição que de algum modo se transmite se ganha se despreza ou melhor se selecciona escolhe e adapta apropriaram-se de mim sentimentos/sensações ambivalentes de alegria e jubilo mas também de inquietação receio melancolia tristeza que fizeram rolar lágrimas pelo rosto enfim a vida continua e isso é maravilhoso mena jacinto mãe da joana uva 11/29

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dura praxis sed praxis todos os anos vem nova remessa são como as colecções primavera/verão e outono inverno a variedade é grande e fica à escolha do freguês qual prefere temos loiras morenas e até se arranjam ruivas altas ou baixas anafadinhas ou lingrinhas do norte do sul e até imagine-se do centro É o delírio são as caloiras caloira é a designação dada a toda a criatura que dê entrada na faculdade e/ou no domus nostra pela primeira vez não tem vontade própria ou liberdade de actuação sendo que o único direito que lhe assiste eu diria mesmo privilégio é ser domus nostra ao longo de um ano a caloira está dependente do capricho de qualquer veterana stop falemos das veteranas assume o estatuto de veterana toda aquela que seja domus nostra há pelo menos três anos ou seja que já faça parte da mobília da casa dotadas de poder as veteranas têm legitimidade para praxarem as caloiras stop novamente praxe palavra de origem grega que significa prática no domus a praxe é considerada uma forma de integração de caloiras estranha dizem elas o ritual da praxe inicia-se com o baptismo passa pela praxe de quarto e termina com o tribunal durante este tempo as caloiras cantam dançam pintam e realizam toda e qualquer actividade que tenha sido proposta entenda-se imposta por qualquer veterana caloira o tabuleiro caloira a água caloira a babete caloira pelas escadas caloira a capital da beira alta é e o maior clube português ca loi ra olhos no chão as caloiras desesperam 12/29

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mãeeeeee tira-me daqui estas tipas são arrogantes mandam fazer montes de coisas e até temos recolha obrigatória às 11 da noite achas norma então e as freiras não dizem nada mãe chocada nada mãe nada estas freiras não são como as normais eu bem te disse filha desesperada tu vê lá filha se continuar assim telefono para a directora mãe-galinha as veteranas divertem-se viste o ar das caloiras sou tão má amanhã cantam o hino de viseu ao jantar e no final das praxes as caloiras pedem mais e as veteranas querem descanso ana cruz 404 13/29

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o culto sente-se no hall nas salas escadas e corredores em todo o lado de forma subtil e desconcertantemente natural ele faz estremecer a estrutura É o culto É o culto todas o conhecem todas falam dele todas convivem com ele o culto não tem provas não tem regras ou imposições vive-se e sente-se a cada dia que passa o culto nasceu na domus no 4º andar da domus o culto é composto pela mãe e as catorze filhas como qualquer família numerosa o culto vive em constante união partilham-se as horas os dias as tristezas e alegrias os começos e recomeços o culto faz parte integrante da domus e esta é a base de sustentação do culto É pela domus que o culto existe É pela domus que o culto participa É pela domus que o culto luta porque a domus é a minha a tua a nossa casa o que é o culto o culto é um sorriso é um mimo é uma gargalhada o culto é afecto é amizade é partilha é comunidade o culto 14/29

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À procura do amor em famÍlia fugi da vida rotineira com duas amigas que são já minhas irmãs fugimos para um lugar desconhecido à procura do convívio e orientação não foi uma coisa que decidíssemos por vontade ou necessidade mas quando surgiu a oportunidade senti que poderia ser bom para mim estivemos em fátima um lugar para mim desconhecido rodeadas de pessoas maioritariamente desconhecidas o tempo não foi o melhor mas o ambiente transmitia-nos calma paz e harmonia fomos com o propósito de nos encontrarmos e de encontrarmos o amor e é por este amor que lutamos todos os dias que ultrapassamos os nossos medos diariamente queríamos ser capazes de nos livrarmos de medos e angústias e regressar à rotina com mais força e alegria só depois de nos libertarmos de tudo isto é que conseguimos concluir que afinal encontramos amor todos os dias em qualquer altura do dia há amor num campo verde num céu azul numa criança a sorrir num olhar sincero no chilrear de um pássaro que nos diz bom dia numa palavra de carinho somos capazes de o sentir quando nos sentamos lado-a-lado quando comemos em volta de uma mesa quando nos reunimos no mesmo lugar com o mesmo objectivo durante o dia de sábado deparámo-nos no espaço de poucas horas com a perfeição da natureza e com situações onde a natureza não é tão perfeita no interior da terra há 22 mil anos um rio esculpiu o calcário de um modo fantástico mas à superfície a realidade actual mostra-nos pessoas onde a natureza não conseguiu ser perfeita não sabemos muito bem como lidar com estas pessoas deficientes mentais mas elas sabem e tudo se revela muito mais simples porque afinal somos todos iguais somos todos felizes e cheios de expressões de carinho e mais uma vez vemos que o amor está numa paisagem perfeita ou em cada imperfeição da vida está em tudo o que damos e recebemos com alegria foi um fim-de-semana realmente inesquecível onde em cada serão em cada caminhada partilhámos experiências de vida conhecimentos e riquezas sentimos tudo aquilo que cada pessoa tem para dar e damos o melhor de cada um de nós aos outros quero deixar um enorme obrigado a todos os que me acompanharam nesta experiência maravilhosa às filhas do coração de maria à casa do bom samaritano e a todos os que foram à procura do amor um obrigado muito especial à ana e à magui as duas manas que foram a companhia perfeita e um outro obrigado também muito especial à carla sem a qual nada teria sido possível nestes dois dias a ela que tornou este fim-de-semana perfeito tatiana calvão sousa 416 15/29

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