Boletim CIM/CRF-PR 1ª ed 2012 ano X

 

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- Estomatite; - Farmacovigilância; - Solicitações ao CIM.

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en sin o publicações cim ® crf-pr informação ass ess ori a formando boletim do centro de informaÇÃo sobre medicamentos além da incômoda dor a estomatite ainda pode prejudicar a ingestão de alimentos e líquidos infecções secundárias também podem ocorrer ocasionalmente em certos pacientes a estomatite aftosa ocorre de maneira praticamente contínua em que novas úlceras surgem ao mesmo tempo que as antigas estão desaparecendo e estomatite fonte http www.emedicinehealth.com/script/main/art.asp?articlekey=13 5634&ref=138271 stomatite é o nome dado à inflamação da mucosa bucal ela pode causar edema e vermelhidão ou surgir de forma mais discreta como uma única úlcera ou como úlceras múltiplas menos comum é o aparecimento de lesões esbranquiçadas e em casos raros o paciente pode relatar sintomas mesmo sem que haja lesões aparentes figura 1 ­ representação de um paciente com estomatite aftosa podem ser observadas lesões de centro amarelado e bordas eritematosas etiologia a estomatite pode ser causada por infecções doenças sistêmicas irritantes químicos ou físicos e reações alérgicas muitos casos porém são idiopáticos ou seja não há uma causa conhecida como a produção de saliva protege a mucosa oral a xerostomia boca seca é um fator predisponente para a estomatite entre as causas infecciosas de estomatite as virais são as mais comuns exemplos são as infecções causadas pelos vírus da herpes simples varicella zoster imunodeficiência humana e influenza doenças sexualmente transmissíveis como gonorreia e sífilis eventualmente também podem causar estomatite em pacientes debilitados ou naqueles que fizeram uso de antibióticos ou corticosteroides pode ocorrer supercrescimento de candida albicans com formação de uma pseudomembrana na mucosa oral síndrome de behçet síndrome de stevens-johnson e doenças inflamatórias intestinais são exemplos de patologias em que pode ocorrer estomatite lesões hemorrágicas orais podem surgir em situações como eritema multiforme escorbuto leucemia púrpura trombocitopênica e distúrbios plaquetários a estomatite também pode ser consequência de hipovitaminose principalmente vitaminas b e c e agranulocitose 24 cim formando edição nº 1 ano x março/abril 2012

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en sin o publicações informação ass esso ria cim formando irritantes físicos como aparelhos ortodônticos mordidas nas bochechas respiração pela boca e mamadeiras com bicos duros ou longos estão frequentemente envolvidos em casos de estomatite o uso excessivo de álcool tabaco e alimentos quentes e picantes também contribui para a irritação alguns fármacos e outras substâncias químicas atuam como sensibilizantes ou irritantes diretos entre eles agentes citotóxicos usados na quimioterapia do câncer e sais de ouro estão entre os mais associados com estomatite figura 2 ­ aparelhos ortodônticos são causa frequente de estomatite avaliação do paciente a identificação da causa da estomatite algumas vezes pode ser óbvia ex pacientes submetidos a quimioterapia porém na maioria dos casos exige uma avaliação do histórico do paciente neste sentido deve-se investigar se há relação entre os sintomas apresentados e a ingestão de alimentos medicamentos ou outras substâncias químicas a presença de sintomas gastrintestinais recorrentes sugere a possibilidade de doença intestinal inflamatória ou doença celíaca sintomas oculares sugerem síndrome de behçet também devem ser investigados sintomas inespecíficos que sugiram doenças crônicas ex perda de peso e fatores de risco para infecção pelo vírus da imunodeficiência humana a localização das lesões orais pode ajudar na avaliação do quadro do paciente Úlceras interdentais ocorrem em casos de herpes simples e gengivite ulcerativa necrosante aguda já lesões em superfícies queratinizadas sugerem herpes simples estomatite aftosa recorrente ou dano físico lesões unilaterais podem sugerir herpes zoster já que o nervo trigêmeo pode estar envolvido figura 3 em casos de estomatite recorrente o médico pode solicitar culturas de micro-organismos hemograma determinação de ferro sérico ferritina vitamina b12 folato zinco e anticorpo endomísio biópsias de tecidos podem ser requisitadas em casos de lesões persistentes que não tenham etiologia conhecida outra medida que pode ser útil é a supressão sistemática de alimentos da dieta e a troca de marcas de creme dental e enxaguantes bucais a síndrome de behçet é um distúrbio inflamatório dos vasos sanguíneos que envolve vários sistemas e se caracteriza por úlceras orais recorrentes úlceras genitais e inflamação ocular figura 3 ­ localização do nervo trigêmeo o herpes zoster conhecido popularmente como cobreiro ocorre devido à reativação do vírus varicella zoster que estava latente desde uma infecção anterior por varicela com a reativação ocorre migração centrífuga do vírus ao longo do nervo com o surgimento de erupções cutâneas ou mucocutâneas dolorosas nervo trigÊmeo

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cim en sin o publicações informação ass esso ria formando tratamento uma vez que a estomatite pode ser consequência de uma doença sistêmica recomenda-se que patologias subjacentes sejam tratadas higienização oral detalhada com uma escova de dentes macia pode colaborar na prevenção de infecções secundárias também se recomenda que o paciente siga uma dieta leve e livre de alimentos ácidos ou com muito sal vários medicamentos tópicos para alívio sintomático estão disponíveis muitos contêm associações entre fármacos dos quais se destacam anestésicos corticosteroides antibióticos e anti-histamínicos uma pasta de carboximetilcelulose contendo triancinolona a 1 é um exemplo de formulação bastante utilizada para reduzir a irritação causada pelas lesões preparações contendo lidocaína ou outros anestésicos tópicos também são empregadas outros fármacos utilizados topicamente são sucralfato antiácidos líquidos contendo alumínio e magnésio difenidramina anti-histamínico com propriedades anestésicas leves tetraciclina e nistatina cauterizações químicas ou físicas também são utilizadas para aliviar a dor a aplicação de laser de baixa potência promove alívio imediato e as lesões tendem a não reaparecer no local já bastões de nitrato de prata são considerados menos efetivos estomatite aftosa recorrente em certos casos o surgimento de úlceras dolorosas na boca ocorre de forma repetida a este quadro dá-se o nome de estomatite aftosa recorrente ear ela afeta cerca de 25 dos americanos e é considerada a doença mais comum da mucosa oral apesar de sua etiologia não ser clara acredita-se que fatores genéticos podem estar envolvidos uma vez que mais de 42 dos pacientes possuem parentes de primeiro grau com ear fatores predisponentes incluem traumas orais estresse emocional e certos alimentos como chocolate café amendoim ovos cereais amêndoas morangos queijos e tomates fatores como gravidez uso de contraceptivos e tabaco parecem ser protetores figura 4 ­ certos alimentos podem ter importância na estomatite devendo ser evitados por pacientes com lesões recorrentes os sintomas da ear normalmente aparecem durante a infância ou adolescência e diminuem em frequência e severidade com o passar dos anos muitos pacientes apresentam lesões orais recorrentes com períodos de remissão enquanto outros vivenciam uma lesão ou mais por longos períodos dor ou sensação de ardor podem surgir um ou dois dias antes da úlcera caracterizando um pródromo normalmente a ear surge como uma ulceração epitelial nas superfícies mucosas não queratinizadas de partes móveis da boca como língua palato mole e parte interna dos lábios e bochechas raramente afetando tecidos queratinizados como gengiva e parte externa dos lábios individualmente as úlceras apresentam-se bem delineadas por um halo eritematoso de tecido inflamado são redondas ou ovais e possuem um centro necrótico em que se observa uma pseudomembrana cinzenta ou amarelada a literatura classifica a ear em três tipos menor maior e herpetiforme a grande maioria dos casos cerca de 85 corresponde ao primeiro tipo em que geralmente há apenas uma úlcera pequena menor que 1 cm que desaparece em 5 a 10 dias sem deixar cicatriz no segundo tipo as aftas são maiores e mais profundas permanecem por semanas a meses e podem deixar cicatriz as úlceras herpetiformes assemelham-se morfologicamente àquelas provocadas pelo vírus da herpes surgem de forma múltipla e geralmente coalescem para formar lesões maiores que duram cerca de duas semanas 26 cim formando edição nº 1 ano x março/abril 2012

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en sin o publicações informação ass esso ria cim formando corticosteroides tópicos e enxaguantes bucais contendo gliconato de clorexidina são usados no tratamento e se possível devem ser aplicados durante o pródromo certos pacientes podem requerer tratamento prolongado com corticosteroides colchicina azatioprina pentoxifilina ou talidomida também são usadas aplicações intralesionais com betametasona dexametasona ou triancinolona alguns pacientes ainda podem se beneficiar de suplementação com as vitaminas b1 b2 b6 e b12 ácido fólico ou ferro analgésicos sistêmicos como paracetamol e ácido acetilsalicílico podem ser indicados pelo farmacêutico para alívio da dor e do desconforto outro fármaco comumente presente em medicamentos isentos de prescrição é a benzocaína um anestésico local que pode ser indicado para amenizar temporariamente a dor associada à ear seu uso pode causar sensibilização por isso não deve ser indicada para pessoas com história de hipersensibilidade a outros anestésicos locais fonte http novotempo.com/sempremulher/2010/09/19/ocigarro/desenho-cigarro figura 5 ­ o ato de fumar é irritante para a mucosa oral e causa um processo de espessamento que pode conferir proteção contra traumas alguns dados revelam que pacientes que têm ear geralmente são não fumantes e que muitos tabagistas relataram ear após abandonar o cigarro referências altenburg a zouboulis c.c current concepts in the treatment of recurrent aphthous stomatitis skin therapy letter 2008 disponível em

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cim en sin o publicações informação ass esso ria formando farmacovigilância dose máxima de sinvastatina é alterada novamente fármaco na ocasião o fda divulgou que a dose de sinvastatina não deveria ultrapassar 10 mg/dia quando usada com amiodarona verapamil ou diltiazem recentemente a agência revisou as informações e determinou que a dose de sinvastatina não deve ultrapassar 20 mg/dia quando usada com amiodarona a dose máxima no caso de uso com verapamil ou diltiazem permanece 10 mg/dia a agência norte-americana food and drug administration fda divulgou um comunicado alertando que a dose máxima de sinvastatina em pacientes que utilizam amiodarona não deve ultrapassar 20 mg/dia em junho de 2011 a agência publicou uma nota mencionando preocupação quanto ao risco de miopatia e rabdomiólise com o uso de altas doses do limites de dose para a sinvastatina farmácos contraindicados em pacientes utilizando sinvastatina itraconazol cetoconazol posaconazol eritromicina claritromicina telitromicina inibidores da protease do hiv nefazodona genfibrozila ciclosporina danazol farmácos com os quais não se deve utilizar doses de sinvastatina acima de 10 mg/dia farmácos com os quais não se deve utilizar doses de sinvastatina acima de 20 mg/dia alimentos que devem ser evitados durante o tratamento com a sinvastatina amiodarona verapamil diltiazem amiodarona anlodipino ranolazina evitar o consumo de grandes quantidades de suco de toronja grapefruit referências food and drug administration fda drug safety communication revised dose limitation for zocor simvastatin when taken with amiodarone disponível em

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en sin o publicações informação ass esso ria cim formando farmacovigilância especialistas são consultados sobre contraceptivos contendo drospirenona supostas vítimas se manifestassem uma delas foi a mãe de michelle pfleger universitária de 18 anos que utilizava um anticoncepcional contendo drospirenona para controlar a acne ela relatou que sua filha morreu após apresentar uma embolia pulmonar quando estava a caminho da faculdade na carolina do norte outro relato veio da mãe de cindy rippee jovem de 20 anos que morreu na véspera do natal de 2008 devido a uma embolia pulmonar segundo ela sua filha estava usando um contraceptivo contendo drospirenona havia dois meses durante o evento a maior parte dos especialistas consultados pelo fda 15 contra 11 disse que os benefícios dos contraceptivos contendo drospirenona atualmente superam os riscos associados ao seu uso em uma segunda consulta os convidados responderam à questão você considera que as bulas dos medicamentos contendo drospirenona refletem de forma clara seu perfil de segurança a maioria 21 respondeu que não pois entendeu que as bulas deveriam ser alteradas para ressaltar os riscos de tromboembolismo venoso a decisão do fda não é vinculada à conclusão dos consultores e até o momento a agência não solicitou alterações nas bulas fonte http www.agencesssgim.ca/fichiers/agence/education_sexualite/contraceptiondurgencefinal.jpg e m dezembro de 2011 o fda promoveu um evento com a finalidade de discutir a segurança do uso da drospirenona o encontro também possibilitou que familiares de retrospecto o fda está tentando verificar se contraceptivos contendo drospirenona apresentam maior risco de causar eventos tromboembólicos quando comparados com outros anticoncepcionais nenhuma conclusão foi divulgada até o momento referências anÔnimo fda panel wants more risk information on yaz pills disponível em

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cim en sin o publicações informação ass esso ria formando farmacovigilância altas doses de citalopram associadas com irregularidades cardíacas utilizado em doses acima de 40 mg/dia segundo a empresa o uso de doses superiores não traz benefícios extras no tratamento da depressão e pode causar reações adversas graves após analisar as informações obtidas a partir de um estudo o fda concluiu que o citalopram causa prolongamento no intervalo qt de forma dependente da dose esta alteração no ritmo cardíaco pode levar a uma forma incomum e potencialmente fatal de taquicardia ventricular polimórfica chamada torsades de pointes o laboratório fabricante do cipramil® informou que está revisando a bula do medicamento para incluir todas as informações necessárias sobre os riscos citados orientações do fda aos profissionais da saúde · o citalopram não deve ser prescrito em doses acima de 40 mg/dia · pacientes com síndrome do qt longo congênita não devem utilizar citalopram · indivíduos com insuficiência cardíaca congestiva bradiarritmias ou predisposição a pointes · a dose máxima diária em pacientes com comprometimento hepático acima de 60 anos que apresentam limitação de metabolismo pela via cyp 2c19 ou que fazem uso de cimetidina deve ser de 20 mg hipocalemia ou fonte http www.azcert.org/images/qt_glossary.jpg a lundbeck brasil divulgou uma carta aos profissionais da saúde comunicando que o produto cipramil® citalopram não deve ser t q intervalo qt hipomagnesemia têm maior risco de apresentar torsades de o intervalo qt no eletrocardiograma é o tempo compreendido entre o início da onda q e o final da onda t a extensão do prolongamento do intervalo qt tem sido usada para mensurar o risco de desenvolver torsades de pointes referências food and drug administration fda drug safety communication abnormal heart rhythms associated with high doses of celexa citalopram hydrobromide disponível em

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en sin o publicações informação ass esso ria cim formando solicitações ao cim solicitante c.s.h farmacêutica cidade ponta grossa solicitação recebida em 22/08/2011 resposta enviada em 24/08/2011 dúvida gostaria de saber se o medicamento fluconazol sendo um inibidor da enzima p450 tem o resultado de potencializar qualquer medicamento utilizado concomitantemente resposta o citocromo p450 consiste em uma superfamília de enzimas envolvidas no metabolismo de xenobióticos e na síntese de compostos endógenos mais de 50 tipos dessas enzimas já foram identificadas em humanos sendo que destas 12 têm importância no metabolismo de xenobióticos as enzimas do citocromo p450 têm a capacidade de processar diversas substâncias químicas devido às suas múltiplas formas e à capacidade de uma única enzima em metabolizar vários agentes estruturalmente distintos além disso um único composto pode ser metabolizado por diferentes isoformas do citocromo p450 a velocidades diferentes interações entre fármacos podem resultar em alterações na velocidade de metabolização podendo causar elevações nas concentrações séricas isto ocorre mais frequentemente quando dois fármacos são metabolizados pela mesma isoforma da enzima portanto para que interações sejam evitadas é importante conhecer por quais vias enzimáticas determinado fármaco é metabolizado além disso deve-se ter em mente que alguns fármacos podem inibir enzimas sem serem substratos para elas o uso do fluconazol pode interferir no metabolismo de alguns fármacos principalmente através da inibição das isoformas 3a4 e 2c9 do citocromo p450 esta interação pode ser responsável pelos relatos de elevações nas concentrações plasmáticas de bosentana ciclosporina midazolam nevirapina amitriptilina nortriptilina fenitoína hipoglicemiantes da classe das sulfonilureias nateglinida inibidores seletivos da ciclo-oxigenase 2 como celecoxibe e parecoxibe tacrolimo triazolam varfarina e zidovudina referências 1 brunton l.l chabner b knollman b goodman gilman s the pharmacological basis of therapeutics 12 ed new york mcgraw-hill 2011 2 martindale the complete drug reference pharmaceutical press disponível em

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