Revista De Biasi 5

 

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em revista 1º trimestre 2013 edição 5 ano ii guerra dos portos mudança no icms de importados pode prejudicar estratégia das empresas medida vem sendo questionada na justiça entrevista ozires silva pede mais incentivos para o setor de segurança

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adaptação às novas leis o ano de 2013 começou com a entrada em vigor de novas regras em diversos setores o que geralmente traz dúvidas incertezas e polêmicas envolvendo as empresas atingidas pelas mudanças uma das novas leis criada para colocar fim à chamada guerra dos portos exige que os custos de produtos importados para revenda e também dos bens fabricados no brasil com mais de 40 de insumos vindos do exterior sejam informados na nota fiscal a reportagem de capa desta edição da de biasi em revista explica porém que esses dados revelam as margens de lucro praticadas pelas empresas o que já vem sendo questionado judicialmente inclusive com liminares contra a medida já o setor de defesa e segurança que ainda se adapta a uma lei de março de 2012 para incentivar a indústria nacional é o tema da entrevista com ozires silva um dos pioneiros da indústria aeroespacial e militar no brasil outra lei que merece maior atenção é de setembro de 2012 e prevê deduções no imposto de renda de pessoas físicas e jurídicas para doações e patrocínios a instituições que atendem a pessoas com câncer ou portadoras de deficiências completam a lista de regras às quais todos devemos ficar atentos a partir de agora um novo sistema de multas para eventuais inconsistências nas obrigações acessórias e alterações no preenchimento da declaração de informações econômico-fiscais da pessoa jurídica dipj lembramos porém que na área tributária muitas outras mudanças ainda se fazem necessárias como a simplificação do pis e da cofins tema do artigo desta edição e para concluir trazemos a você uma reportagem especial sobre o crescimento do turismo no brasil com a expectativa de bons negócios já neste semestre por conta da copa das confederações e da jornada mundial da juventude bons negócios aliás que torcemos para que se estendam a todos os nossos parceiros e clientes esperamos também que com a de biasi em revista possamos contribuir para isso alessandra cristina borrego matheus sócia-gerente da de biasi auditores independentes sua participação é muito importante para o aprimoramento da de biasi em revista mande suas críticas sua opinião e suas sugestões para revista@debiasi.com.br.

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5 9 12 15 16 18 20 21 22 entrevista ozires silva indústria nacional de defesa guerra dos portos uma nova batalha à vista turismo alta temporada encerramento do balanço checklist para evitar surpresas artigo por uma simplificação do pis e da cofins haja zero coluna ponto por ponto revisão da dipj o olho grande do leão incentivos fiscais ficou mais fácil ajudar quem precisa multas de obrigações acessórias dois pesos duas medidas ex-libris comunicação integrada av paulista 509 cj 602 01311-000 são paulo sp tel 11 3266-6088 contato@libris.com.br libris.com.br editor-responsável jayme brener mtb 19.289 editores geralda privatti e renato vaisbih projeto gráfico e diagramação wilma temin/area design a de biasi em revista é uma publicação trimestral da de biasi auditores independentes com distribuição gratuita e dirigida tiragem de 2.500 exemplares revista@debiasi.com.br

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ozires silva uma chance para a indústria nacional de defesa incentivos às empresas brasileiras ainda carecem de medidas adicionais Às vésperas de completar um ano sob a nova legislação que estabeleceu regras para incentivar o desenvolvimento da indústria nacional de defesa o brasil ainda está longe de viver um bom momento na área o diagnóstico é do engenheiro ozires silva ex-ministro da infraestrutura e ex-presidente da embraer uma das maiores autoridades brasileiras sobre o tema atualmente dedicando-se à educação como reitor da unimonte de santos sp desde 2008 a lei 12.598 de março de 2012 introduziu novos mecanismos para as contratações públicas de produtos e sistemas de defesa e também incentivos tributários para o setor uma das principais alterações foi a restrição na participação em licitações de empresas credenciadas pelo ministério da defesa que cumpram várias exigências como ter sede no país e limitar a participação de sócios e acionistas estrangeiros nas decisões de biasi em revista 5

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também ex-presidente da varig e da petrobras ozires silva 82 anos analisa o cenário atual e diz em entrevista à de biasi em revista que embora a nova lei possa ser um recomeço para a indústria de defesa nacional ainda carece de importantes medidas adicionais de biasi em revista o brasil realmente vive um momento importante com relação aos investimentos na área de defesa e segurança ozires silva não sei se posso concordar com isso pelas notícias da imprensa as forças armadas brasileiras estão precisando se reequipar amplamente em face de aquisições terem sido mantidas em níveis menores do que os de períodos anteriores esta situação levou ao expressivo aumento das necessidades operacionais atuais das nossas forças armadas embora pedidos intensos tenham sido submetidos às autoridades que há anos têm adiado suas decisões no passado tivemos um bom desenvolvimento da indústria de defesa amplamente apoiado pelas forças armadas com destaque para o exército mas a grande maioria das iniciativas por falta do mesmo apoio de forma contínua terminou com muitas das empresas relevantes do nosso mercado encerrando suas atividades claramente material de defesa somente pode ser adquirido pelas forças armadas mesmo quando exportado sempre colocando os governos como interlocutores privilegiados qualquer iniciativa nesse campo depende da visão estratégica das autoridades governantes somente se isso acontecer é que poderão surgir iniciativas locais falo desde as condições de criação produção e vendas capacitando a indústria nacional a responder aos requisitos colocados pelas decisões administrativas qual é o impacto da lei 12.598/2012 nos negócios das indústrias brasileiras de defesa e como elas estão se adaptando às mudanças 6 de biasi em revista a lei 12.598/2012 tem como objetivo se tornar um instrumento de grande alcance para resgatar a competitividade do país nesse campo e revitalizar nossa base industrial de defesa no entanto embora possa ser reconhecida como um recomeço a lei ainda carece da adoção de importantes medidas adicionais por exemplo há uma fundamental necessidade de que a produção nacional possa ser competitiva em preço com as importações mas pela análise feita pelo departamento da indústria de defesa da fiesp publicada em abril do ano passado a lei não oferece os instrumentos essenciais para que isso ocorra assim para qualquer iniciativa de reequipamento de vulto das nossas forças armadas em favor dos empreendimentos nacionais será essencial um novo sistema de tributação que hoje é maior para a produção nacional por razões óbvias caso isso não seja resolvido a importação continuará a prevalecer para qualquer iniciativa de reequipamento das forças armadas em favor dos empreendimentos nacionais será essencial um novo sistema de tributação quais são as diferenças entre os investimentos no setor público e no setor privado de defesa depende das estratégias governamentais do momento no passado as empresas estatais lideravam a produção de material de defesa no mundo mas na atualidade prevalecem iniciativas privadas que funcionam sob contrato e fiscalização dos governos em geral exercidos pelas forças armadas creio que em face do mundo globalizado em que hoje vivemos não teria sentido o estado investir diretamente na produção de material bélico mas neste caso o problema é que sendo uma empresa do setor privado os dirigentes precisam pensar em diversificação da produção com produtos que possam ser consumidos pelo mercado privado isso para manter as operações pelo menos num mínimo viável dado que não é raro

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que por várias razões caiam as encomendas governamentais colocando a empresa em risco de insolvência quais são as novidades mais relevantes que vêm sendo incorporadas à realidade brasileira de defesa pela orientação das autoridades militares nas ações de guerra do futuro há uma determinação de poupar ao máximo o sacrifício de vidas possivelmente a novidade mais relevante do armamento moderno seria a produção de equipamentos de operação não-tripulada essa orientação ocorreu graças aos recursos que a tecnologia digital permite incorporando métodos processos de produção e de operação capazes de assegurar a operação por controle remoto isso está revolucionando a forma da guerra moderna aviões não-tripulados navios também sem tripulação armamento de tiro e mísseis de controle remoto etc tudo isso está entrando com grande velocidade nas novas estratégias de condução do combate no entanto são equipamentos mais caros existe ainda a natural evolução dos equipamentos não somente decorrente da experiência coletada em campos de combate mas também da própria modernização das estruturas produtivas dentro da empresa porque a velocidade com que novas tecnologias vêm sendo colocadas à disposição é muito grande a embraer ainda é a grande empresa brasileira na área de defesa qual a importância do contrato de quase r 700 milhões com o exército anunciado em novembro e a disposição anunciada da empresa de fabricar navios de guerra a embraer sempre fabricou produtos para a defesa nacional mas dentro de suas instalações técnicas e produtivas internas recentemente decidiu destacar essas atividades a uma subsidiária que tem como missão conceber criar fabricar e vender produtos de defesa portanto torna-se lógico que os dirigentes da nova unidade se preocupem em abrir o leque de ofertas anteriormente limitado por força da menor agilidade de decisões nesse setor com uma nova estrutura empresarial novos horizontes foram surgindo junto ao exército a embraer defesa ganhou uma concorrência para fornecer serviços destinados à implementação da primeira fase do sistema de monitoramento de fronteiras secas brasileiras o sisfron o contrato prevê a associação com empresas brasileiras existentes mesmo com outras subsidiárias da própria embraer quanto à marinha de guerra deve-se levar em conta que a empresa fabricando aviões nos seus primeiros 44 anos de vida desenvolveu e conseguiu êxito em implantar nos seus produtos equipamentos e sistemas sofisticados de grande êxito no mercado mundial isso demonstra com clareza que se trata de uma empresa competente e competitiva evidentemente todas as vendas precisam ser comemoradas apesar de nova a embraer defesa está se saindo bem começando a estar presente em mercados não imaginados no passado e causando até surpresa quando de biasi em revista 7

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muitos perguntam ora a embraer vai também fabricar navios se examinarmos a competência em sistemas e estruturas complexas certamente a capacidade hoje instalada na embraer e nas suas subsidiárias enseja que oportunidades mesmo não tentadas anteriormente deveriam ser experimentadas isso levará a empresa a participar de novas demandas tanto do mercado brasileiro no exterior com vantagens competitivas muito nítidas como o brasil se insere no cenário dos investimentos internacionais em defesa pelo que se observa no mundo há suprimento contínuo de material de defesa por parte dos países tradicionais hoje liderados pelas atividades de pesquisa desenvolvimento e fabricação dos estados unidos esse país tem o maior orçamento governamental para as atividades da indústria de defesa não creio que as empresas mundiais possam ter interesse em praticar investimentos produtivos no brasil porque nossas demandas são reduzidas e ainda não há planos de apoio contínuo em encomendas isso seria essencial para no mínimo manter empregada a força técnica de trabalho item fundamental para a produção de armas munições e equipamentos essenciais o brasil hoje adquire no mercado internacional a maioria dos equipamentos de defesa de que necessita isso embora o país ainda mantenha uma base industrial não grande mas capaz de atender a uma boa parcela da demanda para armas leves usando também o licenciamento autorizado de fornecedores externos a situação tem obrigado a extensas negociações diplomáticas para nos assegurar o suprimento de material que satisfaça nossos requisitos de uso sempre lembrando que a fabricação e exportação deste tipo de produto sempre estarão sujeitas às aprovações dos respectivos governos o que se pode dizer é que todos os países do mundo precisam de armas e equipamentos de defesa assim todos os que chegam a atingir uma escala suficiente de demanda procuram de um modo ou de outro 8 de biasi em revista entrar no campo da fabricação considerando-se a capacidade do material de defesa em tracionar o desenvolvimento tecnológico e fabril vale a pena investir localmente conseguindo os benefícios típicos de uma produção nacional e substituindo importações ou seja comprar armamento é despesa e fabricá-lo torna-se investimento produtivo gerando empregos e produtos civis decorrentes da habilidade de produzir material bélico os níveis educacionais de profissionais especializados precisam estar entre os melhores possíveis nos últimos anos o sr passou a dedicar parte do tempo também à área da educação quais são os pontos comuns entre as áreas de educação e defesa sem dúvida a produção de material de defesa nos níveis de sofisticação e de uso que hoje são demandados tem como problema crucial a disponibilidade de recursos humanos em qualidade e quantidade os empreendimentos da área dos modernos sistemas e equipamentos de armas precisam de pessoal treinado criativo e competente para as tarefas de completar produtos sofisticados e em geral diferentes de cliente para cliente assim é fácil responder à pergunta sobre os pontos comuns entre as áreas da educação e defesa pois os níveis educacionais desses especialistas precisam estar entre os melhores possíveis nos países que mantêm a liderança mundial de fornecimento de equipamentos militares a maior preocupação das forças armadas ­ e mesmo dos planejadores civis ­ é a de manter ordens de compra nos períodos de baixa demanda internacional a fim de conservar as equipes técnicas todos reconhecem que o processo educacional e de treinamento dessa força de trabalho realmente especializada é longo e passa também por disponibilidades de instituições de ensino de alta especialização e competência.

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uma nova batalha à vista a exigência de informar em nota fiscal os custos de importação para assegurar o pagamento da alíquota única de 4 do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços icms nas transações interestaduais está levando empresas de todo o brasil a questionar a medida judicialmente na verdade com a nova regra a empresa terá de abrir os seus custos de importação para todo o mercado e revelar no caso de produtos fabricados no brasil com insumos importados ou revenda de mercadorias importadas informações importantes sobre sua cadeia de fornecimento explica fábio oliveira supervisor de consultoria fiscal da de biasi e com os custos de importação divulgados publicamente ficará exposta a margem de lucro praticada pelas empresas o que pode ter um grande impacto sobre os preços de vendas prossegue de acordo com fabrício carneiro também supervisor de consultoria fiscal da de biasi a alternativa que restou às empresas foi impetrar mandado de segurança com pedido de biasi em revista 9 empresas terão de investir em novos sistemas informatizados e mão de obra qualificada

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liminar para que não sejam obrigadas a discriminar os custos de importação em nota fiscal nós temos concentrado esforços junto aos nossos clientes para organizar documentos e buscar a via judicial algumas empresas já obtiveram liminares sob o argumento de que a exigência de liberar os dados de importação equivale à quebra de sigilo comercial deixando vulneráveis as estratégias de atuação de cada companhia perante seus concorrentes os estados que concederam as primeiras liminares em favor das empresas foram santa catarina e espírito santo justamente onde há um grande volume de negócios envolvendo produtos e insumos importados uma vez que antes da nova legislação eles concediam benefícios fiscais bandeira branca os privilégios concedidos por governos estaduais às importações foram um dos principais motivos que levaram o senado federal a aprovar a resolução 13/2012 que entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2013 e unificou em 4 a alíquota do icms na comercialização de produtos importados entre as unidades da federação colocando fim à chamada guerra dos portos a alíquota única do icms vale para as transações interestaduais de revenda de bens e mercadorias importados e também para a comercialização de produtos com mais de 40 de insumos trazidos do exterior eliminando eventuais vantagens tributárias oferecidas pelos governos estaduais para atrair importadores antes da nova legislação os estados cobravam alíquotas variáveis entre 7 e 12 que ainda são válidas para os produtos com conteúdo de importação inferior ou igual a 40 as mudanças realmente têm força para acabar com a guerra dos portos inclusive beneficiando alguns estados como são paulo e rio de janeiro que não concediam benefícios aos importadores e que contam com forte arrecadação de icms agora as empresas além da batalha judicial para coibir a identificação de sua margem de lucro terão de fazer investimentos e contratar mão de obra especializada para se adequar às novas regras inclusive com o cumprimento de novas obrigações acessórias esclarece fabrício carneiro ele afirma ainda que as novas regras terão impacto grande sobre a operação das empresas as regras que existiam anteriormente eram mais simples agora as empresas precisarão adaptar seus sistemas erp para que sejam por exemplo calculados os 40 de conteúdo de insumos importados nos seus produtos e a alíquota de 4 termine aplicada corretamente isso envolve 10 de biasi em revista

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não somente a organização tributária das indústrias mas exige uma readequação da cadeia de fornecedores da logística e da gestão administrativa para cálculo de preços de vendas dos produtos diz suporte às empresas fábio oliveira observa que uma das novas obrigações acessórias que vai demandar adaptações por parte das empresas é o preenchimento da ficha de conteúdo de importação fci também discriminando todos os custos e o conteúdo de importação de cada produto na fci anterior isso exigirá investimentos para adequações dos sistemas erp de forma a permitir o preenchimento da fci e a geração de arquivos eletrônicos para transmissão ao fisco além de uma força-tarefa operacional muito grande analisa o supervisor de consultoria fiscal da de biasi segundo ele a consultoria além de acompanhar eventuais processos judiciais para não ser obrigada a divulgar os custos de importação também pode auxiliar as empresas na implantação de novos sistemas para calcular o conteúdo de insumos importados caso a empresa já conte com sistemas próprios para fazer os cálculos podemos realizar uma revisão dos dados de maneira a verificar se ela está atendendo à legislação e se pode ser beneficiada com a alíquota única de 4 por fim também podemos dar suporte nas obrigações acessórias por exemplo revisando o preenchimento da fci e dos arquivos digitais que terão de ser transmitidos ao fisco diz entre as novas obrigações acessórias que vão demandar adaptações por parte das empresas está a ficha de conteúdo de importação imagine isso em uma grande indústria imagine o número de produtos comercializados e que terão de ser discriminados na fci para cada produto industrializado que tiver conteúdo de importação superior a 40 e for vendido de um estado para outro deve ser elaborada a fci além disso a empresa deverá recalcular o conteúdo de importação toda vez que houver variação em percentual superior a 5 em relação ao valor informado adequação do poder público os supervisores de consultoria fiscal da de biasi acreditam que nem o governo federal está preparado para a aplicação das novas regras de comercialização interestadual a principal prova disso é que o conselho nacional de política fazendária confaz no apagar das luzes de 2012 anunciou a prorrogação até 1º de maio da obrigatoriedade da entrega da fci e do envio de informações eletrônicas para as secretarias estaduais de fazenda o discurso é o mesmo de sempre o prazo foi prorrogado para que as empresas tenham tempo de se adequar a verdade é que os fiscos estaduais também precisam treinar seus auditores para analisar os documentos pondera fabrício carneiro de biasi em revista 11

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alta temporada para o turismo setor deve fechar dados de 2012 com recorde histórico uma mistura de expectativa otimismo e ansiedade toma conta das empresas brasileiras do setor de turismo com a aproximação de grandes eventos internacionais que serão realizados no país e é bom lembrar que eles não se restringem à copa do mundo no ano que vem e à olimpíada de 2016 as atividades já serão intensas neste primeiro semestre com os últimos preparativos para a copa das confederações e a jornada mundial da juventude se considerarmos que a maratona de grandes eventos internacionais já começou as expectativas para o turismo são extremamente animadoras avaliou o ministro do turismo gastão vieira em dezembro ao divulgar números do setor para 2012 o resultado do setor aliás foi extremamente positivo de acordo com o departamento de estudos e pesquisas do ministério do turismo o ano passado deveria registrar os melhores resultados de toda a história do turismo doméstico a estimativa era de que o número de viagens internas houvesse saltado de 190,8 milhões em 2011 para 197 milhões no ano seguinte com relação ao faturamento apesar de os dados de 2012 ainda não terem sido compilados o mercado também demonstra otimismo afinal de contas em 2011 o resultado médio subiu 18,3 na comparação com 2010 movimentando quase r 60 12 12 de biasi em revista de biasi em revista

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bilhões segundo a pesquisa anual de conjuntura econômica do turismo pacet realizada pela fundação getúlio vargas para aproveitar ainda mais esse ciclo de crescimento é fundamental que as empresas do setor de turismo invistam em novos processos de controles de suas atividades fiscais e contábeis um bom exemplo é o paradise golf lake resort em mogi das cruzes sp selecionado para receber uma das seleções na copa de 2014 e que tem sua contabilidade e registros fiscais acompanhados pela de biasi auditores independentes há sete anos com o trabalho de consultoria e auditoria ficamos sabendo quais são os problemas da empresa e recebemos sugestões sobre possíveis soluções muitas vezes após tomar conhecimento de alguma situação já peço para a equipe da de biasi conversar diretamente com os profissionais responsáveis afirma o empresário fumio horii fundador e proprietário do hotel arthur de biasi sócio-fundador da firma complementa dizendo que é importante que o proprietário do negócio responsável por nossa contratação fique sabendo o que está acontecendo se há algum risco ou até mesmo alguma mudança a ser feita que pode levar por exemplo à redução dos custos ou da carga tributária da empresa diz novos processos de controle podem evitar dissabores de biasi em revista 13

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excelente tacada instalado em uma área de 60 hectares o paradise golf lake resort inaugurado em 2001 conta com 418 apartamentos e um centro de convenções com capacidade para até mil pessoas um dos grandes diferenciais é o campo de golfe que atende às regras profissionais e já sediou diversos torneios o campo de golfe aliás surgiu antes do hotel que se prepara para receber uma das seleções da copa-2014 e está ampliando sua área em um terreno anexo com cerca de 100 hectares onde já funcionam várias pistas para os golfistas falando sobre a criação do paradise fumio horii que nasceu no japão em 1933 faz um retrospecto da história de sua família e dele próprio como empreendedor até chegar às partidas de golfe com os amigos e à decisão de começar a construir um campo particular em 1995 eu tinha só três anos quando meus pais desembarcaram em santos como colonos para trabalhar em um cafezal perto de ribeirão preto pouco depois fomos morar na região de santo andré onde algumas famílias plantavam verduras e como não tinham capital eram meeiros meu pai juntou dinheiro começou a plantar por conta própria e quando eu já era adolescente compramos alguns terrenos em mogi das cruzes como eu não gostava de agricultura ficava sonhando em fazer algo diferente recorda horii 14 de biasi em revista o empresário conta que o sonho da mãe era construir uma casa mas era preciso ter água por perto começamos a fazer um poço e encontramos terra branca que não acabava mais era o caulim minério utilizado em diversos ramos industriais eu pensei isso deve servir para alguma coisa pegamos algumas amostras e começamos a vender ficava sonhando em fazer algo diferente a descoberta deu origem à mineradora horii caulim em 1968 embrião do grupo horii que hoje também engloba a mineração horii a homare aroma terapia spa e o paradise já estabelecido horii foi convidado para jogar golfe com um amigo chegamos até a viajar para conhecer pistas em outros países mas costumávamos ir para arujá aqui perto onde tinha uma pista boa mas com muita espera decidi então que ia construir o meu próprio campo depois precisava de uma sede social e mais tarde construímos apartamentos para o pessoal passar uns dias aqui eu nem sonhava em construir um hotel tão grande assim diverte-se o empreendedor.

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checklist pode evitar surpresas no encerramento do balanço certos dados contábeis que não fazem parte da rotina das empresas no decorrer do ano podem passar despercebidos no encerramento do balanço É importante seguir um checklist para garantir o cumprimento dos requisitos determinados nas normas do comitê de pronunciamentos contábeis cpc alerta adriana almeida resende de miranda gerente de auditoria da de biasi auditores independentes a divulgação sobre partes relacionadas é o primeiro item da lista que costuma ser esquecido por se tratar de tema específico de divulgação em notas explicativas na norma contábil há uma relação extensa de tipos de transações que devem ser mencionadas nas notas explicativas outro ponto que merece atenção são as perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa pecld a prática mais comum é divulgar as perdas já conhecidas como clientes em atraso ou em falência e uma estimativa de perda adicional com base no histórico da empresa e no cenário econômico também é recomendável verificar se há valores a receber em cobrança judicial para conhecer as chances de êxito sobre acordos em andamento na avaliação de estoque muitas empresas adotam somente o valor de custo mas é necessário fazer uma comparação com o valor realizável líquido vlr e divulgar o menor entre os dois há duas formas de definição do vrl dependendo do item em estoque o vrl de matérias-primas insumos materiais auxiliares e outros materiais utilizados na produção e almoxarifado é definido de forma diferente do vrl de produtos acabados produtos em elaboração e mercadoria para revenda ainda devem ser registrados em conta de ativo não circulante ou passivo não circulante os valores de imposto de renda pessoa jurídica irpj e da contribuição social sobre o lucro líquido csll referentes às diferenças temporárias para o irpj/csll diferidos também existem regras específicas na hora de calcular o valor que deve ser contabilizado como ativo fiscal diferido ou passivo fiscal diferido lembrando que no caso do ativo deve ser analisada anualmente a possibilidade de recuperação no cálculo do ativo fiscal diferido é preciso analisar anualmente a possibilidade de recuperação o teste de recuperabilidade ­ ativo imobilizado é requerido para ativos intangíveis e demais ativos sempre que houver indicadores externos ou internos de que o ativo possa estar desvalorizado a empresa deve formalizar a análise dos indicadores e sua conclusão quanto à necessidade ou não de realizar o teste de recuperabilidade quanto às provisões para processos judiciais a empresa precisa identificar os processos que deve contabilizar e aqueles que deve somente divulgar em notas explicativas considerando principalmente os riscos de ter que liquidar algum processo por fim deve ser observada a regra geral de reconhecimento da receita de vendas produtos e serviços analisando se há operações registradas que não atendem aos requisitos de reconhecimento isso porque no dia-adia muitas empresas reconhecem a receita na escrituração contábil de acordo com a data de emissão das notas fiscais e isso nem sempre representa que todas as condições para reconhecimento foram satisfeitas de biasi em revista 15

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