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lendas de portugal do fundo do tempo alma lusa www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 1
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introdução o imaginário luso é pleno de história e lendas de um passado longínquo partilhado com outros povos e outras culturas mouras encantadas castelos e cavaleiros romantismo ressuscitam na voz do povo que ao redor da luz cintilante da fogueira e no crepitar de saltitantes fagulhas adquirem vida no imaginário profícuo da mente os textos apresentados nesta colectânea de lendas embora com algum rigor histórico são obra literária e alguns dos seus personagens e cenas são ficção fonte de informação voz popular cancioneiro popular autor alma lusa www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 2
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voz popular anseio popular só nos resta morrer soou a voz de d joão de portugal morrer sim disse el-rei d sebastião com a voz abafada pelo fragor da batalha mas devagar picou o cavalo e embrenhou-se entre as hostes mouras brandindo a espada bem o seguiram fiéis cavaleiros para o proteger de infortúnios que infortúnios trariam a portugal em manhãs de nevoeiro nas praias do algarve é esperado o desejado que nas terras mouras de alcácer quibir se fundiu nas brumas do tempo a longa noite começou e o povo espera e anseia lenda do desejado batalha de alcácer quibir www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 3
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Índice introdução i afonso i de portugal ii lenda de egas moniz iii lenda das amendoeiras em flor iv lenda da moura de tavira v lenda da moura de faro vi lenda da moura saluquia vii lenda das rosas viii os amores de pedro e inês ix lenda da padeira de aljubarrota x lenda do desejado epílogo www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 4
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i afonso i de portugal corria o ano de 1179 fria e nebulosa era a manhã nos seus agasalhos aconchegado o santo padre que de santo só tem o nome passeava meditativo tinha que resolver um problema na longínqua ibéria os portucalenses descendentes dos lusitanos que outrora tinham combatido os romanos e derrotado por diversas vezes as legiões de césar estavam a criar problemas e situações embaraçosas queriam formar o seu reino e lutar contra a mourama que ocupava terra cristã mas o rei de leão e castela poderoso e ávido daquelas terras opunha-se tinha mais poder e era mais interessante para os jogos políticos que alexandre iii executava em nome da santa igreja É verdade que em 1143 portugal já fora reconhecido como reino independente por afonso vii pelo tratado de zamora mas este reconhecimento escondia o desejo de afonso vii se tornar imperador da hispânia e tomar afonso i de portugal como seu vassalo desejo inocente para quem pensou que afonso i de portugal se tornaria vassalo enquanto percorria os corredores ladeados de pedra fria envolto em pensamentos de questões terrenas tocou de leve no crucifixo pesado ouro e pedras preciosas ornavam o corpo macerado de cristo e um arrepio percorreu o seu corpo com um desvio brusco www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 5
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de sua cabeça desviou o pensamento espiritual que no momento o ocupou e novamente se embrenhou na questão política que anseio leva o espírito humano a gritar liberdade e a lutar pela sua identidade bem se esse povo com tanto ardor defende a terra que é sua e quer libertar a terra cristã ocupada pelos infiéis desde séculos seja declarado e reconhecido o reino de portugal e afonso henriques seu rei vassalo da santa igreja assim nasceu portugal alma lusa bula manifestis probatum a bula rezava assim em português actual alexandre bispo servo dos servos de deus ao caríssimo filho em cristo afonso ilustre rei dos portugueses e a seus herdeiros in perpetuum está claramente demonstrado que como bom filho e príncipe católico prestaste inumeráveis serviços a tua mãe a santa igreja exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão e propagando diligentemente a fé cristã assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação deve a sé apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente em suas justas súplicas os que a providência divina escolheu para governo e salvação do povo por isso nós atendemos às qualidades de prudência justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa tomamo-la sob a protecção de são pedro e nossa e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos e para que mais te fervores em devoção e serviço ao príncipe dos apóstolos s pedro e à santa igreja de roma decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e com a ajuda de deus prometemos defender-lha quanto caiba em nosso apostólico magistério www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 6
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ii lenda de egas moniz amanhecia sob o céu cinzento de guimarães o exército leonês tomava posições em redor do fortificado castelo pressagiando um cerco longo na sua tenda d afonso vii rei de leão e castela soberano do condado portucalense que agora cercava olhava o colosso à sua frente e o movimento dos soldados nos adarves das muralhas que pela sua largura mostrava a fortaleza das mesmas a tomarem medidas defensivas as fortes torres de ameias pontiagudas não davam mostras de serem derrubadas com facilidade não se avizinhava uma empresa fácil eram estes guerreiros comandados por um indomável infante afonso henriques de seu nome filho de d henrique de borgonha conde de portucale e de d teresa filha de d afonso vi rei de leão devidamente educado por egas moniz na arte da guerra e da honra treinado por homens duros semeado no seu jovem espírito o chamado da terra que a tudo obriga e tudo pede liberdade este condado era uma fonte de preocupação para d afonso vii que aspirava ser imperador de toda a ibéria e que tivera a recusa de d afonso henriques em prestar-lhe www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 7
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vassalagem coisa que outros reis peninsulares não o fizeram motivo pelo qual se encontrava a cercar o forte castelo de guimarães e seus guerreiros homens destemidos e duros como o granito das pedras do castelo habituados às lides da guerra que campeavam pelas terras da antiga lusitânia a dar peleja à mourama que as tinha em seu poder desde sempre estes homens endurecidos tinham sentimentos arraigados de individualidade e faziam-no sentir ao rei de leão e castela em terras galegas d afonso henriques no alto da torre de menagem mirava preocupado o movimento bélico das tropas leonesas que se implantavam em redor do castelo não que tivesse receio da refrega mas porque as suas condições de suportar o cerco por muito tempo eram cinzentas como o céu que os cobria era tão forte como guerreiro como hábil nas lides da política e fez jus a essa habilidade acercou-se dele egas moniz seu aio e educador desde criança longamente conversaram e o que disseram entre eles ficou registado nas pedras graníticas que o tempo fez questão de silenciar o tempo passava e de surtidas em surtidas mantinha-se o cerco sem sinais de brandura certa manhã as portas do castelo abriram-se e egas moniz saiu em direcção à tenda real do soberano de leão e castela levava-lhe a promessa sob a sua palavra que o infante d afonso henriques lhe prestaria vassalagem como seu soberano e imperador de toda a ibéria aceitou d afonso vii a palavra de egas moniz homem mui respeitado e cuja palavra não era duvidosa apressou-se a levantar o cerco que a leoneses e castelhanos também trazia angústias e desejos de saírem daquelas terras que os atormentavam e intimamente receavam mais forte que a palavra dada era o anseio independentista de afonso henriques e seus barões o tempo passava e a promessa ficou guardada no seu registo deu afonso henriques luta a galegos e vitorioso saiu em cerneja consolidando as armas do futuro reino de portugal não se conformou o velho egas moniz cuja palavra empenhada lhe pesava no respeito despiu-se de suas vestes senhoriais e envergou o hábito dos condenados baraço ao pescoço e descalço ele e sua família dirigiram-se a toledo capital do reino de leão e castela recebeu-o afonso vii no paço real semblante carregado e pouco satisfeito com o desenrolar da situação sentia-se constrangido com o quadro que se lhe deparava e com a mais que provável independência do condado vossa majestade venho resgatar a palavra e a honra que empenhei aquando do cerco a guimarães para isso conto com vossa benevolência e deposito em vossas mãos a minha vida e a de meus filhos e esposa quão queridos eles me são mais do que a vida me vale a honra www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 8
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afonso encolheu-se ainda mais no trono forrado com manto de veludo diante da nobreza daquele homem de barbas brancas envelhecido e de cabeça baixa em sinal de respeito ponderou quem deveria ser castigado era o seu primo afonso henriques que ainda teve a ousadia de lhe dar luta em cerneja e derrotá-lo mas a este não era fácil de chegar era duro o homem sensibilizado com a atitude nobre do ancião libertou-o de seu penhor e permitiu-lhe o regresso ao condado terra de seus antepassados e de quem se considerava dilecto filho ide bom homem tomara a muitos fidalgos que me rodeiam terem a dignidade de vosso gesto certamente me sentiria mais seguro e apoiado contra a corrente do destino não posso lutar para nada me servem os exércitos quem sente o chamado da terra merece tê-la a ela pertence nuvens passaram sobre guimarães e sobre toledo castelos caíram e castelos se ergueram os segredos da história ficaram guardados na rude pedra granítica e só o vento a compartilha romântica lenda que perdura nas tradições e lendas de portugal alma lusa www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 9
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iii lenda das amendoeiras em flor dos reinos árabes do sul da ibéria o mais ocidental o al-gharb tinha a sua capital em xelbe opulenta cidade próspera e fortemente fortificada nas margens do rio arade porto seguro para o comércio que a partir da foz subia o rio vindo do norte de África a imponência das muralhas de pedra vermelha tiravam o ímpeto de conquista a quem as contemplasse tal o seu aspecto magnífico altos muros serrilhados de grossas ameias cortados por torres de vigia e barbacãs envolventes escondiam a beleza de jardins frondosos e fontes de água corrente que emprestavam frescura ao calor do sol escaldante do meio-dia centro de cultura e arte mãe de poetas e escritores as suas ruas e a beleza das suas casas atraia muitos homens de negócios para o prazer e alegria viviam felizes os habitantes da esplendorosa e forte xelbe o islão era rei e senhor desta região reinava ibn-almundin jovem e guerreiro amante das artes e da beleza amiúde saía com os seus guerreiros para manter afastadas as ameaças de vizinhos e invasores numa dessas surtidas fez prisioneiro um barco do norte da europa com os seus ocupantes www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 10
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homens fortes e de aspecto titânico loiros e de tez branca uma princesa acompanhavaos de nome gilda longas tranças da cor do sol caiam sobre os seus ombros o azul dos seus olhos rivalizava com a cor do céu do al-gharb limpo de nuvens e luminoso impressionado com tamanha beleza ficou o jovem príncipe que de amores se tomou no castelo mandou apartar dos prisioneiros a bela cativa e pô-la no paço ao seu serviço o tempo se encarregou de os unir em casamento feliz andava o príncipe com a sua amada e mais uma vez o tempo se encarregou de toldar os olhos outrora tão luzentes em saudoso olhar na vastidão do horizonte angústia dominava o espírito do jovem que de tal saudade nada sabia pediu auxílio a um dos compatriotas da bela esposa que lhe disse estar esta saudosa dos campos brancos de neve do seu país trazer a neve para tal paraíso era impossível dominava o sol e as temperaturas eram amenas um pensamento repentino fez-lhe brilhar o rosto cujo sofrimento deixara marcas plantar amendoeiras pelos campos em volta do castelo até onde a vista abrangesse floriam estas na primavera e os campos ficavam manchados de branco ao resplandecer de um dia primaveril o jovem príncipe conduziu a sua amada para a varanda do palácio e até onde a vista alcançava os campos estavam plenos de branco luz e felicidade irradiou do belo rosto e a chegada da primavera era de regozijo pelo despontar das amendoeiras em flor branqueando os campos de xelbe debaixo do céu azul iluminado pelo sol romântica lenda que perdura nas tradições e lendas de portugal alma lusa xelbe a pérola de chencir é o nome árabe da cidade que hoje é conhecida como silves foi ao tempo do algarve islâmico a principal cidade do al-gharb bela e culta foi conquistada em definitivo pelos cristãos em 1189 por d sancho i rei de portugal al-gharb significa em árabe o ocidente derivou para algarve em português o algarve foi conquistado em definitivo para o reino de portugal por d afonso iii em 1249 com a tomada de faro actual capital da província foi sempre reconhecido como reino independente mas sem autonomia os reis de portugal intitulavam-se de rei de portugal e dos algarves www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 11
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iv lenda da moura de tavira serena era a manhã desabrochava sobre as águas límpidas do rio que mansamente deslizavam para os braços do largo oceano no cimo das muralhas um vulto esbelto de mulher olhava fixamente o horizonte onde o rio abraçava a ria que de tão formosa seria de nome formosa os seus olhos negros denunciavam a origem moura norte de África terra quente era ela filha do alcaide aben fabila homem duro habituado às lides da guerra e que há bem pouco tempo em contenda com os cristãos sete cavaleiros tinham tombado às suas armas abeirou-se de sua filha e fitou o seu semblante triste e preocupado o seu arrojado empreendimento traria às portas do seu castelo o temível guerreiro cristão d paio peres correia temido e valorizado por muitos o sangue dos seus cavaleiros clamava da terra que era sua e as armas estavam adestradas para a contenda minha filha os cristãos em breve estarão às portas do castelo e a sua ferocidade em combate é por demais conhecida não garanto que consigamos levar a nossa causa à vitória as suas armas são por demais fortes e a sua causa alimenta o seu indómito espírito www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 12
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por força do meu conhecimento de feitiçaria vou encantar-te para que os cristãos a ti não possam chegar poderão ver-te no alto da torre de menagem só na noite das festas do seu apóstolo joão mas não poderão tocar-te a não ser que consigam escalar as pedras desta torre antes de o sol nascer empresa que considero impossível e pela graça de alá voltarei para o teu desencanto ambos em silêncio numa comunhão espiritual de valores quedaram-se a olhar a paisagem que em breve não seria sua amava ele sua filha e saudoso estava de sua pátria os olhos marejados fixaram-se em seu pai cujo rosto marcado pelo tempo denunciava a angústia e o sofrimento do momento em sulcos vincado meu pai não te esquecerás de mim volta e liberta-me do tormento em que vou ficar quero rever as areias do meu país natal o meu povo e o que me é querido leva-me de volta para onde eu pertenço para alegria do meu coração os dias passaram e os defensores do castelo prepararam-se para a mais que certa tormenta que se avizinhava não precisaram esperar muito tempo e o castelo estava cercado pela tropa cristã reclamavam a terra que era sua e pediam alvíssaras para o rei de portugal a contenda ficou na memória do tempo o castelo em mãos cristãs e aben fabila só pela morte não cumpriria a sua promessa nuvens passaram por cima da torre as águas corriam para o mar as pedras enegreciam ao entardecer de certo dia cavalgava d ramiro nobre cavaleiro e valoroso em armas para o castelo beirando o rio e mirando os altos muros cujas ameias sobressaiam no alto da colina inquieto estava o seu cavalo belo animal criado pelos campos da lusitânia o seu olhar rodeou a paisagem à procura de tal inquietação o sol já se tinha recolhido e a lua peregrinava nos céus iluminando a paisagem num misto de sombras e luz o seu olhar acompanhou a lua e quedou-se no alto da torre de menagem que via ele um vulto de mulher moura pelo seu trajar límpidos olhos negros pediam auxílio o seu coração bateu acelerado e o ímpeto levou-o a escalar as altas muralhas que a ansiedade não lhe permitiu chegar às portas do castelo ou fora o destino do encanto que tal ousadia criara mas como tinha vaticinado aben fabila a empresa prometia dificuldades e insucesso no seu empreendimento corajosamente e com os olhos postos na bela moura cuja tristeza assim o encorajava d ramiro trepava pedra a pedra subindo pela torre que parecia não ter fim e não tinha o tempo passou a lua circulava pelos céus e iniciou o seu declínio o vislumbre do amanhecer espreitou entre as serras no horizonte e as nuvens pararam em cima da torre cobrindo a bela moura cujo olhar se encheu de lágrimas contemplando o arrojado www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 13
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cavaleiro que triste e surpreso via a bela mulher desaparecer para mais um ciclo do seu encanto desespero e angústia alimentou o espírito do jovem cavaleiro tornou-se d ramiro bravo no campo de batalha desbaratando as hordas de mouros que contra si pelejavam castelo após castelo caíam às suas armas mas a bela moura essa alimentou o seu encanto e o seu amor nas entranhas do seu ser romântica lenda que perdura nas tradições e lendas de portugal alma lusa www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 14
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v lenda da moura de faro a azáfama era grande intramuros do castelo que emoldurava o azul da ria separada do oceano por um cordão de areia dourada lembrando a estes povos de origem árabe as paisagens da sua terra natal era ibn harun uma cidade portuária próspera e muito bem guarnecida de muralhas cidade importante do reino al-gharb e governado por um emir da dinastia almóada era este homem pai de uma bela donzela e de um menino que fazia a delícia de seus olhos amaciando o comportamento guerreiro e rude de quem está sujeito às leis da guerra e da governação no cimo da torre de menagem os vigias acompanhavam com olhar preocupado o serpentear das tropas cristãs que dos lados da serra se aproximavam da cidade as notícias que chegavam falavam de cidades e castelos que iam sendo tomadas com o avanço dos cristãos preparavam-se as defesas e quem podia sair da cidade tomava rumo para o reino de marrocos que outro caminho já não havia aos poucos os guerreiros lusos chegaram às portas do castelo e montaram arraial no largo que se expandia terra adentro mais tarde chamado de s francisco eram fortes as defesas e forte também o desejo de defesa dos guerreiros almóadas o teatro estava preparado para a www.aquariusul.blogs.sapo.pt página 15
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