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olhos bugrais vanda ferreira
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o lho para joana d arc fortes linhas delineiam profundeza marcante expressão cravada entre cílios olhos presos demarcados por vírgulas pretas nesgas serpentinas nos parênteses visuais de joana d arc pálida porcelana antiga cravejada duplamente luas negras eternizadas na imaginação dos homens reproduz eterno sono cetim de mortalha coroa sua cabeça de totem manto exagerado veste-a de importante história no escuro de seus olhos globo de multicores estrelas d amor doentio.
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e ncontro s olhos de jesus cristo Úmidas pupilas celestes globalizam humanidade cristalizam paz tantas expressões tentadas pelo homem todas mostram entrega e resignação quatro vermelhas rosas pincelaram o corpo seivaram a pele clara sem pecado bento momento espargiu farpada coroa aura de dor na cabeça de jesus cristo um jardim eterniza vestígios transparentes portas redondas dupla feita de cristal azul leveza e suavidade contrastam saída e entrada início e fim perene testamento nas milenares oliveiras.
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p auso nos olhos de mona lisa lá permanece o deboche da icoguinititude olhar mascarado por mistérios que não se rompem não se corrompem com lanças de espionagem meus olhos nos olhos de mona inquietação sucumbe invasões que eternizam curiosidade o olhar de mona lisa hipnotiza bobagem numa sábia cega aleatorizada visão desejo de beijar fica preso no sorriso introvertido de sua boca copiada de secretos desejos ao olhar mona lisa profundamente sou olhada por importâncias do desdém e mosáiquicas fantasias.
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e spio céu noturno belezas cúbicas interpretadas pelo antepassado hipotenusas medusas braços de estrelas tudo solto livre e estático À noite redondo olho na testa do céu unicórnio para invocações releituras e exercícios dos medievais espíritos ainda tem magias crença de noivas e fé da terra são jorge lá cá dragões que já não cospem fogo mesmo assim perambulam arrastando o peso dos perigos.
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p rocuro no peixe seu olhar esféricos olhos mergulhados em mistérios luas cristalinas cheias d água bolhas densas na cabeça cravejada de lascas de ouro atravessam cortam o escuro meus olhos não vêem somente o peixe me vê estimula utopias comunidade vivente em castelos grutas santas onde certamente adoram seu rei.
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c urioso olhar nos entremeios verdes procura pelos olhos do mato olhos soltos passeiam perambulando cenário poderosos espiam minha meditação assistem silenciosa comunhão refletida n água dos peixes olho bugresia canta o bambuzal lamúrias no entardecer do pensamento credo de secretas gargantas encontradas pelo vento momentos roubados pelo córrego desejos levados pela lua passeiam durante a noite para colorir o amanhã
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sinal da cruz braços abertos longos mãos que alcançam leste e oeste oeste a leste frente ao norte e verso ao sul trocam-se invertem-se tipo brisa giros para encontrar ângulos rosa do vento nuvens azuis e partes lunares;
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n o vermelho coração de bugra vejo brancura começantes desejos insaciável e ansiosa alma parindo flores idéias atitudes cheia de casos amorosos passarinhos amados aromas infiltrados no cérebro e cores cortinando s olhos rastro no campo da vida segue trilha do sangue goteja em prazeres pincela destinos alheios bugra branca disfarça suas garras felinas planta o coração na floresta para pulsar em ritmo matuto no camarote de barro desfila o futuro chega vestido de passado ri tua ao som do bambuzal sacis e cigarras
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e m terreiro campestre velhas árvores fazendo contação de segredos agregam sabedoria de raízes processo de crescimento equilibrado para cima e para baixo na terra olhos estirados espionam orvalho estrume alegria andante das formigas
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n a realidade do saci pererê assobios trinam quietude sedução noturnamente matuta desfila em passarela penumbrada dos cristais celestialmente azuis olhos fechados espionam frenesi da alma poética branca sempre virgem imaculada carente desejos ardentes buscando ser pedra dormir ao relento na terra de emas e seriemas;
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s onho de poeta quer mais que ossos e pele visa mutações sangue verde florestal seiva de planta rasgando a terra natalina flor de guavira visa prazeres de bicho de asa penas pele ou couro deseja deter a fidelidade canina o simples da felicidade por ter um dono -somente um donoalmeja sossego maternal de cadelas paridas serve colostro em devassados mamilos guarda bens preciosos território de particular jardim cala-se para contemplar estrada vazia
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v preso em meus dedos mostra o mel dos olhos elho espelho lâmina refletora foca história sobrancelha desenhada com maestria de longiquoa vaidade pés sustentam segredos escondem tatuagens estigmas de luas cheias aprisionadas em trilhas sentimentais piro grafadas em torno dos olhos construiu cofre de preservação disfarce na teia facial dores escondidas em roxas olheiras tingem a meninice do olhar restos marcos de antigas poesias feitas em jardins floridos.
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n os vitrais do córrego controladas pelo vento abrem-se passagens para luas e sois travessia de cheiros que perfumam pensamentos segredos viajeiros folhagens verdes liberam borboletas leves libélulas para amansar saudades libertar poemas e canções.
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b rilhante olho no rosto redondo do céu sempre aberto para o vento azul equilibra visões entre noite e dia olha o mundo aves águas árvores o dia tem um olhar inverso nunca é olhado agressivo olho que somente olha ofusca olhos que ousam descobrir sua íris multicor existe para o exercício da ótica que observa entorno parâmetros externos exigência de concentração dispersa mundo viral gira animais e plantas cores distribuídas na pele da terra vistas através do sol proporções carnais nas cavidades bolitas em meu rosto enxergam induzidas conquistas sedutora parceria que abre cílios.
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