Figuras&Negócios - Edição #132

 

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Figuras&Negócios - Edição #132

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carta do editor sumário editorial página aberta leitores ponto de ordem figura do mês figuras de cá reportagem cultura dossier sociedade África mundo economia e negócios em directo desporto tecnologia vida social figuras de lá recado social 05 08 14 17 18 22 26 34 36 54 66 70 78 89 90 94 98 100 104 d ois crimes duas abordagens diferentes nesta edição o mundo da droga que em angola ganha espaços largos levando com que muitos jovens hoje se tornem pelas mais variadas razões consumidores assumidos outros que se encafuam no mundo do trá co en m um crime muito latente na nossa sociedade que já não pode ser ignorado e por isso mesmo reclama o engajamento de toda a sociedade quanto muito para a minimização dos seus efeitos nefastos outro crime também não menos nefasto com arraiais montados nas nossas fronteiras é a lavagem do dinheiro e o branqueamento de capitais expliquemo-nos melhor na situação de instabilidade em que o país se encontrava as nossas fronteiras caram praticamente desguarnecidas e permitiu-se a entrada de gente de toda estirpe se os honestos vieram dar o seu braço no esforço da reconstrução nacional outros mais expertos do que inteligentes vieram descobrir caminhos para fazem prosperar o mercado negro a contrafacção en m encontrar formas sujas de facilmente ganhar dinheiro e furando barreiras da lei mandá-lo para o exterior em termos genéricos essas são algumas práticas que conformam o branqueamento de capitais que tem merecido nos últimos tempos o olho grosso das autoridades governamentais há legislação aprovada para se combater esse crime a luta tem de ser transnacional porque o crime espreita em todas as partes do mundo no brasil por exemplo trava-se uma luta sem quartel entre polícias do governo e tra cantes que se organizaram em grandes gangues e estão a causar o pânico na grande s.paulo e no seio dos seus milhões de habitantes estes e outros assuntos vão mobilizar queremos ter a certeza a atenção dos nossos leitores boa leitura capa bruno senna figuras&negócios dezembro pág 2

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dossier 36 sociedade 54 África 66 publicação mensal de economia negócios e sociedade ano 13 n º 132 dezembro ­ 2012 n º de registo 13/b/97 director geral victor aleixo redacção carlos miranda sebastião félix venceslau mateus e suzana mendes fotogra a nsimba george e samy manuel colaboradores manuel muanza juliana evangelista crisa santos rita simões joão barbosa portugal wallace nunes brasil design e paginação humberto zage e sebastião miguel publicidade paulo medina chefe secretariado e assinaturas katila garcia revisão baptista neto distribuição e assinaturas portugal logista portugal distribuição de publicações s a Área industrial do passil lote 1 a palhavã 2894-002 alcochete londres diogo júnior e16-1ld tel 00447944096312 tlm 07752619551 email todiogojr@hotmail com brasil wallace nunes móvel 55 11 9522-1373 e-mail nunewallace@gmail com produção grá ca cor acabada lda tiragem 10 000 exemplares direcção e redacção edifício mutamba-luanda 2º andar porta s tel 222 397 185 222 335 866 fax 222 393 020 caixa postal 6375 e-mails gurasnegocios@hotmail com artimagem@snet co ao site www gurasenegocios com pág pág pág pág desportofiguras&negócios dezembro 2012 pág 90 pág 3

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editorial a diplomacia activa territorial e possuidor de muitas riquezas naturais no seu subsolo um dos motivos que leva à cobiça de algumas potências ocidentais e de países vizinhos como o uganda e o ruanda atiçando para isso o con ito entre congoleses É importante fundamentalmente que se esbatam as contradições internas no país e isto requer uma rede nição das linhas mestras sobre a forma de reconciliação nacional onde não é saudável o conceito maximalista de governação deixando-se sempre a descoberto problemas que podem acirrar por qualquer acender de fósforos con itos étnicos tribais ou regionais a origem da guerra no congo é desse quilate reforçada com o apetite estrangeiro de dividir para melhor se ter acesso às riquezas naturais razão porque faz todo sentido primeiro e acima de tudo criarse a sintonia de um pensamento mesmo que contraditório mas centrado na defesa dos limites do país enquanto estado independente e soberano queremos acreditar que o papel diplomático de angola foi nessa direcção e não como se tentou passar com o to de descredibilizar a imagem do país que se ensaiava o cenário para o envolvimento militar de tropas angolanas não sendo plausível por isso mesmo injusti cável o envolvimento militar de angola no con ito interno da rdc embora razões de fronteira obriguem a uma vigilância preventiva e permanente o ministério das relações exteriores tratou de clari car a posição o cial do nosso país que defende o diálogo como prioritário na resolução do con ito e é este o desejo do povo angolano que não pode ser tido como um povo guerreiro ele sentiu na carne e na destruição das infraestruturas básicas do país o peso de uma guerra fratricida razão porque não se elege a violência para acabar com a violência mas sim o diálogo e a compreensão entre os homens no caso presente entre os políticos congoleses s armas dispararam em alerta de guerra fratricida no leste da república democrática do congo com os rebeldes que desa am o poder do presidente joseph kabila a ocuparem a região estratégica de goma o que obrigou a diplomacia da região quiçá do continente e do mundo a se mobilizar para pelo menos impedir a generalização do poder de fogo com todas as consequências que daí poderiam advir nessa ofensiva diplomática encetada foi notório o esforço de angola na concertação com os países vizinhos do congo democrático no sentido de se encontrar a solução através do diálogo e isto por razões justi cáveis angola e congo são países vizinhos partilhando uma fronteira comum extensa e a generalização de uma guerra quer de um lado como do outro obriga que ambos sintam o ricochete directo dela no caso vertente depois de alcançada a paz após longos anos de guerra fratricida um estalar da guerra na república democrática do congo teria efeitos negativos e pesados no nosso país porquanto obrigaria a uma entrada descontrolada nas nossas províncias fronteiriças de um número elevado de refugiados congoleses o que postos cá seriam os angolanos levados a gestos de solidariedade para mitigar as di culdades que os cidadãos nessa situação de deslocados geralmente vivem vale dizer que levaria a um esforço nanceiro de emergência suportado inicialmente por angola que por não estar plani cado afectaria os recursos destinados à reconstrução e desenvolvimento do país É verdade que se travou a generalização de uma guerra mas não se eliminou a origem dos problemas que volta e meia envolvem a rdc impedindo-a de um empenho seguro nas tarefas da reconstrução nacional mas essa é uma questão que requer outros envolvimentos que não só a solidariedade diplomática dos países pode resolver a rdc é um país grande em extensão figuras&negócios dezembro 2012 pág 5

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página aberta a unita continua a dizer que não reconhece a legitimidade do presidente da república josé eduardo dos santos porque não aceita o resultado das eleições está no parlamento e também o seu presidente vai ocupar o seu assento no conselho da república porque para o maior partido da oposição são aspectos diferentes as eleições na óptica de sakala não foram livres e no que a democracia permite interessa accionar os mecanismos que visam corrigir esses males com vista a salvaguardar no futuro a rectidão da democracia em angola essas considerações foram acentuadas por alcides sakala deputado e portavoz da unita em entrevista a revista figuras&negócios alcides sakala acredita que cada vez mais o seu partido se enraíza no seio da sociedade pelo que não duvida que no amanha possam vir a ser poder por victor aleixo texto adão tenda fotos figuras&negócios dezembro pág 8

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página aberta alcides sakala unita está no parlamento sem reconhecer resultados das eleições iguras&negócios a unita já está no parlamento mas continua a dizer que não reconhece a legitimidade do presidente da república dade a posição mantem-se alcides sakala a.s mantemos a mesma posição do não reconhecimento do resultado dessas eleições numa altura em que continuamos a tomar iniciativas junto do tribunal constitucional fizemos este recurso extraordinário o tribunal tem 45 dias para se pronunciar e veremos depois que posições serão assumidas diante de um conjunto de irregularidades veri cadas durante do processo e que devem ser clari cadas e fazemo-lo dentro de uma perspectiva pedagógica já que vamos passar a ter eleições regulares achamos nós que o respeito da lei é fundamental para que às eleições que se fazem no nosso país sejam credíveis mantemos esta posição fundamentalmente nesta perspectiva pedagógica a ver se nos próximos tempos se criem condições para se corrigir o que tem andado mal todos os processos eleitorais em 1992 2008 e agora tiveram problemas e precisamos incutir no país a cultura da lei f&n não existirá aí uma incongruência ao tomarem os vossos lugares no parlamento que é maioritariamente representado pelo mpla vencedor das eleições que vocês não reconhecem como justas a.s nós pensamos que estamos diante de duas questões di f ferentes uma questão é o executivo cujo titular é o presidente da república e outra é o legislativo que é o parlamento e temos vindo a dizer que a unita vai continuar a sua luta dentro das instituições poderiamos por opção estratégica não carmos na assembleia nacional mas depois não teríamos o espaço para podermos aprofundar o debate nacional que tem em vista uma série de questões essenciais da própria democracia em si da reconciliação nacional da distribuição de riquezas transparência e tudo isso só poderia ser feito dentro das instituições como estratégia que adoptamos não podíamos car de fora para se evitar pagar um preço alto para o país que é preciso evitar assim estando por dentro cria-se também alguma con ança de que a unita mantem a sua vontade política de continuar a pressionar a trabalhar para que futuros processos sejam transparentes portanto aqui não há incongruência esta é a nossa posição a assembleia é uma coisa o executivo é outra e o poder judicial também é outra coisa f&n e como ca a vossa participação no conselho da república a.s o conselho da república é o conselho da república em si onde o presidente da república representa o estado É uma instituição do estado que neste momento tem o presidente josé eduardo dos santos à sua frente e amanhã poderá ter uma outra pessoa por isso enquanto instituição do estado angolano a unita acha que tem todo o direito de participar dar o seu ponto de vista a sua opinião construtiva natu ralmente f&n então decididamente vão participar no conselho da república a.s dissemos que sim sempre que há reuniões do conselho da república a comissão permanente do nosso partido reúne-se para avaliação das questões em discussão e naturalmente haverá sempre um debate à volta disto mas por principio a unita estará sempre a dar a sua contribuição dentro das instituições não queremos car de fora deste processo temos de controlar este debate que consideramos estruturante permanente e que deveria ser inclusivo dentro das instituições f&n a unita está no parlamento digamos que para evitar a política de cadeira vazia mas vai adoptar a postura de se abster de votar em todas as iniciativas do executivo será assim a.s não pensamos que não será assim aliás já houve questões nos últimos debates em que votamos favoravelmente agora sobre o censo entendemos que os argumentos utilizados para justi car o adiamento guarda outros expedientes f&n como por exemplo a.s falta de vontade política angola tem agora dez anos de paz deram-se alguns passos para se poder avançar com a realização do censo mas os argumentos de que é período de chuva não colhe repare que existem países no mundo que têm neve quase todo o ano como a rússia mas faz-se o censo dentro do programa estabelecido pelos poderes instituídos aquí quer-se ser figuras&negócios dezembro 2012 pág 9

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página aberta diferente procura-se condicionar o adiamento do censo à perspectiva do adiamento das eleições autárquicas também dissemos que é muito negativo não se fazer o censo porque se houvesse vontade política poderia se fazer com alguma celeridade É um processo complexo mas se poderia fazer com celeridade porque depois vai ter impacto na de nição da estratégia da governação do país por exemplo hoje não sabemos quantos somos no país o que é mau f&n nesse aspecto quem ca prejudicado em primeiro lugar não é o executivo a.s É o poder e é o país na nossa perspectiva por isso é que se pudessemos andar um pouco mais depressa envolvendo a sociedade na sua dimensão multiforme acredito que em dois anos poderíamos fazer isto agora passar para mais tarde é um pouco complicado na nossa perspectiva e por isso achamos que não deveríamos caucionar esta posição do executivo por isso mantivemos a nossa posição de abstenção defendemos que dentro das instituições o debate tem de ser contínuo permanente e sobretudo dentro das instituições democráticas como é o parlamento isto permite de facto o tal processo que nós temos dito do aprofundamento da própria democracia até agora o próprio presidente da república também fala do aprofundamento da democracia É bom que haja esta visão mas é preciso que se dialogue a democracia é mesmo diálogo tem de haver diálogo para se poder avançar nas questões essenciais que dizem respeito à construção de uma sociedade como a nossa que é pós-con ito f&n -existe neste momento um muro que obstaculiza o diálogo entre o mpla e a unita ou outras forças da oposição a.s conversa-se muito pouco e é bom que se altere essa perspectiva É bom ouvir o presidente da assembleia nacional fernando dias dos santos a insistir bastante em duas questões que eu considero de essenciais vamos ver na prática como isso se concretizará mas dizia o presidente do parlamento insiste em dizer que ninguém está acima da lei e por outro lado aborda a necessidade de se procurar consensos a nível do parlamento penso que é uma estratégia nova que ele quer trazer para o debate nacional e que acredito ser útil para uma sociedade que quer ter o seu processo de paz consolidado tem agora se não haver vontade política de quem dirige e ouvir a outra parte no sentido de se procurar plataformas comuns naquilo que é o interesse nacional se não haver essa vontade criam-se outros problemas as vezes muito mais complexos há questões de interesse partidário isso nós entendemos mas há outras questões mais importantes de interesse nacional como a própria paz a democracia a reconstrução nacional a reinserção dos ex-militares f&n esta situação no congo democrático é delicada para o nosso país tendo em conta a longa fronteira que une os dois países a unita como o maior partido político na oposição não deveria emitir a sua opinião à propósito a.s nós zemos uma declaração política enquanto porta voz mas vamos ter uma reunião da comissão política do partido na próxima semana e no nal vamos emitir uma posição primeiro é preciso entender que o congo é um país grande um país que se situa naquilo que é chamado da grande diagonal dos con itos africanos e a situação dos países da África central transformou-se neste pivot que desestabiliza ciclicamente o território angola tem uma fronteira comum de tempos para cá há um ambiente de distanciamento entre joseph kabila e o presidente de angola mas a nossa visão é que se envidem esforços para se resolver os problemas dessa região numa perspectiva global não se vai para questões de expediente pontual mas que se analise a questão humana económica a dimensão política do con ito para ver se se dá um passo importante para terminar esta questão uma vez por todas angola sofrerá naturalmente por uma guerra que se alastra pelo congo e temos uma fronteira comum de 1200km pode não somos pelo envio de tropas angolanas para os congos não aceitamos se for esta a intenção do executivo que haja um debate nacional para que as posições que os partidos tomarem sejam registadas depois para a história estamos a seguir o exemplo do congo democrático aqui bem próximo onde a situação não está nada boa e que poderá ter derivações negativas para o nosso pais;temos a situação de moçambique em que dlakhama voltou para gorongosa o que se veri ca aí é que os sistemas políticos instituídos penso que não têm sido capazes de permanentemente concertar o que também acontece aqui no nosso país esta visão que trás agora o presidente da assembleia nacional é nova:ninguém está acima da lei e é preciso conversarmos constantemente porque os problemas exis figuras&negócios dezembro pág 10

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página aberta figuras&negócios dezembro 2012 pág 11

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página aberta haver êxodo de refugiados com consequências que conhecemos aliás o problema na rdc também anda um pouco à volta dos refugiados portanto não só se deve envolver os países importantes como angola e o uganda o ruanda como interessado e o próprio congo na procura de uma solução efectiva não somos pelo envio de tropas angolanas para os congos não aceitamos se for esta a intenção do executivo que haja um debate nacional para que as posições que os partidos tomarem sejam registadas depois para a história f&n como analizar esse clima de guerra que começa a generalizar-se agora em África a.s por um lado tem havido incapacidade ou melhor falta de vontade política por parte dos poderes instituídos em resolver os problemas nacionais f&n está a querer dizer falta de lideranças consequentes a.s em parte sim porque as lideranças cam excessivamente ambiciosas perdem o rumo da história cam mais ligadas a interesses pessoalizados como o nosso exemplo aqui o presidente de angola vai-se isolando dentro do partido no poder apadrinha o enriquecimento en m todos esses indicativos não são nada positivos tem faltado internamente a capacidade de liderança em resolver os problemas nacionais sobretudo de países que saiem de con itos temos por exemplo o caso dos ex-militares aqui em angola não só da unita mas das próprias fapla e da fnla É um problema ainda não resolvido f&n isto é um barril de pólvora a.s É sim um barril de pólvora um con ito adiado no congo segundo se diz alguns militares que fazem parte do m23 também sentiram-se excluídos de um pro cesso de integração em moçambique o mesmo problema o sudão depois cou dividido em dois há em algumas partes do continente africano esta subida do fundamentalismo islâmico radical também portanto a África está a se transformar num barril de pólvora e se as elites que dirigem hoje os estados africanos mantiverem-se em posições maximalistas vamos ver o alastrar de con itos de maiores proporções há que se repensar as questões nacionais há que se avaliar o processo de construção das novas sociedades africanas pós-independência para se poder criar um clima que conduza à paz estabilidade e desenvolvimento caso contrário os con itos vão continuar por muito mais tempo o que é muito mau f&n-e cabinda?para vocês a situação ca resolvida com essa visão reducionista de se ter colo cado na presidência da bancada da unita um partido tradicionalmente do sul do país um natural de cabinda a.s não longe disso cabinda insere-se nessa diagonal dos grandes con itos que começam na foz do rio zaire e vão até ao sudão entrando para o como de África cabinda está nessa diagonal e afecta naturalmente a situação de angola temos dito que enquanto cabinda estiver em guerra angola não está em paz se considerarmos que cabinda é parte integrante do território nacional nós defendemos para cabinda uma situação política de autonomia muito mais ampla à exemplo de açores e madeira esta é a nossa visão tendo em conta as especi cidades que a província tem a sua história e a própria descontinuidade geográ ca do resto do país portanto somos por uma solução que conduza a paz de figuras&negócios dezembro pág 12

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página aberta nitiva de angola e não de situações de expediente como se fez com o memorandum de entendimento para acomodar algumas pessoas f&n como está o ambiente no parlamento a.s está bom estamos a começar agora e acredito que em janeiro entraremos em velocidade cruzeiro quando começarmos a discutir o orçamento do estado temos um conjunto de iniciativas legislativas que vamos procurar incrementar consideramos que o grupo parlamentar é a vanguarda mais avançada do partido na luta política dentro das instituições como é instrumento importante vamos trazer questões relevantes que possam ajudar a consolidar a democracia e a paz para debate f&n o processo bento kangamba beliscou o mpla a.s penso que sim em certa medida procurou-se por um expediente mas ele não podia nem devia estar lá no parlamento pelos seus antecedentes en m um conjunto de situações que poderia ser evitado f&n e o leonel gomes antes membros da unita hoje da casa ce também não teve um caso com a justiça a s penso que ele tem atenuantes tanto quanto sabemos f&n e como está a saúde da unita a.s está boa temos o congresso para 2015 houve um período de alguma inde nição interna de um debate falso que veio produzir o que todos nós acompanhamos que se queria criar uma estratégia de desestabilização e fomos alertando o presidente samakuva resolveram-se os problemas internos da melhor maneira possível e penso que a unita hoje consegue ganhar espaço nessa luta democrática do país a rma-se cada vez mais como partido alternativo e com responsabilidades históricas f&n fico com a impressão que vocês vivem muito o preconceito de vitimização a.s não vivemos a política de vitimização fazemos um debate difícil no contexto difícil em que há liberdades cortadas mas a unita procura dentro das suas di culdades dizer que está presente existimos e somos incontornáveis queremos participar de forma activa na democratização do país con ito terminada esta fase estamos aqui convivemos a nal somos normais aqui há um factor novo que é a emergência de uma nova geração há uma geração que passa até por factor biológico os da guerra mas há outros que ascendem que já olham essas relações interpessoais totalmente directa hoje sente-se os mesmo efeitos da globalização em que questões politicas vão sendo ultrapassadas e as sociais vão ganhando maior amplitude no relacionamento entre as pessoas temos exemplos de quadros muito importantes que se juntaram a unita e há uma relação nova na conjuntura actual que com o andar do tempo vai se consolidando a sociedade a pouco e pouco vai se sobrepondo a essas fronteiras excessivamente partidarizadas f&n o cidadão alcides sakala já se inseriu bem na sociedade urbana luandense as eu nunca tive grandes problemas sem di culdades sempre me assumi como da unita e dentro desta base tenho amigos de varias cores políticas mesmo a nível de família tenho dos dois lados da unita e do mpla há respeito e cada um assume posições ideológicas que entender as mais apropriadas e quando há transparência há respeito e as relações humanas e familiares estão acima das políticas pelo menos eu vejo assim o problema f&n para além da política o que mais faz a.s olhe dou aulas sou professor universitário digo mesmo que estou bem inserido na sociedade porque sou professor herdando a veia do meu pai a sociedade angolana é universalizante também e os estudantes não olham para nós como elementos da unita ou do mpla mas como professores com a responsabilidade de ensinar e não de fazer política a África está a se transformar num barril de pólvora e se as elites que dirigem hoje os estados africanos mantiverem-se em posições maximalistas vamos ver o alastrar de con itos de maiores proporções há que se repensar as questões nacionais há que se avaliar o processo de construção das novas sociedades africanas pós-independência para se poder criar um clima que conduza à paz estabilidade e desenvolvimento caso contrário os con itos vão continuar por muito mais tempo o que é muito mau f&n o vosso enquadramento na sociedade urbana é que tem sido difícil a.s não diria que é muito difícil viemos de um contexto de guerra e a guerra criou esses monstros que dividiam as pessoas entre bons e maus houve uma máquina de propaganda fortíssima que fomos acompanhando durante a fase de figuras&negócios dezembro 2012 pág 13

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