Dusky Dungeon # 01

 

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Description

Interviews with: Carpathian Forest, Handful of Hate, Arum, Spell Forest, Alocer, Pagan Throne, Veuliah, HellLight, Blasphemical Procreation and Misanthropic Triumph.

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03 04 06 08 10 12 14 16 17 19 21 23 24 26 criação edição e entrevistas andré gaius colaboração vectagni pignone diagramação e arte yuri d Ávila dusky dungeon logo yuri d Ávila apresentação arum misanthropic triumph veuliah spell forest blasphemical procreation matéria les légions noires brazilian black tomb resenhas helllight pagan throne alocer what the fuck happened carpathian forest handful of hate

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apresentação o zine dusky dungeon começou a ser idealizado em dezembro de 2011 mas foi só a partir de janeiro de 2012 que comecei a firmar meus intentos e contatar as bandas a idéia de fazer um zine voltado ao black metal eu tenho há 8 anos porém só agora eu decidi concretizá-la o dusky dungeon foca principalmente o black metal porém também abrange um pouco de death metal e doom metal não tenho o intuito nem necessidade de me autoafirmar e apoiar somente bandas podronas pra mostrar que eu sou extremo true ou algo parecido tampouco sou radical ou conservador o que conta pra mim é a honestidade transmitida na música uma banda brutal tem as mesmas chances de ser medíocre e falsa quanto uma banda sinfônica ou melódica sobre esta edição as reações de muitos envolvidos com o black metal atualmente demonstram o quanto este gênero tá tomado por moralistas pessoas sensíveis e cristãos enrustidos a trangressão que existia na música pesada desde os anos 60 está dando seus últimos suspiros começou sendo sepultada no rock e agora assola o mais extremo estilo já criado a razão para isso eu não sei ao certo mas o fato é que tudo está deteriorado e o propósito primordial está cada vez mais esquecido provando que a humanidade só caminha para trás não tem mais um espírito de contestação e rebeldia em se tratando da sociedade comum então é estuprada dia após dia e fica no silêncio do conformismo as máquinas evoluem e o homem regride um dos principais elementos que causam repúdio nas dondocas do metal é o carpathian forest pelo simples fato de manter aquilo que o estilo precisa ­ extremismo impúdico o grupo deu uma pausa na carreira primeiramente se focando apenas em shows e depois decretando um período inativo e agora para o desespero daqueles que esperam que o bm defenda o futuro das crianças brancas estão de volta pra espalhar depravação e quebrar as amarras de uma arte libertadora aqui também temos os maníacos pervertidos do handful of hate que em menor grau também causam ojeriza com suas letras baseadas em bdsm além disso tenho orgulho de apresentar nessa edição bandas nacionais do mais alto nível a começar pela consagrada spellforest uma das minhas bandas prediletas outras bandas muito conhecidas do cenário underground deste país estão presentes aqui como o alocer arum e veuliah além de revelações bastante promissoras vide misanthropic triumph e pagan throne também temos grupos que estão na estrada conquistando cada vez mais seu espaço como é o caso do blasphemical procreation e helllight infelizmente tive um problema e perdi as resenhas que eu tinha feito para esta edição inicial mas tentei compensar com quatro dicas na seção brazilian black tomb que é destinada a resenhas de bandas nacionais que encerraram as atividades também tem a seção what the fuck happened que será estendida no próximo número esta seção trata de analisar bandas que lançaram grandes discos e posteriormente tiveram uma queda drástica de qualidade finalizando contei com a ajuda do camarada vectagni pignone que contribuiu com uma matéria interessante sobre o polêmico e obscuro conciliábulo francês les légions noires andré gaius gaius@oath.com

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por andré gaius após uma pausa o arum está de volta com nova formação constituída agora apenas por dois membros e planejando apresentar um novo trabalho em breve além disso o fundador marcelo miranda vocal e guitarra falou sobre seus projetos e mais detalhes acerca do arum confira a seguir 01 quando foram iniciadas as atividades do arum em 2000 a sonoridade apostada era um black metal requintado com um considerável approach melódico imbuído de marcantes passagens acústicas solos e teclados após o debut o line-up foi reformulado e a banda retornou com inhuman echoes from the shadows apresentando um estilo de black metal mais tradicional e agressivo embora com igual eficiência o que ocasionou essa mudança de direcionamento sendo que o compositor principal permaneceu marcelo miranda na verdade tudo se deu de forma muito natural mesmo porque todas as músicas do arum sou eu que componho e algumas tiveram participação de outros integrantes em algumas partes quando faço não penso muito sobre o rumo que está tomando e sim o que sinto naquele momento a diferença é mesmo do line up até porque o arum é uma banda que tocava ao vivo então como havíamos ficado como trio resolvi deixar os arranjos de forma que ao vivo não soassem tão diferentes do cd 02 por qual razão o line-up inicial foi quase que completamente alterado em tão pouco tempo você ainda mantém contato com os ex-integrantes marcelo miranda não existiu uma razão especial apenas cada um escolhe o seu caminho e o importante é que no momento em que estiveram na banda se dedicaram e deram o melhor de si temos contato sim inclusive o primeiro baterista roberto toledo voltou para a banda em 2009 mas em 2011 o baixista david suria resolveu seguir seu caminho e no momento ficamos somente eu e o roberto no arum 03 para o segundo álbum o já citado inhuman echoes from the shadows a banda assinou com o selo americano killzone records como surgiu o interesse da killzone e o que levou a abandonarem a gravadora responsável por lançar o debut foi algum tipo de problema tendo em vista que a demise records gerou uma série de transtornos que culminaram no seu fim marcelo miranda nosso contrato com a demise era somente para um álbum e foi uma parceria então não tínhamos quase nenhum vinculo com eles antes da killzone records existir já mantinha contato com o seu criador e ele quis ter o arum como o seu primeiro lançamento depois ainda lançamos o ep prelude to cataclysm em 2006 pela killzone e em 2008 o cd occult cataclysm foi lançado pela negativity records com apoio da killzone rec com eles o trabalho foi muito bom até o fim de 2006 depois em 2007 o contato foi ficando menor e enfim hoje já não temos muito contato mantenho ainda com a negativity records 04 paralelamente ao início das atividades do arum foi criado o projeto canis lupus algo muito interessante ocorreu nessa época o full-lenght tales of woghur foi lançado pela eatside records talvez a maior gravadora da europa oriental especializada em black/pagan metal outro grande marco foi o fato do canis lupus e o eldrig e.u.a terem sido as única bandas não-européias a assinarem com este selo que tem quase 100 de seu cast constituído apenas por bandas eslavas conte-nos como se deu essa parceria e avalie o resultado final de tales of woghur marcelo miranda o arum era a minha banda principal porém um amigo meu me convidou para fazer um projeto que foi o canis lupus ele compôs a história e eu fiz as músicas na época o arum teve a line up reformulada e convidei os ex integrantes para gravarem o cd e quem gravou o canis lupus foi a formação que gravou o fierce everlasting tempest já todo o contato do canis lupus quem fazia era o silvio o vocalista eu cuidava da parte musical somente até porque como disse meu tempo era dedicado ao arum e a minha principal banda de hoje o olam ein sof que nasceu na mesma época gostei bastante do resultado final do cd mas quanto a divulgação que foi feita não sei muito bem pois a banda foi um projeto e nunca tocou ao vivo a continuação de tales of woghur já está escrita e é provável que gravemos um novo cd em breve.

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05 as composições do arum mantêm o primitivismo típico do black metal porém ainda assim esbanjam um bom nível técnico quais dos membros têm formação musical vocês costumam estudar música e em sua opinião qual a importância do domínio técnico e conhecimento teórico para o estilo praticado marcelo miranda eu sempre estudei música desde que comecei a tocar sempre pesquisando aulas faculdade enfim dedico minha vida a isso e é minha profissão também os outros membros também sempre estudaram e se dedicaram muito a isso penso que independente do estilo que a pessoa toque ela pode estudar e conhecer várias coisas abrir a mente para não ser uma mera cópia principalmente de si mesma os estilos para mim são relacionados há uma questão estética gosto sentimento forma de se expressar e não somente de qualidade técnica porém a técnica e o conhecimento podem ajudar a executar aquilo que você realmente quer 06 notando as destrezas dos músicos fica claro que a influência não vem só do metal extremo quais outros estilos de música são apreciados pela banda marcelo miranda aprecio vários estilos dentro do próprio metal música erudita antiga barroca romantismo contemporânea folk músicas étnicas andina chinesa hindu árabe alguns estilos regionais do nosso país blues progressivo jazz são muitos os estilos apreciados sempre busco conhecer e vivenciar o máximo possível do que acontece no universo musical e nas artes em geral 07 outro detalhe a se observar são as letras que fogem do previsível e apresentam temas introspectivos baseado sempre na obscuridade comente sobre a temática e seus intentos ao escrever as letras marcelo miranda as letras sempre ficaram em segundo plano no arum mas quando escrevo tanto quanto os outros procuramos passar nossos sentimentos e o que pensamos sobre o tema escolhido mesmo que for criada uma fantasia é algo que de alguma forma existe para nós e gostamos também quando criamos temas introspectivos assim como algo oculto obscuro 08 na cena atual do black metal é percebível um afastamento da crueza que caracterizou o estilo cada vez mais surgem bandas optando por caminhos experimentais e versáteis de que modo você observa esse novo contexto em que o black metal se encontra considera isso uma evolução necessária para tirar o estilo da estagnação ou acha que a atmosfera sombria e os sentimentos frios são primordiais e acabam sendo prejudicados com toda essa inovação marcelo miranda cada um escolhe o seu caminho e seus limites a essência pode ser demonstrada de várias formas rebuscadas ou não quando começamos uma banda seguimos nossos ídolos queremos ser igual àqueles que admiramos depois passamos a respeitá-los e seguimos o rumo que realmente nós devemos seguir pois temos que viver nossa própria história acho importante experimentar e buscar novos caminhos e no meu entendimento isso não tira atmosfera de um estilo pode sim colaborar para novas atmosferas e sentimentos até porque os anos passam muitas coisas acontecem e se você não viveu de fato uma época por mais que ouça tudo pesquise estude não vai reproduzir igual será muito falso você tem se inspirar e fazer a sua música e aí sim colaborar para que esse estilo que você aprecia continue vivo e não estagnado e próximo ao desaparecimento 09 em 2006 o arum fez uma tour européia juntamente com os noruegueses do aeternus e mais outras duas bandas internacionais como foi a receptividade do público e o relacionamento com as outras bandas marcelo miranda foi a única experiência do arum nesse sentido e foi de grande importância para nós e para a banda o relacionamento entre as bandas foi muito bom até hoje mantemos contato principalmente com os franceses que eram do darkshine mas que hoje tem outros projetos como hardbangers e mephisto as vezes escrevo para o ares do aeternus também a receptividade foi boa lógico a tour era do aeternus mas conseguimos mostrar nosso trabalho infelizmente a agencia que fez a tour cometeu algumas falhas mas esperamos que possamos voltar a fazer outra algum dia era nossa intenção na época mas a banda quando voltou parou 10 marcelo você sempre esteve envolvido com outras bandas e projetos tendo inclusive um certo reconhecimento pelo seu trabalho folk com o olam ein sof portanto diante disso qual a importância dada ao arum e como você encara sua participação em diversos grupos marcelo miranda o olam ein sof é atualmente a minha principal atividade e a que eu mais dedico meu tempo o arum continua sendo de grande importância pois surgiu da primeira banda que montei entre 89/90 e por conta das partes acústicas dessa banda e do arum que foi que iniciei meu trabalho com o olam ein sof as duas bandas têm praticamente o mesmo tempo antes me dedicava mais ao arum e desde 2007 o oes passou a ser prioridade culminando até com uma pausa do arum uma busca natural que tive em todos os sentidos de minha existência e que com um grupo como o oes estou podendo conquistar e também tenho mais oportunidades de shows com o oes participar de outros grupos e criar outros projetos acho importante para manter o caminho do oes e do arum não de uma forma que limite pois isso não acontecerá mas de seguir o que realmente quero para esses grupos e com algumas experiências realizadas vejo que pode nascer um outro projeto ou grupo 11 após uma pausa o arum está de volta e novamente com mudanças na formação podem adiantar como anda o processo criativo e o quais são os planos em vista marcelo miranda nesse último ano não tivemos muitas atividades mas agora estamos finalizando um ep que contará com 3 novas músicas e uma intro tudo está gravado faltando apenas os vocais estão mais agressivas que nos álbuns anteriores porém mantendo a mesma essência do arum mesclando partes ríspidas com melódicas alguns blasts e mudanças de tempo desde o fim de 2010 temos o apoio de uma alemã a lady dani que está nos divulgando e esperando o novo material para fazer uma melhor promoção uma produtora nova mas que está iniciando um bom trabalho com as bandas que promove temos planos também de fazer alguns shows até uma nova tour se for oportuno e gravar um novo cd mas primeiro vamos voltar com esse ep ainda sem titulo e que será lançado pela negativity records divulgar a nova fase e assim poder definir o que faremos depois 12 agradeço a atenção e desejo força na trajetória deste digno representante do black metal brasileiro marcelo miranda valeu pelo grande apoio a nossa cena e ao arum esperamos com essa oportunidade manter a chama da banda acesa e voltar à ativa em breve teremos novidades e um novo material aos que tiverem interesse em contato escrevam para arum666@gmail.com.

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por andré gaius originalidade é a palavra de ordem quando se trata do misanthropic triumph a mais nova revelação do black metal nacional fazia muito tempo que eu não me empolgava com uma banda brasileira por isso tenho a honra de vos apresentar este promissor nome do cenário extremo war feres vocal guitarra e baixo e c.b bateria os idealizadores do grupo nos contam sobre suas intenções musicais e influências 01 saudações primeiramente gostaria que apresentassem a banda e contassem um pouco de sua história w.f tudo começou quando em certa ocasião eu e c.b que já conhecia de longa data estávamos conversando sobre bandas que curtimos idéias musicais e ideológicas que ambos tinham foi quando surgiu a idéia de fazer ensaios e desses ensaios surgiram as músicas c.b criado em 2008 com o objetivo de fugir da mesmice e focar em algo diferente do praticado no black metal nacional as mentes por trás deste são war feres justabeli e c.b ravendark´s monarchal canticle hammergoat goatrench as letras galgam na profunda misantropia/aversão aos valores mundanos ­ lê-se fraqueza além da exaltação dos elementos naturais e de todas as ferramentas as quais promovem o sofrimento/extinção ao ser humano 02 em 2009 foi forjado o split breath of deadly silence com o ravendark s monarchal canticle como surgiu a ideia de lançar este material c.b a união do útil e do agradável além da persistência e a teimosia fizeram com que este lançamento tomasse forma o fato do r.m.c ser uma banda co-irmã além do selo pertencer a um grande aliado foram também pontos preponderantes 03 riffs inspirados melodias memoráveis e de extremo bom gosto são características encontradas facilmente nas composições do misanthropic triumph músicas como the iron age massive lust e a melancólica the beginning of end já nasceram clássicas fale a respeito do processo de composição e como são divididas as tarefas entre vocês w.f sempre gostei de compor riffs sombrios mórbidos malignos e às vezes puxando tons épicos mas sem perder o peso do metal juntando tudo isso se transforma em um sentimento puramente de ódio e guerra c.b o war surge com os riffs e nos encaminha via e-mail para uma primeira audição e avaliação após isso são feitas as ponderações para encontrarmos um meio-termo deixando ambos confortáveis satisfeitos o último passo se dá na sala de ensaio onde procuramos concretizar o que foi até então falado negociado 04 a espontaneidade e a energia na execução fazem pensar que o disco foi gravado ao-vivo e a produção que parece ser analógica deixa o som ainda mais puro e honesto exalando feeling oldschool sem contar que os instrumentos também estão muito bem nivelados com o baixo exercendo um papel fundamental por que optaram por este tipo de produção indo totalmente na contramão das gravações modernas foi apenas uma decisão natural ou acham que esta crueza é inerente e essencial para o estilo w.f você citou bem quando se referiu ao termo old-school pois é exatamente o passamos para as nossas músicas e de maneira natural poucas coisas novas me agradam atualmente também penso que a tecnologia às vezes atrapalha prefiro assim cru e sem frescuras c.b em todos os meus projetos procuro realmente enaltecer o feeling em detrimento do virtuosismo calco minhas percepções nos criadores do estilo não seguidores o metal extremo atual está muito bonitinho não agride muito menos ofende os curiosos o que o torna popular e muito profissional para o meu gosto o misanthropic triumph rema contra a maré objetiva a satisfação própria enaltece a intolerância e dissemina sentimento e honestidade não existe apoio externo muito menos interesse em agradar a terceiros portanto nada mais natural que ousar dentro de nossas limitações isso já é o bastante 05 o misanthropic triumph pode ser definido como um meiotermo entre a primeira onda do black metal com toda aquela influência de heavy metal e o pagan black metal alemão devido a grandiosidade das composições com inebriantes momentos acústicos e vocais limpos além de passagens furiosas remetendo ao black/thrash do rmc uma sonoridade inédita eu diria a banda mais próxima destas características que eu conheço é o morrigan mas eles copiam demais o bathory em ambas as fases diferente do m.t que tem muita personalidade qual é o propósito musical do grupo e suas referências c.b o propósito é executar algo desprovido de regras e direcionamentos de outrora não existe qualquer tipo de presunção em ser o melhor ou mais fudido mas procurar enaltecer as nossas origens musicais não existem influências diretas em outras bandas mas confesso que tudo o que ouvimos acaba indiretamente servindo de referência para a criação dos hinos o bathory é uma grande fonte de inspiração para a banda 06 o misanthropic triumph bem como os outros projetos dos envolvidos justabeli rmc adotam temáticas ligadas à guerra várias pessoas estúpidas diga-se de passagem costumam distorcer estes temas e associá-los a um regime específico e por conseguinte ao preconceito/neonazismo comente sobre a ideologia da banda e esta corriqueira interpretação equivocada w.f além das guerras assunto este que sempre me despertou interesse e fascinação aprecio tudo o que leva a humanidade à morte a ganância daqueles que estão no poder que agem com comportamentos inconseqüentes negligentes destruindo a natureza e matando animais inocentes a hipocrisia cristã a massa submissa que não para de procriar e sujar as cidades me revolta e faz pensar onde está a honra a solução mais rápida para isso são as catástrofes naturais que morram todos e não me importo de estar incluso c.b a única certeza que possuo é que esses acéfalos não constituem o público o qual os nossos projetos almejam alcançar essa não é a essência dos abnegados do estilo quando anseio por debater sobre

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ideologia ou até mesmo julgar procuro encarar/questionar diretamente o responsável e sanar as dúvidas acho uma puta burrice crer em pré-conceitos de terceiros e não pesquisar antes de tecer comentários um exemplo clássico é o r.m.c versamos sobre a história e o orgulho por nossas terras e nunca fizemos apologia ao nacional socialismo ainda sim e versando as nossas letras em nossa língua pátria os burros insistem em nos julgar erroneamente continuem assim e não escutem nossos hinos escondidos em suas casas pois desejo que morram com sua ignorância 07 apenas dois integrantes constituem a banda no entanto ao ouvir suas músicas se percebe que não precisam de mais aliados pois a execução é impecável e a criação musical é de alto nível entretanto no que tange aos shows como vai ficar pretendem efetivar mais membros ou apenas contratados para as apresentações a propósito já realizaram shows c.b durante o segundo semestre de 2011 efetivamos mais dois membros à formação jenifer ­ guitarra e cabral ­ baixo/backings objetivando o incremento ao som e futuras apresentações ao vivo nós ainda não tocamos ao vivo 08 a cena brasileira de black metal sempre foi forte e relevante porém desde a segunda metade dos anos 2000 vem surgindo pouquíssimos grandes representantes e inúmeras bandas genéricas com uma musicalidade sofrível e clones de bandas norueguesas e suecas que não acrescentam nada ao gênero uma das poucas bandas criadas nesta época nebulosa que me chamou a atenção foi o misanthropic triumph como você vê a cena atual do black metal no brasil c.b eu não acredito na existência de uma cena propriamente dita creio em abnegados os quais perduram com o ideal de outrora feeling em detrimento ao masturbatório virtuosismo idiota atual os músicos apenas possuem a pretensão de apresentar as suas técnicas desdenham do todo a banda É cada um para si reuniões apenas para gravações em estúdio programas bons os quais deixam os instrumentos sem alma ­ esta é a cara do black metal atual não ofende apenas demonstra uma mecânica desumana w.f como já foi dito não estamos aqui para agradar ou impressionar a ninguém vejo a cena nacional com poucas bandas boas e muita picuinha e fofoca um querendo ser mais true que o outro ao invés de juntar forçar a maioria prefere criar atritos desnecessários 09 um aspecto interessante no grupo é a capacidade de fazer músicas épicas sem a necessidade de teclados orquestrações artificiais etc o que pensam a respeito desses artifícios pra tornar o som mais apoteótico embora muitas vezes o objetivo não seja alcançado cogitam utilizar estes elementos no futuro w.f não vejo a necessidade de tais artifícios no m.t penso que o uso demasiado de teclados tira a agressividades e o peso das músicas c.b isso foi extremamente instintivo assim como os objetivos os quais cercam a banda não desejamos apresentar algo repetitivo pois o misanthropic triumph representa acima de tudo uma fuga dos padrões e um laboratório para novas idéias não haveria razão em criarmos/mantermos algo similar ao que já desenvolvemos em nossas outras empreitadas 10 war você tem um vocal limpo bem expressivo e manda até falsetes competentes como desenvolveu estes atributos já fez parte de grupos de heavy metal w.f já fiz algumas aulas de vocalizações mas quando chegou na parte teórica cai fora não tenho saco para isso mas deu pra ter uma noção da coisa e na hora de cantar eu tomo um licor de cacau com whisky pra esquentar a garganta antes de dar uns berros nunca cantei em nenhuma banda de heavy metal apesar de curtir os primórdios 11 há quantas anda o processo de composição do novo material podemos esperar um full-lenght em breve e como está a sonoridade tem duas músicas no myspace que não saíram no split planejam gravá-las oficialmente c.b o debut álbum já está com as suas músicas definidas iniciaremos as gravações muito em breve e este será lançado ainda em 2012 pelo selo hammer of damnation rex a sonoridade está mais coesa e a adição de novos membros permitiu a criação de maiores variações nas músicas bem como possibilitará apresentarmos a nossa arte ao vivo w.f as duas músicas que estão no myspace são gravações de ensaios que serão regravadas e estarão saindo em um tape rehearsal intitulado triumphant misanthropy estas serão a prévia do debut álbum 12 agradeço pela entrevista espero que o grupo tenha uma carreira extensa e gloriosa c.b estamos extremamente honrados com o interesse e apoio a nossa arte aqueles os quais compactuam com esta sintam-se livres a escrever w.f nós é que agradecemos pelo apoio e iniciativa vida longa ao dusky dungeon contatos caiobildner@gmail.com e wferes@hotmail.com misanthropic triumph ­ orthodox metalambience!

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por andré gaius prestes a lançar seu segundo full-length os baianos do veuliah soltaram uma prévia do vindouro trabalho através do single lost by time enquanto muitos achavam que o grupo tinha acabado eis que ressurgem mantendo seu estilo próprio mesclando agressividade e suavidade sempre com melodias marcantes aproveitando este momento o vocalista fabio gouvêa nos fala sobre a atual fase entre outras coisas 01 o veuliah sempre esteve de certa forma ligado ao malefactor pois desde os primórdios vários ex-membros desta banda passaram pelo veuliah embora haja grande diferença têm alguns aspectos semelhantes entre ambas como o uso de vocais limpos teclados e a forte presença melódica isso se deve ao envolvimento de alguns mesmos músicos nas duas bandas e quais são as particularidades do veuliah se comparado ao malefactor fÁbio gouvÊa sim veuliah e malefactor são bandas irmãs e nossas estórias se interligam em vários momentos nosso tecladista luciano passou mais de 10 anos tocando nas duas bandas ricardo sanct também foi guitarrista do malefactor antes de entrar no veuliah mas não acho que existam semelhanças decorrentes desta permuta de integrantes não claro que existem semelhanças no fato como bem disse da presença melódica teclados e vocais limpos em ambas mas as composições são bem diferentes e a parte lírica também havia uma identificação maior das duas na execução das músicas na época que tínhamos o mesmo tecladista que acabava usando o mesmo equipamento e timbragens similares nos shows como somos grandes amigos e sempre nos encontramos para tomar umas biritas e ouvir muito metal compartilhamos influências e isso pode repercutir na hora de compormos também mas são estilos diferentes É difícil comparar e mais ainda apontar particularidades mas em modos gerais a malefactor adota uma linha mais épica com letras históricas já o som do veuliah sempre teve uma postura mais introspectiva melodias mais tristes nossas musicas hoje são bem dinâmicas mas a banda tinha algo de doom metal no início e ainda há um resquício disso no clima das nossas composições 02 em 2005 foi lançado o surpreendente debut deep visions of unreality sete anos depois de que maneira analisa o trabalho realizado nesse disco e a recepção do mesmo quais foram os frutos colhidos em função desse material fÁbio gouvÊa assim como neste novo trabalho o nosso debut demorou muito para se concretizar sempre nossos planos eram postergados por uma saída de integrante falta de grana para a qualidade de gravação que queríamos etc mas como a banda nunca parou totalmente ficávamos lapidando as músicas até o momento de registrarmos então temos muito orgulho do trabalho que fizemos claro que quando ouvimos percebemos muitas coisas que faríamos diferente hoje mas são mais detalhes técnicos de gravação timbragem e execução do que composição em si a recepção foi ótima a crítica em geral foi muito positiva principalmente da mídia especializada isso nos deu oportunidade de divulgar bastante nosso trabalho e fazer shows em diversas cidades do brasil em muitos locais onde nem esperávamos encontrar fãs da banda nos surpreendemos com o público cantando nossas músicas no entanto gostaríamos de ter espalhado mais este disco não só no brasil mas internacionalmente também temos inclusive a intenção de relançá-lo futuramente com uma nova mixagem isso dependerá da repercussão que este novo trabalho terá 03 o veuliah ressurgiu em 2011 com o single lost by time divulgando duas músicas que constarão no próximo álbum fazendo o mesmo esquema promocional que antecedeu o deep visions of unreality o que a banda pretende apresentar nesse novo full-lenght e quais serão as diferenças em relação ao anterior e o que ocasionou esse enorme intervalo de 6 anos fÁbio gouvÊa despendemos muito suor e energia neste novo disco considero uma evolução do estilo que mostramos no primeiro está mais dinâmico e marcante a composição da bateria está mais variada que no primeiro existem também mais refrões com vocais limpos ênfase em riffs e solos de guitarras e o baixo está mais presente na verdade penso que conseguimos desenvolver melhor cada instrumento nossa pretensão nunca foi mudar o nosso estilo mas sim tentar melhorar cada vez mais o que já vínhamos fazendo quem gostou do primeiro disco não deve se decepcionar sobre o intervalo basicamente deve-se ao vai e vem de baixistas e bateristas neste período o longo período que ficamos procurando baterista por exemplo atrapalhou a composição das músicas novas pois não dá para ensaiar sem bateria fizemos a pré-produção do disco com uma bateria criada no computador e chamamos o mestre thiago nogueira ex ­ headhunter dc ungodly tharsis etc para gravar que fez um excelente trabalho por sorte agora estamos com a formação fechada e com dois ótimos integrantes novos que assimilaram muito bem as músicas novas também contribuiu para o atraso a falta de tempo pois temos nossas profissões e as sessões de gravação só puderam ser feitas nos finais de semana momento que o estúdio tem menos disponibilidade de horários ainda nosso engenheiro de som/produtor jera cravo também teve que viajar bastante no período hoje mora no canadá e assim em diante o disco já está pronto há mais de um ano e até hoje ainda não conseguimos lançar pois além dos problemas do processo de gravação tivemos muitos atrasos com as artes do disco que só ficaram prontas este mês enfim foi difícil mas espero que a espera valha a pena 04 hoje a formação se encontra diferente da que gravou o único full-lenght quais foram os motivos para as mudanças ocorridas de que modo isso afetou no direcionamento atual da banda fÁbio gouvÊa na verdade como já disse a diferença foi na chamada cozinha baixo e bateria vocal teclado e guitarras continuam os mesmos desde o single black spirit de 2003 foram duas perdas lastimáveis porque leo rivas bateria e marcio medeiros baixo são ótimos músicos continuam grandes amigos nossos mas que tiveram que seguir outro rumo isto afetou bastante os

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nossos planos pois ficamos um período sem poder ensaiar fazer shows e atrasou muito o início das gravações do disco novo mas não mudou o direcionamento da banda continuamos focados compondo e seguindo o mesmo estilo anterior somente no final do ano de 2011 que conseguimos fechar uma nova formação com ricardo agate na bateria e leandro campos no baixo e esperamos que 2012 seja um ano mais produtivo para o veuliah 05 o estilo do veuliah é referido como melodic death metal um gênero que ficou estigmatizado pelo padrão de som ditado pelos representantes suecos o que originou o termo gothenburg sound no entanto a sonoridade apostada é completamente diferente daquelas bandas diante disto não acha que o rótulo atribuído gera um preconceito ou uma concepção errônea em relação ao veuliah por mais que represente algumas características de sua música o que você pensa a respeito das comparações com os grupos da mesma estirpe fÁbio gouvÊa com certeza claro que temos também a influência deles mas da mesma forma que também somos influenciados por black sabbath morbid angel dimmu borgir opeth gentle giant etc ou seja é sim uma concepção errônea não acho que nos enquadramos muito como death metal melódico nunca nos limitamos a seguir um determinado estilo dentro do metal É clichê afirmar isso mas seguimos um estilo próprio 06 percebo latentes influências de symphonic black metal principalmente em virtude dos teclados e algumas vocalizações e heavy metal o que fica evidente nos riffs que contribuem para originar um som autêntico fazendo com que a banda se diferencie bastante no cenário extremo como é desenvolvida a concepção musical fÁbio gouvÊa sim temos muita influência do heavy metal tradicional e do symphonic black metal assim como também temos influência de bandas de metal progressivo isso está mais claro neste novo trabalho acho que por sermos realmente viciados em metal ouvimos sem discriminação e admiramos bandas de todas suas variantes isso acabou tornando nosso estilo difícil de rotular pois possui elementos das mais diversas vertentes do metal 07 atualmente nos deparamos com a cena death metal cada vez mais genérica a disputa pra saber quem é o mais veloz continua sendo uma crescente no estilo tornando-o vazio desprovido de sentimento e criatividade qual a sua opinião a respeito do estilo nos dias de hoje fÁbio gouvÊa sei que é impossível acompanhar tudo que está sendo feito atualmente em um estilo para criticar e apontar uma mudança clara mas percebo também que muitas bandas estão focando mais a técnica e velocidade esquecendo do clima e brutalidade característicos do death metal sempre pesquiso lançamentos no estilo mas poucos me agradam como os clássicos que o definiram 08 um fator que chama muito a atenção no veuliah é a grande alternância vocal você encontrou dificuldades para se adaptar em fazer aquelas linhas tão versáteis ao-vivo quais são suas influências fÁbio gouvÊa antes de entrar no veuliah eu era vocalista de uma banda que seguia uma linha mais heavy/power metal além das músicas próprias que não havia vocal gutural fazíamos covers do iron maiden black sabbath savatage etc aí no veuliah desenvolvi os vocais rasgados e guturais e alternei com o que já fazia antes então foi mais fácil do que se o caminho fosse oposto não sinto muita dificuldade em variar e nunca fico rouco em ensaios e shows quando tinha uns 16 anos fiz um curso de técnica vocal para aprender a respirar melhor cantando usar o diafragma direito para não forçar as cordas vocais e tal talvez isso tenha ajudado também quanto às influências como eu já disse acima ouço todos estilos dentro do metal mas tenho uma queda maior por bandas de death symphonic black e progressive metal e acho que são as que me influenciam mais na hora de compor as linhas vocais do veuliah 09 voltando a falar do novo material como a banda pretende divulgar shows tour etc e por qual selo vai sair existe a ambição de atingir o mercado internacional com esse disco fÁbio gouvÊa vamos fazer um show de lançamento em salvador-ba e depois pegar estrada para outras cidades porém vai ser difícil fazer tour pois só temos disponibilidade para viajar nos finais de semana vai ter que ser na base do bate-volta mesmo nosso grande foco com esse disco vai ser sim atingir o mercado internacional tivemos alguma repercussão em outros países chegamos a receber email de um fã de israel mas devido mais à internet do que influência de trabalho de distribuidora como a maniac records acabou estamos ainda sem gravadora mas estamos em contato com algumas e espero que consigamos fechar algo que ajude a disseminar nosso trabalho também fora das terras tupiniquins 10 como você percebe a evolução do veuliah até os tempos atuais considera o trabalho elaborado a partir do debut uma continuação e natural evolução do que a banda vinha desenvolvendo ou o grupo se tornou completamente diferente com outra proposta sonora e novo conceito lírico o veuliah toca músicas da fase das demos nos shows fÁbio gouvÊa houve uma evolução natural sim mas não uma mudança de proposta sonora e novo conceito lírico considero nosso novo trabalho mais complexo e variado mas com a mesma identidade do deep visions of unreality a parte lírica apesar de neste disco novo ser algo mais conceitual pois as músicas estão interligadas numa mesma estória continua no estilo digamos filosófico do primeiro não tocamos músicas das demos nos shows apesar de ainda gostarmos muito delas também tocávamos até meados de 2005 daí com o lançamento do full lenght tivemos que dar prioridade para as músicas que entraram no disco quem escutar o deep visions e depois escutar o chaotic genesis este é o nome do álbum novo mesmo sem conhecer a banda saberá que se trata do mesmo conjunto porém como a banda tem mais de 15 anos as musicas das demos já soam bastante diferente do nosso estilo atual mas são ótimas músicas e temos ainda a vontade de regravá-las e lançar como um bônus em algum momento 11 os integrantes da banda possuem projetos paralelos fÁbio gouvÊa todos da banda sempre tiveram projetos paralelos bandas covers etc nunca houve problema enquanto a isso quando a conciliação é possível porém atualmente somente o nosso baterista ricardo agatte possui outras atividades musicais fora da banda ele é o baterista da behavior uma banda soteropolitana que gosto muito e acabaram de lançar um excelente debut album inclusive não sei se sabem mas behavior foi fundada por um guitarrista da primeira formação da banda leonardo pinheiro que foi do veuliah em 1996 12 estou ansioso aguardando o novo disco obrigado pela entrevista fÁbio gouvÊa nós que agradecemos espero que goste do disco!

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por andré gaius uma das maiores bandas brasileiras de black metal de todos os tempos e uma das melhores surgidas no estilo na década passada ­ apesar de ter sido criada nos anos 90 foi a partir de 2001 com o lançamento do debut que o grupo passou a ser conhecido e devidamente reconhecido em função de seu empenho em realizar um black metal extremamente profissional possuidor de grande personalidade e com uma atmosfera realmente satânica desde as imagens passando pelas letras até o som todo este êxito se deve a uma única pessoa que foi responsável por compor sozinho tudo que foi concebido por essa entidade diabólica e que hoje é o único membro falo de lord mephyr o qual parou de ceder entrevistas há algum tempo no entanto abriu uma exceção para o dusky dungeon e aproveitou para falar sobre o distinto estilo adotado no novo disco a aceitação da banda perante o público e revela como será o próximo disco 01 a spell forest lançou recentemente seu quinto full-lenght inclusus opacity e surpreendeu com uma sonoridade inesperada apresentando um som mais voltado para a música ambiente com partes orquestradas acredita que o álbum vai agradar os fãs da banda quais são as intenções com este direcionamento sonoro lord mephyr eu acredito que com certeza agradarei os reais fãs da banda aqueles que gostam do meu trabalho desde adornus satani quando pude mostrar um pouco da minha música inspiração e vontade de dividir a minha verdade sombria e a honra por estar eternamente ao lado do profano adversário mas é claro que muitos fãs que respeito e que não gostam de música clássica ou mais voltadas à ritualística não vão gostar alguns servos da escuridão que admiram a spell forest pelo seu ódio bravura música gélida e destrutiva intitulada raw satanic black metal podem não curtir mas espero que tenham respeito pela pessoa que vos fala e paciência para aguardarem um próximo trabalho e lógico também existem os idiotas fofoqueiros que adoram criticar e menosprezar os outros mas que não fazem nada nem por suas próprias vidas medíocres quanto mais por uma causa verdadeira esse álbum não é um direcionamento ou algo permanente expressa apenas uma vontade minha como compositor sempre almejei fazer um álbum somente de composições orquestrais músicas ritualísticas e texturas obscuras minha intenção é expor um lado cada vez mais digno e voltado às minhas crenças e adoração fanática quando eu idealizei tal propósito eu queria aproximar os reais satanistas que escutam o black metal como eu queria agradar as pessoas mais isoladas distantes de modismos e tendências musicais e acima de tudo não me importar com o que causaria em figuras movidas a bagunça e barulho 02 a segunda parte de lucifer rex obteve uma enorme repercussão positiva tanto no brasil quanto no exterior o conceituado webzine gringo chronicles of chaos o aclamou como uma das melhores performances da história do black metal atual e o mesmo disco ficou por um longo tempo no top 10 de recomendações da gravadora ucraniana propaganda 666 capitaneada pelos líderes de uma das bandas mais respeitadas daquele país o lucifugum segundo os mesmos devido ao elevado valor artístico sem contar as opiniões unânimes dos fãs do estilo de que se trata de uma verdadeira obra-prima mesmo diante deste sucesso a spell forest ainda encontrou dificuldades em conseguir um selo para lançar seus trabalhos posteriores o que levou a lançá-los de forma independente e apenas na internet ou foi uma decisão sua de não contar mais com o apoio de gravadoras lord mephyr fico contente de ouvir tais afirmações sobre o celebrare pois eu realmente desconhecia que as pessoas tinham gostado desse álbum inclusive ele também não teve um lançamento eu acabei o bancando inteiro e tenho centenas de cópias guardadas empoeirando por isso não acredito tanto assim em seu sucesso É um álbum que eu gosto muito mas se pudesse mudar talvez não o fizesse tão longo talvez seja uma coisa que a partir de agora me direcione a fazer álbuns mais curtos e diretos nos dias de hoje poucas pessoas conseguem ouvir e ter paciência para ficar quase uma hora e meia ouvindo o mesmo disco o que me levou a não lançar meus álbuns por gravadoras acho que em primeiro lugar por causa do mp3 que destruiu as pequenas gravadoras e pequenas bandas como o spell forest poucas pessoas compram cds hoje em dia depois eu cansei de ficar mendigando para donos de botecos gravadoras para lançar meus álbuns existem alguns caras por aí que por ter uma mísera gravadora pensam que são ídolos ou pensam que se não for por eles sua vida acabou resumindo cansei de procurar por eles cansei de mandar material e cansei de gastar dinheiro com uma coisa que era um gasto enorme eu mesmo não conseguia divulgá-lo pois não tenho contatos e nem saco pra ficar indo aos correios mandando mala direta pra gravadoras pra trocar cds etc etc etc por fim resolvi me concentrar no que eu realmente gosto fazer músicas gravá-las e mixá-las sempre fui aberto a qualquer gravadora do meio black metal desde que a pessoa tenha vontade de fazer algo sem compromissos financeiros ou se achar superior 03 ainda sobre o lucifer rex ii este álbum marcou bastante por apresentar 66 minutos de black metal imerso numa intensa atmosfera negra com uma execução primorosa uma obra monumental comente sobre a realização deste trabalho e o que significou para a spell forest lord mephyr esse álbum é especial pra mim foi uma época bem dura e sombria todos os álbuns foram produzidos em plena introspecção da minha parte mas nesse eu realmente me deixei levar por essa solidão é o álbum mais degradante e envolto em sentimento frio vingança desgosto e repúdio esse álbum é o único da spell forest que imersas nas letras existem coisas sobre minha pessoa mensagens escondidas músicas feitas para outras pessoas foi um opus infernal gravado inteiro sozinho à noite após as 23:00 horas depois de todas as minhas obrigações diárias eu ficava estudando e praticando às vezes mais de 6 horas por dia envolto sempre em minhas magias ódio desgosto e desejo de mudanças com certeza é o disco com músicas mais técnicas e difíceis de tocar com acordes de guitarras nada convencionais por conter 16 músicas enormes foi algo muito cansativo de se realizar e levou quase 1 ano inteiro de gravações talvez até 1 ano e meio se incluir as mixagens e o fato de que eu teria que concretizar todo esse processo sozinho 04 a spell forest conquistou um grande reconhecimento na cena black metal sem apoio de gravadoras trabalhando seriamente

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para divulgar a banda sem a preocupação de realizar shows e com raras aparições na mídia especializada tem alguma explicação para a spell forest ter alcançado um público tão representativo mesmo sem investir no marketing e fazendo um som desprovido de pretensões comerciais lord mephyr sim o principal é você tentar fazer algo bem feito musicalmente e apresentar um produto como um cd etc com qualidade decente acho que para a música agradar as pessoas não precisa ser exatamente revolucionária mas o mínimo que se espera é algo bem tocado com uma bateria no tempo correto harmonia certa instrumentos afinados não existe nada pior do que aquelas bandas com bateristas mancos mas tenho certeza de que o principal motivo pelo qual a spell forest é respeitada é nossa postura e de todos os músicos que já tocaram comigo de realmente curtir black metal há muitos anos em minhas letras sempre levo a sério a temática satânica às ultimas conseqüências com visuais odiosos malignos e verdadeiros um black metal que desde os primórdios desse estilo no brasil as pessoas já nos consideravam como uma banda que gostava de ter boas gravações e mixagens apesar de nosso estilo musical ser bem sujo acho que as pessoas que gostam da spell forest percebem que sou real e o que falo e toco é o que realmente faço e penso de minha vida duvido que revistas tendenciosas marketing ou qualquer porcaria desse tipo pudessem fazer algo melhor do que o boca a boca de legiões verdadeiras que admiram esse trabalho 05 mephyr você tem um projeto fora do black metal diria até fora do metal contudo a ideologia abordada ainda é o satanismo além de outros temas como misantropia etc acontece que o black metal ficou estigmatizado como sendo o estilo propício para espalhar mensagens satânicas e as pessoas acabam repudiando quando o satanismo é abordado em estilos não-metal o que é um grande equívoco ao meu ver o que você acha disso e o que pensa de bandas que abordam seriamente o satanismo fazendo um som mais leve tais como ancient vvisdom neofolk the devil s blood rock psicodélico ghost hard/heavy wumpscut e vários grupos de ebm dentre outros lord mephyr entidades diabólicas e crenças ocultas a favor da escuridão existem desde as primeiras civilizações muito antes da religião católica existir o black metal existe há aproximadamente uns 30 anos o que mais eu posso falar sobre essas pessoas que pensam que só o black metal pode ser o detentor de tal honra e dádiva sim todas as pessoas fracas falsas e interesseiras repudiam o satanismo fora do metal aliás existem milhões de pessoas no metal que quando a hora chegar vão pensar duas vezes em abandonar lúcifer é fato são apenas covardes confusos vagando com as massas espero que pra tais lixos não haja uma segunda chance acho que é muito mais difícil fazer algo sombrio e satânico fora do metal por que no metal virou a linguagem padrão ninguém liga muito pra isso só ouve e pronto conheço muitos satanistas sérios que nem sempre estão ligados ao metal eles estão ligados a música clássica em sua maioria ou estilos como dark ambient drone e eletrônico/industrial como você sabe apesar do estilo que eu mais gosto ser o black metal pois é a música que possui todas as características que tocam minha alma eu tenho um gosto musical muito amplo e perante esse gosto musical amplo digo que na verdade não sou nem um pouco eclético quanto aos sentimentos da música ou temáticas nelas passadas o que me atrai em uma boa música é seu ódio um sentimento sombrio repúdio à humanidade caos desavença vingança força rancor escuridão e acima de tudo algo sempre atrelado ao satanismo alguns exemplos do que ouço ordo rosarius equilibrio pazuzu profanum e muitas outras que não são black metal sobre as bandas citadas não me agrada a música em si mas independente disso são bandas sérias com temáticas satânicas eu sempre apoio e respeito 06 o que você tem escutado ultimamente quais são suas recomendações lord mephyr eu tenho ouvido sempre alguns clássicos do black metal anos 90 que sempre gosto muito debusy wagner frederic chopin e muitas trilhas sonoras de filmes eu recomendo o que estou ouvindo hoje celeste den saakaldte djevel glorior belli khold klabautamann nocte obducta svartrit svikt wolves in the throne room 07 ao longo da história várias bandas de black metal mudaram o seu rumo musical partindo pra algo mais experimental avant-garde e/ou eletrônico tais como in the woods arcturus ulver dodheimsgard dentre tantos outros estas mudanças quase sempre são duramente criticadas muitos falam em apelação comercial vendidos para gravadoras majors etc qual a sua opinião acerca disso costuma apreciar ambas as fases de bandas como estas lord mephyr em um mundo ideal seria ótimo as bandas de quem somos fãs sempre construíssem discos como aqueles que nos agradaram desde o início eu sou a favor de montar projetos para que os fãs não se desapontem com tais mudanças musicais por respeito a eles ou por achar a maneira correta de certo modo as bandas que você citou mudaram o som pra algo talvez menos comercial que o black metal pois existem poucas pessoas que curtem metal misturado com música eletrônica É um erro achar que esses caras estão ganhando dinheiro das bandas acima a única que realmente eu acompanho é o ulver minha banda predileta as outras não me agradam eu consigo acompanhar diferentes fases de uma banda mas nem sempre isso acontece bandas como satyricon e emperor eu parei nos primeiros e não consigo gostar dos mais recentes e essas são as minhas preferidas 08 cada álbum da spell forest apresenta características próprias adornus satani tem uma sonoridade mais limpa com arranjos ricos e dinâmicos lucifer rex i apresenta uma faceta mais ríspida e agressiva complementada pela segunda parte que dá um tom épico e atmosférico para esta proposta verum é o mais direto e frio da banda e inclusus opacity aposta na musicalidade ambient/orquestral sendo assim o que podemos esperar do próximo trabalho da spell forest já pode adiantar como vai ser a sonoridade lord mephyr você fez uma breve resenha sobre meus álbuns que é exatamente o que penso eu posso falar com mais clareza sobre a estética musical como texturas de guitarra instrumentos que pretendo usar e mixagem por que a parte das composições é algo muito relativo e pessoal de cada ouvinte mas o que imagino para o próximo álbum é algo entre adornus satani e lucifer rex um álbum com guitarras mais limpas não tão raw black metal como o verum e lucifer rex e mais parecidas com as do adornus satani músicas mais diretas outras um pouco mais trabalhadas mas em sua maioria talvez com a simplicidade do verum também penso em usar menos teclados e muito mais violões para esse álbum tudo isso pode acabar mudando dependendo do que eu sentir na hora das gravações às vezes posso gosto de colocar teclados e em outras vezes sinto falta de guitarras mais sujas é muito de hora como tudo vai ser moldado no momento tenho 8 novas músicas prontas para serem gravadas e mixadas.

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por andré gaius após uma pausa o arum está de volta com nova formação constituída agora apenas por dois membros e planejando apresentar um novo trabalho em breve além disso o fundador marcelo miranda vocal e guitarra falou sobre seus projetos e mais detalhes acerca do arum confira a seguir 01 o que fez você formar o blasphemical procreation pode nos fornecer uma breve história da banda sir necrogorphus abominus desde os sete anos de idade em 1985 que tenho contato com o heavy metal e desde então tenho vivido em prol do underground o que significa tocar editar zines ou material relacionado ao tema passei um tempo entre 1998 e 2003 morando em são paulo e convivendo com pessoas relacionadas ao metal extremo bandas como prophetic age ocultan empire of souls e outros que me fizeram cada vez mais retomar minhas atividades no black metal pois na época não estava mais tocando apenas trabalhando com artes gráficas para as capas dos discos de 2003 para 2004 quando voltei para juiz de fora minas gerais já tinha o logotipo da horda e algumas músicas prontas já esperando encontrar guerreiros competentes o suficiente para transformarem minhas visões em arte oculta concreta gravei em casa mesmo o demo blasphemy com a intenção de recrutar estes soldados para que eles já tivessem um caminho a seguir o que evitou muita perda de tempo tinha o projeto de concretizar a horda junto com alguns guerreiros que o destino afastou do mundo e acabei por conhecer king valacaüs primeiro guitarrista através de ori aiwass primeiro baterista e percebi que seriam as pessoas perfeitas para a banda e que tinham as mesmas idéias e pretenções que eu nos primeiros ensaios já gravamos a demo satanas is your only way e partimos para o primeiro evento em vitória espírito santo para começar nossa jornada contra a hipocrisia humana blasfemando através de nossos hinos depois houveram outras várias mudanças na formação 02 blasphemical procreation pratica um estilo de black metal cada vez mais esquecido por que optaram por seguir essa linha raw e suja sir necrogorphus abominus no início esta não foi uma opção e sim um caminho natural que acabou por se mostrar com o tempo minha intenção era tocar black metal e talvez algo até mais arrastado mas fomos com o tempo nos destacando por sermos sujos crus e diretos com a entrada de lord radamanthüs na horda fixamos ainda mais no som rápido e extremo que foi se tornando cada vez mais característico do blasphemical procreation por sermos mais velhos as influências acabam por ser tornar mais old school pois foi o som que crescemos cultuando 03 o grupo tem feito inúmeros shows pelo sudeste com grandes bandas do cenário nacional além de algumas internacionais como tem sido essas experiências qual foi o show mais memorável sir necrogorphus abominus sim tocamos bastante por aqui nestes últimos anos acho que é o normal para quem quer disseminar sua mensagem para tentar concientizar alguns poucos que conseguirão entender o propósito as experiências tem sido as mais satisfatórias para nós vivendo plenamente o que sempre quisemos para nossas vidas lembrando que não recebemos cachês ou visamos lucro com a cena fazemos no perrengue e na raça para podermos levar a blasfêmia para guerreiros que realmente se mostram interessados tocar ao lado do mystifier e do ocultan sempre foram vontades que acabei por realizar e abrir para o mayhem ou tocar em são paulo com o amazarak foram obras do destino que também devem ser exaltadas foram muitos shows memoráveis mas destaco um evento em areal rio de janeiro onde ao lado do sepulcro e do impacto profano tivemos uma experiência diferente para um público mínimo em meio a uma tempestade de barro porém um grande evento e uma produção muito competente os shows em belo horizonte também são bastante importante devido ao público fiel e real que comparece e à aceitação que eles tem em relação a nós 04 recentemente a banda relançou suas demos em um único lançamento no formato tape através de um selo grego e participou de um split-tape com 3 bandas internacionais que foi lançado por um selo alemão como se deu esses contatos internacionais e qual o motivo de lançar os trabalhos neste formato?

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o selo morbid count da grécia entrou em contato de repente com o convite para o lançamento de nossos 3 demos em formato k-7 no começo não levei muito a sério até porque conversávamos mais raramente porém acabou por se mostrar um selo honrado e saiu a fita com um show ao vivo em 2006 no lado-b o split com halla irã akerbeltz espanha e svartalvs alemanha foi feito a convite da horda halla que depois de tentar alguns contatos conseguiu fechar o lançamento com o selbstmord kommando produktionen da alemanha achei muita atitude do guerreiro indar vocalista e guitarrista da horda halla em concretizar este artefato ainda mais vindos de um país onde o satanismo é punido com pena de morte 05 de acordo com o myspace o debut da banda já foi finalizado quando pretendem lançá-lo e como está a sonoridade e produção comparadas as demos sir necrogorphus abominus pretendo lança-lo agora em 2012 estou com o material gravado masterizando e mixando eu mesmo devido ao atraso e má vontade além de incompetência em relação ao metal extremo em que o produtor do estúdio se mostrou 06 um fato curioso é que as gravações do debut começaram no final de 2008 e só foram concluídas no final de 2011 além de todo esse tempo ocorreram algumas alterações na formação durante esse período conte-nos como foi esse demorado processo de gravação e qual formação gravou o disco sir necrogorphus abominus nós seres humanos as vezes acabamos por criar barreiras mentais que nos impede de fazer algo acho que foi isso que aconteceu e fez com que demorássemos a pegar o material gravado como disse a má vontade do dono do estúdio também fez com que desanimássemos de ir gravar ainda temos 1 hora e meia de gravação lá que nem sei para que vou usar 07 como você vê a importância do cenário mineiro para o metal nacional a cena de minas gerais continua forte como outrora sir necrogorphus abominus sim além de continuar forte acho que o cenário de minas é e sempre foi importante para o metal extremo brasileiro sempre houveram guerreiros verdadeiros e que prezam por manter o metal extremo vivo e sincero e isso é importante pois mesmo que ajam curiosos de passagem pela nossa cena o tempo mostra quem realmente merece trilhar os caminhos obscuros também existem os que tentam derrubar quem quer fazer algo pelo underground mas estes não me atingem 08 grato pela entrevista gostaria de deixar uma mensagem final para os leitores sir necrogorphus abominus eu que agradeço pelo espaço e parabenizo pela atitude de produzir um artefato extremo e verdadeiro e deixo minha mensagem acho que cada um deve seguir seus instintos mesmo que isso signifique a destruição de seu semelhante hails contatos blasphemicalprocreation@hotmail.com

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por vectagni pignone pouco se sabe até hoje sobre os misteriosos membros do círculo francês les légions noires lln mas um legado foi deixado tornando a frança um dos países mais obscuros em relação ao metal negro o que difere a frança dos demais países em termos de black metal está resumido apenas a lln o grupo era diferenciado os membros tinham uma visão diferente um panorama singular uma forma diferente de criar suas músicas e um fator principal idiossincrasia era um ponto forte nesse grupo as imagens mostram o quanto eram singulares as diferenças notáveis pois na época existia um certo padrão de black metal não como hoje onde o gênero se expandiu e temos diversas formas de expressão outros assuntos foram abordados dentro do black metal mas naquela época o que mais se via era ocultismo e satanismo o que tornava difícil alguma tentativa de mudança de sair da mesmice entretanto a lln conseguiu isso abordando esses mesmos temas nota-se claramente o envolvimento dos membros com a filosofia principal do círculo que ia pouco a pouco se fechando e moldando o que seria um marco mesmo que brevemente desconhecido no black metal o que a lln deixou para o black metal pode até mesmo ser considerado como obras indispensáveis tendo em vista também o foco do dark ambient o que na época não era tão utilizado pelos músicos mas em uma visão histórica do gênero podemos ver bandas fortemente influenciadas pelas obras do grupo e até os dias de hoje podemos encontrar tais influências o inÍcio o grupo começou em 1987 quando alguns dos membros ainda estavam no colegial no entanto eles não fizeram música no momento em que se conheceram mas as idéias estavam presentes na mente de todos aqueles jovens que seriam reconhecidos brevemente no cenário do metal negro mais tarde os iniciantes começaram a criar músicas e foi se moldando um sentimento de recrutamento convocando outros jovens que aderiam as mesmas idéias fechando assim o que futuramente seria o círculo conhecido como les légions noires em pouco tempo já com o círculo fechado e ativo o grupo foi montando bandas entre seus membros e lançando demos em um primeiro momento a qualidade era pequena mas de modo gradativo foi se tornando melhor dentro do possível já em meados de 1992 o grupo estava fixado e no seu auge neste mesmo período os jovens músicos através desse grupo mostraram uma face nova para o mundo uma nova forma de tratar o black metal mas o que seria de fato essa nova forma as temáticas não mudavam muito o que poderia ser visto em qualquer canto do mundo na época como tema abordado nas letras na lln era encontrado também mas quem tem a chance de ouvir de conhecer de refletir sobre tais obras consegue perceber a diferença seria então uma amostra de que cada país possuía suas particularidades em relação ao black metal podemos observar também que nesta mesma época certas particularidades vinham surgindo como o pagan metal surgindo aos poucos na polônia sendo reforçado por outras correntes de religiões antigas este é o início da lln em uma visão geral uma certa formação de identidade uma diferenciação do que poderia ser considerado como mesmice da época nas visões atuais quando tratamos da palavra identidade não podemos resumir tudo ao famigerado corpse paint e as palavras de blasfêmias distribuídas em letras semelhantes se a análise for feita de uma forma mais aprofundada é evidente como a ligação entre música e filosofia era clara a grande preocupação da lln era a passagem de um testamento em forma de música uma declaração de guerra cultural um sistema de divulgação mais brutal que o normal não havia limites não havia modos de passar eis o objetivo primordial dos franceses da lln fakes e parÓdias a lln é vítima de muitos atentados contra sua verdadeira imagem houve tentativas de recriar algumas idéias as quais não eram da lln muitos músicos da frança na época tentaram passar a imagem de serem do círculo isso causou mais desconhecimento em relação ao grupo que estava cada vez mais restrito e que de certa forma não pretendia ser reconhecido por nenhum tipo de público nem mesmo aqueles que se dizem adeptos do black metal bandas como boreb hölgräpezúvzaubervörké lepetitgrëgorytvrezorkre e vorlevrunkzrevborposphinctre são projetos individuais fazendo paródias da lln o que interrompeu e muito a única imagem da lln foram as diversas falsificações que foram feitas a lln foi o grupo mais pirateado de todos os tempos da história do black metal diversas bandas tentavam seguir o mesmo caminho do grupo causando confusão entre os fãs o padrão muitas vezes era o mesmo cada vez mais presos a certos tipos de modas existentes no black metal o que seria algo a parte no black metal foi sucateando cada vez mais o nome que na frança já possuía um alicerce forte e duradouro importante ressaltar que os músicos originais do grupo lln não fizeram nenhum tipo de declaração sobre os mesmos acarretando em duas idéias 1 a falta de importância para com os casos era o fator principal da manipulação histórica do grupo 2 a mais improvável porém não descartada a hipótese de que o grupo nunca existiu e foi apenas relato de membros de bandas que se conheciam e criaram um grupo que em termos reais não existia 3.alguns músicos da época tentavam recriar círculos para tentar fazer o que a lln fazia a tempos e isso causou confusão e teria enganado pelo menos os fãs comuns para bandas atuais da lln muitas bandas que até hoje são conhecidas por serem ligadas a lln são falsas e se agregaram a história apenas se auto intitulando bandas do grupo por isso o conhecimento e o estudo das verdadeiras bandas é essencial quando se admira o grupo e principalmente para não se ter falsas concepções do mesmo também houve grupos que formaram círculos contra algumas idéias da lln uma guerra dentro do black metal francês vinha se formando en culteu noirev mortogtre vegevtre voicyb doket são exemplos o korp hate também formaram um círculo de enfrentamento à maioria das idéias que a lln seguia e em uma visão histórica essa idéia de combate que até o momento não existia dentro do gênero poderia ser até mesmo considerado como o primeiro momento em que a oposição da filosofia que servia de matéria prima

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para o black metal surgiu muitas bandas francesas também foram classificadas erroneamente como lln à sua semelhança nos estilos de arte letras fotos etc este é o caso de muitos pós-1995 principalmente com um membro da lln que foi expulso por seu envolvimento com drogas pesadas meyhna ch que foi um dos membros mais influentes e geniais do grupo ele fez parte de bandas como gestapo 666 hell militia ativa não faz parte da lln malicious secrets não faz parte da lln etc meyhna ch era o músico mais destacado do grupo o que causava certo descontentamento no restante do grupo mas que de nenhuma forma perdia para os outros em essência obscura e genialidade para fazer as músicas ele foi o líder de uma das bandas mais notáveis da lln senão a mais notável o mütiilation e hoje atua no hell militia foram tantas especulações em torno da lln que até o satanic warmaster do cenário finlandês tem o mesmo problema para usar alguns símbolos que foram eternizados por bandas da lln aqui podemos observar o quanto foi importante a existência desse grupo para o black metal mundial pode-se notar símbolos não muito comuns utilizados no grupo apesar de que atualmente são praticamente famosos pelo tempo e pelo decorrer da história do black metal e dentro da frança essa utilização dos símbolos mais conhecidos de dentro do grupo lln foi confundindo o que seria o real e principal grupo seus membros a filosofia etc a melhor forma de reconhecer obras da lln é a análise histórica não se pode encontrar melhor forma para o reconhecimento de certas obras as demos da lln produzidas e divulgadas na mesma cidade tomaram uma proporção gigantesca algo que pode ser até mesmo em uma reflexão maior a perda de controle de acesso sobre o grupo anÁlise ideolÓgica não se pode afirmar categoricamente se a religião era presente na vida pessoal de cada músico nem podemos também concluir a ligação direta entre lln e um propósito satânico por exemplo historicamente não há registros de práticas por parte dos membros mas com certeza o que foi passado na musicalidade e nas letras pode ser comparado a tal existe algo mais consistente na lln em relação a toda e qualquer cultura obscura tratando do ideal de destruição em si e não de certa forma especificando qualquer tipo de religião o que era mais ou menos padrão na época muitos fatores eram usados como justificativa da propaganda anti-humana mas não necessariamente satanista ou algo parecido deve-se observar atentamente que as mensagens deixadas são divulgações do caos da destruição e da maldade mas não podemos afirmar tal ligação com nenhuma religiosidade mesmo que estas nos levem às conclusões que pareçam óbvias tratando-se de registros históricos a religiosidade número exato de membros e número exato de registros de demos é incerto alguns sites podem definir a temática dos projetos da lln mas pesquisas podem afirmar que nada conduz a lln a algum tipo de espiritualidade apenas o pretexto utilizado por eles para determinados fins o único registro existente de um membro da lln hoje ex membro meyhnna ch é que ele como servo de satan acreditava na existência de deus mas é uma entrevista a parte não se pode conduzir tal coisa a todo o grupo sendo que o mesmo foi expulso e também citou pouquíssimas palavras em seu tempo de membro da lln pouco se sabe sobre esse grupo para falar a verdade eu que estou escrevendo esse artigo sempre fui um grande admirador da lln e me perdi em muitas partes dessa pesquisa sua forma de fazer música a filosofia que variava entre idéias milenares de destruição e que ao mesmo tempo envolvia fatores do presente É isso que diferencia a lln singularidade acima de tudo podemos observar que o grupo era metodicamente dividido cada projeto colocava a individualidade de seus membros cada membro tinha seus respectivos projetos one man band mas também se envolviam em projetos para fundirem suas idéias e cada um desses projetos tratava de todos os assuntos que eles queriam passar todo o ódio a decadência a maldição o sofrimento humano tudo de mais negativo está impregnado na lln a partir dessa afirmação a lln representa sim um dos maiores manifestos do black metal desde então mas como podemos observar ainda é desconhecida por muitos talvez por todos os fatores citados no texto ou apenas por desinteresse dos ouvintes dessa época ou até mesmo pela procura de novas temáticas de novos horizontes dentro do black metal o que de certa forma acarreta sim uma destruição da matériaprima do black metal foi como certa vez citou meyhnna ch quando o sentimento cult do black metal desaparecer todo nós estaremos mortos dentro de nosso próprio abismo quando o sentimento satanista desaparecer todos seremos apagados perderemos o valor perderemos o verdadeiro black metal ano passado estava produzindo o show de uma banda francesa e este foi um dia mais que importante em minhas pesquisas conversando com um músico e aproveitando a oportunidade única perguntei se ele tinha conhecimento de algo sobre a lln o músico me disse muitas curiosidades sobre o grupo coisas que acredito eu nunca teriam conhecimento se não fosse pela boca de um francês que viveu nessa época o músico me disse que na época era apenas um jovem e frequentava alguns bares locais diferente de nosso país segundo ele na frança as pessoas viajam de diversos lugares do país para frequentarem bares que são amplamente reservados para um único tipo de público nesse caso esse espaço era para adeptos do metal extremo na época alguns membros da lln os mais sociais vamos assim dizer frequentavam esse bar também as palavras a seguir são de responsabilidade de ulrich dagoth vocalista da banda otargos todos achavam eles muito estranhos eram como vampiros e andavam da mesma forma como se vê nas fotos sempre andavam entre si nunca conversavam com outros que não fossem do grupo e eram extremamente reservados o único lugar que se podia encontrálos era nesse tipo de bar mesmo assim eram apenas 2 ou 3 membros que podiam ser vistos em algumas oportunidades o grupo inteiro nunca foi visto junto por isso havia especulações de que seriam apenas lenda o grupo em si com tantos membros nunca existiu meyhna ch era o único que constantemente circulava em todos os eventos que ocorriam até porque tinha outros projetos fora do círculo e era mais receptivo para algumas idéias e bandas em toda a conversa o músico chamava meyhna ch de willy o nome de meyhna ch é willy russeau na frança a banda do músico o qual conversei faz muitos shows junto com meyhna ch que é lider do hell militia no final de nossa conversa ele afirmou que não se sabe de muitos dos membros que a lln desapareceu sem deixar rastros apesar de haver alguns boatos que o círculo está ativo e esperando um momento propício para retomar atividades entretanto existem até mesmo teorias que estão mortos ou simplesmente se introduziram na rotina normal com família e filhos hoje membros extremamente sociais e que deixaram o black metal de lado devido à situação que se encontra hoje a partir da afirmação de meyhnna ch algumas linhas acima podemos imaginar que o ocorrido foi o abandono do gênero mas esta seria apenas uma teoria e as pesquisas ainda estão longe de serem concluídas.

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