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histÓria da mÍdia sonora experiÊncias memÓrias e afetos de norte a sul do brasil
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pontifícia universidade católica do rio grande do sul chanceler dom dadeus grings reitor joaquim clotet vice-reitor evilázio teixeira conselho editorial antônio carlos hohlfeldt elaine turk faria gilberto keller de andrade helenita rosa franco jaderson costa da costa jane rita caetano da silveira jerônimo carlos santos braga jorge campos da costa jorge luis nicolas audy presidente josé antônio poli de figueiredo jussara maria rosa mendes lauro kopper filho maria eunice moreira maria lúcia tiellet nunes marília costa morosini ney laert vilar calazans rené ernaini gertz ricardo timm de souza ruth maria chittó gauer edipucrs jerônimo carlos santos braga diretor jorge campos da costa editor-chefe
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organizadores luciano klöckner nair prata histÓria da mÍdia sonora experiÊncias memÓrias e afetos de norte a sul do brasil porto alegre 2009
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© edipucrs 2009 capa vinícius de almeida xavier edição luciano klöckner jornalista registro profissional 4.612 revisão márcio gastaldo diagramação gabriela viale pereira dados internacionais de catalogação na publicação cip h673 história da mídia sonora [recurso eletrônico experiências memórias e afetos de norte a sul do brasil org luciano klöckner nair prata dados eletrônicos porto alegre edipucrs 2009 558 p sistema requerido adobe acrobat reader modo de acesso world wide web
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autores adriana gomes ribeiro adriano charles cruz aidil brites guimarães fonseca alvaro bufarah junior ana paula rabelo e silva anderson david gomes dos santos bruno araújo torres claudia quadros debora cristina lopez eduardo vicente ermina larissa de aquino moura teixeira erotilde honório silva flávia lúcia bazan bespalhok francisca Íkara ferreira rodrigues francisco de moura pinheiro hélcio pacheco de medeiros graziela mello vianna ibrantina guedes de carvalho lopes izani mustafá jackson de moura oliveira joão batista de abreu júlia bertolini juliana oliveira andrade lígia teresinha mousquer zuculoto luana amorim gomes luciana miranda costa luciano klöckner org luiz artur ferraretto marcelo kischinhevsky maria cláudia santos naara lima normande nair prata org paula catarina de almeida costa rakelly calliari schacht tarciana de queiroz mendes campos ticiana lorena acosta martins valci regina mousquer zuculoto vera lucia spacil raddatz waldiane de Ávila fialho wanir campelo
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agradecimentos pelo apoio e incentivo agradecemos aos professores da universidade de fortaleza/ce unifor erotilde honório silva valkíria kneipp e kátia patrocínio bem como ao funcionário aderson sampaio.
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sumÁrio prefÁcio mídia sonora e a sua inscrição na história cultural da mídia brasileira 11 marialva carlos barbosa apresentaÇÕes um inventário para completar a história do rádio 14 ana baum revolução pacífica 15 luiz artur ferraretto abertura mídia sonora uma comunidade de pesquisa e de afeto 16 luciano klöckner nair prata capÍtulo 1 rádio e memória sá se si só sucesso paulo limaverde e a inovação do rádio cearense na década de 1960 19 ermina larissa de aquino moura teixeira erotilde honório silva no ar a voz do produto um panorama histórico da publicidade radiofônica mineira 33 graziela mello vianna panorama do rádio em belo horizonte 51 nair prata história sonora de uma cidade belo cenário para um novo horizonte radiofônico 76 wanir campelo memória do rádio regional na fronteira noroeste do rio grande do sul 93 vera lucia spacil raddatz a popularização do rádio no ceará na década de 1940 106 francisca Íkara ferreira rodrigues erotilde honório silva rádio livre 91.50 fm 20 anos de uma experiência de comunicação contrahegemônica no dial 130 marcelo kischinhevsky
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segunda cadeia da legalidade a resistência ao golpe militar de 1964 que não passou para a história 146 luciano klöckner glenn gould e as transformações históricas do documentário radiofônico as contribuições de um músico 161 lígia teresinha mousquer zuculoto histórias de vida e aprendizagem a memória do rádio a partir do relato de ouvintes septuagenários 175 joão batista de abreu júlia bertolini capÍtulo 2 rádio e educação ensinar para educar educar para servir à pátria a rádio-escola municipal do rio de janeiro prd5 motivações influências e técnicas de comunicação 201 adriana gomes ribeiro o rádio e a memória afetiva dos participantes do meb no rio grande do norte217 adriano charles cruz aidil brites guimarães fonseca a rádio-escola no contexto de adolescentes do semiárido cearense 227 luana amorim gomes audiolivro uma experiência vivenciada por graduandos de comunicação social 239 ana paula rabelo e silva capÍtulo 3 rádio perfis e música chico anysio um radialista polivalente 251 alvaro bufarah junior as memórias de eduardo campos e a sua atuação no rádio cearense 265 jackson de moura oliveira erotilde honório silva de washington luiz amaral 282 luiz artur ferraretto o riso no brasil o caminho para a gargalhada radiofônica 299 ticiana lorena acosta martins erotilde honório silva
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forró e ai história e memória nas ondas do rádio 319 ibrantina guedes de carvalho lopes o rádio e o disco em são paulo a trajetória do grupo eldorado 332 eduardo vicente capÍtulo 4 rádio política e comunicação pública o movimento de democratização do rádio no panorama latino-americano 348 bruno araújo torres as influências históricas da fase ouro do rádio comercial brasileiro nas emissoras do campo público uma estação estatal comanda o espetáculo 365 valci regina mousquer zuculoto rádio comunitária x democratização dez anos de trajetórias descontínuas 381 hélcio pacheco de medeiros os símbolos da floresta na voz do rádio 396 francisco de moura pinheiro rádio pública e política depoimentos sobre a rádio difusora de alagoas 410 anderson david gomes dos santos naara lima normande rádio na cidade de jaguaribara mediações no sertão que virou castanhão 422 tarciana de queiroz mendes campos o local e o global na rádio itatiaia 432 maria cláudia santos igreja e comunicação a experiência católica passagens pelo tradicional o popular e o moderno 449 juliana oliveira andrade capÍtulo 5 rádio jornalismo e tecnologia marcos tecnológicos do radiojornalismo no brasil uma revisão histórica 466 debora cristina lopez a memória do rádio na internet 483 claudia quadros rádio web o mundo é logo ali 499 luciana miranda costa paula catarina de almeida costa
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do rolo ao computador em busca da linguagem própria a história do feature radiofônico 517 rakelly calliari schacht flávia lúcia bazan bespalhok rádio e as inovações tecnológicas em joinville 532 izani mustafá rádio digital entre montanhas os testes em minas gerais 545 graziela mello vianna waldiane de Ávila fialho
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prefÁcio mídia sonora e a sua inscrição na história cultural da mídia brasileira fazer o texto inicial de um livro que reúne pesquisadores que se dedicam ao estudo dos processos históricos envolvendo os meios de comunicação é sempre uma tarefa ao mesmo tempo prazeirosa e de muita responsabilidade nesse texto que abre uma coletânea enfocando múltiplos aspectos históricos da mídia sonora no brasil parece claro que daremos uma espécie de corpo diretivo à obra enfeixando-a com as expectativas que o leitor encontrará nos capítulos que se seguem o prefácio funciona como um pré-texto nos dois sentidos do termo um texto que antecipa e que serve como uma espécie de pretexto para aqueles que o produzem dizer o sentido dos caminhos teóricos envolvendo a questão central do livro esse portanto é o sentido desse prefácio envolvida com a questão histórica dos meios de comunicação há mais de duas décadas tenho repetido sem cessar que a história da mídia enseja sempre a reflexão e a pesquisa empírica sobre sistemas de comunicação envoltos em processos históricos o que esta frase de fato significa falar em história dos meios é referir-se aos múltiplos atores envolvidos no ato comunicacional e nos sistemas dinâmicos que materializam a ação num amplo circuito de comunicação que envolve ações diversas performances múltiplas atos culturais duradouros entre outras possibilidades teóricas mas é também se referir aos processos históricos isto é à condição de que cada ato humano se realiza num mundo repleto de historicidade no qual estão envolvidos não apenas ações que marcam rupturas mas também atos que configuram continuidades a história faz-se do acontecimento que eclode na duração como as espumas visíveis do mar revolto a que se referia fernand braudel mas também das ações duradouras que perduram e que indicam as continuidades históricas por acreditar nesse postulado fundamental defendo há anos uma história feita não de fatos e personagens singulares mas de atos anônimos que do passado chegam até o presente sempre sob a forma de vestígios e sinais.
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12 luciano klöckner nair prata orgs a história também não fala do passado por mais paradoxal que possa parecer essa afirmação os atos comunicacionais dos homens do passado deixando marcas duradouras mostram a passagem desses homens e mulheres anônimos e indicam hoje a partir dos valores que temos no presente a sua passagem e o significado de ter passado É esse significado e esse ato comunicacional que a história da comunicação busca interpretar isso porque não queremos trazer o passado para o presente mas apenas dar a este tempo que denominamos ido uma interpretação repleta ao mesmo tempo de verossimilhança e de representância ou seja como a história tem a autoridade para falar do passado mesmo que jamais possamos trazer o verdadeiro passado para o presente trazemos sempre o passado possível e verossímil esse passado narrado reveste-se do significado de ser o único possível É a autoridade da história que dá ao passado o sentido de veracidade essas linhas introdutórias servem portanto para demarcar de que história estamos falando de uma história que reconstrói traços rastros e restos dando a eles um significado particular e permeado pelo horizonte interpretativo e quando isso se refere a uma mídia que faz do sentido das práticas orais a definição do próprio meio como é o caso do rádio e de outras mídias sonoras outra questão salta aos olhos do pesquisador estamos falando de um mundo cultural que emerge em atos contínuos na longa duração e que é fundamental para a própria constituição histórica da mídia no brasil falar em história da mídia sonora portanto é referir-se ao complexo sistema de comunicação que envolve necessariamente escutas e partilhamentos em torno de universos culturais comuns e que constitui a gênese dos sistemas comunicacionais brasileiros imersos em práticas orais distantes do letramento ingressando na oralidade secundária se quisermos aqui nos valer da conceituação de ong sem passar necessariamente pelo letramento razão pela qual na sociedade brasileira estamos tão afetos à oralidade do mundo as práticas comunicacionais desse território que hoje denominamos brasil sempre foram relacionadas a um mundo de ouvir dizer e de sons que corriam de boca em boca hoje diante de novos universos tecnológicos continuamos escutando os sons longínquos dessa história
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história da mídia sonora 13 que se fez pelas práticas da oralidade e pelos sentidos construídos em trocas que colocavam sempre em cena a sonoridade do mundo É portanto um pouco dessa história que os textos aqui reunidos trazem para o presente produzindo um significado que só será completado pelo universo interpretativo dos que partilharem essas múltiplas histórias portanto esse prefácio é também um convite para ingressar num mundo em que a história é também a chave teórica e epistemológica para a compreensão dos sentidos do presente profa dra marialva carlos barbosa presidente da associação brasileira dos pesquisadores de história da mídia rede alcar
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apresentaÇÕes um inventário para completar a história do rádio É com enorme satisfação que apresento este e-book organizado pelos professores luciano köckner pucrs e nair prata uni-bh coordenadores do grupo temático história da mídia sonora da rede alfredo de carvalho alcar este é o terceiro livro do grupo e registra o esforço coletivo de pesquisadores que anualmente vêm se reunindo em congressos nacionais em diferentes estados brasileiros assim como os dois anteriores vargas agosto de 54 a história contada pelas ondas do rádio e batalha sonora o rádio e a segunda guerra mundial representa a coleta de novas informações a interpretação e a análise crítica sobre episódios personagens e emissoras que constituem a história do rádio no brasil o objetivo do gt é fazer um inventário do mais popular meio de comunicação do país a partir de documentos entrevistas com testemunhas material sonoro contribuindo desta forma para uma nova escrita dessa história o gt foi criado em 2003 pela professora sonia virgínia moreira uerf e de 2004 a 2008 eu tive o prazer de coordená-lo acredito que a paixão pelo rádio a dedicação ao trabalho de investigação e o entusiasmo com cada novo detalhe encontrado características deste grupo de pesquisadores reforçam a difícil trajetória de resgatar o protagonismo da mídia sonora em nossa sociedade este livro é mais um dos resultados alcançados neste percurso de memória pouco preservada boa leitura ana baum coordenadora do gt mídia sonora 2004-2008
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