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quarta-feira 01 de setembro de 2010 av ho chi-min nº 111 r/c telefone 304499 fax 321690 email:maputo@lusa.pt este é o ducentésimo quadragésimo quarto dia do ano faltam 121 dias para o termo de 2010 será notícia maputo e matola manifestação pelo aumento do custo da vida moçambique/confrontos maputo mais calma maputo a situação na capital moçambicana desde a manhã de hoje palco de manifestações e confrontos está mais calma no início da tarde constatou a lusa numa ronda por maputo na zona da rotunda da omm organização da mulher moçambicana já perto da zona nobre da capital das embaixadas e de organizações internacionais que chegou a ser palco de confrontos e pilhagens a situação era de absoluta calma ao início da tarde também no bairro de magoanine onde se registaram muitas pilhagens durante a manhã a situação é calma ouvindo-se apenas tiros esporádicos na zona vêem-se grupos de jovens a beber cervejas provavelmente as que foram pilhadas durante a manhã também dentro de maputo na zona do alto maé onde esta manhã foi incendiado um automóvel e havia manifestantes no início da tarde apenas se viam caixotes de lixo espalhados pelas ruas a zona da baixa de maputo também vive uma tarde calma com todos os estabelecimentos fechados e quase sem trânsito e com poucas pessoas nas ruas a stv televisão privada e que esteve em direto durante a manhã passou à programação normal a rádio de moçambique do estado desvalorizou os acontecimentos a televisão de moçambique está a transmitir um jogo de futebol entre moçambique e nigéria disputado no ano passado o canal estatal deu pouca relevância aos confrontos no seu noticiário das 13:00 destacando a reação do ministro do interior que considerou os acontecimentos de hoje como atos de vandalismo pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital moçambique/confrontos avião da tap prestes a partir de maputo lisboa o avião da tap que esta manhã ficou retido em maputo devido aos protestos que decorrem nas ruas moçambicanas está prestes a sair disse à agência lusa o portavoz da companhia aérea o voo era para sair às 08:00 tem algumas horas de atraso mas agora já estão reunidas todas as condições e está em vias de saída disse o porta-voz da tap antónio monteiro sem precisar se estão a embarcar todos os passageiros o avião da tap não saiu à hora prevista porque a tripulação que deveria fazer o voo ficou retida no hotel tendo conseguido chegar depois de ter sido aberto um corredor disse à lusa fonte gabinete do secretário do estado das comunidades foi aberto um corredor para que a tripulação da tap que chegou hoje possa sair e a que a vai substituir esta possa chegar ao aeroporto afirmou a mesma fonte o embaixador de portugal na capital moçambicana mário godinho de matos disse à lusa ao início da manhã que a estrada de acesso ao aeroporto estava cortada afirmando desconhecer quando seria reaberta o diplomata disse ainda não ter ideia de quantos portugueses estariam no aeroporto à espera de regressar a portugal muito provavelmente muitos não terão conseguido ainda chegar ao aeroporto afirmou pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares e populares que surgiram na sequência dos protestos iniciados hoje de manhã contra o aumento dos preços dos bens essenciais os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital moçambique/confrontos criadas condições para avião da tap regressar governo lisboa o secretário de estado das comunidades disse hoje que os serviços diplomáticos portugueses em maputo moçambique estão a acompanhar a situação na cidade e sublinhou que estão criadas as condições para o avião da tap regressar a portugal creio que estão criadas as condições para a normalidade designadamente para o voo que estava previsto realizar-se da tap disse antónio braga à agência lusa falando à margem de uma reunião com o sindicato da construção civil e obras públicas de portugal o governante acrescentou que foram também criadas condições para a tripulação poder chegar ao aeroporto e retomar o seu trabalho normalmente o secretário de estado referiase ao corredor que foi criado para permitir que a tripulação da tap que estava num hotel conseguisse chegar ao aeroporto uma vez que a estrada de acesso estava cortada por causa dos protestos quanto aos portugueses que estavam retidos no aeroporto antónio braga disse que estão bem e que neste momento também têm desbloqueadas essas dificuldades a situação está a ser acompanhada pelos nossos diplomatas no
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terreno designadamente pela embaixada e pelo consulado mas a informação que temos é que não há nenhuma questão quer de segurança quer de outra natureza com esses nossos concidadãos acrescentou pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital protestos em maputo são um rebentamento pelas costuras mdm lisboa os protestos que hoje ocorreram em maputo significam um rebentamento pelas costuras de uma situação que já era esperada disse em declarações por telefone à lusa josé manuel de sousa porta voz do movimento democrático de moçambique mdm É um rebentamento pelas costuras já havíamos feito ver e entender às pessoas que lidam com estas coisas que o nível de vida tinha subido bastante que as populações não iam aguentar e a qualquer momento poderia repetir-se o que aconteceu em 5 de fevereiro passado considerou o porta voz deste partido da oposição pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital para o mdm os acontecimentos desta manhã na periferia e na capital moçambicana não constituem uma surpresa o sentimento do mdm é que esta situação é muito triste e lamentável o nosso apelo vai no sentido de que as pessoas que estão à frente do estado moçambicano encontrem formas e maneiras para que efetivamente este sofrimento não seja tão evidente sublinhou josé manuel de sousa É importante e extremamente urgente encontrar políticas adequadas para que cada vez que haja alguma subida dos combustíveis a nível internacional se possam encontrar caminhos internamente para que estas subidas não se façam refletir no zé povinho passe o termo e que não tenha muita influência naquilo que é o básico das nossas populações que é o pão acrescentou o porta voz do mdm referiu que a situação é sobretudo preocupante nas cinturas das cidades onde as pessoas já não aguentam novos aumentos dos produtos essenciais já com os preços anteriores as populações viam-se à nora para conseguir o essencial para a sua família agora com este aumento não é possível sustentar previa-se esta manifestação a qualquer momento que é justa do ponto de vista legal está prevista na constituição da república mas como mdm estamos contra a vandalização isso é mau concluiu galp registou uma tentativa de vandalização de posto e mantém estações encerradas lisboa as estações de serviço em maputo estão hoje todas encerradas incluindo as da galp energia que registou uma tentativa de vandalização de um dos seus postos na capital moçambicana revelou fonte oficial da empresa a rede de retalho da galp energia é composta por 30 postos de abastecimento espalhados por todo o país dos quais 13 em maputo no resto do país não temos notícia de qualquer incidente em maputo não há nenhuma estação de serviço aberta nem da nossa rede nem qualquer outra disse à agência lusa fonte oficial da petrolífera registaram-se tentativas de vandalização no caso da galp aconteceu em apenas um posto adiantou a mesma fonte de manhã houve estradas cortadas e lojas vandalizadas a polícia disparou contra os manifestantes pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital confrontos ministro do interior fala em vandalismo e pede calma maputo o ministro do interior de moçambique josé pacheco considerou hoje vandalismo os protestos contra o aumento de preços que estão a ser caracterizados por saques aos estabelecimentos comerciais afirmando tratar-se de atos ilegais estamos perante atos de vandalismo a incidir sobre cidadãos honestos e trabalhadores que veem os seus bens pessoas a serem danificados ou pilhados por malfeitores disse josé pacheco à rádio moçambique desde as primeiras horas de hoje as cidades de maputo e matola estão debaixo de protestos populares contra o aumento de preços ações que já causaram pelo menos seis mortos e várias dezenas de feridos segundo fontes hospitalares moçambicanas josé pacheco considerou essas ações como atos de desacatos à ordem pública com capa de manifestação os quais são lamentáveis e condenáveis por serem por um lado ilegais e pelo seu carater violento o governo tem mecanismos de diálogo permanente com a sociedade civil nomeadamente através da presidência aberta levada a cabo pelo chefe de estado armando guebuza apelamos à calma e serenidade de todos apelamos à colaboração de todos respeito e apoio da prm disse o ministro do interior moçambicano questionado pelos jornalistas o ministro disse que agora a situação está controlada pela polícia a lusa questionou a presidência da república sobre os protestos mas foi dito que para já não há comentários polícia dispara contra manifestantes vários feridos maputo a polícia moçambicana disparou contra os manifestantes que hoje estão nas ruas de maputo e há vários feridos constatou a lusa em alguns bairros da capital de moçambique não é possível quantificar o número de feridos ou a existência de mortos embora alguns órgãos de comunicação social falem de pelo menos dois mortos duas crianças na zona do aeroporto a televisão stv já mostrou imagens de alguns populares baleados bairro de magoanine vive autêntico caos lojas a ser saqueadas maputo o bairro de magoanine arredores de maputo moçambique vive hoje momentos de caos com lojas a serem saqueadas por populares e estradas cortadas há pessoas a correr por todos os lados pneus a arder muito fumo e as estradas estão cortadas com pneus e grandes pedras constatou a lusa no local das várias lojas a lusa viu populares a sair carregados de caixas de cerveja mas também com refrigerantes e arroz no local não é visível grande aparato policial e só a dependência do millennium bim está a ser guardada por dois polícias o bairro de magoanine foi o epicentro dos protestos de há dois anos quando as pessoas também saíram à rua contra o aumento do custo de vida o protesto de hoje que começou de madrugada com a greve dos transportes públicos chapas deve-se também ao aumento do custo de vida hoje aumentam os preços da água e da luz há relatos de estradas cortadas e lojas vandalizadas há um número não determinado de feridos no centro da cidade de maputo
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não há praticamente trânsito e as lojas foram fechando ao longo da manhã com as pessoas a tentar agora regressar a casa no bairro de magoanine um popular lamentou à lusa que haja pessoas que se estão a aproveitar do protesto para praticarem atos de vandalismo Às 10:30 de maputo 09:30 de lisboa todas as entradas na capital estão cortadas protestos chegam ao centro de maputo maputo os protestos contra os aumentos dos bens de consumo chegaram ao centro de maputo moçambique com relatos de tumultos em locais como a avenida de angola ou bairro coop a avenida de angola centro da cidade está cortada ao trânsito e há pneus a arder tendo sido apedrejado um autocarro no bairro da coop segundo a imprensa há relatos de tiros jorge kalau o chefe da polícia de moçambique disse que a corporação irá fazer tudo para reprimir as manifestações os protestos começaram na manhã de hoje nos bairros periféricos devido ao aumento do custo de vida hoje mesmo aumentaram os preços da água e da eletricidade no centro da cidade há estabelecimentos a encerrar alguns dos bancos estão já encerrados polícia prende manifestantes na zona do aeroporto maputo a polícia começou hoje a prender manifestantes na zona do aeroporto de maputo ao mesmo tempo que escolta carros particulares e veículos dos transportes públicos de moçambique tpm apedrejados por grevistas na zona do aeroporto da capital de moçambique segundo fontes contactadas pela lusa apesar dos disparos e de a polícia já ter começado a prender manifestantes há carros a chegar com mais manifestantes e há ambulâncias no local contactado pela lusa afi da costa do banco de urgência do hospital central disse que até ao momento deram entrada no local dois feridos ligeiros na sequência das manifestações as ruas que ligam os arredores da cidade ao centro de maputo estão bloqueadas desde cedo por manifestantes as bombas de gasolina da periferia estão fechadas e há muitos carros da polícia a circular e agentes a disparar para o ar na tentativa de manter a ordem na cidade da matola ao lado de maputo algumas lojas começaram a ser invadidas e saqueadas disse à lusa outra fonte não há portugueses envolvidos nos protestos governo lisboa o governo português não tem conhecimento de quaisquer portugueses envolvidos nos protestos que hoje decorrem em moçambique não temos conhecimento de qualquer português que tenha sido envolvido de qualquer maneira nas manifestações disse à agência lusa fonte do gabinete do secretário de estado das comunidades o protesto de hoje que começou de madrugada com a greve dos transportes públicos chapas deve-se ao aumento do custo de vida hoje aumentam os preços da água e da luz há relatos de estradas cortadas e lojas vandalizadas a polícia está a disparar contra os manifestantes e há um número não determinado de feridos no centro da cidade de maputo não há praticamente trânsito e as lojas foram fechando ao longo da manhã com as pessoas a tentar agora regressar a casa confrontos sindicato dos trabalhadores rejeita responsabilidades na organização dos protestos maputo a organização dos trabalhadores de moçambique otm descartou qualquer responsabilidade pela organização dos protestos que estão hoje a decorrer nas ruas de maputo contra o elevado custo de vida os sindicatos não organizaram a manifestação garantiu o porta-voz da otm francisco mazoio apesar de admitir que a organização sindical estava ciente do descontentamento dos moçambicanos relativamente ao aumento exponencial de alguns bens e serviços em declarações à lusa o responsável adiantou que existiam já rumores de que estaria a ser preparado um protesto para os moçambicanos expressarem o seu descontentamento os protestos não foram espontâneos as pessoas foram convocadas para aderir a estes protestos através dos equipamentos celulares [telemóveis e através de sms que chegaram até a alguns de nós há já vários dias que circulavam rumores de que isto estaria a ser preparado revelou o porta-voz da otm sublinhando que o movimento sindical defende o diálogo com o governo para resolver a situação francisco mazoio disse ainda que a otm estava a organizar a nível interno um conjunto de reuniões destinadas a avaliar o descontentamento dos trabalhadores face ao aumento do custo de vida e igualmente para encontrar formas de dialogar com o governo o movimento sindical não vai desistir de dialogar com o governantes garantiu mazoio apelando à calma dos populares o responsável que se encontrava na sede da organização relatou que estava a acompanhar os acontecimentos pela televisão apesar de ouvir tiros nas ruas e de haver ainda focos de manifestações em vários pontos da cidade pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital confrontos millennium bim grupo bcp fecha cerca de 40 sucursais no centro e periferia de maputo lisboa o millennium bim detido pelo banco português millennium bcp encerrou hoje cerca de 40 sucursais localizadas no centro e na periferia de maputo devido aos confrontos populares que começaram esta manhã fecharam cerca de 40 sucursais todas no centro e na periferia de maputo disse à lusa fonte oficial do bcp avançando que os protestos não causaram qualquer dano a mesma fonte disse que os sistemas de apoio ao cliente os call centers a internet e as caixas multibanco estão ao funcionar normalmente à semelhança dos restantes balcões do banco no país o millennium bim tem 103 balcões segundo a informação disponível na página do banco na internet o millenium bim é detido maioritariamente pelo banco português bcp que tem 66,69 por cento do capital e o segundo maior acionista é o estado moçambicano com 17,16 por cento do capital e outras participações através de organismos estatais pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital.
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banco do grupo cgd reduz atividade devido aos protestos mas assegura serviços lisboa o banco de comércio e investimento de moçambique bci detido maioritariamente pela caixa geral de depósitos cgd reduziu a atividade devido aos protestos em maputo mas os serviços estão assegurados disse hoje à lusa fonte do banco português o banco tomou as recomendações emitidas pelo governo [moçambicano e reduziu a atividade mas assegurando os serviços disse fonte oficial da cgd que detém 51 por cento do capital do bci a fonte da cgd não adiantou contudo o número de agências encerradas o bci tem uma rede de mais de 50 agências segundo a informação disponível na página da cgd na internet o protesto de hoje em maputo que começou de madrugada com a greve dos transportes públicos chapas deve-se ao aumento do custo de vida hoje aumentam os preços da água e da luz há relatos de estradas cortadas e lojas vandalizadas a polícia está a disparar contra os manifestantes e há um número não determinado de feridos no centro da cidade de maputo não há praticamente trânsito e as lojas foram fechando ao longo da manhã com as pessoas a tentar agora regressar a casa o bci resulta da parceria entre a cgd através da caixa internacional sgps sa o grupo bpi e o grupo moçambicano insitec além da cgd com 51 por cento do capital o bci é detido pelo banco português bpi com 30 por cento o grupo moçambicano insitec 18 por cento estando o restante capital disperso por pequenos acionistas situação em maputo é questão interna moçambicana salienta luís amado lisboa o ministro dos negócios estrangeiros considerou hoje que os incidentes em maputo são um caso exclusivamente de ordem interna e que são resultado de uma conjuntura de crise internacional luís amado falava à agência lusa antes de participar com o primeiro ministro josé sócrates no encontro de alto nível 5+5 que junta países europeus e do norte de África da bacia do mediterrâneo sobre a evolução dos acontecimentos em maputo o ministro de estado e dos negócios estrangeiros considerou que se está perante uma situação interna que o governo moçambicano acompanha e que saberá necessariamente dar resposta É natural que no contexto de crise como aquela que vivemos nos últimos anos o efeito social de algumas das medidas mais difíceis se faça sentir em termos de reações da população mas estamos perante uma situação interna de moçambique acentuou o membro do governo segundo luís amado a preocupação do executivo de lisboa é a estabilização da ordem pública e a situação dos portugueses população e polícia travam autêntico braço de ferro liga dos direitos humanos lisboa a presidente da liga moçambicana dos direitos humanos acusou hoje o governo de ter subestimado os indícios do descontentamento popular que hoje degeneraram em confrontos com a polícia e de não assumir responsabilidades pelo aumento do custo de vida em declarações à agência lusa desde maputo a presidente da liga moçambicana dos direitos humanos ldh alice mabota classificou a situação na capital de muito difícil considerando que se está a viver um autêntico braço de ferro entre a população e o governo pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital um executivo que teme em não perceber as origens destes incidentes que continuam a classificar de greves ou manifestações acusou mabota o governo subestimou a situação e não percebe ou não quer perceber que se trata de um levantamento contra o aumento do custo de vida o aumento do preço do pão e de outros bens essências não foi a razão deste protesto apenas a gota de água que entornou o copo porque o mal-estar já vinha de trás salientou a presidente da ldh destacou que os protestos de hoje foram mais agressivos do que aqueles que aconteceram em 2008 e criticou o facto de o governo moçambicano no contexto da grave crise internacional não ter tomado medidas preventivas para conter a crise aqui continuava a dizer-se que país estava a crescer que era pacífico mas este tipo de levantamento significa que o descontentamento atingiu um estado que as pessoas acham que já não pode continuar salientou em vez de assumir a sua responsabilidade e tentar tomar medidas para minimizar a situação o governo fala em vândalos e diz que quer identificar o mentor do protesto o que não ajuda em nada lamentou mabota o governo tem que perceber as reais causas do levantamento apelar a calma e informar que estão a tomar medidas mesmo que não sejam imediatas para minimizar aquilo que é o quotidiano das pessoas defendeu os políticos gostam de dizer que estão preocupados com o combate à pobreza qual combate qual carapuça no meio da corrupção e promiscuidade que há em moçambique afirmou mabota que também criticou a atuação de uma polícia péssima e arrogante e o facto de a tutela fazer de conta que não sabe que estão a ser utilizadas balas verdadeiras É um grupo de gente insensível e arrogante insistimos que este ministro do interior não é o adequado para dirigir a polícia porque não entende nada é arrogante e violento acusou mabota lamentou ainda o facto de os moçambicanos não terem ninguém que os socorra devido à classificação positiva atribuída internacionalmente a moçambique quem vai ajudar assim pagamos a nossa fatura por causa dos nossos dirigentes e pela comunidade internacional que são apologistas dos mandos do nosso governo criticou quase todos portugueses retidos no aeroporto já estão em maputo governo português lisboa quase todos os portugueses que estavam retidos no aeroporto de maputo moçambique já estão no centro da capital moçambicana disse hoje à agência lusa fonte do gabinete do secretário de estado das comunidades portuguesas quase todos os portugueses que estavam no aeroporto já estão em maputo está tudo bem disse a mesma fonte um grupo de portugueses chegou hoje de manhã a moçambique mas foi impedido de sair do aeroporto por causa dos protestos que invadiram as ruas de maputo a estrada que liga o aeroporto à cidade esteve cortada várias horas um dos portugueses contou à agência lusa que dentro do aeroporto estava tudo calmo sabemos que há distúrbios na cidade mas aqui está tudo tranquilo as pessoas estão calmas e a aguardar disse joão corte real pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital.
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confrontos hospital central preparou-se mas muitos não conseguíram chegar por liliana figueira maputo o serviço de urgência do hospital central de maputo hcm preparouse desde cedo para receber possíveis feridos reforçando o número de efetivos mas nem todos conseguiram chegar ao trabalho devido às manifestações na entrada da capital segundo contou à lusa o diretor do serviço de urgência do hcm antónio costa a unidade já sabia que iria haver tumultos ficámos apreensivos e começámos a mobilizar recursos para o hospital explicou alguns porém não conseguiram chegar porque também vivem fora da cidade continuou antónio costa que disse ainda que alguns enfermeiros por exemplo estão a trabalhar desde ontem terça feira o primeiro ferido resultante dos protestos que esta manhã tiveram início nos arredores de maputo chegou ao hospital às 9:30 até à hora de almoço tinham chegado ao hospital 42 feridos das pessoas que deram entrada naquela unidade entre as quais um membro da força de intervenção rápida da polícia de moçambique uma jovem estudante morreu devido a ferimentos provocados na cabeça por uma arma de fogo À porta do hospital central várias pessoas aguardam notícias sobre amigos e familiares que ali deram entrada estávamos à espera do chapa veículo de transportes semi-públicos começaram a atirar e ela foi atingida no pé contou à lusa joana muchazi residente no bairro do xiquelene arredores de maputo que aguardava notícias sobre o estado de saúde da sobrinha acho que foi uma bala perdida acrescentou joana muchazi que do xiquelene até ao hcm viagem feita com um amigo que tinha carro pois não havia chapas viu muitas pessoas feridas também agostinho pedro esperava à porta do hospital depois de uma vizinha se ter sentido mal com o intenso fumo provocado pelos pneus a arder na sequência dos confrontos entre os populares e a polícia de acordo com agostinho pedro a vizinha estava em casa no bairro luís cabral periferia de maputo sozinha os polícias estavam na rua a movimentar-se e entraram na casa não foi atingida mas ficou mal com o fumo disse confrontos violência em maputo quase ignorada pelos media sul-africanos joanesburgo o governo da África do sul confirmou a meio da tarde de hoje que a representação diplomática sul-africana em maputo foi encerrada devido aos distúrbios verificados na capital moçambicana mas a imprensa deu pouco destaque aos confrontos na África do sul as notícias sobre a situação em maputo são escassas tendo apenas duas estações de rádio dado destaque à violência que desde as primeiras horas da manhã afeta a capital de moçambique segundo a rádio oficial sabc vários sul-africanos estão retidos na capital moçambicana por se verem impossibilitados de se deslocarem para o aeroporto a fim de apanharem voos de regresso à África do sul nenhum dos jornais hoje publicados na África do sul nem mesmo o the star que tem 3 edições diárias noticiam os protestos contra o aumento do custo de vida em maputo e os consequentes confrontos entre a população e a polícia pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital milhares de moçambicanos residentes na África do sul pouco ou nada sabem sobre a situação em maputo em joanesburgo flora correia que trabalha numa pastelaria da cidade ficou alarmada quando a lusa a questionou sobre a situação na sua cidade-natal não fazia ideia do que lá está a acontecer vou telefonar de imediato à minha mãe para saber se ela e o meu filho estão bem disse confrontos número de feridos no hospital central de maputo sobe para 42 quatro em estado grave maputo o número de feridos que deram entrada no hospital central de maputo subiu de 11 para 42 quatro dos quais em estado grave disse à agência lusa o diretor do serviço de urgência antónio costa os protestos que decorrem hoje nas ruas de maputo moçambique já causaram pelo menos seis mortos no hospital josé macamo a indicação é de que estão naquele local três mortos na sequência dos confrontos de hoje por seu lado o hospital de mavalane confirma a morte de dois cidadãos o diretor do serviço de urgência do hospital central antónio costa disse que aquela unidade tem a registar um morto embora a cadeia televisiva stv indique três o corpo no hospital central de maputo foi baleado e tem ferimentos na cabeça disse antónio costa segundo o diretor do serviço de urgência todos os feridos são civis menos um que é membro da força de intervenção rápida da polícia da república de moçambique pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas quatro das quais em estado grave nos confrontos entre populares que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais e a polícia os protestos começaram nos arredores de maputo mas estenderam-se ao centro da capital tia queres passar leva uma pedra crianças nas ruas de maputo maputo as principais avenidas de maputo estão desertas de carros e pessoas que se juntam nas entradas da capital onde não se pode passar e crianças circulam com pedras nas mãos tia se queres passar leva uma gritam na zona do alto maé na avenida 24 de julho uma das principais artérias da cidade há também relatos de um carro que foi incendiado e avisos de que se pode tornar uma questão rácica segundo apurou a lusa no local se passas vão pensar porque está uma branca a ir trabalhar contou à lusa a mesma fonte que acrescentou o pior é que estão a usar crianças as escolas estão fechadas e grupos de jovens circulam na avenida alguns com pedras na mão junto aos caixotes do lixo derrubados tia se queres passar leva uma grita um deles com um paralelo na mão à passagem da lusa pela avenida a pé de acordo com a imprensa local duas crianças terão sido mortas na zona do aeroporto onde as manifestações começaram bem cedo em protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais na baixa da cidade as avenidas 25 de setembro guerra popular karl marx por exemplo estão calmas apenas alguns carros circulam a maior parte deles da polícia e as pessoas juntam-se à porta das lojas fechadas com grades internacional África do sul greves estendem-se às estações de serviço e indústria dos pneus joanesburgo os trabalhadores das estações de serviço e revendedores automóveis filiados no sindicato dos metalúrgicos numsa entraram hoje em greve em todo o país juntando-se aos mais de 1,5 milhões de funcionários públicos em greve há 15 dias a grande maioria das estações de serviço estão hoje abertas embora os trabalhadores que se mantêm em funções tenham optado por não envergar o seu habitual uniforme com receio de atos de violência por parte dos sindicalistas.
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apesar de pairar a ameaça de falta de combustíveis nos postos de abastecimento nos próximos dias a associação dos retalhistas de combustíveis garantiu que tal cenário não é provável o sindicato reivindica aumentos salariais de 20 por cento o que equivale a cinco vezes a taxa oficial de inflação anunciada em julho para o porta-voz da associação de retalhistas reggie sibyia tais exigências são totalmente irrealistas sibyia revelou que a associação implementou aumentos salariais da ordem dos 68 por cento em 2007 para repor a justiça salarial no setor tendo posteriormente aumentado os salários em 2008 e 2009 acima dos níveis da inflação os trabalhadores da indústria da borracha e pneus entraram também em greve por melhores condições salariais provocando a paralisação de pelo menos três fábricas de pneus dunlop bridgestone e continental mantêm-se entretanto em greve os mais de 1,5 milhões de funcionários públicos que há 15 dias encerraram escolas e hospitais em toda a África do sul originando perdas de vidas humanas nas instituições de saúde do estado e colocando em causa o próprio termo do ano escolar no país os mais de doze sindicatos do setor público debatem desde ontem uma nova proposta de aumentos salariais avançada pelo executivo na noite de segunda feira 7,5 por cento contra os 8,6 exigidos pelos sindicatos aguardandose para hoje uma resposta concertada dos grevistas que perderam já meio mês de salários reino unido blair defende nas suas memórias as suas duas guerras contra brown e contra saddam londres tony blair defende a sua década no poder numas memórias publicadas hoje e dominadas pelas duas guerras que precipitaram a sua saída em 2007 contra o desastroso gordon brown e contra o tirano saddam hussein a journey uma viagem de 718 páginas é escrito num estilo direto e contém revelações de carácter privado como uma inclinação para a bebida nascida do `stress provocado pela rivalidade com gordon brown seu ministro das finanças durante 10 anos e seu sucessor na chefia do governo um whisky ou um gin tónico como aperitivo e um ou dois copos de vinho ou mesmo meia garrafa ao jantar nada de excessivamente excessivo mas que tornou uma muleta escreve blair o ex-primeiro-ministro britânico descreve gordon brown como muito difícil por vezes exasperante mas também forte competente e brilhante calculismo político sim sentimento político não inteligência analítica absolutamente inteligência emocional zero escreve sobre o seu sucessor em downing street blair qualifica de desastre os três anos de brown na chefia do governo e responsabiliza-o pessoalmente pelo fiasco eleitoral de maio passado que pôs termo a 13 anos de poder trabalhista e permitiu a eleição do conservador david cameron para a chefia de uma coligação de governo a razão desse fiasco escreve foi brown ter virado as costas aos princípios fundamentais que fizeram do new labour de tony blair uma máquina de vencer eleições o programa económico do candidato cameron era melhor disse blair terça-feira numa entrevista à bbc a decisão de fazer a guerra no iraque o legado mais polémico do governo de blair é defendida nestas memórias saddam hussein tinha a intenção de produzir armas de destruição maciça e só colocou em suspenso esse programa por razões táticas conseguir um levantamento das sanções da onu foi uma guerra impopular feita ao lado de um presidente republicano norteamericano muito impopular george w bush que caracteriza como inteligente um verdadeiro idealista e um homem íntegro blair lamenta os mortos do conflito vivido como um pesadelo e diz-se angustiado por pensar que os familiares dos mortos possam acreditar que não se importou com a perda de tantas vidas pensam que não me importo que não o sinto que não lamento profundamente a perda dos que morreram lamento-o profundamente lamento as vidas interrompidas sinto pena das famílias cuja perda foi agravada por esta controvérsia sobre a guerra escreve os direitos de autor destas memórias incluindo o valor que lhe foi pago adiantado avaliado em 5,6 milhões de euros foram cedidos a um centro de reabilitação de vítimas da guerra no iraque com base naquilo que sabemos hoje continuo convencido que deixar saddam no poder era um risco maior para a nossa segurança que derrubá-lo e que apesar das consequências terríveis um iraque dirigido por saddam e pelos seus filhos seriam indiscutivelmente muito pior não posso arrepender-me da decisão de entrar na guerra escreve o seu maior erro político considera foi a abolição da caça à raposa que lançou mais de um milhão de manifestantes nas ruas do reino unido senti-me como uma raposa encurralada ironiza iraque estados unidos já não estão em guerra robert gates campo ramadi iraque o secretário da defesa norte-americano robert gates considerou hoje que os estados unidos já não estão em guerra no iraque onde visitou as tropas algumas horas após o fim da sua missão de combate eu diria que já não estamos em guerra declarou gates a jornalistas na base militar norte-americana de campo ramadi a uma centena de quilómetros a oeste de bagdad sete anos após a invasão do país que levou à queda do regime de saddam hussein o exército norteamericano vai concentrar-se agora na formação das forças iraquianas num país ainda longe da estabilização as operações de combate terminaram vamos continuar a trabalhar com os iraquianos sobre contraterrorismo e muito no aconselhamento e na formação disse gates assim diria que estamos na fase final do nosso compromisso no iraque adiantou num discurso solene à nação o presidente barack obama anunciou há algumas horas que os iraquianos são a partir de agora responsáveis pela segurança do seu país e exortou os dirigentes a conseguirem o mais rapidamente possível um acordo para um novo governo impasse que dura há cinco meses quando os jornalistas lhe perguntaram se a guerra valeu a pena gates considerou que a resposta cabe aos historiadores o problema desta guerra para todos os norteamericanos é que as razões que foram avançadas para a justificar não se confirmaram disse numa referência à ameaça das armas de destruição em massa iraquianas indicada pela administração bush mesmo que os resultados sejam bons do ponto de vista dos estados unidos serão sempre ofuscados por aquele início acrescentou cerca de 50 000 soldados norte-americanos continuam no iraque até final de 2011 e gates assiste hoje com o vice-presidente joe biden a uma cerimónia oficial assinalando o lançamento da operação novo amanhecer o general lloyd austin assumirá o comando das forças norte-americanas no iraque em substituição do general ray odierno economia telecom lucros da vivendi sobem 6 por cento paris o grupo de telecomunicações francês vivendi anunciou hoje que os lucros cresceram 6,6 por cento no primeiro semestre do ano para os 1,26 mil milhões de euros o grupo que tem participações nas áreas de telecomunicações televisão e música acrescentou que as vendas subiram 6,1 por cento no mesmo período atingindo os 13,9 mil milhões de euros e reviu as suas perspetivas para este ano a vivendi voltou a crescer na primeira metade de 2010 e melhorou as suas perspetivas para este ano disse o presidente executivo da vivendi jeanbernard levy no ano passado os resultados líquidos da vivendi tinham caído 68,1 por cento o ex-patrão da vivendi jean-marie messier encontra-se atualmente a ser julgado por fraude messier é acusado de manipular o preço das ações e de uso indevido do dinheiro da empresa no período entre 2000 e 2002.
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