Um Olhar Sobre a Sentença Condenatória de Cristo

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Breve trablaho acadêmico: análise documental sobre a carta de sentença de Cristo supostamente escrita por Pilatos

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agnaldo wanderson santos rabelo análise de documento um olhar sobre a sentença condenatória de cristo trabalho apresentado para avaliação do rendimento escolar na disciplina de história antiga do curso de história da universidade estadual de santa cruz ministrada pelo professor bruno casseb universidade estadual de santa cruz itabuna 26 de abril de 2010 1

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sumÁrio apresentação 03 tradução literal para o espanhol da sentença 04 tradução para o português da sentença 05 1 considerações iniciais 06 1.1 pano de fundo 06 1.2 contexto sócio-religioso 06 1.3 nascimento de jesus cristo 06 2 ­ análise da sentença 07 2.1 descoberta do documento 07 2.2 autoría da sentença 08 2.3 quem julgou jesus 08 2.4 as acusações 09 2.4.1 primeira acusação agitador da nação 09 2.4.2 segunda acusação impedir o pagamento do tributo a césar 10 2.4.3 terceira acusação fazer-se rei 11 3 ­ sobre os aspectos jurídicos 11 3.1 erros jurídicos no processo contra jesus 11 4 veracidade do documento 12 5 ­ considerações finais 13 2

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então ele pela terceira vez lhes disse mas que mal fez este não acho nele culpa alguma de morte castigá-lo-ei pois e soltá-lo-ei mas eles instavam com grandes gritos pedindo que fosse crucificado e os seus gritos e os dos principais dos sacerdotes redobravam então pilatos julgou que devia fazer o que eles pediam evangelho segundo são lucas capítulo 23 versículos 22-24 a vida e os feitos de jesus cristo são sem dúvida motivos dignos de atenção tanto de historiadores como da psicologia isso porque do ponto de vista da história ele foi tão marcante que seu nascimento tornou-se um marco dividindo o calendário que utilizamos até os dias atuais a psicologia se o estudasse de maneira mais incisiva perceberia qualidades e comportamentos impressionantes dado a complexidade dos acontecimentos que permearam a sua vida mas em que a psicologia poderá ser útil numa análise de documento nesse caso ela é essencial para depreendermos as situações explícitas e tácitas no objeto de pesquisa não são ações e reações de jesus cristo que serão abordadas de forma detalhada nesse trabalho mas o fato crucial sobre o qual versarei é tão marcante quanto seu nascimento sua condenação os aspectos concernente a seu julgamento serão analisados com a minúcia devida pois os mesmos são de suma importância para a análise do documento conhecido como sentença condenatória de cristo a cópia da referida sentença consta na obra livro básico do advogado de autoria do dr manoel fernandes quadra p 187/188 para melhor compreensão da argumentação sobre a veracidade do documento apresentarei a tradução feita para o espanhol a partir da versão original que está escrita em hebraico em seguida a mesma carta será apresentada em uma segunda tradução que está em português 3

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tradução literal para o espanhol da sentença en el año xvi de tiberio césar emperador de roma y monarca invencible del universo durante la olimpiada cxxi en el año cuatro veces mclvii de la creación del mundo según el cálculo hecho por los hebreos en el lxxiii de la fundación del imperio romano y cdxvii de la vuelta del cautiverio de babilonia siendo cónsules lucio pisinio pontífice romano mauricio sáurico procurador de la invencible y valerio palestino gobernador de judea regente y gobernador de la ciudad de jerusalén flavio quarto presidente gratissimus gobernador de la baja galilea poncio pilato anás y caifás patriarca y gran sacerdote guardián del templo ales mados y centuriones quinto cornelio sublimo y sexto pompilio el xvv de marzo yo poncio pilato representante del imperio romano en este palacio de lardú nuestra residencia juzgo sentencio y condeno a la pena de muerte a jesús llamado el cristo nazareno del país de galilea hombre de la ley mosaica sedicioso contra el emperador tiberio césar y en razón de ello decido que sufrirá dicha pena sobre cruz como culpable de haber congregado a muchas gentes ricas y pobres provocando incesantes tumultos en toda la galilea titulándose el hijo de dios y rey de israel amenazando con la ruina a jerusalén y al templo sagrado negándose a pagar tributo al césar y osando entrar entre palmas y en triunfo como un príncipe en la ciudad y en el templo divino.por tales razones ordeno a mi centurión quinto cornelio que conduzca públicamente por las calles de jerusalén a dicho jesús con dos ladrones homicidas atado y después de haber sido azotado vestido de púrpura y coronado de espinas llevando la cruz sobre sus hombros a fin de que sirva de escarmiento a los malhechores.y todos saldrán por la puerta llamada antonina e irán hacia el monte llamado de las calaveras donde después de haber sido crucificado el reo permanecerá expuesto su cuerpo en la cruz como espectáculo del castigo reservado a los criminales.sobre la cruz será colocada la inscripción siguiente en tres lenguas hebraica griega y latina en hebreo oloi olidisin en griego jesús nazarayos en latín iesus nazarenus rex iudeorum asímismo ordenamos que ninguna persona cualquiera que sea su clase ose temerariamente oponerse a la justicia por nos ejercida en todo su vigor según los decretos y leyes de los romanos y hebreos bajo pena de incurrir en los castigos reservados a los que se insurreccionan contra el imperio.han confirmado esta sentencia:por las doce tribus de israel rabán daniel segundo juan bencias baibas isabel presidan.por el gran sacerdote rabán judas bonsasalón.por los fariseos rollet simón daniel braban mordagín boucertassili.por el imperio romano y el presidente de roma lucio sixtilio y amustio silio notario judicial por 4 los gentiles nostán y reotenais

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tradução para o português da sentença1 no ano dezenove de tibério césar imperador romano de todo o mundo monarca invencível da olimpíada 121 e na elíada 24 da criação do mundo segundo o número e o cômputo dos hebreus quatro vezes mil cento oitenta e sete do progênio do império romano no ano 73 e na libertação do cativeiro de babilônia no ano 1207 sendo governador da judéia quinto sérgio sob o regimento e governador da cidade de jerusalém o presidente gratíssimo pôncio pilatos regente na baixa galiléia herodes antipas pontífice do sumo sacerdote caifás magnos do templo alis almael robas acasel franchino centauro cônsules romanos da cidade de jerusalém quinto cornélio sublime e sixto rusto no mês de março e dia xxv do ano presente eu pôncio pilatos aqui presidente do império romano dentro do palácio e arqui-residência julgo condeno e sentencio à morte jesus chamado pela plebe cristo nazareno e galileu homem sedicioso contra a lei mosaica e contrário ao grande imperador tibério césar determino e ordeno por esta que se lhe dê morte na cruz sendo pregado com cravos com todos os réus porque congregando e ajustando homens ricos e pobres não tem cessado de promover tumultos por toda a judéia dizendo-se filho de deus e rei de israel ameaçando com a ruína de jerusalém e do sagrado templo negando tributo a cÉsar tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo com grande parte da plebe dentro da cidade de jerusalém que seja ligado e açoitado e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores e que juntamente com ele sejam conduzidos dois ladrões homicidas saindo logo pela porta sagrada hoje antoniana que se conduza jesus ao monte público da justiça chamado calvário onde crucificado e morto ficará seu corpo na cruz como espetáculo para todos os malfeitores e sobre a cruz se ponha em diversas línguas este título iesus nazarenus rex iudeorum mando também que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva temerariamente a impedir a justiça por mim mandada administrada e executada com todo o rigor segundo os decretos e leis romanas sob as penas de rebelião contra o imperador romano são testemunhas da nossa sentença pelas doze tribos de israel:rabaim daniel,rabaim joachim banicar benbasu laré petuculani.pelos fariseus bullieniel,simeão ranol,babbine mandoani,bancurfossi.pelos hebreus:matumberto.pelo império romano e pelo presidente de roma lucio sextilio e amacio chilicio 1 cury augusto o mestre da vida rio de janeiro sextante 2006 p 115-116 5

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1 ­ considerações iniciais o presente documento é merecedor de uma análise minuciosa pois trata do julgamento do autor da fé cristã jesus cristo antes de analisar a carta em si é necessário termos uma idéia do contexto histórico social e religioso em que cristo estava inserido entendendo os preceitos de sua época compreenderemos melhor o teor do documento 1.1 pano de fundo em 63 a.c o general romano pompeu invade jerusalém pondo fim a independência judaica em 37 a.c os romanos apontam herodes o grande como rei dos judeus e outorgam-lhe autoridade sobre judéia galiléia e samaria em 4 a.c morreu herodes césar augusto torna-se imperador de roma em 30 a.c em 14 d.c tibério césar assume o império 1.2 contexto sócio-religioso os judeus sonhavam com a ascensão de um monarca forte e justo a exemplo do rei davi da mesma forma eles anseiavam pela vinda do messias que na tradição hebraica portanto é o enviado de javé com o propósito de estabelecer no mundo o reino de deus neste panorama destacavam-se no âmbito religioso os fariseus que constituiam uma seita influente no judaísmo nos dias do ministério de cristo como grupo os fariseus preocupavam-se em estabelecer sua própria justiça bem como de manter a observância das tradições e das leis mosaicas 1.3 nascimento de jesus cristo estima-se que jesus cristo tenha nascido aproximadamente em 6 a.c esse ainda é um dado impreciso há outras datas com teorias diferentes mas tomaremos como base a tese citada anteriormente isso porque o texto mais indicado para se estabelecer a data do nascimento de cristo é o de mateus 2:16 onde se lê que herodes querendo exterminar jesus mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo na judéia ora herodes morreu no ano de 749/750 de roma ou no ano 4 a.c os estudiosos tentam definir com mais 6

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precisão a data exata mas ficam sempre no campo das hipóteses pois a documentação bíblica e profana é insuficiente para chegar a mais rigor 2 análise da sentença após nos situarmos quanto ao contexto histórico em que cristo viveu abordarei agora o teor da sentença quem julgou jesus quais as acusações foi um julgamento justo o documento é verdadeiro foram essas indagações que nortearam a análise efetuada e apresentada nestas laudas 2.1 descoberta do documento esta sentença encontra-se gravada numa placa de cobre e em ambos os lados lê-se estas palavras uma placa igual foi encaminhada para cada tribo foi encontrada dentro de um antigo vaso de mármore branco durante escavações realizadas em Áquila reino de nápoles no ano de 1820 pelos comissionários de artes que acompanhavam o exército francês após a expedição de napoleão o vaso encontrava-se dentro de uma caixa de ébano na sacristia dos cartuxos próximo a nápoles atualmente encontra-se na capela de caserte a tradução a seguir feita a partir do original em hebraico foi realizada pelos membros da comissão de artes após muitas súplicas os cartuxos2 conseguiram que a referida placa não fosse levada [para a frança como reconhecimento dos inúmeros serviços que prestaram ao exército francês este documento apareceu publicado no jornal de frankfurt nº115 de 26 de abril de 1839 referindo-se a ele escreveu o jornal de frankfurt o acaso pôs em nossas mãos o documento mais importante que havia sido registrado nos anais humanos isto é a condenação à morte de jesus cristo voltando a sentença de cristo de acordo com um artigo do jornal espanhol abc datado de 24 de março de 1921 o documento original foi encontrado em 1580 nas ruinas de um templo em aquilae hoje l aquila uma pequena cidade italiana de abruzzo o documento escrito com caracteres hebraicos em pergaminho e conservado num 2 os cartuxos formam uma ordem milenar fundada por são bruno monges e monjas que levam uma vida solitária no coração da igreja e inclui 24 casas distribuídas em três continentes vivendo a mesma vocação contemplativa 7

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tubo de ferro foi considerado por vários eruditos da época como o original da sentença ditada contra jesus cristo por pôncio pilatos um outra fator que salta aos nossos olhos é a divergência entre as datas as quais segundo os jornais são atribuídas a descoberta de tal documento 2.2 autoría da sentença É possivel atribuir a autoria do documento ao governador romano pôncio pilatos para lastrear essa tese basta considerarmos dois fatores interessantes primeiro na própria carta há uma menção que sustenta a ideia de que pilatos é o autor da carta eu pôncio pilatos aqui presidente do império romano dentro do palácio e arquiresidência julgo condeno e sentencio à morte jesus a segunda era de praxe os governadores romanos remeterem cartas ao imperador justificando as sentenças de morte aplicadas por eles aos réus isso porque apesar dos imperadores serem ditadores as leis romanas eram consideradas as mais humanas do mundo antigo soma-se a isso o fato de que nessa época roma procurava manter uma política mais pacífica conhecemos esse período como pax romana para ter uma ideia mais visual sobre o julgamento e vida de jesus assisti o filme dirigido por mel gibson paixão de cristo pilatos após sentenciar jesus entrega uma carta ao soldado romano o que fortalece a sustentação de que pôncio pilatos é o autor da carta sendo comprovada a veracidade da mesma não é a cena do filme propriamente dita mas o fato de que também houve uma pesquisa histórica para a mesma ser incluída na obra 2.3 quem julgou jesus É notório que o documento analisado revela que o julgamento de cristo foi efetuado por pilatos segundo as leis romanas e mosáicas jesus havia se tornado irremediavelmente famoso suas pregações e seus ensinamentos deixaram atordoados os membros da seita mais severa da comunidade judáica os fariseus após ser preso jesus é levado para a casa de anás que havia sido sumo sacerdote do templo entretanto seu genro caifás assumiu seu posto no ano em que cristo fora preso anás interrogou jesus a respeito de sua doutrina e de seus discípulos mas o que de fato desejava era que 8

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o réu ilustre cometesse uma falha que justificasse aquela prisão e por conseguinte a condenação à morte cury narra dessa forma esse episódio o mestre sabia que ali se iniciara uma das etapas do seu falso julgamento sabia que anás não estava interessado em conhecer seu pensamento seu propósito o clima era perturbador um grupo numeroso composto por soldados serviçais rodeava jesus talvez quisessem ver como ele reagiria longe das multidões que o assediavam talvez quisessem vê-lo pela primeira vez tímido tenso amedrontado.3 percebe-se que o julgamento teve seu início antes mesmo de pilatos ter conhecimento do fato anás e os soldados conduziram o réu até a casa de caifás onde estava reunido o sinédrio saliento que esse foi um espetáculo teatral e não um julgamento oficial digo isso porque dada as circunstâncias de como ocorreu é nítida as contradições desse ato com a orientação da lei que os fariseus observavam por exemplo anás pela lei mosáica não poderia interrogar o réu pois não era mais o sumo sacerdote do templo e caifás tinha conhecimento que não era permitido ao sinédrio julgar a noite 2.4 as acusações nos tópicos a seguir analisaremos as acusações propaladas por pôncio pilatos que estão presentes no documento analisado 2.4.1 primeira acusação agitador da nação segundo a carta de sentença cristo é acusado por agitar a nação vejamos determino e ordeno por esta que se lhe dê morte na cruz sendo pregado com cravos com todos os réus porque congregando e ajustando homens ricos e pobres não tem cessado de promover tumultos por toda a judéia dizendo-se filho de deus É inegável que jesus parecia magnetizar as pessoas com seus discursos seu poder de comunicação e a facilidade que ele tinha de conquistar a população mais humilde com suas palavras eram espantosos pois não se pode esquecer que ele era um carpinteiro apesar de sua bela oratória a acusação não é verossímel acusá-lo de incitar a revolta da plebe era totalmente falso não havia provas 3 cury augusto o mestre da vida rio de janeiro sextante 2006 p 49-50 9

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2.4.2 segunda acusação impedir o pagamento do tributo a césar negando o tributo a césar o fausto império romano custava caro manter as regalias e mordomías do imperador e dos seus senadores é um exemplo disso bem como da manutenção de suas legiões roma encontrou nos tributos cobrados aos povos sob seu domínio um recurso astuto e eficaz para custear e suprir as necessidades de seus governantes cristo falava de um reino onde não haveria dor nem sofrer onde todos seriam livres esse era o reino de deus mas não há relato que ele tenha orientado a seus discípulos e incitado o povo judeu a negar o pagamento dos impostos a césar dize-nos pois que te parece É lícito pagar o tributo a césar ou não jesus porém conhecendo a sua malícia disse por que me experimentais hipócritas mostrai-me a moeda do tributo e eles lhe apresentaram um dinheiro e ele diz-lhes de quem é esta efígie e esta inscrição dizem lhe eles de césar então ele lhes disse dai pois a césar o que é de césar e a deus o que é de deus evangelho segundo são mateus 22:17-21 mas não acredito que essa acusação tenha surgido do imaginário dos fariseus repentinamente creio que eles utilizaram como base para essa acusação o episódio narrado no capítulo 11 do evangelho de são marcos onde se lê e vieram a jerusalém e jesus entrando no templo começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo e derrubou as mesas dos cambiadores e as cadeiras dos que vendiam pombas 15 e não consentia que alguém levasse algum vaso pelo templo 16 e os ensinava dizendo não está escrito a minha casa será chamada por todas as naçöes casa de oração mas vós a tendes feito covil de ladröes 17 e os escribas e príncipes dos sacerdotes tendo ouvido isto buscavam ocasião para o matar pois eles o temiam porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina 18 ao expulsar os cambistas do templo jesus estava indo de encontro a elite dominante para o nazareno aquela atitude feria os princípios de ajuda mútua entre outros que ele pregava e sua atitude também afetaram interesses de anás e caifás pois eles lucravam com a presença dos comerciantes no templo a partir daí os dois homens mais influentes do sinédrio começam a incitar a multidão e os demais membros da coorte farisáica com o intuito de condenar a cristo saliento que para um réu acusado de transgredir as leis judaicas ser condenado e/ou executado era necessário a aprovação do representante oficial do império romano nesse caso pôncio pilatos 10

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2.4.3 terceira acusação fazer-se rei o mestre de nazaré não parecia almejar o trono pois o reino do qual ele falava era metafísico estava em uma dimensão além da compreensão dos líderes religiosos da época pois esses tornaram-se rígidos e intolerantes o legalismo religioso e a valorização das riquezas terrenas foram como escamas em seus olhos mas a acusação foi levada e acatada por pilatos que a descreveu como um dos motivos pelo qual o réu foi condenado 3 ­ sobre os aspectos jurídicos analisando a carta e os evangelhos pois é impossível ter uma visão clara da situação se não lermos ambas as obras percebemos que o julgamento estava cheio de irregularidades se tomarmos como base as leis romanas da época perceberemos nitidamente essas falhas concernente a isso especialista em direito victor pérez afirma que foi uma sentença arranjada que salta a vista em qualquer análise jurídica pagaram testemunhas e elas se contradisseram certamente está cheio de irregularidades pérez continua baseado nas condições policiais e judiciais em que se encontrava a sociedade de jerusalém na época jesus foi processado e condenado à morte com duas leis distintas que sem dúvida tinham que coincidir como se tratava de uma causa de pena de morte os delitos julgados pelos representantes e roma tinham que coincidi com as acusações feitas previamente pelo conselho de judeus isso não aconteceu no caso de jesus cristo após analisarmos o julgamento ao qual jesus foi submetido e os acontecimentos que o precederam percebemos que não houve de fato provas contundentes contra o autor do cristianismo que justificasse sua condenação 3.1 erros jurídicos no processo contra jesus como citei anteriormente 4 ao julgar um réu a noite os fariseus feriram o direito judeu pelo qual havia um preceito legal que regulamentava o horário que o conselho de judeus se estabelecia como colegiado além desta irregularidade a advogada elizabeth garcia autora da tese a sentença contra jesus argumenta que o acusado não pode contar com testemunhas que ajudariam sua causa inicialmente jesus é culpado por blasfêmia um delito que se pagava com a vida de acordo com o talmud mas não devemos esquecer que devido a ocupação romana os judeus estavam impedidos de executarem a sentença jesus não poderia ter sido julgado por perturbação da ordem pública e sim por blasfêmia perante a autoridade romana levando em consideração as acusações proferidas por anás e caifás se assim fosse ele não seria condenado à morte muito menos morte de cruz que era destinada aos criminosos mais atrozes a pena de morte dos judeus era por apedrejamento de maneira suscinta notamos que tais erros já era suficientes para anular a sentença 4 cf tópico 2.3 quem julgou jesus 11

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entretanto esses não foram os únicos erros no processo se fosse jesus executado pelo sinédrio só o seria no dia seguinte ao da sentença o direito mosaico mandava espaçar a condenação da execução pilatos porém deu imediata execução à sua sentença impedindo que o réu apelasse a tibério césar como fez paulo atos 25:11 em suma os principais erros foram os seguintes 1 julgamento noturno contrário às leis hebraica e romana não dando ao processo publicidade 2 conflito de jurisdição 4 juizes no mesmo processo 3 falta de autoridade de anás só para interrogar jesus fora do sinédrio;4 herodes em jerusalém não tem jurisdição sobre jesus só na galiléia 5 testemunhas falsas aliciadas pelos juizes 4 ­ veracidade do documento acredito que afirmar ou negar a veracidade do presente documento não é uma tarefa fácil pois para tanto deveria ter um contato maior com as fontes primárias além de que o mesmo não é desconhecido por uma parcela considerável dos estudantes de história e da comunidade em geral por isso a minha argumentação concernente a esse aspecto pode não ser assaz convicente no entanto a expressarei de maneira imparcial suspendendo o juízo e os conceitos prévios no primeiro contato com o documento e com uma análise superficial julguei que a veracidade da sentença era positiva a maneira como foi escrita a riqueza de detalhes ao citar os nomes dos presentes no julgamento objetivando respaldar a sentença surgiam como alicerces para lastrear minha explanação em defesa da veracidade desta sentença porém ao analisar mais precisamente a carta outros fatores foram decisivos em minha mudança de opinião quanto a veracidade da mesma elencarei esses fatores a partir deste instante 1 as divergências nas datas noticiadas pelos jornais abc5 espanhol e o de frankfurt alemão6 prova que não há um movimento de real interesses por parte da comunidade de historiadores e religiosos 2 a tradução para literal para o espanhol é mais precisa quanto as datas pois o ano 16 de tibério césar é o mesmo ano 30 da era cristã assim sendo cristo teria sido crucificado com 36 anos de idade entretanto na tradução para o português adotada nesta análise consta que o julgamento de cristo ocorreu no ano 19 de tibério ou ano 33 d.c é preciso ler entrelinhas acredito que na tradução para nosso idioma a datação utilizada alicerça-se no mito de que cristo teria morrido aos 33 anos mas nesse caso o tradutor não considerou o fato de jesus nasceu no ano 6 a.c 3 concordo em parte com a afirmação do advogado dr pio cervo que diz nunca um magistrado romano faria qualquer referência à legislação de um povo submetido para fundamentar uma decisão sua o direito romano era 5 6 cf tópico 2.1 descoberta do documento cf tópico 2.1 descoberta do documento 12

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soberano e suficiente para eventual punição de qualquer pessoa que fosse considerada infratora de normas romanas ou que fosse considerado nocivo aos interesses romanos não compartilho do termo nunca afinal vale salientar que pilatos estava sob pressão dos fariseus os mesmos eram pessoas influentes e já haviam solicitado a saída do antencessor de pôncio entendo que dessa forma se a carta fosse verdadeira o governador romano estava citando implicitamente que estava sob pressão dos judeus mas concordo quanto a soberania e acima de tudo não acredito que ele descreveria erros primários a césar em sua sentença 4 finalmente lemos a despeito da descoberta desse documento que uma das teorias apresentadas afirma que na placa lê-se uma placa igual foi encaminhada para cada tribo dessa forma me pergunto onde estão as demais cópias as outras 12 para ser mais preciso afinal esse seria um documento de magnitude ímpar tratava da condenação do falso rei dos judeus então porque os sacerdotes não deram a atenção mereceida 5 um outro fator que considerei ao concluir que o documento não é veraz é o fato de não ter encontrado nenhum manifesto oficial da igreja católica reclamando para si tal sentença além disso consta que a carta encontra-se em museu da espanha a saber archivo general de simancas resolvi acessar o site do dito museu na apresentação ou na página inicial lemos que ali está os mais interessantes e importantes documentos da história da humanidade ao realizar um tour virtual não encontrei nenhuma referência ao documento aqui analisado 6 encerro minha argumentação afirmando que ao escrever a sentença condenatória de cristo como foi apresentada nessa análise pilatos tinha pleno conhecimento de que aquela seria sua sentença perante césar pois assim como demais governadores romanos que no momento de dificuldades remetiam suas dúvidas ao imperador seria normal que o governador de roma em jeruslém fizesse o mesmo antes de condenar o réu 5 considerações finais veraz ou não perceba a riqueza que há nessa sentença ainda acreditando ser um apócrifo escrito para relatar a maneira injusta como cristo foi condenado e como foi erroneamente conduzido seu julgamento ele mereceu cada minuto de pesquisa que empenhei as características de jesus cristo descritas o estado psicológico de pilatos a pressão dos fariseus sobre o governador romano a influência da religião sobre o povo israelita isso tudo é encontrado nessa sentença 13

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