Harry Potter e a Pedra Filosofal

 

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harry potter e a pedra filosofal joanne k rowlling sumário capítulo um ­ o menino que sobreviveu capítulo dois ­ o vidro que sumiu capítulo três ­ as cartas de ninguém capítulo quatro ­ o guardião das chaves capítulo cinco ­ o beco diagonal capítulo seis ­ o embarque na plataforma 9 e ½ capítulo sete ­ o chapéu seletor capítulo oito ­ o mestre das poções capítulo nove ­ o duelo à meia-noite capítulo dez ­ o dia das bruxas 1

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capítulo onze ­ quadribol capítulo doze ­ o espelho de ojesed capítulo treze ­ nicolau flamel capítulo catorze ­ norberto o dragão norueguês capítulo quinze ­ a floresta proibida capítulo dezesseis ­ no alçapão capítulo dezessete ­ o homem de duas caras capÍtulo um o menino que sobreviveu o sr e a sra dursley da rua dos alfeneiros nº 4 se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais muito bem obrigado eram as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem o sr dursley era diretor de uma firma chamada grunnings fazia perfurações era um homem alto e corpulento quase sem pescoço embora tivesse enormes bigodes a sra dursley era loura e tinha um pescoço quase duas vezes mais comprido que o normal o que era muito útil porque ela passava grande parte do tempo espichando-o por cima da cerca do jardim para espiar os vizinhos os dursley tinham um filhinho chamado dudley o duda e em sua opinião não havia garoto melhor em nenhum lugar do mundo os dursley tinham tudo que queriam mas tinham também um segredo e seu maior receio era que alguém o descobrisse achavam que não iriam agüentar se alguém descobrisse a existência dos potter a sra potter era irmã da sra dursley mas não se viam há muitos anos na realidade a sra dursley fingia que não tinha irmã porque esta e o marido 2

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imprestável eram o que havia de menos parecido possível com os dursley eles estremeciam só de pensar o que os vizinhos iriam dizer se os potter aparecessem na rua os dursley sabiam que os potter tinham um filhinho também mas nunca o tinham visto o garoto era mais uma razão para manter os potter à distância eles não queriam que duda se misturasse com uma criança daquelas quando o sr e a sra dursley acordaram na terça-feira monótona e cinzenta em que a nossa história começa não havia nada no céu nublado lá fora sugerindo as coisas estranhas e misteriosas que não tardariam a acontecer por todo o país o sr dursley cantarolava ao escolher a gravata mais sem graça do mundo para ir trabalhar e a sra dursley fofocava alegremente enquanto lutava para encaixar um duda aos berros na cadeirinha alta nenhum deles reparou em uma coruja parda que passou batendo as asas pela janela Às oito e meia o sr dursley apanhou a pasta deu um beijinho no rosto da sra dursley e tentou dar um beijo de despedida em duda mas não conseguiu porque na hora duda estava tendo um acesso de raiva e atirava o cereal nas paredes pestinha disse rindo contrafeito o sr dursley ao sair de casa entrou no carro e deu marcha à ré para sair do estacionamento do número quatro foi na esquina da rua que ele notou o primeiro indício de que algo estranho ocorria um gato lia um mapa por um instante o sr dursley não percebeu o que vira em seguida virou rapidamente a cabeça para dar uma segunda olhada havia um gato de listras amarela sentado na esquina da rua dos alfeneiros mas não havia nenhum mapa à vista em que estaria pensando naquela hora devia ter sido um efeito da luz ele piscou e arregalou os olhos para o gato o gato o encarou enquanto virava a esquina e subia a rua espiou o gato pelo espelho retrovisor ele agora estava lendo a placa que dizia rua dos alfeneiros não não estava olhando a placa gatos não podiam ler mapas nem placas o dr dursley sacudiu a cabeça e tirou o gato do pensamento durante o 3

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caminho para a cidade ele não pensou em mais nada exceto no grande pedido de brocas que tinha esperanças de receber naquele dia mas ao sair da cidade as brocas foram varridas de sua cabeça por outra coisa ao parar no costumeiro engarrafamento matinal não pode deixar de notar que havia uma quantidade de gente estranhamente vestida andando pelas ruas gente com capas largas o sr dursley não tolerava gente que andava com roupas ridículas os trapos que se viam nos jovens imaginou que aquilo fosse uma nova moda idiota tamborilou os dedos no volante e seu olhar recaiu em um grupinho de excêntricos parados bem perto dele cochichavam excitados o sr dursley se irritou ao ver que alguns deles nem eram jovens ora aquele homem devia ser mais velho do que ele e usava uma capa verde-esmeralda que petulância mas então ocorreu ao sr dursley que se tratava prova de alguma promoção boba essas pessoas estavam obviamente arrecadando alguma coisa É devia ser isto o tráfego avançou e alguns minutos depois o sr dursley chegou ao estacionamento da grunnings o pensamento de volta às brocas o sr dursley sempre sentava de costas para a parede em seu escritório no nono andar se não o fizesse talvez tivesse achado mais difícil se concentrar em brocas aquela manhã ele não viu as corujas que voavam velozes em plena luz do dia embora as pessoas na rua as vissem elas apontavam e se espantavam enquanto um bando de coruja passava no alto a maioria jamais vira uma mesmo à noite o sr dursley porém teve uma manhã normal sem corujas gritou com cinco pessoas diferentes deu vários telefonemas importantes e gritou mais um pouco estava de excelente humor até a hora do almoço quando pensou em esticar as pernas e atravessar a rua para comprar um pãozinho doce na padaria defronte esquecera completamente as pessoas de capas até passar por um grupo delas próximo à padaria olhou-as com raiva ao passar não sabia o porquê mas elas o deixavam nervoso essas cochichavam também mas ele não viu nenhuma latinha de coleta foi ao passar por elas na volta levando uma grande rosca açucarada que entreouviu algumas palavras do que diziam 4

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os potter é verdade foi o que ouvi É o filho deles harry o sr dursley parou de repente o medo invadiu-o virou a cabeça para olhar as pessoas que cochichavam como se quisesse dizer alguma coisa mas pensou melhor atravessou a rua depressa correu para o escritório disse rispidamente à secretária que não o incomodasse agarrou o telefone e quase terminara de discar o número de casa quando mudou de idéia pôs o fone no gancho e alisou os bigodes pensando não estava agindo como um idiota potter não era um nome tão fora do comum assim tinha certeza de que havia muita gente chamada potter com um filho chamado harry pensando bem nem sequer tinha certeza de que o sobrinho tivesse o nome de harry jamais viu o menino talvez fosse ernesto ou eduardo não tinha sentido preocupar a sra dursley ela sempre ficava tão perturbada à simples menção da irmã não a culpava se ele tivesse uma irmã como aquela mas mesmo assim aquelas pessoas de capas achou bem mais difícil se concentrar nas brocas aquela tarde e quando deixou o edifício às cinco horas continuava tão preocupado que deu um encontrão em alguém parado ali à porta desculpe murmurou quando o velhinho cambaleou e quase caiu levou alguns segundos até o sr dursley perceber que o homem estava usando uma capa roxa não parecia nada aborrecido por ter sido quase jogado ao chão ao contrario seu rosto se abriu em um largo sorriso e ele disse numa voz esganiçada que fez os passantes olharem não precisa pedir desculpas caro senhor porque nada poderia me aborrecer hoje alegre-se porque o você-sabe-quem finalmente foi-se embora até trouxas como o senhor deviam estar comemorando um dia tão feliz e o velho abraçou o sr dursley pela cintura e se afastou o sr dursley ficou pregado no chão fora abraçado por um completo estranho e também achava que fora chamado de trouxa o que quer que isso 5

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quisesse dizer estava abalado correu para o carro e partiu para casa esperando que estivesse imaginando coisas o que nunca esperara que fizesse porque não aprovava a imaginação quando entrou no estacionamento do numero quatro a primeira coisa que viu e isso não melhorou o seu estado de espírito foi o gato listrado que notara aquela manhã agora ele estava sentado no muro do jardim tinha certeza de que era o mesmo as marcas em volta dos olhos eram as mesmas chispa disse o sr dursley em voz alta o gato não se mexeu apenas lançou-lhe um olhar severo será que isto era um comportamento normal para um gato pensou o sr dursley continuava decidido a então não comentar nada com a esposa a sra dursley tivera um dia normal e agradável contou-lhe durante o jantar os problemas da senhora do lado com a filha e ainda que duda aprendera uma palavra nova nunca o sr dursley tentou agir normalmente depois que duda foi se deitar ele chegou à sala em tempo de ouvir o último noticiário noturno e por último os observadores de pássaros em toda parte registraram que as corujas do país se comportaram de forma muito estranha hoje embora elas normalmente cacem a noite e raramente apareçam à luz do dia centenas desses pássaros foram visto hoje voando em todas as direções desde o alvorecer os especialistas não sabem explicar por que as corujas de repente mudaram o seu padrão de sono o locutor se permitiu um sorriso muito misterioso e agora com jorge mendes o nosso boletim meteorológico vai haver mais tempestades de corujas hoje à noite jorge 6

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bom eduardo disse o meteorologista não sei lhe dizer mas não foram só as corujas que se comportaram de modo estranho hoje ouvintes de todo o pais têm telefonado para reclamar que em vez do aguaceiro que prometi para ontem eles tem tido chuvas de estrelas talvez alguém ande festejando a noite das fogueiras uma semana mais cedo este ano mas posso prometer para hoje uma noite chuvosa o sr dursley ficou paralisado na poltrona estrelas cadentes em todo o país corujas voando durante o dia gente misteriosa capas por todo lado e um cochicho um cochicho a respeito dos potter a sra dursley entrou na sala trazendo duas xícaras de chá não adiantava teria que lhe dizer alguma coisa pigarreou nervoso hum hum petúnia querida você não tem tido notícias de sua irmã ultimamente conforme esperava a sra dursley pareceu chocada e aborrecida afinal normalmente fingiam que ela não tinha irmã não respondeu ela seca por quê uma notícia engraçada murmurou o sr dursley corujas estrelas cadentes e vi uma porção de gente de aparência estranha na cidade hoje e dai cortou a sra dursley bem pensei talvez tivesse alguma ligação com sabe o pessoal dela a sra dursley bebericou o chá com os lábios contraídos o sr dursley ficou em dúvida se teria coragem de lhe contar que ouvira o nome potter decidiu que não em vez disso falou com a voz mais displicente que pode o filho deles teria mais ou menos a idade do duda agora não suponho que sim respondeu a sra dursley ainda seca 7

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como é mesmo o nome dele ernesto não é harry um nome feio e vulgar se quer saber minha opinião ah é disse o sr dursley sentindo um aperto horrível no coração e concordo com você não disse mais nenhuma palavra sobre o assunto a caminho do quarto onde foram se deitar enquanto a sra dursley estava no banheiro o sr dursley foi devagarinho até a janela e espiou o jardim da casa o gato continuava lá observava o começo da rua dos alfeneiros como se esperasse alguma coisa estaria imaginando coisas será que tudo isto teria ligação com os potter tinha-se se transpirasse que eram aparentados como um casal de bem ele achava que não agüentaria os dursley se deitaram a sra dursley adormeceu logo mas o sr dursley continuou acordado pensando no que acontecera seu último consolo antes de adormecer foi pensar que mesmo que os potter estivessem envolvidos não havia razão para se aproximarem dele e da sra dursley os potter sabiam muito bem o que pensavam deles e de gente de sua laia não via como ele e petúnia poderiam se envolver com nada que estivesse acontecendo o sr dursley bocejou e se virou isso não poderia afetá-los como estava enganado o sr dursley talvez estivesse mergulhando em um sono inquieto mas o gato no muro lá fora não mostrava sinais de sono continuava sentado imóvel como uma estátua os olhos fixos na esquina mais distante da rua dos alfeneiros e nem sequer estremeceu quando uma porta de carro bateu na rua seguinte nem mesmo quando duas corujas mergulharam do alto na verdade era quase meia-noite quando o gato se mexeu um homem apareceu na esquina que o gato estivera vigiando apareceu tão súbita e silenciosamente que se poderia pensar que tivesse saído do chão o rabo do gato mexeu ligeiramente e seus olhos se estreitaram ninguém jamais vislumbrara nada parecido com este homem na rua dos alfeneiros era alto magro e muito velho a julgar pelo prateado dos seus cabelos 8

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e de sua barba suficientemente longos para prender no cinto usava vestes longas uma capa púrpura que arrastava pelo chão e botas com saltos altos e fivelas seus olhos azuis eram claros luminosos e cintilantes por trás dos óculos em meia-lua e o nariz muito comprido e torto como se o tivesse quebrado pelo menos duas vezes o nome dele era alvo dumbledore alvo dumbledore não parecia ter consciência de que acabara numa rua onde tudo desde o seu nome às suas botas era malvisto estava ocupado apalpando a capa procurando alguma coisa mas parecia ter consciência de que estava sendo vigiado porque ergueu a cabeça de repente para o gato que continuava a fitá-lo da outra ponta da rua por algum motivo a visão do gato pareceu diverti-lo deu uma risadinha e murmurou eu devia ter imaginado encontrou o que procurava no bolso interior da capa parecia um isqueiro de prata abriu-o ergueu-o no ar e ascendeu o lampião de rua mais próximo apagou-se com um estalido seco ele fez de novo o lampião seguinte piscou e apagou doze vezes ele acionou o apagueiro até que as únicas luzes acesas na rua eram dois pontinhos minúsculos ao longe os olhos do gato que os vigiava se alguém espiasse pela janela agora até a sra dursley de olhos de contas não conseguira ver nada que estava acontecendo na calçada dumbledore tornou a guardar o apagueiro na capa e saiu caminhando pela rua em direção ao número quatro onde se sentou no muro ao lado do gato não para olhar para o bicho mas passado algum tempo dirigiu-se a ele imaginava encontrar a senhora aqui professora minerva mcgonagall e virou-se para sorrir para o gato mas este desaparecera ao invés dele viu-se sorrindo para uma mulher de aspecto severo que usava óculos de lentes quadradas exatamente do formato das marcas que o gato tinha em volta dos olhos ela também usava uma capa esmeralda trazia os cabelos negros presos num coque apertado e parecia decididamente irritada como soube que era eu perguntou minha cara professora nunca vi um gato se sentar tão duro 9

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o senhor estaria duro se tivesse passado o dia todo sentado em um muro de pedra respondeu a professora minerva o dia todo quando podia estar comemorando devo ter passado por mais de dez festas e banquetes a caminho daqui a professora fungou aborrecida ah sim vi que todos estão comemorando disse impaciente era de esperar que fossem um pouco mais cautelosos mas não até os trouxas notaram que alguma coisa estava acontecendo deu no telejornal ela indicou com a cabeça a sala às escuras dos dursley eu ouvi bandos de corujas estrelas cadentes ora eles não são completamente idiotas não podiam deixar de notar alguma coisa estrelas cadentes em kent aposto que foi coisa de dédalo diggle ele nunca teve muito juízo você não pode culpá-los ponderou dumbledore educadamente temos tido muito pouco o que comemorar nos últimos onze anos sei disso retrucou a professora mal-humorada mas não é razão para perdermos a cabeça as pessoas estão sendo completamente descuidadas saem as ruas em plena luz do dia sem nem ao menos vestir roupa de trouxa e espalham boatos de esguelha lançou um olhar atento a dumbledore como se esperasse que ele dissesse alguma coisa mas ele continuou calado por isso ela recomeçou ia ser uma graça se no próprio dia em que você-sabe-quem parece ter finalmente ido embora os trouxas descobrissem a nossa existência suponho que ele realmente tenha ido embora não é dumbledore parece que não há dúvida temos muito o que agradecer aceita um sorvete de limão um o quê um sorvete de limão e uma espécie de doce dos trouxas de que sempre gostei muito 1

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não obrigada disse a professora minerva com frieza como se não achasse que o momento pedia sorveres de limão mesmo que você-sabequem tenha ido embora minha cara professora com certeza uma pessoa sensata como a senhora pode chamá-lo pelo nome toda essa bobagem de você-sabe-quem há onze anos venho tentando convencer as pessoas a chamá-lo pelo nome que recebeu voldemort a professora franziu a cara mas dumbledore que estava separando dois sorvetes de limão pareceu não reparar tudo fica tão confuso quando todos não param de dizer você-sabe-quem nunca vi nenhuma razão para ter medo de dizer o nome de voldemort sei que não vê disse a professora parecendo meio exasperada meio admirada mas você é diferente todo o mundo sabe é o único de quem você-sabe ah está bem de quem voldemort tem medo isto é um elogio disse dumbledore calmamente voldemort tinha poderes que nunca tive só porque você é muito bem nobre para usá-los É uma sorte estar escuro nunca mais corei assim desde que madame gonfrei me disse que gostava dos meus abafadores de orelhas novos a professora minerva lançou um olhar severo a dumbledore e disse as corujas não são nada comparadas aos boatos que correm que todos estão dizendo por que ele foi embora que foi que finalmente o deteve aparentemente a professora minerva chegara ao ponto que estava ansiosa para discutir a verdadeira razão pela qual estivera esperando o dia todo em cima de um muro frio e duro porque nem como gato nem como mulher ela fixara antes um olhar tão penetrante em dumbledore como agora era óbvio que seja o que fosse que todos estavam dizendo ela não iria acreditar até que dumbledore confirmasse ser verdade dumbledore porém estava escolhendo mais um sorvete de limão e não respondeu 1

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o que estão dizendo continuou ela é que a noite passada voldemort apareceu em godric s hollow foi procurar os potter o boato é que lílian e tiago potter estão estão mortos dumbledore fez que sim com a cabeça a professora minerva perdeu o fôlego lílian e tiago não posso acreditar não quero acreditar ah alvo dumbledore estendeu a mão e deu-lhe um tapinha no ombro eu sei eu sei disse deprimido a voz da professora minerva tremeu ao prosseguir e não é só isso estão dizendo que ele tentou matar o filho dos potter harry mas não conseguiu não conseguiu matar o garotinho ninguém sabe o porquê nem como mas estão dizendo que na hora que não pôde matar harry potter por alguma razão o poder de voldemort desapareceu e é por isso que ele foi embora dumbledore concordou com a cabeça sério É verdade gaguejou a professora depois de tudo o que ele fez todas as pessoas que matou não conseguiu matar um garotinho É simplesmente espantoso de tudo que poderia detê-lo mas por deus como foi que harry sobreviveu só podemos imaginar disse dumbledore talvez nunca cheguemos à saber a professora minerva pegou um lenço de renda e secou com delicadeza os olhos por baixo das lentes dos óculos dumbledore deu uma grande fungada ao mesmo tempo em que tirava o relógio de ouro do bolso e o examinava era um relógio muito estranho tinha doze ponteiros mas nenhum número em vez deles pequenos planetas giravam à volta mas devia fazer sentido para dumbledore porque ele o repôs no bolso e disse hagrid está atrasado a propósito foi ele que lhe disse que eu estaria aqui suponho 1

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foi e suponho que você não vá me dizer por que está aqui e não em outro lugar vim trazer harry para tio e a tia eles são a única família que lhe resta você não quer dizer você não pode estar se referindo às pessoas que moram aqui exclamou a professora minerva pulando de pé e apontando para o número quatro dumbledore você não pode estive observando a família o dia todo você não poderia encontrar duas pessoas menos parecidas conosco e têm um filho vi-o dando chutes na mãe até a rua berrando porque queria balas harry potter não pode vir morar aqui É o melhor lugar para ele disse dumbledore com firmeza os tios poderão lhe explicar tudo quando ele for mais velho escrevi-lhes uma carta uma carta repetiu a professora com a voz fraca sentandose novamente no muro francamente dumbledore você acha que pode explicar tudo isso em uma carta essas pessoas jamais vão entendê-lo ele vai ser famoso uma lenda eu não me surpreenderia se o dia de hoje ficasse conhecido no futuro como o dia de harry potter vão escrever livros sobre harry todas as crianças no nosso mundo vão conhecer o nome dele exatamente disse dumbledore olhando muito sério por cima dos óculos de meia-lua isto seria o bastante para virar a cabeça de qualquer menino famoso antes mesmo de saber andar famoso por alguma coisa que ele nem vai se lembrar veja que ele estará muito melhor se crescer longe de tudo isso e tenha capacidade de compreender a professora abriu a boca mudou de idéia engoliu em seco e então disse É é você está certo é claro mas como é que o garoto vai chegar aqui dumbledore ela olhou para a capa dele de repente como se lhe ocorresse que talvez escondesse harry ali hagrid vai trazê-lo você acha que é sensato confiar a hagrid uma tarefa importante como essa eu confiaria a hagrid minha vida respondeu dumbledore 1

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não estou dizendo que ele não tenha o coração no lugar concedeu a professora de má vontade mas você não pode fingir que ele é cuidadoso que tem uma tendência a que foi isso um ronco discreto quebrara o silêncio da rua foi aumentando cada vez mais enquanto eles olhavam para cima e para baixo da rua à procura de um sinal de farol de carro o ronco se transformou num trovão quando os dois olharam para o céu e uma enorme motocicleta caiu do ar e parou na rua diante deles se a motocicleta era enorme não era nada comparada ao homem que a montava de lado ele era quase duas vezes mais alto do que um homem normal e pelo menos cinco vezes mais largo parecia simplesmente grande demais para existir e tão selvagem emaranhados de barba e cabelos negros longos e grossos escondiam a maior parte do seu rosto as mãos tinham o tamanho de uma lata de lixo e os pés calçados com botas de couro pareciam filhotes de golfinhos em seus braços imensos e musculosos ele segurava um embrulho de cobertores hagrid exclamou dumbledore parecendo aliviado finalmente e onde foi que arranjou a moto pedi emprestada professor dumbledore respondeu o gigante desmontando cuidadosamente da moto ao falar o jovem sirius me emprestou trouxe ele professor não teve nenhum problema não senhor a casa ficou quase destruída mas consegui tirá-lo inteiro antes que os trouxas invadissem o lugar ele dormiu quando estivemos sobrevoando bristol dumbledore e a professora minerva curvaram-se para o embrulho de cobertores dentro apenas visível havia um menino que dormia a sono solto sob uma mecha de cabelos muito negros caída sobre a testa eles viram um corte curioso tinha a forma de um raio foi aí que sussurrou a professora foi confirmou dumbledore ficará com a cicatriz para sempre será que você não poderia dar um jeito dumbledore 1

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mesmo que pudesse eu não o faria as cicatrizes podem vir a ser úteis tenho uma acima do joelho esquerdo que é um mapa perfeito do metrô de londres bem me dê ele aqui hagrid é melhor acabarmos logo com isso dumbledore recebeu harry nos braços e virou-se para a casa dos dursley será que eu podia podia me despedir dele professor perguntou hagrid ele curvou a enorme cabeça descabelada para harry e lhe deu o que deve ter sido um beijo muito áspero e peludo depois sem aviso hagrid soltou um uivo como o de um cachorro ferido psiu sibilou a professora minerva você vai acordar os trouxas desculpe soluçou hagrid puxando um enorme lenço sujo e escondendo a cara nele mas na nã não consigo suportar lílian e tiago mortos e o coitadinho do harry ter de viver com os trouxas É é muito triste mas controle-se hagrid ou vão nos descobrir sussurrou a professora dando uma palmadinha desajeita no braço de hagrid enquanto dumbledore saltava a mureta de pedra e se dirigia à porta da frente depositou harry devagarinho no batente tirou uma carta da capa meteu-a entre os cobertores do menino e em seguida voltou para a companhia dos dois durante um minuto inteiro os três ficaram parados olhando para o embrulhinho os ombros de hagrid sacudiram os olhos da professora minerva piscaram loucamente ea luz cintilante que sempre brilhava nos olhos de dumbledore parecia ter-se extinguido bem disse dumbledore finalmente acabou-se não temos mais nada a fazer aqui já podemos nos reunir aos outros para comemorar É disse hagrid com a voz muito abafada vou devolver a moto de sirius boa noite professora minerva professor dumbledore enxugando os olhos na manga da jaqueta hagrid montou na moto e acionou o motor com um pontapé com um rugido ela levantou vôo e desapareceu na noite 1

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