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capa desenho mediúnico de picasso psicopictoriografado pelo médium luiz a gasparetto obra atualizada pelo autor espiritual revisão ana maria littiéri editoração eletrônica kátia cabello foto 4ª capa renato cirone 44ª edição dezembro · 2004 10.000 exemplares publicação distribuição impressão e acabamento centro de estudos vida consciÊncia editora ltda rua agostinho gomes 2312 ipiranga · são paulo · sp · brasil fone fax 11 6161-2739 6161-2670 e-mail grafica@vidaeconsciencia.com.br site www.vidaeconsciencia.com.br É proibida a reprodução de parte ou da totalidade dos textos sem autorização prévia do editor.

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intróito baseado nas leis reencarnacionistas foi que escrevi este livro somente elas traduzindo verdades vigorosas que os homens tentam negar a cada passo podem explicar os mistérios em que a humanidade se debate há milênios tentando compreender o passado através do estudo de outros povos e de outras civilizações este trabalho é despretensioso no intuito de contribuir de alguma forma para a atual necessidade de divulgação das leis básicas que regem a vida terrena voltei ao passado distante buscando no arquivo da minha consciência milenar a história que procurei narrar pura e simplesmente desejo esclarecer que se trata de uma história real extraída dos entrechoques constantes que outrora presenciei como poderíamos explicar o segredo das civilizações mais antigas sem o auxílio das leis a que me referi como explicar o adiantamento do povo egípcio cuja civilização existia milhares de anos antes da era cristã seus conhecimentos científicos gravados em hieróglifos parte nas ruínas dos templos ainda existentes parte nas pirâmides surpreendem o mundo de hoje que ainda se orienta por esses escritos mas como poderiam ser obtidos se não possuíam telescópios radar rádio telégrafo e outros instrumentos de experimentação de que dispõe a ciência moderna o povo por si mesmo nada sabia mas os sacerdotes que governavam juntamente com o rei a quem chamavam faraó eram os donos desses conhecimentos esses sacerdotes reuniam-se amiúde recebendo através da prática mediúnica os conhecimentos científicos mesmo entre eles existia a seleção pois que destas reuniões somente podiam participar os grã-chefes houve mesmo um faraó chamado ramsés ii que era contra a idolatria do povo o qual fazia imagens de animais e as adorava rendendo-lhes homenagens procurou instituir costumes menos bárbaros porém de acordo com seus conhecimentos espirituais conhecedor das leis mais sagradas do monoteísmo que lhe eram reveladas pelos sacerdotes de Ísis e ivanhoé quis abolir o culto da adoração dos animais porém receoso da reação popular pois o povo não estava em condições de compreender um culto mais abstrato consentiu que adorassem o sol que jorrando sua luz magnífica poderia simbolizar a potência divina ainda hoje já com os tempos mudados peregrinando pelos vales egipcianos de tebas de tiocletes podemos observar culturadores do astro-rei genuflexos com a fronte no solo crestado pelo sol causticante remanescentes de seus antepassados não querem abolir suas crenças para evoluir entretanto não como no ocidente não da mesma forma eles também conhecem jesus e o admiram isentos da deturpação romana conhecem um cristo mais semelhante ao que ele foi realmente aliás seus conhecimentos sobre a reencarnação lhes oferecem uma visão maior da realidade em tebas principalmente onde a civilização de outrora reinou a aragem do tempo transformou muitas coisas porém às margens do mar vermelho ainda encravadas em suas rochas bafejadas constantemente pelas ondas existem cavernas e hieróglifos dos sacerdotes ivanoenses quando se recolhiam à meditação.

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recentemente um cientista belga descobriu um desses recantos e tentou decifrar suas égides apenas conseguindo conhecer uma parte tratava-se de um culto a deus oferecendo seus serviços nesta existência e na próxima como um extravasamento de sua fé e certeza na reencarnação tebas magnífica cidade de guerreiros e luz onde a púrpura dos faraós cinzelou nos templos e castelos magníficas construções arquitetônicas de pedra tijolo gesso mármore e ouro se nos reportássemos àqueles dias no ano 1200 a.c veríamos suas ruas repletas de gente movimentando-se na labuta diária levantando a poeira dos caminhos muitos iam e vinham incessantemente seus trajes bizarros constituíam uma alegre sarabanda para nossos olhos naquele dia porém um sábado cheio de sol que apesar de entardecer recrudescia ainda fervescente o movimento era maior e desusado todos com seus trajes festivos comentavam alegremente o retorno de pecos guerreiro respeitado que fora a sídon a fim de buscar os escravos como de praxe era feito de tempos em tempos para enriquecer o império a mando do soberano geralmente pecos para exercer tal incumbência levava consigo um número de soldados e lanceiros pois embora o poderio do faraó dominasse toda a parte baixa do mediterrâneo não era sem trabalho que conseguia seu objetivo geralmente procedia a uma caçada e como caçador agia furtivamente surpreendendo a presa tão bem desempenhava suas funções neste setor que granjeara a confiança do faraó a ponto de chefiar seu exército de guarda pessoal o faraó mantido no poder pela violência era odiado pelos povos das terras subjugadas e receoso de um atentado possuía um pequeno exército sem o qual nunca saía do palácio e não permitia também que se ausentasse deixando-o desguarnecido pecos era o chefe o comandante desse pequeno exército de lanceiros e quando se ausentava era substituído por seu imediato homem de sua inteira confiança a cidade regurgitava festejando o regresso de pecos geralmente ao chegar a caravana o faraó dava uma grande festa em sua homenagem e o povo assistia do pátio externo recebendo trigo e vinho à vontade tocando alaúdes e cítaras alegremente improvisando danças quando os efeitos do vinho se faziam sentir e esperando pelas sobras do banquete do palácio muitos se deixavam empolgar pelos prazeres do festejo e a orgia prosseguia até que todos extenuados rolassem por terra no palácio entretanto a festa constituía-se de um lauto banquete de finas iguarias e depois quando todos já estavam saciados envoltos pelos vapores do vinho após a dança das melhores bailarinas do palácio desfilavam os escravos mais importantes ou mais interessantes para serem ofertados a alguém nesse ambiente inicia-se a nossa história.

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duas almas um destino naquela tarde o povo rumava para o pátio externo do palácio conhecedor da chegada pela manhã da caravana de pecos viam-se criaturas de todos os tipos lavradores vestidos com suas túnicas de pano vermelho ou de listrado preto e amarelo mulheres carregando os filhos pequeninos às costas jovens alegres sacudindo os brincos reluzentes deslizando como felinos pelas ruas poeirentas com suas túnicas colantes deixando a nu seus ombros morenos e parte do colo exuberante calçando finas sandálias de couro de cabra e trazendo os véus cobertos de pedrarias que tilintavam e luziam aos reflexos solares no palácio a atividade ia em meio escravos cruzavam os vastos salões enfeitados de brocado e púrpura em uma azáfama constante dispondo objetos e flores em cochichos e risinhos abafados dali a poucos instantes começaria o festim décios escravo que gozava de singulares regalias perante pecos e conseqüentemente perante o faraó e seus sacerdotes dirigia os outros escravos nem sempre deixando-se levar pela benevolência e compreensão ostentava naquele dia uma túnica cor de vinho com uma insígnia de pedras no peito presa ao pescoço por um cordão azul fora um régio presente do faraó por um serviço prestado que ele orgulhosamente ostentava nas ocasiões festivas décios pressurosamente dirigiu-se à sala do banquete examinando mais uma vez se tudo estava como determinara sorriu embevecido na sala havia magníficas flores frutos nozes tâmaras uvas pães carne e muitos outros apetitosos manjares daqueles dias tudo disposto sobre maravilhosos coxins de púrpura e ouro ao redor das paredes cobertas por finos tecidos da pérsia e da macedônia no centro a pista onde as dançarinas deveriam efetuar seus bailados tendo em cada canto piras donde saíam constantes línguas de fogo que os escravos reavivavam amiúde ajuntando-lhes finos extratos de ervas aromáticas que balsamizavam a sala agradavelmente os archotes já estavam preparados para serem utilizados assim que o sol se escondesse no crepúsculo róseo do céu de tebas o barulho lá fora já principiara demonstrando que o povo aguardava o início da festa com impaciência as liteiras e os cavaleiros já começavam a chegar ao palácio e os salões receptivos regurgitavam súbito dois pajens vestindo a túnica da antecâmara do soberano saíram pelas cortinas que circundavam o coxim do faraó traziam dois clarins e postando-se eretos desceram as cortinas tocando em seguida ­ como era de praxe ­ o sinal para anunciar o soberano imediatamente o silêncio se estabeleceu um homem magro calvo moreno envergando túnica de alvo linho coberta de pedrarias rutilantes carregando ao peito a grã-pedra penetrou majestosamente no salão era o faraó todos se curvaram em reverência ­ meus amigos ­ disse ele ­ saúdo-vos e como anfitrião espero que todos façam jus à minha hospitalidade desejo saudar em particular o emissário que valorosamente cumpriu mais uma vez sua missão em terras distantes do outro lado da sala entrando garborosamente fazendo reluzir seus atavios surgiu um homem seguido por mais seis outros com suas lanças e escudos em fila dupla pecos que caminhava à frente adiantou-se e postado aos pés do faraó o adorou saudando-o gentilmente capÍtulo i

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­ levanta-te pecos estou satisfeito com o cumprimento de tua missão e quero agraciar-te com a grã-pedra opalina para premiar o teu desvelo e tua perícia acercou-se então dele já em pé e colocou-lhe ao pescoço a grande e maravilhosa pedra rutilante presa por um cordão luzidio pecos agradeceu reverente e ia retirar-se quando o faraó continuou ­ hoje és o homenageado portanto participarás de minha ceia ao meu lado antes quero aparecer à janela contigo e com potiar pois o povo quer aplaudir-te pecos altaneiro na exuberante beleza de seus 30 anos simpático e forte surgiu à plataforma que dava para o pátio externo o povo aclamou freneticamente satisfeito pelo início da cerimônia ansioso por começar a divertirse o faraó que aguardava um pouco atrás adiantou-se por sua vez e disse ­ meu povo eis o nosso herói que mais uma vez retorna de uma missão rendosa para o nosso país.trouxe-nos muitas conquistas e portanto ordeno que seja iniciada a distribuição de vinho trigo e frutos a todos os presentes e que seja também iniciada a música para o vosso divertimento verdadeira ovação aclamou as palavras do soberano que vinham de encontro ao desejo de cada um tomando pecos pelo braço o faraó entrou novamente na sala de recepção sempre seguido pelo seu imediato potiar que silencioso e circunspecto tudo observava calma e solenemente passando em seguida para o salão do banquete onde os demais o seguiram e os escravos começaram a servi-los enquanto todos se divertiam gozando os prazeres que satisfazem as vaidades um lugar havia onde o sofrimento imperava eram as celas que continham os escravos prisioneiros eram eles o fruto da caçada covarde e ignominiosa conhecedores do atentado de que haviam sido vítimas aguardavam esperançosos uma oportunidade para fugir no entanto eram bem vigiados pelos soltados nem para comer ou outras necessidades deixavam a cela estreita e incômoda ouviam a alegre algazarra que reinava em torno o que mais os amargurava a certa altura porém um dos lanceiros aproximou-se e seguido de mais outros todos armados falou aos prisioneiros ­ escutai todos chegou a hora de deixardes essa cela incômoda sereis agora selecionados por potiar o fiel que designará as funções de cada um mas lembrai-vos de que se alguém tentar fugir ou rebelar-se será severamente castigado pagando com a vida dito isto com um gesto autorizou os que o acompanhavam a abrirem as celas aguardando impassível que eles saíssem um a um foram saindo das celas infectas e descômodas trôpegos tendo seus membros amortecidos durante quase um mês de viagem eram ao todo quarenta e cinco as mulheres foram retiradas antes e conduzidas para a ala das esposas do soberano a elas se poupara a cela imunda tinham viajado a cavalo embora amarradas e ameaçadas constantemente todos foram conduzidos a uma dependência do palácio onde potiar os esperava ansioso colocou-os ao redor da parede e foi chamando um a um para conversar e determinar suas funções todos eram moços fortes e sadios pois que bem escolhidos por pecos assim dentre esses quarenta e cinco potiar escolheu seis dos melhores espécimes e ordenou aos escravos que os aprontassem como de praxe conduzindo-os depois à antecâmara do faraó onde os aguardaria depois dirigiu-se para a sala onde estavam as mulheres e seus olhos brilhavam pelo prazer que antegozava de contemplar as novas escravas.

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lá chegando esperou que as trouxessem eram apenas quinze mulheres mas valiam em beleza e mocidade pelos quarenta e cinco escravos conseguidos começou a interrogá-las elas respondiam sem esconder seu rancor e seu ressentimento ­ e tu como te chamas referia-se a uma jovem de extraordinária beleza que o fitava orgulhosamente não obteve resposta enfureceu-se potiar mais pelo olhar dela do que pela falta de resposta ­ como te chamas ­ inquiriu novamente ela limitou-se a franzir os lábios em soberano desprezo nada respondendo então ele descontrolou-se puxou-a pelo braço sacudindo-a violentamente ­ não queres me falar negas-te a responder ao senhor que a todos governa e de quem só é superior o próprio faraó não sabes que posso destruirte em poucas palavras castigando-te severamente a voz de potiar sibilante rouca tremia rancorosa ela ergueu seus olhos magníficos e encarou-o serena mas orgulhosamente ele estremeceu ao perceber a beleza e o fascínio que emanavam daquela mulher seus lábios entreabertos deixavam aparecer duas fileiras de dentes alvos e perfeitos estava vestida com uma túnica magnífica que lhe deixava nus os ombros alvos e o colo coberto de pedrarias ­ responde ordenou potiar sentindo malgrado seu fraquejar sua autoridade ­ chamo-me nalim ­ sua voz era doce e melodiosa grave como um sussurro ele largou-a dizendo energicamente ­ por que não te vestiste como as demais conforme ordenei ninguém respondeu ao cabo de instantes potiar chamou aleat uma velha escrava e renovou a pergunta ­ É preciso contar-vos ó grande potiar que ela é uma fera verdadeira e nós não conseguimos deitar-lhe as mãos ameaçou-nos com um pequeno punhal conseguido não sei onde e disse que permaneceria vestida como veio apesar de sua túnica embora soberba estar poeirenta e rasgada ao perguntar o porquê dessa decisão ajuntou-nos que jamais vestiria roupas de escrava uma vez que em sua terra era soberana ­ muito bem nalim agrada-me saber tua nobre estirpe porém deves esquecer isto de agora em diante para não desmerecer o cargo que deverás ocupar os negros olhos de nalim escureceram ainda mais pela tempestade que rugia neles mas nada disse de que adiantaria ­ agora ­ continuou potiar ­ todas deverão aprontar-se regiamente porque terão a honra de desfilar para o faraó que decidirá quanto aos vossos destinos tu aleat avia-te e espero-te na antecâmara de nosso soberano com as escravas retirou-se rapidamente dirigindo-se à sala onde o banquete prosseguia nalim amuada muda sentou-se a um canto triste e desanimada não se conformava com o ultraje sofrido filha de nobres hebreus princesa em sua terra de origem agora escravizada barbaramente em um país desconhecido onde nunca os seus a encontrariam a humilhação daquelas horas de cativeiro pesava sobre os flexíveis ombros de nalim como chumbo insensivelmente recordou sua infância sua adolescência até as culminâncias de seus 17 anos quando imprudentemente descera aos jardins para observar de perto um soberbo rapaz,

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manejando com maestria um maravilhoso alaúde que enchia o ar com sonoras inflexões de uma linda melodia cantada por uma voz maravilhosa fora o aspecto romântico que lhe impressionara a alma sensível fora a música o cavalheiro a magia da noite que a fizera como um pássaro atraído pela serpente percorrer as alamedas desertas em busca do trovador depois sentira-se agarrada amordaçada e transida de terror perdera os sentidos pela primeira vez em sua vida depois tudo continuara como um pesadelo terrível a viagem penosa as humilhações a que seu pudor de mulher se viu submetido sentiu uma mãozinha delicada pousar em seu braço ergueu os olhos ­ És tu solimar ­ sim nalim estás triste e no entanto para teu próprio bem deves aprontar-te para saudar o nosso novo soberano eu também sufoco em meu peito as lágrimas de apreensão e de saudade sabes que deixei uma mãe enferma e idosa de quem era o arrimo certamente a estas horas o desgosto e a miséria já a mataram no entanto encontro forças para tentar cumprir a minha nova tarefa com resignação meu pai que se dedicava aos estudos das ciências nos templos sempre me dizia que a eloim se lhe apraz nos provar em todos os setores a fim de haurirmos experiências para vivermos em um maravilhoso reino que será eterno os olhos puros de solimar brilhavam tocados por uma comoção sincera e confiante ­ tu bela nalim tinhas experiências bastantes para ser a senhora talvez te faltasse a de escrava para ingressares na mansão da luz a mim também esta experiência deveria faltar saibamos enfrentar nosso signo sobranceiramente e venceremos estou certa estarei sempre contigo quando possível e procurarei auxiliar-te a suportar a nova vida ­ te resignas facilmente mas eu não embora obedeça por ora não descansarei enquanto não vingar a afronta que recebi ­ vamos meninas gritou a rouquenha voz de aleat vão vestir-se que dentro de poucos instantes deverão estar na antecâmara do faraó aconselho-as a se fazerem belas porque o faraó é muito sensível à beleza e talvez as beneficie enquanto elas se preparavam o banquete prosseguia pecos era a grande figura do momento decididamente a vida lhe sorria era belo no vigor da mocidade possuía glórias posição de destaque seus sentimentos eram de satisfação íntima pelos triunfos que alcançara filho mais velho de uma abastada família de nobre estirpe ingressara como de praxe nos serviços do soberano indo de encontro também ao seu mais caro desejo porque podia satisfazer aquela sede de aventuras algumas galantes sentia-se vibrar de entusiasmo ao enfrentar um adversário no campo de luta era exímio cavaleiro porque desde muito cedo fora treinado para tal nem se recordava mesmo da primeira vez que montara um animal parecia-lhe que sempre possuíra tal experiência era bom lanceiro possuía bom golpe de vista e um pulso firme para o combate era arrojado mas apesar de tudo sempre leal ao adversário possuía também um coração afetivo cheio de impulsos bons mas o ambiente em que vivia e as tentações de que era alvo eram muito fortes para seu temperamento ardente e impetuoso as mulheres o adoravam e disputavam sua preferência mas ele embora amante de aventuras não as levava a sério a ponto de comprometer-se era egoísta e assim procurava tirar tudo da vida sem nada dar em troca sendo criado desde pequenino naquele ambiente julgava a caçada humana que empreendia parte de sua função para servir seu país achando certo sabor de aventura mas nunca se detivera nem de relance a analisar a covardia de tal procedimento era fruto de seu ambiente e achava natural existirem escravos e senhores opressores e oprimidos para ele a

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vida era uma grande batalha há os que ganham e os que perdem ele era um vencedor e os derrotados deveriam conformar-se submissos os convivas estavam alegres e os ditos jocosos efeito do vinho já se faziam ouvir de repente as fanfarras iniciaram uma música rítmica e sensual e as bailarinas surgiram enlanguescidas fascinando os convivas que aplaudiam entusiasticamente a cena era bizarra e entorpecedora naquele ambiente saturado de simitra de vinho dos perfumes mais exóticos espargidos das piras onde as labaredas lambiam o ar derrubando sombras fantásticas pelo solo os archotes bruxuleantes e por fim aquelas mulheres de pele bronzeada pelo sol forte do deserto trazidas em sua maior parte de outras terras causavam admiração geral eram belas como esfinges de uma beleza mímica com olhos pintados de darkim quanto durou aquela música ou aquela dança ninguém pôde precisar mas desfeito o encanto quando a última bailarina desapareceu pelas cortinas os presentes despertaram e uma voz bradou ­ oh poderoso faraó onde estão as conquistas dos teus soldados o faraó bateu palmas a potiar que aguardava pelo sinal dirigiu-se ao meio do salão curvou-se ligeiramente e disse ­ nobre faraó e seus convivas agora traremos à vossa augusta presença os frutos da última colunata em seguida de ambos os lados do salão começaram a entrar os novos escravos os homens de um lado e as mulheres do outro vinham silenciosos como que desejosos de encobrir e recalcar a revolta íntima a admiração foi geral na verdade eles eram magníficos nunca se reunira tanta pujança mocidade e beleza ­ agora ­ disse potiar ­ quer nosso faraó agraciar seu grande guerreiro pecos com a escolha de uma escrava para seus domínios queira aproximar-se nobre pecos e proceder à escolha pecos surpreendido agradavelmente sorriu pousou o copo de vinho que tinha entre as mãos e dirigiu-se para o lado das mulheres agora escravas a escolha era difícil todas eram realmente belas calmamente começou a examinálas vexadas com a exposição brutal de sua beleza física a maioria encolhia-se timidamente ele levantava-lhes o rosto e fitava os olhos de cada uma para ele eram todas iguais todas bonitas atraentes quando porém aproximou-se da pequena solimar sentiu certo mal-estar a pequena fitava-o serenamente parecendo despertar nele algo estranho seus olhos continham mais piedade do que revolva seu belo rosto de linhas puras personificava a delicadeza de seus sentimentos pecos pela primeira vez naquele dia sentiu-se algo aborrecido sem saber porquê parecia-lhe estranho que alguém sentisse compaixão por ele que era o mais feliz dos homens e que esse alguém fosse uma pobre mulher que ele escravizara e roubara ao convívio dos seus naquele momento desejaria não estar ali sentiu de repente desejos de não escolher ninguém de retirar-se e esquecer aquele pequeno reflexo de sua consciência mas isso seria impossível seria uma afronta à benevolência do soberano de repente disse quase que instintivamente ­ como te chamas ­ solimar sua voz era musical sussurrava apenas mas ele emocionou-se esquisitamente ­ se vossa majestade me conceder esta escrava decididamente ficarei satisfeito.

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ao que respondeu o faraó seja ela é tua ­ agora senhores ilustres procederemos ao sorteio de uma escrava a escolher entre todos os presentes o entusiasmo foi geral e manifesto quando a algazarra cessou transformada em expectativa potiar ordenou aos escravos que recolhessem dos presentes as pequeninas tabuinhas onde estavam desenhados seus nomes e que marcavam os lugares dos convivas colocaram-nas em enormes salvas e depois em uma bolsa de couro misturando bem seu conteúdo as pobres mulheres ofendidas em sua dignidade em tudo que possuíam de melhor em seus sentimentos realizavam um esforço tremendo para não chorar nalim tremia de raiva e de sofrimento ainda estava revoltada com a separação de solimar tanta serenidade havia naquela criatura que nalim sentia não poder resistir sem ela sua presença carinhosa lhe proporcionava paz para enfrentar a situação sem abater-se muitas não podiam conter as lágrimas ela não seu coração se fechara pela revolta e só podia sentir sede de vingança solimar compreendia o que se passava com ela seu coração sofria pelas companheiras e se pudesse daria a vida para libertá-las devolvê-las ao convívio dos seus os seis escravos pareciam feras acuadas e certamente se os soldados não estivessem bem próximos não se teriam contido o faraó a quem fora dada a bolsa nela introduziu a mão a fim de retirar a tábua do felizardo a expectativa era grande o silêncio se fez o faraó ao ler o que nela estava escrito sorriu com malícia passando-a para potiar ­ ilustres decididamente hórus favorece com a fortuna o homem do dia o prêmio coube ao nosso herói pecos um oh de decepção fez-se sentir no ambiente pecos surpreso ficou interdito sem saber o que dizer ­ pode escolher nobre pecos é tua a escrava novamente ele adiantou-se indeciso olhou para solimar sem saber porquê os olhos dela estavam fitos em nalim esperançosa pecos aproximou-se de nalim olhou-a ela era maravilhosa seus olhos negros fulgurantes seu rosto alvo seus cabelos também negros seus lábios vermelhos tudo era realmente tentador seu porte ereto sua altiva fronte não condiziam muito com a submissão de uma escrava ele sentiu-lhe o orgulho e a consciência de sua fascinação embora pressentindo o esforço que teria para dominá-la ou talvez um pouco por isso mesmo ou ainda pela súplica muda de solimar escolheu nalim para seus serviços as duas moças olharam-se aliviadas e uma momentânea alegria brilhoulhes nos olhos a festa prosseguiu com mais algumas disputas em leilão das belas mulheres e dos valorosos escravos era uma vergonhosa afronta ao direito que a vida concede a cada um de viver sua existência usufruindo do mundo o que deus lhe concedeu para um único fim a evolução a experiência terrena consiste na harmonização do ser com o semelhante a fim de conseguir viver em planos melhores sem dor e sem sofrimento no entanto eles quebrando a harmonia das leis universais de fraternidade muito teriam que suportar no futuro colhendo os resultados dos seus atos o faraó a quem tal comemoração entediava retirou-se por fim deixando potiar para comandar a festa cansara-se com o dia exaustivo que tivera não

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bebera quase e alimentara-se frugalmente como de costume e embora desejasse repouso suportara tudo até o fim pecos também excitado com as emoções indefiníveis que sentira naquele dia cansado ainda da viagem despediu-se por fim ordenando aos seus pajens que conduzissem as escravas para sua comitiva a fim de seguirem para seus domínios aliás pouco distante dos domínios de seu senhor durante o trajeto tentava recordar-se das sensações experimentadas mas embora o conseguisse não podia compreender-lhes o sentido de repente quis relembrar o rosto de solimar mas teve uma estranha sensação exasperante ao ver que não o conseguia irritado consigo mesmo com tudo e todos sem precisar os motivos fustigou o cavalo para chegar mais depressa assim dentro de poucos minutos seguido pelos escravos e sua comitiva penetrava em seus espaçosos domínios era uma casa magnífica de pedra solidamente construída com seu teto baixo sustentado por duas colunas quadradas na entrada mais alta no interior estava rodeada por magníficos jardins e possuía numerosos pátios seus vastos aposentos mobiliados com gosto e alto luxo demonstravam a finura de seu dono pecos exausto desejoso de estar só para repousar despediu sua comitiva ordenando aos escravos que conduzissem suas novas aquisições para as habitações femininas lá aguardando as tarefas que lhes destinaria isto feito retirou-se para seus aposentos preparando-se para dormir apesar de extenuado não conciliou logo o sono tomado de uma sensação enervante um vago pressentimento de que algum novo acontecimento envolveria sua vida incomodou-o por muito tempo mas pensou ele sendo um leal cumpridor de seus deveres fatalmente seria favorecido de hórus e nada de mal lhe aconteceria era muito tarde já quando adormeceu num sono pesado angustioso quase asfixiante.

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a proteção da velha serva decorrida uma semana pecos envolvido por uma série de compromissos sociais e militares não tornara a recordar-se das duas escravas que singularmente ganhara nem determinara suas funções enquanto isso elas aguardavam servindo apenas em delicados serviços condizentes com seu conhecimento doméstico embora nada as diferenciasse na maneira de proceder a forma pela qual sentiam a situação era bem distinta solimar magnânima resignada sofria em silêncio procurando dar o que possuía de melhor a todos que a cercavam nalim recalcada orgulhosa esforçava-se por acalmar-se perante os que eram agora seus iguais sem demonstrar o que lhe ia na alma era como uma calmaria que precede as tempestades a qualquer momento esta poderia irromper atirando-a a conseqüências imprevisíveis solimar sentia o pensamento de nalim lastimava-lhe sinceramente a falta de compreensão e humildade temerosa pelo seu futuro as escravas mais antigas principalmente as mais jovens não gostaram das novas companheiras sentiam ciúmes por serem forçadas a reconhecer-lhes a formosura pecos não era como a maioria dos seus contemporâneos abastados que mantinham relações amorosas abusivas com as escravas repugnava-o sobremaneira tal proceder não por princípio moral mas de categoria julgava-se superior a elas muitas porém eram vencidas pelo seu fascínio pessoal e não perdiam as esperanças de lhe despertar um interesse amoroso mesmo que momentâneo as duas moças não encontraram um ambiente sincero mas pessoas cheias de ódio inveja e recalques violentos suas maneiras distintas e fidalgas principalmente as de nalim haviam despertado nas outras a consciência de sua inferioridade e isto raramente as mulheres perdoam fossem elas menos bonitas e o acolhimento teria sido mais amistoso esse ambiente uniu ainda mais aquelas almas que já se estimavam uma grande e sincera amizade nasceu entre elas jertsaida homem de confiança de pecos e administrador de seus domínios supervisionava os serviços de cortiah encarregada das tarefas femininas da casa ela sentiu desde logo pena das duas moças ela compreendia porque havia passado pela mesma experiência e esforçava para suavizar-lhes os momentos contudo a princípio sua boa intenção não foi entendida pelas duas moças retraídas pela acolhida francamente hostil das demais entretanto aos poucos perceberam que contavam com a sua simpatia e benevolência um dia cortiah lhes dissera ­ tenho observado os vossos serviços tendes mãos delicadas nesta casa falta a orientação de uma dama assim como escravas competentes para esses serviços delicados falarei com o vosso valente senhor para que vos confie uma tarefa de acordo com vossos conhecimentos assim também podereis me auxiliar nas determinações mais difíceis as duas agradeceram sinceramente elas não possuíam nenhum conhecimento dos serviços grosseiros e ser-lhes-ia penoso sujeitar-se a eles dias depois a ocasião fez-se sentir quando jertsaida a avisou de que o nobre pecos a chamava cortiah pressurosa foi ter com ele que a recebeu com condescendência que lhe permitia a consciência de sua superioridade ­ para o que me quer meu senhor ­ perguntou a escrava curvando-se capÍtulo ii

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­ preciso de ti para um caso muito especial meus parentes chegam dentro de um mês quero remodelar tanto quanto possível as decorações domésticas principalmente as que foram de minha mãe para minha prima otias que passará juntamente com meu tio a residir conosco recorro a ti porque como mulher ainda com a lembrança de tua passada posição em tua pátria deves conhecer os caprichos femininos mandarei tapeceiros e tudo o mais que se fizer necessário para a remodelação espero de ti uma orientação sobre o que ficaria mais próprio para os 18 anos de minha prima quanto aos aposentos de meu tio osiat e de meu irmão jasar também de regresso eu escolherei os adornos ­ farei tudo o que estiver ao meu alcance para bem servi-lo meu senhor mas desejaria falar-vos sobre um assunto que há dias está me preocupando ­ fala ­ nobre pecos há já alguns dias trouxestes duas novas escravas e ainda não lhes designastes os serviços a desempenhar por se tratar de duas mulheres que conhecem altas posições sociais estão a par dos pormenores que desejais melhor do que eu que de há muito passei da idade dos sonhos bonitos permiti que elas me auxiliem na tarefa e tenho certeza de bem servir-vos ­ seja tens a minha autorização findo este trabalho designarei para ela outros conforme se fizer necessário na ocasião agora vai-te e assim que idealizares modificações vem comunicar-me mas sê breve porque temos somente um mês de prazo cortiah correu como uma criança feliz a dar a boa nova às duas jovens imediatamente resolveram por mãos à obra solimar como era natural recebia todo trabalho que lhe era exigido procurando desempenhá-lo bem nalim esmerava-se na esperança de agradar a seu senhor ela desde que perdera a liberdade não fizera outra coisa senão arquitetar planos de vingança mas como se encontrava em situação inferior sem meios para executá-los abertamente contava com a dissimulação e a astúcia para levá-los a termo cortiah levou-as imediatamente aos aposentos onde deveriam trabalhar ­ antes de mais nada desejamos que nos descrevas a personalidade da jovem que deverá ocupar estas peças para podermos idealizar um ninho adequado aos seus gostos pessoais ­ pediu nalim ­ tu a conheces cortiah ­ sim eu a vi muitas vezes ainda pequena faz precisamente 8 anos que deixou tebas em demanda da nícia seu pai irmão mais novo do pai do nobre pecos depois que perdeu a mulher desgostoso retirou-se para lá estabelecendo-se e fazendo educar a filha por grandes professores durante esse tempo todo a jovem otias deve andar pelos 18 anos tinha 10 quando se foi seu temperamento era arrebatado e ardente como o de sua mãe gostava das fortes sensações e nasceu para mandar e ser obedecida já aos 8 anos castigava com rudeza os escravos que ousavam desobedecê-la nas menores coisas embora fosse bondosa para os que a serviam bem ­ É bem pouco o que dela sabemos solimar mas ainda assim idealizaremos algo que lhe agrade as duas moças entretidas naquele trabalho onde seus gostos artísticos se manifestavam esqueceram-se por momentos da situação naquela casa pondo todo seu esmero na escolha da ornamentação recordando-se do passado que parecia distar não dois meses mas dois séculos as reformas idealizadas provocaram exclamações entusiásticas de cortiah que pressurosa acatava-lhes as sugestões elas estavam em seu elemento principalmente nalim no meio daqueles tecidos finíssimos retirados das velhas

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arcas para sua escolha seus olhos brilhavam satisfeitos e sorria com prazer como há muito tempo não fazia assim decorreram mais alguns dias os preparos por toda a casa iam animados escravos iam e vinham carregando objetos auxiliando o serviço nalim esquecida quase da sua posição atual comumente repreendia as escravas e freqüentemente lhes ordenava quando necessitava de algum auxílio isto lhe valeu não poucos arrufos e um ódio cada vez maior estas por despeito sentindo inveja de sua segurança de seu gosto apurado tendo que reconhecer-lhe a superioridade nalim desprezando-as na certeza de sua nobre origem só solimar as compreendia e lamentava uma noite falou com nalim sobre o assunto ao que ela dando de ombros respondeu ­ que queres a nobreza embora escrava não se mistura com a ralé eu apesar das circunstâncias não esqueço minha família honrando-a como fizeram todos os meus antepassados sou assim e dificilmente mudarei tenho intentado esforços sobre-humanos para poder viver na mesma ala com elas utilizando-me das acomodações em conjunto já isto representa um sacrifício enorme para mim ­ nalim sei que te esforças porém nós agora não podemos pensar como antes talvez o orgulho haja atraído para nós esta situação pode ser que para sairmos dela tenhamos que aprender a ser humildes sabendo que somos todos humanos com as mesmas necessidades físicas e o mesmo destino quando nossa alma deixar o corpo em busca do alívio das mansões celestiais ­ mas lá certamente haverá separação para as hierarquias de nobreza não concebo uma mansão de felicidade sem as posições definidas de cada um ­ pensas como muitos mas eu acredito segundo as lições que recebi de meu pai que nos igualamos na morte sendo apenas mais bem colocados os que melhores ações tenham praticado no mundo dentro da pureza bondade e tolerância ­ e pensas tu que uma escrava ignorante poderá ter estes sentimentos eu não creio ­ e nós acaso não teremos não somos escravas ­ mas nosso caso é diverso bem o sabes ­ nalim fez um gesto de enfado estava longe de compreender o significado do elevado pensamento da amiga solimar compreendeu e calou-se uma onda de tristeza invadiu-lhe o amoroso coração desejava ofertar à companheira toda a compreensão que sentia da vida e das coisas mas ela não conseguia compreender ­ sentes o mormaço do verão inclemente não queres solimar respirar um pouco da brisa noturna ­ vamos assim conversaremos mais um pouco ainda bem que podemos andar livremente pelos jardins quando desertos sentir-me-ia muito triste se não pudesse respirar o suave aroma das flores sentindo a vida que nelas se manifesta ­ pelo menos temos certas regalias que outras não têm temos momentos de folga proporcionados pelas nossas funções as duas abraçadas caminhavam ao longo das alamedas floridas a noite estava maravilhosa era tarde já e o meio da noite se fazia sentir embora o ar quente e parado do verão rigoroso convidasse ao convívio das árvores e dos lugares mais amenos continuavam o passeio trocando idéias sobre o passado confidências dos tempos felizes nalim contava de sua casa de seus pais de seus familiares de sua infância solimar falava do pai a quem amara profundamente e que lhe ensinara

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