Educação e Avaliação

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O livro trata da avaliação dos processos de ensino e de aprendizagem.

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ana beatris lia vaccari márcia regina onofre educação e avaliação das políticas às práticas

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2 unidade 1 avaliação uma breve discussão sobre as concepções pedagógicas e os significados da avaliação

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3 1.3 as concepções pedagógicas e o significado da avaliação o termo avaliação deriva do termo latim valere que significa valorar e implica na ação de testar medir ou atribuir valor a alguma coisa por se tratar de uma palavra de bastante elasticidade autores que tratam do tema distinguem duas maneiras de avaliar avaliação informal no sentido lato inerente à atividade humana e avaliação formal no sentido estrito representante de uma ação complexa que requer procedimentos científicos e pressupostos teórico-metodológicos com sistematização credibilidade e fidedignidade da informação cavalcanti 2001 iniciando a discussão afirmamos que para entender o termo avaliação devemos conceber sua amplitude de significados afinal ao avaliar a efetivação de uma série de procedimentos didáticos de caráter múltiplo e complexo representa um grande equívoco denominar de avaliação testes provas exercícios boletins fichas e relatórios os métodos e instrumentos de avaliação estão fundamentados em valores morais em concepções sobre educação sobre o homem e sobre a sociedade práticas avaliativas autoritárias podem mutilar o desejo de aprender e esse não deve ser o sentido da avaliação hoffmann 2005 o debate sobre as concepções de avaliação e as articulações políticas sociológicas e educativas que envolvem o processo de avaliação pode levá-la a se constituir numa atividade a serviço do conhecimento a reflexão que iniciamos mesmo que de forma sucinta deverá permitir o repensar do significado da ação avaliativa a maioria das discussões em torno desse tema se detém na tentativa de definir o seu significado hoffmann 2003 destaca que muitos estudiosos estabelecem críticas e traçam paralelos entre ação avaliativa e diferentes manifestações pedagógicas sem apontar caminhos viáveis ao professor que muitas vezes aponta aos alunos as falhas do processo para a autora esses estudos não consideram os reflexos da formação prática e avaliativa desses profissionais a contradição entre o discurso e a prática e a ação classificatória e autoritária se explica muitas vezes a partir da concepção de avaliação do educador consequência de sua história de vida como aluno e docente a consciência de que a nossa trajetória como aluno e professor influencia nossa prática avaliativa é importante para evitarmos a reprodução da arbitrariedade e do autoritarismo que sofremos durante o processo de formação hoffmann 2003 para hoffmann 2003 a premissa básica e fundamental para a reconstrução da prática avaliativa é a postura do questionamento ou seja a avaliação deve ser a reflexão transformada em ação que consequentemente nos impulsiona para novas reflexões.

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4 resgatando os significados de avaliação das concepções pedagógicas no contexto escolar iniciaremos com as práticas exercidas a partir do século xvi convencionalmente chamadas de pedagogia tradicional nas quais avaliação e exame se equivaliam examinar para avaliar utilizada nos colégios católicos da ordem jesuítica e em escolas protestantes a prática dos exames atingiu o apogeu com a consolidação da burguesia segundo luckesi 2010 a escola brasileira pública e particular em todos os níveis de ensino pratica exames escolares em vez de avaliação da aprendizagem para o autor que denomina essa prática de pedagogia do exame as práticas nacionais de avaliação enem sinaes reforçam a cultura do exame e não a cultura da avaliação mesmo reconhecendo a necessidade dos exames em situações que exijam classificação concursos na sala de aula deveria predominar o diagnóstico como recurso de acompanhamento e reorientação da aprendizagem luckesi 2010 o grande equívoco dos professores é denominar os exames de avaliação o exame é fruto de uma pedagogia que se compromete com a sociedade burguesa na qual ações como constatar e excluir são processos vitais para garantir o status quo portanto a avaliação que só constata na essência já não é avaliação professores professoras escolas sistemas de ensino dizem que estão praticando avaliação ­ assim existem dias de avaliação práticas de avaliação sistemas de avaliação porém efetivamente são dias de exames práticas de exames sistemas de exames ou seja somos traídos por hábitos que já passaram para nosso inconsciente e atuamos automaticamente sem nos perguntarmos sobre o verdadeiro sentido daquilo que estamos fazendo inconscientemente examinamos porém dizemos que avaliamos luckesi 2010 p 58 avaliar é realizar o diagnóstico de uma experiência para reorientá-la e obter um melhor resultado por isso é diagnóstica e inclusiva ao contrário do exame que é classificatório seletivo e consequentemente excludente luckese 2010 para hoffmann 2003 a nota ou o conceito são conferidos aos alunos sem interpretação tais sentenças periódicas resultam do antagonismo entre professor e aluno que produz sofridos episódios de avaliação sentenças irrevogáveis juízes inflexíveis réus em sua maioria culpados hoffmann 2003 p 17-18 a lógica do exame não permite a observação do processo ensino e aprendizagem e a nota é assumida como uma

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5 informação relevante sobre as qualidades do sujeito tratado como objeto de análise estaban 2002 os métodos de avaliação e a realidade escolar provocam dúvidas e têm instigado a reflexão de muitos profissionais da educação esse tema embora não seja recente ainda é tratado de forma superficial na maioria dos cursos de formação pouco se discute sobre o acompanhamento da aprendizagem menos ainda sobre as formas de registros do desempenho escolar notas conceitos concordamos com hoffmann 2005 quando afirma que essa é uma discussão pelo avesso pois o registro representa apenas a ponta do iceberg outra concepção de avaliação que se destaca é a de medida do desempenho escolar medir para avaliar a avaliação como processo de medida originou-se a partir dos estudos de thorndike século xx nos estados unidos com o desenvolvimento de testes educacionais padronizados que mediam habilidades e aptidões para Álvarez méndez 2002 esse procedimento presta-se à seleção à classificação e à distribuição de acordo com os resultados em diferentes níveis ou meios educativos o quociente de inteligência qi que tais testes mediam poderia ser uma amostra de tamanho artifício nesse período a psicologia passa a contribuir com a avaliação educacional sob dois ângulos o primeiro se refere aos testes psicológicos e testes de inteligência tal possibilidade de mensuração do comportamento expandiu a cultura desses procedimentos e medidas à educação o segundo ângulo refere-se à psicologia comportamental sobre a aprendizagem considerando que a mesma poderia ser quantificada medida chueiri 2008 a pedagogia tecnicista se fundamenta em tais estudos conceituando a avaliação como uma sistemática de dados por meio dos quais se determinam mudanças de comportamento e em que medida elas ocorrem o rendimento do aluno é comprovado com base nos objetivos comportamentais predefinidos reduzindo a avaliação a uma medida de acordo com hadji 2001 medir é atribuir um número a um acontecimento ou objeto conceito enraizado na mente de muitos professores e alunos a confiabilidade nas medidas de eficiência dificulta a superação dessa concepção reduzir a avaliação à medida ou à prova representa aceitar a infalibilidade desses meios como instrumentos de medida e desconsiderar a subjetividade do avaliador a avaliação quantitativa se organiza como um processo de controle da aprendizagem e fomenta o individualismo e a competição para esteban 2002 aprender na perspectiva quantitativa não é tão importante como alcançar bons resultados a nota que não tem relação com o processo ensino e aprendizagem passa a ser um estímulo que nem sempre está relacionado com a ampliação do conhecimento hoffmann 2005 destaca que o equívoco do sistema educacional está em transformar a aprendizagem em necessária obrigatória com o

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6 aprender sempre voltado para algum motivo para passar de ano para passar no vestibular para ter uma profissão pais professores e sistema educacional transformam o aprender em competição para ser melhor que o outro para o prazer de aprender será preciso tomar outro rumo em educação e avaliação eliminando o espectro de competição feroz de valor funcional de aprender/produto de saber/prêmio que o sistema educacional inculcou nos alunos e nos profissionais da educação hoffmann 2005 p 36 a letra da música estudo errado do cantor gabriel o pensador retrata um sistema de avaliação educacional voltado para a mensuração/quantificação quase sempre desvinculado da importância e do prazer da aprendizagem quase tudo que aprendi amanhã eu já esqueci decorei copiei memorizei mas não entendi decoreba esse é o método de ensino eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino não aprendo as causas e consequências só decoro os fatos desse jeito até história fica chato então eu fui relendo tudo até a prova começar voltei louco pra contar manhê tirei um dez na prova me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova decorei toda lição não errei nenhuma questão mão aprendi nada de bom mas tirei dez boa filhão gabriel o pensador 1995 uma das visões mais tradicionais que a avaliação assume no contexto escolar é a da classificação ou regulação a avaliação é associada na escola e entre as escolas à criação de hierarquia de excelência alunos e escolas são comparados e classificados por meio das avaliações que vêm sendo introduzidas nos sistemas educativos avaliar para classificar ou regular de acordo com romão 2007 a avaliação classificatória prevê a verificação de performances para classificar em um ranking separando os competentes dos incompetentes com objetivo de excluir sem conotação negativa ao termo a avaliação na maioria das escolas consiste exclusivamente em aplicar provas ignora-se o papel do avaliador não se aplica os desvios aos objetivos do currículo e se demonstra a crença na neutralidade do ato de avaliar.

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7 insistimos em chamar de avaliação uma situação estanque em que o aluno interrompe o seu processo de aprendizagem para mostrar o que aprendeu de forma pontual ignorando passado e futuro nessa situação o que vale é o presente para sabermos o que o aluno sabe agora a classificação característica desse processo separa os que aprenderam dos que não aprenderam os que obtiveram sucesso dos que fracassaram para furtado 2007 a avaliação não pode ser uma fotografia deve ser um filme que leva em conta a história do aluno e da instituição de ensino não deve se preocupar em classificar mas sim em diagnosticar para agir e se constituir numa valiação inclusiva a avaliação não deve ser vista como uma ferramenta disciplinadora de falso poder mas como parte do processo ensino-aprendizagem diferencia-se do teste de conhecimento porque representa um olhar global sobre uma ação e utiliza-se de vários instrumentos avaliação não é uma foto mas sim um filme furtado 2007 p 86 vasconcelos 2001 aponta cinco consequências da avaliação classificatória e portanto excludente do ponto de vista estritamente pedagógico ele provoca a não aprendizagem porque o aluno fica mais preocupado em tirar nota do que em aprender do ponto de vista psicológico os estragos são enormes só para criar um exemplo bem concreto existe criança que passa a ter mais prazer em ver o coleguinha ir mal do que ele ir bem do ponto de vista econômico o dinheiro que é gasto com reprovações e evasões poderia ser aplicado em educação de crianças que estão fora da escola um efeito político esse tipo de avaliação acaba levando o sujeito àquela posição de passividade É um pacato cidadão vasconcellos 2001 segundo esteban 2002 o controle e a classificação dos indivíduos de acordo com modelos estandardizados tentam homogeneizar comportamentos conhecimentos atitudes consolidando a concepção de unicidade de significados tenta eliminar diferenças e contradições o projeto de avaliação em suas práticas demarca uma concepção que faz a associação entre aprendizagem memorização e repetição do ensinado mesmo sob o discurso da qualidade da educação podemos verificar que a avaliação educacional atende a necessidade de selecionar e excluir a dicotomia entre erro e acerto conhecimento e ignorância saber e não-saber forte e fraco capaz e incapaz maduro e imaturo bom e ruim é assumida como fio condutor da atividade escolar a avaliação demarcando as fronteiras facilita o

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8 isolamento dos sujeitos a avaliação classificatória com intenção de hierarquizar e selecionar tendo como fundamento a homogeneidade a competição e a exclusão atua na ótica da negação negação do outro do diferente de suas práticas de seus saberes de suas formas de vida de seu contexto cultural de sua realidade social negação do diálogo negação das múltiplas possibilidades esteban 2002 p 103-104 a lógica da avaliação praticada no sistema educativo brasileiro resulta do modelo de sociedade que defendemos mudar essa prática exige compromisso social com um modelo mais justo de sociedade que promova o bem de todos com prevalência dos direitos humanos reagindo às concepções tecnicista e quantitativa de avaliação surgem críticas sobre os modelos de avaliação desenvolvidos no sistema educativo e surge um grande interesse sobre a perspectiva da avaliação qualitativa avaliar para qualificar para saul 1988 na concepção qualitativa de avaliação há preocupação em compreender o significado de produtos complexos por isso esse tipo de avaliação incorpora técnicas orientações e pressupostos da metodologia etnográfica da investigação de campo a avaliação qualitativa ultrapassa a avaliação quantitativa sem dispensá-la a quantidade é apenas uma das dimensões da qualidade para demo 1995 não faz sentido desprezar o lado da quantidade na avaliação pois qualidade não é a contradição lógica de quantidade a avaliação qualitativa que souber cercar-se inteligentemente da base empírica terá ganhos efetivos no processo avaliativo a qualidade como atributo mais amplo é valor e condição das coisas e das pessoas em termos de rendimento escolar qualidade se expressa em estratégias de cálculo formas de expressão profundidade de argumentação criatividade originalidade de ideias maneiras de sentir e de agir dos estudantes aspectos complexos que não podem ser relatados através de números hoffmann 205 p 50

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9 hoffmann 2010 ressalta a perspectiva da ação avaliativa como uma das mediações pela qual se encoraja a reorganização do saber uma reciprocidade intelectual entre os elementos da ação educativa a avaliação enquanto relação dialógica concebe o conhecimento como a apropriação do saber pelo aluno e pelo professor exigindo uma relação epistemológica do professor com o aluno a partir dessa concepção o diálogo não se processa obrigatoriamente por meio da comunicação verbal ele é mais amplo e complexo a avaliação mediadora exige registros de natureza qualitativa que são a referência essencial os elementos mediadores do replanejamento da ação educativa tanto em relação ao grupo quanto em relação a cada aluno os números e conceitos não oferecem essa diferenciação e homogeneízam a ação pedagógica as observações e os registros resultam em intervenções pedagógicas pertinentes podemos concluir parafraseando gadotti 1984 que a avaliação não é um processo técnico mas também uma questão política podendo se constituir num exercício autoritário do poder de julgamento ou num projeto em que o avaliador e o avaliando sofrem e buscam uma mudança qualitativa 1.4 retomando os questionamentos sobre avaliação retomemos os questionamentos realizados no início desta unidade para que avaliar a primeira questão que orienta um processo avaliativo é definir por que motivo realizamos a avaliação esse questionamento permite refletir sobre nossas intenções sobre nosso papel os limites da nossa ação e as condições de que dispomos para interferir na educação a legislação educacional brasileira estabelece os propósitos da avaliação do rendimento escolar no artigo 23 da lei 9.394/96 item v apontando a avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno como prevalência dos aspectos qualitativos em

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10 detrimento dos quantitativos e dos resultados ao longo do período em detrimento de eventuais provas finais a possibilidade de aceleração de estudos dos alunos com atraso escolar a possibilidade de avanço nos cursos e séries mediante verificação do aprendizado o aproveitamento dos estudos concluídos com êxito e a obrigatoriedade de estudos de recuperação de preferência paralelos ao período letivo em casos de baixo rendimento escolar na análise de sousa 1999 a legislação amplia o nível de decisão dos professores a partir da avaliação que realizam legalmente a avaliação do rendimento escolar assume aquilo que a teoria preconizava sobre sua função primordial ou seja o aperfeiçoamento do ensino um processo de avaliação bem conduzido pressupõe professores capacitados e dispostos a modificarem sua prática com suporte do sistema educacional a principal inovação no campo da avaliação pode ser verificada no artigo 9º da lei 9.394/96 item vi o qual destaca que a união deve assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental médio e superior em colaboração com os sistemas de ensino objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino brasil 2010 na realidade trata-se da instituição da avaliação nacional da educação básica a ser realizada pelo mec em colaboração com os sistemas de ensino que na prática institucionaliza o sistema de avaliação da educação básica saeb criado em 1990 como podemos ver a avaliação responde a necessidade de conhecer a avaliação deve servir para sabermos como funciona o sistema de ensino e o sistema social considerando o direito ao conhecimento que ampara a cidadania numa sociedade democrática concordando com Álvarez méndez 2002 afirmamos que a docência não é um estado ao qual se chega e sim um caminho percorrido as novas formas de conceber a avaliação e as práticas que as mesmas inspiram tornam-se importantes na reflexão e na profissionalização do professor o que avaliar?

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11 a clareza dos objetivos o significado da disciplina na formação do aluno os objetivos delineados no projeto da escola permitem aos profissionais da educação a definição dos procedimentos a serem seguidos e o planejamento das avaliações a avaliação dessa forma será utilizada como instrumento promotor da aprendizagem do aluno e para o aperfeiçoamento do ensino e da prática educativa sousa 1999 destaca o equívoco que muitos professores cometem quando da definição dos objetivos muitos indagam se a escola deve levar o aluno a adquirir conhecimento ou a desenvolver competências fato que consequentemente traz reflexos na definição daquilo que deve ser avaliado conhecimento ou competência para a autora não é possível desenvolver competências sem garantir a aquisição de conhecimentos inclusive quanto maior o grau de complexidade de uma determinada competência maior a exigência do domínio de amplos conhecimentos definir o que avaliar leva o professor a refletir sobre o ensino que pretende desenvolver e a ter clareza sobre a formação pretendida dos alunos de acordo com sousa 2010 a instituição escolar deve vivenciar a avaliação de forma sistemática para além da avaliação institucional a escola responderá às seguintes questões qual nosso projeto educacional quais os princípios que devem orientar a organização do trabalho escolar qual o nosso compromisso com os alunos qual o nosso compromisso com a construção de uma escola de qualidade o que entendemos por qualidade dessa forma a definição do que avaliar deve se pautar nesses questionamentos como avaliar como vimos anteriormente a escola tem mantido a prática da pedagogia do exame a qual visa apenas constatar e por isso não pode ser considerada avaliação essa prática também não deve ser vista como sinônimo de medida tampouco servir para classificar com objetivo de excluir avaliar envolve o levantamento de informações sobre a aprendizagem dos alunos que devem ser analisadas considerando os critérios e

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12 objetivos do plano de ensino e inclui também o processo de tomada de decisão nesse sentido analisar como vou avaliar não implica definir apenas que provas testes vou realizar mas sobretudo estabelecer como vou permitir que dados levantados permitam o autoconhecimento do aluno e o diagnóstico do ensino oferecido sousa 1999 p 94 os resultados da avaliação devem permitir aos professores escolas e sistemas de ensino a análise de como a escola está implantando seu projeto pedagógico de como o sistema educacional está implantando suas políticas educacionais e assim tomarem decisões a respeito dos rumos da educação nacional a avaliação deve fornecer informações para a tomada de decisão seja no âmbito da sala de aula seja no âmbito do sistema educacional também deve cumprir seu papel educativo para alcançar uma educação de qualidade ultrapassando a perspectiva quantitativa avaliar em termos qualitativos e ultrapassar amplamente a medida a constatação dos dados imbernón 2001 p 36 afirma que não adianta insistir em mudanças no campo da avaliação pois a questão maior seria atualizar a escola e sintonizar os professores com as alterações que estão acontecendo para o autor é preciso mudar a escola e a formação dos professores o desafio da escola está em aprender a viver na igualdade e a conviver na diversidade imbernÓn 2001 p 36 desvencilhando-se das concepções arraigadas de padronização e exclusão as questões levantadas nesta unidade não pretenderam fornecer um receituário e nem poderiam acreditamos que representam inovações que exigirão persistência no tempo já que são fundamentais para a construção de uma educação democrática 1.5 considerações finais do ponto de vista das relações pedagógicas a avaliação exige uma postura democrática do sistema de ensino para que se alcance a melhoria da qualidade da educação para modificarmos as práticas avaliativas precisamos acabar com as crenças e modos de agir que estão enraizados na cultura escolar e na cultura profissional dos professores historicamente mudamos os nomes porém não modificamos a prática da avaliação.

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13 a avaliação deve estar voltada para o progresso dos alunos suas necessidades e capacidades para melhorar o ensino adequando e aperfeiçoando a qualidade dos materiais das estratégias da organização e sequência dos conteúdos sempre vista no sentido micro voltada para o funcionamento a instituição escolar e para a política e administração do sistema educacional as políticas nacionais de avaliação serão tema da próxima unidade 1.6 estudos complementares aprofundar os estudos sobre avaliação da aprendizagem e avaliação institucional é um grande passo para compreender o campo da avaliação repensá-la e praticá-la como instrumento voltado para a aprendizagem efetiva dos alunos e para a qualidade do sistema educacional seguem sugestões de leitura e de vídeos para o leitor aprofundar o seu conhecimento no campo da avaliação artigos acesse o site http www.crmariocovas.sp.gov.br clicando em temas pedagógicos nesse site o leitor encontrará vários artigos sobre avaliação filmes quem não cola não sai da escola direção andrew gurland estados unidos 2002 90 min comédia nenhum a menos direção zhang yimou china 1999 106 min drama vídeos acesse o youtube e assista clip da música estudo errado de gabriel o pensador a música faz uma crítica ao método alienante do sistema educacional não existe um por quê aprender mas sim um dever aprender disponível em http www.youtube.com/watch?v=zxnbhw54 vídeo sobre avaliação com cipriano luckesi disponível http www.youtube.com/watch?v=sil3ew7ntae&feature=related em:

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14 vídeo dvd 3 escola/educação ­ tema avaliação disponível http www.youtube.com/watch?v=qyb-1qxlotu&feature=related em:

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