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ufsm universidade federal de santa maria ccr centro de ciÊncias rurais departamento de clÍnica de pequenos animais manual de patologia clÍnica veterinÁria sonia terezinha dos anjos lopes alexander welker biondo andrea pires dos santos 3ª edição santa maria 2007
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manual de patologia clínica veterinária manual de patologia clÍnica veterinÁria autores dra sonia terezinha dos anjos lopes professora adjunta depto de clínica de pequenos animais ufsm santa maria rs 55 3220-8814 sonia@ufsm.br dr alexander welker biondo professor adjunto depto de medicina veterinária ufpr curitiba pr 41 3350-5661 abiondo@uiuc.edu msc andrea pires dos santos doutoranda depto de patologia clínica veterinária ufrgs porto alegre rs 51 3308-6099 deasantos@ufrgs.br colaboradores msc mauren picada emanuelli professora substituta depto de clínica de pequenos animais ufsm santa maria rs 55 3220 8814 maurenvet@hotmail.com dra patrícia mendes pereira professora adjunta depto de clínicas veterinárias uel londrina pr 43 3371-4559 pmendes@uel.br msc alfredo quites antoniazzi doutorando ppgmv ufsm santa maria rs 55 3220 8752 alfredo.antoniazzi@biorep.ufsm.br msc stella de faria valle professora assistente departamento de medicina veterinária upf passo fundo rs 54 3316-8444 stellavalle@upf.br santa maria 2007 i
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universidade federal de santa maria centro de ciÊncias rurais l864m lopes sonia terezinha dos anjos manual de patologia clínica veterinária sonia terezinha dos anjos lopes alexander welker biondo andrea pires dos santos colaboradores mauren picada emanuelli [et al 3 ed santa maria ufsm/departamento de clínica de pequenos animais 2007 107 p il 1 medicina veterinária 2 clínica veterinária 3 patologia clínica veterinária i biondo alexander welke ii santos andrea pires iii emanuelli mauren picada colab iv título cdu 619:636.7 8 ficha catalográfica elaborada por luiz marchiotti fernandes crb 10/1160 biblioteca setorial do centro de ciências rurais centro de ciÊncias rurais universidade federal de santa maria 97105-900 santa maria rs fone 55 3220-8814 55 3220-8460 todos os direitos reservados É proibida a reprodução completa ou parcial da obra sem prévia autorização ii
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manual de patologia clínica veterinária apresentaÇÃo o roteiro do manual apresentado neste volume teve sua primeira edição elaborada em 1996 e se destina ao acompanhamento das aulas teóricas e práticas da disciplina de patologia clínica veterinária os assuntos deste manual são variados e abrangem grande parte da rotina laboratorial veterinária sua abordagem visa basicamente fornecer subsídios para imediata aplicação quer seja no ensino de patologia clínica veterinária quer seja na prática diária do laboratório clínico veterinário os autores agradecem a todos aqueles que desde sua primeira edição direta ou indiretamente auxiliaram na confecção deste manual os editores i
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lopes biondo e santos santa maria 2007 ii
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manual de patologia clínica veterinária sumÁrio mÓdulo i hematologia 1 parte 1 introduÇÃo 1 1 1 sangue 1 roteiro de aula prÁtica n 1 colheita de sangue 2 1 2 colheita de sangue venoso periférico 2 1 3 anticoagulantes 3 parte 2 eritrograma i 5 2 1 hematopoiese 5 2 2 Órgãos envolvidos na hematopoiese 5 2 3 eritropoiese 6 roteiro de aula prÁtica n 2 hematócrito 7 2 4 eritrograma 7 2 5 valores normais 7 2 6 hematócrito ou volume globular 8 2 7 atividade extra interferências no hematócrito 10 parte 3 eritrograma ii 11 3 1 reticulócitos 11 3 2 regulação da eritropoiese eritropoietina 12 3 3 destruição eritrocitária 13 3 4 hemoglobina 14 roteiro de aula prÁtica n 3 esfregaço sangüíneo 15 3 5 preparo do esfregaço e coloração 15 3 6 morfologia dos eritrócitos 16 3 7 contagem de reticulócitos 17 3 8 atividade extra hemácias nas aves peixes répteis e anfíbios 17 parte 4 anemias e policitemias 18 4 1 anemias 18 4 2 classificação das anemias 18 4 3 policitemias 22 roteiro de aula prÁtica n 4 contagem de hemácias 23 4 4 modificações eritrocitárias 23 4 5 concentração de hemoglobina 24 4 6 determinação de hemoglobina 25 4 7 determinação do número total de hemácias 25 4 8 atividade extra medula óssea 26 parte 5 leucograma i 28 5 1 classificação dos leucócitos 28 5 2 granulopoiese 28 5 3 regulação da granulopoiese 28 5 4 granulocinética 29 5 5 neutrófilos 29 5 6 eosinófilos 31 5 7 basófilos 32 5 8 monócitos 33 5 9 linfócitos 33 roteiro de aula prÁtica n 5 contagem de leucócitos 35 5 10 contagem total de leucócitos 35 parte 6 leucograma ii 38 6 1 interpretação dos parâmetros leucocitários 38 6 2 fibrinogênio 38 iii
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lopes biondo e santos santa maria 2007 6 3 leucocitose 38 6 4 leucopenia 40 6 5 classificação dos desvios de neutrófilos 41 6 6 alterações leucocitárias quantitativas 42 6 7 alterações leucocitárias qualitativas 44 roteiro de aula prÁtica n 6 diferencial leucocitário 45 parte 7 hemostasia 48 7 1 introdução 48 7 2 vasos sanguíneos 48 7 3 hemostasia primária vasos e plaquetas 48 7 4 hemostasia secundária fatores de coagulação 49 a cascata de coagulação 49 7 5 hemostasia terciária fibrinólise 51 7 6 testes laboratoriais para desordens hemostáticas 51 7 7 distúrbios hemostáticos 53 7.8 hemostasia aves 57 roteiro de aula prÁtica n 7 testes de hemostasia 57 7 9 atividade extra coagulograma 59 mÓdulo 2 bioquÍmica clÍnica 60 parte 8 funÇÃo renal 60 8 1 funções dos rins 60 8 2 o néfron 60 8 3 filtração glomerular 61 8 4 reabsorção e secreção tubular 62 8 5 fatores que afetam a filtração glomerular 62 8 6 urinálise 63 8 7 provas de função renal 71 8 8 uremias 72 roteiro de aula prÁtica n 8 colheita e exame da urina 72 8.9 atividade extra diferenciar hemoglobina de mioglobina 73 parte 9 funÇÃo hepÁtica 75 9 1 anatomia do fígado 75 9 2 funções do fígado 75 9 3 avaliação de função e lesão hepáticas 76 9 4 indicações para exames hepáticos específicos 77 9 5 proteínas plasmáticas 79 9 6 bilirrubinas 83 roteiro de aula prÁtica n 9 dosagem de bilirrubinas 85 parte 10 funÇÃo pancreÁtica 87 10 1 pâncreas exócrino 87 10 2 pâncreas endócrino 88 roteiro de aula prÁtica n 10 função pancreática 89 mÓdulo 3 citologia 92 parte 11 derrames cavitÁrios 92 11 1 fisiologia dos líquidos corpóreos 92 11 2 alterações nas trocas de fluídos 93 11 3 classificação dos derrames cavitários 94 roteiro de aula prÁtica n 11 exame de líquido abdominal 95 11 4 abdominocentese 95 11 5 atividade extra colheita e análise do líquor 96 mÓdulo 4 hemoterapia 98 iv
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manual de patologia clínica veterinária parte 12 transfusÃo em cÃes e gatos 98 12.1 introdução 98 12.2 tipos sangüíneos 98 12.3 seleção dos doadores 99 12.4 colheita do sangue 99 12.5 sangue total e seus componentes 100 12.6 cálculo do volume a ser transfundido 100 12.7 a transfusão sanguínea 101 12.8 reações transfusionais 102 12.9 testes de compatibilidade 102 roteiro de aula prÁtica n 12 compatibilidade sangüínea 103 12.10 prova de reação cruzada ou prova de compatibilidade sanguínea 103 parte 13 valores de referÊncia 105 parte 14 bibliografia 106 v
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manual de patologia clínica veterinária mÓdulo i hematologia parte 1 introduÇÃo 1 1 sangue o sangue é composto de uma parte líquida e outra celular a parte líquida denominada plasma é obtida após centrifugação quando colhemos o sangue com anticoagulante e contêm o fibrinogênio e o soro quando sem anticoagulante o fibrinogênio coagula e restam no soro os mais variados solutos orgânicos como minerais enzimas hormônios etc portanto o soro é constituído do plasma sem o fibrinogênio a parte celular é composta pelos eritrócitos leucócitos e plaquetas nas aves répteis anfíbios e peixes todas as células possuem núcleo e as plaquetas são deste modo chamadas de trombócitos nos mamíferos apenas os leucócitos possuem núcleo as hemácias os perdem durante sua formação e as plaquetas são fragmentos de citoplasma da célula progenitora os megacariócitos a principal função do sangue é o transporte quer de substâncias essenciais para a vida das células do corpo tais como oxigênio dióxido de carbono nutrientes e hormônios quer de produtos oriundos do metabolismo indesejáveis ao organismo os quais são levados aos órgãos de excreção o volume sangüíneo normal nas espécies domésticas varia em torno de 6 a 10 do peso corpóreo com grande variedade intra e interespécies que é apresentada de forma resumida dos volumes sangüíneos de acordo com o peso corpóreo para as principais espécies animais tabela 1.1 o hemograma é o exame de sangue mais solicitado na rotina laboratorial devido à sua praticidade economia e utilidade na prática clínica está dividido em três partes 1 eritrograma que compreende o hematócrito dosagem de hemoglobina e a avaliação morfológica e contagem total de eritrócitos 2 leucograma composto pela avaliação morfológica e contagem total e diferencial de leucócitos 3 plaquetas que se compõe de avaliação morfológica e contagem de paquetas auxiliando a interpretação da hemostasia ainda após a realização do microhematócrito pode-se mensurar por refratometria as proteínas totais plasmáticas que auxiliam na interpretação de diversas situações fisiológicas e patológicas sendo o sangue responsável pela homeostasia do organismo e o hemograma um exame geral do animal raramente o hemograma apresenta um diagnóstico definitivo de determinada patologia ou doença ao invés disso o hemograma oferece informações que podem ser utilizadas como ferramenta pelo clínico para em associação a outros sinais e exames realizar a busca diagnóstica assim sendo o hemograma é solicitado por várias razões entre elas em um procedimento de triagem para avaliar a saúde do animal na busca do diagnóstico ou prognóstico do animal e ainda para verificar a habilidade corporal às infecções e para monitoramento do progresso de certas doenças no entanto a história e o exame clínico são essenciais para a interpretação dos dados hematológicos e outros testes laboratoriais que serão objetos de investigação apenas quando descartadas as alterações ocasionadas por interferência na colheita de amostras é que podemos com segurança interpretar seus resultados de modo claro e representativo isso porque alterações causadas pela excitação adrenalina e ou estresse corticóides durante a colheita podem desencadear processos mediados por estes hormônios além disso drogas administradas exógenamente também podem interferir nos resultados de um hemograma como por exemplo o uso de glicocorticóides resultados anormais em um hemograma são inespecíficos podendo estar associados a várias doenças ou condições que provocam respostas similares no entanto como mencionado anteriormente o hemograma pode ser diagnóstico em certas patologias como hemoparasitas ou leucemias 1
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lopes biondo e santos santa maria 2007 tabela 1.1 volume sangüíneo nas diversas espécies animais segundo o peso corpóreo peso corpÓreo espÉcie cães gatos vacas lactantes bovino em crescimento vacas leiteiras jovens cavalos de sangue quente vacas não-lactantes cavalos de sangue frio ovelhas cabras suínos adultos animais de laboratório ml/kg 77 78 62 66 66 77 88 110 62 66 62 66 55 8-9 6-7 7-8 10 11 6-7 6-7 5-6 6-7 o ideal na prática veterinária é que a amostra laboratorial seja colhida no mesmo local do seu processamento no entanto na maioria das vezes este procedimento é realizado pelo clínico em seu ambulatório e enviado ao laboratório para a realização do exame deste modo para se obter resultados confiáveis uma colheita adequada constitui etapa tão importante quanto a própria realização do exame e sua posterior interpretação uma colheita e acondicionamento adequados devem seguir rigidamente os métodos preconizados pela técnica bem como estarem condizentes com o procedimento do laboratório que irá processar o material mesmo com a diversidade de amostras a serem colhidas algumas regras básicas são comuns a todas a mais importante delas talvez seja a adequada identificação da amostra tanto junto ao frasco ou embalagem do material como na guia de requisição do exame a identificação da amostra deve ser feita de modo a não se destacar ou sair durante o acondicionamento principalmente quando a amostra estiver sob refrigeração ou com cubos de gelo em caixa de isopor o número ou nome do animal deve ser claro escrito em letras nítidas se possível com a data de colheita a guia ou ficha de requisição também é de suma importância na realização do exame laboratorial exame nº proprietário espécie raça sexo rg idade tratamento sim data horário da colheita nÃo qual diagnóstico provisório história clínica resumida observações roteiro de aula prÁtica n 1 colheita de sangue 1 2 colheita de sangue venoso periférico conter o animal adequadamente proporcionando o mínimo de estresse para obter-se um resultado hematológico representativo após antissepsia introduzir agulha percutaneamente através da veia distendida por prévio garrote manual abaixo do ponto de colheita a colheita pela veia jugular é o local mais adequado para análises hematológicas na maioria das espécies tabela 1.2 conectar seringa descartável graduada e colher o sangue lentamente correspondente à quantidade de anticoagulante contida no frasco de acondicionamento após completar o volume desejado retirar a seringa desfazer o garrote antes de remover a agulha e comprimir manualmente o local de punção com algodão embebido 2
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manual de patologia clínica veterinária em álcool iodado retirar a agulha e transferir o sangue colhido da seringa com suave compressão do êmbolo para evitar hemólise dentro de vidro estéril contendo anticoagulante edta 2,0 mg/ml de sangue este anticoagulante é diluído a 10 na proporção de 0,1ml para cada 5ml de sangue a amostra pode ser utilizada para a realização do hemograma fibrinogênio e contagem de plaquetas tabela 1 2 locais e agulhas mais utilizados na colheita de sangue periférico espécie animal local de venopunção cão cefálica jugular safena gato cefálica jugular safena bovino jugular caudal mamária eqüino jugular ovinos e caprinos jugular suínos cava anterior marginal da orelha coelhos marginal da orelha cardíaca 25x7 22gauge 25mm de comprimento e 0,7mm de calibre calibre da agulha 25x7,25x8,25x9;40x12 25x7 25x8 40x12 40x16 40x12 40x16 40x10 40x12 40x16 40x12 40x16 25x7 40x12 importantes causas de hemólise calor excessivo seringas e agulhas molhadas e/ou quentes certique-se de que tudo está seco e à temperatura ambiente demora na colheita forte pressão negativa na seringa caso a colheita se mostrar difícil ¨lave¨ a seringa e agulha com o anticoagulante previamente à colheita descarga violenta da seringa no frasco ou feita com a agulha retire a agulha ao transferir o sangue da seringa para o frasco homogeneização violenta com o anticoagulante faça-a gentilmente por inversão do tubo por pelo menos dez a doze vezes uso incorreto dos anticoagulantes 1 3 anticoagulantes edta etileno diamino tetra acetato de sódio ou de potássio modo de ação reage através de seus dois radicais ácidos com cálcio plasmático formando um quelato com os elementos alcalino-terrosos tornando-se insolúvel uso recomendado para a rotina hematológica porque não interfere na morfologia celular preservando-a por até 24 horas quando refrigerado adequadamente É pouco solúvel e o sal de potássio é o mais solúvel e mais caro a diluição é realizada a 10 e toma-se 0,1ml de edta para 5ml de sangue fluoreto de sódio modo de ação quelante de cálcio com a formação de sais insolúveis uso como impede a glicólise sanguínea realizada in vitro principalmente pelos eritrócitos é indicado para determinação da glicose há produto comercial pronto para uso na medida de 1 gota para cada 3ml de sangue heparina modo de ação atividade como inibidor da trombina e tromboplastina uso alguns bioquímicos como interfere na coloração do esfregaço sanguíneo não é recomendado para hemograma a diluição é de 0,1ml de solução a 1 para não coagular 5,0ml de sangue a heparina retarda a coagulação do sangue por apenas 8 horas citrato de sódio modo de ação quelante de cálcio com a formação de sais insolúveis uso provas de coagulação tempo de protrombina tempo de tromboplastina parcial ativada seu emprego se faz em soluções 1,34g na proporção de 10 ou seja 0,5ml para 4,5ml de sangue 1.4 atividade extra comparando diferentes anticoagulantes · colha adequadamente amostras de sangue em três diferentes frascos com os seguintes anticoagulantes edta tampa roxa heparina tampa verde e fluoreto se sódio tampa 3
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lopes biondo e santos santa maria 2007 cinza · abra os tubos raspe um giz de lousa carbonato de cálcio na borda de cada tubo de modo que um pouco do pó de gis caia dentro de cada tubo · cronometre o tempo que cada tubo leva para que ocorra a coagulação movimentando o tubo em ângulo acondicione os frascos em temperatura ambiente por 12-24 horas o sangue dos frascos com edta e fluoreto de sódio ambos quelantes de cálcio coagulam após um período de 8-12 minutos visto que o gis oferece mais cálcio que a capacidade quelante no tubo grosseiramente você acabou de realizar o tempo de coagulação o frasco com heparina não deve coagular com a adição do gis pois sua atividade anticoagulante não depende do cálcio no entanto decorridas 8-12 horas o efeito anticoagulante cessa e o sangue do tubo com heparina deve coagular após este período 4
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manual de patologia clínica veterinária parte 2 eritrograma i 2 1 hematopoiese a hematopoiese normal ocorre extravascularmente na medula óssea dos mamíferos mas pode acontecer em outros órgãos que participaram da hematopoiese na vida fetal e recém-natal em aves embora a granulopoiese ocorra extravascularmente a eritropoiese e os trombócitos são produzidos intravascularmente na vida embrionária a hematopoiese inicia-se no saco vitelino estágio em que há o início da formação vascular com o desenvolvimento fetal o fígado o baço e a medula óssea são os maiores órgãos hematopoiéticos figura 2.1 durante a segunda metade do desenvolvimento do feto a medula óssea e os órgãos linfóides periféricos para os linfócitos são os maiores locais de produção de células sangüíneas após o nascimento a hematopoiese passa a ocorrer somente na medula óssea nos mamíferos inicialmente a medula óssea de todos os ossos participa desta atividade mas com a idade esta função vai limitando-se à medula óssea dos ossos chatos e epífises dos ossos longos isto porque a demanda por eritrócitos decresce com a maturidade no animal adulto os principais ossos envolvidos no processo são o esterno o crânio o ílio as costelas e as extremidades do fêmur e do úmero a medula vermelha ou ativa com o tempo vai desaparecendo e deixa de ser hematopoiética sendo substituída por tecido gorduroso o qual forma a medula amarela ou inativa em casos de necessidade ocorre regeneração e a medula amarela passa a ser vermelha nestes casos a hematopoiese pode voltar a ser realizada pelo fígado baço e linfonodos na fase senil a medula óssea amarela se torna medula fibrosada e é de difícil e vagarosa expansão o que dificulta a rápida resposta à anemia nestes animais deste modo podemos facilmente associar a hematopoiese à vida do indivíduo a fase de rápido crescimento do jovem está associada à expansão do volume sanguíneo com pesada demanda na medula por eritrócitos portanto todos os ossos são capazes de hematopoiese 100 90 80 hematopoiese 70 60 50 40 30 20 10 0 0 saco vitelínico fígado baço medula óssea 10 20 30 40 dias após concepção 50 60 70 figura 2 1 contribuição da produção sangüínea no gato jain 1986 2 2 Órgãos envolvidos na hematopoiese o baço armazena e elimina hemácias hemocaterese e plaquetas além de estar envolvido na hematopoiese inicial produz linfócitos e plasmócitos degrada hemoglobina estoca o ferro remove corpúsculos de howell-jolly corpúsculos de heinz e parasitas dos eritrócitos 5
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