Manual de Ensino Para o Educador Cristão - Howard G. Hendricks

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Escritos por especialistas em Educação Cristã, este Manual é um recurso completo para ser usado em casa, na igreja e nas escolas seculares onde se ministram estudos bíblicos. Nesta obra, você encontrará uma seleção de princípios e práticas, incluindo

Popular Pages


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pam 0 educador cristÃo compreendendo a natureza as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão editado por kenneth 0 gangel howard g hendricks

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i iii e l l 11 i i i i i i c lyrlklil © 1999 para a língua portuguesa da casa i ulillt .11 i n i .1 ilita cnililciir iltiletisi ilulo original iin ingles i in

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Índice introduÇÃo ensino cristão decreto de deus howard g hendricks 5 p r eu fnaet sp r 0e s oc is à atmud mn o a a nin r t o 1 2 3 4 5 6 seguindo o mestre em ensinar howard g hendricks 0 papel do espírito santo no ensino cristão roy b zuck designando a instrução bíblica david l edwards fundamentos bíblicos para uma filosofia de ensino michael s lawson integração bíblica 0 processo de pensar como cristão kenneth 0 gangel uma avaliação das teorias contemporâneas de aprendizagem david l edwards 9 11 33 48 66 81 96 p r ed is p d Õ sep o e s sd e s oc is à a t o arercsoo nin r t o 7 ensinando crianças robert joseph chounjr 8 ensinando jovens robertjoseph choun jr 9 ensinando adultos na igreja kenneth 0 gangel 10 escolhendo e usando métodos criativos robert joseph choun jr 11 usando seu computador pessoal no ensino stuart s cook 12 apoio audiovisual para o ensino donald p regier 13 medidas e avaliação stuart s cook 115 117 149 169 189 204 221 254 p r et Ê p p isc u ia n e s oc is à atrsa É r c is o nin r t o 14 o professor como líder howard g hendricks 15 o professor como discipulador james r slaughter 16 o professor como estudante da bíblia roy b zuck 23 7 275 293 307 3

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m a n i ia i 11 e n s in oparaoeducadorck is taopr eq a r vrdd sd e s oc is à atutoa ie a e o nin r t o 17 18 19 20 21 ensinando ensinando ensinando ensinando ensinando na na na na na família james r slaughter igreja michael s lawson escola cristã david l edwards faculdade cristã kenneth o gangel comunidade michael s lawson kenneth o gangel 37 2 329 348 362 375 392 405 conclusÃo um mandato para o futuro 4

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introduÇÃo ensino cristÃo decreto de deus howard g hendricks ele parece não fazer algo de si mesmo que possivelm ente possa delegar às suas criaturas ordena-nos que façamos lenta e desa jeitadam ente o que ele poderia fazer perfeitam ente e num pis car de olhos talvez não percebam os o problem a em sua inteireza p or assim dizer de perm itir que vontades finitas coe xistam com a onipotência parece envolver em cada m om ento quase que uma espécie de abdicação divina c s lewis certo cartum retratava um senhor brown e uma senhorita smith era óbvio que a moça munida das provas e dos resultados de entrevista candidatava-se a um cargo pedagógico sinto muitíssimo mas não podem os aceitá-la notamos que você é recém-formada de uma escola de educação e exigimos um professor com experiência em sala de aula de no m ínim o,cinco anos.além disso você só tem grau de bacharel e preferim os alguém com o mestrado o olho do leitor então passa para o quadro seguinte onde o senhor brown agora irmão brown e superintendente da escola domi nical entrevista a irmã smith a qual rebate o pedido que ele lhe fez para ser professora irmão brown sou nova-convertida e na verdade não sei muita coisa sobre a bíblia ora isso não é problem a responde ele a m elhor maneira de aprender a bíblia é ensiná-la mas irmão brown eu nunca ensinei aos juniores ela objeta 5

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11 iÍnsino educador cristÃo oh não deixe que isso a coíba irmã smith.tudo o que exigic alguém com coração disposto vem a resposta cenário é mais do que um desenho caricatural é um comentário di nosso baixo nível de discernim ento em relação ao ensino cristão sc voce plíincja ensinar c|1 !e 2+2 são 4 precisa de cinco anos de expericm ia pedagógica se espera ensinar as crianças a dizer eu tro u x e em vc 1 i n provavelmente lhe exijam o mestrado mas para ensi1 uai o currículo da vicia cristã qualquer coisa é boa o bastante para deus que contraste com o desígnio para o ensino apresentado no novo testamento segunda timóteo 2.2 informa-nos que o ensino não é um ministério da mediocridade mas da multiplicação nenhum ser humano está com pletam ente cônscio do poder residente no ensino.toda vez que alguém ensina desencadeia um processo que idealm ente nunca acaba duas razões atuam para formar um argumento convincente a igreja tem de ensinar não se trata de opção mas de uma característica indispensável;não é difícil de contentar mas é necessário .a denominação evangélica que não educa deixa de existir como igreja do novo testamento para que o cristianismo seja perpetuado precisa ser propagado iiiiis É ordem de jesus cristo mateus 28.19,20 enfoca a lente zo o m do espírito santo na grande comissão que são as últimas palavras de jesus cristo ditas aos discípulos antes da ascensão dele cinco referências da grande comissão no novo testamento mt 28.19,20;mc 16.15,16;lc 24.46-48;jo 20.21-23;at 1.8 indicam que não é algo aleatório mas essencial para a estratégia de nosso senhor o m andato fazei discípulos ara inclui intrinsecam ente o ensino mas tem os de notar que o ensino requerido aqui é o de determinada espécie isto é guardar !obedecer todas as coisas que cristo ordenou em outras palavras seus ensinam entos foram designados para produzir informação e transformação esse tipo de instrução é muito exigente e inacreditavelm ente difícil de se realizar lucas 6.40 fornece mais apoio ao objetivo de jesus no que se refere aos seus ensinam entos quando ele diz mas todo o que for perfeito será com o o seu m estre a verdade de deus não foi revelada para satisfazer nossa curiosidade mas para nos conform ar à imagem de cristo 6

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introduÇÃo foi praticada pela igreja primitiva não há a m enor sombra de dúvida de que o novo testamento ordena a igreja a ensinar mas a igreja primitiva obedeceu mesmo a esse mandamento a ilustraÇÃo em atos 2.41-47 temos um retrato da igreja primitiva o qual nos informa que eles perseveravam na doutrina [ensino dos apóstolos at 2.42 este era o padrão contínuo não uma exceção a implementaÇÃo efésios 4 confirma o com prom isso de ensinar jesus cristo após subir aos céus deu dons aos hom ens a fim de que servissem à igreja conform e está escrito uns para pastores e doutores [mestres professores ef 4.11 o propósito querendo o aperfeiçoam ento dos santos para a obra do ministério para edificação do corpo de cristo ef 4.12 mais outra prova de que os talentosos são chamados para o ministério da multiplicação e não da adição para o judeu não havia um a posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino por conseguinte quando a igreja do prim eiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais confrontou-se com um problem a as pessoas clamavam pelo dom de en sin o com todos os privilégios a ele p erten cen tes como resultado,tiago teve de em itir esta advertência meus irm ãos m uitos de vós não sejam m estres [professores sabendo que receberem os mais duro juízo tg 3.1 c onsiderando que o professor é com pelido a falar e que a língua é o últim o m em bro a ser dom inado tg 3.2 deve-se ter m uito cuidado ao aspirar tal responsabilidade ponderada e sensata as evidências bíblicas acima devem ser constrangedoras o bastante para atrair o sério e abortar o superficial este livro foi escrito p o r um grupo de especialistas em educação cristã cada um dos quais está interessado que o leitor esteja equipado para o maravilhoso e eterno privilégio de ensinar um pot-pourri de princípios e práticas é delineado incluindo valiosos entendim entos tanto para o professor iniciante com o para o experiente fundam entos são estabelecidos padrões são apresentados variedades de ensino são mostradas e papéis decisivos no ensino cristão são expostos tudo tendo em vista abastecer omanual de ensino do educador cristão mantenha-o em sua escrivaninha ao alcance da mão para pronta referência e leitura repetida 7

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1>1· i i 1 icadok cristÃo no sct 111»11 1 1 1.1111 descansava no transcurso de suas árduas campanhas ronlra os barbaros alemães o im perador romano marco aurélio,escreveu suas famosas meditações suas passagens favoritas estão contidas 11.1 abertura tio livro onde clc agradece aos professores de sua mocidade os quais tomaram providências para que ele não se tornasse um mero imperador mas um marco aurélio eu também tive bons professores e talvez três ou quatro ótimos que esta realização me impressione tanto depois de mais de quarenta anos de minha formatura não deveria parecer estranho mais do que foi estranho para marco aurélio registrar sua gratidão aos seus cinqüenta e tantos anos de idade leva pelo m enos duas décadas para o indivíduo descobrir que ele recebeu boa educação.toda verdadeira educação é uma bom ba de ação retardada m ontada e configurada na sala de aula para ser detonada em data posterior um fusível educacional de mais de quarenta anos não é algum pouco incomum É a oração dos autores deste livro que em gerações futuras talvez muito tem po depois que seus leitores estejam no céu um significativo corpo de hom ens e m ulheres levantar-se-á e chamará seus professores de abençoados nosso interesse é mais que o profissional é profundam ente pessoal e n s in a r é só e n fa doecanse ira se houvera lg umaou tr a co isa queapessoagos ta r ia d e fa z e r notas finais 1 .the word last night nova york harcourt brace ,jovanovich 1952 p 9 s 2.bíblia de almeida revista e atualizada n dot 8

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fundamentos para 0 ensino cristão

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1 seguindo o mestre em ensinar howard g hendricks introduÇÃo jesus era o mestre de quinta-essência ele fornece o padrão de ensino o exemplo de perfeição da pedagogia ele era a autoridade e o protótipo máximos do ensino ainda que nunca tivesse discutido o assunto suas ações modelaram a disciplina embora se tenha escrito mais sobre jesus com o pessoa do que qualquer outra figura da história seu papel com o mestre tem sido um tanto quanto minimizado talvez por causa da reação negativa à imagem de mestre que caracterizou o liberalismo do século xix herman harrell horne nom eia essa negligência de um a mina inexplorada no novo testamento mais de quarenta epítetos descrevem a pessoa e obra de jesus cristo por exemplo ele é senhor messias salvador filho de deus filho do hom em etc Às vezes é freqüente enfatizarse um mais que o outro nos evangelhos o term o mestre é uma das designações mais usadas para identificar jesus ocorre quarenta e cinco vezes em quatorze ocasiões ele é chamado de rabi assim é óbvio que um a das proeminentes funções de nosso senhor durante seu m inistério público foi a de ensinar com freqüência os pesquisadores bíblicos estudam o conteúdo dos evangelhos mas tendem a negligenciar a m etodologia destes textos sagrados precisamos nos lem brar que o que jesus disse e o que ele fez foram igualm ente inspirados p o r deus em toda cena e circunstância da vida de cristo ele poderia dizer eu faço sem pre o que lhe agrada jo 8.29 11

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manual de ensino para o educador cristÃo este estudo tende a ser sugestivo não exaustivo É comprometido com a proposição de que ao ensinar na maioria das vezes o processo é m aior que o produto por essa razão o leitor é induzido a usar o material apresentado com o incentivo ao estudo indutivo pessoal adieional É projetado para provocar não paralisar o pensam ento como a dona de casa o motorista de caminhão o analista de sistema o esteticista ou o médico podem tornar-se mestre talvez por apenas uma hora p o r semana trata-se de tarefa hercúlea mas todos podem os nos beneficiar do exem plo do m aior m estre a quem n icodem os perceptivam ente chamou de mestre vindo de deus jo 3.2 o homem o senhor era distintivo com o pessoa seu nascimento vida m orte e ressurreição foram todos sem igual esta singularidade também perm eia sua pedagogia jesus era coerente o que jesus disse e fez era uma coisa só ele nunca realizou algo que contradissesse o que ele ensinou esta coerência proporciona o modelo consistente porque ele cum priu toda a justiça o ensino de jesus é grande som ente se o conteúdo do seu ensinamento se conforma com a realidade um mestre criativo que ensina falsidade não é um grande mestre um mestre medíocre que lida inadequadamente com a verdade não se tom a grande só porque tenta confrontar grandes questões mas um grande mestre que traz perspectivas genuínas acerca da realidade ah há a sementeira para o verdadeiro ensino há o ensino de y shua se jesus não fosse quem reivindicava ser então ele não era um bom mestre ele teria sido charlatão e enganador em israel o falso mestre bem com o o falso profeta era condenado e não gratificado na teologia protestante clássica somos encorajados a pensar em jesus cristo com o possuidor de três ofícios principais são eles o profeta o sacerdote e o rei como profeta jesus é superior a moisés como sacerdote ele é mais grandioso que arão como rei ele é mais excelente que davi É hora de fazermos um acréscimo à nossa com preensão dos ofícios de jesus há um ofício de cristo que é negligenciado 12

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seguindo o mestre em ensinar pornós .ele é ta m b ém o mestre y shua é o sábio cuja sabedoria ultrapassa salomão jesus é o filósofo cuja sabedoria foi antecipada pela imagem da senhora sabedoria de provérbios 1 a 9· jesus é o magnífico rabi o mestre de todos os séculos que veio para explicar o próprio deus deus nunca foi visto por alguém o filho unigênito que está no seio do pai este o fez conhecer jo 1.18 o apóstolo paulo afirma que em cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência cl 2.3 no seu ensino e estilo de vida ele une realisticamente o saber e o fazer cf mt 5.36 7.24-27 saber e não fazer é não saber coisa alguma para jesus toda a aprendizagem se relaciona com o fazer a vontade de deus jo 7.15-17 e reforçamos o saber pelo processo do lazer como lebar sucintam ente declara jesus cristo era o mestre por excelência porque ele mesmo encarnava perfeitam ente a verdade ele entendia perfeitam ente seus discípulos e usava m étodos perfeitos para m udar as pessoas ele próprio era o caminho e a verdade e a vida jo 14.6 ele conhecia todas as pessoas individualmente e sabia com o era a natureza hum ana e o que havia genericam ente no hom em jo 2.24,25 ronald allen ressalta a singularidade de jesus com estas palavras temos a tendência de unir um grande m estre com um a grande instituição jesus não tinha tais ligações temos a tendência de pensar em um grande mestre como aquele que torna as coisas difíceis menos complexas jesus parecia apresentar com plexidades novas m esm o nas coisas simples temos a tendência de esperar que um grande mestre nos ajude a enfrentar a vida com mais independência jesus insistia que a nossa existência deve ser vivida em com pleta dependência uns dos outros temos a tendência de associar um grande mestre com a linguagem técnica do seu cam po de estudo jesus usava uma linguagem simples e as coisas do seu dia-a-dia 13

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manual de ensino para o educador cristÃo temos a tendência de reunir um grande mestre com seus brilhantes e eruditos alunos os que m elhor aprendiam de jesus eram os pobres os solitários os simples temos a tendência de imaginar um grande m estre no am biente de um a classe na escola a sala de aula de jesus era um a ladeira que dava para o m ar da galiléia um canto de uma sala de estar um passeio ao longo do caminho um pequeno espaço num barquinho hoje tem os a tendência de procurar um m estre que use as ferramentas da multimídia os instrum entos pedagógicos de jesus eram os céus os campos as montanhas os pássaros as tem pestades as ovelhas uma videira um poço e um a festa em suma o que quer que estivesse ao seu redor ele usava como ferram enta de ensino jesus era orientado À realidade ele não se ajustava ao status quo estudar a vida de jesus portanto sem pre nos rem ete à realidade.a realidade não o ritual era sua principal preocupação assuntos com o vida e morte céu e inferno dinheiro oração preocupação e crianças faziam parte do seu currículo ele não deu qualquer aula na qual se pedia aos discípulos escrevam isto porque algum dia vocês precisarão todos os seus ensinos aconteceram nas situações da vida cotidiana do nascim ento em uma manjedoura à m orte em um a cruz o salvador sem pre foi extraordinário no âmbito de sua moralidade ele foi totalm ente previsível no âm bito de seus m étodos totalm ente imprevisível ele nunca foi imprevisível apenas para ser diferente mas porque era diferente ele era irritante aonde quer que fosse gerava uma crise ele coagia os indivíduos a decidir a fazer escolhas dorothy sayers à sua maneira caracteristicam ente sarcástica comenta aqueles que crucificaram jesus nunca para fazer-lhes justiça o acusaram de ser pessoa chata m uito pelo contrário consideravam-no extrem am ente dinâm ico para ser digno de confiança foi deixado para as gerações posteriores encobrirem essa personalidade perturbadora e cercá-lo com um a atmosfera de tédio temos sido eficientes em aparar as garras do 14

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